Calor
piora crise de superlotação em prisões europeias
As ondas de calor que atingem a
Europa neste verão estão piorando as já deterioradas condições em prisões que
sofrem com superlotação e instalações envelhecidas. Em países como França, Itália e Bélgica, autoridades, entidades de direitos humanos
e especialistas alertam que as temperaturas recordes estão tornando ainda mais
difícil a vida dentro de estabelecimentos que há anos operam acima da
capacidade.
Na
França, onde os termômetros superaram os 40 °C em algumas regiões, o calor atingiu em
cheio um sistema carcerário já sob pressão. Em junho, o gabinete da
inspetora-geral do sistema penitenciário francês, Dominique Simonnot, recebeu
uma enxurrada de reclamações de detentos. "Imagine: nós estamos sufocando
em nossos apartamentos, e eles estão em grupos de três ou quatro pessoas em uma
cela de nove metros quadrados, num prédio antigo, sem ar-condicionado e onde o
calor é sufocante", afirmou ela à agência de notícias Reuters.
O
Ministério da Justiça francês reconhece que a superlotação amplifica os
problemas – a pasta informou que ofereceu recentemente aos detentos chuveiros
extras e protetores solares. "No longo e médio prazo, precisamos
simplesmente combater a superlotação carcerária, que acentua as dificuldades
provocadas pelas ondas de calor", disse o porta-voz da pasta, Sacha
Straub-Kahn.
Segundo
dados oficiais, as prisões francesas registravam taxa média de ocupação de
141,3% em julho. Na Itália, o índice chegava a 139,7%, enquanto a Bélgica
operava com 121% da capacidade.
<><>
Estruturas antigas pioram situação
O
problema vai além da falta de espaço. Muitas prisões europeias foram
construídas décadas atrás e não estão adaptadas para enfrentar períodos
prolongados de calor intenso.
Em
entrevista à France 24, André Ferragne, secretário-geral do
órgão francês de inspeção dos locais de privação de liberdade, ressaltou que a
estrutura dos edifícios é "totalmente inadequada" para um país que
registra ondas de calor cada vez mais severas. "As prisões costumam estar
em mau estado, mal conservadas e com um isolamento térmico muito, muito
precário. Não oferecem absolutamente nenhuma proteção contra o calor, nem,
aliás, contra o frio", avaliou Ferragne.
Em
maio, mais de 7,5 mil presos dormiam em colchões espalhados pelo chão por falta
de camas. Na França, diferentemente de outros países, os detentos fazem as
refeições nas próprias celas – e não numa cantina. É comum que a comida esteja
fria e seja requentada dentro das instalações pelos próprios presos, o que
piora a situação. Além disso, a alimentação ocorre muitas vezes ao lado de
banheiros parcialmente expostos e em locais de ventilação precária causada por
janelas reforçadas. Com pouco espaço para se movimentar e até 22 horas por dia
confinados nas celas, muitos enfrentam um ambiente sufocante durante as ondas
de calor.
A
vulnerabilidade é ainda maior entre presos com transtornos mentais ou
dependência química. Na Bélgica, cerca de metade da população carcerária
apresenta algum distúrbio psiquiátrico. Na França, estudos apontam que cerca de
dois terços dos detentos tinham problemas psiquiátricos ou de dependência
quando ingressaram no sistema prisional. "Essas pessoas são
particularmente vulneráveis durante períodos de calor extremo", afirmou o
pesquisador Thomas Fovet.
<><>
Problema se repete em vários países
Na
Itália, organizações de defesa dos direitos dos presos realizaram visitas
simultâneas a 34 prisões para denunciar o que classificam como condições
desumanas durante o verão. "É absurdo que as celas não tenham geladeiras.
É absurdo que não haja ventiladores em todos os lugares", afirmou Patrizio
Gonnella, presidente da associação Antigone.
