A
impunidade do genocídio e a perda da conquista histórica de Nuremberg
“A
única pista para aquilo que o ser humano pode fazer é aquilo que o ser humano
já fez.” A advertência de R. G. Collingwood, utilizada no encerramento do
filme Nuremberg, não deveria ser
recebida como uma reflexão melancólica sobre um passado encerrado. Ela contém
uma profecia política: os mecanismos que permitiram as grandes barbaridades do
século XX não desapareceram com a derrota militar do nazismo. Podem reaparecer sempre
que o Estado converte o medo em doutrina, o preconceito em identidade nacional,
a obediência em virtude e a destruição de outro povo em requisito de segurança.
A
formulação exige, porém, uma precisão indispensável. Não são os transtornos
psiquiátricos que explicam o nazismo, os crimes de guerra ou os projetos
contemporâneos de extermínio. Associar doença mental à barbárie seria
cientificamente frágil e injusto com milhões de pessoas que convivem com
sofrimento psíquico sem jamais praticar violência. A descoberta mais
perturbadora de Douglas Kelley foi justamente a inversa: pessoas sem uma
patologia psiquiátrica incapacitante podem participar de crimes extraordinários
quando determinadas circunstâncias políticas, institucionais e morais tornam o
crime normal, recompensado ou socialmente aceitável.
Em O nazista e o psiquiatra, Jack El-Hai
reconstrói o encontro entre Kelley, então psiquiatra do Exército
norte-americano, e os principais dirigentes nazistas presos antes do primeiro
julgamento de Nuremberg. Kelley deveria avaliar se aqueles homens possuíam
condições mentais para responder perante o tribunal. Esperava talvez encontrar
uma estrutura psicológica especificamente nazista, uma deformação que separasse
aqueles acusados da humanidade comum. O livro mostra que sua investigação não
produziu uma fronteira confortável entre monstros e pessoas normais. Encontrou
homens inteligentes, ambiciosos, socialmente funcionais e capazes de adaptar
consciência, linguagem e comportamento às oportunidades oferecidas pelo poder.
A
conclusão de Kelley antecipa uma questão que atravessaria o pensamento político
do pós-guerra: o mal organizado não depende apenas de uma personalidade
excepcionalmente perversa. Depende da criação de um ambiente em que a
responsabilidade individual seja diluída entre ordens superiores, procedimentos
administrativos, discursos patrióticos e interesses profissionais. A profecia
de Nuremberg não é a de uma doença psiquiátrica que se repete. É a de uma
possibilidade humana e institucional que permanece disponível.
Hannah
Arendt encontrou na figura de Adolf Eichmann não a ausência de
responsabilidade, mas a incapacidade de pensar criticamente sobre aquilo que
fazia. Sua ideia de banalidade do mal foi muitas vezes reduzida à afirmação
simplista de que os criminosos seriam burocratas inocentes. O argumento é mais
exigente: atos monstruosos podem ser praticados por pessoas que substituem o
julgamento moral pela linguagem administrativa, pela carreira e pela
obediência. A banalidade não está no sofrimento causado, mas na normalidade com
que o agente aprende a administrá-lo.
Christopher
Browning, em Homens comuns, examinou como
integrantes de um batalhão policial composto majoritariamente por alemães de
meia-idade se transformaram em executores de milhares de judeus. Não eram todos
militantes fanáticos nem foram todos obrigados sob ameaça imediata de morte.
Pressão do grupo, conformismo, carreira, medo de parecer covarde,
antissemitismo e adaptação progressiva tornaram possível aquilo que
inicialmente poderia ter parecido impensável.
Robert Jay Lifton, ao estudar os
médicos nazistas, demonstrou outra dimensão decisiva. Profissionais treinados
para curar puderam participar da seleção, da experimentação e da morte porque
construíram uma separação interna entre a identidade médica e a função exercida
no sistema de extermínio. O conhecimento científico não impediu o crime; foi
colocado a serviço dele. A medicina, quando capturada pelo Estado totalitário,
deixou de proteger a vida concreta e passou a administrar uma suposta saúde
racial da nação.
