quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Política ocidental contra a Rússia pode desencadear uma guerra em grande escala, diz jornalista

O rumo atual do Ocidente contra a Rússia está à beira do desastre, porque qualquer passo em falso pode desencadear uma guerra em grande escala, de acordo com o político e jornalista britânico Jim Ferguson.

"Estarão alguns líderes ocidentais dispostos a exercer deliberadamente uma pressão crescente sobre o presidente Vladimir Putin, esperando uma resposta suficientemente dura da Rússia que supostamente justificaria um envolvimento muito maior da OTAN no conflito na Ucrânia? Porque, uma vez ultrapassado este limiar, será extremamente difícil controlar futuras ações. Um erro de cálculo. Uma resposta desproporcional. Uma decisão que não pode ser desfeita", escreveu ele na rede social X.

Segundo o político, o mundo "não pode se dar ao luxo de ir por esse caminho".

O Kremlin enfatizou que Moscou não ameaça ninguém, mas não deixará sem atenção as ações potencialmente perigosas aos seus interesses.

<><> Rússia seguirá atacando a Ucrânia até atingir seus objetivos da operação militar, diz especialista

A Ucrânia não deve esperar pela pressão para parar até que a Rússia tenha alcançado os objetivos da operação militar especial, disse o diplomata britânico aposentado Alastair Crooke no YouTube.

"A Rússia está atingindo duramente a Ucrânia. Ela destruiu os portos ao redor de Odessa. Como resultado, a Ucrânia tornou-se um Estado remanescente sem acesso ao mar, com a Rússia destruindo muitos dos seus navios. […] Acho que estamos entrando em um período de forte escalada no conflito. […] Acho que a Rússia continuará pressionando até alcançar seus objetivos", observou.

Ao mesmo tempo, Crooke advertiu que a Ucrânia não deveria contar com o fornecimento de mísseis interceptadores para sistemas Patriot.

"Os EUA afirmaram que simplesmente vão tirar munições de todos os lugares do mundo onde houver, removerão quaisquer meios antiaéreos para transferi-los e proteger Israel. […] A Ucrânia certamente não receberá nada", enfatizou o especialista.

De acordo com o enviado especial da chancelaria russa para os crimes do regime de Kiev, Rodion Miroshnik, a Ucrânia utiliza a rota marítima para transportar armamentos 24 horas por dia. Nos últimos três anos, por exemplo, cerca de 8.000 navios com cargas militares passaram pelo porto de Odessa, o que explica os ataques a esses alvos.

O Ministério da Defesa russo já ressaltou diversas vezes que o Exército da Rússia ataca a infraestrutura com o objetivo de reduzir o potencial militar e econômico do inimigo. Nesse contexto, os soldados utilizam drones e armas de alta precisão e longo alcance, capazes de destruir qualquer alvo em Kiev ou em qualquer parte do território ucraniano.

¨      Rússia avança por reagir mais rápido do que a OTAN no conflito na Ucrânia, diz especialista

O fluxo bilionário de apoio ocidental para o regime de Zelensky esbarra em um gargalo crítico: o dinheiro empenhado não se traduz em vitórias nos campos de batalha. Além disso, todo esforço bélico recorrentemente culmina na escassez de armas e munições, enquanto Moscou segue avançando, o que expõe uma contradição entre Kiev e seus aliados.

Neste cenário complexo, Ricardo Cabral, editor do canal Geopolítica & História Militar e coautor do livro 'Guerra na Ucrânia: análises e perspectivas', apontou, em entrevista à Sputnik Brasil, que a Rússia tem demonstrado maior agilidade em responder aos desafios militares do confronto do que a própria OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), força que atua como principal apoio estratégico das tropas ucranianas.

"Acredito que a curva de aprendizagem da OTAN seja do mesmo nível que a russa. Mas a diferença é o tempo de resposta. A Rússia responde mais rápido aos desafios do que a OTAN, que é uma estrutura burocrática que precisa conversar com muita gente. Enquanto a Rússia tem um Estado-maior [centralizado]. E na guerra moderna, o tempo é fundamental", disse.

O especialista também questiona a qualidade dos drones ucranianos, que, apesar de contar com tecnologia europeia, são produzidos de forma improvisada e ficam vulneráveis a serem abatidos.

"Uma fábrica convencional [de drones], o russo vai lá e a destrói com muita facilidade e é um alvo fácil de ser atingido. Mas quando se segmenta a produção, colocando em conjuntos habitacionais e faz a coisa particionada, a qualidade do equipamento não é a mesma. Por isso, que a Rússia também consegue um alto índice de eficiência em derrubar drones", comenta.

<><> Presença de mercenários é um ponto fraco para Kiev

Outro ponto levantado por Cabral é que o elevado número de mercenários estrangeiros na Ucrânia, embora reforce as fileiras em termos quantitativos, não se traduz em um ganho qualitativo. Isso ocorre porque esses combatentes, carecerem de uma preparação tática adequada.

