Lula
unifica a esquerda, ao contrário da direita, que se mantém fragmentada
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializa neste domingo sua candidatura à
reeleição durante a convenção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) em uma
posição inédita na política brasileira. Segundo reportagem da Reuters,
Lula reúne, pela primeira vez em quase quatro décadas de disputas eleitorais, o
apoio dos cinco principais partidos de centro-esquerda do país, consolidando
uma ampla frente progressista para a eleição presidencial.
A
unidade contrasta com o cenário da direita brasileira, que permanece
fragmentada entre diferentes lideranças e correntes políticas, mesmo tendo a
extrema direita como principal força eleitoral do campo conservador.
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Frente ampla se consolida em torno de Lula
A
coalizão que apoia Lula reúne legendas que historicamente disputavam espaço
entre si. O movimento é visto por dirigentes como uma resposta ao
fortalecimento da extrema direita e à necessidade de preservar um campo
democrático capaz de enfrentar a polarização política.
Para
Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, a conjuntura exige união.
“A
direita-extrema se mantém viva e o campo popular democrático, que nós
representamos, precisa se unir. Temos que ter lado, é uma questão de
coerência”, afirmou à Reuters.
O
dirigente ressaltou que o momento político levou partidos tradicionais da
centro-esquerda a deixarem diferenças históricas em segundo plano para
construir uma candidatura comum.
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PT fez concessões inéditas para ampliar a aliança
A
Reuters informa que o PT promoveu concessões importantes para consolidar a
coalizão.
Entre
elas está a decisão de abrir mão da cabeça de chapa em Estados como Rio Grande
do Sul e Paraná em favor do PDT, gesto considerado inédito desde a
redemocratização.
Segundo
Eden Valadares, secretário de Comunicação do PT, o apoio conquistado por Lula
foi resultado de negociações políticas.
“O
apoio de todos esses partidos a Lula não é automático. Há um processo de
mediação no qual todos se sentem incluídos”, afirmou.
<><>Direita
cresce, mas segue dividida
Embora
pesquisas indiquem crescimento da identificação do eleitorado com posições de
direita nos últimos anos, a Reuters destaca que esse campo permanece sem a
mesma capacidade de convergência demonstrada pela esquerda em torno de Lula.
O
cientista político Creomar de Souza avalia que os partidos progressistas
encontraram uma solução pragmática ao se unirem em torno da liderança do
presidente.
“Ao
entrarem na campanha eleitoral do Lula, eles têm a vantagem de se ancorar na
figura política que Lula representa e nos impactos que essa figura ainda tem do
ponto de vista eleitoral”, afirmou.
Atualmente,
Lula aparece à frente de Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto
para os dois turnos da eleição, mantendo uma vantagem pequena, mas consistente.
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Unidade construída diante da polarização
Para
dirigentes da coalizão governista, a união da esquerda reflete também uma
mudança no sistema político brasileiro.
Segundo
dados citados pela Reuters, entre 2014 e 2023 a parcela de brasileiros que se
identificam como de direita passou de 26% para 37%, enquanto aqueles que se
declaram de esquerda recuaram de 29% para 23%.
Na
avaliação dos partidos aliados, esse cenário tornou indispensável a construção
de uma frente ampla para enfrentar o avanço da extrema direita.
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Sucessão permanece em aberto
Se a
unidade em torno de Lula representa hoje um dos principais ativos do campo
progressista, a sucessão presidencial após o atual ciclo político ainda
permanece sem definição.
A
Reuters observa que nomes como os ex-ministros Fernando Haddad e Camilo Santana
são frequentemente citados entre possíveis herdeiros políticos de Lula, mas
nenhum deles reúne, até o momento, o mesmo grau de influência nacional e
internacional do presidente.
Para
Juliano Medeiros, ex-presidente do PSOL, o desafio da esquerda será preservar
essa convergência quando Lula deixar a disputa eleitoral.
“Hoje
nós temos a sorte de ter uma figura como Lula, que tem a capacidade de falar
para além da bolha da esquerda. Entre agora e 2030, teremos de debater uma
visão para o país, uma estratégia comum”, afirmou à Reuters.
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Flávio Bolsonaro fica cada vez mais isolado e sem
alianças com partidos do Centrão
O
senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, enfrenta
dificuldades crescentes para construir uma aliança ampla com os partidos do
Centrão. Segundo informações de O Globo, a decisão do Progressistas
(PP) de permanecer neutro na disputa presidencial representa um duro revés para
a estratégia do PL e reforça o isolamento da candidatura.
A
expectativa dos aliados de Flávio era atrair o PP para a chapa por meio da
senadora Tereza Cristina (MS), considerada uma das principais opções para a
vice-presidência. No entanto, a legenda optou por não aderir formalmente à
campanha.
