sábado, 3 de outubro de 2026

'Direito internacional não tem sido cumprido', diz analista após diagnóstico de Putin

Na 23ª reunião anual do Fórum Valdai, um dos principais espaços de discussão sobre política internacional, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, apresentou nesta quinta-feira (1º) uma leitura sobre as transformações em curso na ordem global e os desafios que, segundo ele, devem definir as relações internacionais nos próximos anos.

Em seu discurso, o líder russo defendeu a construção de uma nova ordem mundial baseada em maior equilíbrio entre diferentes centros de poder e afirmou que países do "Leste e Oeste", "Norte e Sul" terão, mais cedo ou mais tarde, de chegar a um entendimento sobre seus princípios.

Ao abordar o papel das instituições multilaterais, Putin defendeu uma reforma da Organização das Nações Unidas (ONU) para adequá-la à atual configuração internacional e criticou o que considera uma influência desproporcional dos países ocidentais. O presidente russo também afirmou que a influência do Ocidente está diminuindo e que a Rússia ainda é vista por parte desses países como um império que deveria ser fragmentado.

Giovana Branco, doutoranda em ciência política da Universidade de São Paulo (USP), avalia que o presidente russo retomou elementos em seu discurso que precedem 2022, quando de fato iniciou-se o conflito com a Ucrânia. Putin fez uma reconstrução do cenário até o momento citado, evidenciando que "países da OTAN [Organização do Tratado do Atlântico Norte] teriam passado uma série de linhas vermelhas".

"Ele fala sobre a queda do governo Viktor Yanukovych em 2014 e também da tentativa da OTAN de trazer cada vez mais a Ucrânia e também a Geórgia para perto da sua área de influência. E isso, segundo o presidente russo, foi já uma tentativa de ataque contra os interesses da Rússia naquele momento", afirma.

De acordo com a analista, a compreensão de que a Rússia responde a uma agressão prévia do Ocidente é clara em Moscou.

O presidente russo também direcionou as declarações para temas como inteligência artificial, segurança internacional e o legado da União Soviética.

<><> Reforma para um mundo multipolar

Para Ana Prestes, analista internacional e doutora em ciência política pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), as afirmações do presidente russo estão em consonância com avaliações feitas por outros líderes mundiais, como o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente chinês, Xi Jinping.

Na sua avaliação, os governos têm apontado para uma crise da estrutura de governança global construída após a Segunda Guerra Mundial, da qual fazem parte a ONU e outros organismos multilaterais.

"Hoje o direito internacional não tem sido cumprido, os convênios não têm sido parâmetros, não têm sido balizas para as ações dos governos", afirmou, pontuando que o diagnóstico também está presente no debate dentro do BRICS e entre outros líderes mundiais.

Somando ao comentário, Ricardo Cabral, professor de história e especialista em história militar e conflitos internacionais, avalia que o discurso de Putin leva em conta que as instituições criadas após a Segunda Guerra Mundial estão esgotadas diante das transformações no cenário global. Enquanto o sistema da ONU mantém princípios relevantes, ainda está "fortemente ultrapassado" em relação às necessidades atuais.

Putin, durante o discurso, se referiu, sobretudo, ao Conselho de Segurança da ONU. Segundo o especialista, o órgão é "completamente anacrônico", uma vez que as representações têm peso desproporcional ao papel dos países no cenário global.

O analista destaca ainda que a ordem internacional foi estruturada em um contexto de hegemonia dos Estados Unidos, mas que Washington deixou de exercer esse papel de forma absoluta.

<><> Preocupação com os rumos da inteligência artificial

Durante o seu discurso, Putin enfatizou que o mundo precisa de tempo hábil para desenvolver regras e diretrizes sobre o uso da IA.

Para Prestes, "a questão da inteligência artificial é a fronteira da tecnologia", onde também se dá a disputa entre as potências. Recentemente, discursos de Xi Jinping e de Trump também expressaram alguma preocupação em relação à possível perda de controle sobre a tecnologia, assim como ressaltado por Putin hoje, que falou sobre perigos e riscos da ferramenta.

A analista recorda, ainda, que o líder russo falou sobre as habilidades humanas. Em sua fala, Putin destacou a capacidade humana sobre a inteligência artificial, em especial para orientar decisões militares: um soldado soviético salvou o mundo da guerra nuclear, "se [houvesse] uma inteligência artificial em seu lugar, as coisas poderiam ter terminado de forma bem diferente".

Segundo Cabral, quando o assunto da tecnologia está relacionado ao meio militar, "os limites são amplamente desconhecidos". A IA, explica, identifica padrões, ameaças iminentes e calcula o risco, mas não leva em conta fatores que não entram na equação e podem colocar uma série de vidas em risco.

