Marcelo
Nilo dispara contra Zé Ronaldo e acusa prefeito de Feira de Santana de usar
“força econômica” para prejudicá-lo
O
ex-deputado federal Marcelo Nilo (Republicanos) fez duras críticas ao prefeito
de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), e afirmou que não pretende
dividir espaço político com o gestor feirense. Nilo está atualmente como
suplente em exercício na Câmara dos Deputados, função que assumiu em abril
deste ano.
“Não
convidem Marcelo Nilo para uma mesa que tiver o prefeito Zé Ronaldo”, disparou
o parlamentar.
Entre
as críticas, Nilo acusou José Ronaldo de utilizar sua influência e “força
econômica” para prejudicá-lo politicamente e favorecer os nomes de Zé Chico e
Arthur Maia. “Ele está usando a força econômica para me prejudicar e ajudar Zé
Chico e Arthur Maia”, afirmou.
Nilo
também fez críticas ao histórico de relações políticas do prefeito de Feira de
Santana. Ao citar antigos aliados de José Ronaldo, o deputado utilizou a
expressão “matar” em sentido político, referindo-se ao que considera um
processo de enfraquecimento de lideranças que estiveram próximas ao atual
prefeito.
“Primeiro
que namorou com o governo três anos, elege seu prefeito e depois mata, a
exemplo de Tarcísio Pimenta. Depois, Colbert. Está matando Pablo, que não pode
nem ser candidato a deputado, e Zé Chico”, declarou.
O
deputado também mirou a movimentação de José Ronaldo em relação ao governador
Jerônimo Rodrigues (PT) e ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil).
Para Nilo, o prefeito de Feira passou anos próximo ao grupo governista antes de
voltar a se aproximar de Neto.
“Ele
falou mal de Neto por três anos. Namorou três anos e meio com Jerônimo e,
faltando seis meses, casou com Neto”, afirmou. Na avaliação de Marcelo Nilo, no
entanto, José Ronaldo não teria força para enfraquecer politicamente ACM Neto.
“Ele não vai conseguir matar Neto. Ele é uma gota d’água no oceano de Neto”,
disse.
Apesar
do tom duro, Nilo fez questão de afirmar que considera José Ronaldo uma pessoa
honesta, mas reiterou a acusação de que o prefeito estaria atuando para
favorecer outros nomes na disputa eleitoral. “Ele é honesto, mas está usando a
força econômica para me prejudicar e ajudar Zé Chico e Arthur Maia”, concluiu.
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Sofrível
A
aversão que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) cultivou injustificadamente em
relação ao empresariado nestes quase quatro anos de gestão cobrou seu preço,
durante a sabatina promovida pela Fecomércio com os candidatos à sucessão
estadual. A avaliação geral depois do evento foi a de ele definitivamente não
conseguiu conquistar a exigente plateia, para a qual seu adversário ACM Neto se
mostrou imensamente mais preparado.
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Apoio
A
decisão do presidente da Câmara de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), de anunciar
apoio à campanha ao governo de ACM Neto (União Brasil) foi toda costurada com o
aval do prefeito Bruno Reis (União Brasil), que nunca desistiu de atrair o
aliado para o projeto de assegurar a expressiva votação que ele pretende dar ao
líder oposicionista em Salvador. Com muita conversa, Bruno convenceu Muniz de
que Neto ganha a eleição e de que, se acontecer, ele será beneficiado por isso.
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Declaração de pobreza
No
sempre polêmico quesito declaração oficial de bens dos candidatos à Justiça
Eleitoral, quem mais uma vez protagonizou a piada pronta foi o vice-governador
Geraldo Jr. (MDB), que conseguiu ficar uma vez mais pobre do que em 2022.
Afinal, são emprestados os carrões nos quais ele e a família circulam, muito
mais caros do que os cerca de R$ 200 mil que ele declarou? Cadê o MP Eleitoral
para investigar a sapequice?
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Riquinho oficial
Na
lista das declarações de bens enviadas à Justiça Eleitoral até agora, o
deputado federal baiano mais rico, disparado, é Neto Carletto (Avante). Ele
declarou possuir R$ 34,4 milhões em patrimônio, com destaque para um prédio
comercial em Porto Seguro, no valor de R$ 7,6 milhões, e uma participação
societária em uma empresa de participações, no total de R$ 17,3 milhões. Aliás,
pela mesma lista oficial, o senador Jaques Wagner (PT) só é mais pobre R$ 10 mi
que Carletto. Pode?
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Lista completa
A lista
dos “barões” é completada por Dal Barreto (União), com R$ 14,7 milhões; Paulo
Magalhães (PSD), que declarou R$ 13,5 milhões; Elmar Nascimento (União), com R$
8,5 milhões e Arthur Maia (União), com R$ 8,1 milhões. No final da lista,
surpreendem as declarações dos deputados Sérgio Brito (PSD) e Rogéria Andrade
(Republicanos), que afirmaram possuir apenas R$ 30 mil e R$ 25 mil em bens,
respectivamente, pobretões que nem o vice-governador da Bahia.
