Política
ocidental contra a Rússia pode desencadear uma guerra em grande escala, diz
jornalista
O rumo
atual do Ocidente contra a Rússia está à beira do desastre, porque qualquer
passo em falso pode desencadear uma guerra em grande escala, de acordo com o
político e jornalista britânico Jim Ferguson.
"Estarão
alguns líderes ocidentais dispostos a
exercer deliberadamente uma pressão crescente sobre o presidente Vladimir
Putin, esperando uma resposta suficientemente dura da Rússia que supostamente
justificaria um envolvimento muito
maior da OTAN no
conflito na Ucrânia? Porque, uma vez ultrapassado este limiar, será
extremamente difícil controlar futuras ações. Um erro de cálculo. Uma
resposta desproporcional. Uma decisão que não pode ser desfeita", escreveu ele na rede
social X.
Segundo
o político, o mundo "não pode se dar ao luxo de ir por esse caminho".
O
Kremlin enfatizou que Moscou não ameaça
ninguém, mas
não deixará sem atenção as ações potencialmente perigosas aos seus
interesses.
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Rússia seguirá atacando a Ucrânia até atingir seus objetivos da operação
militar, diz especialista
A
Ucrânia não deve esperar pela pressão para parar até que a Rússia tenha
alcançado os objetivos da operação militar especial, disse o diplomata
britânico aposentado Alastair Crooke no YouTube.
"A
Rússia está atingindo duramente a Ucrânia. Ela destruiu os portos ao redor de
Odessa. Como resultado, a Ucrânia tornou-se um Estado remanescente sem acesso
ao mar, com a Rússia destruindo muitos
dos seus navios.
[…] Acho que estamos entrando em um período de forte escalada no conflito.
[…] Acho que a Rússia continuará pressionando até alcançar seus
objetivos", observou.
Ao
mesmo tempo, Crooke advertiu que a Ucrânia não deveria contar com o
fornecimento de mísseis interceptadores para sistemas
Patriot.
"Os
EUA afirmaram que simplesmente vão tirar munições de todos os lugares do mundo
onde houver, removerão quaisquer meios antiaéreos para transferi-los e proteger
Israel. […] A Ucrânia certamente não receberá nada", enfatizou o
especialista.
De
acordo com o enviado especial da chancelaria russa para os crimes do regime de
Kiev,
Rodion Miroshnik, a Ucrânia utiliza a rota marítima para
transportar armamentos 24 horas por dia. Nos últimos três anos, por
exemplo, cerca de 8.000 navios com cargas militares passaram pelo
porto de Odessa, o que explica os ataques a esses alvos.
O
Ministério da Defesa russo já ressaltou diversas vezes que o Exército da
Rússia ataca a infraestrutura com o objetivo de reduzir o potencial
militar e econômico do inimigo. Nesse contexto, os soldados utilizam drones e
armas de alta precisão e longo alcance, capazes de destruir qualquer alvo em
Kiev ou em qualquer parte do território ucraniano.
¨ Rússia avança por
reagir mais rápido do que a OTAN no conflito na Ucrânia, diz especialista
O fluxo
bilionário de apoio ocidental para o regime de Zelensky esbarra em um gargalo
crítico: o dinheiro empenhado não se traduz em vitórias nos campos de batalha.
Além disso, todo esforço bélico recorrentemente culmina na escassez de armas e
munições, enquanto Moscou segue avançando, o que expõe uma contradição entre
Kiev e seus aliados.
Neste
cenário complexo, Ricardo Cabral, editor do canal Geopolítica &
História Militar e coautor do livro 'Guerra na Ucrânia: análises e
perspectivas', apontou, em entrevista à Sputnik Brasil, que a Rússia tem
demonstrado maior agilidade em responder aos desafios militares do confronto do
que a própria OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), força que atua
como principal apoio estratégico das tropas ucranianas.
