segunda-feira, 24 de março de 2025

Saiba qual cidade Eduardo Bolsonaro escolheu para se aposentar

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, está morando com a família no estado do Texas, nos Estados Unidos, há quase um mês. A mudança ganhou destaque após o parlamentar anunciar, em um vídeo publicado em suas redes sociais nesta última terça-feira (18), que tiraria uma licença da Câmara dos Deputados e se mudaria para o exterior devido à “perseguição” que ele e sua família estariam sofrendo no Brasil. Apesar das alegações, Eduardo Bolsonaro não foi indiciado ou denunciado pela Procuradoria-Geral da República no inquérito que investiga a trama golpista.

Embora o endereço exato do deputado nos Estados Unidos não tenha sido divulgado, publicações feitas por ele e por sua esposa, Heloísa Bolsonaro, sugerem que a família está no Texas.

Um dos indícios é o vídeo em que Eduardo anuncia sua decisão de permanecer no exterior, gravado em frente ao tribunal do condado de Dallas (Dallas County Courthouse).

A localização foi confirmada pelo próprio parlamentar em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, mas ele não forneceu detalhes sobre a cidade onde estaria residindo.

Na tarde desta quarta-feira, Heloísa Bolsonaro compartilhou uma foto nas redes sociais mostrando os dois filhos do casal brincando em um parque na cidade de Fort Worth, localizada na região metropolitana de Dallas, a aproximadamente 56 km do centro da cidade.

A mesma localização já havia sido marcada por ela em uma publicação de outubro do ano passado, durante uma viagem da família pelos Estados Unidos.

Na ocasião, eles também passaram pela Flórida e visitaram os parques da Disney, como o Hollywood Studios. Naquele período, Eduardo Bolsonaro esteve no resort Mar-a-Lago, de Donald Trump, em Palm Beach (Flórida), para acompanhar as eleições americanas, que resultaram na vitória do republicano.

Procurado pelo GLOBO para comentar o assunto, o deputado não se manifestou até o fechamento desta reportagem. O espaço para sua resposta permanece aberto.

<><> Sócio de Eduardo Bolsonaro citado em inquérito sobre atos golpistas

O Texas também é o endereço de uma empresa da qual Eduardo Bolsonaro é sócio. A Braz Global Holding LLC, registrada no município de Arlington, localizado entre Fort Worth e Dallas, pertence ao parlamentar e ao empresário brasileiro Paulo Generoso. Este último foi denunciado no inquérito da Polícia Federal sobre os atos golpistas.

De acordo com o relatório, Generoso integrava uma rede de influenciadores que atuaram “na disseminação de narrativas de interesse para objetivar a consumação do golpe de Estado”.

O documento detalha conversas entre o empresário e o tenente-coronel Mauro Cid, nas quais Generoso comenta sobre publicações em sua conta no X (antigo Twitter), que na época tinha 98 mil seguidores, com o objetivo de “pressionar o Alto Comando do Exército a aderir à ruptura institucional”.

Paulo Generoso também foi alvo de um requerimento protocolado pelo deputado Nereu Crispim (PSL-RS) em 2020, para ser convocado a depor na CPI das Fake News.

No pedido, ele foi citado como responsável, junto a outras duas administradoras, por uma página no Facebook chamada Movimento República de Curitiba, acusada de postar “publicações no sentido de lesar a ordem pública, incitando multidões contra o sistema democrático de direito”.

Em 2023, Generoso voltou a ser mencionado em um segundo requerimento, desta vez protocolado pelo deputado Duarte Júnior (PSB-MA), para depor na CPI dos Atos Golpistas. O empresário é suspeito de ter apoiado os ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro.

•                             ‘Plano infalível’ de Dudu Bananinha contra Moraes tem tentativa de processo nos EUA

O plano de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, inclui a possibilidade de um processo no Departamento de Justiça dos Estados Unidos. A iniciativa, apoiada por aliados de Donald Trump, também prevê sanções econômicas e o bloqueio de vistos. O deputado alega que o magistrado cometeu atos que violam direitos fundamentais e busca pressionar autoridades americanas contra ele.

