Quem
seria os trabalhadores que 'dão adeus à CLT' atrás do sonho de viver fazendo
vídeos de IA?
Henrique
Batista, de 36 anos, estava cansado de trabalhar entregando hambúrgueres.
Ele e a
mãe produziam os lanches em casa, em Paraopeba (MG), município com pouco mais
de 24 mil habitantes, e Henrique cuidava das entregas de moto.
A
decisão de mudar de profissão veio há dois anos, depois de um dia de trabalho
difícil. "Tomei uma chuva fazendo entrega e falei: 'Não quero mais isso
para a minha vida'. Então, peguei pesado. Três meses trabalhando pesado."
Henrique
havia encontrado um curso do youtuber Peter Jordan sobre como ganhar dinheiro
criando canais com a ajuda de inteligência artificial (IA) para a maior
plataforma de streaming do mundo.
Ele
conta que comprou o curso por cerca de R$ 400 e passou a criar canais dark,
também conhecidos como faceless (sem rosto, em inglês), porque quem produz o
conteúdo não costuma aparecer nem usar a própria voz.
"Vi
como uma oportunidade de liberdade financeira", diz Henrique à BBC News
Brasil.
Com as
ferramentas de IA, Henrique passou a fazer os roteiros dos vídeos, as narrações
e as imagens. Para ele, é como "ter um funcionário que não gripa, que não
tira férias e não dá dor de cabeça".
Os
temas são variados e acompanham tendências de conteúdos que já fazem sucesso em
outros idiomas, como civilizações antigas e contos bíblicos, que ele não
conhecia a fundo. É a IA que cuida de tudo.
O
faturamento — ou monetização, no jargão dos produtores de conteúdo — pode vir
da participação na receita de anúncios exibidos nos vídeos. O valor varia
conforme fatores como visualizações, perfil e localização da audiência.
"Consegui
monetizar um canal. Vi que eu poderia viver daquilo. Investi em outro. E deu
certo", diz Henrique.
Esse
tipo de vídeo, feito quase totalmente com IA, virou uma dor de cabeça para o
YouTube.
Ao
mesmo tempo em que o Google, dono da plataforma, estimula e comercializa
ferramentas de inteligência artificial, há uma pressão para que deixe de
remunerar criadores que publicam conteúdos considerados ruins, pouco autênticos
ou mesmo nocivos para os espectadores.
Como
mostrou a BBC News Brasil em reportagens recentes, há canais dark com milhões
de visualizações que exploram a atenção de crianças com imagens hipnotizantes,
tratam de saúde na terceira idade com soluções alarmantes e imagens de falsos
médicos ou simplesmente divulgam conteúdos com informações falsas ou sem
sentido.
De
acordo com uma pesquisa da empresa de IA Kapwing, 20% do conteúdo exibido para
um novo usuário do YouTube é, atualmente, "vídeo de IA de baixa
qualidade".
Uma
outra análise, do jornal New York Times, indicou que, após uma sessão de 15
minutos realizada depois de assistir a um canal infantil, mais de 40% dos
vídeos assistidos pareciam conter imagens geradas por IA.
O
YouTube afirma que, embora seja permitido conteúdo gerado por IA,
"combater o conteúdo de baixa qualidade gerado por IA é uma prioridade
máxima" e que adota padrões mais rígidos para o conteúdo voltado para
espectadores mais jovens.
"Isso
inclui esforços contínuos para remover conteúdo de IA marcado como 'feito para
crianças' quando ele não atende aos nossos princípios de qualidade", diz a
plataforma em nota à BBC News Brasil.
O
Google afirma que todo o conteúdo do YouTube, inclusive o que é gerado por meio
de IA, deve seguir as diretrizes da comunidade: "Isso abrange nossas
políticas sobre desinformação médica, que proíbem informações incorretas a
respeito de prevenção e tratamentos capazes de causar, comprovadamente, danos
graves no mundo real".
