Guerra
dos EUA contra o Irã chegou aps 180 dias: qual o saldo do conflito para o globo
no período?
Na
sexta-feira, dia 28 de agosto, completam-se seis meses desde que Estados Unidos
e Israel atacaram o Irã e escalaram as tensões no Oriente Médio. De lá para cá,
o mundo vive incertezas quanto ao comércio marítimo internacional e aos preços
da energia e de outros suprimentos.
Em 180
dias, a guerra no Irã produziu uma
reconfiguração da geografia energética mundial. Em entrevista à Sputnik
Brasil, Issam Menem, doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos
Estratégicos Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(PPGEEI/UFRGS), destacou que consequências do conflito, especialmente o
fechamento do estreito de Ormuz, produziram respostas diferentes ao mesmo
choque sistêmico, desde criação de reservas estratégicas, diversificação de
fornecedores e novas rotas logísticas até expansão nuclear e de fontes
renováveis.
"Juntas,
essas iniciativas aceleraram as transformações da ordem energética
internacional."
O
choque prejudicou nações do mundo inteiro, mas especialmente os mais
dependentes de fontes de energia dos países do Golfo, como China, Coreia do
Sul, Índia e Japão, para falar das maiores economias.
Ao fim
e ao cabo, na avaliação de Leandro Dalalíbera Fonseca, mestre em ciência
política pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), os governos perceberam o perigo de depender
excessivamente de uma única região ou passagem, como no caso de Ormuz. Para
ele, o choque, efeito da eclosão do conflito, pode ser temporário, mas a
mudança na percepção de risco provavelmente será permanente.
Já no
âmbito de ganhos ou custos estratégicos, os analistas apontam que a China obtém
vantagens enquanto os EUA se desgastam no Oriente Médio. Além
disso, "um Irã mais isolado do Ocidente tende a depender ainda mais
economicamente de Pequim", ressalta Fonseca.
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Tensões reverberam negativamente na política doméstica norte-americana
Uma
pesquisa Reuters/Ipsos publicada na segunda-feira (24) mostra que quatro a cada
cinco norte-americanos acreditam que o conflito no Irã se prolongará.
Consequência disso, o levantamento mostra que 63% dos entrevistados
desaprovam a condução do presidente Donald Trump da situação com Teerã. Além
disso, o índice de rejeição do chefe da Casa Branca é de 62%.
Em
entrevista à NBC News em junho, Trump chegou a comparar as tensões com Teerã
à guerra no Vietnã: "Estou
avançando muito rapidamente. Já estou em três meses. O Vietnã durou 19 anos. Eu
estou no meu terceiro mês", disse na oportunidade.
Entretanto,
de acordo com os analistas ouvidos pela reportagem, as comparações devem ser
feitas com outros conflitos históricos nos quais os EUA já se envolveram.
O
conflito iraniano, por exemplo, reproduz a insatisfação interna com o esforço
de guerra estadunidense tal qual se viu com Iraque, Afeganistão e o próprio Vietnã. Para Fonseca,
uma das explicações para isso é uma fadiga da população norte-americana
com guerras prolongadas. Além disso, há os efeitos do impacto doméstico, como a
inflação.
Há
também, segundo o analista, a percepção de que Trump traiu as promessas de
campanha. "Donald Trump se elegeu com a plataforma Make America Great
Again [MAGA], que era justamente baseada na ideia de voltar o olhar para a
política doméstica e evitar intervenções externas onerosas e
desnecessárias."
A
percepção de "guerra sem fim", como apontam as pesquisas, surge
simultaneamente à baixa legitimidade. "Essa combinação,
historicamente, é uma das condições mais difíceis para qualquer governo
sustentar uma intervenção militar prolongada", acrescenta Menem.
Para Luciana
Garcia, doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Letras Estrangeiras e
Tradução da Universidade de São Paulo (USP), uma boa comparação do aspecto de
falta de soluções políticas seria a guerra do Afeganistão.