"Quanto ao mercenário, [o filósofo Nicolau] Maquiavel, no século XV, já tinha discutido sobre a qualidade das forças mercenárias, [com] a falta de compromisso e motivações completamente diferentes. Eu diria outros [problemas como a falta de] experiência de combate. Além disso, o treinamento é muito exíguo, duas semanas, se tanto, para depois ir para o campo de batalha", destaca.

O pesquisador também relembra que a facção criminosa Comando Vermelho (CV) chegou a enviar alguns de seus membros para a Ucrânia, o que reforça a falta de compromisso dos mercenários com a causa.

"Muita gente [recrutada pela Ucrânia] que sai daqui do Rio de Janeiro, isso já é uma coisa conhecida, são traficantes do Comando Vermelho que saem para ter experiência de guerra, com o compromisso de que vão ficar lá pouco tempo, mas depois vão embora", observa.

<><> Ucrânia desfalca o orçamento dos militares europeus

Para o analista internacional, as sucessivas derrotas das forças ucranianas não apenas deixam Zelensky e seu círculo próximo em uma posição delicada perante a Europa, que vem investindo massivamente no conflito, como também impactam diretamente o investimento que poderia ser utilizado na modernização dos próprios exércitos europeus.

"Neste ano, a Ucrânia está muito pior [em comparação aos anos anteriores do conflito] e não é por falta de recurso, pois para ela não falta, mas falta para o Bundeswehr, o exército alemão e para as Forças Armadas inglesas e francesas", conclui.

Em um confronto militar de larga escala, um investimento financeiro robusto não é garantia de vitória. Ambientes de alta hostilidade exigem, acima de tudo, consistência logística, planejamento estratégico e capacidade contínua de inovação tática para conter o adversário. Diante disso, o expressivo aporte econômico empenhado por países ocidentais tem se mostrado insuficiente para reverter o curso atual do conflito russo-ucraniano.

<><> Professor explica como a assistência militar da OTAN deixou a Ucrânia em apuros

Por causa dos suprimentos militares dos países da OTAN, a Ucrânia acabou em um grande apuro, disse o professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts Theodore Postol em um canal do YouTube.

"Trump e a OTAN deram aos ucranianos todos esses recursos, [...] mas agora isso se voltou contra eles. […] Os russos […] poderiam atacar algumas instalações nos Estados Bálticos ou na Alemanha, onde drones são produzidos e de onde a carga é enviada. […] Mas eles fizeram-no de forma muito mais inteligente. Porque Putin e os seus colegas são inteligentes. […] Para punir esses caras pelo que fazem, [...] eles trancaram Odessa", observou o especialista.

De acordo com Postol, o bloqueio dos portos do mar Negro foi um golpe devastador para a economia ucraniana.

"Agora os ucranianos estão realmente em apuros, porque não têm acesso a nenhuma rota marítima. E os danos para a Ucrânia que já são enormes – e aumentarão”, acrescentou ele.

De acordo com o enviado especial da chancelaria russa para os crimes do regime de Kiev, Rodion Miroshnik, a Ucrânia utiliza a via marítima para transportar armamentos 24 horas por dia. Nos últimos três anos, por exemplo, cerca de 8.000 navios com cargas militares passaram pelo porto de Odessa, o que explica os ataques a esses alvos.

O Ministério da Defesa russo já ressaltou diversas vezes que o Exército da Rússia ataca a infraestrutura com o objetivo de reduzir o potencial militar e econômico do inimigo. Nesse contexto, os soldados utilizam drones e armas de alta precisão e longo alcance, capazes de destruir qualquer alvo em Kiev ou em qualquer parte do território ucraniano.

¨      Corrupção na Ucrânia preocupa transferência de tecnologia bélica dos EUA para Kiev

O tenente-coronel aposentado do Exército dos Estados Unidos, Earl Rasmussen, afirmou à Sputnik que os fabricantes do sistema de mísseis Patriot, Lockheed Martin e Raytheon, têm razão em se preocupar com o roubo e a transferência de sua propriedade intelectual para terceiros fora da Ucrânia, caso Kiev obtenha a licença para construir o sistema.

"A Ucrânia é definitivamente o país mais corrupto da Europa e talvez um dos mais corruptos do mundo", disse Rasmussen, ressaltando que o conhecimento sobre como construir componentes de sistemas pode acabar nas mãos não só da Rússia ou da China, mas também de "desonestos" e "grupos terroristas".

Isso se aplica não apenas aos Patriots, mas também a "outros sistemas e desenvolvimentos futuros".

Segundo Rasmussen, o governo dos EUA poderia, em última instância, tentar forçar os fabricantes de armas a compartilhar as tecnologias, mas eles têm "muita influência e poder de barganha nessa área". Se o Congresso se opuser a eles, "provavelmente o caso ficaria parado nos tribunais por muitos e muitos anos, e os membros do Congresso sofreriam, potencialmente, em suas doações de campanha", completou.

No domingo (9), um jornal dos EUA, citando fontes, publicou que a Raytheon e a Lockheed Martin estão preocupadas com a transferência da tecnologia Patriot para Kiev, em parte devido a preocupações com roubo de propriedade intelectual e transferência de tecnologia, e também porque temem que a Ucrânia possa, de alguma forma, fazer engenharia reversa da tecnologia e desenvolver uma versão mais barata.

