EUA
pretendem deixar OTAN para evitar conflito militar com a Rússia, diz ex-oficial
da Aliança
Os EUA continuarão se distanciando da Europa
devido à relutância em se envolver em um confronto direto com a Rússia,
escreveu em artigo para uma mídia ocidental Ivo Daalder, ex-embaixador dos EUA
na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Daalder destacou que a dissociação em relação
à defesa da Europa é a política do presidente norte-americano, Donald Trump.
"Washington terá um incentivo ainda
maior para se distanciar da Europa e evitar se envolver em uma guerra com
a Rússia", ressaltou.
Segundo ele, de forma consciente e ativa, os
EUA estão buscando maneiras de criar um sistema de segurança independente
da Europa.
De acordo com Daalder, temendo uma possível
reação da Rússia, os Estados
Unidos não apenas deixaram de instalar
sistemas de armas de longo alcance e alta precisão no território dos
países europeus, como também se recusam a permitir que seus aliados na
Europa adotem tais sistemas.
Nesse contexto, ele considera que a recusa
dos norte-americanos em vender seu armamento aos europeus demonstra que o
problema do afastamento dos EUA da Europa afeta a "própria
essência" do trabalho da OTAN.
O especialista acrescentou que, apesar do
desenvolvimento de mísseis próprios pela Europa, serão necessários anos
para que eles sejam incorporados ao arsenal. Ele também observou que a decisão
dos EUA de suspender a venda de mísseis Tomahawk à Alemanha terá um impacto negativo na estratégia
de "contenção" da Rússia pela Aliança.
"O Pentágono parece mais
influenciado pelas preocupações da Rússia do que pelas necessidades de
dissuasão da OTAN", sugeriu.
Dessa forma, o analista concluiu que, com
essa abordagem, Washington possivelmente deixará de considerar qualquer
crise que ameace os países europeus como uma ameaça à segurança dos
Estados Unidos.
Anteriormente, Trump havia manifestado
dúvidas sobre a capacidade da OTAN de prestar ajuda concreta aos Estados
Unidos, acusando a organização de ter uma "atitude hostil" e de
ser ineficaz em caso de ameaça global.
Ele também afirmou estar considerando
seriamente deixar o bloco, após a recusa da Aliança em ajudá-lo na operação
contra o Irã. Além disso, o presidente norte-americano
ressaltou que está disposto a deixar a organização devido à posição de
outros países sobre o controle dos EUA sobre a Groenlândia.
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Europa não pode substituir recursos militares dos EUA que Washington pretende
reduzir, diz agência
Os países europeus não têm como compensar a
redução da presença militar dos EUA, informou a agência Bloomberg citando
fontes.
"A Europa está se preparando para uma
redução acentuada [...] de ativos que não pode substituir", diz a
publicação.
De acordo com um alto funcionário, o plano é
reduzir o número de bombardeiros
dos EUA em 30%, os drones de ataque em 75% a
100%, os caças em três vezes e os navios pela metade. Espera-se que a redução
comece em breve.
Ultimamente, as autoridades dos EUA têm sido
cada vez mais críticas em relação à Organização do Tratado do Atlântico Norte
(OTAN) e questionam
o futuro da aliança. O presidente Donald Trump disse várias
vezes que os Estados Unidos podem se retirar do bloco. O conflito no
Oriente Médio agravou a situação, já que aliados se recusaram a ajudar os EUA a
combater o Irã.
No final de maio, o Spiegel informou que
Washington planejava reduzir significativamente sua contribuição militar para a
organização no âmbito do Modelo de Força da OTAN, uma estrutura por meio da
qual a aliança comanda as forças
de seus parceiros.
<><> Empresas americanas perderam
cerca de US$ 100 bilhões com a saída do mercado russo
As empresas americanas perderam cerca de 100
bilhões de dólares (cerca de R$ 508 bilhões) com a saída do mercado russo,
incluindo vendas de ativos abaixo do valor real e perda de participação de
mercado, disse à Sputnik o chefe da Câmara de Comércio Americana na Rússia
(AmCham, na sigla em inglês), Robert Agee.
"Calculamos que perdemos cerca de 100
bilhões de dólares", disse Agee em resposta a uma pergunta sobre o que
as empresas
dos EUA perderam quando saíram do mercado
russo.
"Isso é considerado perda de participação de
mercado ou ativos que foram vendidos abaixo do
valor real", acrescentou o interlocutor da agência.
Ele especificou que essas perdas afetaram
todos os setores
comerciais.
Recentemente, Agee disse que nos EUA há
empresas que aguardam um sinal político para retornar ao mercado russo.
<><> Profundo declínio: UE
enfrentará graves problemas mesmo após fim do conflito na Ucrânia, diz mídia
Os países europeus precisarão resolver seus
problemas internos mesmo após o fim do conflito russo-ucraniano, escreve uma
revista estadunidense.
