Tecnologia
conecta cirurgiões durante operação robótica na Bahia
Uma
cirurgia robótica para correção de hérnia da parede abdominal marcou a estreia,
na Bahia, de uma tecnologia capaz de aproximar médicos separados por mais de
1,4 mil quilômetros. Durante o procedimento realizado no Hospital Mater Dei
Salvador (HMDS), um cirurgião localizado em São Paulo acompanhou a operação em
tempo real e interagiu com a equipe que estava no centro cirúrgico na capital
baiana.
Chamado
Intuitive Hub, o sistema é integrado à plataforma robótica Da Vinci Xi e
transmite áudio e imagens tridimensionais em alta definição. O especialista
remoto visualiza o mesmo campo cirúrgico do médico responsável pela operação e
pode conversar com a equipe ou fazer marcações virtuais na tela, exibidas
imediatamente no console utilizado em Salvador. Apesar da interação, o comando
do robô permanece com o cirurgião presente na sala.
Segundo
Jorge Matheus Campos, cirurgião geral e diretor técnico do HMDS, a ferramenta
amplia o intercâmbio de conhecimento durante os procedimentos. “A possibilidade
de consultar outro especialista no intraoperatório aproxima experiências e
permite discutir estratégias em tempo real, sem retirar do cirurgião local a
responsabilidade pela condução da operação”, explica.
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Distância encurta
A
plataforma possibilita a participação remota de até cinco profissionais ao
mesmo tempo. Com isso, cirurgiões e integrantes de equipes multidisciplinares
podem avaliar situações específicas e compartilhar impressões durante uma
operação, mesmo estando em cidades ou países diferentes.
A
tecnologia também poderá ser utilizada na teleproctoria, modalidade de mentoria
em que um profissional mais experiente orienta outro à distância, especialmente
em procedimentos de maior complexidade. “Não se trata de operar remotamente,
mas de levar conhecimento especializado para dentro da sala cirúrgica. Esse
suporte pode ser importante no planejamento de etapas delicadas e na tomada de
decisões, sempre respeitando os protocolos de segurança”, ressalta Jorge
Matheus.
Após a
primeira utilização do Intuitive Hub na Bahia, o recurso tornou-se disponível
para os demais cirurgiões robóticos do HMDS. A iniciativa acompanha um
movimento de expansão da telepresença na medicina, no qual a conectividade
passa a ser usada para treinamento, colaboração entre equipes e discussão de
casos sem substituir a atuação presencial do médico responsável.
• Faturamento alto não garante saúde
financeira a profissionais da saúde
Uma
agenda cheia e um faturamento elevado podem transmitir a impressão de sucesso
financeiro. Nos bastidores de clínicas e consultórios, porém, a realidade nem
sempre acompanha o volume de atendimentos. Custos mal dimensionados, retiradas
sem planejamento e desconhecimento sobre a margem de lucro fazem com que
profissionais da saúde trabalhem muito, movimentem valores expressivos e, ainda
assim, enfrentem dificuldades para manter as contas em equilíbrio.
Segundo
Catarina Lima, CEO da Referência Gestão de Saúde, um dos equívocos mais
frequentes é confundir o dinheiro que entra com o resultado efetivo do negócio.
“Faturamento não é lucro. Antes de representar ganho para o profissional, a
receita precisa pagar equipe, impostos, taxas, aluguel, insumos, equipamentos,
sistemas e outras despesas da operação. Sem conhecer esses números, é possível
ter uma clínica movimentada e financeiramente frágil”, explica.
O
problema também passa pela formação. Médicos, dentistas, fisioterapeutas e
outros profissionais são preparados para oferecer assistência qualificada, mas
nem sempre recebem conhecimentos sobre precificação, fluxo de caixa,
indicadores e planejamento tributário. A falta de acompanhamento pode levar a
atrasos no pagamento de impostos e taxas, incidência de multas, perda de prazos
e escolha de um regime tributário incompatível com a realidade do negócio.
Entre
os erros mais comuns estão misturar as finanças pessoais com as da clínica,
definir preços apenas com base na concorrência, realizar retiradas sem
estabelecer pró-labore e não criar reserva para períodos de menor movimento. A
inadimplência e os prazos de pagamento das operadoras de saúde também podem
pressionar o caixa.
Para
Catarina, contar com uma empresa especializada na gestão do negócio pode ser
uma alternativa especialmente importante para profissionais que não têm tempo
ou formação administrativa. “A gestão exige acompanhamento permanente das
finanças, dos tributos, dos contratos, dos processos e dos indicadores. Quando
esse trabalho fica sob a responsabilidade de uma equipe especializada, o
profissional de saúde pode se concentrar naquilo que faz melhor: cuidar do
paciente”, afirma.
A
consultora em gestão de saúde ressalta que melhorar o resultado nem sempre
significa aumentar o número de atendimentos. Revisar contratos, reduzir
desperdícios, corrigir a precificação e organizar os processos pode produzir
efeitos relevantes. “Uma gestão saudável dá segurança para investir na
qualidade do atendimento, cumprir as obrigações do negócio e construir uma
clínica sustentável no longo prazo”, conclui.
Fonte:
Carla Santana - Assessora de Imprensa

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