A
nova economia da Amazônia
Ao
longo dos últimos vinte anos, a linguagem usada para descrever a floresta
amazônica mudou gradualmente. Antes vista principalmente como um ecossistema
vulnerável que precisava de proteção contra o desmatamento e a exploração,
agora é cada vez mais descrita em termos econômicos, como um sistema com valor
mensurável e crescente importância em discussões financeiras e políticas. Em
governos, instituições financeiras e organizações ambientais, uma nova
linguagem ganhou força. A “bioeconomia” define a biodiversidade, os serviços
ecossistêmicos e o conhecimento tradicional não apenas como coisas a serem
preservadas, mas como recursos que podem gerar renda e, ao mesmo tempo, manter
a floresta em pé.
Instituições
importantes como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Instituto
de Recursos Mundiais (WRI) e fundos climáticos globais têm desempenhado um
papel fundamental na promoção dessa ideia, desenvolvendo estruturas que
conectam a conservação com abordagens baseadas no mercado. Alguns dos doadores
do WRI incluem Cargill, Bezos Earth Fund, Fundação Bill e Melinda Gates, CLUA,
Google, Good Energies Foundation, Fundação Ford, Fundação Gordon e Betty Moore,
Meta, Rockefeller Philanthropy Advisors, Fundação Skoll, Fundação Oak, Banco
Mundial, Departamento de Estado dos EUA, Walmart e muitos outros.
À
primeira vista, o conceito é simples e atraente: uma floresta viva pode valer
mais do que uma floresta desmatada, se o seu valor ecológico for devidamente
reconhecido e precificado. Mas essa mudança traz consequências. Quando uma
floresta se torna um sistema econômico, ela deixa de ser guiada pela proteção
ambiental ou por prioridades sociais. Em vez disso, passa a ser moldada por
expectativas financeiras, por métricas, metas de desempenho e pela necessidade
de gerar retorno. Nesse contexto, a conservação não se resume mais à proteção.
Ela passa a estar ligada a ideias de eficiência, produtividade e escala. Em
outras palavras, a Amazônia não está apenas sendo preservada, mas também
reorganizada.
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A arquitetura oculta
Grande
parte dessa transformação ocorre fora do alcance da visão humana. Muito antes
de os projetos chegarem a territórios ou comunidades específicas, suas bases
são estabelecidas em outros lugares, por meio de planejamento financeiro,
parcerias institucionais e estratégias de investimento. O que está surgindo não
é apenas financiamento para a conservação, mas um sistema projetado para tornar
a natureza atraente para investimentos. Esse sistema depende de parcerias entre
instituições públicas, bancos de desenvolvimento e investidores privados.
Juntos, eles estão construindo estruturas financeiras que transformam a
conservação em algo que pode ser financiado em larga escala.
Organizações
como a Corporação Financeira Internacional (IFC, membro do Grupo Banco
Mundial), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) do
Brasil e o Banco Alemão de Desenvolvimento Econômico e Social (KfW) são
fundamentais para a construção dessas estruturas, estruturando instrumentos que
permitem a entrada de capital em regiões historicamente consideradas de alto
risco para investimentos. Mas o financiamento não vem sem condições. Os
projetos devem ser mensuráveis, escaláveis e alinhados com as expectativas dos
investidores. Isso cria um efeito de filtragem sutil. Iniciativas enraizadas em
tradições locais e formas não mercantis de gestão da terra não são
explicitamente excluídas, mas muitas vezes têm dificuldade em se encaixar nesses
modelos e, portanto, frequentemente permanecem à margem.
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Financiamento misto: o motor da bioeconomia
No
cerne desse sistema está o "financiamento misto", um modelo que
combina dinheiro público, financiamento filantrópico e investimento privado
para reduzir o risco e atrair capital em larga escala. O BID, a IFC e fundos
como o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) são fundamentais na concepção
desses mecanismos, muitas vezes trabalhando em coordenação com atores nacionais
como o BNDES. A intenção é mobilizar grandes volumes de capital para a
conservação, tornando os projetos financeiramente viáveis para investidores
privados. Na prática, esse modelo redistribui o risco financeiro de forma
altamente estruturada. Instituições públicas e atores filantrópicos, como a
Fundação Gordon e Betty Moore e alianças como a Aliança para o Clima e o Uso da
Terra, normalmente absorvem as perdas iniciais ou oferecem garantias,
permitindo que investidores privados participem com retornos mais previsíveis.
O
mecanismo é eficaz em um sentido: ele traz níveis de financiamento que a
conservação historicamente tem lutado para alcançar. Mas isso também levanta
uma questão mais profunda: se o risco é compartilhado, quem se beneficia das
recompensas?
