Psicanálises
– pelo direito à heresia
A
regulamentação estatal cumpre uma função na dominação burguesa, que é a de
dificultar aos trabalhadores o acesso às profissões. Ao estipular etapas e
desconsiderar outras que precisam ser cumpridas para se receber um título, ela
coloca interdições ao direito – teoricamente universal – ao trabalho. É como se
a burguesia privasse uma ferramenta dos trabalhadores, decidindo para quem
distribuí-la, de maneira meritocrática.
No
Brasil, a psicanálise encontrou ambiente propício para se desenvolver por fora
desse monopólio. Isso não se deve às especificidades da mesma, por exemplo, a
defesa freudiana de seu caráter laico e leigo. Se fosse assim, teria tido
destino semelhante nos demais países. O que se passa no Brasil é que a classe
dominante tem mais dificuldade para exercer monopólio sobre a saúde. Isso
explica sermos celeiro de saberes e práticas ditas alternativas, holísticas,
integrativas, espiritualistas e, também, importante foco de luta antimanicomial
e contra a medicalização da vida.
As
tentativas de regulamentação da psicanálise têm partido de iniciativas de
diversos setores, desde a corporação médica, buscando monoṕolio sobre a prática, até setores operando
nas frestas entre ciência e religião, como é o caso de escolas cristãs de
psicologia e psicanálise, que procuram, no Estado, uma forma de ganhar
reconhecimento. Até o momento, nenhuma obteve o sucesso pretendido, notadamente
devido à diversidade das categorias em luta, que impediram tornar a psicanálise
exclusividade de um setor.
Graças
a isso e à consistência teórica, a psicanálise brasileira ganhou relativa
força, popularidade e autonomia para crescer para além das instituições
acadêmicas. Psicanalistas se organizaram em escolas, de modo análogo a
corporações de ofício medievais, por meio das quais passaram a reivindicar,
para si, embora informalmente, a capacidade para formar psicanalistas. Não se
trata de um poder irrelevante já que, normalmente, a autoridade para ofertar
formações deste nível teórico-prático são tradicionalmente monopolizadas pelas
instituições de ensino superior.
No
resto do mundo, a tendência é tratar-se a psicanálise como sub-área da
psicologia – a ser buscada por médicos e psicólogos em pós-graduações. Enquanto
isso, no Brasil, ela se desenvolveu como campo independente, até mesmo oposto
aos saberes médico e psicológico hegemônicos. A partir das contribuições de
Jacques Lacan, passou a ser largamente abraçada por outras ciências humanas
como a filosofia e a linguística. E ao desenvolver-se para além das
universidades, desenvolveu-se para além dos universitários. É a partir daí que
a fração mais influente na Psicanálise, composta por universitários, passa a
encampar uma luta pela propriedade da psicanálise.
Essa
luta se dá em antagonismo à popularização dos saberes sobre a saúde. Trata-se
da procura da população de se apropriar e produzir conhecimento relativo ao
bem-estar físico e mental, buscando suprir demandas que não têm sido atendidas
pela medicina e psicologia hegemônicas (seja por desinteresse econômico, seja
por contradições culturais). Estes saberes populares evitam reivindicar os
significantes “medicina” e “psicologia”, que são propriedades privadas da
classe médica e psicológica, protegidos por lei. Isso não significa que os
“terapeutas alternativos” não procurem aprendê-los e aplicá-los da forma que
conseguem.
Isso já
não é um problema com relação à psicanálise. Não sendo propriedade de uma
corporação, ela não encontra barreiras legais para ser utilizada pela classe
trabalhadora. É quando começam antagonismos que contagiam até setores
simpáticos ao comunismo, mas que ainda reverberam a cultura protecionista
pequeno-burguesa.
Os
trabalhadores do campo e da cidade não são aquelas figuras idílicas que
aparecem nos panfletos da União Soviética estalinista ou na romantização que
imaginamos sobre os povos oprimidos. São setores nos quais estão impressas as
contradições arraigadas da sociedade capitalista. No Brasil, gostemos ou não, a
longa e forte presença do cristianismo entre a população tornou previsível a
formação de uma “psicanálise cristã”, por exemplo.
