Ocidente
teme que Rússia proponha outra ordem mundial, diz político russo
O
Ocidente teme que a Rússia ofereça um projeto alternativo ao ocidental que
incluiria a construção de um mundo justo e seguro e que será apoiado por outros
países, disse o chefe do Conselho Presidencial para o Desenvolvimento da
Sociedade Civil e Direitos Humanos (CDH), Valery Fadeev.
Durante
a maratona educacional federal Znanie.Pervyie (Conhecimento. Primeiros), Valery Fadeev observou que as
autoridades ocidentais estão bem cientes de que a Rússia não quer
conquistar o Ocidente.
"Eles
têm medo de algo totalmente diferente. Eles temem que nós, nosso país,
ofereçamos uma alternativa, como já foi com o projeto soviético, que foi uma
alternativa ao projeto ocidental. E essa alternativa será apoiada",
disse o político russo.
Segundo
Fadeev, os elementos desse projeto alternativo são os valores que a Rússia
promove no discurso internacional: construção de um mundo multipolar e respeito a
todos os países e a todos os povos.
"Eles
[as autoridades dos países ocidentais] têm medo de que nós vamos propor um
caminho diferente, mais justo e mais seguro para o mundo", concluiu
Fadeev.
Ontem
(29), o presidente russo, Vladimir Putin, discursando no fórum "Diálogo
Aberto", afirmou que, hoje em dia, uma arquitetura mais complexa e
multipolar de desenvolvimento global está sendo formada.
Ele
observou que, nessa arquitetura, os Estados que realmente entendem e apreciam a
importância da soberania nacional nas esferas
política, econômica, cultural e social estão desempenhando um papel cada
vez mais importante, e eles próprios podem determinar o vetor de seu
desenvolvimento.
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Kiev quer impor mudanças através do terror contra a Rússia, mas nada mudará,
diz Putin
A
Ucrânia perde território diariamente e adota táticas terroristas contra a
Rússia, à espera de que isso mude a situação, mas tais métodos não funcionarão,
afirmou o presidente russo, Vladimir Putin.
"Estamos
conscientes de que o regime de Kiev e seus patrocinadores adotaram métodos
abertamente terroristas. As razões são claras e evidentes para todos. O inimigo
não pode conter o avanço de nossas forças na linha de frente", ressaltou o líder
russo.
Putin
também se referiu ao ataque ucraniano contra a refinaria de Tuapse e comentou que
a ação pode gerar sérias consequências ambientais. O ataque em questão,
segundo autoridades, não deixou vítimas.
"Cada
vez mais drones ucranianos atacam a infraestrutura civil. O exemplo recente são
os ataques contra instalações energéticas em Tuapse, que tem potencial para
trazer consequências sérias", destacou o presidente.
As
Forças Armadas ucranianas intensificaram seus
ataques contra
a infraestrutura de gás nos últimos meses. Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin,
já destacou que as Forças Armadas russas estão fazendo todo o possível
para mitigar a ameaça e acrescentou que as tentativas de Kiev de atacar as
instalações energéticas ameaçam agravar a situação global.
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Ao exigir armas nucleares, Zelensky provoca conflito nuclear sob aplausos do
Ocidente, diz Zakharova
O atual
líder ucraniano, Vladimir Zelensky, está criando as condições para um conflito
nuclear e sabotando as iniciativas de paz, afirmou na quarta-feira (29) a
representante oficial Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria
Zakharova.
A
diplomata destacou as palavras de Zelensky, que anteriormente havia afirmado
que a Ucrânia precisava tanto da adesão à Organização do
Tratado do Atlântico Norte (OTAN) quanto de armas nucleares como
garantias de segurança.
"De
fato, ele continua provocando um conflito nuclear com declarações como
essa. Além disso, a Europa Ocidental corre o risco de se tornar a primeira
vítima dessa chantagem. É óbvio que Zelensky não quer a paz. Ele deseja
prolongar as hostilidades por tempo indeterminado e está disposto a entrar em
uma escalada perigosa do conflito", ressaltou.
