Aquiles
Lins: Escândalo do BolsoMaster avança sobre Brasília enquanto Campos Neto segue
intocado
A cada
semana surge um novo capítulo no escândalo do BolsoMaster. Novas denúncias
aparecem, novas suspeitas são levantadas. O nome de Daniel Vorcaro continua
produzindo ondas de choque em Brasília. Mas um personagem central da história
parece permanecer protegido por uma espécie de zona de silêncio: o
ex-presidente do Banco Central de Jair Bolsonaro, Roberto Campos Neto.
A mais
recente revelação, publicada pela revista Veja, aponta que uma nova proposta de
delação de Vorcaro menciona o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Segundo o
relato atribuído ao ex-banqueiro, Alcolumbre teria recebido US$ 30 milhões em
conta no exterior, supostamente em troca de apoio a interesses do banco. O
senador nega as acusações. A delação também cita a relação do grupo com o
programa CredCesta, que prosperou na Bahia durante governos petistas e teria
sido decisiva para a expansão da instituição financeira.
Antes
de Alcolumbre, outros nomes da extrema direita e do Centrão já haviam sido
arrastados para o escândalo. Entre eles está o senador Flávio Bolsonaro,
pré-candidato presidencial do PL. Segundo documentos, áudios e mensagens
divulgados pela imprensa, Vorcaro negociou um aporte de até US$ 24 milhões para
financiar o filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Desse total,
pelo menos US$ 10,6 milhões teriam sido efetivamente transferidos entre
fevereiro e maio de 2025.
No caso
de Ciro Nogueira, as investigações apontam suspeitas de pagamentos periódicos a
pessoas ligadas ao senador e a chamada "Emenda Master", proposta que,
segundo investigadores, beneficiaria diretamente o modelo de negócios do banco
ao ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos. Ciro nega qualquer
irregularidade. Antônio Rueda apareceu em contatos revelados pela quebra de
sigilo, enquanto o governador Ibaneis Rocha surgiu em agendas e relações
mantidas por Vorcaro no entorno político de Brasília.
O
escândalo do Master virou um retrato das conexões entre poder financeiro e
poder político. Mas justamente por isso chama atenção a ausência de Roberto
Campos Neto do centro do debate. O ex-presidente do Banco Central comandava a
autoridade monetária durante os anos em que o Master viveu sua expansão mais
acelerada, acumulando operações de alto risco e despertando alertas de agentes
do mercado.
As
investigações da Operação Compliance Zero lançaram novas dúvidas sobre esse
período. Relatórios que ajudaram a afastar a possibilidade de intervenção no
banco foram produzidos por servidores do Banco Central que hoje são
investigados pela Polícia Federal por suspeita de favorecer Daniel Vorcaro.
Entre eles estão Paulo Souza, responsável pelo acompanhamento do Master, e
Belline Santana, então chefe da área de supervisão. Ambos sustentaram
avaliações segundo as quais não haveria irregularidades relevantes na
instituição.
Campos
Neto também recebeu alertas sobre possíveis distorções nas operações do banco e
determinou análises internas que concluíram pela normalidade da instituição.
Agora, com a PF investigando suspeitas de corrupção, favorecimento e captura
regulatória dentro do próprio Banco Central, cresce a pressão para esclarecer
se a direção da autarquia foi apenas induzida ao erro ou falhou em exercer a
supervisão que lhe cabia. Se o escândalo já alcançou políticos de diferentes
correntes e até servidores do regulador, torna-se cada vez mais difícil
justificar a ausência de Roberto Campos Neto do centro dessa história.
• Filipe Barros, “reserva” de Eduardo
Bolsonaro em comissão, copiou “emenda Master” para beneficiar Vorcaro
escândalo
do Banco Master chegou à comissão da Câmara que Eduardo Bolsonaro dizia
continuar controlando mesmo fora do Brasil. Filipe Barros (PL-PR), aliado do
clã Bolsonaro e “reserva” político do filho de Jair Bolsonaro na Comissão de
Relações Exteriores e de Defesa Nacional, copiou a chamada “emenda Master” em
um projeto para multiplicar por quatro a cobertura do Fundo Garantidor de
Créditos, medida que beneficiaria o banco de Daniel Vorcaro.
