América
Latina: rejeição a Milei entre jovens argentinos atinge 76,9%
O
debate sobre a propriedade
estrangeira de terras na Argentina, impulsionado pela impopular Lei da
Inviolabilidade da Propriedade Privada de Javier Milei, confirmou a crescente
rejeição, entre os setores mais jovens, do governo do presidente libertário, um
distanciamento que pode estar influenciando o resultado das eleições em um país
onde 53% dos eleitores têm menos de 39 anos.
Um
estudo recente das consultorias Alaska e Trespuntozero apontou uma aprovação de
32,2% e uma desaprovação crescente, atingindo 64,8%. Outro estudo da Atlas
Intel indica que a imagem do libertarianismo continua a declinar, com um índice
de desaprovação de 62,4%, e mostra que a maior deterioração se concentra entre
os jovens.
A faixa
etária de 16 a 24 anos demonstra apenas 23,1% de apoio ao governo de Milei, em comparação com
76,9% de desaprovação. Na faixa etária de 25 a 34 anos, a aprovação cai para
26,9%, enquanto a desaprovação se mantém em 71,9%.
Analistas
lembraram que o setor jovem foi um importante apoio para Javier Milei desde sua
ascensão à política, mas agora esse mesmo setor, muito presente nas
manifestações e mobilizações que rejeitam o reajuste, a reforma trabalhista e a
propriedade estrangeira de terras, também revela a queda na imagem política do
presidente argentino.
“O
principal trunfo de Milei sempre foi sua conexão com a opinião pública, mas
isso está mudando. Onde ele está começando a perder terreno é entre os jovens”,
comentou Shila Vilker, diretora da consultoria Trespuntozero.
Um
relatório da Opina Argentina coloca a taxa de aprovação geral de Milei em 36%.
A consultoria observa que, em seu estudo, o apoio dos jovens permanece
ligeiramente acima da média geral, em 45%, mas destaca que esse número
contrasta fortemente com os níveis superiores a 70% registrados nos meses
anteriores.
Os
analistas concordam que o descontentamento não se deve apenas a circunstâncias
específicas, mas sim ao efeito cumulativo da situação econômica e à percepção
de que as dificuldades diárias estão se agravando no âmbito familiar.
Nesse
contexto, o governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, liderará o
lançamento da ala jovem do Movimento Direito ao Futuro no dia 22 de agosto, na
sede da Sociedade Alemã de Ginástica de Villa Ballester, em San Martín. O
evento estava originalmente previsto para o início de junho, mas foi adiado
devido à grande despedida pública de Indio Solari, outro evento que uniu
argentinos, incluindo muitos jovens, em torno de figuras de identidade e
unidade nacional.
O
encontro buscará oferecer um canal de debate para os jovens em meio ao atual
cenário político argentino, o que poderá transformar esse segmento em um
terreno estratégico fundamental para a próxima disputa eleitoral em 2027.
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Ataques a bomba marcam primeiro dia do governo de extrema
direita da Colômbia
Dois
ataques a bomba em diferentes partes da Colômbia, no sábado (8), marcaram o
primeiro dia de mandato do presidente Abelardo de la Espriella, deixando pelo menos
um policial morto e pessoas feridas.
Um
posto de pedágio foi destruído por grupos armados no município de Santander de
Quilichao e, no departamento de Cesar, no norte do país, um policial foi morto
após um ataque com drone.
Na ação
em Quilichao, o grupo usou explosivos para destruir uma cabine de pedágio que
estava em construção na rodovia Pan-Americana. O exército colombiano diz que os
atos foram comandados por Iván Mordisco, dissidente das Forças Armadas
Revolucionárias da Colômbia (Farc). Mordisco lidera dissidentes que romperam
com o histórico acordo de paz de 2016 entre
as Farc e o governo da Colômbia.
