A
falta de água pode aumentar a glicose? Entenda a relação com o diabetes
Tomar
água é um cuidado importante para quem tem diabetes. Quando se fala em controle
do diabetes, é comum pensar primeiro na alimentação, nos medicamentos, na
prática de atividade física e no acompanhamento médico. Mas existe outro hábito
diário que também influencia o funcionamento do organismo: beber água.
A
hidratação adequada ajuda o corpo a manter suas funções equilibradas, contribui
para o trabalho dos rins e pode evitar que a falta de líquidos agrave situações
relacionadas à glicemia elevada.
Para
quem tem diabetes, esse cuidado merece atenção porque a relação entre água e
glicose está ligada à forma como o organismo elimina o excesso de açúcar no
sangue.
<><>
Água aumenta ou diminui a glicemia?
A água,
por si só, não reduz a glicemia e não substitui o tratamento do diabetes.
Porém, a falta de hidratação pode interferir no equilíbrio do organismo e
contribuir para alterações na glicemia.
Quando
existe pouca água disponível no corpo, o volume de líquidos circulando diminui
e a glicose pode ficar mais concentrada no sangue. Além disso, em situações de
glicemia elevada, o organismo tenta eliminar o excesso de açúcar pelos rins por
meio da urina.
Como a
glicose é eliminada junto com água, esse processo pode aumentar a perda de
líquidos e levar à desidratação.
<><>
Como a desidratação pode afetar o controle do diabetes?
A
relação entre diabetes e hidratação pode formar um ciclo. Quando a glicemia
está elevada, principalmente em valores muito acima do recomendado, o corpo
tenta retirar o excesso de glicose do sangue eliminando-a pela urina.
Esse
processo aumenta a quantidade de líquido perdida pelo organismo e pode causar
sinais como sede intensa, boca seca e aumento da frequência urinária.
Com
menos água disponível, a glicose pode ficar mais concentrada no sangue, o que
pode contribuir para alterações na glicemia e dificultar o equilíbrio do
organismo.
Por
isso, manter uma boa hidratação é uma atitude simples que ajuda o organismo a
funcionar melhor e faz parte dos cuidados diários de quem vive com diabetes.
<><>
Sede excessiva pode ser sinal de glicemia alta?
A sede
é um dos sinais mais conhecidos de desidratação, mas em pessoas com diabetes
ela também pode estar relacionada a alterações na glicemia.
Quando
há excesso de açúcar no sangue, os rins trabalham para eliminar essa glicose
pela urina, aumentando a perda de água. Por isso, sintomas como sede intensa,
boca seca, aumento da vontade de urinar, cansaço e urina mais escura podem
indicar que o organismo precisa de mais atenção.
Caso
esses sinais apareçam com frequência, é importante acompanhar a glicemia e
buscar orientação da equipe de saúde.
<><>
Por que a hidratação é importante para os rins de quem tem diabetes?
Os rins
têm uma função essencial no organismo: eles filtram o sangue, eliminam
substâncias que não são necessárias e ajudam a controlar o equilíbrio de
líquidos e minerais.
No
diabetes, a saúde renal precisa de acompanhamento porque níveis elevados de
glicose por longos períodos podem prejudicar pequenos vasos sanguíneos dos rins
e comprometer sua capacidade de filtragem, aumentando o risco da doença renal
do diabetes.
A
hidratação adequada contribui para que os rins realizem seu trabalho de forma
eficiente e ajuda a manter a urina menos concentrada, reduzindo fatores que
podem favorecer problemas como pedras nos rins e infecções urinárias.
No
entanto, é importante lembrar que beber água é apenas uma parte dos cuidados
com os rins. O controle da glicemia, da pressão arterial, a realização de
exames periódicos e o acompanhamento médico também são fundamentais para
proteger a função renal.
<><>
Quantos litros de água uma pessoa com diabetes deve beber?
Não
existe uma quantidade única de água indicada para todas as pessoas com
diabetes. A necessidade varia conforme peso, idade, rotina de exercícios,
temperatura do ambiente e condições individuais de saúde.
Segundo
a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), uma referência geral pode ser o
consumo entre 30 e 50 ml de água por quilo de peso corporal ao dia.