Essas
contribuições não eliminam a responsabilidade pessoal. Fazem exatamente o
contrário. Demonstram que não podemos esperar sinais de loucura para reconhecer
o perigo. Um governante pode discursar racionalmente, vencer eleições, dominar
estatísticas, reunir especialistas e, ainda assim, conduzir políticas
criminosas. Um oficial pode amar sua família e ordenar a destruição da família
de outro. Um médico pode preservar a saúde de determinados cidadãos e aceitar a
privação médica de uma população considerada inimiga. Um eleitor pode defender
valores democráticos para seu próprio grupo e tolerar a suspensão desses
valores para quem foi colocado fora da comunidade nacional.
O Museu
Memorial do Holocausto, dos Estados Unidos, resume as motivações dos
participantes e colaboradores do nazismo em dois grandes campos: elementos
culturais e ideológicos, como o antissemitismo, e mecanismos psicossociais,
como medo, oportunismo e pressão para conformar-se. Muitos europeus
testemunharam perseguições, violência, deportações e apropriação de bens, mesmo
sem conhecer a extensão completa da chamada Solução Final. A propaganda ocultou
métodos e utilizou eufemismos, mas a exclusão dos judeus da sociedade ocorria
diante de vizinhos, funcionários, comerciantes e beneficiários diretos da
desapropriação.
O
Estado nacional-socialista criou as circunstâncias em que o crime deixou de
parecer crime. O judeu foi primeiro transformado em problema jurídico,
econômico, biológico e territorial. Vieram as classificações, as proibições
profissionais, a expropriação, a segregação, a deportação e, finalmente, o
assassinato industrializado. O Holocausto foi um processo em evolução: a
perseguição sistemática iniciada em 1933 culminou, entre 1941 e 1945, na
política de assassinato em massa denominada pelos nazistas “Solução Final”.
A Alemanha nazista e seus aliados e
colaboradores assassinaram seis milhões de judeus europeus, além de milhões de
outras vítimas perseguidas pelo regime. Aproximadamente 9,5 milhões de judeus
viviam na Europa em 1933. Ao final da guerra, dois de cada três haviam sido
mortos – uma destruição equivalente a cerca de 63% da população judaica
europeia anterior ao nazismo. Nenhuma comparação contemporânea deve apagar a
especificidade histórica, continental, racial e industrial desse processo.
Comparar,
contudo, não significa declarar equivalência. A história comparada não coloca
tragédias em uma competição macabra. Ela identifica mecanismos, ritmos,
proporções e estruturas de impunidade. O Holocausto e a destruição de Gaza não
são acontecimentos idênticos: diferem em duração, escala absoluta, tecnologia,
configuração territorial e contexto histórico. Mas a singularidade do
Holocausto não pode ser utilizada para proibir toda comparação, porque os
princípios jurídicos construídos em resposta a ele foram deliberadamente
formulados como universais.
Nuremberg
estabeleceu que o indivíduo responde por crimes internacionais; que a
legislação interna não elimina essa responsabilidade; que a condição de
governante não oferece imunidade absoluta; e que a alegação de cumprimento de
ordens não basta para absolver aquele que possuía possibilidade de escolha. A
Convenção do Genocídio, aprovada em 1948, incluiu entre os atos proibidos o
assassinato de integrantes do grupo, a produção de danos físicos ou mentais
graves e a imposição deliberada de condições de vida calculadas para provocar
sua destruição física total ou parcial
É
precisamente por isso que Gaza não pode ser analisada apenas pela comparação
entre números absolutos. O universo populacional é decisivo. Segundo a UNICEF, 71.803 palestinos
haviam sido registrados como mortos na Faixa de Gaza entre 7 de outubro de 2023
e 3 de fevereiro de 2026, entre eles pelo menos 21.289 crianças. Outros 171.230
haviam sido registrados como feridos, incluindo cerca de 44.500 crianças. Em
uma população estimada em 2,1 milhões de habitantes, as mortes diretas
registradas correspondem aproximadamente a 3,4% da população; as crianças
mortas, isoladamente, superam 1% de todos os habitantes; e os feridos
representam mais de 8%. Trata-se de uma aproximação proporcional baseada nos
números publicados, não de uma estimativa de mortalidade total ou de uma
comparação de equivalência com o Holocausto.