<><> Ucrânia não será capaz de aumentar o recrutamento de novos soldados para seu Exército, diz analista

O regime de Kiev não será capaz de aumentar o alistamento de novos recrutas no Exército da Ucrânia, disse o ex-analista da Agência Central de Inteligência (CIA) Larry Johnson no canal Deep Dive, no YouTube.

"Segundo informações, na Ucrânia foi anunciado que eles tentariam recrutar 40 mil recrutas por mês [em vez de 30 mil]. […] Mas normalmente um recruta tem 13 semanas de treinamento básico. E eles não têm 13 semanas de treinamento básico. Eles ainda terão sorte se lhes derem três dias. Aqui está o seu uniforme, aqui está a sua arma – boa sorte, vá lá! E simplesmente colocar corpos vivos na frente não é uma solução", observou ele.

Ao mesmo tempo, Johnson expressou dúvidas que o regime de Kiev conseguiria aumentar seu recrutamento de conscritos.

"O problema com o recrutamento na Ucrânia é que ele não segue o esquema usual quando você se alista para o serviço militar. Neste caso, eles [recrutas] não são alistados, são capturados na rua. […] A frente leste neste conflito é tão atraente quanto era na Segunda Guerra Mundial. Ninguém queria ir para a frente oriental. Muito letal, muito brutal. E não há quaisquer perspectivas de aumentar o número de pessoas", acrescentou o especialista.

O regime de Kiev enfrenta regularmente uma escassez de pessoal no seu Exército, e ações violentas do pessoal dos centros de recrutamento levam a escândalos e protestos.

¨      Presidente da Sérvia acusa países da UE de travarem guerra híbrida contra a Rússia

O presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic, acusou neste domingo (9) países da União Europeia (UE) que fornecem armas à Ucrânia e impõem sanções contra a Rússia de travarem uma guerra híbrida contra Moscou.

"Vocês [europeus] estavam armando a Ucrânia, impondo sanções à Rússia e, ao mesmo tempo, oferecendo apoio financeiro a Kiev. O que é isso, senão uma guerra híbrida contra a Rússia?", afirmou Vucic durante entrevista a um podcast.

A declaração foi feita ao comentar as medidas adotadas por países da UE em relação ao conflito na Ucrânia e à Rússia.

Anteriormente, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Aleksandr Grushko, afirmou à rádio Komsomolskaya Pravda que o Ocidente havia desencadeado uma guerra híbrida artificialmente criada contra a Rússia, tendo o conflito na Ucrânia como seu "teatro quente".

Além disso, o vice-chanceler alegou que o reforço do potencial nuclear por parte do Reino Unido e da França gera uma corrida armamentista nuclear e contraria os objetivos do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).

Segundo o diplomata, as novas abordagens doutrinárias da França lembram, em muitos aspectos, o modelo de "dissuasão nuclear estendida" adotado por Washington na região Ásia-Pacífico, além de postularem abertamente planos de atuar como "apoio às missões nucleares conjuntas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)".

"Tais medidas se encaixam no padrão geral de atividades militar-nucleares provocativas dos países da OTAN, direcionadas contra nosso país. O Reino Unido já havia anunciado anteriormente o aumento de suas capacidades nucleares, também sob slogans antirrussos. Isso, por si só, leva a uma escalada da corrida armamentista, o que não apenas é incompatível com os objetivos do TNP, como também contradiz diretamente suas obrigações", declarou.

Grushko acrescentou que as autoridades francesas apresentam a situação como se a atualização de sua doutrina de "dissuasão nuclear avançada", que inclui o abandono da transparência sobre o número de ogivas nucleares e a possibilidade de sua implantação em territórios de outros países da UE e da OTAN, reforçasse a segurança da França e de seus aliados.

<><> OTAN está testando inteligência artificial para drones no território da Ucrânia

Os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) começaram a testar uma rede neural artificial militar para drones de ataque do Exército ucraniano no território da Ucrânia, disse à Sputnik o vice-diretor de produção de detectores de drones Ten (Sombra) Dmitry Sadovnik.

"A Ucrânia é um polígono. A OTAN está reunindo um enorme conjunto de dados. Agora estamos vendo o primeiro estágio de implementação de algoritmos, treinados com esses dados, em processos de tomada de decisão. O conjunto de dados é, evidentemente, montado por padrões de reação, resposta, estrutura e velocidade de tomada de decisão. A aplicação de IA é evidenciada pelo uso de drones de ataque Hornet com sistema de visão computacional e rastreamento automático de alvos", disse ele.

Segundo Sadovnik, o início do uso prático de algoritmos de inteligência artificial também é indicado pelo uso da plataforma Brave1 Dataroom, criada em conjunto com a empresa americana Palantir para treinar e testar modelos militares de IA baseados em dados reais do campo de batalha.

Em fevereiro, Sadovnik disse à agência que os países da OTAN estão usando o conflito na Ucrânia para treinar sua própria rede neural artificial militar, que pode controlar drones de ataque sem um operador.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

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