A nova
frente foi revelada pela coluna de Malu Gaspar, no O Globo. Segundo a
reportagem, Barros apresentou sete requerimentos, um projeto de lei e promoveu
uma audiência pública entre novembro de 2024 e setembro de 2025. O conjunto de
ações mirava temas sensíveis ao Banco Master, ao Banco Central, à CVM e a
adversários de Vorcaro no mercado financeiro.
O caso
amplia a conexão política entre o entorno de Jair Bolsonaro e o banqueiro. A
Fórum vem mostrando que o escândalo Master já envolve Flávio Bolsonaro, Ciro
Nogueira, Mário Frias, o filme “Dark Horse” e a tentativa de blindar Vorcaro no
Congresso. Agora, a linha chega à CREDN, comissão oficialmente voltada a
relações exteriores e defesa nacional.
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Filipe Barros ocupou espaço deixado por Eduardo Bolsonaro
Filipe
Barros assumiu a presidência da CREDN em 19 de março de 2025. Na posse, Barros citou Eduardo Bolsonaro, que
havia se licenciado da Câmara no dia anterior. Disse que o filho de Jair
Bolsonaro se exilava para fugir de uma “iminente perseguição” e apresentou a
comissão como uma “trincheira” em defesa da soberania.
A
coluna resgatou uma fala de Eduardo nas redes sociais. Nela, o deputado
licenciado dizia que não havia perdido poder sobre a CREDN porque tinha Filipe
Barros como aliado no comando do colegiado.
“Para
quem acha que eu não estar sentado naquela cadeira, eu perdi o poder da CREDN,
negativo, tá?”, disse Eduardo Bolsonaro.
Foi
justamente nessa comissão que Barros passou a tratar de assuntos que não
pertencem ao núcleo tradicional de relações exteriores, mas interessavam ao
embate em torno do Banco Master: regulação bancária, mercado de capitais, FGC,
Banco Central, CVM e BTG Pactual.
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Filipe Barros copiou o caminho da “emenda Master”
A
primeira peça concreta foi o PL 4395/2024, apresentado por Filipe Barros em 14
de novembro de 2024. O projeto elevava de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o limite
de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos por CPF ou CNPJ.
Na
prática, a proposta ampliaria a rede de proteção para investidores de bancos
médios e instituições com maior apetite por captação. Esse era um ponto central
para o Banco Master, que cresceu oferecendo retornos acima dos grandes bancos e
dependia da confiança dos clientes na garantia do FGC.
O texto
de Barros tinha o mesmo teor da chamada “emenda Master”, apresentada no Senado
por Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro. A Fórum
mostrou que, segundo a investigação, a proposta de Ciro foi redigida por
funcionários do banco e entregue ao senador a mando de Daniel Vorcaro.
A Fórum
também mostrou que Ciro reapresentou a emenda mesmo depois de virar alvo da
Polícia Federal na Operação Compliance Zero.
O
projeto de Filipe Barros não foi votado. Ele foi retirado pelo próprio autor em
fevereiro de 2026, conforme a ficha de tramitação da Câmara.
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Banco Central e CVM entraram na comissão de Filipe Barros
Depois
do projeto do FGC, Barros levou a agenda financeira para a CREDN. Em julho de
2025, apresentou requerimento para convidar Gabriel Galípolo, presidente do
Banco Central, a falar sobre ataque hacker contra a empresa C&M Software, o
Sistema de Pagamentos Brasileiro e o Pix.
O REQ
113/2025 foi apresentado por Barros em 3 de julho de 2025 e aprovado seis dias
depois. Galípolo foi convidado, mas não compareceu.
No
mesmo período, a comissão recebeu João Pedro Nascimento, então presidente da
CVM. A própria CREDN informou que Nascimento compareceu após três requerimentos
de Filipe Barros sobre temas tratados pela autarquia, incluindo suposto
conflito de interesses e impactos geoeconômicos da aquisição de ativos
estratégicos por fundos soberanos. A audiência com o presidente da CVM foi
tensa. Nascimento renunciou ao comando da autarquia dez dias depois, um ano
antes do fim de seu mandato.
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Requerimentos miraram rivais de Vorcaro
A
ofensiva de Barros também alcançou temas ligados ao BTG Pactual, visto no
mercado como rival de Daniel Vorcaro antes da queda do Master. A CREDN
questionou a Previc sobre eventual conflito envolvendo João Pedro Nascimento e
o BTG, banco em que o irmão do então presidente da CVM trabalhava.