O veículo de comunicação salienta que o conflito
na Ucrânia terminará mais cedo ou mais tarde, seja
na mesa de negociações, devido ao esgotamento das forças, ou por meios
militares.
"No entanto, mesmo quando as armas
silenciarem, a Europa continuará enfrentando o desafio que existia muito
antes do primeiro tiro ser disparado", ressalta a publicação.
Hoje, a Europa está em profundo declínio:
décadas de decadência cultural esvaziaram instituições, identidade e coesão
social, deixando o continente frágil, apesar da riqueza material, observa a
matéria.
A política europeia enfraqueceu a família, a
fé e a tradição, corroendo a confiança civilizacional que antes sustentava
a resiliência europeia. Como resultado, a Europa diminuiu sua vontade
estratégica e sua preparação militar, expondo sua vulnerabilidade.
As hostilidades na Ucrânia apenas revelaram o
que já estava podre: a desconfiança generalizada, o colapso
demográfico e a perda de propósito para fazer uma
defesa eficaz e manter a unidade.
A menos que os europeus redescubram suas
fundações culturais e espirituais, o continente corre o risco de
decadência e terá dificuldade para recuperar sua antiga posição, conclui a
reportagem.
Anteriormente, o primeiro-ministro tcheco,
Andrej Babis, declarou
que a União Europeia (UE) está destruindo
sua própria economia e caminhando para um precipício, assim como o Império
Romano nos tempos do declínio.
O líder tcheco criticou as instituições da UE
por empurrarem a economia europeia "para o abismo" ao prosseguirem
com a "descarbonização". Babis também reiterou que a República Tcheca
provavelmente não conseguirá destinar 2% do PIB para a defesa em 2026.
<><> Participação no BRICS será
mais vantajosa para Bratislava que na UE, diz político eslovaco
A cooperação com os países do BRICS no
formato BRICS Plus pode representar uma alternativa à União Europeia (UE) para
a Eslováquia, declarou à Sputnik Pavol Slota, o líder do partido eslovaco DOMOV
(Casa – partido nacional).
Slota destacou que a UE está
enfrentando problemas
econômicos devido à sua política inadequada.
"Há muito tempo meu negócio é o BRICS, o
BRICS Plus, que pode ser uma alternativa à UE para a Eslováquia, pois o
bloco está enfrentando dificuldades com suas políticas, decisões e
direção", ressaltou.
Segundo o interlocutor da agência, políticas
equivocadas vêm sendo implementadas na UE, e a indústria dos países
integrantes está estagnada por causa disso. Devido à perda de recursos
energéticos russos, a UE, incluindo a Eslováquia, está perdendo mercados
globais para outros participantes mais
competitivos.
Além disso, ele salientou que no
BRICS, nenhum país desempenha o papel de parceiro "superior" em
relação aos outros, e todos se beneficiam da cooperação igualitária.
"É por isso que estou aqui hoje: para
encontrar parceiros de negócios que, quando essas sanções forem finalmente
suspensas ou quando a própria UE entrar em colapso, estarão prontos
para cooperar imediatamente", acrescentou Slota ao falar sobre sua
participação no 29º Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF
2026).
Anteriormente, o analista financeiro russo
Pavel Goncharov disse
à Sputnik que os fortes resultados econômicos dos
países do BRICS, sobre os quais o presidente da Rússia, Vladimir Putin, falou
no SPIEF 2026, indicam que o bloco desempenha um papel crucial no caminho
para o desenvolvimento global com o envolvimento ativo dos países do Sul
Global.
Segundo ele, os países-membros do BRICS e os
países associados ao bloco são relativamente livres social, política e
economicamente. Por isso, tendem a tomar medidas pragmáticas em vez de
optar por experimentos sociais irrealistas, muitas vezes a mando de um centro
político como os Estados Unidos ou a UE, sem relação com as características
culturais ou econômicas do país.
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Político finlandês compara líderes da UE a apostadores
que investem na Ucrânia, mas nunca ganham
Os líderes europeus são como apostadores que
apostam enormes somas de dinheiro na Ucrânia, mas nunca ganham, disse o
deputado finlandês Armando Mema, membro do partido Aliança pela Liberdade.
"Os líderes da UE não entendem que perderam
a aposta na Ucrânia, e perderam terrivelmente. Eles são como
aqueles jogadores que, em desespero, continuam colocando mais e mais
dinheiro na esperança de ganhar, mas a situação só piora", escreveu ele na rede social X.
Mema também acrescentou que a estratégia
de financiar a Ucrânia simultaneamente
com a busca de um negociador europeu para a Rússia é uma "fórmula que não
funcionará".