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PP rejeita integrar a chapa
De
acordo com O Globo, Tereza Cristina chegou a aceitar o convite para compor
a chapa presidencial e tentou convencer a direção do PP a rever sua posição.
Após consultar os diretórios estaduais, porém, o partido decidiu manter a
neutralidade.
A
decisão frustrou os planos do PL, que via na ex-ministra uma forma de ampliar o
diálogo com o agronegócio e fortalecer a candidatura entre o eleitorado de
centro.
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Centrão mantém distância
Além do
PP, outras siglas importantes do Centrão também indicam que não pretendem
formalizar apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.
Segundo
a reportagem, União Brasil e Republicanos caminham para adotar uma posição de
neutralidade na eleição presidencial, dificultando a formação de uma frente de
centro-direita em torno do candidato do PL.
O
cenário contrasta com o esforço da campanha para ampliar sua base política às
vésperas do encerramento do prazo para registro das chapas.
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Críticas à estratégia do PL
Dirigentes
do PP ouvidos por O Globo criticaram a condução das negociações pelo
entorno de Flávio Bolsonaro.
Segundo
eles, a divulgação pública do nome de Tereza Cristina antes da conclusão das
conversas foi interpretada como uma tentativa de criar um fato consumado e
pressionar o partido a aderir à candidatura.
Nos
bastidores, integrantes da legenda classificaram a estratégia como equivocada,
o que contribuiu para aumentar a resistência ao acordo.
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Busca por um vice continua
Sem
consenso em torno de Tereza Cristina, Flávio Bolsonaro segue em busca de um
nome para a vice-presidência.
A
reportagem informa que pelo menos dez nomes foram considerados ao longo das
negociações e que a preferência do PL é por uma mulher, numa tentativa de
ampliar a identificação da chapa com o eleitorado feminino.
Entre
as alternativas discutidas internamente aparecem parlamentares como Bia Kicis,
Julia Zanatta e Priscila Costa.
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Negociações seguem até o prazo final
A
campanha também tenta abrir novas conversas com o Republicanos, buscando
viabilizar o nome de Daniella Marques para a vice, além de manter contatos com
o Podemos, embora sem avanços significativos.
A
estratégia é prolongar as negociações até o limite legal para o registro das
candidaturas, em 5 de agosto, na expectativa de evitar o fechamento antecipado
das alianças.
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Isolamento amplia desafio eleitoral
Segundo O
Globo, as dificuldades para atrair partidos do Centrão refletem um cenário
político mais complexo para a candidatura de Flávio Bolsonaro, marcado por
divergências internas no PL e pela resistência de legendas que preferem manter
independência na disputa presidencial.
O
isolamento nas negociações partidárias ocorre enquanto o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva amplia sua coalizão de apoio, consolidando alianças com partidos
do campo de centro-esquerda e reforçando sua posição na corrida eleitoral.
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Flávio não empolga e Tarcísio compara com Bolsonaro:
“tinha Breno Altman: “Flávio Bolsonaro não vai dar vez a Caiado”
O
jornalista Breno Altman avaliou que a pressão de setores do mercado financeiro
pela substituição de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por Ronaldo Caiado na corrida
presidencial não deverá alterar os planos da família do ex-presidente Jair
Bolsonaro. Para ele, o senador não tem razões políticas ou financeiras para
abrir mão de uma candidatura sustentada pelo maior partido da direita e pelo
eleitorado reunido em torno do pai.
A
análise foi feita durante entrevista ao programa Bom Dia 247, da TV 247. Altman
comentou as articulações eleitorais da direita depois que representantes da
Faria Lima passaram a manifestar preferência por Caiado, ex-governador de
Goiás, como alternativa ao nome escolhido pelo PL.
“Vejo
raríssimas possibilidades disso acontecer. Jamais considerei essa uma hipótese
relevante. Por que ele faria isso? Quem tem os votos é a família Bolsonaro. Por
que eles entregariam os votos para o Caiado?”, questionou.
A
discussão ganhou força após relatos de que gestores, economistas e empresários
ligados ao centro financeiro de São Paulo torcem pela desistência de Flávio.
Apesar da resistência do setor, o senador foi oficializado pelo PL como
candidato ao Palácio do Planalto durante convenção realizada no sábado (25), no
estádio do Pacaembu, em São Paulo. O evento contou com a participação do
presidente argentino Javier Milei, que declarou apoio ao representante do
bolsonarismo.
Segundo
Breno Altman, a preferência de parcelas do empresariado por Caiado não é
suficiente para provocar uma reorganização da direita. Em sua avaliação, o
poder de decisão permanece com o grupo político que controla os votos, a
estrutura partidária e os recursos necessários para disputar a Presidência.