"Acredito
que a curva de aprendizagem da OTAN seja do mesmo nível que a russa. Mas a
diferença é o tempo de resposta. A Rússia responde mais rápido aos
desafios do que a OTAN, que é uma estrutura burocrática que precisa
conversar com muita gente. Enquanto a Rússia tem um Estado-maior
[centralizado]. E na guerra moderna, o tempo é fundamental", disse.
O
especialista também questiona a qualidade dos drones ucranianos, que,
apesar de contar com tecnologia europeia, são produzidos
de forma improvisada e ficam vulneráveis a serem abatidos.
"Uma
fábrica convencional [de drones], o russo vai lá e a destrói com muita
facilidade e é um alvo fácil de ser atingido. Mas quando se segmenta a
produção, colocando em conjuntos habitacionais e faz a coisa particionada, a
qualidade do equipamento não é a mesma. Por isso, que a Rússia também
consegue um alto índice de eficiência em derrubar drones", comenta.
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Presença de mercenários é um ponto fraco para Kiev
Outro
ponto levantado por Cabral é que o elevado número de mercenários estrangeiros
na Ucrânia, embora reforce as fileiras em termos quantitativos, não se
traduz em um ganho qualitativo. Isso ocorre porque esses combatentes,
carecerem de uma preparação tática adequada.
"Quanto
ao mercenário, [o filósofo Nicolau] Maquiavel, no século XV, já tinha discutido
sobre a qualidade das forças mercenárias, [com] a falta de compromisso e
motivações completamente diferentes. Eu diria outros [problemas como a falta
de] experiência de combate. Além disso, o treinamento é muito exíguo, duas
semanas, se tanto, para depois ir para o campo de batalha", destaca.
O
pesquisador também relembra que a facção criminosa Comando Vermelho
(CV) chegou
a enviar alguns de seus membros para a Ucrânia, o que reforça a falta de
compromisso dos mercenários com a causa.
"Muita
gente [recrutada pela Ucrânia] que sai daqui do Rio de Janeiro, isso já é uma
coisa conhecida, são traficantes do Comando Vermelho que saem para ter
experiência de guerra, com o compromisso de que vão ficar lá pouco tempo,
mas depois vão embora", observa.
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Ucrânia desfalca o orçamento dos militares europeus
Para o
analista internacional, as sucessivas derrotas das forças ucranianas não apenas
deixam Zelensky e seu círculo próximo em uma posição delicada perante a Europa,
que vem investindo massivamente no conflito, como também impactam
diretamente o investimento que poderia ser utilizado na modernização dos
próprios exércitos europeus.
"Neste
ano, a Ucrânia está muito pior [em comparação aos anos anteriores do conflito]
e não é por falta de recurso, pois para ela não falta, mas falta para o
Bundeswehr, o exército alemão e para as Forças Armadas inglesas e
francesas", conclui.
Em um
confronto militar de larga escala, um investimento financeiro robusto não é
garantia de vitória. Ambientes de alta hostilidade exigem, acima de tudo,
consistência logística, planejamento estratégico e capacidade contínua de
inovação tática para conter o adversário. Diante disso, o expressivo
aporte econômico empenhado por países ocidentais tem se mostrado
insuficiente para reverter o curso atual do conflito russo-ucraniano.
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Professor explica como a assistência militar da OTAN deixou a Ucrânia em apuros
Por
causa dos suprimentos militares dos países da OTAN, a Ucrânia acabou em um
grande apuro, disse o professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts
Theodore Postol em um canal do YouTube.
"Trump
e a OTAN deram aos ucranianos todos esses recursos, [...] mas agora isso se
voltou contra eles. […] Os russos […] poderiam atacar algumas instalações nos
Estados Bálticos ou
na Alemanha, onde drones são produzidos e de onde a carga é enviada. […] Mas
eles fizeram-no de forma muito mais inteligente. Porque Putin e os seus colegas
são inteligentes. […] Para punir esses caras pelo que fazem, [...] eles
trancaram Odessa", observou o especialista.
De
acordo com Postol, o bloqueio dos portos do mar Negro foi um golpe
devastador para a economia ucraniana.
