quinta-feira, 30 de abril de 2026

Ocidente teme que Rússia proponha outra ordem mundial, diz político russo

O Ocidente teme que a Rússia ofereça um projeto alternativo ao ocidental que incluiria a construção de um mundo justo e seguro e que será apoiado por outros países, disse o chefe do Conselho Presidencial para o Desenvolvimento da Sociedade Civil e Direitos Humanos (CDH), Valery Fadeev.

Durante a maratona educacional federal Znanie.Pervyie (Conhecimento. Primeiros), Valery Fadeev observou que as autoridades ocidentais estão bem cientes de que a Rússia não quer conquistar o Ocidente.

"Eles têm medo de algo totalmente diferente. Eles temem que nós, nosso país, ofereçamos uma alternativa, como já foi com o projeto soviético, que foi uma alternativa ao projeto ocidental. E essa alternativa será apoiada", disse o político russo.

Segundo Fadeev, os elementos desse projeto alternativo são os valores que a Rússia promove no discurso internacional: construção de um mundo multipolar e respeito a todos os países e a todos os povos.

"Eles [as autoridades dos países ocidentais] têm medo de que nós vamos propor um caminho diferente, mais justo e mais seguro para o mundo", concluiu Fadeev.

Ontem (29), o presidente russo, Vladimir Putin, discursando no fórum "Diálogo Aberto", afirmou que, hoje em dia, uma arquitetura mais complexa e multipolar de desenvolvimento global está sendo formada.

Ele observou que, nessa arquitetura, os Estados que realmente entendem e apreciam a importância da soberania nacional nas esferas política, econômica, cultural e social estão desempenhando um papel cada vez mais importante, e eles próprios podem determinar o vetor de seu desenvolvimento.

<><> Kiev quer impor mudanças através do terror contra a Rússia, mas nada mudará, diz Putin

A Ucrânia perde território diariamente e adota táticas terroristas contra a Rússia, à espera de que isso mude a situação, mas tais métodos não funcionarão, afirmou o presidente russo, Vladimir Putin.

"Estamos conscientes de que o regime de Kiev e seus patrocinadores adotaram métodos abertamente terroristas. As razões são claras e evidentes para todos. O inimigo não pode conter o avanço de nossas forças na linha de frente", ressaltou o líder russo.

Putin também se referiu ao ataque ucraniano contra a refinaria de Tuapse e comentou que a ação pode gerar sérias consequências ambientais. O ataque em questão, segundo autoridades, não deixou vítimas.

"Cada vez mais drones ucranianos atacam a infraestrutura civil. O exemplo recente são os ataques contra instalações energéticas em Tuapse, que tem potencial para trazer consequências sérias", destacou o presidente.

As Forças Armadas ucranianas intensificaram seus ataques contra a infraestrutura de gás nos últimos meses. Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, já destacou que as Forças Armadas russas estão fazendo todo o possível para mitigar a ameaça e acrescentou que as tentativas de Kiev de atacar as instalações energéticas ameaçam agravar a situação global.

<><> Ao exigir armas nucleares, Zelensky provoca conflito nuclear sob aplausos do Ocidente, diz Zakharova

O atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, está criando as condições para um conflito nuclear e sabotando as iniciativas de paz, afirmou na quarta-feira (29) a representante oficial Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova.

A diplomata destacou as palavras de Zelensky, que anteriormente havia afirmado que a Ucrânia precisava tanto da adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) quanto de armas nucleares como garantias de segurança.

"De fato, ele continua provocando um conflito nuclear com declarações como essa. Além disso, a Europa Ocidental corre o risco de se tornar a primeira vítima dessa chantagem. É óbvio que Zelensky não quer a paz. Ele deseja prolongar as hostilidades por tempo indeterminado e está disposto a entrar em uma escalada perigosa do conflito", ressaltou.

Segundo ela, sob os aplausos e com o apoio dos patrocinadores ocidentais, Kiev utiliza a questão das armas nucleares como meio de chantagem.

© telegram SputnikBrasil

A oficial lembrou que os combatentes das Forças Armadas da Ucrânia, que invadiram a região de Kursk em veículos da OTAN e com armamento de fabricação ocidental, planejavam tomar e minar a usina nuclear de Kursk.

"E o que lhes importa? Afinal, todos os dias, sob aplausos e, às vezes, com o apoio de seus patrocinadores da OTAN, eles usam o tema das armas ou da energia nuclear como forma de chantagem", sublinhou.

Além disso, a representante oficial apontou que a prorrogação do estado de guerra e a continuação da mobilização forçada na Ucrânia também mostram que Zelensky não deseja a paz.

A diplomata salientou que é evidente que Zelensky não quer a paz, pois deseja prolongar indefinidamente as ações de combate, mesmo que isso resulte em uma escalada perigosa do conflito.

Dessa forma, Zakharova concluiu que, como parte dessa estratégia, Zelensky renovou o estado de sítio na Ucrânia até 2 de agosto e promoveu uma mobilização forçada que, na prática, se tornou o funeral do povo ucraniano.