“Você
apoia um candidato de outro partido quando esse candidato tem força própria e é
capaz, por conta da sua própria força, de avançar. Não era o caso do Ciro Gomes
em 2018 e não é o caso do Caiado agora”, afirmou, comparando a situação atual à
pressão sofrida pelo PT para abandonar Fernando Haddad e apoiar Ciro Gomes na
eleição vencida por Jair Bolsonaro.
Altman
sustentou que Flávio dispõe de condições materiais para manter uma campanha
nacional mesmo sem a adesão dos setores mais influentes do mercado financeiro.
Ele destacou o tamanho do PL e o volume de recursos públicos que o partido
poderá destinar à candidatura.
“O
fundo eleitoral sustenta a campanha presidencial. Olha o tamanho do PL. O fundo
eleitoral do PL é enorme. Flávio Bolsonaro tem garantidos pelo menos R$ 150
milhões. Com isso, faz-se uma campanha enorme”, disse.
O
jornalista ressalvou que esse valor representaria um patamar mínimo, sem
considerar eventuais contribuições privadas ou outras fontes de financiamento.
Na sua visão, a estrutura partidária torna inviável a tentativa de forçar o
senador a ceder espaço a um nome mais próximo das preferências da Faria Lima.
Altman
também diferenciou a família Bolsonaro da direita tradicional que, durante
décadas, manteve relações sociais e políticas mais estreitas com as elites
econômicas de São Paulo. Segundo ele, os Bolsonaro nunca foram plenamente
integrados aos círculos tradicionais da burguesia paulista, mas construíram uma
base própria, ligada sobretudo a setores do agronegócio, do comércio e do
empresariado conservador.
“A
família Bolsonaro não é parte dos salões de festa da burguesia brasileira. Ela
é diferente do que eram os tucanos. Fernando Henrique era chamado à casa dos
grandes empresários, fazia parte daquele ambiente. Os Bolsonaro não são isso”,
declarou.
Essa
distância, entretanto, não significaria fraqueza. Para Altman, o bolsonarismo
conquistou autonomia política em relação ao empresariado e passou a condicionar
as escolhas da própria direita. Em vez de depender integralmente do apoio
econômico das elites tradicionais, o movimento teria criado uma relação na qual
parte dos empresários acaba obrigada a se adaptar à força eleitoral da família
Bolsonaro.
“É
próprio dos movimentos fascistas adquirir certa autonomia em relação ao
empresariado, subordinar o empresariado e não ser subordinado por ele”,
afirmou. “A Faria Lima vai chorar na cama, que é mais quentinho, mas o
candidato da direita é Flávio Bolsonaro.”
A
avaliação coincide com o cenário mostrado pela pesquisa BTG Pactual/Nexus
divulgada nesta segunda-feira. Em uma simulação de segundo turno, Lula aparece
com 47% das intenções de voto, contra 43% de Flávio Bolsonaro. Contra Caiado, o
presidente registra 45%, enquanto o ex-governador alcança 43%. Os resultados
indicam uma disputa apertada, mas também mostram que a troca do candidato
bolsonarista por outro nome da direita não produz, neste momento, uma mudança
expressiva no quadro eleitoral.
Para
Altman, a proximidade dos resultados está relacionada à consolidação de dois
grandes blocos políticos no país. De um lado, há o eleitorado liderado por
Lula. De outro, o segmento reunido em torno de Jair Bolsonaro. Esse processo,
que o jornalista chamou de “calcificação” do eleitorado, reduziria o espaço
para mudanças bruscas de posição.
“Você
tem hoje um bloco de eleitores liderado por Bolsonaro e um bloco de eleitores
liderado por Lula que não se mexe, não importa o fato político. O trânsito de
um lado para o outro é muito pequeno”, explicou.
Altman
estimou que o grupo efetivamente disponível para mudar de voto pode representar
entre 8% e 10% do eleitorado. São os chamados independentes ou pendulares, que
podem escolher candidatos a partir da conjuntura, de denúncias, de resultados
econômicos ou da rejeição pessoal a determinado nome.
Na
avaliação do jornalista, parte desse segmento se afastou de Flávio Bolsonaro
nos últimos meses. Ele relacionou o movimento às denúncias envolvendo o
senador, às disputas internas da família Bolsonaro e ao apoio dado pela extrema
direita brasileira às pressões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
contra o Brasil.
“Esses
eleitores independentes ganharam certo asco das atitudes, da situação ou do
comportamento de Flávio Bolsonaro e se inclinaram em favor de Lula”, declarou.
