terça-feira, 11 de agosto de 2026

Marcelo Nilo dispara contra Zé Ronaldo e acusa prefeito de Feira de Santana de usar “força econômica” para prejudicá-lo

O ex-deputado federal Marcelo Nilo (Republicanos) fez duras críticas ao prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), e afirmou que não pretende dividir espaço político com o gestor feirense. Nilo está atualmente como suplente em exercício na Câmara dos Deputados, função que assumiu em abril deste ano.

“Não convidem Marcelo Nilo para uma mesa que tiver o prefeito Zé Ronaldo”, disparou o parlamentar.

Entre as críticas, Nilo acusou José Ronaldo de utilizar sua influência e “força econômica” para prejudicá-lo politicamente e favorecer os nomes de Zé Chico e Arthur Maia. “Ele está usando a força econômica para me prejudicar e ajudar Zé Chico e Arthur Maia”, afirmou.

Nilo também fez críticas ao histórico de relações políticas do prefeito de Feira de Santana. Ao citar antigos aliados de José Ronaldo, o deputado utilizou a expressão “matar” em sentido político, referindo-se ao que considera um processo de enfraquecimento de lideranças que estiveram próximas ao atual prefeito.

“Primeiro que namorou com o governo três anos, elege seu prefeito e depois mata, a exemplo de Tarcísio Pimenta. Depois, Colbert. Está matando Pablo, que não pode nem ser candidato a deputado, e Zé Chico”, declarou.

O deputado também mirou a movimentação de José Ronaldo em relação ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil). Para Nilo, o prefeito de Feira passou anos próximo ao grupo governista antes de voltar a se aproximar de Neto.

“Ele falou mal de Neto por três anos. Namorou três anos e meio com Jerônimo e, faltando seis meses, casou com Neto”, afirmou. Na avaliação de Marcelo Nilo, no entanto, José Ronaldo não teria força para enfraquecer politicamente ACM Neto. “Ele não vai conseguir matar Neto. Ele é uma gota d’água no oceano de Neto”, disse.

Apesar do tom duro, Nilo fez questão de afirmar que considera José Ronaldo uma pessoa honesta, mas reiterou a acusação de que o prefeito estaria atuando para favorecer outros nomes na disputa eleitoral. “Ele é honesto, mas está usando a força econômica para me prejudicar e ajudar Zé Chico e Arthur Maia”, concluiu.

<><> Sofrível

A aversão que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) cultivou injustificadamente em relação ao empresariado nestes quase quatro anos de gestão cobrou seu preço, durante a sabatina promovida pela Fecomércio com os candidatos à sucessão estadual. A avaliação geral depois do evento foi a de ele definitivamente não conseguiu conquistar a exigente plateia, para a qual seu adversário ACM Neto se mostrou imensamente mais preparado.

<><> Apoio

A decisão do presidente da Câmara de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), de anunciar apoio à campanha ao governo de ACM Neto (União Brasil) foi toda costurada com o aval do prefeito Bruno Reis (União Brasil), que nunca desistiu de atrair o aliado para o projeto de assegurar a expressiva votação que ele pretende dar ao líder oposicionista em Salvador. Com muita conversa, Bruno convenceu Muniz de que Neto ganha a eleição e de que, se acontecer, ele será beneficiado por isso.

<><> Declaração de pobreza

No sempre polêmico quesito declaração oficial de bens dos candidatos à Justiça Eleitoral, quem mais uma vez protagonizou a piada pronta foi o vice-governador Geraldo Jr. (MDB), que conseguiu ficar uma vez mais pobre do que em 2022. Afinal, são emprestados os carrões nos quais ele e a família circulam, muito mais caros do que os cerca de R$ 200 mil que ele declarou? Cadê o MP Eleitoral para investigar a sapequice?

<><> Riquinho oficial

Na lista das declarações de bens enviadas à Justiça Eleitoral até agora, o deputado federal baiano mais rico, disparado, é Neto Carletto (Avante). Ele declarou possuir R$ 34,4 milhões em patrimônio, com destaque para um prédio comercial em Porto Seguro, no valor de R$ 7,6 milhões, e uma participação societária em uma empresa de participações, no total de R$ 17,3 milhões. Aliás, pela mesma lista oficial, o senador Jaques Wagner (PT) só é mais pobre R$ 10 mi que Carletto. Pode?

<><> Lista completa

A lista dos “barões” é completada por Dal Barreto (União), com R$ 14,7 milhões; Paulo Magalhães (PSD), que declarou R$ 13,5 milhões; Elmar Nascimento (União), com R$ 8,5 milhões e Arthur Maia (União), com R$ 8,1 milhões. No final da lista, surpreendem as declarações dos deputados Sérgio Brito (PSD) e Rogéria Andrade (Republicanos), que afirmaram possuir apenas R$ 30 mil e R$ 25 mil em bens, respectivamente, pobretões que nem o vice-governador da Bahia.

