sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Domínio dos EUA na economia mundial diminui, pois outras nações não confiam no país, diz mídia

A abordagem do governo estadunidense em relação à dívida e às sanções tem causado preocupação, pois levanta questões sobre o status de longa data dos Estados Unidos como força estabilizadora da economia global, escreveu um jornal norte-americano.

O jornal destaca que a economia global está buscando maneiras de se distanciar dos Estados Unidos, e essa tendência está se tornando cada vez mais evidente.

"Preocupações com o peso da dívida de US$ 40 trilhões [R$ 206 trilhões] e o uso excessivo de sanções para resolver problemas de política externa [...] estão levantando questões sobre a capacidade dos Estados Unidos de servir de refúgio para o investimento global", ressalta a publicação.

Segundo a matéria, os títulos dos EUA estão sendo rejeitados pelos investidores globais, a conversa sobre o poder cada vez menor do dólar está sendo ampliada e o ouro está sendo retirado pelos governos estrangeiros dos cofres norte-americanos.

Observa-se que bancos centrais de diferentes países e outros investidores oficiais vêm buscando diversificar seus ativos, devido a fatores geopolíticos e à utilização do dólar como arma pelos Estados Unidos, por meio de sanções financeiras.

Além disso, é apontado que os EUA utilizaram tarifas e controles de exportação de forma bastante agressiva. Tal fato fez com que países e empresas europeus se mostrassem cautelosos em relação ao uso da tecnologia norte-americana em setores sensíveis, como o da inteligência artificial.

Portanto, os europeus temem que Washington possa usar a infraestrutura tecnológica contra eles em caso de disputa, como fez com a China e a Rússia, se dependerem dos Estados Unidos para obtê-la.

Dessa forma, a reportagem conclui que há sinais de que a posição de longa data dos Estados Unidos como principal potência econômica mundial está diminuindo.

Anteriormente, uma revista estadunidense escreveu que a era do domínio global incontestável dos EUA chegou ao fim e o país já não possui a mesma superioridade militar de 1991 — a guerra no Irã ilustra essa mudança.

¨      Investidores se afastam dos EUA em meio a dívida recorde, sanções e perda de confiança

Investidores globais ampliam a distância dos EUA diante da dívida crescente, do uso de sanções e da perda de força do dólar, enquanto países reduzem exposição a títulos norte-americanos, buscam alternativas digitais e repatriam ouro, sinalizando fissuras na hegemonia econômica do país.

De acordo com um artigo publicado em um jornal de grande circulação nos EUA, a relutância crescente de investidores globais em relação aos títulos norte-americanos, somada às discussões sobre a perda de força do dólar e à retirada de reservas de ouro de cofres nos EUA, sinaliza um movimento internacional de distanciamento econômico.

A dívida de US$ 40 trilhões (mais de R$ 224 trilhões), o uso frequente de sanções e a instabilidade institucional sob a administração de Donald Trump alimentam dúvidas sobre a atratividade do país como porto seguro para reservas internacionais.

Apesar disso, os EUA ainda atraem capital privado, impulsionado por mercados financeiros robustos e pela expansão da infraestrutura de inteligência artificial (IA).

Recentemente, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, defendeu no Congresso a solidez do sistema financeiro, afirmando que os leilões de títulos seguem fortes e que o dólar mantém sua relevância nas transações globais.

Mesmo com esse discurso, fissuras se tornam evidentes no mercado de títulos enquanto rendimentos de papéis de 10 anos ultrapassaram 5%, o maior nível desde 2007. Porém, a instabilidade aumentou após o Tesouro recomprar US$ 5,2 bilhões (cerca de R& 29,1 bilhões) em títulos de longo prazo para tentar conter a escalada rápida e contínua nos rendimentos.

Mas, a preocupação fiscal de longo prazo levou países a reverem sua exposição aos EUA. Segundo o artigo, a queda da participação do dólar nas reservas globais reacendeu debates sobre alternativas à moeda norte-americana.

Outro ponto que denota o enfraquecimento do sistema econômico dos EUA é o uso intensivo de sanções como ferramenta de política externa. A Operation Economic Outcast (Operação Pária Econômico), lançada por Bessent para sufocar a economia iraniana, ameaça impor sanções secundárias a países parceiros de Teerã. Foi o próprio secretário quem chegou a admitir que havia, contudo, o risco de "implodir o sistema financeiro global".

Paralelamente, China, Rússia e Índia avançam em plataformas de moedas digitais para transações internacionais, reduzindo dependência do dólar e de instituições ocidentais. No mundo, reforça a publicação, cresce a busca por ouro como proteção contra instabilidade, o que fez com que o metal superasse os Treasuries nas reservas globais e Estados como Países Baixos e França, movessem toneladas do metal dos EUA alegando riscos geopolíticos.

Segundo especialistas consultados pela mídia, governos e empresas precisam agora considerar o impacto potencial caso os Estados Unidos decidam direcionar sua pressão econômica contra eles, um cenário que antes parecia improvável.

