quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Revogação de visto de embaixadora do Brasil por Trump é 'instrumento arbitrário para pressionar governo brasileiro'

O governo de Donald Trump revogou nesta terça-feira (4/8) o visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti, em uma nova escalada na crise entre os dois países.

Segundo uma fonte do governo americano ouvida pela BBC News Brasil, a gestão Trump avalia novas medidas diplomáticas caso o governo brasileiro não autorize a nomeação do novo embaixador americano.

Por enquanto, ressalta a fonte, Viotti não foi declarada persona non grata e não foi expulsa do país. Com a medida atual, a embaixadora terá que solicitar um novo visto para entrar no país, caso saia dos EUA.

"O presidente Trump tem o direito de determinar quem representa o povo e os interesses dos Estados Unidos ao redor do mundo. O presidente Trump está formando, em toda a sua administração, uma equipe diplomática de primeira linha pautada pela política 'America First', sujeita ao aconselhamento e consentimento do Senado. Rejeitamos qualquer tentativa de países estrangeiros de interferir em nossos processos internos", disse ainda um porta voz do Departamento de Estado à reportagem.

O ato, segundo apurou a BBC, foi em resposta à demora do Brasil em autorizar o nome indicado pela Casa Branca para chefiar a embaixada dos EUA em Brasília, Daniel Perez. No rito diplomático, essa autorização é a concessão de um agrément.

A BBC apurou que o governo brasileiro não tinha a intenção de bloquear a indicação de Perez. Contudo, os Estados Unidos anunciaram o nome do embaixador antes de solicitar formalmente o agrément ao Brasil, contrariando a praxe diplomática.

Além de adiar a aprovação de Perez, o Itamaraty recusou, no mês passado, pedidos de visto de Riley Barnes e Samuel Samson, funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos, após o jornal The Washington Post ter publicado uma reportagem afirmando que a visita ao Brasil poderia ser utilizada para levantar suspeitas sobre a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.

Barnes e Samson visitariam Brasília de 27 a 30 de julho para se reunirem com autoridades governamentais, líderes religiosos e representantes da sociedade civil para discutir a integridade eleitoral, a liberdade religiosa e a liberdade de expressão.

Em nota, o governo brasileiro repudiou a decisão dos EUA e afirmou que as justificativas apresentadas pelo Departamento de Estado são falsas.

O Itamaraty disse que Washington rompeu a praxe diplomática ao anunciar o indicado para a embaixada em Brasília antes de solicitar formalmente o agrément e afirmou que não há prazo definido para a concessão da autorização.

O governo também acusou os EUA de adotar medidas hostis contra o Brasil e de tentar interferir nas eleições do país.

"A decisão de hoje não é um fato isolado. Faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo. Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente", diz um trecho da nota.

Segundo o diplomata aposentado Rubens Barbosa, ex-embaixador em Londres e Washington, a decisão do governo Trump de revogar o visto é um "precedente perigoso" e marca a escalada da crise política entre os dois países.

"Nunca houve isso [a revogação do visto da embaixadora] na história do Brasil na relação com os Estados Unidos", disse à reportagem.

Ela afirma que foi um problema o governo americano ter ignorado o rito normal da diplomacia e ter anunciado seu novo embaixador para o Brasil sem antes ter solicitado o agrément ao governo brasileiro.

"Na praxe diplomática, a forma é importante. A primeira coisa que têm que fazer é pedir o agrément", destaca.

"E o agrément demora uns 30 dias. Então, é uma forçação um pouco de barra para antecipar a chegada do embaixador aqui", continuou.

Oliver Stuenkel, professor associado de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV), também vê a reação do governo Trump como algo desproporcional e que aumenta a pressão da Casa Branca sobre o Brasil.

Ainda assim, não acredita que o governo Lula autorizará rapidamente que Daniel Perez assuma a embaixada dos EUA em Brasília. Com isso, ressalta, a embaixadora brasileira também deve continuar afastada do posto em Washington.

"É pouco provável que a embaixadora volte ao posto antes das eleições. Eu acho que o governo brasileiro, diante das declarações públicas de Trump, de Marco Rubio, prefere não ter um embaixador americano no país que possa buscar legitimar teorias conspiratórias sobre o sistema eleitoral brasileiro", continuou.

PRESSÃO

A decisão do governo de Donald Trump de revogar o visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti, é "mais uma camada de pressão para que o Brasil se dobre aos interesses do governo americano", avalia o especialista em relações internacionais e professor da Florida International University (EUA) Guilherme Casarões.

Em entrevista à BBC News Brasil, Casarões classificou como uma medida sem precedentes e que não se encaixa nos cenários tradicionais que poderiam justificar uma ação desse tipo, como um escândalo envolvendo o diplomata ou uma ruptura das relações entre os países.