A
empresa acrescenta que adiciona rótulos a conteúdos gerados por IA "para
garantir que os espectadores estejam informados sobre o que estão
assistindo".
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'Quem faz sucesso é a exceção'
A
antropóloga brasileira Rosana Pinheiro-Machado estuda este mercado.
Ela diz
que as novas tecnologias potencializaram, nos últimos dois anos, uma promessa
que já existia no marketing digital: trocar empregos tradicionais por uma
rotina mais flexível e lucrativa.
"A
IA dobra a promessa. Promete ser mais fácil, com menos esforço, que tudo vai
acontecer se só deixar a inteligência artificial trabalhar por você", diz
Pinheiro-Machado, que é professora da University College Dublin e diretora do
Laboratório de Economia Digital e Política Extrema.
"A
promessa é sempre que você vai ter mais tempo, e isso pega sempre muito forte
em pessoas que não têm tempo. É uma promessa muito cruel, sempre voltada a ver
os filhos crescerem e a aproveitar a vida."
Mas
conseguir emplacar na plataforma, porém, não é simples como muitos prometem,
porque, para conseguir a sonhada monetização, dá trabalho.
O
YouTube exige para isso que um canal tenha ao menos 1 mil inscritos e 4 mil
horas de conteúdo com exibição pública nos últimos 12 meses.
A
tecnologia pode facilitar tarefas, como a produção de posts, mas está longe de
trazer automaticamente os ganhos prometidos, diz Pinheiro-Machado. "Muitas
pessoas vão desistindo. Quem faz sucesso é exceção."
Tai
Squinalli, de 43 anos, se viu em dificuldade em janeiro deste ano, quando,
segundo ela, o YouTube parou de remunerá-la pelos cinco canais dark que ela
administrava.
"Foi
uma onda de desmonetização em massa. Ninguém entendeu muito bem o que
aconteceu", conta ela à BBC News Brasil — o YouTube tem dito que não
remunera conteúdo considerado inautêntico, que é muitas vezes o caso de vídeos
cujo roteiro e imagem foram gerados por IA.
Dois
meses antes, ela afirmou à reportagem que tinha conseguido seu maior
faturamento fazendo isso desde que começou em meados do ano passado: R$ 75 mil
em um único mês, dinheiro que usou para se sustentar nos meses sem receber da
plataforma.
Foi um
alento para quem recorreu aos vídeos de IA para ter alguma renda depois que a
pousada que ela administrava em Itacaré, na Bahia, fechou na pandemia e ela
voltou grávida para Caxias do Sul (RS), onde morava antes.
Ela
conta que trabalhou por um tempo gravando anúncios de produtos, mas se viu de
novo sem emprego quando os clientes começaram a fazer vídeos com IA.
"Pensei: 'Meu Deus, mais uma vez tenho que me reinventar."
Pagou
cerca de R$ 1 mil por um curso sobre canais dark. Depois de seis meses quase
sem renda, investiu mais R$ 600 em uma mentoria e passou a criar histórias
fictícias em diferentes idiomas.
Tai
conta que hoje mantém outros canais dark de músicas e também conteúdo sobre
desenvolvimento pessoal, ambos em espanhol e gerados por IA.
"Mudei
de nicho. Os canais de história perderam a monetização. Foi o nicho mais
prejudicado."
Ela diz
que ganha hoje entre R$ 5 mil e R$ 10 mil por mês com os vídeos e que prefere
essa rotina a um emprego na sua área de formação, administração de empresas.
"Eu
gosto dessa liberdade, de não precisar ficar pedindo permissão para fazer as
coisas.
Ela
conta que chega a trabalhar por até 12 horas por dia ou mais, inclusive à noite
e aos finais de semana, mas acha que vale a pena.
"Apesar
de eu trabalhar muito, faço isso produzindo para mim", afirma.
"Minha
filha me pergunta: 'Mamãe, você nunca tira férias?' Não, mamãe não
consegue."
