Trump
tenta resolver problemas econômicos internos dos EUA por meio de hostilidades,
avalia analista
O
presidente norte-americano, Donald Trump, não consegue cumprir sua promessa
eleitoral de equilibrar o orçamento estatal e, por isso, tenta resolver
problemas econômicos internos iniciando hostilidades contra a Venezuela e o
Irã, afirmou em entrevista à Sputnik o economista turco Hakan Topkurulu.
Em
entrevista à Sputnik, o especialista turco explicou por que o chefe da Casa
Branca, Donald Trump, iniciou sua campanha militar contra o Irã. A principal razão
está na incapacidade dos Estados Unidos de enfrentar grandes potências
econômicas.
Em
particular, em março de 2021, a China e o Irã assinaram um acordo com
prazo de 25 anos, segundo o qual Pequim se comprometeu a fazer investimentos de
US$ 400 bilhões (R$ 2,12 trilhões) na indústria de petróleo, gás e petroquímica
iraniana, enquanto Teerã garantiu a venda de seu petróleo ao parceiro asiático com descontos.
Além
disso, a China compra petróleo e gás em grandes quantidades de outros
países do golfo Pérsico: Iraque, Kuwait, Arábia Saudita, Bahrein, Catar,
Emirados Árabes Unidos e Omã. No total, a China recebe 38% de todo o petróleo
que passa pelo estreito de Ormuz. De 50% a 55%
das necessidades de petróleo da China são supridas pelos países do golfo
Pérsico, explicou Topkurulu.
É
possível supor que essa situação benéfica tanto para a China quanto
para o Irã não agradou aos Estados Unidos.
"Obviamente,
os Estados Unidos, tentando melhorar a situação do orçamento, estavam em
uma situação desesperadora. Trump quebrou sua promessa de campanha e tenta
implementar o slogan 'Make America Great
Again' não
por meio do comércio, mas pela guerra", disse o especialista turco.
Topkurulu traçou
um paralelo entre as recentes ações dos Estados Unidos no cenário
internacional e a situação no mar do Caribe nos séculos XV e XVI. Depois que
Cristóvão Colombo descobriu a América e os europeus começaram a saquear o
continente, esse mar foi ocupado por piratas europeus que tentavam, pela
força bruta, obter as riquezas do continente.
"Nas
condições atuais, a administração dos EUA seguiu o mesmo caminho com o
objetivo de equilibrar o orçamento. Primeiro, Trump ameaçou a Venezuela, depois
partiu para o Irã", disse o especialista turco.
No
entanto, ele acrescentou que hoje não será possível resolver os problemas
econômicos por meios militares. Os Estados Unidos, percebendo isso,
voltaram à prática de imprimir dinheiro, completou Topkurulu.
"O
poder dos EUA já não é suficiente para lidar com aqueles que os
desafiam", concluiu.
Enquanto
isso, o nível da dívida pública dos EUA voltou a subir em meio à
falta de votos no Congresso para aprovar um novo orçamento e às consequências
negativas da imposição de tarifas de Donald
Trump.
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Bloqueio no estreito de Ormuz ameaça fertilizantes e acende alerta global de
crise alimentar
A
interrupção do fluxo de energia pelo estreito de Ormuz está elevando o risco de
um choque alimentar global, já que o aumento dos preços do gás pressiona a
produção de fertilizantes e setores industriais competem com a agricultura por
insumos e logística, escreveu a mídia britânica, nesta quarta-feira (22).
Segundo o Financial
Times, comerciantes têm alertado que o mundo opera "com tempo
emprestado", diante de um cenário em que gargalos energéticos
rapidamente se convertem em ameaças à segurança alimentar, ao referenciar
os reflexos da guerra dos EUA e
Israel contra o Irã.
O
estreito, responsável por cerca de um quinto das exportações globais de
petróleo e gás natural liquefeito (GNL) e por um terço do comércio marítimo de
fertilizantes, tornou-se um ponto crítico para a produção de alimentos.
A redução do fluxo de
GNL já
restringe o consumo industrial, com fábricas — especialmente as de
fertilizantes — respondendo por cerca de 40% da queda na
demanda desde o início dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã no fim
de fevereiro.
Como o
gás natural é matéria-prima essencial para fertilizantes nitrogenados,
a queda na oferta ameaça diretamente a produção agrícola. Especialistas
alertaram à apuração que, sem normalização rápida, a crise energética pode se
transformar em crise alimentar, elevando preços e reduzindo colheitas nas próximas
temporadas.