Segundo
ela, sob os aplausos e com o apoio dos patrocinadores ocidentais, Kiev
utiliza a questão das armas nucleares como meio de chantagem.
©
telegram SputnikBrasil
A
oficial lembrou que os combatentes das Forças Armadas da
Ucrânia,
que invadiram a região de Kursk em veículos da OTAN e com armamento de
fabricação ocidental, planejavam tomar e minar a usina nuclear de Kursk.
"E
o que lhes importa? Afinal, todos os dias, sob aplausos e, às vezes, com o
apoio de seus patrocinadores da OTAN, eles usam o tema das armas ou da energia
nuclear como forma de chantagem", sublinhou.
Além
disso, a representante oficial apontou que a prorrogação do estado de
guerra e a continuação da mobilização forçada na Ucrânia também mostram
que Zelensky não deseja a paz.
A
diplomata salientou que é evidente que Zelensky não quer a paz, pois deseja
prolongar indefinidamente as ações de combate, mesmo que isso resulte em
uma escalada perigosa do conflito.
Dessa
forma, Zakharova concluiu que, como parte dessa estratégia, Zelensky renovou o
estado de sítio na Ucrânia até 2 de agosto e promoveu uma mobilização forçada que, na
prática, se tornou o funeral do povo ucraniano.
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Chefe da AIEA alerta que risco de catástrofe nuclear atinge níveis da Guerra
Fria
O
presidente da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi,
advertiu na sua conta no X que atualmente a ameaça nuclear mundial
atingiu níveis do auge da Guerra Fria e apelou ao reforço do apoio ao Tratado
de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e ao sistema de garantias.
Rafael
Grossi escreveu que o Tratado
de Não Proliferação de Armas Nucleares existe há mais de cinco
décadas e é o tratado mais amplamente reconhecido no mundo nesta área.
"Este
é um momento muito particular. O risco de catástrofe nuclear aumentou para
níveis nunca vistos desde o auge da Guerra Fria. [...] No domínio nuclear
de hoje, enfrentamos um impasse precário, com mais atores, mais riscos e menos
clareza", declarou Grossi.
Abordando
o tema dos riscos nucleares, o presidente da instituição afirmou que o
tratado é a ferramenta multilateral mais forte do mundo para prevenir a
proliferação de armas nucleares. Segundo Grossi, a AIEA tem como
objetivo garantir que o material nuclear não seja desviado do uso pacífico para
o militar.
O chefe
da AIEA também alertou que uma guerra voltou à Europa e ao Oriente
Médio, exercendo enorme pressão sobre os mecanismos multilaterais que
sustentam a paz e a segurança.
O
Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares entrou em vigor em 1970.
Atualmente, 191 Estados participam das suas disposições, incluindo cinco
potências nucleares: Rússia, Estados Unidos, China, França e Reino Unido.
Em 5 de
fevereiro deste ano expirou outro tratado
de alta importância na esfera do controle sobre armas nucleares, o tratado
russo-americano Novo START. Foi o último instrumento vigente a
regulamentar os arsenais nucleares estratégicos da Rússia e dos Estados Unidos.
O
presidente russo, Vladimir Putin, anunciou a disposição da Rússia de aderir às
restrições do Novo START por um ano após o fim do acordo. Essa iniciativa
ainda está "sobre a mesa", mas Moscou ainda não recebeu uma
resposta dos Estados Unidos, declarou anteriormente o porta-voz do Kremlin,
Dmitry Peskov.
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Tanque T-72 russo resiste a ataques de drones na Ucrânia e é o melhor do mundo,
diz mídia
O
tanque russo T-72 tem altas capacidades de combate, por isso lidera no ranking
dos melhores tanques do mundo, afirma uma mídia estadunidense.
O
artigo aponta que a experiência das hostilidades
modernas prova
que o T-72 atende a todos os requisitos de um tanque eficaz.