<><> Chefe da AIEA alerta que risco de catástrofe nuclear atinge níveis da Guerra Fria

O presidente da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, advertiu na sua conta no X  que atualmente a ameaça nuclear mundial atingiu níveis do auge da Guerra Fria e apelou ao reforço do apoio ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e ao sistema de garantias.

Rafael Grossi escreveu que o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares existe há mais de cinco décadas e é o tratado mais amplamente reconhecido no mundo nesta área.

"Este é um momento muito particular. O risco de catástrofe nuclear aumentou para níveis nunca vistos desde o auge da Guerra Fria. [...] No domínio nuclear de hoje, enfrentamos um impasse precário, com mais atores, mais riscos e menos clareza", declarou Grossi.

Abordando o tema dos riscos nucleares, o presidente da instituição afirmou que o tratado é a ferramenta multilateral mais forte do mundo para prevenir a proliferação de armas nucleares. Segundo Grossi, a AIEA tem como objetivo garantir que o material nuclear não seja desviado do uso pacífico para o militar.

O chefe da AIEA também alertou que uma guerra voltou à Europa e ao Oriente Médio, exercendo enorme pressão sobre os mecanismos multilaterais que sustentam a paz e a segurança.

O Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares entrou em vigor em 1970. Atualmente, 191 Estados participam das suas disposições, incluindo cinco potências nucleares: Rússia, Estados Unidos, China, França e Reino Unido.

Em 5 de fevereiro deste ano expirou outro tratado de alta importância na esfera do controle sobre armas nucleares, o tratado russo-americano Novo START. Foi o último instrumento vigente a regulamentar os arsenais nucleares estratégicos da Rússia e dos Estados Unidos.

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou a disposição da Rússia de aderir às restrições do Novo START por um ano após o fim do acordo. Essa iniciativa ainda está "sobre a mesa", mas Moscou ainda não recebeu uma resposta dos Estados Unidos, declarou anteriormente o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

<><> Tanque T-72 russo resiste a ataques de drones na Ucrânia e é o melhor do mundo, diz mídia

O tanque russo T-72 tem altas capacidades de combate, por isso lidera no ranking dos melhores tanques do mundo, afirma uma mídia estadunidense.

O artigo aponta que a experiência das hostilidades modernas prova que o T-72 atende a todos os requisitos de um tanque eficaz.

"O T-72, apesar dos drones e de outras adversidades que tem enfrentado, está levando a melhor na guerra contra a Ucrânia para a Rússia", ressalta a publicação.

Segundo o material, apesar de sua fabricação ser simples, esse tanque tem se mostrado altamente eficaz no contexto do conflito na Ucrânia.

Além disso, é enfatizado que a Rússia consegue de produzir esses tanques em massa, por isso o Exército russo não tem falta deles. A reportagem conclui que todas as características mencionadas acima provam que o tanque T-72 russo é o melhor do mundo.

Anteriormente, a corporação estatal russa Rostec informou que o tanque T-72B3M, graças à sua capacidade de modernização, é uma plataforma com possibilidades quase ilimitadas.

Segundo o comunicado, o blindado de combate supera em múltiplas vezes os modelos anteriores do T-72 devido a um sistema de mira moderno, novos meios de proteção e motor mais potente.

¨      Fuga de parlamentares da Ucrânia está fazendo Zelensky perder 'o trono', diz jornal

Em meio a uma crise política iminente, o poder do líder ucraniano Vladimir Zelensky está ameaçado, pois ele pode perder a maioria no parlamento devido à fuga de deputados para o exterior, afirmou um jornal britânico.

Após o início do conflito, Vladimir Zelensky estava no poder sem eleições, mas em condições da lei marcial na Ucrânia, diz o jornal. No entanto, agora seu poder está ameaçado.

"Mas uma série de fugas significa que ele pode em breve perder toda a maioria [no parlamento]. Há informações de que um parlamentar fugiu para o Canadá no mês passado. Se outro sair, Zelensky perderá a maior parte de sua influência e acabará sendo forçado a buscar uma coligação", diz o artigo.

O autor do artigo também lembrou que, no contexto dos problemas políticos internos em curso na Ucrânia, os pedidos de retomada das negociações com a Rússia estão sendo cada vez mais ouvidos na comunidade política internacional.

Além disso, o material abordou os problemas internos no país relacionados com a mobilização forçada em meio ao aumento das deserções na linha de frente, o número das quais já ultrapassou 300 mil casos.

Marca-se que diariamente aparecem vídeos mostrando recrutadores ucranianos usando atos violentos contra população masculina da Ucrânia, enquanto os pedestres costumam intervir e atacar recrutadores para proteger as pessoas da mobilização violenta.

Todos os funcionários, representantes das autoridades centrais e locais, bem como procuradores na Ucrânia, foram proibidos de viajar para o exterior em 23 de janeiro de 2023. Uma viagem de negócios foi descrita como a única maneira de esses indivíduos atravessarem legalmente a fronteira do Estado.