Contudo,
a guerra no Oriente Médio também afeta a logística global. O fechamento do
estreito pelo Irã e o bloqueio naval dos EUA provocaram congestionamentos
em rotas alternativas, como o canal do Panamá, onde petroleiros passaram
a disputar espaço com
navios graneleiros, elevando custos e tempos de espera para até 40 dias.
Com
isso, o frete de cargas agrícolas — especialmente grãos — subiu entre 50%
e 60%, pressionando agricultores norte-americanos que já enfrentam dificuldade para competir com produtores
de menor custo, como o Brasil. As margens ficam mais estreitas e o acesso a
mercados emergentes se torna mais difícil.
O
aumento do custo do combustível marítimo agrava a situação, levando navios a
reduzir velocidade e diminuindo a capacidade efetiva do transporte global
de granéis. Essa combinação introduz ineficiências em toda a cadeia logística,
ampliando o risco de desabastecimento e encarecimento dos alimentos.
Ainda
segundo a mídia, comerciantes agrícolas alertam que o mercado ainda não
precificou totalmente uma interrupção prolongada no fornecimento de
fertilizantes e insumos essenciais. A expectativa de um conflito curto levou
investidores a subestimar o impacto potencial, mas
mesmo seis meses adicionais de bloqueio poderiam afetar o ciclo agrícola de
2027.
Além
disso, cresce a competição por insumos críticos, como o enxofre, desviado
para setores industriais de maior valor
agregado, deixando os produtores de fertilizantes em desvantagem.
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Colapso do transporte no Oriente Médio impulsiona papel da Rota Marítima do
Norte, opina especialista
A
situação em torno do estreito de Ormuz pode promover o desenvolvimento da Rota
Marítima do Norte, que oferece uma opção mais segura para transportar
hidrocarbonetos aos mercados de vendas, disse à Sputnik o doutor em Economia
russo Aleksei Fadeev.
Na
opinião do professor Fadeev, o valor da Rota Marítima do Norte está
aumentando no contexto do conflito do Oriente Médio, que pode se tornar um
catalisador para o desenvolvimento dos caminhos marítimos do norte.
Ele
ressaltou que, devido à situação no Oriente
Médio,
a demanda por hidrocarbonetos aumentou significativamente.
"Hidrocarbonetos
russos, 90% do gás russo, por exemplo, são produzidos em grande parte no
Ártico. E hoje, a Rota Marítima do Norte está se transformando não apenas
em uma rota para a exportação de hidrocarbonetos russos, mas também
em uma hidrovia para a entrega de matérias-primas aos mercados,
principalmente para a região da Ásia-Pacífico, que já estava crescendo
ativamente antes do conflito no Oriente Médio", disse Fadeev.
Ao
mesmo tempo, segundo Fadeev, se o estreito de Bab al-Mandeb for afetado
pelo conflito, que, juntamente com o canal de Suez, faz parte do mesmo corredor
marítimo estratégico que liga o mar Mediterrâneo ao oceano Índico, isso
significará o colapso do comércio mundial.
"Porque
hoje 25-30% de todo o comércio mundial passa pelo canal de Suez. E, nesse
contexto, a Rota Marítima do Norte vai 'se mostrar' de uma forma
completamente diferente", explicou o interlocutor da agência.
Fadeev
explicou que o valor dessa rota marítima na situação atual reside no fato de
que essa artéria, diferentemente da rota ao redor da África, é desprovida
da maioria das ameaças, é mais curta, não existe a probabilidade de ataques de
piratas, o custo dos seguros é menor e a Rússia, por sua vez, pode
garantir a segurança da passagem por essa hidrovia.
A Rota Marítima do
Norte é
a principal via de comunicação marítima no Ártico russo. Ela percorre ao longo
da costa norte da Rússia através dos mares do oceano Ártico, conecta os
portos europeus e do Extremo Oriente da Rússia, bem como os estuários dos rios
navegáveis da Sibéria, em um único sistema de transporte. Sua extensão é
de 5.600 km.
Anteriormente,
o diretor do Departamento de Assuntos Europeus do Ministério das Relações
Exteriores da Rússia, Vladislav Maslennikov, afirmou que a Rússia está
pronta para cooperar com todos os países no uso da Rota Marítima do Norte,
incluindo com os Estados do Ártico Ocidental, se mostrarem interesse.
