quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Uefa mantém pressão por saída de Infantino da presidência da Fifa

A desistência do plano de vender ações dos torneios da Fifa para investidores privados não foi suficiente para encerrar a crise entre o presidente da entidade, Gianni Infantino, e a Uefa. A pressão europeia, agora, é pela saída do dirigente do cargo mais importante do futebol mundial.

Eleito presidente da Fifa em 2016, Infantino não teve dificuldade para chegar ao terceiro mandato, sendo reeleito duas vezes por aclamação, em 2019 e 2023. No entanto, a busca por um quarto mandato, que caminhava para ser novamente tranquila, ganhou novos contornos depois da revelação, pela imprensa inglesa, do projeto de criação de uma empresa para operar comercialmente suas competições.

Primeira a se manifestar contrária ao plano de Infantino, a Uefa ameaçou boicotar as competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo. Agora, mesmo com o fim do projeto, o futebol europeu mantém a pressão pela saída de Infantino, talvez antes até da eleição marcada para março de 2027.

Presidente da Uefa, o esloveno Aleksander Ceferin busca o apoio da Associação de Clubes Europeus (ECA, na sigla em inglês), que reúne mais de 850 times do continente, para um possível boicote à Copa do Mundo de Clubes. O primeiro passo seria uma reunião com Nasser Al-Khelaifi, presidente do Paris Saint-Germain e da Associação Europeia de Clubes (ECA, na sigla em inglês), entidade que reúne mais de 850 times da Europa. O encontro, segundo o site inglês "talkSport", pode acontecer no dia 12 de agosto, em Salzburg, na Áustria, quando o PSG vai enfrentar o Aston Villa pela Supercopa da Uefa.

Mesmo que se mantenha no cargo em busca do quarto mandato, Infantino começa a ver ruir um apoio dado como certo para a reeleição. Pelo menos cinco federações nacionais filiadas à Uefa - País de Gales, Escócia, Finlândia, Suíça e Sérvia - já retiraram oficialmente o apoio dado à continuidade de Infantino na presidência da Fifa. Caminho que, segundo a imprensa britânica, deve ser seguido pela Federação Inglesa.

Segundo reportagem do jornal espanhol "Mundo Deportivo", um caminho possível para encerrar prematuramente o atual mandato de Infantino é através do Conselho da Fifa, que poderia forçar uma renúncia em uma eventual reunião de emergência, que pode ser convocada se houver solicitação de 19 dos 37 membros. A Uefa, principal opositora de Infantino, conta com nove cadeiras no Conselho. Concacaf, com cinco, e Confederação Asiática de Futebol (CAF), com sete, são as outras entidades continentais que se opuseram formalmente ao plano de venda de ações da Fifa, origem da atual crise. Juntas, as três confederações somam 21 assentos no Conselho, mais do que o número necessário para convocar uma reunião de emergência.

·        Presidente da Uefa quer apoio do PSG para boicotar Copa do Mundo de Clubes

O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, articula um boicote à Copa do Mundo de Clubes e busca o apoio de Nasser Al-Khelaifi, presidente do Paris Saint-Germain e da ECA (Associação de Clubes Europeus), organização que representa mais de 850 times do continente. A movimentação integra a disputa política entre a Uefa e o presidente da Fifa, Gianni Infantino, informou na 2ª feira (3.ago.2026) o site talkSport.
Ceferin pretende discutir o tema com Al-Khelaifi durante a Supercopa da Uefa, marcada para 12 de agosto, em Salzburg, na Áustria. O PSG, campeão da Liga dos Campeões, enfrentará o Aston Villa, vencedor da Europa League. Apesar da tentativa, o apoio da ECA é considerado incerto, já que Al-Khelaifi é visto como um aliado político de Infantino.

DISPUTA ENTRE UEFA E FIFA

A relação entre as duas organizações piorou depois de a Fifa anunciar um projeto para criar a FFE (Fifa Forward Enterprise), empresa responsável pela exploração comercial de competições como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes, com a venda de participações minoritárias a investidores privados.

A proposta provocou uma reação imediata da Uefa, que ameaçou boicotar competições da Fifa. Concacaf e AFC (Confederação Asiática de Futebol) também criticaram o projeto. Infantino recuou e retirou a proposta em 31 de julho de 2026. MUNDIAL DE CLUBES NO DEBATE

 Al-Khelaifi participou da construção do modelo comercial da Copa do Mundo de Clubes de 2025, disputada nos EUA com apoio da ECA. A 1ª edição do torneio terminou com o título do Chelsea e foi considerada um sucesso esportivo e financeiro....
Apesar disso, segundo a talkSport, diversos clubes ainda aguardam o pagamento das verbas prometidas pela Fifa pela participação na competição. A próxima edição do Mundial de Clubes está prevista para 2029, mas a entidade ainda não definiu a sede nem apresentou o modelo comercial do torneio.

 

Fonte: ge/Poder 360

 

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