O
Ministério da Justiça da Itália destinou 800 mil euros (R$ 4,7 milhões) para
que as prisões adquiram ventiladores e geladeiras para o verão e se comprometeu
a criar mais 10 mil vagas para detentos até o final do ano – mas, segundo dados
do ministério, nenhuma foi criada até o momento.
Em uma
tentativa de aliviar a superlotação, o parlamento italiano aprovou, em julho,
uma lei que permite que milhares de presos com dependência de drogas ou álcool
cumpram suas penas em casa enquanto participam de programas de reabilitação. De
acordo com dados do Conselho Europeu, no ano passado, os crimes relacionados a
drogas foram os mais comuns entre os detentos do continente, representando
17,3% da população carcerária europeia, seguidos pelos furtos (12,1%).
<><>
Clima de tensão entre os detentos
Na
Bélgica, autoridades relatam aumento das tensões durante períodos mais quentes.
"Todos os problemas relacionados à superlotação se tornam duas a dez
vezes mais difíceis quando há uma onda de calor", disse à Reuters Pieter
Van Caeneghem, diretor da prisão de Gent. A penitenciária abriga atualmente 447
detentos, apesar de ter capacidade para 260.
Em
Merksplas, o diretor Serge Rooman disse que começou a ignorar protocolos de
segurança há três anos, durante as ondas de calor, abrindo janelas das celas e
portas da prisão à noite para gerar circulação de ar. Desde então, as mudanças
foram incorporadas às diretrizes oficiais.
"Ninguém
ganha votos dizendo que vai construir ou reformar prisões porque faz muito
calor no verão”, diz ele. "Mas, na Bélgica, a punição é a privação de
liberdade, não a exposição a condições desumanas", complementa.
¨
Seca na Europa ameaça transporte, energia e água potável
Após a
forte onda de calor em junho, que deixou milhares de mortos, e os
graves incêndios florestais no sul da
França, o verão europeu de 2026 continua marcado por crises climáticas. Em toda
a Europa, há escassez de água nos rios. O Reno, o Danúbio e o Pó registram níveis historicamente
baixos. Uma situação dramática, já que eles são fundamentais para o
transporte de mercadorias, a agricultura e o abastecimento de água.
Ao
longo do Danúbio, navios de carga e
de cruzeiro não conseguem mais trafegar em alguns trechos. Na Hungria, na Romênia e na Croácia, navios e carros que haviam afundado
reapareceram no leito seco do rio.
De
acordo com o Sistema de Informações sobre Água Baixa (Niwis), apenas 2,4% dos
pontos de medição do Danúbio não registram águas baixas.
O nível
do Reno em Kaub, no oeste da Alemanha, um gargalo fundamental para o tráfego de
navios, chegou a um nível mínimo recorde de 24 centímetros – nos próximos dias,
pode cair para 17 centímetros. Em muitos pontos do leito do Reno, como em Colônia e Düsseldorf, é possível observar
pessoas caminhando onde normalmente há forte correnteza.
O
aquecimento global, por meio da queima de carvão, petróleo e gás, agrava ainda mais a
crise hídrica, que afeta também a natureza. E surge a pergunta: o que
acontecerá daqui para frente?
<><>
As consequências para a natureza
Na Espanha, na França, na Itália, naAlemanha e na Europa Oriental, a seca prolongada
custará aos agricultores milhões de hectares. Campos ressecados, safras
perdidas e leitos de rios secos estão entre as consequências mais visíveis da
estiagem.
E não é
apenas a economia que sofre, mas ecossistemas inteiros. O motivo: a água que
ainda resta nos rios se aquece, retém menos oxigênio e, desta forma, pode
causar a morte de peixes, explica Jeanette Völker, pesquisadora do Instituto
Federal do Meio Ambiente (UBA).
"Justamente
no Reno, é possível observar como os bancos de cascalho estão ficando secos.
