Caiado
promete anistia aos golpistas do 8/1 e pacote de reformas no 1º dia de governo,
caso eleito
O
ex-governador Ronaldo Caiado, candidato do PSD à Presidência da República,
afirmou nesta sexta-feira (7) que pretende encaminhar, no primeiro dia de um
eventual governo, uma proposta de anistia aos condenados pelos atos golpistas
de 8 de janeiro de 2023. O ex-governador de Goiás também anunciou um pacote que
inclui reformas administrativa e política e mudanças em pontos da reforma
tributária.
Segundo
o jornal O Globo, Caiado argumentou que a anistia aos golpistas serviria para
“pacificar” o país e retirar o episódio da pauta política. Questionado se
considera o 8 de janeiro uma tentativa de golpe de Estado, porém, evitou
responder diretamente.
“Essa
medida (anistia) não estará sozinha, estará junto a dezenas de medidas que
tomarei, como várias reformas que trarei no meu primeiro dia. Essa medida tem o
sentido de pacificar o país; nós não podemos mais conviver com o que estamos
vivendo; é impossível hoje. É uma briga inútil, que só traz desgastes. Eu tenho
a consciência de que, no momento em que eu promover a anistia, esse assunto sai
da pauta e vamos viver um outro momento, de pautas que sejam relevantes para as
pessoas”, disse Caiado durante sabatina na Globonews, de acordo com o jornal O
Globo, nesta sexta-feira (7).
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Pacote de reformas no primeiro dia
O
candidato afirmou que pretende preparar uma série de propostas antes da posse,
caso vença a eleição presidencial, para encaminhá-las de uma só vez no início
da gestão.
Entre
as medidas enumeradas estão anistia, legislação antiterrorismo, reformas
administrativa e política e revisão de pontos da reforma tributária. Caiado
também mencionou mudanças relacionadas à Previdência.
“Eu
tenho anistia, (lei) antiterrorismo, reforma administrativa, reforma política,
revisão de pontos da reforma tributária; eu vou trabalhar do dia 25 de outubro
até o dia 1º com toda a equipe que estou montando para ter tudo isso para
encaminhar no primeiro dia. Não é aquilo de matéria fatiada, não, eu vou mandar
tudo”, afirmou.
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Caiado evita classificar 8 de janeiro como tentativa de golpe
Durante
a entrevista, Caiado foi questionado sobre a natureza dos atos antidemocráticos
de 8 de janeiro de 2023 e se os considerava uma tentativa de golpe de Estado.
Em vez de responder diretamente, o presidenciável comparou a discussão ao
processo que levou à anulação das condenações do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva (PT).
“Essa
discussão da tentativa de golpe é a mesma que eu teria se realmente teve uma
tentativa de golpe ao soltar o Lula. Teve uma tentativa de golpe em 8 de
janeiro? O Lula poderia ser liberado e ser candidato com tantas denúncias
claras de assalto a tanto dinheiro?”, disse.
Caiado
também sustentou que, depois da eventual anistia, novos episódios semelhantes
não seriam tolerados em seu governo. Para defender o argumento, citou ações
anteriores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
“Você
não viu o MST entrar dentro do plenário? Nós não vimos (eles) destruírem
empresas no Brasil todo? E nada aconteceu. Quantas vezes aquele busto do
Ulysses Guimarães foi tombado? A lei de agora para frente é um novo momento. O
Caiado no governo, a partir dali, as pessoas vão saber que não tem espaço para
esse tipo de ação”, acrescentou.
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Caiado defende ajuste fiscal sem corte de políticas sociais
O
candidato também defendeu a redução de gastos públicos em um eventual governo,
embora não tenha detalhado, durante a sabatina, quais despesas pretende cortar
nem quais mudanças específicas faria na Previdência Social.
Caiado
afirmou que considera possível promover ajuste fiscal sem reduzir políticas
sociais e recorreu à sua experiência à frente do governo de Goiás para defender
a proposta.
“Eu
peguei essa mesma situação (de crise fiscal) em Goiás e eu promovi uma grande
reforma administrativa, eu cortei incentivos fiscais, mais de R$ 3 milhões no
estado de Goiás, eu fiz uma reforma da previdência em Goiás. Eu pratiquei no
meu mandato, isso me credencia para buscar as melhores cabeças e discutir no
meu governo. O equilíbrio fiscal não briga de maneira alguma com as políticas
sociais”, declarou.