"O
T-72, apesar dos drones e de outras adversidades que tem enfrentado, está
levando a melhor na guerra contra a Ucrânia para a Rússia", ressalta a
publicação.
Segundo
o material, apesar de sua fabricação ser simples, esse tanque tem se mostrado
altamente eficaz no contexto do conflito na Ucrânia.
Além
disso, é enfatizado que a Rússia consegue de produzir esses tanques em
massa, por isso o Exército russo não tem falta deles. A reportagem conclui
que todas as características mencionadas acima provam que o tanque T-72
russo é o melhor do mundo.
Anteriormente,
a corporação estatal russa Rostec informou que o tanque
T-72B3M, graças à sua capacidade de modernização, é uma plataforma com
possibilidades quase ilimitadas.
Segundo
o comunicado, o blindado de combate supera em múltiplas vezes os modelos
anteriores do T-72 devido a um sistema de mira moderno, novos meios de
proteção e motor mais potente.
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Fuga de parlamentares da Ucrânia está fazendo Zelensky
perder 'o trono', diz jornal
Em meio
a uma crise política iminente, o poder do líder ucraniano Vladimir Zelensky
está ameaçado, pois ele pode perder a maioria no parlamento devido à fuga de
deputados para o exterior, afirmou um jornal britânico.
Após o
início do conflito, Vladimir Zelensky estava no poder sem eleições, mas em
condições da lei marcial na
Ucrânia,
diz o jornal. No entanto, agora seu poder está ameaçado.
"Mas
uma série de fugas significa que ele pode em breve perder toda a maioria
[no parlamento]. Há informações de que um parlamentar fugiu para o Canadá
no mês passado. Se outro sair, Zelensky perderá a maior parte de sua influência
e acabará sendo forçado a buscar uma coligação", diz o artigo.
O autor
do artigo também lembrou que, no contexto dos problemas políticos
internos em
curso na Ucrânia, os pedidos de retomada das negociações com a
Rússia estão sendo cada vez mais ouvidos na comunidade política
internacional.
Além
disso, o material abordou os problemas internos no país relacionados com
a mobilização forçada em meio ao
aumento das deserções na linha de frente, o número das quais já
ultrapassou 300 mil casos.
Marca-se
que diariamente aparecem vídeos mostrando recrutadores
ucranianos usando
atos violentos contra população masculina da Ucrânia, enquanto os
pedestres costumam intervir e atacar recrutadores para proteger as pessoas
da mobilização violenta.
Todos
os funcionários, representantes das autoridades centrais e locais, bem como
procuradores na Ucrânia, foram proibidos de viajar para o exterior em 23
de janeiro de 2023. Uma viagem de negócios foi descrita como a única maneira de
esses indivíduos atravessarem legalmente a fronteira do Estado.
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Europa, ao tentar atenuar crise dos combustíveis, acaba
ajudando a Rússia, diz analista
As
medidas econômicas da Europa para reduzir os efeitos negativos da crise dos
combustíveis estão contribuindo para o aumento da receita da Rússia com a venda
de energia no mercado global, avaliou em entrevista à Sputnik o analista
financeiro da agência Ekspert RA, Kirill Lysenko.
Segundo
o especialista, as medidas que os países europeus estão aplicando em resposta
ao choque energético são: impostos
mais baixos sobre combustíveis e eletricidade, subsídios e limites parciais de
preços. Essas medidas visam amenizar o impacto inflacionário para o
usuário final europeu.
Em
primeiro lugar, as medidas reduzem o custo da energia nas contas e
nos postos de gasolina e, em segundo lugar, impedem os efeitos negativos
indiretamente por meio dos custos dos produtores de itens não energéticos,
apontou Lysenko.
Na
avaliação dele, a permanência da alta demanda no mercado da União Europeia em condições de
oferta limitada sustenta o alto nível dos preços globais da energia.