Essa
contagem também não representa necessariamente toda a dimensão humana da
catástrofe. Ela registra mortes oficialmente reportadas, não todas as pessoas
desaparecidas sob escombros nem os efeitos futuros de ferimentos, doenças,
desnutrição, contaminação da água e interrupção de tratamentos. O rigor exige
que não inventemos números além dos documentados. Exige também que não
reduzamos a destruição aos corpos já contabilizados.
Aproximadamente
1,9 milhão dos 2,1 milhões de habitantes de Gaza permaneciam deslocados em
julho de 2026 – mais de 90% da população. Cerca de 82% das famílias enfrentavam
insegurança hídrica, e até 70% não conseguiam acesso a seis litros de água por
pessoa ao dia, volume inferior aos padrões mínimos de emergência. Dos 633
caminhões de ajuda da UNICEF provenientes do Egito em maio e junho, apenas 280
conseguiram descarregar seus suprimentos.
Mais de
60 milhões de toneladas de escombros haviam sido geradas desde outubro de 2023.
Somente uma fração havia sido removida. Nos centros coletivos avaliados pela
OCHA, 69% apresentavam esgoto visível e 80% não possuíam iluminação funcional.
No primeiro semestre de 2026, foram registradas quase quatro mil perdas
gestacionais; mais de 57% das gestantes apresentavam anemia, e a morbidade
materna grave chegou a 82 casos para cada mil partos.
Esses
dados dimensionam uma forma de destruição que ultrapassa o ataque militar
direto. Uma sociedade é atingida em sua possibilidade de continuidade quando
hospitais deixam de funcionar, mulheres não conseguem realizar partos seguros,
crianças adoecem por falta de água, escolas desaparecem, áreas agrícolas se
tornam inacessíveis e famílias são obrigadas a deslocar-se repetidamente sem
lugar seguro para permanecer.
Mesmo
depois do anúncio de um cessar-fogo em 10 de outubro de 2025, a OCHA informou
outras 1.180 mortes e 3.810 feridos até 22 de julho de 2026. Entre 15 e 22 de
julho, 59 palestinos foram registrados como mortos e mais de 190 como feridos.
O termo “cessar-fogo” perde parte de seu conteúdo quando a população continua
submetida a ataques, mortes e deslocamentos.
Nada
disso justifica os crimes cometidos pelo Hamas e por outros grupos armados em 7
de outubro de 2023. A Comissão Internacional Independente de Investigação da
ONU concluiu que foram praticados ataques intencionais contra civis,
assassinatos, tratamentos cruéis, tortura e tomada de reféns. Condenar esses
crimes é uma obrigação moral e jurídica. Contextualizá-los historicamente não
significa legitimá-los.
Mas a
história palestina não começou naquele 7 de outubro. Em 1948, mais de 750 mil palestinos
foram arrancados de suas casas, muitos deles à força, no processo conhecido
como Nakba. A
crise dos refugiados palestinos tornou-se a mais longa crise prolongada desse
tipo no mundo contemporâneo. Em 2007, Israel intensificou o bloqueio terrestre,
marítimo e aéreo de Gaza, aprofundando restrições anteriores e produzindo
impactos profundos sobre a economia, a mobilidade e o tecido social do
território.