<><> Mais votado

Candidato a deputado federal, Carlos Muniz Filho (PSDB) disse à Radar do Poder que não se sente na obrigação de ser o mais votado de Salvador nas eleições deste ano. “Não tem isso, não. É uma eleição muito difícil e sou grato pelos apoios que recebi, mas não existe essa obrigação. Vamos trabalhar”, declarou. Com o apoio do pai, o presidente da Câmara Municipal da cidade, Carlos Muniz (PSDB), ele promete visitar mais de 100 municípios no estado na campanha.

<><> Cotas raciais

A discussão sobre autodeclaração racial ganhou um capítulo curioso. Nas redes sociais, o vereador Sandro Filho (PP) questiona por que ACM Neto (União) foi criticado ao se declarar pardo, enquanto a deputada Lídice da Mata, que fez o mesmo, escapou das cobranças. O candidato a deputado estadual Marinho Soares (PSB), que faz o debate, respondeu que a diferença é o histórico de defesa da população negra da parlamentar. Para ele, a autodeclaração também depende do currículo político.

•        Candidatos na Bahia terão desafio de conquistar eleitorado mais velho, que cresceu no estado. Por Lucas Pereira

Dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) trazem um panorama sobre o perfil do eleitorado brasileiro para essas eleições de 2026. Em comparação ao pleito de 2022, houve um aumento na quantidade de pessoas com mais de 60 anos aptas a votar, enquanto o número dos jovens teve uma redução. Na Bahia, o fenômeno do cenário nacional se repete.

Se nas eleições gerais de quatro anos atrás o público 60+ correspondia a 2.232.013 pessoas no estado, em 2026, após um crescimento de 9,33%, essa faixa etária soma mais de 2,44 milhões de eleitores em território baiano. O aumento é justificado pelo fenômeno demográfico já presenciado nos últimos anos, com a população vivendo mais, de acordo com o doutor em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidad del Museo Social Argentino (UMSA) e analista político, Melilo Dinis.

“O fenômeno é demográfico. Não tem motivo que não seja o fato de que vem mudando o perfil da população brasileira. E o eleitorado registra essa mudança”, revelou.

A faixa entre 60 e 64 anos teve o terceiro maior aumento percentual, de acordo com os dados da Justiça Eleitoral, ganhou mais de 88 mil pessoas entre 2022 e 2026 e hoje são quase 757 mil pessoas. O número de eleitores entre 65 e 69 anos cresceu 16,29% (605 mil), assim como o público entre 70 e 79 anos, dono do maior aumento percentual contabilizado (17,25%), que pulou de 269 mil para mais de 316 mil.

No lado oposto da pirâmide etária, jovens na Bahia entre 16 e 24 anos tiveram uma queda de 178 mil eleitores nos últimos quatro anos. Apenas a faixa dos menores de idade, abaixo dos 18 anos, teve um decréscimo de quase 40 mil eleitores. O número é maior que a população de pessoas aptas para votarem em cidades como Sento Sé, Seabra e Xique-Xique, por exemplo.

<><> Públicos importantes

Quando somamos o público dos 60+ com os eleitores de até 24 anos, percebe-se a importância dessas faixas no destino das eleições baianas. Dos mais de 11 milhões de eleitores aptos a exercerem o direito ao voto no pleito de outubro, 3.896.346 pessoas correspondem ao grupo, cerca de 34,5% do eleitorado do estado, ou seja, mais de um terço da totalidade.

De acordo com Melilo, esses dois públicos dialogam com a percepção da realidade de maneiras diferentes e possuem interesses diversos:

“Uma população com esse perfil de idade, modifica também a qualidade da percepção dos problemas. O eleitorado 60+ tem como característica algum grau de resolução dos problemas mais imediatos. Geralmente é a questão da Saúde, (impacta) menos a questão da Educação. A Segurança Pública tem um efeito importante; temas como o INSS, e obviamente, todo o caso de aposentados que foram metidos no escândalo do INSS ”, elencou o analista. Do outro lado dessa moeda, o público mais jovem tem outros interesses prioritários como “emprego, geração de renda, inserção na educação”, por exemplo.

Outro dado importante é que nas eleições de 2022, a Bahia registrou mais de 21% abstenções (eleitores que faltaram), aproximadamente 2,4 milhões de pessoas. Desse total, quase 48%, cerca de 1.153.871 eleitores, estão na casa de até 24 anos e acima dos 60. Segundo o analista, uma forma de conseguir esses votos se baseia na forma de abordagem dos candidatos diante desses públicos precisa ser inclusiva que dialogue com as diferentes formas de entendimento:

“O eleitor brasileiro está mudando e, na sua conjuntura, hoje o eleitor também é rejeitador. O voto para grande parte do eleitorado vira veto. Eu creio que as redes sociais e a revolução da Inteligência Artificial modificam profundamente a compreensão do eleitor sobre todos os fenômenos. O candidato, o político, ele tem que apostar em ser conhecido e se fazer conhecer, e as redes sociais jogam um aspecto muito importante dentro disso”, acredita.