Esses são habitats para moluscos e invertebrados, que, por sua vez, servem de
alimento para os peixes. Esse processo representa um impacto enorme. Os
moluscos não conseguem se deslocar tão rapidamente e acabam morrendo",
afirma
A seca
e a forte radiação solar, aliadas aos altos níveis de nutrientes provenientes
de fertilizantes agrícolas, criam condições ideais para a proliferação em massa
de algas, segundo Völker.
Isso já
ficou evidente em 2022 no rio Oder, no leste da Alemanha. Com o calor, os baixos níveis de
água e a influência da água salgada, uma alga tóxica e não nativa se proliferou
na região, com consequências dramáticas: trechos inteiros do rio que marca a
fronteira entre a Alemanha e a Polônia ficaram repletos de peixes mortos (cerca
de 1.000 toneladas de peixes morreram).
No
Reno, porém, ainda há oxigênio suficiente no momento, de modo que um desastre
semelhante não está previsto por enquanto.
<><>
Aumento dos custos para tratar a água
O Reno
e o Danúbio são alimentados por inúmeros afluentes. As extensas praias de areia
vistas ao longo do Reno mostram o quanto o nível da água caiu em muitos desses
afluentes, fundamentais para o abastecimento de água potável e cujas margens
costumam estar cobertas por água e vegetação.
"Dependemos
dessa água dos rios. Grande parte da nossa água potável é chamada de filtrado
de margem", explica Hagen Koch, pesquisador especializado em resiliência
e adaptação climática do Instituto de
Potsdam para Pesquisa sobre os Efeitos Climáticos.
Filtrado
de margem (bank filtration, em inglês) é um processo natural no
qual os juncos e as camadas do solo filtram a água naturalmente
antes de ela ser captada para abastecimento.
"Isso
significa que, em locais a uma certa distância do rio ou dos lagos, existem
poços de água potável. É lá que é bombeada a água que fluiu pelo solo até
aquele local ao longo de muitos meses", explica Koch.
Ao
mesmo tempo, segundo Völker, a estiagem faz com que as concentrações de
poluentes aumentem, já que o despejo de esgoto, proveniente de estações de
tratamento ou da indústria, não se altera.
"Quando
o ecossistema é prejudicado, ou seja, quando se prejudica animais e plantas que
contribuem para a purificação da água, isso acarreta custos adicionais
consideráveis. Para o abastecimento de água de milhões de pessoas, há custos
extras de tratamento", afirma Koch.
As
mudanças climáticas e os ecossistemas danificados aumentam os custos do
tratamento da água potável em até 30%, estimam organizações do setor.
Até
2035, podem ser necessários investimentos adicionais de 3 bilhões a 14 bilhões
de euros nessa área, o
que inclui, além de custos mais elevados para o tratamento da água, também
tubulações mais profundas e reservatórios de água com melhor isolamento. Dessa
forma, a água permanece a temperaturas baixas e constantes, o que reduz o crescimento
de microrganismos.
Mas há
exceções, a exemplo de setores como a mineração e a agricultura, que, em alguns
estados, obtêm água sem pagar taxas.
Em
muitas cidades alemãs, as autoridades restringiram fortemente a captação de
água de riachos e rios para fins particulares. A cidade de Colônia já havia
proibido, em junho, devido à seca extrema, a captação de água de todos os 24
afluentes do Reno no território municipal: as infrações podem ser punidas com
multas de até 50 mil euros.
<><>
Navios com um quinto da carga
O baixo
nível das águas nos rios alemães já está prejudicando consideravelmente a
economia. Alguns navios navegam atualmente com apenas um quinto de sua carga
habitual, o que atrasa a produção e aumenta os preços.
Na
Alemanha, os setores mais afetados são a siderurgia, a indústria química e do
petróleo. E o baixo nível das águas também representa um risco cada vez maior
para o abastecimento de energia.
Na
semana passada, o primeiro-ministro húngaro, Peter Magyar, pediu aos seus
compatriotas e às empresas que economizassem energia. O país corre o risco de
enfrentar uma crise energética sem precedentes devido a desligamentos na
usina nuclear de Paks, em consequência do baixo nível do rio Danúbio, pois não
há como refrigerar os reatores com segurança.