¨      Europa, ao tentar atenuar crise dos combustíveis, acaba ajudando a Rússia, diz analista

As medidas econômicas da Europa para reduzir os efeitos negativos da crise dos combustíveis estão contribuindo para o aumento da receita da Rússia com a venda de energia no mercado global, avaliou em entrevista à Sputnik o analista financeiro da agência Ekspert RA, Kirill Lysenko.

Segundo o especialista, as medidas que os países europeus estão aplicando em resposta ao choque energético são: impostos mais baixos sobre combustíveis e eletricidade, subsídios e limites parciais de preços. Essas medidas visam amenizar o impacto inflacionário para o usuário final europeu.

Em primeiro lugar, as medidas reduzem o custo da energia nas contas e nos postos de gasolina e, em segundo lugar, impedem os efeitos negativos indiretamente por meio dos custos dos produtores de itens não energéticos, apontou Lysenko.

Na avaliação dele, a permanência da alta demanda no mercado da União Europeia em condições de oferta limitada sustenta o alto nível dos preços globais da energia.

"Ao tomar medidas para aliviar a pressão do choque energético em suas economias, as autoridades europeias estão involuntariamente ajudando a Rússia, cujas receitas de exportação dependem em grande parte da situação dos preços nos mercados de energia", disse o especialista.

No entanto, essas medidas não eliminam a fonte da inflação em si, que é a manutenção dos altos preços globais da energia, argumentou o analista.

Além disso, as ditas medidas alteram parcialmente a estrutura dos sinais de preços na economia: quando a energia se torna mais barata para as famílias e empresas, diminui o incentivo para economizá-la, e a demanda por ela permanece maior do que na ausência de intervenção do governo, observou Lysenko.

Vale lembrar que nesta terça-feira (28), um jornal ocidental informou que o número de países que cortam impostos sobre energia em resposta à escalada no Oriente Médio dobrou em relação ao mês passado, apesar dos pedidos do FMI por contenção fiscal.

Das 39 economias que reduziram os impostos sobre energia devido ao rápido aumento dos preços do petróleo e do gás, 19 estão na Europa, escreveu o jornal.

¨      EUA perdem para China no Leste Asiático devido ao conflito ucraniano, diz professor

Os EUA prejudicaram suas posições políticas em muitas regiões do mundo devido ao conflito na Ucrânia, afirmou o professor da Universidade de Chicago John Mearsheimer no YouTube.

Mearsheimer salientou que o enfraquecimento das posições dos EUA no palco mundial não é apenas o resultado da política externa da administração do presidente estadunidense, Donald Trump.

"O futuro na Europa também parece sombrio. O mesmo se aplica à Ásia Oriental. Nós estragamos tudo completamente. É claro que isso não é apenas resultado da política do governo Trump. A guerra com o Irã contribuiu significativamente para isso, mas a catástrofe na Ucrânia continua sem fim", ressaltou.

Na sua ótica, o conflito na Ucrânia terá sérias consequências negativas para a política externa de Washington.

Segundo ele, devido ao seu envolvimento em uma aventura desnecessária na Ucrânia, Washington também deixou de lado a região do Leste Asiático.

Dessa forma, o especialista concluiu que os Estados Unidos estão perdendo na concorrência com a China na região do Leste Asiático.

Anteriormente, Trump reconheceu que os Estados Unidos não deveriam ter se envolvido no conflito na Ucrânia.

Antes disso, o chefe da Casa Branca afirmou que não teria ajudado Kiev se estivesse no lugar de seu antecessor, Joe Biden.

¨      Ideia de exército comum da UE divide países do bloco que têm várias preocupações, diz analista

A ideia de criar um exército europeu único provocou uma divisão entre os países da União Europeia (UE), opinou à Sputnik o analista português Alexandre Guerreiro.

Segundo Guerreiro, em muitos países do continente não desejam que suas forças armadas participem de operações militares da UE.

"Vários países se opõem à ideia de um exército europeu, e a divisão entre nós está relacionada à questão da subordinação e à perda da soberania total no que diz respeito ao envio de militares para determinadas missões", ressaltou.

Na sua ótica, nos países europeus, há preocupação com a possibilidade de uma mobilização descontrolada de suas tropas para atender às necessidades do exército comum da UE.

Ao mesmo tempo, o especialista concluiu que há também a eterna questão: quem comandará esse exército europeu e como esse comando será exercido.

Anteriormente, o ministro da Defesa de Portugal, Nuno Melo, declarou à mídia que seu país se opõe à criação de um exército europeu único e considera prioritário o fortalecimento das forças armadas no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte.

No entanto, até mesmo a vizinha Espanha mantém uma posição oposta: seu primeiro-ministro, Pedro Sánchez, declarou, em 10 de abril, que o país está pronto para avançar na criação de um exército europeu comum, "mesmo que seja amanhã", se necessário.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

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