Carlos
Piovezani: Medos, ansiedades e outros afetos
“Dar o
máximo é o mínimo”. “O impossível é só o começo…”
Eis aí
dois slogans publicitários de uma predadora instituição financeira. Seu cinismo
supera a hipérbole, a antítese e o paroxismo das pregnantes fórmulas de sua
publicidade. Seus descarados oxímoros pretendem passar por atraente e
estimulante paradoxo. Em outra de suas campanhas, a empresa se anunciava como
“patrocinadora oficial do Brasil” nas Olímpiadas de Paris, em 2024, enquanto
afirmava que um de seus mais vantajosos serviços era a “dolarização do
patrimônio” de seus clientes.
No
cínico discurso neoliberal, não há problema algum em dizer uma coisa e fazer
outra, assim como não há nenhum inconveniente em dizer uma coisa e seu
contrário logo em seguida. Alguns de seus mais danosos êxitos consistem em
criar servos que comunguem dos desejos de seus senhores e em fazê-los defender
os interesses de quem os explora, como se fossem os seus próprios. Em suma,
esses servos são criados não só para serem explorados e oprimidos por
poderosos, mas também para atenuar ou escamotear seu sofrimento com paixões
positivas, tais como o entusiasmo, a confiança, a emulação, a superação e o
orgulho.
Nem só
de paixões tristes vivem os empobrecidos e os mais ou menos remediados. Sem
dúvida, entre eles e entre outros de melhores condições sociais e econômicas,
grassam medos, ódios e ressentimentos em relação a classes, grupos e sujeitos
subalternizados, que conquistaram alguns importantes e ainda insuficientes
direitos sociais e civis, que conseguiram algumas importantes e ainda
insuficientes participações na política e na vida pública.
Mas os
afetos de uma imunitas se conjugam com os de uma comunitas. Não há formação e
consolidação de comunidades somente com base no ódio e em outros afetos do
malquerer imunitário. O amor e outros sentimentos do bem-querer comunitário
também desempenham papeis fundamentais em sua criação e em seu fortalecimento.
Em nossos tempos de hegemonia neoliberal, um dos modos de promover esse
terrível bem-querer é preencher práticas e ideias dessa forma de vida, que gera
e gere sofrimentos, com uma carga semântica de “modernidade”, “progresso”,
“liberdade”, “iniciativa” e “autonomia”.
Assim,
se formou e se incrementou uma confusão entre neoliberalismo e estilo de vida
up to date. Defender medidas políticas de redução das abissais desigualdades e
aderir a grupos e ações coletivas como sindicatos, cooperativas e afins soa
como algo ultrapassado, cheira a bolor ou naftalina e contrasta com a vontade,
o ímpeto e o orgulho de empreender e de vencer por si mesmo.
De
certo modo, o inconformismo, a indignação e a revolta mudaram de lado. Frente a
miséria de milhões, se diz: “Cada um que se vire!”. Diante das fortunas de
alguns poucos, se afirma: “Quanto talento!”. Culpas e méritos se distribuem
individualmente. “É assim que deve ser”… Explorados, expropriados, oprimidos e
alienados se alinham a seus algozes e concebem a forjada hegemonia da esquerda
e seus programas e valores progressistas, inclusivos e afirmativos como
inimigos de sua suposta liberdade igualmente distribuída de sonhar e realizar
seus sonhos.
A
escravidão contemporânea alcançou o êxito de fazer o escravizado defender sua
escravização como se ela fosse liberdade. Por essa razão, a exaustão e a
redução da vida ao trabalho sem criação são chamadas de “autonomia”. Na
superfície, não há paixão triste alguma nesta reportagem: “Motorista ganha R$
300 mil com Uber adotando ‘rotina radical’ em SP”. Muito ao contrário. A
seguinte passagem do texto é uma cínica e sedutora promessa diretamente
dirigida a seu interlocutor.
Repleta
de esperança aparente, ela dissimula o sofrimento, a exploração e renúncia da
vida, ao considerá-los como “esforço” seguido de “merecida” compensação
financeira: “Você já pensou em ganhar R$ 320 mil por ano trabalhando como
motorista de aplicativo? O valor que parece irreal foi faturado pelo motorista
Munir Orra, de 40 anos, de São Paulo. O motorista conta que em 2022, quando
faturou R$ 321 mil ele ficava ‘disponível’ 18 horas por dia na plataforma, de
segunda a segunda. E no ano seguinte, o faturamento bruto foi de quase R$ 293
mil.
A
servidão não é voluntária. O “autônomo”, o “freela” ou o “colaborador” não se
entregam deliberadamente a essa escravidão de nossos dias. Com seus próprios
carros, motos ou bicicletas, com seus próprios computadores ou celulares, com
seus próprios corpos e almas, muitos deles foram persuadidos de que trabalham
para si mesmos e experimentam ilusórios, mas eficientes contentamentos.