A cerca
de mil quilômetros de distância, no departamento de Cesar, no norte do país, um
policial foi morto em outro atentado a bomba na madrugada de sábado, quando um
drone carregado de explosivos atingiu uma delegacia. O ataque foi atribuído,
por autoridades locais, a “guerrilheiros e narcotraficantes”.
Em
outro atentado, no dia 1º, seis dias antes da posse de Espriella, ao menos 11
pessoas ficaram feridas após a explosão de um caminhão carregado de explosivos
ao lado de uma unidade da polícia em Cúcuta, cidade colombiana próxima à
fronteira com a Venezuela.
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“Narcoterrorismo”
Líder
da extrema direita conhecido por seu discurso incisivo, Espriella prometeu
combater o “narcoterrorismo sem trégua” e encerrar as negociações de paz com
grupos armados.
A mudança de poder inaugura uma nova
abordagem em relação ao tema da violência. Petro, um ex-militante do grupo
guerrilheiro Movimento 19 de Abril (M-19), tornou-se o primeiro presidente de
esquerda da história da Colômbia, prometendo uma política de “Paz Total” no
país, apostando em acordos com atores sociais com longa história de associação
com os casos de violência. De la Espriella, por outro lado,
propõe um enfrentamento mais direto. O novo mandatário se apega ao apoio do
governo Donald Trump no combate ao narcotráfico e à exploração ilegal de
minerais.
De la
Espriella condenou o atentado em redes sociais, afirmando que “atacar a
infraestrutura do país é atacar o progresso”. “Aos responsáveis, envio uma
mensagem clara: não haverá refúgio, nem clemência, nem impunidade”, ameaçou.
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Petro prevê que governo De La Espriella não chega ao fim
Gustavo
Petro, reiterou seus questionamentos em relação aos resultados das eleições
presidenciais de 2026 ao insistir na existência de fraude eleitoral no processo
que deu como vencedor seu sucessor, Abelardo de la Espriella, sobre o candidato
do Pacto Histórico, Iván Cepeda. De la Espriella tomará posse na sexta-feira
(7).
A dois
dias da posse de De la Espriella, o presidente em fim de mandato, Gustavo Petro, afirmou em Soacha
que o governo entrante não concluiria o mandato e atribuiu o resultado
eleitoral a uma fraude que, segundo acrescentou, seria de conhecimento das
autoridades dos Estados Unidos.
“Quanto
tempo durarão os efeitos dessa fraude? Já se fala nos escritórios de Marco Rubio em Abelardo, o
breve. Já intuem que ele sequer duraria os quatro anos de governo, mas que a
população colombiana o faria renunciar”, disse o mandatário.
Petro
falou em entrevista coletiva a meios de comunicação nacionais e internacionais
para detalhar as denúncias apresentadas anteriormente em seus canais oficiais
sobre a existência de uma fraude eleitoral algorítmica e sistemática nas
recentes eleições, a qual teria alterado os resultados de aproximadamente sete
milhões de votos para impor Abelardo de la Espriella como presidente.
“Estamos
diante de uma fraude, de um problema institucional profundamente grave, que é a
posse de um presidente ilegítimo. Toda a Constituição da Colômbia desmorona e
nos tornamos uma colônia (…) isso coloca a Colômbia em sua pior crise de
soberania nacional desde que a conquistamos com o exército de Bolívar”,
declarou.
Anteriormente,
por meio de sua conta no X (ex-Twitter), Petro afirmou que a fraude foi
executada do exterior mediante a manipulação do sistema informático. “As
eleições foram roubadas por israelenses endinheirados dirigidos por um
genocida, e isso foi feito do exterior modificando a votação”, sustentou.
“Podemos
voltar a ser colônias apenas se assim quisermos, mas não! Convoco o povo da
Colômbia, como há dois séculos e meio, a lutar pela liberdade e pela
independência nacional. Não somos povos de servos ou escravos; somos povos
milenares e guerreiros pela liberdade e pela vida, sempre, sempre, sempre.”