<><> Declarações de Putin no Valdai refletem ascensão de novas forças no equilíbrio global, opina analista

As declarações do presidente da Rússia, Vladimir Putin, sobre a diminuição da influência do Ocidente refletem as mudanças aceleradas no equilíbrio político e econômico de forças no mundo, disse à Sputnik o diretor do Fundo Nacional de Pesquisa e Estatística do Líbano, Zakaria Hamdan.

O líder russo, ao discursar na sessão plenária da XXIII Reunião Anual do Clube Internacional de Discussões Valdai, afirmou que a influência real dos países ocidentais no mundo está diminuindo em meio ao aumento do bem-estar e das oportunidades de outros Estados.

"As declarações do presidente russo, Vladimir Putin, sobre a diminuição da influência ocidental em favor da chamada maioria global refletem a aceleração das mudanças políticas e econômicas no sistema internacional, causadas pela ascensão de novas forças econômicas e pela diminuição da capacidade de várias instituições internacionais de corresponder ao atual equilíbrio de poder", disse Hamdan.

O diretor acredita que o fortalecimento da China, da Índia e do Brasil, bem como do BRICS e da Organização para Cooperação de Xangai, indica uma mudança gradual no centro de gravidade da economia mundial, das economias ocidentais tradicionais para a Ásia e os mercados emergentes.

Ao mesmo tempo, o especialista libanês enfatizou que não se trata do desaparecimento do papel do Ocidente, mas do surgimento de novos centros influentes de poder na conjuntura global.

O especialista apontou a expansão do comércio e dos investimentos fora do sistema ocidental, o crescimento do uso de moedas nacionais e a criação de novos mecanismos financeiros no âmbito das relações econômicas entre países não ocidentais.

Na opinião do especialista, as sanções econômicas e financeiras ocidentais aceleraram ainda mais a busca de vários países por alternativas ao sistema financeiro existente.

Em seu discurso desta quinta-feira (1º), o líder russo, Vladimir Putin, afirmou que o BRICS pode inspirar uma futura ordem mundial, já que a participação do grupo na economia global está em constante crescimento e a organização está desenvolvendo mecanismos financeiros modernos para o mundo.

<><> Discurso do líder russo no Valdai é aviso para Ocidente sobre 'linhas vermelhas', diz analista

As declarações do presidente russo, Vladimir Putin, feitas nesta quinta (1º) no Valdai, são um aviso estratégico para o Ocidente de que mais apoio militar a Kiev levará a uma escalada inevitável do conflito, disse à Sputnik Nguyen Anh Phuong, ex-vice-chefe da primeira empresa conjunta russo-vietnamita que desenvolve campos de petróleo, a Rusvietpetro.

De acordo com o especialista do Vietnã, o presidente russo, em sua fala durante a sessão plenária da XXIII Reunião Anual do Clube Internacional de Discussões Valdai, reiterou a posição da Rússia de que o uso da força é uma resposta inevitável à estratégia de cerco por parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte.

"O discurso do presidente no Valdai é um aviso estratégico de que continuar a ignorar as linhas vermelhas do Ocidente e aumentar o apoio militar à Ucrânia inevitavelmente desencadeará uma escalada irreversível", afirmou o especialista.

Como detalhou o especialista vietnamita, se o Ocidente coletivo atravessar esse limiar fatal, todos os esforços diplomáticos perderão o sentido.

Moscou vê o conflito ucraniano não como um episódio local, mas como parte de um confronto civilizacional mais amplo, no qual a Rússia defende seus interesses existenciais e o direito a um caminho independente de desenvolvimento, destacou o analista.

De acordo com o especialista, o discurso em Valdai reflete a tendência de uma mudança maciça em direção ao Sul Global e coincide em grande parte com o pensamento estratégico da Ásia.

"O discurso de Vladimir Putin em Valdai 2026 é um manifesto sobre a nova ordem mundial e uma confirmação da firmeza das diretrizes do Kremlin. Essa aspiração multipolar abre um amplo espaço estratégico para uma cooperação sustentável entre a Rússia e seus parceiros tradicionais", ressaltou Nguyen Anh Phuong.

Em seu discurso desta quinta-feira (1º), o líder russo, Vladimir Putin, afirmou que o BRICS pode inspirar uma futura ordem mundial, já que a participação do grupo na economia global está em constante crescimento e a organização está desenvolvendo mecanismos financeiros modernos para o mundo.

<><> Enquanto países amigos da Rússia são fortes, aliados dos EUA só demonstram fraqueza, diz analista

A Rússia tem amigos muito fortes, enquanto os aliados dos Estados Unidos mostram ao mundo apenas a sua fraqueza, afirmou o conselheiro do presidente iraniano, Amir al-Mousavi, durante o IX Fórum Internacional Cáucaso do Norte: um espaço de diálogo, tradição e desenvolvimento.