Segundo um advogado ligado à gestão Trump, a legislação dos EUA permite que estrangeiros sejam investigados pelo Departamento de Justiça em casos de ameaças ou ações que limitem liberdades constitucionais no país. A pena pode chegar a dez anos de prisão. A justificativa seria a de que o ministro extrapolou sua autoridade ao impor sanções contra empresas de tecnologia com atuação internacional.

As decisões envolvendo o X e o Rumble são citadas como exemplo. De acordo com os articuladores, Moraes determinou a suspensão de contas, a entrega de dados e a aplicação de multas, inclusive contra pessoas que vivem nos EUA. Entre os atingidos estariam Elon Musk, Jason Miller, Steve Bannon, Paulo Figueiredo, Rodrigo Constantino, Allan dos Santos e Ludmila Lins Grillo.

Aliados de Bolsonaro também pretendem acionar a chamada Lei Magnitski, que autoriza medidas como o congelamento de bens, o bloqueio de contas e a proibição de entrada em território americano. Essa legislação foi usada contra o procurador do Tribunal Penal Internacional, Karim Khan, após ele emitir um mandado de prisão contra o premiê de Israel. A ideia é aplicar uma punição semelhante a Moraes, incluindo ainda outros nomes da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República.

Eduardo Bolsonaro afirmou acreditar que o plano tem chances de ser concretizado. Ele e outros envolvidos na articulação dizem que é apenas uma questão de tempo até que haja alguma resposta.

Vale lembrar que, atualmente, o deputado está nos Estados Unidos, depois de fugir para o país após alegar ser alvo de perseguição política no Brasil.

O parlamentar, na quinta-feira (20), formalizou seu pedido de licença da Câmara. O requerimento prevê dois dias de afastamento por “tratamento de saúde” e mais 120 dias para tratar de “interesses particulares”.

•                             Bananinha convence deputados americanos extremistas e anti-vacina a mandar cartinha contra Xandão à Casa Branca

Os deputados americanos Rich McCormick e Maria Elvira Salazar, conhecidos por suas posições extremistas e polêmicas, enviaram uma carta ao ex-presidente Donald Trump e ao secretário de Estado Marco Rubio pedindo sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Alexandre de Moraes. A iniciativa foi articulada por Eduardo Bolsonaro, que se exilou nos Estados Unidos e tenta mobilizar aliados da extrema direita americana em defesa do pai, Jair Bolsonaro, indiciado no Brasil.

A carta alega que o indiciamento de Bolsonaro seria uma manobra para impedir sua candidatura em 2026, acusando Moraes de praticar “lawfare” para proteger o presidente Lula e influenciar o pleito. Os deputados ainda afirmam, sem provas, que Moraes representa um risco à soberania digital dos EUA, citando supostas censuras a empresas americanas, como X e Rumble.

Rich McCormick, que já foi acusado de disseminar desinformação sobre COVID-19, minimizar a pandemia e sugerir que os afro-americanos se enxergam como “vítimas”, agora se posiciona como defensor da democracia brasileira – apesar de apoiar restrições a direitos civis nos EUA. Já Maria Elvira Salazar, além de ter defendido pautas reacionárias, foi flagrada descumprindo leis de transparência ao esconder da Justiça uma compra milionária de ações na bolsa de valores. Além disso, recebeu doações de campanha de um indivíduo acusado de espionagem para Cuba, só devolvendo o dinheiro após a repercussão negativa.

A investida reflete a proximidade da extrema direita americana com o bolsonarismo e sua tentativa de interferir na política brasileira. O pedido de sanções contra um ministro do STF por cumprir seu papel constitucional ilustra o uso recorrente da retórica de “perseguição” para deslegitimar processos legais contra aliados de Trump e Bolsonaro.