Nas
redes sociais, Petro denunciou a alteração de votos em mais de 1.600 locais de
votação, detalhando a retirada prévia de fiscais do Pacto Histórico e a
formação de mesas eleitorais com jurados parcializados em Antioquia, Bogotá e
Norte de Santander.
“Exigem
que eu me comporte bem, mas como um democrata pode aceitar uma fraude
eleitoral? Nem nos Estados Unidos nem em qualquer outra parte do mundo”,
defendeu Petro em declarações à imprensa, afirmando que seu “compromisso” é
“com o povo” e “com o país”.
Petro
afirmou que a logística e o financiamento dessa fraude contaram com a
participação de recursos e interesses estrangeiros. Sustentou que o Conselho
Nacional Eleitoral carece das ferramentas técnicas para identificar essas
anomalias no software. Concluiu que a alteração da vontade popular configura a
perda da soberania nacional e mergulha o país em uma grave crise
constitucional. Assegurou que todos os dados coletados pela rede cívica digital
serão encaminhados às instâncias judiciais correspondentes.
“A
Colômbia elegeu Iván Cepeda como seu presidente pelos votos reais depositados
nas urnas; o software israelense que rompeu a soberania nacional da Colômbia os
substituiu, em uma grande porcentagem que pode chegar a 1.800.000 votos
manipulados algoritmicamente, por meio de um software previamente estabelecido
entre empresas privadas que dominam a apuração eleitoral no país”, acrescentou.
O chefe
de Estado afirmou que a principal irregularidade reside na eliminação dos
mecanismos de segurança (códigos hash) dos formulários E-14 enviados ao
sistema. Explicou que os documentos em PDF acabaram convertidos em arquivos
editáveis após o encerramento da votação, violando tratados internacionais e
leis nacionais.
“Com
dinheiro do narcotráfico de cocaína para os Estados Unidos e com recursos da
inteligência privada israelense, substituíram o voto real da cidadania
colombiana por um programa de software israelense que sempre fazia Abelardo de
la Espriella vencer como presidente da Colômbia”, sustentou o mandatário no X
(ex-Twitter).
Da
mesma forma, argumentou que as ferramentas computacionais contratadas para a
consolidação da votação teriam retirado um volume significativo de votos do
candidato de seu grupo político.
“Os 120
mil documentos eleitorais não possuem o mecanismo de segurança hash para
impedir que sejam modificados. O registrador mentiu à população ao dizer que
havia um mecanismo de segurança: trata-se apenas de um código para identificar
cada formulário, e não de um mecanismo que impeça sua modificação”, enfatizou.
Petro
afirmou que a Registradoria enganou a população ao apresentar códigos
alfanuméricos como medidas de proteção, quando, na realidade, serviam apenas
para identificar os formulários.
Denunciou
o descumprimento, por parte desse órgão, da sentença emitida pelo Conselho de
Estado em 2018, que determinava que o software eleitoral deveria ser
propriedade do Estado e não poderia ser manipulado por agentes externos ou
privados.
O
mandatário detalhou a formação de uma comissão de fiscalização composta por 70
mil cidadãos e de uma frente digital com mil especialistas em informática. Essa
equipe analisou 1.350 locais de votação e aplicou métodos estatísticos, como
o teste de sequências (runs test), para avaliar o
comportamento dos votos.
Assegurou
que as análises mostraram um padrão matemático predeterminado, em vez de um
comportamento aleatório característico do voto humano. A investigação detectou
municípios onde o eleitorado registrado superava o total da população residente
e mesas eleitorais atípicas com alteração direta de votos.
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Petro convoca resistência na Colômbia
Petro
se despediu com denúncias de fraude eleitoral e com uma palavra de ordem:
defender as mudanças e reformas sociais que realizou em seus quatro anos de
governo.
“As
conquistas do povo serão defendidas nas ruas, convocando pacificamente as
pessoas para que as defendam”, repete Petro como um mantra.