A
violência posterior ao atentado não surgiu do nada. Foi a intensificação
colossal de uma estrutura anterior de ocupação, bloqueio, deslocamento e
desigualdade jurídica. O ataque terrorista ofereceu ao governo Netanyahu a
oportunidade política de transformar o trauma israelense em autorização para
uma campanha cuja escala destrutiva passou muito além da responsabilização dos
autores do ataque.
Em
setembro de 2025, a Comissão Internacional Independente de Investigação das
Nações Unidas concluiu que autoridades e forças israelenses haviam cometido e
continuavam cometendo genocídio contra os palestinos em Gaza. Israel rejeita
essa conclusão. A Corte Internacional de Justiça ainda não proferiu uma
sentença definitiva sobre o mérito da ação apresentada pela África do Sul,
embora tenha determinado medidas provisórias de proteção. Essa diferença deve
ser preservada: uma comissão da ONU apresentou uma conclusão jurídica de
genocídio; o processo de responsabilidade estatal perante a CIJ permanece em
andamento.
No
campo da responsabilidade individual, o Tribunal Penal Internacional expediu
mandados de prisão contra Benjamin Netanyahu e Yoav Gallant por alegados crimes
de guerra e crimes contra a humanidade, incluindo o uso da fome como método de
guerra, assassinato, perseguição e outros atos desumanos. O mandado contra
Netanyahu permanece registrado pelo tribunal. Não é uma condenação antecipada,
mas uma ordem para que o acusado seja apresentado à Justiça, conheça as provas,
exerça sua defesa e seja submetido ao devido processo.
Prender
Netanyahu em território de um Estado obrigado a cooperar com o TPI seria
juridicamente legítimo. A presunção de inocência não significa o direito de
evitar o julgamento. Significa o direito de ser julgado por tribunal
competente, de contestar a acusação e de não ser condenado sem prova. Impedir a
prisão não protege o devido processo; impede que ele aconteça.
A
reação dos Estados Unidos confirma a perda da conquista histórica de Nuremberg.
Washington apoiou o Tribunal Penal Internacional quando a instituição expediu
mandado contra Vladimir Putin, mas passou a atacar o tribunal quando a mesma
lógica de responsabilização alcançou Netanyahu. Uma norma aplicada aos
adversários e suspensa diante dos aliados deixa de ser norma universal.
Converte-se em arma geopolítica.
Essa
seletividade também aparece no cerco contra Cuba. As situações de Gaza e Cuba
não são equivalentes: uma população está submetida a uma campanha militar
destrutiva; a outra sofre há décadas com um bloqueio econômico, comercial e
financeiro. A lógica comum é o uso das condições materiais de vida de uma
sociedade para impor submissão política.
Cuba
não deve ser idealizada nem isentada de críticas sobre liberdades, participação
política, gestão econômica e direitos civis. Mas suas contradições internas não
autorizam uma potência estrangeira a decidir, pela escassez de combustível,
crédito, tecnologia e medicamentos, qual regime os cubanos devem adotar.
A
experiência socialista cubana produziu conquistas reconhecidas
internacionalmente. A UNESCO descreve a Campanha Nacional de Alfabetização de
1961 como o acontecimento mais marcante da educação e da cultura cubanas no
século XX. O método Yo, sí puedo contribuiu para alfabetizar
mais de seis milhões de pessoas em 29 países. Segundo a Organização
Pan-Americana da Saúde, a expectativa de vida em Cuba alcançou 78,3 anos em
2024, superando a média das Américas. Reconhecer esses resultados não exige silenciar
os problemas do regime; exige apenas analisar a trajetória histórica de Cuba
sem as caricaturas construídas por Washington.
Em
outubro de 2025, 165 países votaram na Assembleia Geral das Nações Unidas pelo
fim do embargo norte-americano contra Cuba; apenas sete votaram contra e doze
se abstiveram. A votação mostra a amplitude da rejeição internacional, mas
também a impotência da Assembleia para obrigar a maior potência econômica e
militar a modificar sua conduta.