Uma
pessoa com 70 kg, por exemplo, teria uma necessidade estimada entre 2,1 e 3,5
litros de água por dia. Porém, essa recomendação pode mudar conforme a
avaliação individual, especialmente para pessoas que possuem alterações renais
ou outras condições que exigem controle da ingestão de líquidos.
O ideal
é distribuir o consumo ao longo do dia e não esperar sentir muita sede para
beber água.
<><>
Água deve ser a principal escolha para hidratação
Embora
existam diferentes opções de bebidas disponíveis, a água continua sendo a
principal fonte de hidratação para o organismo.
Bebidas
açucaradas, como refrigerantes e sucos industrializados, podem contribuir para
o aumento da glicemia e não substituem a água como parte da rotina de cuidados.
Manter
uma garrafa de água por perto e criar o hábito de beber líquidos ao longo do
dia são atitudes simples que podem fazer parte da rotina de autocuidado de quem
tem diabetes.
A
hidratação não substitui medicamentos, alimentação equilibrada ou
acompanhamento médico, mas ajuda o organismo a funcionar melhor e faz parte dos
cuidados para preservar a saúde de quem vive com diabetes.
• Quantos minutos de exercício quem tem
diabetes deve fazer? Veja a resposta
A
atividade física é um dos pilares do tratamento do diabetes, ao lado da
alimentação e da medicação. No entanto, muita gente ainda tem dúvidas sobre
quanto exercício é realmente necessário para ajudar no controle glicêmico. Para
responder a essa pergunta, o Portal Um Diabético reuniu as recomendações mais
recentes da American Diabetes Association (ADA), publicadas nos Standards of
Medical Care in Diabetes.
<><>
Para crianças e adolescentes: 60 minutos por dia
Segundo
a ADA, crianças e adolescentes com diabetes tipo 1, tipo 2 ou pré-diabetes
devem praticar 60 minutos ou mais de atividade aeróbica de intensidade moderada
a vigorosa todos os dias. Além disso, a entidade recomenda que essas atividades
incluam, pelo menos 3 dias por semana, exercícios vigorosos voltados ao
fortalecimento muscular e ósseo.
<><>
Para adultos: 150 minutos semanais como meta central
Já para
os adultos, a orientação da ADA é de pelo menos 150 minutos por semana de
atividade aeróbia de intensidade moderada a vigorosa, o equivalente a 50% a
70-80% da frequência cardíaca máxima, distribuídos em no mínimo 3 dias na
semana.
Nesse
contexto, pessoas mais jovens e com melhor condicionamento físico podem se
beneficiar de durações mais curtas, a partir de 75 minutos semanais, desde que
a intensidade seja vigorosa ou o treino seja intervalado.
Além da
atividade aeróbica, a ADA recomenda treino de resistência de 2 a 3 vezes por
semana, em dias não consecutivos, desde que não haja contraindicações. A
entidade também alerta para os riscos do sedentarismo prolongado: intervalos na
posição sentada, a cada 30 minutos, são recomendados para reduzir o impacto
metabólico de ficar muito tempo parado.
<><>
Para idosos: foco em flexibilidade e equilíbrio
No caso
de idosos com diabetes, a Associação orienta a inclusão de treinamento de
flexibilidade e equilíbrio de 2 a 3 vezes por semana. Segundo a entidade,
práticas como yoga e tai chi podem ser incorporadas de acordo com a preferência
individual, contribuindo para o ganho de flexibilidade, força muscular e
equilíbrio.
<><>
Sempre consulte o seu médico
Embora
as recomendações da ADA sirvam como referência para a maioria das pessoas com
diabetes, a prescrição de exercícios deve considerar fatores como idade, tipo
de diabetes, presença de complicações, condicionamento físico e tratamento em
uso. Antes de iniciar ou modificar uma rotina de atividade física, é importante
conversar com a equipe de saúde para definir a estratégia mais adequada e
reduzir o risco de episódios de hipoglicemia ou hiperglicemia durante a
prática.
Fonte:
Um Diabético

Nenhum comentário:
Postar um comentário