A
influência do financiamento misto vai além do financiamento em si, moldando a
própria aparência dos projetos. Como os investidores exigem previsibilidade, as
iniciativas são frequentemente concebidas em torno de resultados mensuráveis,
como créditos de carbono, commodities certificadas e receitas vinculadas à
biodiversidade. Isso pode impulsionar a inovação, mas também pode limitar o que
é possível. Projetos focados na saúde ecológica a longo prazo, na continuidade
cultural ou em formas não comerciais de gestão ambiental podem ter dificuldade
em atrair apoio. Com o tempo, isso tem um efeito cumulativo. O sistema não
apenas financia a bioeconomia, ele a define. Ele determina o que é visível, o
que cresce e o que é deixado para trás. O risco também assume novas formas. Ele
surge quando as narrativas de sustentabilidade avançam mais rápido do que a
realidade no terreno, ou quando pequenos sucessos são amplificados apesar das
pressões ambientais contínuas.
As
preocupações com o greenwashing nem sempre surgem de alegações totalmente
falsas. Muitas vezes, elas emergem da própria estrutura, de um sistema onde o
retorno financeiro e a reputação estão intimamente ligados. Nesse processo, a
Amazônia não está apenas sendo protegida, mas também inserida em sistemas
financeiros que remodelam a forma como a natureza é valorizada e como o sucesso
é medido.
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Intermediários
No
Brasil, certas organizações atuam como intermediárias-chave, como o Fundo
Brasileiro de Biodiversidade (FUNBIO), que se encontra no centro desses fluxos
financeiros. Ativa desde 1996, a FUNBIO foi criada com o apoio do GEF e de
parceiros multilaterais. Ela opera como um centro financeiro, capta recursos de
governos, empresas e organizações filantrópicas e os redistribui para projetos
na Amazônia e no Brasil. Esse papel confere a essas instituições uma influência
significativa. Elas não apenas financiam iniciativas, como também ajudam a
determinar quais são bem-sucedidas, quais modelos são expandidos e quais
abordagens são priorizadas. Embora essa concentração possa melhorar a
eficiência, ela também concentra o poder de tomada de decisão em uma rede relativamente
pequena. Um exemplo claro é o Projeto de Carbono da Floresta Suruí, lançado em
2009 e gerenciado em parte pela FUNBIO em parceria com o povo indígena
Paiter-Suruí. O projeto foi amplamente visto como um esforço pioneiro para
vincular a conservação aos mercados de carbono, mas também revelou algumas das
tensões subjacentes a esses modelos.
Com o
tempo, alguns líderes comunitários relataram que os pagamentos dos créditos de
carbono demoravam a chegar e as decisões importantes estavam sendo tomadas por
um pequeno grupo, em vez de pela comunidade em geral. Ao mesmo tempo, a
exploração madeireira e a mineração ilegais continuaram no território,
enfraquecendo o impacto do projeto. Para alguns, isso levantou questões
difíceis sobre quem realmente se beneficia dessas iniciativas e se o sistema é
tão transparente ou justo quanto parece. Os relatórios financeiros ilustram a
abrangência dessa rede. Os programas vinculados à FUNBIO envolveram
financiamento e parcerias com entidades como BNDES, KfW, BID, Fundação Gordon e
Betty Moore, WWF, Fundação Good Energies, CLUA, Bezos Earth, Petrobras, Eneva,
ExxonMobil, Chevron, Vale, Anglo American, Natura, JBS, Heineken e outras,
abrangendo os setores público, privado e filantrópico. Na prática, um único projeto de conservação
pode envolver financiamento simultâneo de bancos de desenvolvimento, dos
setores de petróleo, mineração e agronegócio, de doadores filantrópicos e de
ONGs ambientais. Essas parcerias em camadas podem mobilizar grandes quantias de
dinheiro, mas também criam redes complexas de dependência.
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Filantropia
As
fundações filantrópicas tornaram-se indispensáveis para esse sistema, muitas
vezes intervindo onde outros não o fazem ou não podem. Organizações como a
Fundação Gordon e Betty Moore , a Fundação Good Energies (Porticus) e a Aliança
para o Clima e o Uso da Terra (CLUA) fornecem financiamento inicial que permite
que os projetos se desenvolvam e se tornem atraentes para grandes investidores.