"Anos
depois da ocupação militar dos EUA no Afeganistão, a fim de derrotar o Talibã,
o grupo fundamentalista retorna ao país e volta a governar e a impor uma agenda
repressiva, sobretudo em relação às mulheres", aponta.
Se as
guerras entre Irã e Vietnã podem ser comparadas de alguma forma como propôs
Trump, talvez seja mais interessante olhar sob o ângulo da superioridade
militar, que Washington não conseguiu transformar em uma solução política
satisfatória, sugere Fonseca.
"Superioridade
militar não significa automaticamente vitória política. Os Estados Unidos podem
destruir instalações militares, sistemas de defesa, bases e infraestrutura
iraniana. A questão é: o que acontece depois?"
Nesse
sentido, o especialista destaca que os Estados Unidos não têm um objetivo
político claro enquanto acumulam meses de ofensiva no Oriente Médio.
"O problema surge quando uma guerra começa com um objetivo relativamente
limitado e, progressivamente, incorpora novos objetivos; em relações
internacionais, chamamos isso de mission creep. É justamente aí que aparece o
risco de uma guerra longa."
Enquanto
destruir o próximo alvo não responde à pergunta sobre "o que acontece
depois", ou como essa iniciativa aproxima os EUA dos seus próprios
objetivos, o Irã se mostra capaz de suportar os custos econômicos e políticos
do conflito. "Essa talvez seja a principal lição do Vietnã aplicável
ao Irã", finaliza.
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Marinha dos EUA enfrenta grave crise orçamentária devido ao conflito no Irã,
diz mídia
A
operação militar dos Estados Unidos contra o Irã desencadeou uma grave crise
financeira nas Forças Armadas norte-americanas, o que obrigou a liderança da
Marinha a redirecionar recursos originalmente destinados ao pagamento de
salários para cobrir despesas relacionadas às operações de combate.
A
informação foi divulgada pelo jornal The
Guardian nesta quinta-feira (27), citando documentos internos do
Pentágono. Segundo a reportagem, as operações militares e a manutenção
do bloqueio naval esgotaram os estoques de munição e deixaram a Marinha dos
EUA perto de ficar sem os recursos disponíveis.
"O
dinheiro para a folha de pagamento […] foi retirado para pagar operações de
emergência no exterior e está sendo reposto com dinheiro que ainda não foi
gasto. Estão repondo o dinheiro da folha de pagamento para que recebamos o
suficiente em nossos salários", afirmou um funcionário da Marinha dos EUA
citado pelo jornal.
A
publicação acrescentou que o orçamento de aproximadamente US$ 300 bilhões
(R$ 1,5 trilhão) da Marinha para 2026 não incluía os custos da operação
contra Teerã. Ao
mesmo tempo, são baixas as chances de o Congresso aprovar o pacote de
financiamento emergencial de US$ 67 bilhões (R$ 345 bilhões) solicitado
pela Casa Branca.
Em
abril, um relatório revelou que os Estados Unidos corriam o risco de
enfrentar uma escassez crítica de mísseis guiados de precisão em futuros
confrontos de grande escala, devido ao esgotamento de seus estoques.
Aliado
a isso, a Câmara dos Representantes dos EUA aprovou no fim de julho um projeto
de lei de defesa de US$ 1,15 trilhão (cerca de R$ 5,9 trilhões). Desse total,
US$ 95 bilhões (R$ 490 bilhões) serviriam para financiar a guerra contra o Irã.
O
conflito com o país persa, iniciado em fevereiro, já custou US$ 37,5 bilhões
(R$ 193 bilhões) aos cofres públicos dos EUA, segundo o secretário de Defesa,
Pete Hegseth.
Democratas
criticaram o presidente Donald Trump por apoiar operações israelenses sem
a aprovação do Congresso e se opuseram a disposições que aprofundariam a
cooperação de
defesa entre Tel Aviv e Washington.