Gaza e
Cuba revelam, por métodos diferentes, o mesmo limite da ordem internacional. O
TPI emite um mandado, mas não possui força policial para executá-lo. A
Assembleia Geral condena um bloqueio, mas não possui meios para encerrá-lo. A
norma existe, porém, a aplicação depende daqueles que controlam armas, sistemas
financeiros, alianças e sanções.
A
sociedade israelense não pode ser responsabilizada coletivamente pelas decisões
de Netanyahu. O povo judeu, o judaísmo, os cidadãos israelenses e o governo de
Israel não são a mesma coisa. Transformar judeus em culpados por sua identidade
seria reproduzir a lógica antissemita de culpa étnica. Mas negar a culpa
coletiva não elimina a responsabilidade democrática individual.
A lição
de Kelley dirige-se também aos cidadãos. O fato de uma pessoa não emitir
ordens, lançar bombas ou administrar bloqueios não encerra sua responsabilidade
moral. Há momentos em que permanecer neutro diante do que é feito em nome de
sua sociedade significa permitir que o sistema continue funcionando. A
resistência necessária em Israel deve ser civil, democrática e não violenta:
nas ruas, nos sindicatos, nas universidades, na imprensa, nos tribunais, nas
eleições e na recusa de participar de condutas incompatíveis com o direito
humanitário.
A
memória do Holocausto não concede imunidade a um Estado. Seu valor universal
está precisamente na recusa de que qualquer população seja expulsa da
humanidade. Honrar os seis milhões de judeus assassinados não significa
silenciar diante da morte de crianças palestinas. Significa reconhecer nelas o
mesmo direito à vida que o mundo jurou proteger depois de Auschwitz.
O
desafio ultrapassa Israel e Palestina. O que se decide é se a civilização
aceitará uma ordem em que tribunais são obedecidos quando acusam inimigos e
sancionados quando investigam aliados; em que a fome pode ser administrada como
instrumento militar; em que a energia se converte em arma de mudança de regime;
e em que o destino de povos inteiros depende da conveniência de uma potência.
A
resposta precisa chegar às instituições políticas. No Brasil, o primeiro turno
das eleições gerais ocorrerá em 4 de outubro de 2026, com eventual segundo
turno em 25 de outubro. Nos Estados Unidos, as eleições federais parlamentares
serão realizadas em 3 de novembro. Esses pleitos não resolverão sozinhos Gaza,
o bloqueio contra Cuba ou a crise do direito internacional, mas podem alterar a
correlação política que sustenta a hegemonia pela força.
Derrotar
eleitoralmente o trumpismo e seus representantes brasileiros não significa
hostilidade contra o povo norte-americano nem submissão acriticamente a
qualquer governo adversário de Washington. Significa rejeitar uma política que
sanciona tribunais, protege aliados procurados, ameaça a soberania econômica de
terceiros países e trata a força como fonte última de legitimidade.
Nuremberg
será perdido não quando seus documentos forem queimados, mas quando se
transformarem em objetos cerimoniais sem eficácia contra os poderosos. Será
perdido quando a responsabilidade individual valer para os derrotados e a
imunidade política permanecer reservada aos aliados. Será perdido quando a
humanidade concluir que determinados povos podem ser destruídos desde que o
responsável disponha de proteção militar suficiente.
A
profecia de Douglas Kelley permanece diante de nós. Não precisamos ser
clinicamente insanos para participar de uma sociedade criminosa. Basta que nos
adaptemos, que obedeçamos, que racionalizemos e que aceitemos o sofrimento do
outro como preço inevitável de nossa própria segurança.
A
história já demonstrou aquilo que pessoas comuns podem fazer sob as
circunstâncias de um Estado que organiza a desumanização. Cabe às sociedades de
Israel, dos Estados Unidos, do Brasil e do mundo demonstrar aquilo que pessoas
comuns também podem impedir quando se recusam a entregar sua consciência ao
poder.
Fonte:
Por Flaviano Correia Cardoso, no Le Monde

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