Em
setembro de 2025, no mesmo dia em que o Banco Central rejeitou a compra do
Banco Master pelo BRB, Barros apresentou novo requerimento ao regulador. O alvo
eram liquidações extrajudiciais de instituições financeiras compradas pelo BTG,
segundo O Globo.
A
coluna afirma que os questionamentos miravam a diretoria do Banco Central que
resistia à venda do Master ao BRB e defendia uma medida mais dura contra a
instituição de Vorcaro.
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Banco Master empurrou crise para dentro do bolsonarismo
O Banco
Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master S.A., do Banco
Master de Investimento S.A., do Banco Letsbank S.A. e da Master Corretora em 18
de novembro de 2025, conforme comunicado oficial.
Desde
então, o caso deixou de ser apenas uma crise bancária. Virou uma crise política
para o bolsonarismo.
A Fórum
mostrou que Flávio Bolsonaro confirmou ter visitado Daniel Vorcaro. Também
revelou que Mário Frias agradeceu Vorcaro em áudio pelo apoio ao filme “Dark
Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro.
A Fórum
ainda mostrou que Vorcaro teria bancado praticamente todo o filme sobre
Bolsonaro. O avanço sobre Filipe Barros adiciona uma nova peça ao tabuleiro: a
atuação parlamentar, dentro de uma comissão comandada por um aliado que Eduardo
Bolsonaro dizia manter sob influência.
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O que diz Filipe Barros
Filipe
Barros nega irregularidades. Ao O Globo, o deputado afirmou que nunca recebeu
dinheiro de Daniel Vorcaro, disse que não discutiu as iniciativas com Flávio ou
Eduardo Bolsonaro e alegou ter interesse em regulação do mercado financeiro e
de capitais.
Barros
também defendeu que a CREDN trate de temas econômicos. Segundo o deputado,
soberania nacional e soberania econômica não podem ser dissociadas.
• Girão ironiza visita de Flávio Bolsonaro
a Vorcaro: “marido infiel que vai a prostíbulo para avisar que não volta mais”
O
senador Eduardo Girão (Novo-CE) defendeu que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
apresente explicações rápidas à sociedade e ao Congresso Nacional. O senador se
referia, sobretudo, à divulgação de áudios e da informação de que se reuniu
presencialmente com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master,
investigado por supostas fraudes financeiras.
Girão
chegou a fazer ironias com o fato:
“O que
para mim não está explicado, e isso dói, é aquela visita no dia depois da
prisão. Tem uma analogia que o pessoal faz, inclusive lá no plenário, pessoas
inclusive que a gente tem boa convivência, que diz: ‘Poxa, com todo respeito, é
como se você fosse um marido infiel, fosse num prostíbulo e dissesse: Eu vim
aqui hoje para dizer que eu não vou mais voltar aqui, estou arrependido, fiz as
pazes com a minha mulher e não volto mais.’ E o próprio presidente do PL depois
disse outra coisa, que foi cobrar o dinheiro”, ironizou o senador.
Apesar
da ironia, o parlamentar afirmou em entrevista a um podcast acreditar que
Flávio Bolsonaro tem interesse na completa apuração dos fatos.
“Quem
for podre que se quebre”, declarou Girão ao defender que as investigações
avancem de forma técnica e sem distinção política entre os envolvidos no caso.
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Desconforto no PL
A
manifestação de Girão ocorreu após vir a público que Flávio Bolsonaro viajou a
São Paulo para um encontro presencial com Daniel Vorcaro. A reunião aconteceu
quando o banqueiro já era alvo de medidas cautelares e utilizava tornozeleira
eletrônica.
Flávio
Bolsonaro afirmou que a agenda teve caráter exclusivamente comercial e serviu
para encerrar definitivamente a relação envolvendo investimentos de Vorcaro no
filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. O senador alegou ainda que
não tinha conhecimento da extensão dos problemas judiciais enfrentados pelo
banqueiro no momento do encontro.
A
revelação da reunião provocou desconforto entre integrantes do próprio Partido
Liberal, ampliando questionamentos internos sobre a proximidade entre o
parlamentar e o empresário investigado. Enquanto aliados defendem que os
esclarecimentos sejam apresentados rapidamente, setores da oposição cobram o
aprofundamento das investigações sobre as relações entre agentes políticos e o
ex-controlador do Banco Master.