Afinal,
não é somente o médico, mas também o padre a ter interesse pelo saber
inaugurado por Freud (e por “padre” leia-se, também: a benzedeira, o coach, a
curandeira, o médium, o pastor, o xamã etc). É quando o “bom selvagem” que
imaginamos nos textos de antropologia das cadeiras introdutórias da faculdade
dá lugar ao cidadão real, semiurbanizado, herdeiro da cultura conservadora que
aprendeu na roça, ou do trabalhador de classe média subempregado, ambos tomados
pela pressa de quem precisa pagar as contas no final do mês. Basta uma dose de
propaganda para que o outro da esquerda se transmute, de bom selvagem para
besta-fera.
É aqui
que o psicanalista estabelecido é confrontado com duas opções: tratar a
psicanálise como significante fálico a ser reivindicado e, consequentemente,
castrado do outro – essa besta-fera que goza desgovernadamente com a
Psicanálise – ou tratar suas miscigenações (vulgarizações, popularizações,
transmutações, prostituições, banalizações, imposturas ou chamem como quiserem)
como manifestações legítimas do discurso que vem do outro, formuladas através
de suas próprias resistências, a serem abordadas pela via da elaboração, não da
repressão.
Em bom
português, é basicamente o que Freud defendeu à conclusão de seu texto Sobre a
análise leiga (1926), onde orientava os psicanalistas médicos a não perseguirem
psicanalistas não médicos, mas a se aproximarem deles, em nome dos benefícios
advindos da aproximação.
No que
tange ao ensino da psicanálise, a referida autonomia permitiu aos psicanalistas
organizarem seus próprios cursos, em vez de se envolverem, por exemplo, no mais
trabalhoso, burocrático e desgastante formato que são os cursos de graduação.
Dentro das universidades, contentaram-se em deixar a psicanálise na condição de
disciplinas isoladas, ou organizá-la para o nicho mais elitizado e valorizado
das pós-graduações. Com a popularização da psicanálise, o que estes pequenos
produtores não tinham condições para fazer foi mais facilmente resolvido pelo
médio capital e seu modo de produção em escala. Foi assim que esses
capitalistas deram início a cursos universitários de psicanálise ao nível do
bacharelado.
Isso
escandalizou a comunidade psicanalítica estabelecida. Toda sorte de argumento
passou a ser invocada – inclusive argumentos contraditórios entre si – com a
finalidade de interditar essa iniciativa. Por exemplo, argumentou-se que a
psicanálise é incompatível com o modelo de curso de bacharelado, deixando
inexplicado o fato de que, até então, ela sempre foi tratada como bastante
compatível com cursos de pós-graduação ou então como disciplinas isoladas de
bacharelados.
Em
seguida, passou-se a criticar o fato de os cursos se darem em faculdades
privadas, predominantemente na modalidade à distância, o que nos leva a
concluir que, se fossem em faculdades públicas e na modalidade presencial, essa
crítica não se aplicaria. Ou seja, a segunda crítica pede uma solução
incompatível com a primeira crítica.
Toca-se
num ponto sensível, que também virou um significante fálico, a noção de
“formação”. Primeiro, diz-se que a formação do psicanalista é permanente,
portanto, que o psicanalista jamais pode se dar por “formado”. Só não se
explica que isso também é verdadeiro para as demais profissões, sendo que em
nenhum campo profissional se presume que o bacharel, logo após a “formatura”,
está pronto e acabado para executar tudo o que se demanda de seu ofício.
Tampouco
se explica que isso é igualmente verdadeiro para as artes, sem impedir que um
bacharelado em arte organize sua cerimônia de formatura, ou que alguém que
nunca fez faculdade se apresente como artista.