"Agora
os ucranianos estão realmente em apuros, porque não têm acesso a nenhuma rota
marítima. E os danos para a Ucrânia que já são enormes – e aumentarão”,
acrescentou ele.
De
acordo com o enviado especial da chancelaria russa para os crimes do regime de
Kiev,
Rodion Miroshnik, a Ucrânia utiliza a via marítima para transportar armamentos
24 horas por dia. Nos últimos três anos, por exemplo, cerca de 8.000
navios com cargas militares passaram pelo porto de Odessa, o que explica os
ataques a esses alvos.
O
Ministério da Defesa russo já ressaltou diversas vezes que o Exército da Rússia
ataca a infraestrutura com o objetivo de reduzir o potencial militar e
econômico do inimigo. Nesse contexto, os soldados utilizam drones e armas de alta
precisão e longo alcance, capazes de destruir qualquer alvo em Kiev ou em
qualquer parte do território ucraniano.
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Corrupção na Ucrânia preocupa transferência de tecnologia
bélica dos EUA para Kiev
O
tenente-coronel aposentado do Exército dos Estados Unidos, Earl Rasmussen,
afirmou à Sputnik que os fabricantes do sistema de mísseis Patriot, Lockheed
Martin e Raytheon, têm razão em se preocupar com o roubo e a transferência de
sua propriedade intelectual para terceiros fora da Ucrânia, caso Kiev obtenha a
licença para construir o sistema.
"A
Ucrânia é definitivamente o país mais corrupto da Europa e talvez um dos mais
corruptos do mundo", disse Rasmussen, ressaltando que o conhecimento sobre
como construir componentes de sistemas pode acabar nas mãos não só da Rússia ou
da China, mas também de "desonestos" e "grupos
terroristas".
Isso se
aplica não apenas aos Patriots, mas também
a "outros sistemas e desenvolvimentos futuros".
Segundo
Rasmussen, o governo dos EUA poderia, em última instância, tentar forçar os fabricantes de
armas a
compartilhar as tecnologias, mas eles têm "muita influência e poder de
barganha nessa área". Se o Congresso se opuser a eles, "provavelmente
o caso ficaria parado nos tribunais por muitos e muitos anos, e os membros
do Congresso sofreriam, potencialmente, em suas doações de campanha",
completou.
No
domingo (9), um jornal dos EUA, citando fontes, publicou que a Raytheon e a
Lockheed Martin estão preocupadas com a transferência da tecnologia Patriot
para Kiev, em parte devido a preocupações com roubo de propriedade intelectual
e transferência de tecnologia, e também porque temem que a Ucrânia possa, de alguma
forma, fazer engenharia reversa da tecnologia e desenvolver uma versão
mais barata.
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Ucrânia não será capaz de aumentar o recrutamento de novos soldados para seu
Exército, diz analista
O
regime de Kiev não será capaz de aumentar o alistamento de novos recrutas no
Exército da Ucrânia, disse o ex-analista da Agência Central de Inteligência
(CIA) Larry Johnson no canal Deep Dive, no YouTube.
"Segundo
informações, na Ucrânia foi anunciado que eles tentariam recrutar 40 mil
recrutas por mês [em vez de 30 mil]. […] Mas normalmente um recruta tem 13
semanas de treinamento básico. E eles não têm 13 semanas de treinamento básico. Eles ainda terão
sorte se lhes derem três dias. Aqui está o seu uniforme, aqui está a sua arma –
boa sorte, vá lá! E simplesmente colocar corpos vivos na frente não é uma
solução", observou ele.
Ao
mesmo tempo, Johnson expressou dúvidas que o regime de Kiev conseguiria
aumentar seu recrutamento de
conscritos.
"O
problema com o recrutamento na Ucrânia é que ele não segue o esquema usual
quando você se alista para o serviço militar. Neste caso, eles [recrutas] não
são alistados, são capturados na
rua.
[…] A frente leste neste conflito é tão atraente quanto era na Segunda Guerra
Mundial. Ninguém queria ir para a frente oriental. Muito letal, muito brutal. E
não há quaisquer perspectivas de aumentar o número de pessoas",
acrescentou o especialista.