Petro
entregará a Presidência ao ultradireitista De la Espriella, que se encontra nos
antípodas do progressismo que deu voz aos setores marginalizados:
afrodescendentes, indígenas, camponeses afetados pelo conflito armado e suas
vítimas.
A
transição de governo tem sido turbulenta, sem uma passagem entre os
funcionários que estão saindo e os que estão chegando, enquanto o
ultradireitista e sua nova equipe insistem em fazer supostas denúncias de
corrupção contra o governo do Pacto Histórico, sem apresentar qualquer prova.
“Que
nos acusem de corrupção sem nenhuma prova é algo digno para o meu governo, pois
isso demonstra que fizemos as coisas corretamente. Agora, se for encontrado
algum fato irregular, que as autoridades o punam, assim como fizemos no governo
com corruptos que hoje estão na prisão, denunciados por nós”, reiterou o
presidente que deixa o cargo.
Querido
pela metade do país que votou em seu candidato de esquerda, Iván Cepeda, Petro
não passou despercebido em seus quatro anos de governo. Enfrentou os grandes
poderes econômicos e políticos tradicionais na concepção de um novo país, não
poupou denúncias e convocou aqueles que quiseram sabotar sua proposta.
A
disputa de Petro também se transferiu para os meios de comunicação
corporativos, empenhados em divulgar supostos fatos e escândalos que, segundo
ele, “buscam desqualificar uma obra de governo que mudou a vida de milhões de
colombianos pobres”.
Além
das críticas que, nos meios de comunicação opositores ao governo, foram ferozes
nos últimos dias, Petro deixou números nunca antes alcançados no presente
século: retirou 4 milhões e 500 mil colombianos da pobreza, reduziu em três
pontos o índice Gini (desigualdade), a inflação caiu sete pontos desde 2022,
aumentou o salário mínimo em 37% e deixou o desemprego em 8%, a menor taxa das
últimas duas décadas.
Os
dados macroeconômicos do governo Petro são positivos, incluindo um aumento
significativo do investimento estrangeiro e os ganhos materiais e monetários
gerados pelo setor turístico, que ajudaram a consolidar a transição energética,
pois o progressismo apostou em uma economia que não dependesse dos combustíveis
fósseis.
“Conseguimos
deixar um bônus previdenciário para mais de três milhões de idosos e idosas que
não tinham aposentadoria para colocar um prato de sopa na mesa ou dormir em um
colchão”, destacou Petro.
Gustavo
Petro, o primeiro presidente de esquerda em mais de 200 anos de vida
republicana, não vai embora de mãos vazias; deixa um legado de reformas sociais
contra todas as adversidades, enfrentando uma oposição de direita ferrenha que
apostou em seu fracasso e que, nas palavras do presidente que deixa o cargo,
não conseguiu alcançá-lo.
Seu
legado permanece, mas Gustavo Petro continuará na batalha política; isso faz
parte de seu DNA, combinado com a força e a certeza de que perdeu por 1%,
estímulo que o impulsiona, a partir deste sábado (8), na defesa do projeto
progressista para recuperar o poder em 2030. Amanhã veremos.
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Venezuela: chavismo e oposição concluem primeira rodada
de diálogos que sugere novas eleições
De
forma reservada, sem a presença de jornalistas, foi realizada a primeira
reunião presencial entre grupos de parlamentares chavistas e ex-deputados de
oposição, nea quinta-feira (06/08) em Caracas (Venezuela). Em um comunicado
conjunto divulgado logo após o fim da primeira sessão de trabalho, os
negociadores informaram que “a metodologia e os ciclos de trabalho foram
acordados, e a agenda de temas a serem abordados neste processo foi
ratificada”.
O texto
informa que as sessões serão contínuas até a quarta-feira (12/08), e só depois
uma nova rodada de conversas seria marcada.