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Defendeu CPI
O
senador também reforçou sua defesa pela instalação de uma Comissão Parlamentar
de Inquérito (CPI) para investigar as operações relacionadas ao Banco Master.
Segundo ele, a apuração deve alcançar todos os envolvidos e rastrear o destino
dos recursos movimentados no suposto esquema sob investigação.
Ao
comentar a repercussão do caso entre integrantes da oposição, Girão sinalizou
que o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, também filiado ao Novo, reagiu
de forma precipitada ao elevar o tom das críticas contra Flávio Bolsonaro em
meio à crise envolvendo o financiamento do filme biográfico sobre o
ex-presidente Jair Bolsonaro, intitulado Dark Horse.
Paralelamente,
Girão utilizou a tribuna do Senado para elogiar a atuação da Polícia Federal e
do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, por adotarem medidas
mais rígidas contra Vorcaro. O parlamentar, contudo, fez críticas à atuação da
Procuradoria-Geral da República, questionando a insistência do órgão em uma
proposta de delação premiada que teria sido considerada inconsistente pela
Polícia Federal.
Segundo
Girão, é necessário esclarecer se a condução do caso poderia estar beneficiando
figuras influentes dos Três Poderes, hipótese que, segundo ele, precisa ser
investigada.
• Após PF recusar delação, investigadores
avaliam que Vorcaro não deve escapar de condenação
A
rejeição da segunda proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro
Daniel Vorcaro reforçou, nos bastidores da investigação sobre o Banco Master, a
avaliação de que o ex-banqueiro enfrenta um cenário cada vez mais delicado na
Justiça. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (12) pelo jornalista
Valdo Cruz, do G1.
Segundo
fontes ligadas às apurações ouvidas pela coluna do jornalista Valdo Cruz, do
G1, investigadores da Polícia Federa (PF)l consideram que o material reunido
até o momento já é suficientemente robusto para sustentar eventual condenação
de Vorcaro no âmbito das investigações sobre supostas fraudes bancárias
envolvendo o Banco Master.
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Fraudes bilionárias estão no centro da investigação
As
investigações da PF apontam para supostas irregularidades na venda de carteiras
de crédito do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB). De acordo com os
investigadores, a operação teria sido utilizada para fortalecer a capitalização
da instituição financeira controlada por Vorcaro.
Segundo
a PF, cerca de R$ 12 bilhões em créditos considerados fraudulentos foram
transferidos ao BRB. A operação, conforme a investigação, teria sido acertada
entre Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do banco público do
Distrito Federal.
As
apurações também examinam possíveis conexões políticas relacionadas ao negócio.
Investigadores avaliam que a operação teria envolvido interlocuções com
integrantes do Centrão e com o então governador do Distrito Federal, Ibaneis
Rocha, que nega qualquer participação em irregularidades.
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Delação de Vorcaro é rejeitada
A nova
proposta de colaboração premiada apresentada por Daniel Vorcaro foi rejeitada
pela Polícia Federal. Nos bastidores da investigação, a expectativa é de que o
acordo também enfrente dificuldades para avançar na Procuradoria-Geral da
República (PGR).
A
avaliação das autoridades é que a colaboração apresentada pelo banqueiro não
trouxe elementos considerados suficientes para alterar substancialmente o rumo
das investigações.
Enquanto
isso, a possível delação do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo
Henrique Costa permanece em compasso de espera. O termo de confidencialidade
necessário para formalizar o acordo ainda não foi assinado, mas investigadores
avaliam que a colaboração do ex-dirigente do BRB pode ganhar relevância diante
do fracasso das negociações com Vorcaro.
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Investigação deve avançar no segundo semestre
Nos
bastidores da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República e do gabinete
do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF),
prevalece o entendimento de que a estratégia adotada por Vorcaro pode não
produzir os resultados esperados.
A
avaliação é que apostar em uma futura reversão do cenário judicial para evitar
eventual prisão ou condenação representa um caminho de alto risco diante do
conjunto de evidências já reunido.
Além
disso, as investigações sobre as supostas fraudes bancárias e sobre as relações
políticas atribuídas ao empresário devem prosseguir ao longo do segundo
semestre. A expectativa dos investigadores é que novas diligências resultem na
produção de mais provas, ampliando a pressão jurídica sobre Daniel Vorcaro e
fortalecendo as acusações em análise.
Fonte:
Brasil 247

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