Fato é
que os psicanalistas, em algum momento de suas carreiras, e geralmente muito
cedo, imprimiram seus cartões de apresentação na gráfica onde anunciam-se,
denominam-se, assumem a “forma” de psicanalista. Trata-se de uma instituição
imaginária, uma tentativa de dar corpo a algo que é do inconsciente. Isso é
inevitável na comunicação humana.
Se
apresentar-se como bacharel em psicanálise é um problema, deveria ser
igualmente problemático apresentar-se simplesmente como psicanalista, tanto
quanto apresentar-se como “professor da universidade tal, doutor pela
universidade tal, membro da associação tal” etc. Incoerente é impor interdição
aos primeiros e não aos demais, em nome de que um título nada informa sobre o
trabalho analítico.
O que
tenta se apresentar como uma luta anticapitalista se revela como luta
tipicamente concorrencial, na qual o objetivo é fechar o negócio do concorrente
a qualquer custo, sempre sob o pretexto paternalista de ser o melhor para a
população. Esquece-se de que as lutas dos trabalhadores não visam fechar
empresas mas controlá-las. Inicialmente são lutas econômicas, que concorrem
pela mais-valia, exigindo melhores salários, melhores condições de trabalho,
além de – no caso do Ensino Superior – contemplar reivindicações de estudantes,
técnicos e da comunidade. Num horizonte mais distante, busca-se estatizar o
capital privado.
Naturalmente
que esse movimento demandaria iniciar por uma escuta aos trabalhadores e ao
público afetado pelo negócio capitalista, e não sua desumanização, como se tem
feito. Até o momento, a elite psicanalítica preferiu se colocar na posição
discursiva que Jacques Lacan denomina “da universidade” (S2/S1 ➝
a/$), falando como cadeia significante sobre um outro que é
objeto. Objetificado, o outro não fala, apenas é
falado.
Da
cadeia significante se pronunciam apenas certezas a seu respeito, jamais
considerado como sujeito, dificultando qualquer deslizamento para outras
posições discursivas. Falam peremptoriamente da psicanálise e de onde ela pode
ou não acontecer; da estrutura universitária, algo engessado e imóvel; dos
professores, que não seriam psicanalistas; dos estudantes, que entrariam
desqualificados no mercado de trabalho; dos pacientes, futuras vítimas
desavisadas desses bachareis.
Colocam-se
no lugar da lei, assumindo a posição discursiva “do mestre” (S1/$ ➝
S2/a), comandando a cadeia significante, no avesso da psicanálise
que é, justamente, apontar os furos da lei. Recorrendo ao
Ministério da Educação para proibir cursos
superiores de se apresentarem como psicanálise (outrora
recorreram ao ministério público para barrar
psicanálises que operavam “fora dos cânones”),
dão força à
narrativa que coloca a psicanálise como um objeto
sob ameaça e que precisa ser cuidada pela mão
pesada do Estado. Fortalecem a demanda social por regulamentação. Tentam se
tornar o ente regulamentador que até então procuravam combater.
As
“heresias psicanalíticas” ao modo de psicanálises atravessadas pela cosmovisão
religiosa, ou das graduações em Psicanálise, aumentam e diversificam o
contingente que se apropria deste significante. Destaco, entretanto, que o
termo apropriação, no que tange a um bem cultural, não pode ser entendido da
mesma forma que a apropriação da riqueza material. Apropriar-se de terras ou de
capital implica desapropriar alguém, privando-o do acesso ao mesmo. No caso de
um bem simbólico, isso significa multiplicá-lo, e não fere o uso de quem queira
se apropriar de maneira diferente.
O que
temem, os que falam em nome de uma ortodoxia psicanalítica, se a presença de
“pseudopsicanalistas” não os impede de continuar trabalhando como julgarem
pertinente? Não são eles próprios a dizer, corretamente, que uma falsa
psicanálise não é capaz de sustentar a transferência, sucumbindo por si
própria? Se aceitarmos a hipótese de que psicanálises “charlatães” estão
proliferando por aí, ela só nos informa sobre o aumento da demanda popular pela
psicanálise, e a aproximação com este público de maneira respeitosa e não
autoritária é o que pode produzir resultados benéficos para a população
envolvida e convidá-la a participar do que exista de melhor em matéria de
psicanálise.