"Quando isso acontece, geralmente acontece quando a pessoa cometeu algum tipo de infração muito grave e isso gera uma crise diplomática", afirmou.

Segundo uma fonte do governo americano ouvida pela BBC News Brasil, a gestão Trump avalia novas medidas diplomáticas caso o governo brasileiro não autorize a nomeação do novo embaixador americano.

Por enquanto, ressalta a fonte, Viotti não foi declarada persona non grata e não foi expulsa do país. Com a medida atual, a embaixadora terá que solicitar um novo visto para entrar nos EUA, caso saia do país.

Um porta voz do Departamento de Estado afirmou à reportagem que "o presidente Trump tem o direito de determinar quem representa o povo e os interesses dos Estados Unidos ao redor do mundo. O presidente Trump está formando, em toda a sua administração, uma equipe diplomática de primeira linha pautada pela política 'America First', sujeita ao aconselhamento e consentimento do Senado. Rejeitamos qualquer tentativa de países estrangeiros de interferir em nossos processos internos".

"Isso que o governo americano apresentou não faz sentido do ponto de vista das relações diplomáticas. Me parece muito mais um instrumento arbitrário para dar um recado e colocar pressão sobre o governo brasileiro, dada uma suposta insatisfação do governo americano que se acumulou ao longo das últimas semanas", acrescentou.

Segundo apurou a BBC, a medida foi uma resposta à demora na concessão do agrément — a autorização formal para que um representante diplomático estrangeiro assuma o cargo — ao indicado pelos Estados Unidos para ocupar a embaixada em Brasília, Daniel Perez.

No mesmo período, o governo brasileiro negou vistos a Riley Barnes e Samuel Samson, funcionários do Departamento de Estado que pretendiam visitar o Brasil após o Washington Post noticiar que a viagem poderia ser usada para levantar dúvidas sobre a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.

A BBC também apurou que o governo brasileiro não tinha a intenção de bloquear a indicação de Daniel Perez e que não havia encontrado declarações ou fatos que desabonassem o nome indicado pelos Estados Unidos.

No entanto, houve uma quebra da praxe diplomática quando Washington anunciou o nome do futuro embaixador antes de solicitar formalmente a autorização ao governo brasileiro.

Para Casarões, esse rompimento do rito diplomático é justamente o principal ponto de incômodo para o Itamaraty.

O professor comparou o episódio a uma crise envolvendo Brasil e Israel em 2015, quando o então primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciou pelo Twitter (atualmente X) a indicação de Dani Dayan para a embaixada israelense em Brasília antes da consulta formal ao governo brasileiro.

Na ocasião, o governo brasileiro demorou meses para se manifestar sobre a indicação. Segundo Casarões, o problema para o Brasil não era o perfil do indicado, mas o fato de a nomeação ter sido anunciada antes da consulta diplomática.

"No caso do Daniel Perez, foi a mesma coisa: foi uma nomeação que poderia ter passado pelos protocolos diplomáticos normais. Ele foi anunciado de maneira unilateral pelo governo americano sem a consulta do governo brasileiro", explicou Casarões, lembrando que os EUA chegaram a ficar cerca de um ano sem embaixador no Brasil.

"A sensação que eu tenho é que o governo americano fica jogando cascas de banana esperando que o Brasil, em alguma delas, responda de uma determinada forma que justifique mais medidas restritivas por parte dos Estados Unidos", destacou.

Em nota, o governo brasileiro repudiou a decisão e afirmou que as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos para revogar o visto da embaixadora eram falsas.

O Itamaraty disse que Washington rompeu a praxe diplomática ao anunciar o indicado para a embaixada em Brasília antes de solicitar formalmente o agrément e afirmou que não há prazo definido para a concessão da autorização.

O governo também acusou os EUA de adotar medidas hostis contra o Brasil e de tentar interferir nas eleições do país.

"A decisão de hoje não é um fato isolado. Faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo. Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente", diz um trecho da nota.

A revogação do visto da embaixadora ocorre em meio a uma crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos que começou em 2025, teve um período de distensão e voltou a se intensificar no último mês.

No ano passado, o governo Trump anunciou um pacote de tarifas sobre produtos brasileiros e impôs sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky, citando perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado em setembro por golpe de Estado e outros crimes.

Washington também revogou os vistos de autoridades brasileiras.

Em novembro, após uma conversa por telefone com Lula, Trump anunciou a retirada parcial das tarifas. No mês seguinte também suspendeu as sanções contra Moraes, reduzindo a tensão entre os dois países.