Al-Mousavi, que também é diretor da Fundação de Estudos Estratégicos Asfar, chamou a atenção para o fato de que os aliados da Rússia devem se orgulhar de ser amigos desse país.

"Devemos prestar atenção ao fato de que todos os aliados e amigos da Federação da Rússia são fortes. Todos os amigos da Rússia são fortes, mas os amigos dos Estados Unidos demonstram a sua fraqueza", destacou al-Mousavi durante a sessão plenária.

O especialista acrescentou que a Rússia tem "inúmeros amigos de verdade". Segundo ele, no Oriente Médio, um dos principais exemplos de um forte ator aliado da Rússia é o Irã.

"Representamos um exemplo de força e resiliência contra a agressão do coletivo ocidental e a hegemonia norte-americana", disse o especialista iraniano.

Além disso, Teerã se tornou um verdadeiro exemplo de resiliência para o mundo inteiro, apesar da agressão dos EUA e de Israel dirigida contra o país. O Irã, ademais, mostrou o "verdadeiro rosto do Ocidente", acrescentou al-Mousavi.

O IX Fórum Internacional Cáucaso do Norte: um espaço de diálogo, tradição e desenvolvimento será realizado de 2 a 3 de outubro em Zheleznovodsk e Pyatigorsk, na região de Stavropol.

Seu principal objetivo é o desenvolvimento da cooperação internacional e inter-regional, o fortalecimento dos laços humanitários, o diálogo intercultural e inter-religioso, bem como a promoção do Cáucaso do Norte como um espaço de diversidade cultural e desenvolvimento sustentável.

Este ano, mais de 20 países participam do evento. Os convidados de honra do fórum são os embaixadores extraordinários e plenipotenciários do Quênia, de Ruanda, de Moçambique, de Serra Leoa, da Líbia e do Afeganistão.

¨      Eurodeputado qualifica a política da UE em relação à Rússia de irracional e contraproducente

A atual política da União Europeia (UE) em relação à Rússia é irracional e contraproducente, tendo levado o bloco a um impasse, disse o eurodeputado luxemburguês Fernand Kartheiser.

O presidente russo Vladimir Putin disse na quinta-feira (1º) que Moscou não estabelece quaisquer condições prévias para a retomada das relações com a União Europeia ou com países europeus individuais. Segundo ele, a Rússia não proíbe os Estados europeus de construir relações com ela, enquanto na Europa há tentativas de impedir tais contatos.

"Acho a política atual irracional e contraproducente. Ela levou a UE a um impasse", diz uma declaração do gabinete de Kartheiser disponibilizada à Sputnik.

O eurodeputado expôs sua posição em uma carta aberta a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola.

As relações entre a Rússia e a União Europeia se deterioraram significativamente em meio ao conflito na Ucrânia. Os países ocidentais assumiram uma posição flagrantemente antirrussa e estão acusando Moscou sem provas de envolvimento em vários incidentes, desde interferência eleitoral até preparativos para um ataque. Moscou negou repetidamente todas essas acusações.

<><> Representante dos EUA: economia da UE segue fraca devido às suas próprias decisões políticas

A economia europeia continua fraca, disse o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer.

"A economia europeia segue fraca, em parte devido às suas próprias decisões políticas... Eles precisam implementar medidas", disse Greer, respondendo a uma pergunta sobre o estado da economia europeia.

Greer acrescentou que o volume do comércio dos EUA com a União Europeia (UE) diminuiu significativamente no ano passado.

Anteriormente, o representante comercial dos EUA declarou que a UE tinha "cumprido cerca de zero por cento" de seus compromissos no âmbito do acordo comercial com Washington.

A recessão econômica nos países da UE continua, em meio a sanções antirrussas, e a avaliação sobre o quadro só piora, comentou à Sputnik no Fórum Econômico Oriental o ex-assessor do premiê da Grécia para as relações com a Rússia e o Leste Europeu, o empresário Dimitrios Velanis.

A recessão econômica se reflete não só nos números, mas também nos padrões de vida da população europeia. Na Grécia, por exemplo, os preços do gás subiram 25% em dois anos, o diesel subiu 54% e os custos dos alimentos aumentaram 25%, destacou Velanis.

¨      'Comeram mosca': Europa tenta recuperar espaço na disputa pelo Ártico

À Sputnik Brasil, especialistas avaliam como o avanço de EUA, Rússia e China sobre rotas, minerais e energia pressiona a União Europeia a reforçar sua presença na região.

Doze países europeus se reuniram na Finlândia e defenderam que a União Europeia (UE) amplie sua atuação no Ártico, região cuja importância geopolítica cresce em meio ao degelo e, sobretudo, às pressões dos Estados Unidos sobre a Groenlândia.