Há medo
de que a existência de cursos de graduação em psicanálise abra caminho para que
apenas egressos destes cursos sejam contemplados por uma futura regulamentação
que os dê a exclusividade do exercício profissional. Trata-se de um medo
infundado, já que isso precisaria passar por cima de corporações tradicionais,
fortes o suficiente para não ficarem de fora de qualquer tipo de sistema
regulatório. Refiro-me aos conselhos de medicina e psicologia e às organizações
coletivas de Psicanálise.
O mesmo
medo é infundado com respeito a tentativas de regulamentação da psicanálise que
privilegiem igrejas evangélicas. Estas têm buscado regulamentação para tentar
ganhar algum reconhecimento, mas a experiência tem mostrado que não conseguem
criar regulamentações que atropelem setores já estabelecidos e tradicionais. As
escolas cristãs de psicanálise não têm força política para impedir que médicos,
psicólogos, leigos e outros profissionais continuem praticando e transmitindo a
psicanálise, e creio que nem seja sua intenção.
Resumidamente,
uma regulamentação proibitiva – e este é o objetivo de toda regulamentação
implementada até hoje – tem mais dificuldade de acontecer, quanto maior e mais
diversificado for o contingente populacional envolvido. Na hipótese de que os
mais diversificados setores se apropriarem da psicanálise (ou “de
psicanálises”), qualquer regulamentação precisará ser tão ampla que não terá
qualquer efeito sobre a prática existente na atualidade.
Além
disso, a aproximação do grande público à psicanálise deve ser bem-vinda, mesmo
que por vias aparentemente tortuosas. Essa aproximação acontecerá pelas vias
significantes do público, que não são as mesmas vias significantes do
psicanalista tradicional. Tudo isso é elemento para o aprimoramento da
psicanálise em sua escuta, inclusive para aquilo que os psicanalistas de
esquerda tanto querem: dialogar com o povo. Um hipotético livro com o título
“Jesus, o grande psicanalista” ou “psicanálise da felicidade” etc, seria mais
uma porta aberta, ao leitor, à possibilidade de elaboração em direção à
psicanálise, muito mais do que ameaça.
Precisamos,
também, estar atentos à instrumentalização das denúncias de violência de gênero
que procuram insinuar a necessidade de um conselho regulatório para controlar a
psicanálise. A violência, seja de gênero ou qualquer outra, é encaminhada ao
Judiciário, que é o sistema que aplica as leis. Isso não é função dos conselhos
profissionais. O que os conselhos fazem, a partir do veredito ou sentença
judicial, é avaliar se o profissional sob sua tutela pode receber certa
advertência ou interdição no que tange ao exercício profissional. A
interferência do conselho de classe normalmente se resume a três níveis,
conforme a gravidade do problema: advertência privada, advertência pública ou
perda da credencial.
Especialmente
sobre uma profissão que depende de indicações, do boca-a-boca, da boa imagem
pública, numa atividade que não recebe a proteção de instituições poderosas ou
da mídia, uma acusação que vá a julgamento, mesmo quando não incorra em
culpabilidade, estigmatiza seu usuário, que dificilmente conseguirá indicações
ou novos pacientes. Ou seja, não há necessidade de pedirmos a existência de um
órgão regulamentador para nos proteger das possíveis violências que possamos
sofrer de psicanalistas, já que o órgão não terá condições de fazer muito mais
do que já é feito, e resultará no preço de impor-se uma interdição prévia a
toda uma população trabalhadora honesta.