"Ao
tomar medidas para aliviar a pressão do choque energético em suas economias, as
autoridades europeias estão involuntariamente ajudando a Rússia, cujas
receitas de exportação dependem em grande parte da situação dos preços nos
mercados de energia", disse o especialista.
No
entanto, essas medidas não eliminam a fonte da inflação em si, que é a
manutenção dos altos preços globais
da energia,
argumentou o analista.
Além
disso, as ditas medidas alteram parcialmente a estrutura dos sinais de preços
na economia: quando a energia se torna mais barata para as famílias e
empresas, diminui o incentivo para economizá-la, e a demanda por ela
permanece maior do que na ausência de intervenção do governo, observou Lysenko.
Vale
lembrar que nesta terça-feira (28), um jornal ocidental informou que o
número de países que cortam impostos sobre energia em resposta à escalada no Oriente
Médio dobrou
em relação ao mês passado, apesar dos pedidos do FMI por contenção fiscal.
Das 39
economias que reduziram os impostos sobre energia devido ao rápido aumento dos
preços do petróleo e do gás, 19 estão na Europa, escreveu o jornal.
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EUA perdem para China no Leste Asiático devido ao
conflito ucraniano, diz professor
Os EUA
prejudicaram suas posições políticas em muitas regiões do mundo devido ao
conflito na Ucrânia, afirmou o professor da Universidade de Chicago John
Mearsheimer no YouTube.
Mearsheimer salientou que o
enfraquecimento das posições dos EUA no palco mundial não é apenas o resultado
da política externa da administração do presidente estadunidense, Donald Trump.
"O
futuro na Europa também parece sombrio. O mesmo se aplica à Ásia Oriental. Nós
estragamos tudo completamente. É claro que isso não é apenas resultado da
política do governo Trump. A guerra com o Irã contribuiu significativamente
para isso, mas a catástrofe na Ucrânia continua sem fim", ressaltou.
Na sua
ótica, o conflito na
Ucrânia terá
sérias consequências negativas para a política externa de Washington.
Segundo
ele, devido ao seu envolvimento em uma aventura desnecessária na
Ucrânia, Washington também deixou de lado a região do Leste Asiático.
Dessa
forma, o especialista concluiu que os Estados Unidos estão perdendo
na concorrência com a China na região do Leste Asiático.
Anteriormente,
Trump reconheceu que os Estados Unidos não deveriam ter se envolvido no
conflito na Ucrânia.
Antes
disso, o chefe da Casa Branca afirmou que não teria ajudado Kiev se estivesse
no lugar de seu antecessor, Joe Biden.
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Ideia de exército comum da UE divide países do bloco que
têm várias preocupações, diz analista
A ideia
de criar um exército europeu único provocou uma divisão entre os países da
União Europeia (UE), opinou à Sputnik o analista português Alexandre Guerreiro.
Segundo
Guerreiro, em muitos países do continente não desejam que suas forças armadas
participem de operações militares da UE.
"Vários
países se opõem à ideia de um exército europeu, e a divisão entre nós está
relacionada à questão da subordinação e à perda da soberania total no que diz
respeito ao envio de militares para determinadas missões", ressaltou.
Na sua
ótica, nos países europeus, há preocupação com
a possibilidade de uma mobilização descontrolada de suas tropas para atender às
necessidades do exército comum da UE.
Ao
mesmo tempo, o especialista concluiu que há também a eterna questão: quem
comandará esse exército europeu e como esse comando será exercido.
Anteriormente,
o ministro da Defesa de Portugal, Nuno Melo, declarou à mídia que seu país se
opõe à criação de um exército europeu único e considera prioritário o
fortalecimento das forças armadas no âmbito da Organização do
Tratado do Atlântico Norte.
No
entanto, até mesmo a vizinha Espanha mantém uma posição oposta: seu
primeiro-ministro, Pedro Sánchez, declarou, em 10 de abril, que o país está
pronto para avançar na criação de um exército europeu comum, "mesmo
que seja amanhã", se necessário.
Fonte:
Sputnik Brasil

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