Saiba
quais são os três fatores que podem retardar risco de demência em até 13 anos
Controlar
o diabetes tipo 2, manter a pressão arterial sob controle e abandonar o cigarro
durante a meia-idade pode estar associado a um atraso de até 13 anos no
desenvolvimento de demência. A conclusão é de um estudo publicado na revista
Neurology Open Access que acompanhou milhares de adultos por mais de duas
décadas. A informação é do jornal El Tiempo, da Colômbia.
A
pesquisa utilizou dados do estudo Atherosclerosis Risk in Communities (ARIC),
que acompanha a saúde de cerca de 15,8 mil adultos nos Estados Unidos desde o
fim dos anos 1980. Os pesquisadores analisaram a relação entre fatores de risco
cardiovasculares e a ocorrência de demência ao longo do envelhecimento.
Entre
os participantes avaliados por volta dos 56 anos, aqueles que apresentavam
diabetes tipo 2, hipertensão e eram fumantes tinham mais que o dobro de
probabilidade de desenvolver demência em comparação com pessoas que não
apresentavam nenhum dos três fatores. O grupo também tinha mais de cinco vezes
a probabilidade de morrer prematuramente por outras causas.
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Diferença de quase 13 anos
Os
dados indicaram uma diferença significativa no período sem diagnóstico de
demência. Pessoas que não apresentavam nenhum dos três fatores permaneceram
livres da doença por uma média de 30,1 anos.
Entre
aquelas que tinham diabetes tipo 2, hipertensão e histórico de tabagismo, o
período caiu para 17,5 anos, uma diferença de 12,6 anos.
Aos 85
anos, 35% dos participantes que não apresentavam nenhum dos fatores continuavam
sem demência. Entre aqueles expostos aos três fatores, a proporção era de
apenas 7%.
Para
Josef Coresh, diretor fundador do Instituto para o Envelhecimento Ideal da
Escola de Medicina Grossman da Universidade de Nova York e um dos responsáveis
pelo estudo, transformar os resultados em anos de vida sem demência pode ser
uma maneira mais concreta de mostrar aos pacientes a importância da prevenção.
A informação é do jornal El Tiempo, da Colômbia.
Segundo
o pesquisador, números desse tipo podem ser mais fáceis de compreender do que
apenas percentuais de aumento ou redução de risco.
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Resultado não prova causa
Os
autores ressaltam, porém, que o estudo encontrou uma associação entre os
fatores analisados e o risco de demência, mas não estabelece uma relação direta
de causa e efeito.
Outro
ponto de atenção é que indicadores como pressão arterial, diabetes e tabagismo
foram avaliados no início do acompanhamento. Os participantes, por outro lado,
foram observados por uma mediana de 26 anos, período em que suas condições de
saúde e hábitos poderiam ter mudado.
A
neurologista Sanjula Singh, professora da Faculdade de Medicina de Harvard que
não participou da pesquisa, afirmou que os resultados devem ser interpretados
como uma estimativa para a população, e não como uma previsão do que acontecerá
individualmente com cada pessoa.
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Como reduzir os fatores de risco
Estudos
anteriores já associaram uma parcela significativa dos casos de demência a
fatores potencialmente modificáveis. Entre as medidas que podem contribuir para
a redução do risco estão:
• manter a pressão arterial e o diabetes
sob controle, com acompanhamento médico;
• abandonar o cigarro;
• adotar uma alimentação equilibrada;
• praticar atividade física regularmente;
• manter um sono adequado;
• controlar o peso e reduzir o estresse.
A
prevenção não elimina a possibilidade de desenvolvimento da demência, mas o
controle desses fatores pode contribuir para uma vida mais saudável e, segundo
as evidências disponíveis, reduzir o risco da doença ao longo do
envelhecimento.
• Conheça os 10 sinais de alerta que podem
indicar Alzheimer ou outras demências
A perda
de memória é uma consequência comum do envelhecimento, mas quando passa a
interferir na rotina pode ser um sinal de alerta para a doença de Alzheimer ou
outras formas de demência. Especialistas destacam que reconhecer os primeiros
sintomas é importante para que o diagnóstico seja feito o mais cedo possível,
permitindo acesso a tratamentos que ajudam a controlar os sintomas e preservar
a qualidade de vida.
O
Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta principalmente a
memória, o pensamento, a linguagem e outras funções cognitivas. Embora não
tenha cura, o diagnóstico precoce pode contribuir para um melhor planejamento
do tratamento e do acompanhamento do paciente. A informação é da “Alzheimer’s
Association“.
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Os 10 principais sinais de alerta
1.
Perda de memória que compromete a rotina
Esquecer
informações aprendidas recentemente, repetir as mesmas perguntas ou depender
cada vez mais de anotações e da ajuda de familiares para tarefas do dia a dia.
2.
Dificuldade para planejar ou resolver problemas
Problemas
para seguir receitas, administrar contas, organizar atividades ou realizar
cálculos simples.
3.
Dificuldade em executar tarefas conhecidas
Esquecer
como realizar atividades habituais, como preparar uma refeição, dirigir até um
local conhecido ou organizar uma lista de compras.
4.
Confusão com tempo e lugar
Perder
a noção de datas, estações do ano ou não saber onde está ou como chegou a
determinado local.
5.
Alterações na percepção visual e espacial
Dificuldades
para avaliar distâncias, distinguir cores e contrastes, além de problemas de
equilíbrio ou leitura.
6.
Problemas na fala e na escrita
Dificuldade
para acompanhar conversas, encontrar palavras, nomear objetos ou repetir
informações.
7.
Colocar objetos em locais incomuns
Guardar
pertences em lugares inadequados e não conseguir refazer os próprios passos
para encontrá-los.
8.
Alterações no julgamento
Mudanças
na capacidade de tomar decisões, lidar com dinheiro ou manter os cuidados com a
higiene pessoal.
9.
Isolamento social
Abandono
de atividades, hobbies e compromissos por dificuldade em acompanhar conversas
ou realizar tarefas.
10.
Mudanças de humor e personalidade
Maior
irritabilidade, ansiedade, desconfiança, medo, tristeza ou confusão diante de
situações rotineiras.
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Nem todo esquecimento é Alzheimer
Especialistas
ressaltam que algumas mudanças fazem parte do envelhecimento normal. Esquecer
ocasionalmente um compromisso, demorar para lembrar uma palavra ou perder um
objeto de vez em quando não significa, por si só, que a pessoa tenha demência.
O
principal sinal de preocupação é quando essas alterações se tornam frequentes e
passam a comprometer a autonomia e as atividades cotidianas.
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Quando procurar um médico
Caso um
ou mais desses sintomas sejam observados de forma persistente, a recomendação é
buscar avaliação médica. Diversas condições podem causar problemas de memória,
e apenas uma investigação clínica pode identificar a causa.
No caso
do Alzheimer, o diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento mais cedo,
controlar melhor os sintomas e oferecer orientação tanto ao paciente quanto aos
familiares sobre a evolução da doença e os cuidados necessários.
Fonte:
ICL Notícias

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