<><>
Abastecimento de energia em risco
Em meio
à crise, políticos tentam reagir com medidas de curto prazo. Na Romênia, o
Exército detonou uma rocha em um braço do Danúbio para garantir o abastecimento
de água para o resfriamento da usina nuclear de Cernavoda,
que corria o risco de ser desativada.
O
ministro dos Transportes da Alemanha convidou representantes da indústria, dos
portos e da navegação interna para uma conferência em Bonn sobre o baixo nível
das águas, com foco na busca de soluções de curto e longo prazos. Também será
discutido o aprofundamento do leito do rio Reno em pontos críticos – a
navegação, porém, deve ser mantida, apesar do baixo nível das águas.
Ambientalistas, por outro lado,
convocaram protestos contra uma nova dragagem do Reno, argumentando que
"essas são medidas de curto prazo que trazem poucos benefícios a longo
prazo".
Muitos
questionam se isso não passa de "acionismo", ou seja, uma ação
imediata sem grandes planejamentos, que, às vezes, traz poucos resultados ou, a
longo prazo, pode até ter o efeito contrário. Além disso, estaria sendo dada
pouca atenção à questão climática.
Críticos
alertam que canais de navegação mais profundos aceleram o escoamento da água,
reduzem o nível do lençol freático e fazem com que as várzeas sequem mais
rapidamente. Devido a isso, eles defendem a adoção de embarcações otimizadas
para as atuais condições, em níveis extremamente baixos, bem como a
transferência de cargas para o transporte ferroviário.
Koch
também defende embarcações com calado menor, mas ressalta os altos
investimentos e os longos prazos de implementação.
Para
Völker, não há como evitar, ao menos parcialmente, o ajustamento artificial dos
rios, a fim de armazenar mais água. Além disso, as áreas marginais dos grandes
rios deveriam receber maior atenção.
Especialmente
ao redor dos inúmeros afluentes, é importante preservar zonas úmidas, umedecer
novamente pântanos e renaturalizar rios para melhorar o equilíbrio hídrico.
Isso também poderia beneficiar o nível da água do Reno em períodos de seca.
Diante
da evolução atual, Koch recomenda ainda que, nos casos em que for
ecologicamente viável, se avalie a construção de reservatórios de água e
barragens. E, por fim, a proteção climática continua sendo fundamental: sem
ela, muitos investimentos podem virar, literalmente, apenas uma gota no oceano.
¨
Coreia do Norte sugere carne de cachorro para combater
calor
Em meio
a uma das mais severas ondas de calor dos últimos tempos, a mídia estatal
da Coreia do Norte tem recomendado
tudo à população, desde sopa de carne de cachorro até caldo de galinha para
lidar com a situação – ao mesmo tempo em que retrata Kim Jong-Un como um líder que enfrenta as condições
adversas ao lado do povo.
Segundo
a emissora de televisão estatal, a temperatura atingiu 36,7 ºC nessa
quinta-feira (06/08), a mais alta desde o início dos registros meteorológicos
no país. Nos veículos de comunicação controlados pelo governo norte-coreano,
até as habituais ameaças de ação militar vêm sendo
substituídas por dicas de culinária para combater o calor.
Na
quarta-feira, a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA) indicou uma
receita de Samgye-tang: caldo com frango recheado com arroz glutinoso, tâmaras
e ginseng, para dar energia durante os dias de calor. Já um médico citado pelo
jornal estatal Rodong Sinmun sugeriu, no domingo, sopa de
carne de cachorro como "suplemento nutricional".
O
jornal dedicou uma matéria especial à sopa de carne de cachorro, chamando-a de
prato tradicional de verão e destacando que o concurso nacional de culinária
com carne de cachorro havia sido realizado no início deste ano.
A
Península Coreana está sofrendo com um verão de calor recorde, com 23 mortes já
atribuídas ao calor na Coreia do Sul, onde novas marcas históricas foram
registradas durante três dias na semana passada, com os termômetros atingindo
42,5 °C no domingo.