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Irã não desejou a guerra, mas resistirá contra qualquer
agressor, afirma presidente
“O Irã não busca a
guerra, mas se manterá firme contra qualquer agressor”, disse o presidente
Masoud Pezeshkian, e enfatizou que nenhum poder pode forçar uma nação
determinada a resistir a se render.
Em um
discurso proferido em uma cerimônia realizada em Teerã neste sábado (29/08)
para inaugurar uma série de projetos de infraestrutura, Pezeshkian afirmou que
o compromisso de seu governo é servir o povo com todas as suas forças e
trabalhar pela dignidade, prosperidade e progresso do país.
“A
República Islâmica do Irã não é a iniciadora da guerra”, disse, acrescentando:
“Não desejamos a guerra, mas resistiremos firmemente a qualquer agressor com
força, e nenhum poder pode forçar uma nação que se mantém firme com toda a sua
força e determinação a se render.”
Pezeshkian
afirmou ainda que, apesar dos esforços diplomáticos, do apoio do povo iraniano,
do trabalho dos funcionários do governo e dos sacrifícios dos comandantes das
Forças Armadas, o Irã não cederá às
ameaças.
“Não
baixaremos a cabeça diante de nenhuma ameaça, assim como já demonstramos muitas
vezes antes”, disse ele. O presidente também
afirmou que, para que a paz e a estabilidade sejam estabelecidas no mundo, “essa
paz surgirá de dentro da nossa região”.
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Estreito de Ormuz
A Força
Naval do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) declarou que
possui controle “absoluto e
firme” sobre o Estreito de Ormuz.
“O
controle dos combatentes islâmicos sobre esta via navegável estratégica é
absolutamente firme. Com toda a nossa força e plena autoridade, o Estreito de
Ormuz permanece fechado a todas as embarcações que tentem transitar sem
coordenação com a República Islâmica do Irã”, enfatizou a Força
Naval da
Guarda Revolucionária Islâmica em um comunicado.
A Força
Naval da Guarda Revolucionária Islâmica denunciou como uma “mentira descarada”
as declarações feitas por autoridades estadunidenses sobre a abertura do Estreito
de Ormuz,
e afirmou acreditar que o único objetivo delas é encobrir seus fracassos e
controlar o preço do petróleo.
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'Conselho de Paz' de Trump alerta: descumprimento pode levar a nova guerra em
Gaza
O Alto
Representante do “Conselho de Paz” do
Presidente dos EUA, Donald Trump, alertou que o não cumprimento do roteiro
para a paz em Gaza, proposto pelo grupo, poderá levar ao colapso do frágil
cessar-fogo na região e ao início de uma nova guerra. Nickolay Mladenov,
ex-membro do Parlamento europeu, fez esses comentários em uma entrevista
exclusiva à Al Jazeera.
Mladenov
declarou à emissora catari nesta sexta-feira (28/08) que “não existe
alternativa melhor ao plano atual” para a Faixa de Gaza e alertou que um
retorno à guerra seria devastador. O chefe do Conselho de Paz disse que seu
alerta sobre o potencial colapso do cessar-fogo era dirigido tanto ao lado
palestino quanto ao israelense.
Além
disso, ele também acrescentou que as negociações com Tel
Aviv sobre
o aumento da entrada de ajuda humanitária em Gaza já estão progredindo bem.
O alto
representante também afirmou que o mecanismo e os locais para o destacamento da
Força Internacional de Estabilização em Gaza já foram definidos, e que se
espera que seus elementos de vanguarda cheguem ao enclave em breve.
Em
comentários adicionais, Mladenov afirmou que US$ 7 bilhões foram
prometidos para a reconstrução da Faixa de Gaza e expressou a
esperança de que o Comitê Nacional assuma em breve suas responsabilidades no
enclave.