Sem esse apoio inicial, muitas iniciativas não sairiam do papel. Tomemos como
exemplo o programa ARPA . Criada em 2002 e gerida pela FUNBIO, esta aliança tem
trabalhado para conservar e gerir de forma sustentável 60 milhões de hectares
de terra, uma área aproximadamente duas vezes maior que a Alemanha. O seu
financiamento provém de uma combinação de grandes intervenientes, incluindo a
Fundação Gordon e Betty Moore, o WWF, o governo alemão (através do KfW), o GEF,
a Anglo American, o Fundo Amazónico, o BID, o Banco Mundial, a Margaret A.
Cargill e o BNDES. O próprio projeto é gerido e executado pela FUNBIO.
Somente
em 2024, a Fundação Gordon e Betty Moore investiu mais de 24 milhões de dólares
em projetos no Brasil, principalmente na região amazônica.
Mas a
filantropia não é neutra. Ao escolher quais iniciativas financiar, essas
organizações influenciam a direção da própria bioeconomia. Projetos que
prometem escalabilidade e se alinham com abordagens orientadas pelo mercado têm
maior probabilidade de receber apoio. Enquanto isso, alternativas,
especialmente aquelas focadas em direitos fundiários ou soluções não mercantis,
podem ter dificuldades para competir. O Fundo Soros para o Desenvolvimento
Econômico, apoiado pela rede Open Society de George Soros, identificou o Brasil
como um destino fundamental para investimentos de impacto, particularmente em
áreas como agricultura regenerativa, bioinsumos e soluções baseadas na
natureza. Sua abordagem enfatiza a expansão de modelos comercialmente viáveis
que vinculam a preservação ambiental ao retorno financeiro, reforçando a
tendência mais ampla de alinhar a conservação a estruturas orientadas pelo
mercado. Isso levanta uma questão importante: quem está realmente moldando o
futuro da Amazônia? Comunidades locais, governos nacionais ou redes globais de
financiadores?
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Participação corporativa
As
empresas estão agora profundamente envolvidas na bioeconomia. Empresas dos
setores de petróleo, mineração e agronegócio contribuem para fundos ambientais
e participam de iniciativas de conservação, frequentemente como parte de
estratégias de sustentabilidade mais amplas. Esses esforços podem apoiar a
restauração e o desenvolvimento local. Ao mesmo tempo, operam dentro de uma
economia de reputação, onde o engajamento ambiental visível pode melhorar a
imagem pública e a confiança dos investidores. Isso cria uma tensão evidente.
As mesmas indústrias historicamente ligadas a danos ambientais estão agora
ajudando a financiar sua reparação.
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Comercialização
A
expansão de negócios baseados na biodiversidade oferece uma das ilustrações
mais claras de como a bioeconomia funciona na prática. Empresas como a
brasileira de cosméticos Natura estão construindo mercados globais em torno de
produtos derivados da floresta, frequentemente em parceria com comunidades
locais. O envolvimento da Natura em iniciativas como o programa Amazônia Viva,
desenvolvido em conjunto com a IFC e a FUNBIO, ilustra como as cadeias de
suprimentos comerciais podem ser integradas ao financiamento da conservação.
Por um lado, o modelo da Natura demonstra que as economias baseadas em
florestas podem gerar renda sem desmatamento. Por outro, revela as
complexidades de se ampliar tais sistemas. Com o aumento da demanda, as cadeias
de suprimentos precisam se expandir e se padronizar. Isso pode pressionar as
práticas locais, reformulando-as para atender às expectativas do mercado
global.
O
equilíbrio entre oportunidade e restrição é frequentemente frágil.
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Narrativas sobre carne bovina sustentável
O
envolvimento dos principais produtores de carne acrescenta mais uma camada de
complexidade. A JBS, maior produtora de carne do mundo, por meio do Fundo JBS
para a Amazônia, destaca outra dimensão da bioeconomia: a participação de
setores historicamente ligados ao desmatamento, à degradação ambiental e às
violações dos direitos humanos. O fundo apoia projetos de conservação e
desenvolvimento sustentável, posicionando a empresa como parte da solução para
os desafios ambientais. No entanto, um conjunto substancial de reportagens
investigativas e análises de órgãos de fiscalização tem levantado preocupações
contínuas sobre a transparência das cadeias de suprimentos da JBS e seu impacto
ambiental. Isso evidencia uma contradição mais ampla: as empresas podem apoiar
iniciativas de sustentabilidade enquanto continuam com práticas que contribuem
para danos sociais e ambientais.
