quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Saiba quais são os três fatores que podem retardar risco de demência em até 13 anos

Controlar o diabetes tipo 2, manter a pressão arterial sob controle e abandonar o cigarro durante a meia-idade pode estar associado a um atraso de até 13 anos no desenvolvimento de demência. A conclusão é de um estudo publicado na revista Neurology Open Access que acompanhou milhares de adultos por mais de duas décadas. A informação é do jornal El Tiempo, da Colômbia.

A pesquisa utilizou dados do estudo Atherosclerosis Risk in Communities (ARIC), que acompanha a saúde de cerca de 15,8 mil adultos nos Estados Unidos desde o fim dos anos 1980. Os pesquisadores analisaram a relação entre fatores de risco cardiovasculares e a ocorrência de demência ao longo do envelhecimento.

Entre os participantes avaliados por volta dos 56 anos, aqueles que apresentavam diabetes tipo 2, hipertensão e eram fumantes tinham mais que o dobro de probabilidade de desenvolver demência em comparação com pessoas que não apresentavam nenhum dos três fatores. O grupo também tinha mais de cinco vezes a probabilidade de morrer prematuramente por outras causas.

<><> Diferença de quase 13 anos

Os dados indicaram uma diferença significativa no período sem diagnóstico de demência. Pessoas que não apresentavam nenhum dos três fatores permaneceram livres da doença por uma média de 30,1 anos.

Entre aquelas que tinham diabetes tipo 2, hipertensão e histórico de tabagismo, o período caiu para 17,5 anos, uma diferença de 12,6 anos.

Aos 85 anos, 35% dos participantes que não apresentavam nenhum dos fatores continuavam sem demência. Entre aqueles expostos aos três fatores, a proporção era de apenas 7%.

Para Josef Coresh, diretor fundador do Instituto para o Envelhecimento Ideal da Escola de Medicina Grossman da Universidade de Nova York e um dos responsáveis pelo estudo, transformar os resultados em anos de vida sem demência pode ser uma maneira mais concreta de mostrar aos pacientes a importância da prevenção. A informação é do jornal El Tiempo, da Colômbia.

Segundo o pesquisador, números desse tipo podem ser mais fáceis de compreender do que apenas percentuais de aumento ou redução de risco.

<><> Resultado não prova causa

Os autores ressaltam, porém, que o estudo encontrou uma associação entre os fatores analisados e o risco de demência, mas não estabelece uma relação direta de causa e efeito.

Outro ponto de atenção é que indicadores como pressão arterial, diabetes e tabagismo foram avaliados no início do acompanhamento. Os participantes, por outro lado, foram observados por uma mediana de 26 anos, período em que suas condições de saúde e hábitos poderiam ter mudado.

A neurologista Sanjula Singh, professora da Faculdade de Medicina de Harvard que não participou da pesquisa, afirmou que os resultados devem ser interpretados como uma estimativa para a população, e não como uma previsão do que acontecerá individualmente com cada pessoa.

<><> Como reduzir os fatores de risco

Estudos anteriores já associaram uma parcela significativa dos casos de demência a fatores potencialmente modificáveis. Entre as medidas que podem contribuir para a redução do risco estão:

•        manter a pressão arterial e o diabetes sob controle, com acompanhamento médico;

•        abandonar o cigarro;

•        adotar uma alimentação equilibrada;

•        praticar atividade física regularmente;

•        manter um sono adequado;

•        controlar o peso e reduzir o estresse.

A prevenção não elimina a possibilidade de desenvolvimento da demência, mas o controle desses fatores pode contribuir para uma vida mais saudável e, segundo as evidências disponíveis, reduzir o risco da doença ao longo do envelhecimento.

•        Conheça os 10 sinais de alerta que podem indicar Alzheimer ou outras demências

A perda de memória é uma consequência comum do envelhecimento, mas quando passa a interferir na rotina pode ser um sinal de alerta para a doença de Alzheimer ou outras formas de demência. Especialistas destacam que reconhecer os primeiros sintomas é importante para que o diagnóstico seja feito o mais cedo possível, permitindo acesso a tratamentos que ajudam a controlar os sintomas e preservar a qualidade de vida.

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta principalmente a memória, o pensamento, a linguagem e outras funções cognitivas. Embora não tenha cura, o diagnóstico precoce pode contribuir para um melhor planejamento do tratamento e do acompanhamento do paciente. A informação é da “Alzheimer’s Association“.

<><> Os 10 principais sinais de alerta

1. Perda de memória que compromete a rotina

Esquecer informações aprendidas recentemente, repetir as mesmas perguntas ou depender cada vez mais de anotações e da ajuda de familiares para tarefas do dia a dia.

2. Dificuldade para planejar ou resolver problemas

Problemas para seguir receitas, administrar contas, organizar atividades ou realizar cálculos simples.

3. Dificuldade em executar tarefas conhecidas

Esquecer como realizar atividades habituais, como preparar uma refeição, dirigir até um local conhecido ou organizar uma lista de compras.

4. Confusão com tempo e lugar

Perder a noção de datas, estações do ano ou não saber onde está ou como chegou a determinado local.

5. Alterações na percepção visual e espacial

Dificuldades para avaliar distâncias, distinguir cores e contrastes, além de problemas de equilíbrio ou leitura.

6. Problemas na fala e na escrita

Dificuldade para acompanhar conversas, encontrar palavras, nomear objetos ou repetir informações.

7. Colocar objetos em locais incomuns

Guardar pertences em lugares inadequados e não conseguir refazer os próprios passos para encontrá-los.

8. Alterações no julgamento

Mudanças na capacidade de tomar decisões, lidar com dinheiro ou manter os cuidados com a higiene pessoal.

9. Isolamento social

Abandono de atividades, hobbies e compromissos por dificuldade em acompanhar conversas ou realizar tarefas.

10. Mudanças de humor e personalidade

Maior irritabilidade, ansiedade, desconfiança, medo, tristeza ou confusão diante de situações rotineiras.

<><> Nem todo esquecimento é Alzheimer

Especialistas ressaltam que algumas mudanças fazem parte do envelhecimento normal. Esquecer ocasionalmente um compromisso, demorar para lembrar uma palavra ou perder um objeto de vez em quando não significa, por si só, que a pessoa tenha demência.

O principal sinal de preocupação é quando essas alterações se tornam frequentes e passam a comprometer a autonomia e as atividades cotidianas.

<><> Quando procurar um médico

Caso um ou mais desses sintomas sejam observados de forma persistente, a recomendação é buscar avaliação médica. Diversas condições podem causar problemas de memória, e apenas uma investigação clínica pode identificar a causa.

No caso do Alzheimer, o diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento mais cedo, controlar melhor os sintomas e oferecer orientação tanto ao paciente quanto aos familiares sobre a evolução da doença e os cuidados necessários.

 

Fonte: ICL Notícias

 

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