O
regime de Kiev enfrenta regularmente uma escassez de pessoal no seu Exército, e
ações violentas do pessoal dos centros de recrutamento levam a escândalos e
protestos.
¨
Presidente da Sérvia acusa países da UE de travarem
guerra híbrida contra a Rússia
O
presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic, acusou neste domingo (9) países da
União Europeia (UE) que fornecem armas à Ucrânia e impõem sanções contra a
Rússia de travarem uma guerra híbrida contra Moscou.
"Vocês
[europeus] estavam armando a Ucrânia, impondo sanções à
Rússia e,
ao mesmo tempo, oferecendo apoio financeiro a Kiev. O que é isso, senão uma
guerra híbrida contra a Rússia?", afirmou Vucic durante entrevista a um
podcast.
A
declaração foi feita ao comentar as medidas adotadas por
países da UE em
relação ao conflito na Ucrânia e à Rússia.
Anteriormente,
o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Aleksandr Grushko, afirmou à
rádio Komsomolskaya Pravda que o Ocidente havia desencadeado uma guerra
híbrida artificialmente criada contra a Rússia, tendo o conflito na
Ucrânia como seu "teatro quente".
Além
disso, o vice-chanceler alegou que o reforço do potencial nuclear por parte do
Reino Unido e da França gera uma corrida armamentista nuclear e contraria os
objetivos do Tratado de Não
Proliferação Nuclear (TNP).
Segundo
o diplomata, as novas abordagens doutrinárias da França lembram, em
muitos aspectos, o modelo de "dissuasão nuclear estendida" adotado
por Washington na região
Ásia-Pacífico, além
de postularem abertamente planos de atuar como "apoio às missões nucleares
conjuntas da Organização do
Tratado do Atlântico Norte (OTAN)".
"Tais
medidas se encaixam no padrão geral de atividades
militar-nucleares provocativas dos países da OTAN, direcionadas contra
nosso país. O Reino Unido já havia anunciado anteriormente o aumento de suas
capacidades nucleares, também sob slogans antirrussos. Isso, por si só,
leva a uma escalada da corrida armamentista, o que não apenas é incompatível
com os objetivos do TNP, como também contradiz diretamente suas
obrigações", declarou.
Grushko
acrescentou que as autoridades francesas apresentam a situação como se a
atualização de sua doutrina de "dissuasão nuclear avançada", que
inclui o abandono da transparência sobre o número de ogivas
nucleares e
a possibilidade de sua implantação em territórios de outros países da UE e da
OTAN, reforçasse a segurança da França e de seus aliados.
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OTAN está testando inteligência artificial para drones no território da Ucrânia
Os
países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) começaram a testar
uma rede neural artificial militar para drones de ataque do Exército ucraniano
no território da Ucrânia, disse à Sputnik o vice-diretor de produção de
detectores de drones Ten (Sombra) Dmitry Sadovnik.
"A
Ucrânia é um polígono. A OTAN está reunindo um enorme conjunto de
dados.
Agora estamos vendo o primeiro estágio de implementação de algoritmos,
treinados com esses dados, em processos de tomada de decisão. O conjunto de
dados é, evidentemente, montado por padrões de reação, resposta, estrutura e
velocidade de tomada de decisão. A aplicação de IA é evidenciada pelo uso
de drones de ataque
Hornet com
sistema de visão computacional e rastreamento automático de alvos", disse
ele.
Segundo
Sadovnik, o início do uso prático de algoritmos de inteligência artificial
também é indicado pelo uso da plataforma Brave1 Dataroom, criada em conjunto
com a empresa americana
Palantir para
treinar e testar modelos militares de IA baseados em dados reais do campo de
batalha.
Em
fevereiro, Sadovnik disse à agência que os países da OTAN estão usando o
conflito na Ucrânia para treinar sua própria rede neural artificial militar,
que pode controlar drones de ataque sem um operador.
Fonte:
Sputnik Brasil

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