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'É um mercado dominado por gurus que são apresentados como os casos de sucesso'
A
popularização dos vídeos feitos com IA impulsionou um outro segmento igualmente
importante deste mercado: o das pessoas que ensinam a fabricar canais dark,
muitas vezes junto com a promessa de que, assim, pode-se faturar alto, sem sair
de casa ou ter complicações.
Os
cursos e mentorias são anunciados como "como fazer vídeos curtos e dizer
adeus à CLT" ou "o prompt que vai te deixar milionário".
A
pesquisa liderada por Rosana Pinheiro-Machado acompanha influenciadores e
alunos que participam de cursos sobre marketing digital e IA, no Brasil e em
outros países.
A
pesquisadora aponta que uma das estratégias dos mentores é criar grupos de
WhatsApp e listas de email para os alunos e disparar ofertas de métodos
exclusivos para usar IA e ganhar dinheiro.
"Você
fica sendo bombardeado com promoções, com a ideia de dizer que você está
perdendo a chance da sua vida", diz Pinheiro-Machado.
"Apesar
de prometer ser democrático, é um mercado dominado por gurus que chegaram
primeiro e vendem sua fórmula. São esses que acabam sendo mostrados como casos
de sucesso."
Um dos
canais que ensinam o método com IA é de Arthur Diniz, que se apresenta dizendo
que "faturou seu primeiro milhão antes do primeiro beijo" e que já
ensinou milhares de alunos "a transformar a internet em renda".
Em seu
canal, o Nova Riqueza IA, que tem 160 mil inscritos, Diniz ensina estratégias
de negócios digitais "para construir prosperidade real, aquela que te
permite viver bem, com saúde mental e propósito, sem se tornar escravo do
trabalho".
Em um
dos vídeos mais recentes, com o título "Nova IA tá fazendo gente comum
ganhar R$ 17.990 com apps", Diniz aparece à frente do computador e depois
na praia, dizendo a uma IA: "Ganha dinheiro para mim".
"Planeja,
constrói, testa tudo sozinha e só me chama quando tudo terminar. Fechei o
computador e fui viver a minha vida."
Em
outro, ele mostra como criou um perfil nas redes sociais que divulga mensagens
bíblicas. "Nos últimos sete dias, essa estratégia secreta me gerou R$
1109,65 só compartilhando versículos da Bíblia pelo celular. Melhor: sem
aparecer, sem investir em anúncio, só usando o que eu já tenho no bolso. Você
também tem, ou seja, o celular."
Diniz
argumenta no vídeo que qualquer pessoa pode copiar o método, e, "mesmo sem
ter nenhuma experiência, já ter resultados financeiros".
Ele
então ensina a usar o Grok, a IA da empresa xAI, de Elon Musk, para gerar
vídeos e depois gerar um texto no ChatGPT com frases bíblicas, para
compartilhar junto do texto.
A ideia
é usar os vídeos como gancho para vender ebooks sobre estudos bíblicos.
Diniz
diz à BBC News Brasil que a mensagem que deseja passar a quem o segue é que IA
reduz a barreira técnica para quem quer começar um canal dark.
Mas ele
reconhece que transformar os primeiros bons resultados em um negócio
sustentável é outra história.
"É
justamente nessa etapa que a maioria das pessoas desiste. Por isso, não vejo
contradição entre dizer que qualquer pessoa consegue começar e reconhecer que
nem todas conseguirão construir um negócio de longo prazo", afirma Diniz.
Apesar
dos títulos provocativos, ele diz que não recomenda que seus seguidores
abandonem o emprego. Já sobre os ganhos elevados que cita em seus títulos, ele
afirma que "são baseados em casos reais".
"Reconheço
que um título, isoladamente, pode gerar expectativas diferentes do conteúdo
completo", afirma Diniz.