¨      EUA minarão sua defesa e credibilidade global se retirarem ativos militares da Europa, diz mídia

A retirada dos Estados Unidos da Europa poderia enfraquecer a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e comprometer a segurança do próprio país, escreve uma revista norte-americana.

A revista aponta que a administração do presidente estadunidense, Donald Trump, já começou a reduzir suas forças no continente europeu e está considerando retirar aeronaves, navios e outras unidades.

"Para Trump e sua equipe, retirar-se da Europa faz sentido. Eles argumentam que o continente é rico e poderoso o suficiente para se defender plenamente. Washington, por sua vez, deve destinar seus recursos militares aos crescentes desafios na Ásia e no Oriente Médio", ressalta o artigo.

Além disso, é apontado que está em discussão a transferência de vários cargos de liderança para militares europeus na OTAN.

Segundo a matéria, os países europeus não terão condições de substituir totalmente as capacidades norte-americanas. Em particular, a redução da aviação de patrulha dificultará a vigilância dos submarinos russos.

No início de setembro, pela primeira vez em décadas, a Marinha dos Estados Unidos não participou dos exercícios antissubmarino da OTAN no Atlântico Norte. A diminuição da presença estadunidense também pode ter consequências fora da Europa, observa a publicação.

Assim, China e Coreia do Norte podem interpretar a recusa de Washington em honrar parte de suas obrigações com os aliados europeus como um sinal de que os Estados Unidos não são confiáveis para defender Taiwan e Coreia do Sul.

Dúvidas em uma região inevitavelmente afetam a percepção das garantias dos EUA em outras. Ao mesmo tempo, o aumento da presença nuclear dos Estados Unidos na Europa pode compensar a redução das forças convencionais.

Além disso, um conflito não nuclear é o caminho mais provável para uma guerra nuclear. Portanto, a dissuasão convencional e a dissuasão nuclear estão intimamente relacionadas, e a retirada das tropas americanas pode enfraquecer os dois mecanismos, conclui o texto.

No dia 18 de junho, o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou o início da revisão do envio de tropas norte-americanas para a Europa. Segundo ele, a Europa deve assumir a responsabilidade primária pela sua própria defesa.

Antes disso, Hegseth declarou que a OTAN deve se tornar novamente uma "verdadeira aliança militar", adotando uma postura de "linha dura" e possuindo capacidades reais de dissuasão.

¨      Humilhação dos EUA pelo Irã prova que domínio global estadunidense chega ao fim, diz mídia

A era norte-americana chegou ao fim, e o domínio global dos Estados Unidos terminou diante dos nossos olhos, escreveu uma revista estadunidense.

A revista elabora que a dominância global dos EUA está em declínio em razão do conflito com o Irã.

"Nos últimos seis meses, o poderio dos Estados Unidos — há muito exemplificado pelos melhores equipamentos de guerra do mundo, pelo pessoal militar mais bem treinado, por uma rede global de bases e sistemas logísticos e por parcerias militares e diplomáticas com todos os cantos do planeta — mostrou-se insuficiente para derrotar o Irã", ressalta a publicação.

Segundo a matéria, a guerra com o Irã expôs o quanto o poderio norte-americano se deteriorou, com ataques iranianos destruindo bases importantes dos EUA no Golfo.

Observa-se que os militares norte-americanos não conseguiram sequer proteger suas próprias instalações de um inimigo supostamente fraco, o que enfraqueceu sua influência em diferentes regiões do mundo e os deixou com um número perigosamente baixo de mísseis.

Conforme acrescenta o material, a campanha militar fracassada contra o Irã mostra que a superpotência está em declínio terminal.

Dessa forma, a reportagem conclui que a era norte-americana chegou ao fim, e os EUA agora são apenas um perdedor barulhento, quebrado e sobrecarregado, que o Irã, de todos os países, conseguiu humilhar.

Anteriormente, uma revista estadunidense escreveu que a era do domínio global incontestável dos EUA chegou ao fim e o país já não possui a mesma superioridade militar de 1991 — a guerra no Irã ilustra essa mudança.

¨      Banco central dos EUA sobe taxa básica de juros pela 1ª vez em 3 anos

Pela primeira vez desde julho de 2023, o banco central dos EUA (Fed, na sigla em inglês) anunciou nesta quarta-feira (16) que a taxa básica de juros do país vai subir 0,25 ponto percentual, de 3,75% para 4%.

O aumento ocorre em um momento de alta inflação persistente decorrente da disparada dos preços do petróleo bruto devido à guerra dos EUA e Israel contra o Irã. A meta de inflação do Fed é de 2%.

"Apesar da incerteza que permanece elevada, em parte devido a acontecimentos geopolíticos, os gastos domésticos têm se mostrado resilientes. O crescimento da produtividade é forte, e o investimento de capital é robusto", disse o comitê em nota. "A decisão de hoje contribuirá para um retorno mais rápido à meta de 2% de inflação", acrescentou.

O impacto dessa decisão é global, pois altera o valor do dólar e o rumo dos investimentos no comércio mundial, uma vez que quando a taxa americana está alta, aumentam as aplicações para os títulos do Tesouro estadunidenses, reduzindo os fluxos para outros países e aumentando o preço da moeda dos EUA.