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Emendas parlamentares também entram na mira
Outro
ponto apresentado por Caiado foi a intenção de estabelecer limites para as
emendas impositivas de deputados federais e senadores. De acordo com os dados
orçamentários citados na entrevista, elas ultrapassam R$ 60 bilhões neste ano.
Ex-senador
e ex-deputado federal, Caiado associou o aumento da influência do Congresso
sobre o Orçamento a uma “desestruturação do presidencialismo no Brasil”.
“Você
tem uma desordem institucional completa. Eu não posso ter 594 planos de
governo. Se a área de saúde vamos fazer regionalização da saúde atendendo um
milhão e meio de pessoas em determinada circunferência, você quer colocar sua
emenda? Está aqui. Agora, para ir para ONG e para ir para onde acha que deve
ir, não tem como”, afirmou.
O
candidato disse que pretende direcionar as emendas para projetos vinculados ao
programa de governo escolhido nas urnas.
“(Eu
vou) direcionar 100% nas obras de governo no meu plano de governo eleito pela
população. Não tem como, não pode menosprezar o peso da cadeira do presidente
da República. Vou falar ‘nós estamos num momento de pacificação do país, vamos
anistiar, pacificar, parar de briga, porque eu não estou aqui para desacatar
ninguém, eu estou aqui para governar e responder para as pessoas que esperam de
um presidente da República’.”
• Patrimônio de Zema aumenta R$ 49 milhões
em quatro anos
O patrimônio de Romeu Zema, ex-governador de
Minas Gerais e candidato à Presidência da República pelo partido Novo, cresceu
R$ 49,1 milhões desde as eleições de 2022. O dado consta na declaração de bens
dele apresentada à Justiça Eleitoral nesta quinta-feira (6).
Zema
informou ter hoje um total de R$ 178,8 milhões em aplicações financeiras,
empresas e imóveis. Quando foi reeleito governador de Minas Gerais, em 2022, o
agora presidenciável declarou que possuía R$ 129,7 milhões em bens.
O
aumento percentual no período é de 38%. A inflação acumulada, pelo IPCA (Índice
Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), foi de 19%.
Na
lista dos bens do presidenciável, a maior fatia vem da participação do
ex-governador em uma holding familiar, que soma R$ 94 milhões. Na sequência, há
outros R$ 56,2 milhões relativos a um fundo de investimentos. O mineiro também
tem R$ 4,3 milhões aplicados em investimentos de renda fixa.
Em
2022, sua cota de 27,14% na empresa Ricardo Zema Participações correspondia ao
maior pedaço, equivalendo a R$ 72,3 milhões.
Ricardo
é o nome do pai do ex-governador e presidente do Grupo Zema, que reúne as
empresas da família, que incluem uma rede varejista e uma instituição
financeira. O candidato do Novo é empresário e formado em administração pela
FGV (Fundação Getúlio Vargas).
Os
negócios da família começaram em Araxá (MG), onde o ex-governador nasceu.
Ao
todo, o patrimônio do político cresceu 150% desde 2018, quando disputou pela
primeira vez o governo do estado e declarou possuir R$ 69,7 milhões em
propriedades.
A
inflação acumulada para o período foi 51%, segundo o IPCA, calculado pelo IBGE
(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Alguns
bens declarados pelo candidato permanecem com o mesmo valor ao longo do
período, como um imóvel residencial.
A
assessoria de Zema foi contatada, mas não respondeu até a publicação da
reportagem.
O vice
na chapa de Zema é o senador Eduardo Girão (CE), que declarou patrimônio total
de R$ 34,1 milhões. Entre os bens dele, consta “depósito bancário exterior”, no
valor de US$ 1,8 milhão (R$ 10 milhões).
Além do
presidenciável do Novo, até a noite desta quinta-feira (6) a única candidata a
presidente que apresentou o registro da candidatura e, consequentemente, a
declaração de bens foi Samara (UP). Seu patrimônio soma R$ 33 mil e é
constituído de um automóvel e uma caderneta de poupança.
O prazo
para registro de candidaturas na Justiça Eleitoral se encerra no dia 15 de
agosto.