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Mais votado
Candidato
a deputado federal, Carlos Muniz Filho (PSDB) disse à Radar do Poder que não se
sente na obrigação de ser o mais votado de Salvador nas eleições deste ano.
“Não tem isso, não. É uma eleição muito difícil e sou grato pelos apoios que
recebi, mas não existe essa obrigação. Vamos trabalhar”, declarou. Com o apoio
do pai, o presidente da Câmara Municipal da cidade, Carlos Muniz (PSDB), ele
promete visitar mais de 100 municípios no estado na campanha.
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Cotas raciais
A
discussão sobre autodeclaração racial ganhou um capítulo curioso. Nas redes
sociais, o vereador Sandro Filho (PP) questiona por que ACM Neto (União) foi
criticado ao se declarar pardo, enquanto a deputada Lídice da Mata, que fez o
mesmo, escapou das cobranças. O candidato a deputado estadual Marinho Soares
(PSB), que faz o debate, respondeu que a diferença é o histórico de defesa da
população negra da parlamentar. Para ele, a autodeclaração também depende do
currículo político.
• Candidatos na Bahia terão desafio de
conquistar eleitorado mais velho, que cresceu no estado. Por Lucas Pereira
Dados
divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) trazem um panorama sobre o
perfil do eleitorado brasileiro para essas eleições de 2026. Em comparação ao
pleito de 2022, houve um aumento na quantidade de pessoas com mais de 60 anos
aptas a votar, enquanto o número dos jovens teve uma redução. Na Bahia, o
fenômeno do cenário nacional se repete.
Se nas
eleições gerais de quatro anos atrás o público 60+ correspondia a 2.232.013
pessoas no estado, em 2026, após um crescimento de 9,33%, essa faixa etária
soma mais de 2,44 milhões de eleitores em território baiano. O aumento é
justificado pelo fenômeno demográfico já presenciado nos últimos anos, com a
população vivendo mais, de acordo com o doutor em Ciências Jurídicas e Sociais
pela Universidad del Museo Social Argentino (UMSA) e analista político, Melilo
Dinis.
“O
fenômeno é demográfico. Não tem motivo que não seja o fato de que vem mudando o
perfil da população brasileira. E o eleitorado registra essa mudança”, revelou.
A faixa
entre 60 e 64 anos teve o terceiro maior aumento percentual, de acordo com os
dados da Justiça Eleitoral, ganhou mais de 88 mil pessoas entre 2022 e 2026 e
hoje são quase 757 mil pessoas. O número de eleitores entre 65 e 69 anos
cresceu 16,29% (605 mil), assim como o público entre 70 e 79 anos, dono do
maior aumento percentual contabilizado (17,25%), que pulou de 269 mil para mais
de 316 mil.
No lado
oposto da pirâmide etária, jovens na Bahia entre 16 e 24 anos tiveram uma queda
de 178 mil eleitores nos últimos quatro anos. Apenas a faixa dos menores de
idade, abaixo dos 18 anos, teve um decréscimo de quase 40 mil eleitores. O
número é maior que a população de pessoas aptas para votarem em cidades como
Sento Sé, Seabra e Xique-Xique, por exemplo.
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Públicos importantes
Quando
somamos o público dos 60+ com os eleitores de até 24 anos, percebe-se a
importância dessas faixas no destino das eleições baianas. Dos mais de 11
milhões de eleitores aptos a exercerem o direito ao voto no pleito de outubro,
3.896.346 pessoas correspondem ao grupo, cerca de 34,5% do eleitorado do
estado, ou seja, mais de um terço da totalidade.
De
acordo com Melilo, esses dois públicos dialogam com a percepção da realidade de
maneiras diferentes e possuem interesses diversos:
“Uma
população com esse perfil de idade, modifica também a qualidade da percepção
dos problemas. O eleitorado 60+ tem como característica algum grau de resolução
dos problemas mais imediatos. Geralmente é a questão da Saúde, (impacta) menos
a questão da Educação. A Segurança Pública tem um efeito importante; temas como
o INSS, e obviamente, todo o caso de aposentados que foram metidos no escândalo
do INSS ”, elencou o analista. Do outro lado dessa moeda, o público mais jovem
tem outros interesses prioritários como “emprego, geração de renda, inserção na
educação”, por exemplo.
Outro
dado importante é que nas eleições de 2022, a Bahia registrou mais de 21%
abstenções (eleitores que faltaram), aproximadamente 2,4 milhões de pessoas.