“As
partes subscrevem os princípios do respeito à soberania nacional, da negociação
de boa-fé e da busca de benefícios para a Venezuela, de uma solução política, pacífica,
democrática e constitucional, do reconhecimento e respeito mútuos entre
as partes, da igualdade política e do tratamento igualitário na mesa de
negociações, do cumprimento verificável dos compromissos e da proteção dos
direitos humanos e dos direitos políticos de todas as forças políticas”, diz o
comunicado.
“Ficou
acordado informar prontamente todo o país sobre o progresso alcançado nessas
negociações”, finaliza o texto.
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O que está em jogo?
No
último sábado (01/08), os dois lados haviam dado o pontapé inicial aos
diálogos, por meio de uma chamada telefônica, em que foram indicados os nomes
dos representantes de cada setor.
A
delegação chavista está liderada pelo presidente da Assembleia Nacional da
Venezuela (ANV), Jorge Rodríguez, além dos deputados Ana María San Juan, Jorge
Arreaza, América Pérez, Génesis Garvett e Pedro Infante. Por parte da oposição,
a ex-presidente da ANV em 2015, Dinorah Figuera, e ex-parlamentares dessa mesma
legislatura: Marco Aurelio Quiñones, Ramón López, Jorge Millán, Juan Miguel
Matheus e Sergio Vergara.
Nas
imagens divulgadas do primeiro encontro nesta quarta, os dois grupos aparecem
alinhados e separados pela bandeira nacional.
Em
declarações à imprensa local durante sua chegada à Venezuela, procedente de
Madri (Espanha), a chefe da delegação opositora detalhou as pautas que serão
levadas à mesa pela oposição. A principal delas é a realização de eleições sob
condições estritas, como a renovação do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) e do
Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), a garantia de participação de organismos de
acompanhamento e observação, a construção de um cronograma que envolva
processos eleitorais nos diferentes níveis de governo, e a restituição de
direitos políticos de cidadãos que tenham sido inabilitados pelo Poder
Eleitoral.
A
ex-parlamentar ainda agradeceu ao secretário de Estado dos Estados Unidos,
Marco Rubio, pelo apoio que tem prestado ao grupo. “Agradecemos a Marco Rubio
por todo o apoio que tem dado para garantir que a Venezuela, num futuro
próximo, se torne um país democrático e livre, um país onde possamos coexistir
e trabalhar juntos, apesar das nossas diferenças. Nesse sentido, celebramos o
fato de os nossos filhos, que regressam do exílio, poderem reunir-se com a sua
pátria e contribuir para o futuro da Venezuela. É por isso que ergo as
bandeiras da fé, da esperança e da justiça ao embarcarmos neste reencontro com
a nossa pátria”, afirmou Figuera.
Já o
governo reivindica o reconhecimento do governo em exercício, liderado
por Delcy Rodríguez,
a suspensão de todas as sanções econômicas que pesam sobre o país antes mesmo
da realização de eleições, e a devolução de fundos e ativos venezuelanos que
foram bloqueados ou sequestrados no exterior.
O
deputado Jorge Arreaza, ex-ministro das Relações Exteriores da Venezuela e
integrante da delegação chavista, usou as redes sociais e, de forma tímida,
saudou o início das conversas.
“Hoje
iniciamos esta nova fase do Diálogo Nacional. Alcançar acordos entre os
venezuelanos, fomentando o diálogo em vez de abordar divergências que impactam
a vida do nosso povo. É uma prioridade neste novo momento político”, escreveu o
político.
Governo
e oposição falam em um período de pelo menos seis meses para a conclusão das
negociações, podendo se estender, caso haja algum impasse. Temas como a
reabilitação de cidadãos para concorrer às eleições podem atrapalhar a
conclusão dos trabalhos.
O
governo tem afirmado que pessoas que tenham cometido crimes contra o Estado não
são passíveis de anistia ou perdão. Esse é o caso da ex-deputada Maria Corina
Machado, que não participa da mesa de diálogos e rompeu publicamente com o
grupo de ex-parlamentares liderados por Dinorah Figuera.
Fonte: Opera
Mundi/AFP/Diálogos do Sul Global

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