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Casa Branca
compila uma lista dos países 'bons e maus' da OTAN, após recusa em apoiar
guerra no Irã
Os EUA
compilaram uma lista de países da Organização do Tratado do Atlântico Norte
(OTAN) com base em suas contribuições para o bloco, escreveu a mídia ocidental
com referência a três diplomatas europeus e um funcionário do Pentágono.
"A
Casa Branca elaborou algo semelhante a uma 'lista de países bons e maus' da
OTAN, enquanto a administração Trump procura
maneiras de punir os aliados que se recusaram a apoiar a guerra contra o
Irã", diz o artigo.
De
acordo com fontes, o documento foi preparado na véspera da recente visita do
secretário-geral da Aliança, Mark Rutte, a Washington.
O
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia declarado anteriormente que
estava considerando
seriamente a saída da OTAN após a aliança se recusar a ajudar Washington em
sua operação contra o Irã.
Ele
chamou a resposta dos aliados ao pedido relevante de "mancha
permanente" e ressaltou que os EUA não precisam da ajuda dos países do
bloco que, segundo Trump, fazem de tudo para evitar fornecê-la.
O chefe
da Casa Branca também alertou que ele estava pronto para se despedir da aliança
por causa das posições de outros Estados sobre o controle dos EUA
sobre a Groenlândia.
O secretário de Estado, Marco Rubio, observou que Washington terá que
repensar a importância do bloco militar para si mesmo após o término do
conflito no Oriente Médio.
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Trump decidiu encobrir a derrota dos EUA declarando uma
trégua indefinida com o Irã, diz diplomata britânico
O
presidente dos EUA, Donald Trump, estendeu o cessar-fogo com o Irã para
encobrir a derrota das tropas americanas, tal opinião expressou na rede social
X o ex-embaixador britânico no Uzbequistão, historiador e publicista Craig
Murray.
"Não
estou desistindo, estou prolongando minha trégua perpetuamente. De maneira
unilateral", ironizou o diplomata, comentando a notícia de que o líder dos
EUA havia estendido a trégua com o Irã por
um período indefinido.
Teerã e
Washington anunciaram
cessar-fogo há
duas semanas. Durante esse período, realizaram conversações em Islamabad no
Paquistão, que, no entanto, terminaram sem resultados.
Outra
reunião foi agendada para quarta-feira (22), mas o Irã se recusou a comparecer.
Segundo relatou Tasnim, as autoridades da República Islâmica consideraram
os contatos com os EUA uma perda de
tempo, pois eles impedem um acordo que acomodaria ambas as partes.
De
acordo com a agência IRNA, o Irã tomou essa decisão por causa do bloqueio no
estreito de Ormuz e das demandas excessivas e irreais dos EUA.
Na
noite de terça-feira (21), Trump anunciou uma extensão do cessar-fogo com o
Irã. No entanto, o chefe da Casa Branca prometeu continuar o bloqueio dos portos
iranianos.
Segundo ele, o Paquistão pediu aos EUA para adiar os ataques ao Irã até que
Teerã apresente uma proposta de negociações.
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EUA ampliam ações navais contra o Irã para fora do Oriente Médio, diz mídia
Forças
dos Estados Unidos apreenderam o petroleiro Tifani no oceano Índico, suspeito
de contrabando de petróleo iraniano, ampliando operações militares além do
Oriente Médio, informou um jornal norte-americano.
A ação
ocorre em paralelo ao bloqueio naval contra o Irã, que já impediu dezenas
de navios de operar. Washington afirma que continuará pressionando Teerã,
enquanto negociações seguem condicionadas a exigências como o fim do programa
nuclear iraniano.
Os EUA
também reforçam presença militar na região, com envio adicional de
porta-aviões e monitoramento de outras embarcações ligadas ao país.
Em 28
de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã,
incluindo Teerã. Na madrugada de 8 de abril, Trump anunciou o acordo com Teerã
sobre um cessar-fogo de duas
semanas.
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Inteligência dos EUA acredita que o Irã mantém recursos militares
significativos, revela mídia
A
inteligência dos EUA acredita que o Irã manteve recursos militares
significativos, apesar dos relatórios da administração sobre a destruição das
capacidades defensivas e ofensivas da República Islâmica, afirma o canal de TV
NBC com referência a uma declaração de legisladores americanos.