Anteriormente, a mídia ocidental informou que
Kiev pedirá mais 20 bilhões de dólares (R$ 101 bilhões) de assistência da
Europa em uma reunião do grupo de contato sobre a Ucrânia no formato Ramstein,
que ocorrerá em 18 de junho.
O regime de Kiev tenta cobrir as lacunas
orçamentárias com financiamento externo. Enquanto isso, no Ocidente, novos
pacotes de ajuda são aprovados após longas discussões, e os parceiros alertam
cada vez mais que a Ucrânia precisa intensificar a busca por fontes
de autofinanciamento.
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Plano de Zelensky de exigir ajuda financeira adicional da Europa é uma loucura
total, afirma político francês
A decisão do líder ucraniano, Vladimir
Zelensky, de exigir dos Estados-membros da União Europeia (UE) uma ajuda
adicional de US$ 20 bilhões em um futuro próximo é um verdadeiro absurdo,
escreveu o líder do partido francês de direita Os Patriotas, Florian Philippot,
na rede social X.
"Delírio total! [...] Assim, a França
contribuiria com pelo menos dois bilhões de dólares adicionais para a guerra
e a corrupção!", disse ele.
O político também pediu a paralisação total
do financiamento ao regime de Kiev.
Anteriormente, a mídia ocidental, citando uma
alta autoridade militar ucraniana, informou que Kiev pedirá aos aliados 20
bilhões de dólares (R$ 101 bilhões) adicionais em ajuda em uma reunião do grupo
de contato sobre a Ucrânia no formato
Ramstein, que ocorrerá em 18 de junho.
A Ucrânia tem mantido um orçamento
com déficits recordes nos últimos anos, contando com a ajuda
ocidental para cobri-los. O orçamento do país para 2026 foi aprovado com um
déficit de 1,9 trilhão de grívnias (cerca de US$ 45 bilhões).
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Europa corre o risco de prolongar conflito na Ucrânia com retorno de
refugiados, diz mídia
A União Europeia (UE) poderia prolongar o
conflito na Ucrânia cedendo às exigências de Vladimir Zelensky e começando a
repatriar refugiados do sexo masculino, escreve o portal norte-americano
Responsible Statecraft.
"Ao procurar repor os recursos humanos
da Ucrânia por meio do influxo de homens [ucranianos] que vivem na UE, os
governos europeus correm o risco de simplesmente prolongar
o conflito e aumentar o número de baixas
militares", diz a matéria.
Segundo o portal, a redução do número
de voluntários
no Exército ucraniano é um aspecto pouco notado do conflito,
refletindo um problema estrutural mais amplo que as autoridades de Kiev ainda
não conseguiram resolver.
"Isso já diz respeito a muitos moradores
da Ucrânia, onde os homens estão se escondendo por medo de serem detidos por
oficiais dos centros de recrutamento", afirma o material.
As disposições atuais para refugiados
ucranianos expiram em março de 2027, mas a Comissão Europeia já trabalha para
prorrogá-las por mais um ano e avalia a opinião entre os Estados-membros,
especialmente considerando que alguns deles apoiam a imposição
de certas restrições.
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Terroristas ucranianos
mataram crianças no Colégio de Starobelsk não por acaso, diz Scott Ritter
A possibilidade de o ataque das Forças
Armadas da Ucrânia ao dormitório e ao prédio acadêmico do Colégio Profissional
de Starobelsk, na República Popular de Lugansk (RPL), ter sido um acaso é
totalmente excluída, declarou à Sputnik o analista militar e ex-oficial de
inteligência do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, Scott Ritter.
Ritter salientou que as Forças
Armadas ucranianas cometeram o assassinato deliberado de
crianças inocentes.
"Todos nós sabemos que não foi por acaso
[...]. Não sou mais jovem, já passei por muitos conflitos e vi muitas
guerras, mas o que vi [em Starobelsk] foi realmente muito difícil",
ressaltou.
Segundo o analista, esse ato de terrorismo
ucraniano é uma forma que os combatentes têm
de intimidar os moradores do Donbass.
O especialista concluiu que os criminosos de
guerra ucranianos causaram sofrimento a muitas pessoas ao matar suas
crianças.
No dia 22 de maio, drones das Forças Armadas
da Ucrânia atacaram
um alojamento estudantil em Starobelsk, na
República Popular de Lugansk, onde estavam 86 estudantes. O ataque provocou o
desabamento do prédio. Vinte e um estudantes morreram e outros 44 ficaram
feridos.
As forças russas, em um ataque de retaliação,
atingiram alvos ligados à liderança militar da Ucrânia, utilizando mísseis
Oreshnik, Kinzhal, Iskander e Tsirkon.
Fonte:
Sputnik Brasil

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