Suas
alegrias têm diferentes formas: estar ou se imaginar em melhores condições
morais, sociais ou econômicas do que outros, compartilhar orgulhosamente
valores e ideias dominantes de seus iguais ou superiores, gozar da “liberdade”
e do “privilégio” de ser seu próprio chefe e dispor de seu tempo como bem
entender, entre outras.
Quem
foi jogado e mantido na espiral do silêncio ou pôde apenas rara e precariamente
se manifestar e ter sua voz ouvida com alguma atenção e respeito, quem não teve
sua condição humana reconhecida ou a teve só muito parcialmente, fica bastante
propenso a se agarrar às boias de salvação que são os diversos modos de
identificação com a ideologia de quem lhes parece superior e/ou de quem
supostamente poderia lhes servir de porta-voz, lhes prestar alguma escuta e
lhes reconhecer certa ou suplementar humanidade. Desfrutar dessas experiências
reais ou imaginárias de partilhas, pertenças e premiações oferece maiores ou
menos euforias de um “Sim!”: “Sim, eu quero, eu posso, eu tenho, eu sou…”.
Há uma
precariedade nessas partilhas, pertenças e premiações da comunidade neoliberal.
As satisfações relativas que elas proporcionam convivem com um mal-estar
praticamente generalizado. Além dos inimigos externos, no próprio cerne da
comunidade e mesmo no interior de cada uma e de cada um de nós, críticos de
suas raízes, de seu funcionamento e de seus efeitos, mora um concorrente
implacável. O neoliberalismo ultrapassou a condição de modelo econômico e se
tornou uma “nova razão do mundo” ou uma forma de vida que se resume à “gestão
do sofrimento psíquico”.
A
concorrência e a produção são elementos fundamentais de sua lógica. Em
condições sociais e econômicas diversas, produzimos mais do que o necessário e
nos esgotamos, nos julgamos e nos condenamos, convencidos de não termos feito o
suficiente: “Ainda tenho tanta coisa pra fazer”, “Devo me atualizar”, “Preciso
me esforçar mais…”, “Fulano está se empenhando mais do que eu…” etc. etc. Com
essa constante cobrança e com uma dívida eterna, as dores, as angústias e mesmo
as humilhações devem ser encaradas como “desafios” a serem enfrentados com
“resiliência” e encarados como “oportunidades de superação”.
Não sem
razão, o caso de rebaixamento de uma garçonete dos EUA se tornou notícia e
exemplo de sucesso. Segundo o relato da própria Savanah Pierce, uma das
clientes de uma mesa que ela atendia lhe teria dito: “Você está fazendo um
trabalho horrível!”. E desdobrado, logo em seguida, uma série de falhas em seu
atendimento.
A
sequência do episódio ainda se agravaria, porque a submissão de quem servia a
quem estava sendo servida se impôs, mesmo diante de uma prestação de serviço
que não parecia deixar tanto a desejar: “Honestamente, eu não achava que estava
fazendo um trabalho tão ruim, mas aceitei e tentei agradá-la”. Mais do que
isso. Quando Pierce levou a conta à mesa da cliente insatisfeita, lhe agradeceu
pela “a oportunidade de aprender e crescer como garçonete” e acrescentou: “Foi
um prazer atendê-los”.
Hegemonia
neoliberal e desigualdades obrigaram a “colaboradora” a bem atender àquela
freguesa, a lhe agradecer cordialmente pelo destrato e, enfim, a lhe ser
subserviente, mesmo diante de uma injustificada hostilidade. A garçonete ainda
sofreria dois gestos antipáticos: a cliente não lhe dirigiu o olhar nem
tampouco a palavra e não lhe deixou gorjeta.
Casos
como esse não são raros. No Brasil, onde o lema “O cliente tem sempre razão” é
dogma e subterfúgio para a humilhação de pessoas subalternizadas e empregadas
de forma precária, eles são absolutamente corriqueiros. Porque ela é
estadunidense, branca, jovem e de olhos claros, exceto pela dominação
masculina, é pouco provável que Savanah Pierce tenha passado por muitas
situações semelhantes. Sua relativa notoriedade derivou de sua capacidade de
fazer “limonada” do “limão”.
Trata-se
da típica história de “superação” tão ao gosto do neoliberalismo. Sua dor se
transformou em “oportunidade de crescimento” e em “capitalização” de um dos
mais precisos bens de nossos dias: o acúmulo de capital de visibilidade. A
garçonete publicou seu relato numa conhecida rede “social” e seu vídeo alcançou
a marca de “2,3 milhões de visualizações”.
Dado o
viés predominante das notícias sobre o episódio, de suas reproduções e
comentários em redes sociais e do próprio vídeo de Pierce, mesmo as raras
críticas reproduzem a abordagem moralizante e personalista do caso e de suas
personagens. O comportamento ácido e soberbo da cliente e a postura considerada
subserviente da garçonete são aí reduzidas às personalidades de ambas, à “falta
de educação” da primeira e à ausência de “coragem” da segunda. Não há elogios à
freguesa “mal-educada”, mas existe muito entusiasmo com o procedimento e com a
performance de Pierce.