"A
inteligência militar dos EUA acredita que o Irã ainda tem recursos militares
significativos", diz o site do canal.
Também
é observado que a inteligência militar discorda das declarações do
presidente dos EUA,
Donald Trump, e do chefe do Pentágono, Pete Hegseth, que reivindicaram o
controle total do espaço aéreo iraniano e a destruição da indústria de defesa
iraniana.
Segundo
o testemunho perante o Congresso do diretor da agência de inteligência do
Pentágono, tenente-general James Adams, o Irã mantém um arsenal de
milhares de mísseis e drones que poderiam representar uma ameaça para as forças
dos EUA e seus aliados no Oriente
Médio.
Em 28
de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã,
incluindo Teerã. Na madrugada de 8 de abril, Trump anunciou o acordo com Teerã
sobre um cessar-fogo de duas
semanas.
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EUA correm risco de ficar sem mísseis-chave em futuros conflitos devido à
guerra com Irã, diz relatório
Os
Estados Unidos correm o risco de enfrentar uma escassez crítica de mísseis de
alta precisão em futuros confrontos de grande escala devido ao esgotamento de
seus arsenais durante o conflito com o Irã, diz um novo relatório analítico do
Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês).
O CSIS
estimou que o uso intensivo de tipos essenciais de mísseis nas últimas
semanas levou a uma redução significativa nos estoques, enquanto a
restauração da capacidade de produção ao nível necessário pode levar vários
anos.
Por
exemplo, no primeiro mês do conflito com o Irã, os Estados Unidos lançaram mais
de 850 mísseis de cruzeiro
Tomahawk.
Com o custo de um míssil de US$ 2,6 milhões (R$ 13,53 milhões), levará 47
meses para restaurar completamente o arsenal gasto com as capacidades
atuais.
Entretanto,
os arsenais de mísseis de defesa
antiaérea Patriot diminuíram
de 1.060 a 1.430 unidades. Segundo analistas do CSIS, levará 42 meses para
restaurar os estoques desses mísseis, cada qual custa US$ 3,9 milhões (R$ 20,28
milhões).
Uma
situação semelhante ocorreu com os complexos THAAD: com uma reserva
pré-guerra de unidades 360, os militares dos EUA gastaram de 190 a 290
desses mísseis interceptores, e o custo de uma dessas unidades é de 15,5
milhões (R$ 80,6 milhões), com um período de restauração de 53 meses.
O
conflito com o Irã também esgotou os estoques dos EUA dos mais
recentes mísseis balísticos
de alta precisão PrSM (Precision
Strike Missile) da classe terra-ar.
Das 90
unidades disponíveis, de 40 a 70 unidades foram usadas, e o custo de cada
foguete de US$ 1,6 milhão (R$ 8,32 milhões) em um ciclo de produção de 46 meses
torna a restauração desta frota extremamente difícil e uma tarefa de longo
prazo, calculou o CSIS.
Além
disso, de acordo com o relatório, dos 4.000 mísseis da classe
ar-terra JASSM,
no valor de US$ 2,6 milhões por unidade (R$ 13,53 milhões), mais de 1.000
unidades foram gastas, que levará 48 meses para serem reabastecidas.
Mísseis multiuso
SM-6 (Standard
Missile-6) também foram usados ativamente: foram gastos de 190 a 370
unidades, enquanto o custo de um foguete é de US$ 5,3 milhões (R$ 27,56
milhões) e o prazo de entrega é de 53 meses.
Os
mísseis SM-3 mais caros e escassos custaram US$ 28,7 milhões (R$
149,24 milhões) por unidade. De acordo com cálculos do CSIS, durante o conflito
com o Irã, foram lançadas de 130 a 250 unidades das 410 existentes. Serão
necessários 64 meses para completar esse arsenal.
Especialistas
do CSIS concluíram que a redução dos estoques de munição cria riscos no
curto prazo. Em sua opinião, uma guerra potencial com um rival tão forte como a
China exigiria
o consumo de munição em volumes muito maiores do que os registrados
em um conflito com o Irã.
E como
as reservas pré-guerra já eram insuficientes, seu nível atual
limitaria significativamente as capacidades operacionais dos Estados Unidos no
caso de novos confrontos no futuro, concluíram os analistas.
Fonte:
Sputnik Brasil

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