• Patrimônio de Jorginho Mello, governador
de SC, salta 155% em 12 anos com holding familiar
O
patrimônio do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), cresceu 154%
em 12 anos, impulsionado por uma holding familiar em que mantém sociedade com
os filhos Filipe e Bruno Mello, duas peças influentes no seu governo. O
governador declarou ter R$ 2.818.036,89 em bens ao Tribunal Superior Eleitoral.
Em
2014, quando se candidatou a deputado federal, ele apresentou R$ 1.105.924,22,
com apenas R$ 8 mil na empresa JSM Participações Societárias, valor que hoje
está em R$ 1.688.000. A holding familiar que leva as iniciais do nome do
governador foi criada em 2010 e hoje representa a principal fatia do patrimônio
de Jorginho. Entre 2022 e 2026, a soma de todos os bens do governador cresceu
em 16,7%.
Tanto
Filipe Mello, que é advogado, quanto Bruno Mello, que é dentista, são
lideranças influentes na vida política do pai. Filipe só não foi nomeado
secretário da Casa Civil porque a Justiça não permitiu. Já Bruno é
vice-presidente do PL em Santa Catarina. Ambos mantêm sociedades paralelas além
da holding familiar. Uma das empresas de Bruno, a Be Dental School, oferece
cursos junto à Universidade do Vale do Itajaí (Univali), uma das principais
beneficiadas do programa Universidade Gratuita, que transfere recursos públicos
dos cofres da educação para instituições particulares de ensino superior.
O
governador também mantém em seu patrimônio dois imóveis e um terreno declarados
em todos os últimos pleitos. Os apartamentos ficam na cidade de Itapema, a
cidade com o metro quadrado mais caro do Brasil. A declaração tem como base o
valor de compra, de R$ 380.000 para dois apartamentos, mas o boom imobiliário
na região indica uma ampla valorização.
Já o
terreno é alvo de uma polêmica histórica na região Sul do Estado, nos
municípios de Araranguá e Balneário Arroio do Silva. Em 1986, Jorginho adquiriu
um terreno em um loteamento próximo do mar, o Arpoador, quando ainda pertencia
à Araranguá. As melhorias de infra-estrutura prometidas pela construtora nunca
aconteceram e atravessaram o processo de emancipação do balneário.
Esse
imbróglio resultou, quase 40 anos depois, em uma associação que busca
reparações na justiça. No patrimônio do governador, o terreno consta com o
valor de R$ 828,68, inalterado ao longo dos anos, como ocorre na declaração dos
apartamentos. Hoje, no entanto, há imobiliárias oferecendo lotes na localidade,
praticamente inabitada, por R$ 70 mil.
Em
março deste ano, o então prefeito do município, Evandro Scaini, confirmou no
Instagram obras em convênio com o governo do Estado na região, no valor de R$ 4
milhões, com R$ 450 mil de contrapartida municipal. O investimento é em
pavimentação, em uma avenida de acesso ao loteamento.
A
imprensa catarinense divulgou as obras como investimento em “locais
considerados pouco explorados do litoral catarinense” e “procurados por
surfistas da região durante a alta temporada”. Procurada, a prefeitura não
confirmou se sabia que o governador era proprietário de um terreno na região.
O
ex-prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), candidato a vice-governador,
declarou R$ 21.727.645,69 em bens, valor quase oito vezes maior do que o
declarado por Jorginho. Adriano indicou ao TSE a posse de casas, terrenos,
cotas em participações, além de investimentos e aplicações e de uma embarcação.
O valor é 33,5% maior do que o declarado em 2024.
Até o
momento, Jorginho Mello é o único dos candidatos ao governo de Santa Catarina
com a candidatura registrada na plataforma de divulgação do TSE. Além dele,
concorrem ao pleito Brunno Dias (PCO), Gelson Merísio (PSB), João Rodrigues
(PSD), Laís Chaud (Unidade Popular), Marcelo Brigadeiro (Missão), Marcus Sodré
(PSTU) e Ralf Zimmer (PRD).
• Jair Renan Bolsonaro declara patrimônio
quatro vezes maior que em 2024
O
candidato a deputado federal por Santa Catarina Jair Renan Bolsonaro (PL),
filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), declarou patrimônio quatro vezes
maior que em 2024, a primeira vez que concorreu a um cargo público.