A medida pressiona o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil a manter em alta a taxa de juros brasileira, a Selic, desvaloriza o real e aumenta a dívida pública, segundo o governo federal.

<><> 'A inflação nos EUA está alta demais há muito tempo', afirma presidente do Fed

O presidente da Reserva Federal dos EUA (Fed), Kevin Warsh, justificou o aumento da taxa de juros devido aos níveis persistentemente elevados de inflação nos Estados Unidos.

Na quarta-feira (16), o banco central norte-americano anunciou que, após vários anos sem aumento, elevaria a taxa básica de juros para uma faixa entre 3,75% e 4%.

Warsh afirmou que essa decisão foi tomada porque "a inflação está alta demais e já dura muito tempo".

Em uma coletiva de imprensa após o anúncio do Fed, o chefe da política monetária norte-americana explicou que essa medida visa controlar os preços, visto que a inflação do verão (Hemisfério Norte) "não indica que as tendências subjacentes tenham melhorado significativamente" na estabilidade de preços.

"Não podemos ignorar os focos de tensão ao redor do mundo, e nossa avaliação dos cenários geopolíticos mais ou menos prováveis mudou. Esses três fatores levaram a uma decisão firme e unânime hoje", declarou Warsh.

Nas projeções do Fed, publicadas juntamente com o anúncio, considera-se altamente provável que outro aumento na taxa básica de juros seja aprovado antes do final do ano.

De acordo com dados do governo dos EUA, a inflação anual foi de 3,4% em agosto, impulsionada principalmente pela alta dos preços da energia decorrente do conflito no Oriente Médio iniciado pelos EUA e Israel.

A tentativa de reaproximação entre Teerã e Washington em direção a um acordo aliviou as tensões no mercado de energia, que voltou a sofrer turbulências com o fracasso do acordo.

Dados do Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA indicam que os preços da gasolina subiram 3,9% no último ano, o que tem um impacto direto em diversas cadeias de suprimentos e serviços.

Somam-se a isso as tarifas impostas pelo Canadá aos EUA, em resposta à nova política tarifária de seu vizinho do sul.

¨      Canadá muda de rumo e fortalece laços com a China em meio a tensões com os EUA, diz mídia

As exportações canadenses para a China aumentaram 30,1% em relação ao ano anterior durante o primeiro semestre de 2026, impulsionadas principalmente por petróleo bruto, cobre e outros produtos energéticos e minerais, enquanto Ottawa busca reduzir sua dependência comercial dos Estados Unidos.

As remessas para o mercado chinês atingiram C$ 21,74 bilhões (mais de R$ 80,38 bilhões), o maior valor registrado para um primeiro semestre desde 1997, de acordo com um relatório do Conselho Empresarial Canadá-China e do Instituto da China da Universidade de Alberta.

Segundo o South China Morning Post, os produtos energéticos representaram 35,8% das exportações e cresceram 81,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Minerais metálicos e não metálicos representaram outros 22,6%, com um aumento de 29%.

As exportações canadenses para a China mais que dobraram, atingindo C$ 5,96 bilhões (cerca de R$ 22,05 bilhões), contribuindo com C$ 3,2 bilhões (aproximadamente R$ 11,84 bilhões) para o crescimento geral das vendas canadenses para esse mercado.

As tensões entre o Canadá e os Estados Unidos se intensificaram desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca em 2025. Washington aumentou as tarifas sobre produtos canadenses e as negociações comerciais entre os dois países enfrentaram novas dificuldades.

Após o fracasso das negociações no final de agosto, os Estados Unidos impuseram tarifas de 50% sobre aproximadamente US$ 20 bilhões (mais de R$ 113,90 bilhões) em produtos canadenses, enquanto Ottawa respondeu com medidas comerciais que entraram em vigor no início de setembro.

Especialistas consultados pela publicação acreditam que o governo de Mark Carney está adotando uma abordagem pragmática em relação à China e que laços mais estreitos com Pequim podem ajudar a reduzir a exposição do Canadá à pressão dos EUA.

Carney estabeleceu a meta de dobrar as exportações canadenses para mercados que não sejam os Estados Unidos na próxima década. A China pode desempenhar um papel significativo devido à sua demanda por energia e minerais críticos.

Durante uma visita à China neste mês, Corey Hogan, secretário parlamentar do ministro de Energia e Recursos Naturais do Canadá, afirmou que existe um "amplo potencial" para aprofundar a cooperação energética entre os dois países.

O Projeto de Expansão do Oleoduto Trans Mountain (TMX, na sigla em inglês), que permite o transporte direto de petróleo bruto canadense para a região da Ásia-Pacífico sem depender dos oleodutos dos EUA, tornou-se uma via para expandir as exportações para a China.

Dados do Ministério de Recursos Naturais do Canadá, divulgados em 14 de setembro, mostram que a China já é a maior compradora de exportações marítimas transportadas pelo TMX, representando aproximadamente 60% dos embarques.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

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