A trégua, porém, durou pouco, e a crise voltou a se intensificar em 2026. No fim de maio, os Estados Unidos classificaram as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras, decisão criticada pelo governo brasileiro.

Já no fim de julho, Washington anunciou duas novas tarifas sobre produtos brasileiros, resultado de investigações distintas: uma de 25%, relacionada a práticas comerciais consideradas injustas pelos Estados Unidos, e outra de 12,5%, sob a alegação de que o Brasil falhou em combater adequadamente o trabalho forçado.

Para Casarões, a revogação do visto da embaixadora representa mais um passo nessa escalada e evidencia que Washington já lançou mão de praticamente todos os instrumentos de pressão à sua disposição.

"À exceção da solução militar, não tem mais muito que os Estados Unidos possam fazer para pressionar o governo brasileiro. Todas as medidas já foram colocadas à mesa. De tarifas e investigações comerciais à Lei Magnitsky e à revogação de vistos de autoridades brasileiras. Só faltava realmente criar uma situação envolvendo um embaixador."

<><> 'Tentativa de interferência nas eleições'

Na avaliação de Casarões, a demora na concessão do agrément para o embaixador americano também está relacionada ao temor do governo brasileiro de uma possível interferência no processo eleitoral.

"A posição do governo brasileiro era até meio estratégica: a gente não vai negar o cara, mas deixa ele vir depois das eleições. O medo é que ele, a partir do exercício do cargo de embaixador dos Estados Unidos no Brasil, contribuísse para favorecer ou facilitar a candidatura do Flávio Bolsonaro, e uma eventual interferência mais direta nas eleições", afirmou.

Na nota em que repudiou a revogação do visto da embaixadora Maria Luiza Viotti, o governo brasileiro afirmou que a decisão americana "fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente".

Casarões afirma que episódios recentes corroboram para essa preocupação do governo brasileiro, citando a tentativa de envio de funcionários americanos ao Brasil para discutir a integridade do sistema eleitoral e a atuação de autoridades ligadas ao governo Trump em questões envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

"Você já tem tantos instrumentos políticos, econômicos e jurídicos que já foram desdobrados contra o Brasil que é difícil a gente dizer que os Estados Unidos não querem nada com essa eleição. Eu não consigo não chamar isso de uma tentativa de interferência."

Apesar da escalada das tensões, o professor avalia que o governo brasileiro vai tentar equilibrar uma resposta firme com a necessidade de evitar uma deterioração ainda maior da crise.

Segundo ele, o Palácio do Planalto deve buscar construir uma narrativa de defesa da soberania nacional, mas o Itamaraty tende a agir com cautela diante da imprevisibilidade do governo Trump.

Uma saída provável seria o Brasil autorizar a indicação de Daniel Perez, mas apenas após as eleições, para evitar uma possível interferência no processo eleitoral e que a decisão seja vista como uma concessão feita sob pressão.

"O problema não é aceitar o nome. O problema é aceitá-lo como parte de uma chantagem, como parte de uma negociação de refém. É essa estratégia que o governo americano vem fazendo sistematicamente, não só com o Brasil, com o mundo inteiro", afirma Casarões.

¨      Como imprensa internacional noticiou revogação do visto de embaixadora do Brasil pelos EUA

A decisão do governo de Donald Trump de revogar o visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti, é destaque na imprensa internacional.

A medida tomada na terça-feira (04/08) é mais uma etapa da escalada de tensões entre Washington e Brasília.

O ato foi em resposta à demora do Brasil em autorizar o nome indicado pela Casa Branca para chefiar a embaixada dos EUA em Brasília, Daniel Perez. A BBC apurou que o governo brasileiro não tinha a intenção de bloquear a indicação de Perez. Contudo, os EUA anunciaram o nome do embaixador antes de solicitar formalmente a sua aprovação ao Brasil, contrariando a praxe diplomática.

O Washington Post relata que o problema diplomático é "o mais recente ponto de tensão em uma disputa crescente entre os EUA e o maior e mais rico país da América Latina".

A reportagem diz que um funcionário do Departamento de Estado americano que não está autorizado a discutir a situação abertamente questionou o que chamou de "abordagem de confronto" dos EUA, ao dizer ao jornal que, "sempre que Brasília se apresenta como alguém que enfrenta Trump, a posição de Lula nas pesquisas [de opinião] só melhora".

"O cancelamento do visto é o mais recente episódio de divergência entre dois governos que passaram o último ano oscilando entre o confronto e a distensão", afirma o jornal americano New York Times.

O New York Times disse que a aprovação de nomes indicados para embaixador antes de qualquer anúncio é "uma tradição diplomática de longa data observada pela maioria dos países".