Lembremo-nos,
por exemplo, que o campo psicanalítico tem sido historicamente o mais procurado
pelo público mais vulnerável, que é o feminino. As primeiras mulheres
psicoterapeutas que realizaram a epopeia de cursar uma faculdade de Medicina,
há um século, curiosamente se tornaram psicanalistas, não psiquiatras. Sabemos
de importantes psicanalistas mulheres que, primeiro, foram analisantes de Freud
e seus colegas. Não vemos este fenômeno entre as pacientes da psiquiatria.
Hoje, o
leitor que investigar a participação em instituições de psicanálise encontrará
maioria avassaladora de mulheres, inclusive nos quadros de direção, de modo
muito mais expressivo do que em outras organizações do campo da saúde. Tudo
isso é para dizer que, se o poder e a hierarquia que estruturam a sociedade
também se infiltram na comunidade psicanalítica, que não é uma bolha protegida,
é plausível falarmos da psicanálise como um campo onde estes problemas recebem
mais atenção e possibilidade de intervenção do que em outros, no sentido
contrário do que a mídia burguesa tem apresentado.
A
organização de um conselho de classe, como ocorre em outras profissões, tende a
amplificar as relações de poder e hierarquia no campo, e o distanciamento entre
o topo e a base, aprofundando, em vez de arrefecer, os problemas decorrentes
dessa desigualdade.
Note
que, entre os conselhos de classe mais poderosos que existem, está o de
medicina. Por acaso ele é minimamente suficiente para impedir a violência e os
abusos de poder no ambiente hospitalar? Que perguntemos às enfermeiras e ao
corpo técnico auxiliar na saúde. E o que faz a poderosa Ordem dos Advogados do
Brasil em relação aos mandos, desmandos e arbitrariedades dos magistrados
brasileiros?
Mesmo
em relação a atividades que são controladas não apenas por conselhos de classe
mas, também, por agências de fiscalização, tudo o que conseguem fazem é uma
fiscalização residual, que não arranha minimamente a estrutura de exploração
capitalista, mantendo a desigualdade que é o fundamental para a perpetuação da
violência. Isso se deve ao fato de que estes conselhos acabam dominados pelas
alas mais poderosas da categoria, aquelas com conexões junto à burguesia, sem
pretensão de apresentar-lhe oposição e disposta a colaborar na eliminação de
adversários.
O único
controle que pode atuar em favor do povo é um sistema controlado pelo povo, que
precisa ser mais amplo do que o regime de votação interno da corporação. Mas
dado que estamos num regime controlado pela burguesia, mesmo tal sistema
sofreria todo tipo de pressão para ser subvertido. Eis por que a luta
democratizante dentro da psicanálise ou qualquer campo profissional não deve
ser pela criação de instâncias de exclusão, mas de organizações que lutem pela
inclusão.
Sabemos
que a comunidade psicanalítica anda às voltas com o problema da regulamentação,
e já manifesta certa preocupação de que ela virá, mais cedo ou mais tarde,
sendo questão de acomodar-se a ela. Certos psicanalistas, inclusive, dada a
falta de perspectivas, até se mostram favoráveis à mesma, sem saber exatamente
o que isso irá representar de benefício à categoria ou a si mesmos,
argumentando vagamente que este hipotético supereu da psicanálise irá “colocar
ordem na bagunça”.
A
unificação da classe virá de suas lutas por direitos, não de disputas internas.
Lutas que reivindiquem editais, concursos e oportunidades de trabalho no campo
(como clínicas públicas estatais ou mais espaço no Sistema Único de Saúde). São
lutas pela ampliação da psicanálise. Note que isso não requer a existência de
um conselho de classe que dê autorização profissional. Critérios como os que se
aplicam aos artistas e outras categorias não-regulamentadas são perfeitamente
viáveis, como tempo de prática ou estudo, histórico profissional, projetos etc.
Está mais do que na hora de as escolas e coletivos de psicanálise se
organizarem em torno de pautas propositivas que reivindiquem do Estado mais
recursos para a categoria.
Fonte:
Por Flávio Amaral, em A Terra é Redonda

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