Na
Coreia do Sul, onde mais de 20 pessoas morreram nos últimos dias devido ao
calor, a carne de cachorro também é uma iguaria, mas deve ser proibida até fevereiro
de 2027.
<><>
Kim sua a camisa junto ao povo
Além
das orientações de saúde e culinária, a mídia estatal tem noticiado um tema de
propaganda já conhecido – a disposição do líder do país, Kim Jong-un, de
suportar o mesmo clima opressivo enfrentado pelos norte-coreanos comuns.
O Rodong
Sinmun revisitou esta semana uma inspeção em um canteiro de obras
realizada pelo líder norte-coreano no verão de 2013, durante o qual se noticiou
que as roupas de Kim haviam ficado encharcadas de suor.
Segundo
a imprensa, quando um funcionário recomendou que ele evitasse viagens durante
essa época do ano, Kim respondeu que "mesmo que o clima esteja
insuportavelmente quente, o trabalho que deve ser feito pelo povo deve ser
feito", segundo a reportagem.
Outro
artigo relembrou uma visita de Kim a uma fábrica de frutos do mar em conserva
na época em que as temperaturas teriam chegado a 39°C, durante a qual o líder
inspecionou salas de fermentação "sufocantes" enquanto enfatizava a
qualidade e a higiene dos alimentos.
Não há
detalhes, no entanto, sobre o que Kim está fazendo durante a atual onda de
calor. A televisão estatal também mostrou multidões lotando praias e piscinas
na Zona Turística Costeira de Wonsan Kalma, o projeto turístico de Kim na costa
leste do país. A imprensa também informou que os parques aquáticos de Pyongyang
estão lotados.
<><>
Calor extremo também aflige Coreia do Sul e Japão
Nos
países vizinhos a situação também é extrema, com temperaturas recorde no
Nordeste Asiático causando a morte de pessoas na Coreia do Sul e no Japão –
Pyongyang não divulgou possíveis números de vítimas deste verão.
Na
maior parte da Coreia do Sul, um alerta de onda de calor grave entrou em vigor
na quarta-feira, com as temperaturas na região metropolitana de Seul atingindo
os 39 ºC. No Japão, a agência local de prevenção de desastres informou que mais
de 18 mil pessoas com sintomas de
insolação foram
levadas a hospitais durante a semana de 20 a 26 de julho.
Desde
meados de maio, na Coreia do Sul, cerca de 2,2 mil pessoas foram diagnosticadas
com doenças relacionadas ao calor, de acordo com um relatório do Ministério do
Interior e da Segurança. Cerca de 17,1 mil animais, como galinhas, patos e
porcos, e cerca de 160 mil peixes de criação também sucumbiram às altas
temperaturas.
No
domingo, a cidade de Yangsan, no sudeste do país, registrou temperaturas de
42,5 ºC, o valor mais alto registrado desde o início das observações
meteorológicas na Coreia, em 1904.
Na
noite de terça-feira, um espectador na casa dos 20 anos desmaiou enquanto
assistia a uma partida de beisebol em um estádio em Incheon, a oeste de Seul.
Ele foi socorrido e levado par o hospital, mas o atendimento interrompeu a
partida por 10 minutos. Outro torcedor, de idade similar, desmaiou e recebeu
atendimento médico no estádio após a partida, segundo a Organização Coreana de
Beisebol, que anunciou o adiamento de dez jogos que estavam programados para
esta semana.
No
Japão, a onda de calor matou três leões em um zoológico de Tóquio. Mugi, uma
leoa de 3 anos, Ichigo, de 11 anos, e Luena, de 15, morreram no mês passado. As
autópsias revelaram desidratação e falência múltipla de órgãos nos três
animais, e as autoridades afirmam acreditar que o calor foi a causa dos
problemas de saúde.
Fonte:
DW Brasil

Nenhum comentário:
Postar um comentário