"No Brasil, essa omissão [dos EUA] foi interpretada como uma grave desfeita diplomática que agravou as relações já desgastadas entre as duas nações, segundo uma autoridade de alto escalão do governo brasileiro que pediu anonimato", diz a reportagem do New York Times.

A agência de notícias Bloomberg entrevistou uma autoridade de alto escalão do governo americano, sem fornecer seu nome, que disse que os EUA não estão expulsando Maria Luiza Ribeiro Viotti do país e que restabelecerão seu visto assim que o Brasil aprovar Daniel Perez para o cargo de embaixador em Brasília.

"As tensões entre as duas maiores democracias do Hemisfério Ocidental se acirraram desde que os EUA impuseram tarifas de 25% sobre diversos produtos brasileiros em julho, alegando práticas comerciais desleais", relata a Bloomberg.

O Wall Street Journal também destacou a piora nas relações entre Brasil e EUA.

"A disputa ocorre em um momento de deterioração das relações entre Washington e Brasília. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou Washington de interferir nas próximas eleições do país, em outubro, enquanto o governo Trump argumenta que as autoridades brasileiras têm visado injustamente conservadores e restringido a liberdade de expressão", diz o Wall Street Journal.

"As tensões pareciam ter diminuído quando os dois líderes se reuniram em privado na Casa Branca, em maio deste ano. No entanto, as relações permaneceram tensas durante a maior parte do segundo mandato de Trump, com os EUA impondo tarifas de 50% e sanções ao governo de Lula devido a alegações de uma 'caça às bruxas' política contra conservadores do país — incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro."

O jornal financeiro britânico Financial Times observa que a crise na relação bilateral "eclodiu há mais de um ano, quando Trump impôs tarifas de 50% ao Brasil em uma tentativa fracassada de fazer com que as acusações de conspiração golpista contra Jair Bolsonaro fossem retiradas".

O jornal britânico The Guardian destaca que os governos de Trump e Lula já discordaram em outros pontos no passado, como em questões referentes à Venezuela, Cuba e o papel dos EUA na região.

"Trump interveio repetidamente em disputas políticas na América Latina, enquanto Lula fez da soberania nacional um tema central de sua campanha", disse o Guardian.

"O presidente brasileiro atribuiu a Rubio a responsabilidade por algumas das ações da administração americana contra seu governo, embora tenha buscado evitar um confronto pessoal direto com Trump e afirmado que ambos se deram bem quando se conheceram."

A rede americana CBS News recorda que a disputa sobre embaixadores ocorre após a decisão do Brasil de negar vistos a dois funcionários do Departamento de Estado dos EUA, acusados por Brasília de tentar interferir nas eleições de outubro ao questionar a integridade do sistema de votação do país, algo que o governo americano nega.

¨      Quem é Daniel Perez, indicado de Trump para ser embaixador dos EUA no Brasil

Daniel Pérez foi indicado por Trump para assumir a embaixada americana no Brasil em 1º de junho.

Seu nome ainda precisa ser aprovado pelo Senado americano antes de ser confirmado no cargo.

Aos 38 anos, Perez preside desde 2024 a Câmara dos Representantes da Flórida, equivalente a uma Assembleia Legislativa no Brasil.

Integrante do Partido Republicano, ele é aliado de Trump e, no ano passado, chegou a ser citado como possível candidato ao cargo de procurador-geral do estado.

Filho de imigrantes cubanos, Perez nasceu em Nova York e se mudou para a Flórida ainda criança, em 1993. Advogado, formou-se pela Faculdade de Direito da Loyola University New Orleans. Ele é casado e pai de três filhos.

Perez foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 2017. Segundo informações divulgadas em seu site oficial, sua atuação parlamentar tem como foco temas ligados ao bem-estar infantil, saúde, fortalecimento das famílias, educação e integridade eleitoral.

Nas redes sociais, ele costuma adotar o slogan Make America Great Again (Maga), associado ao movimento político liderado por Donald Trump, que em português significa 'Faça a América Grande Novamente'. Em diversas publicações, também manifesta apoio às principais pautas do presidente americano.

Em janeiro deste ano, Perez elogiou a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela que resultou na captura do ex-presidente Nicolás Maduro e de sua esposa.

Em uma publicação no X, afirmou que Trump havia tomado "medidas decisivas para trazer paz e segurança ao nosso hemisfério" e para desferir "um grande golpe contra os cartéis de drogas que lucram com a morte e a destruição de vidas americanas".

Caso tenha o nome aprovado pelo Senado, Perez será o primeiro embaixador dos Estados Unidos no Brasil desde a saída de Elizabeth Bagley, indicada pelo ex-presidente Joe Biden. O posto está vago desde janeiro de 2025, quando Trump retornou à Casa Branca.

 

Fonte: BBC News Brasil

 

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