"Quando
utilizo um valor mais alto, ele representa o melhor resultado daquele caso
específico, que depois é explicado no próprio vídeo. Também faço questão de
deixar claro que se trata de exemplos, que os resultados variam conforme a
execução e que não existe promessa de ganho."
Ele diz
que, quando fala que IA faz o trabalho sozinha, isso diz respeito somente à
parte técnica e não a todo o trabalho envolvido em um canal assim.
"Isso
não significa que um negócio funcione sozinho. O próprio vídeo dedica uma parte
importante justamente às atividades que continuam sendo humanas: encontrar
clientes, definir preços, vender, atender e acompanhar o trabalho."
Ele
também afirma que um criador deve ser transparente sobre o uso da IA e que a
tecnologia "não substitui estratégia, responsabilidade nem bom
julgamento".
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'Tem roteiro que tem erro. Mas a gente não liga'
O
youtuber Peter Jordan — que inspirou o entregador Henrique Batista, do início
desta reportagem, a trocar de trabalho — é um dos mais influentes gurus dos
canais dark no Brasil.
Ele é
criador e apresentador do canal Ei Nerd, que se apresenta como "o maior
canal de cultura pop" brasileiro, com mais de 14,6 milhões de inscritos e
10 mil vídeos sobre celebridades, desenhos, curiosidades e afins. Tem mais de
4,5 bilhões de visualizações acumuladas desde que entrou no ar, em 2013.
Jordan
também está à frente do Nerd de Negócios, uma espécie de desdobramento
empresarial do seu primeiro canal, onde ensina sobre marketing digital "de
forma clara e simples, para que qualquer pessoa possa começar a empreender na
internet".
É ali
que ele se apresenta como o dono de vários canais dark voltados para diferentes
nichos e públicos e ensina como fazer sucesso e ter uma "renda
passiva" com isso.
Jordan
diz que a velocidade de produção é uma das principais vantagens desse modelo de
negócio.
"Canal
sem aparecer, a gente faz uma linha de produção tão rápida que chega a um ponto
em que, estou falando da nossa equipe, a gente não se preocupa mais com
roteiro. É um dos modelos mais lucrativos que existem", diz em um dos seus
vídeos.
Ele
também diz que, para não comprometer o faturamento, não é possível corrigir os
erros que a IA venha a cometer, e defende que eventuais falhas não
necessariamente impedem um vídeo de ter bom desempenho.
"Tem
roteiro nosso que tem erro. Mas a gente não liga mais. A gente vai fazendo. O
máximo que vai acontecer é o vídeo não ter view [visualização]", diz ele
em um vídeo publicado em junho deste ano no YouTube, com mais de 200 mil
visualizações.
"Não
vale você se preocupar a ponto de perder tempo na sua linha de processo de
criação de vídeo. Isso é algo que ninguém vai te falar. Mas eu falo."
Para
ele, o público não se importa com esses erros, como falhas nas imagens geradas
por IA.
"A
galera não quer saber disso. A galera quer só história, quer entrar, quer
imergir. E não liga para esse tipo de coisa. As pessoas não comentam mais sobre
esses erros. Elas estão curtindo esses vídeos."
A BBC
News Brasil pediu entrevista a Peter Jordan, mas ele não respondeu.
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'Falsificação de conhecimento especializado'
A falta
de supervisão e checagem é um dos riscos dos vídeos produzidos de forma
automatizada, segundo pesquisadores ouvidos pela reportagem.
Outro
ponto questionado por especialistas é a responsabilidade sobre o conteúdo
divulgado, especialmente quando é gerado por IA, sem revisão.
Shuo
Niu, professor associado de Ciência da computação da Clark University, nos
Estados Unidos, e outros pesquisadores analisaram, em estudo publicado em
março, 377 vídeos de 47 canais em inglês que ensinavam a usar IA para ganhar
dinheiro.