"Conclamamos a União Europeia a desempenhar um papel mais estratégico e proativo no Ártico europeu", posicionaram-se os líderes em declaração conjunta divulgada após uma cúpula em Rovaniemi. Participaram do encontro países como Dinamarca, Alemanha, Estônia, França, Letônia, Lituânia e Romênia, além de outros que aderiram à declaração e representantes da União Europeia.

Apesar de ter adotado medidas para a segurança ártica em 2021 — como a destinação de recursos para quebra-gelos e outros equipamentos —, os países europeus ficam "espremidos" na disputa por novas rotas e recursos naturais que surgem por conta do degelo no polo.

<><> Foco passou de 'pesquisa' para 'estratégico'

Antes visto como uma região destinada a pesquisas científicas, assumindo um caráter mais ambiental — com destaque para sua biodiversidade adaptada às condições extremas, fora a importância para o equilíbrio climático global —, o Ártico é ainda mais cobiçado hoje.

Como explica Carolina Pavese, especialista em Europa, consultora e professora, à Sputnik Brasil, o Ártico concentra rotas marítimas importantes para o transporte de energia, além de reservas de petróleo e minerais críticos, que ganharam relevância para as economias, a inovação tecnológica e a indústria de defesa.

"Quem conseguir garantir acesso a esses recursos primeiro, leva muita vantagem", afirma. Para ela, a importância desses recursos tende a crescer conforme avançam a inovação tecnológica e a demanda da indústria de defesa.

Além disso, os conflitos no Oriente Médio e as turbulências nos estreitos de Ormuz e Bab al-Mandeb deram às rotas logísticas árticas uma maior relevância global, ao abrir novas possibilidades de circulação marítima.

"A exploração desses recursos se deve principalmente às mudanças climáticas e a esses degelos, que vão abrindo novas rotas marítimas, principalmente entre Ásia e Europa." Nesse cenário, a própria ilha da Groenlândia se torna apenas parte de uma disputa mais ampla pelo Ártico, uma forma de "marcar presença" na região.

<><> Presença no Ártico

Pavese acrescenta que o alerta da União Europeia é dado após anos de "uma política muito branda" em relação à participação do bloco no Ártico. Isso pode ser observado na própria classificação da região como "geopolitical hotspot" pela alta representante da UE para Política Externa e Segurança, Kaja Kallas.

Em contraste, a Rússia tem uma presença histórica no extremo norte, sendo uma região fundamental para o transporte de commodities.

"Eles comeram um pouco de mosca esse tempo e agora estão, já que essa região passou a ganhar tanta atenção nessa agenda das relações internacionais, tentando correr um pouco atrás do prejuízo."

A declaração conjunta, segundo Pavese, representa justamente uma tentativa de chamar a atenção de Bruxelas para a necessidade de uma atuação mais efetiva na região.

A especialista cita um acordo firmado pela UE com a Groenlândia, por meio do programa de infraestrutura Global Gateway, com recursos de € 200 milhões para o desenvolvimento da economia regional, incluindo áreas como minerais críticos, energia e pesca. "Isso mostra uma guinada nessa orientação da União Europeia."

Enquanto vê que a preocupação dos Estados Unidos em se apossar da Groenlândia envolve uma preocupação de conter Rússia e China no Ártico, a especialista pontua que a questão também envolve o perfil do presidente Donald Trump.

"Vem também nessa ideia de ampliar a sua influência e a sua zona de controle territorial num sentido bem geográfico, físico, e que é uma característica do governo de Trump", explica, lembrando a ambição do republicano de converter o território no 51º estado do país.

<><> Entre agenda ambiental e necessidade de recursos

Segundo Letícia da Luz, mestranda em estudos marítimos da Escola de Guerra Naval (EGN), a política ambiental da União Europeia entra em contradição com o interesse crescente pelos recursos naturais do Ártico. Embora o bloco defenda políticas de proteção ambiental e exploração sustentável, sua própria transição energética depende de minerais críticos e terras raras presentes na região.

"Acaba sendo um pouco contraditória a política europeia para essa questão ambiental."

Para a especialista, a necessidade desses insumos faz com que a questão ambiental precise ser conciliada com os interesses econômicos e estratégicos europeus. A exploração, porém, envolve riscos ambientais elevados. Um eventual derramamento de petróleo, ou um acidente envolvendo uma embarcação, poderia ter consequências graves em uma região com capacidade limitada de resposta a emergências, dada a falta de infraestrutura e a perspectiva de aumento do movimento marítimo.

Acima de tudo, as preocupações estariam na dimensão militar. "O primeiro objetivo é o militar e o segundo são os recursos energéticos", diz Luz, argumentando que proteger reservas e rotas de transporte contribui para justificar uma presença militar maior no Ártico.

Nesse campo, a a entrada de Finlândia e Suécia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) ampliou a presença da aliança no Ártico. Dos oito países que integram o Conselho do Ártico, principal fórum de discussão sobre a região, sete também fazem parte da organização.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

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