Ele
também disse à Al Jazeera que havia sido alcançado um acordo
para que Marrocos
participasse da força,
mas a Turquia não participaria. Contudo, ele acrescentou que Ancara, assim como
o Catar e o Egito, desempenharam um papel importante no avanço do acordo com o
Hamas.
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Israel condiciona saída com desarmamento do Hamas
O
Conselho da Paz informou na última segunda-feira (03/08) que a retirada das
tropas israelenses no território palestino apenas deverá ocorrer após o desarmamento
completo do Hamas.
O
projeto, que faz parte da segunda fase do acordo de cessar-fogo, já foi
aprovado na semana passada, inclusive pelo Hamas. No entanto, ele foi
alterado após o diretor do Conselho, Nikolay Mladenov, o conselheiro sênior
Aryeh Lightstone e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu se
reunirem em Jerusalém para discutir o assunto.
O
encontro também ocorreu enquanto políticos israelenses de extrema direita
criticavam o documento anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald
Trump, que classificou como um “marco histórico”.
Conforme
o Times of Israel, após a reunião, o Conselho da Paz “pareceu mudar
suas condições para que as Forças de Defesa de Israel se retirassem de Gaza”,
já que a proposta inicial “esperava que Israel recuasse para a Linha Amarela
sob os termos de um acordo para desarmar o Hamas”.
“O
objetivo é claro e não está em questão: o desarmamento completo das armas na
Faixa de Gaza e a transição do governo armado para a governança civil”,
acrescentou Mladenov.
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Conselho de Trump
A reunião inaugural
do “Conselho de Paz” —
idealizado por Trump — começou em fevereiro com mais de 40 países, e o
presidente afirmou que, com o plano de paz implementado em outubro, “a guerra
acabou”, exceto por “pequenas chamas” em referência às violações israelenses.
Apesar
da ampla participação, aliados como Reino Unido, Alemanha e França recusaram o convite — por razões
como financiamento e mandato pouco definidos, risco de rivalizar com a ONU e
falta de representação palestina —, assim como México, Brasil e Vaticano.
Em
redes sociais, Trump apontou que os países signatários se comprometeram a
fornecer mais de US$ 5 bilhões (aproximadamente R$ 26 bilhões) para isso. Ou
seja, uma fração dos US$ 70 bilhões (R$ 366 bilhões) que são estimados
necessários para reconstruir o território palestino.
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Reino Unido mantém contratos bilionários com empresas
ligadas a assentamentos israelenses ilegais
Mais de
2,1 bilhões de libras (R$ 14,8 bilhões) em contratos públicos britânicos estão
nas mãos de empresas relacionadas a assentamentos israelenses ilegais na
Cisjordânia ocupada, segundo levantamento da Al Jazeera. Ao
todo, 17 companhias mantêm 125 contratos com órgãos públicos do Reino Unido.
Os
acordos envolvem serviços como manutenção de estradas, transporte, atendimento
de emergência e emissão de carteiras de habilitação. Entre as empresas estão
subsidiárias de cinco grandes grupos empresariais citados pela Organização das
Nações Unidas por atividades comerciais vinculadas aos assentamentos
israelenses.
Segundo
dados compilados pela empresa de análise de compras públicas Tussell e
compartilhados com a emissora de televisão, apontam que os contratos somam
2,129 bilhões de libras (R$ 15 bilhões).
Vale
ressaltar, que a revelação ocorre enquanto mais de 140 parlamentares
trabalhistas britânicos pressionam o governo pela proibição do comércio com os
assentamentos. A medida está sendo considerada pelo primeiro-ministro do
Reino Unido, Andy Burnham.
Entre
as companhias identificadas estão empresas ligadas à Motorola Solutions,
gigante norte-americana de tecnologia e comunicações; à Heidelberg Materials,
multinacional alemã do setor de materiais de construção; ao grupo francês de
engenharia Egis; à fabricante espanhola de trens CAF; e ao conglomerado chinês
Fosun.