Apesar
desse deslocamento, Altman considera que a eleição continuará marcada por forte
equilíbrio. Na sua interpretação, Lula parte com uma vantagem pequena, mas
enfrenta uma disputa semelhante à de 2022, quando derrotou Jair Bolsonaro por
margem estreita no segundo turno.
“Todas
as pesquisas apontam mais ou menos para o mesmo cenário: uma diferença entre
Lula e Flávio Bolsonaro que gira entre quatro e seis pontos. É uma eleição
muito apertada, mas na qual o presidente Lula sai uma cabeça na frente”,
afirmou.
Altman
classificou Flávio como um candidato com dificuldades de comunicação e menor
força pessoal do que o pai. O senador, contudo, seria beneficiado pelo apoio
direto de Jair Bolsonaro e pela estrutura política construída em torno do
antipetismo.
“Flávio
Bolsonaro é um candidato fraco, sem carisma, chega até a ser patético em certos
momentos. Mas ele é ajudado, e muito, pelo pai. O pai é o dono dos votos da
direita”, disse.
Por
essa razão, o jornalista considera que a intenção de voto registrada pelo
senador não pode ser analisada apenas como resultado de suas qualidades
individuais. Parte significativa de seu desempenho viria da rejeição a Lula e
ao PT, assim como parcela dos votos de Lula também seria motivada pela oposição
ao bolsonarismo.
“Quando
Flávio Bolsonaro é substituído por Caiado, Renan Santos ou qualquer outro
candidato da direita, o resultado é mais ou menos o mesmo. É o voto
antipetista, o voto anti-Lula”, afirmou.
O
jornalista acredita que a questão central, daqui em diante, será o
comportamento dos setores econômicos que prefeririam uma candidatura mais
convencional. Sem conseguir retirar Flávio da disputa e sem disposição para
apoiar Lula, esses grupos terão de decidir entre aderir ao candidato do PL,
investir em Caiado mesmo diante de suas limitações ou adotar uma posição de
neutralidade.
“Eles
podem dizer: ‘Não vamos nos meter nessa eleição. Lula vai ganhar. Não vamos
quebrar lanças pelo Flávio Bolsonaro e vamos pensar em 2030’”, afirmou.
Altman
disse já identificar sinais dessa postura em setores da grande imprensa e do
empresariado. Na visão dele, parte dessas forças pode considerar que não há
tempo nem condições para construir uma candidatura competitiva de terceira via
antes do registro definitivo das chapas.
Isso
não significaria, porém, o abandono completo de Flávio Bolsonaro pelo capital.
O jornalista prevê que o candidato continuará recebendo apoio expressivo do
agronegócio, de segmentos do comércio e de parte do sistema financeiro.
“O
agronegócio vai com tudo junto com Flávio Bolsonaro. O capital comercial vai
com tudo, ou quase tudo, ao lado dele. Parte do capital financeiro também vai”,
disse.
O
possível afastamento de partidos do Centrão também foi analisado por Altman.
Para ele, legendas como União Brasil e PP podem adotar uma posição de
neutralidade nacional, diferentemente de 2022, quando integraram formalmente a
aliança de Jair Bolsonaro.
Essa
decisão poderia reduzir o tempo de propaganda e a quantidade de palanques
estaduais de Flávio, mas não seria suficiente para desestruturar sua
candidatura. Altman argumentou que a influência das máquinas partidárias
diminuiu com o crescimento das redes sociais e com a personalização do voto.
“O
eleitorado brasileiro não é calcificado por partidos. Ele é calcificado
principalmente pelas lideranças nacionais”, afirmou. “Com exceção do PT e de
alguns partidos menores de esquerda, não existe lealdade partidária forte no
Brasil.”
Para o
jornalista, a força eleitoral da família Bolsonaro é justamente o elemento que
impede a direita tradicional de impor outro candidato. Caiado pode atrair
setores empresariais e apresentar resultados próximos aos de Flávio nas
pesquisas, mas não dispõe, segundo Altman, de uma base social própria capaz de
justificar a transferência da candidatura.
“Não há
sentido político. Quem tem os votos é a família Bolsonaro”, reiterou.
A
conclusão de Altman é que o desejo da Faria Lima não deverá se sobrepor à
realidade eleitoral da direita. Flávio Bolsonaro pode enfrentar rejeição,
perder apoios empresariais e disputar a eleição com menos palanques estaduais
do que seu pai teve em 2022. Ainda assim, permanece como representante de um
campo político consolidado e sustentado pela principal liderança da direita
brasileira.
“Faltam
poucos dias para o registro das candidaturas. Quando finalmente ficar clara a
polarização, o problema será saber como esses setores do capital vão se
comportar. Mas o candidato da direita é Flávio Bolsonaro”, concluiu.
Fonte:
Brasil 247

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