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Capital da mineração
Um
padrão semelhante pode ser observado no setor de mineração, particularmente no
caso da gigante brasileira Vale. A empresa investiu em programas de
biodiversidade, projetos de restauração e parcerias em bioeconomia,
posicionando-se dentro da linguagem da responsabilidade ambiental. Mas o
histórico ambiental da Vale inclui um dos desastres industriais mais
devastadores da história do Brasil. O desastre da barragem de Mariana, em 2015,
operada por uma joint venture entre a Vale e a BHP, liberou milhões de metros
cúbicos de resíduos tóxicos, causando destruição generalizada e gerando ações
judiciais de centenas de milhares de pessoas afetadas. Nesse contexto, o
envolvimento da Vale em iniciativas ambientais e de bioeconomia ganha ainda
mais relevância. Por meio de entidades como o Fundo Vale, a empresa cofinancia
projetos de conservação e desenvolvimento juntamente a instituições públicas e
ONGs, inserindo-se em estruturas de sustentabilidade que priorizam a
restauração e a resiliência. Essas iniciativas são frequentemente apresentadas
como parte de uma transição para práticas mais sustentáveis. Ao mesmo tempo,
elas coexistem com atividades de extração em andamento que acarretam impactos
sociais e ambientais significativos. Isso reflete uma tendência mais ampla: as
iniciativas de sustentabilidade muitas vezes acompanham, em vez de substituir,
as indústrias extrativas.
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Web institucional e aceleradores
Organizações
como a WWF, IDESAM , Conexsus e Sitawi ocupam uma posição fundamental,
conectando o financiamento à implementação no terreno. Eles elaboram projetos,
gerenciam financiamentos e trabalham diretamente com as comunidades. Isso lhes
confere um importante papel de ligação, mas também os coloca em uma posição
delicada. Muitos dependem de financiamento dos mesmos atores que deveriam
responsabilizar.
Novas
plataformas como a Amaz e redes ligadas ao Instituto Arapyaú visam expandir
negócios baseados na Amazon, conectando-os com investidores, mentores e
mercados. Essas aceleradoras são frequentemente apresentadas como veículos de
empoderamento, permitindo que empreendedores locais acessem oportunidades antes
inacessíveis. Essas iniciativas podem ampliar as oportunidades, mas também
inserem empresas locais em sistemas globais, onde o sucesso é definido pelo
crescimento e pelo retorno financeiro. A participação vem cada vez mais
condicionada.
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O Fundo Amazon
O Fundo
Amazônico representa um dos maiores conjuntos de financiamento internacional
para a conservação florestal. Gerido pelo BNDES , o fundo recebeu bilhões em
contribuições, principalmente do governo norueguês. A Petrobras, gigante
estatal brasileira de energia, também é uma doadora. A estrutura do fundo
canaliza o financiamento climático internacional para programas nacionais,
frequentemente por meio de intermediários como a FUNBIO. Esse sistema de
múltiplas camadas possibilita investimentos significativos, mas também introduz
camadas de complexidade. A tomada de decisões é compartilhada entre vários
atores, dificultando o rastreamento da responsabilidade. É importante destacar
que Aloisio Mercadante atua como presidente tanto do Fundo Amazônico quanto do
BNDES.
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Quem se beneficia?
No
centro da bioeconomia estão os povos indígenas e as comunidades locais. Seu
conhecimento, práticas e longa relação com a terra ajudam a moldar muitos
projetos que agora atraem atenção e investimentos globais. Mas a parcela dos
benefícios financeiros que chega a eles muitas vezes permanece limitada. Em
muitos casos, a responsabilidade por alcançar resultados recai principalmente
sobre seus ombros, sem uma participação correspondente nos lucros. Esse
desequilíbrio está no centro do debate sobre a bioeconomia. A bioeconomia está
redistribuindo valor ou reforçando as desigualdades existentes?
Não
existe uma resposta única. Os resultados variam de um projeto para outro,
moldados pelas condições locais e pela forma como cada iniciativa é concebida.
Mas a questão em si permanece incontornável e cada vez mais urgente. A
bioeconomia da Amazônia não é uma solução simples. É um sistema complexo e em
constante evolução, moldado por objetivos ambientais, interesses financeiros,
prioridades políticas e realidades sociais. Isso oferece a possibilidade de
direcionar investimentos para a conservação e criar novas vias econômicas que
mantenham a floresta em pé.
Mas
isso também corre o risco de incorporar a natureza mais profundamente em
sistemas financeiros que há muito são impulsionados pela extração. A tensão
permanece sem solução.
A
questão crucial permanece: a bioeconomia servirá, em última análise, à floresta
e às pessoas que dependem dela, ou aos sistemas que a financiam?
Fonte:
Por Mônica Piccinini, no Correio da Cidadania

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