Empresas
pertencentes à Motorola Solutions respondem por mais de 1,7 bilhão de libras
(R$ 12 bilhões) do valor total. A maior parte desse montante está concentrada
na subsidiária britânica Airwave Solutions.
Um
relatório do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos
Humanos identifica os cinco grupos empresariais como envolvidos em atividades
comerciais relacionadas aos assentamentos israelenses ilegais.
A
subsidiária israelense da Heidelberg Materials possui uma pedreira em terras
palestinas na Cisjordânia ocupada. A Motorola, por sua vez, está inserida na
infraestrutura de segurança dos assentamentos ilegais.
Egis e
CAF participam da expansão da rede de metrô leve de Jerusalém. Segundo
ativistas, o projeto contribui para consolidar o controle israelense sobre a
cidade ao integrar assentamentos ao território urbano e aprofundar a
fragmentação dos bairros palestinos.
A Fosun
International, cuja subsidiária Breas Medical recebe financiamento público do
Reino Unido, também é proprietária da fabricante israelense de cosméticos
Ahava. A empresa opera no assentamento ilegal de Mitzpe Shalem, na Cisjordânia
ocupada.
Organizações
de defesa dos direitos civis, incluindo a Campanha de Solidariedade Palestina
no Reino Unido, acusam a Ahava de ser “cúmplice” do roubo de terras e dos meios
de subsistência palestinos.
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Contratos e obrigações internacionais
As
informações surgem em meio ao aumento da violência na Cisjordânia ocupada e a
questionamentos sobre a conduta do governo britânico diante das obrigações
internacionais do país. Em julho de 2024, o Tribunal Internacional de Justiça
considerou ilegal a presença contínua de Israel no território palestino ocupado
e determinou que ela deve terminar “o mais rapidamente possível”.
A corte
também estabeleceu que outros Estados têm a obrigação de “não prestar auxílio
ou assistência para a manutenção da situação criada pela presença ilegal de
Israel no Território Palestino Ocupado”.
Para
observadores, a decisão levanta dúvidas sobre a continuidade das relações
comerciais do Reino Unido com as empresas identificadas na investigação
da Al Jazeera. Para Stephen Humphreys, professor de direito
internacional da London School of Economics, afirmou que existem “cada vez mais
indícios de que o Reino Unido pode estar violando suas obrigações
internacionais” ao continuar contratando entidades apontadas pela ONU como
prestadoras desse tipo de assistência.
Humphreys
também considera que a Grã-Bretanha pode estar deixando de cumprir suas
obrigações legais por “não iniciar sua própria investigação sobre as atividades
deles, com o objetivo de impedi-las, se necessário”.
O
governo britânico também alertou empresas para que não participem de licitações
de construção em assentamentos ilegais.“As empresas não devem considerar
participar de licitações de construção”, afirmou um comunicado do governo
divulgado neste mês. O documento alertou para possíveis “consequências legais e
de reputação” e para o risco de envolvimento em “graves violações do direito
internacional”.
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Críticas ao governo britânico
O
ex-líder trabalhista Jeremy Corbyn afirmou que as descobertas expõem uma
contradição entre a posição declarada pelo Reino Unido e seus vínculos
econômicos.
“Simplificando,
o governo do Reino Unido está apoiando o apartheid”, disse Corbyn à Al
Jazeera. “A cada dia, o Reino Unido aprofunda sua cumplicidade na economia de ocupação de Israel e, por sua vez,
na economia do genocídio de Israel.”
O
Gabinete do Governo informou que cada autoridade pública decide, caso a caso,
sobre a exclusão de fornecedores em cada contrato. O órgão acrescentou que as
compras públicas no Reino Unido não devem ser utilizadas para boicotar
fornecedores ligados a outros países, a menos que existam sanções, embargos ou
outras restrições formais impostas pelo Reino Unido.
Fonte:
Opera Mundi/Sputnik Brasil

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