<><> Transcrição do documento anexado

25 de fevereiro de 2025

Presidente Donald J. Trump

A Casa Branca

1600 Pennsylvania Ave. NW

Washington, D.C. 20500

Secretário Marco Rubio

Secretário de Estado

2201 C St NW

Washington, D.C. 20500

Prezado Presidente Trump e Secretário Rubio,

Na última semana, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi indiciado no Brasil, em uma tentativa descarada do regime brasileiro de afastar o principal candidato das eleições do próximo ano. O indiciamento de Bolsonaro não é sobre justiça — trata-se de eliminar a concorrência política por meio de uma guerra judicial, assim como fizeram contra o presidente Trump antes de sua maior volta por cima na história política. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, transformou o Judiciário brasileiro em uma arma para esmagar a oposição, proteger o presidente Lula e manipular as eleições de 2026 antes mesmo que um único voto seja depositado. Suas ações são um ataque direto à democracia, à liberdade de expressão e ao Estado de Direito, e solicitamos respeitosamente que tomem medidas para garantir que o Brasil tenha eleições livres e justas em 2026.

Moraes não é apenas um problema para o Brasil — ele representa uma ameaça crescente para os Estados Unidos. Ele já tentou censurar empresas americanas, suprimir a liberdade de expressão e minar a soberania digital dos EUA. Seu ataque a plataformas como X e Rumble levou a processos judiciais da Trump Media, expondo seu desrespeito flagrante pelas leis americanas e pelas proteções da Primeira Emenda da Constituição dos EUA. Em resposta a esses processos, Moraes retaliou proibindo todos os vídeos do Truth Social no Brasil, aplicando multas pesadas ao X (anteriormente multado e proibido), bloqueando completamente o Rumble no país, exigindo que empresas americanas entregassem informações confidenciais de dissidentes políticos refugiados nos EUA e ameaçando um CEO americano com acusações criminais.

Os Estados Unidos não podem permitir que juízes estrangeiros ditem o que os americanos podem dizer, ler ou publicar. O comportamento de Moraes é exatamente o tipo de abuso autoritário que a Lei Global Magnitsky foi criada para combater. Suas violações flagrantes dos direitos humanos, censura a opositores políticos e uso do poder judicial para manipular eleições justificam sanções imediatas dos EUA. De fato, a Casa Branca recentemente impôs sanções ao Tribunal Penal Internacional, criando um precedente importante para agir contra tribunais estrangeiros que atuam ilegalmente contra os interesses dos EUA.

Estou pedindo ao governo Trump e aos meus colegas no Congresso que tomem medidas decisivas. Moraes e seus apoiadores devem enfrentar consequências reais, incluindo sanções da Lei Magnitsky, proibição imediata de vistos e penalidades econômicas. O presidente e o Departamento de Estado têm autoridade para adotar essas medidas, e Moraes deve responder por seus abusos de direitos humanos e ações antidemocráticas. Se não fizermos nada, estaremos sinalizando que os Estados Unidos toleram uma tirania judicial que ameaça não apenas a democracia do Brasil, mas também nossos próprios interesses nacionais.

O povo brasileiro merece o direito de escolher seus líderes nas urnas, sem que um juiz desonesto os remova. Os Estados Unidos devem defender a democracia, a liberdade de expressão e o Estado de Direito — antes que seja tarde demais.

<< Atenciosamente,

Rich McCormick, MD, MBA

Membro do Congresso

Maria Elvira Salazar

Membro do Congresso

CC:

Michael Waltz

Assessor de Segurança Nacional

A Casa Branca

1600 Pennsylvania Ave. NW

Washington, D.C. 20500

O Honorável Mauricio Claver-Carone

Enviado Especial dos Estados Unidos para a América Latina

Departamento de Estado

2201 C Street NW

Washington, D.C. 20500

 

Fonte: O Cafezinho/DCM

 

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