Em
2026, Jair Renan, que vai usar o nome Jair Bolsonaro nas urnas, declarou R$
187.366,28 de patrimônio ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sendo R$ 122 mil
em duas contas e R$ 65 mil de um Volkswagen Jetta, ano 2015.
Quando
Jair Renan foi eleito vereador por Balneário Camboriú, em 2024, ele declarou
apenas R$ 42.069,79, divididos em duas contas. Na época, ele declarou ser
estudante.
O filho
mais novo do ex-presidente Jair Bolsonaro concorre pela primeira vez à Câmara
dos Deputados. Ele tem 28 anos e nasceu no Rio de Janeiro.
• Ciro Nogueira declara R$ 34,6 milhões em
bens, incluindo blindagens de carros
O
senador e candidato à reeleição Ciro Nogueira (PP-PI) declarou R$ 34,6 milhões
em bens à Justiça Eleitoral.
O
patrimônio aumentou 48,45% em comparação com 2018, a última eleição que Ciro
Nogueira disputou e na qual foi eleito senador pelo Piauí.
Entre os bens atuais, Ciro Nogueira declarou
aplicações financeiras, lucro de empresas, imóveis e duas “blindagens de
veículo”: uma de R$ 108 mil e outra de R$ 50 mil.
O
candidato à reeleição também informou ser dono de um carro modelo 2023/2024
avaliado em R$ 568,9 mil. Segundo a declaração de bens do senador, ele também
possui R$ 180 mil em espécie.
Ciro
Nogueira é investigado na Operação Compliance Zero após a Polícia Federal
identificar suposta “mesada” paga por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master,
para o senador. A suspeita é de que o parlamentar teria despesas e viagens
bancadas pelo empresário em troca de favores no Congresso Nacional, como
apresentação de PEC para aumentar cobertura do Fundo Garantidor de Crédito
(FGC) por cliente.
O
parlamentar afirmou ser vítima de “perseguição política” e disse que tentam
“manchar” sua honra pessoal em anos eleitorais.
• Chefes de gabinete de Zoe pedem demissão
após divulgação de patrimônio
O chefe
de gabinete Lucas Silveira e a coordenadora Giovanna Najar pediram demissão da
equipe da vereadora de São Paulo Zoe Martinez (PL).
A
demissão foi publicada no Diário Oficial do município dois dias após a
divulgação do aumento patrimonial de 226,16%, em dois anos que atuou como
parlamentar na capital paulista.
Em
2024, Zoe declarou R$ 646,3 mil de patrimônio à Justiça Eleitoral. Em 2026, ela
disse ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que tem R$ 2,1 milhões. A vereadora
informou que o aumento patrimonial decorre de rendimentos de uma “aplicação
financeira”.
Aliados
de Zoe Martinez têm influência na subprefeitura de Pinheiros, a mais rica da
cidade, que compreende a região da Avenida Brigadeiro Faria Lima, centro
econômico do país.
No
início do segundo mandato do prefeito Ricardo Nunes (MDB), as indicações sobre
a subprefeitura de Pinheiros foram disputadas por dois vereadores novatos do
PL: Zoe e Lucas Pavinato (PL).
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Motivo das demissões
Zoe
Martinez diz que as demissões foram consequência de uma “oportunidade” recebida
pelo ex-chefe de gabinete Lucas Silveira.
Ao
Metrópoles, Zoe informou que Giovanna é sua “melhor amiga” e muito próxima a Silveira. Os ex-funcionários
do gabinete são de Brasília.
Segundo
a parlamentar, Silveira teve uma oportunidade profissional na capital federal e
resolveu voltar à cidade de origem, e Giovanna também quis retornar.
Questionada sobre qual é a oportunidade que o ex-chefe de gabinete recebeu na
capital federal, a vereadora disse que “não cabe a mim comentar sobre a vida
pessoal dele”.
“Eles
resolveram ir antes, como eu estou candidata a [deputada] federal, eles já vão
ir antes. São pessoas de extrema confiança”, disse a vereadora.
Nos
corredores da Câmara dos Vereadores, o que se fala é que teria ocorrido uma
briga no gabinete motivada pela divulgação do aumento patrimonial da
parlamentar. Ela nega.
Fonte:
Brasil 247/ICL Notícias/Metrópoles

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