Desse total, quase 48%, cerca de 1.153.871 eleitores, estão na casa de até 24
anos e acima dos 60. Segundo o analista, uma forma de conseguir esses votos se
baseia na forma de abordagem dos candidatos diante desses públicos precisa ser
inclusiva que dialogue com as diferentes formas de entendimento:
“O
eleitor brasileiro está mudando e, na sua conjuntura, hoje o eleitor também é
rejeitador. O voto para grande parte do eleitorado vira veto. Eu creio que as
redes sociais e a revolução da Inteligência Artificial modificam profundamente
a compreensão do eleitor sobre todos os fenômenos. O candidato, o político, ele
tem que apostar em ser conhecido e se fazer conhecer, e as redes sociais jogam
um aspecto muito importante dentro disso”, acredita.
• Caiado cita números negativos da
Segurança Pública de Jerônimo e jornalista da Globo News confirma: 'Dados da
Bahia são terríveis'
Ex-governador
de Goiás e candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD) voltou a
criticar a crise de Segurança Pública enfrentada pelo estado da Bahia. A
declaração foi feita na tarde desta sexta-feira (7) durante sabatina realizada
pelo programa Estúdio I, da Globo News.
Questionado
sobre o tema pela jornalista Andréia Sadi, Caiado sugeriu que a comparação dos
números da Segurança Pública fossem feitos entre Goiás e a Bahia. Ao mencionar
diretamente o governador Jerônimo Rodrigues (PT), o candidato lembrou que
durante os mandatos petistas na Bahia pelo menos 60 mil jovens foram mortos
vítimas da violência, e mais de 110 mil pessoas assassinadas.
"Pode
levar essa realidade de hoje comparando Ronaldo Caiado, que governou (Goiás) 7
anos e 3 meses com o Jerônimo do PT que estão lá 17 anos no poder. Por que não
comparar Goiás com a Bahia?", disse.
Durante
a fala de Caiado, uma das mediadoras da entrevista, a também jornalista Natuza
Nery, confirmou o comentário ao dizer que "os dados da Bahia são
terríveis".
Dados
recentes divulgados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontam que a
Bahia lidera o ranking nacional de mortes violentas. De acordo com o
levantamento, o estado registrou 5.473 vítimas em 2025.
• Facções em movimento: avanço do TCP e
tensão em torno da liberdade de Cláudio Campanha. Por Bruno Wendel
A
circulação de um comunicado com a bandeira de Israel, símbolo associado ao
Terceiro Comando Puro (TCP), seria um indicativo da presença da facção no
Engenho Velho de Brotas, em Salvador. A mensagem, atribuída ao grupo e
compartilhada nas redes sociais há cerca de uma semana, orienta moradores e
comerciantes a não fazerem pagamentos nem fornecerem informações pessoais, pois
golpistas estariam usando o nome da organização criminosa.
Pesquisadores
da área de segurança pública afirmam que o TCP adotou a bandeira de Israel como
um de seus principais símbolos de identificação, buscando construir uma
identidade entre seus integrantes e projetar uma imagem de legitimidade e
proteção espiritual nas comunidades onde atua.
Na
capital baiana, o grupo é apontado como aliado do Bonde do Maluco (BDM) na
localidade de Vila Verde.
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Campanha reacende tensão
Um dos
maiores e lendários traficantes da Bahia não se encontra mais entre os muros do
Conjunto Penal de Lauro de Freitas. Cláudio Campanha da Silva, o "Cláudio
Campanha", está em prisão domiciliar desde o dia 4 deste mês, por decisão
da Vara de Execuções Penais de Lauro. Mas qual o impacto disso para a segurança
pública no estado?
Campanha
comandou uma das maiores organizações criminosas do território baiano, a
extinta Comando da Paz (CP), hoje, Comando Vermelho (CV), e ajudou a consolidar
um modelo de atuação baseado na divisão territorial e na atuação de gerentes
locais. A soltura desperta atenção pelo peso histórico e pela influência que
ele exerceu sobre uma geração de criminosos nos anos 2000.
Para
especialistas em segurança pública, o impacto prático da decisão dependerá da
capacidade de articulação que ele ainda mantém e do monitoramento realizado
pelas autoridades.
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Terá de seguir regras
Nada de
bares, drogas, festas de largo, Carnaval e prostituição. Para permanecer em
liberdade, o traficante Cláudio Campanha terá de cumprir uma série de
restrições impostas pela Justiça para permanecer em prisão domiciliar.
Além
das citadas acima, o fundador do extinto Comando da Paz (CP), atualmente
Comando Vermelho (CP), terá que permanecer em casa à noite, nos fins de semana
e feriados, conseguir trabalho em até 90 dias, comparecer ao Judiciário a cada
três meses, não mudar de endereço e nem se ausentar de Salvador sem comunicar a
Justiça, entre outras condições.
A juíza
Jeine Vieira Guimarães, da Vara de Execuções Panais de Lauro de Freitas,
fundamentou a decisão principalmente em questões humanitárias, em razão da
idade avançada (73 anos) e do estado de saúde de Campanha. Se cometer qualquer
infração, Campanha retornará para o Conjunto Penal de Lauro.
Fonte:
Política Livre/Correio 24 horas

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