•        Caiado cita números negativos da Segurança Pública de Jerônimo e jornalista da Globo News confirma: 'Dados da Bahia são terríveis'

Ex-governador de Goiás e candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD) voltou a criticar a crise de Segurança Pública enfrentada pelo estado da Bahia. A declaração foi feita na tarde desta sexta-feira (7) durante sabatina realizada pelo programa Estúdio I, da Globo News.

Questionado sobre o tema pela jornalista Andréia Sadi, Caiado sugeriu que a comparação dos números da Segurança Pública fossem feitos entre Goiás e a Bahia. Ao mencionar diretamente o governador Jerônimo Rodrigues (PT), o candidato lembrou que durante os mandatos petistas na Bahia pelo menos 60 mil jovens foram mortos vítimas da violência, e mais de 110 mil pessoas assassinadas.

"Pode levar essa realidade de hoje comparando Ronaldo Caiado, que governou (Goiás) 7 anos e 3 meses com o Jerônimo do PT que estão lá 17 anos no poder. Por que não comparar Goiás com a Bahia?", disse.

Durante a fala de Caiado, uma das mediadoras da entrevista, a também jornalista Natuza Nery, confirmou o comentário ao dizer que "os dados da Bahia são terríveis".

Dados recentes divulgados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontam que a Bahia lidera o ranking nacional de mortes violentas. De acordo com o levantamento, o estado registrou 5.473 vítimas em 2025.

•        Facções em movimento: avanço do TCP e tensão em torno da liberdade de Cláudio Campanha. Por Bruno Wendel

A circulação de um comunicado com a bandeira de Israel, símbolo associado ao Terceiro Comando Puro (TCP), seria um indicativo da presença da facção no Engenho Velho de Brotas, em Salvador. A mensagem, atribuída ao grupo e compartilhada nas redes sociais há cerca de uma semana, orienta moradores e comerciantes a não fazerem pagamentos nem fornecerem informações pessoais, pois golpistas estariam usando o nome da organização criminosa.

Pesquisadores da área de segurança pública afirmam que o TCP adotou a bandeira de Israel como um de seus principais símbolos de identificação, buscando construir uma identidade entre seus integrantes e projetar uma imagem de legitimidade e proteção espiritual nas comunidades onde atua.

Na capital baiana, o grupo é apontado como aliado do Bonde do Maluco (BDM) na localidade de Vila Verde.

<><> Campanha reacende tensão

Um dos maiores e lendários traficantes da Bahia não se encontra mais entre os muros do Conjunto Penal de Lauro de Freitas. Cláudio Campanha da Silva, o "Cláudio Campanha", está em prisão domiciliar desde o dia 4 deste mês, por decisão da Vara de Execuções Penais de Lauro. Mas qual o impacto disso para a segurança pública no estado?

Campanha comandou uma das maiores organizações criminosas do território baiano, a extinta Comando da Paz (CP), hoje, Comando Vermelho (CV), e ajudou a consolidar um modelo de atuação baseado na divisão territorial e na atuação de gerentes locais. A soltura desperta atenção pelo peso histórico e pela influência que ele exerceu sobre uma geração de criminosos nos anos 2000.

Para especialistas em segurança pública, o impacto prático da decisão dependerá da capacidade de articulação que ele ainda mantém e do monitoramento realizado pelas autoridades.

<><> Terá de seguir regras

Nada de bares, drogas, festas de largo, Carnaval e prostituição. Para permanecer em liberdade, o traficante Cláudio Campanha terá de cumprir uma série de restrições impostas pela Justiça para permanecer em prisão domiciliar.

Além das citadas acima, o fundador do extinto Comando da Paz (CP), atualmente Comando Vermelho (CP), terá que permanecer em casa à noite, nos fins de semana e feriados, conseguir trabalho em até 90 dias, comparecer ao Judiciário a cada três meses, não mudar de endereço e nem se ausentar de Salvador sem comunicar a Justiça, entre outras condições.

A juíza Jeine Vieira Guimarães, da Vara de Execuções Panais de Lauro de Freitas, fundamentou a decisão principalmente em questões humanitárias, em razão da idade avançada (73 anos) e do estado de saúde de Campanha. Se cometer qualquer infração, Campanha retornará para o Conjunto Penal de Lauro.

 

Fonte: Política Livre/Correio 24 horas

 

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