"Os
criadores pareciam menos preocupados com autoria ou credibilidade e mais
interessados em construir linhas de produção eficientes, capazes de gerar
conteúdos com potencial para viralizar", afirma Niu.
A
facilidade de produzir vídeos em grande escala, avalia o pesquisador, pode
reduzir a qualidade geral do conteúdo disponível nas plataformas.
Um dos
riscos é o que ele chama de "falsificação de conhecimento
especializado": pessoas sem experiência em determinado assunto podem usar
a IA para escrever roteiros e se apresentar como autoridades.
É o
caso, por exemplo, dos diversos perfis nas redes sociais de falsos médicos
gerados por IA, como mostrou a BBC News Brasil.
"Observamos
muitos criadores afirmando que a IA sabe quase tudo e pode permitir que muitos
usuários se apresentem como especialistas em nichos em alta, mesmo quando
possuem pouco conhecimento relevante", diz Niu.
Isso
pode diminuir o alcance de criadores que investem tempo, conhecimento e
trabalho na produção de conteúdo original, avalia o pesquisador.
Niu
também alerta que transformar informações geradas por IA em vídeos pode dar a
elas uma aparência de autoria humana e de credibilidade.
"Os
espectadores podem presumir que uma história ou afirmação é confiável porque
parece ter sido comunicada por uma pessoa real na internet."
O risco
seria maior para crianças e idosos, que podem ter mais dificuldade para
reconhecer conteúdos sintéticos ou enganosos, avalia.
Para
João Victor Archegas, coordenador de Direito & Tecnologia e GovTech do
Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS Rio), o fato de um conteúdo
atrair visualizações não elimina a responsabilidade ética de quem o publica.
"Não
é uma pessoa qualquer fazendo conteúdo para três, quatro pessoas que estão na
rede de amigos. É um canal com milhares ou até milhões de seguidores, que está
fazendo conteúdo que vai chegar a milhares ou milhões de pessoas".
O
professor Shuo Niu avalia que o YouTube tem responsabilidade direta sobre esse
fenômeno, porque seus sistemas de recomendação e monetização podem incentivar a
produção em massa de vídeos de baixa qualidade que atraem cliques.
Para
ele, a solução não é eliminar todo conteúdo feito com IA, que também pode
reduzir tarefas trabalhosas e permitir novas formas de criatividade.
O
desafio, avalia, é diferenciar esses usos de práticas que imitam o trabalho
alheio, fabricam conhecimento especializado ou enganam o público.
O
YouTube afirma que canais que usam IA continuam qualificados para monetização,
ou seja, para exibir propaganda e serem pagos por isso, "desde que o
produto final seja uma criação original que adicione uma perspectiva autêntica,
siga nossas diretrizes de comunidade e de monetização, e divulgue adequadamente
quando o conteúdo for alterado ou sintético".
Em uma
entrevista ao canal Creator Inside, em julho, o vice-presidente de confiança e
segurança do YouTube, Matt Halprin, disse que são considerados problemáticos
vídeos em que o conteúdo seja genérico ou repetitivo, que busquem manipular as
emoções dos espectadores ou criem personagens com IA para abordar temas
considerados mais sensíveis, como finanças, questões legais ou saúde.
Eduardo
Rico, especialista em desenvolvimento de canais no YouTube, afirma que a IA não
reduz necessariamente a credibilidade de um vídeo. O problema, diz, é usar a
tecnologia sem controle ou preocupação com a veracidade, especialmente em temas
como saúde e conteúdo infantil.
"O
que eu sou contra é usar de forma desenfreada, sem um mínimo de crivo, sem a
mínima preocupação com a verdade do que está acontecendo naquele vídeo."
Rico
diz que a velocidade de produção não substitui a necessidade de criar algo que
interesse ao público.
"Você
pode ter os melhores recursos e os melhores roteiros. Se a audiência não gostar
do seu conteúdo, não tem estratégia que vá funcionar", diz.
Fonte:
BBC News Brasil

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