Independentemente
de censuras ou de elogios, o que é narrado e as formas da narrativa apagam
processos históricos, relações sociais e dimensão política, em benefício do
foco exclusivo nas posturas e nos sentimentos individuais. No limite, o
destempero da cliente não precisa ser reprovado, porque se tornou oportunidade
oferecida, enquanto a humilhação da garçonete deve ser exaltada, porque se
tornou ensejo e prova de sua “resiliência”.
Por que
seria preciso tratar de história, sociedade e política, onde o rebaixamento é
sucedido de superação e gratidão, onde quem é humilhado agradece e aplaude quem
o humilhou? Tudo ali é muito edificante, basta atitude pessoal para mudar o
mindset. Além disso, a única circunstância em que as referências às pessoas
físicas são substituídas por uma menção a uma jurídica ocorre quando Pierce
fala do restaurante. Trocam-se as pessoas, trocam-se os pronomes, mas a
ladainha neoliberal não se modifica: muito mais do que um salário (Justo? Ou
talvez somente pagamento eventual, em razão de sua condição de freelancer…), o
estabelecimento lhe ofereceu uma inestimável oportunidade de crescimento
profissional e pessoal.
Todo
dolo e todas as dores da era neoliberal têm na linguagem uma força fundamental.
Com o objetivo de eliminar desde os pequenos sonhos até as grandes utopias, os
poderosos incrementam o poder opressor de suas próprias palavras e esvaziam o
potencial transformador das palavras alheias. No plano dos usos da língua,
entre outros, seus recursos e suas estratégias se desdobram da hipocrisia ao
cinismo e deste último ao sarcasmo. Seus empregos muito eficazes não têm nada
de casual.
Eis
aqui apenas um exemplo recente para ilustrar seus planos e ações e para
encerrar esta nossa apresentação. Em 1990, o deputado Newt Gingrich do Partido
Republicano dos EUA enviou uma circular intitulada Language: a Key Mechanism of
Control (Linguagem: um instrumento chave de controle) a seus colegas de sua
bancada no Congresso. O documento continha dezenas de substantivos, verbos e
prefixos divididos nesta singela oposição: “palavras positivas” e “palavras
negativas”.
De
fato, o primeiro grupo tem por título a seguinte formulação: Optimistic
positive governing words (Governar com palavras otimistas). Seria por meio
dessas palavras que os republicanos deveriam se referir a si mesmos. Já o grupo
das “palavras negativas”, intitulado Contrasting words (Palavras
contrastantes), era a fonte onde se buscava os termos adequados para atacar
seus adversários políticos.
As
palavras que constam entre as “positivas” na circular “republicana” se tornaram
onipresentes na linguagem política de nossos tempos e poderiam ser livremente
traduzidas nestes termos da Língua portuguesa: “liberdade”, “escolha”,
“superação”, “liderança”, “competição”, “controle”, “segurança”,
“empoderamento”, “orgulho”, “visão”, “direitos” e “verdade”, entre outros. Por
sua vez, as negativas também não nos soam estranhas: “corrupção”, “crise”,
“hipocrisia”, “incompetência”, “mentira”, “ultrapassado”, “doença”, “radical” e
“vergonha”.
Há algo
elementar nesse trabalho sobre a linguagem: o poder não se exerce sem a língua
e as palavras produzem pensamentos e paixões favoráveis a grupos conservadores
e contrários a seus oponentes. A circular do deputado republicano estadunidense
era uma das etapas desse processo, porque sua seleção lexical e o contraste
psicológico estavam baseados em amplos e custosos experimentos de psicologia
comportamental com grupos focais. Assim eram produzidos os chamados think tanks
neoliberais. A psicologia servia mais do que nunca à política e concorria para
consolidar a redução de interesses coletivos à publicidade.
Quase
três décadas mais tarde, quando as palavras positivas da psicologia da
felicidade neoliberal já tinham se tornado consenso e automatismo, o Frank
Luntz publica a obra Words that work (Palavras que funcionam), que tem por
subtítulo It’s not what you say, it’s what people hear (Não é o que você diz, é
o que as pessoas ouvem).
Em
2007, esse reconhecido especialista divulgava pressupostos, métodos e
resultados de seus experimentos comportamentais. Além do funcionamento de uma
verdadeira engenharia semântica desenvolvida pelos pensadores neoliberais, ecoa
uma antiga lição da retórica clássica: a linguagem tem efeitos mágicos. Ela nos
permite não somente falar de determinadas realidades, mas também apresentá-las
sob uma determinada perspectiva e provocar respostas e atitudes consistentes em
nossos interlocutores.
Entre
outros tantos, os usos desses slogans publicitários podem nos incitar ou
inibir, nos gerar confiança ou medo e nos inspirar simpatia ou repulsa.
Factualmente, o mundo é o mesmo, assim como as enormes desigualdades e as
injustiças mais vis são evidências empíricas, mas o cinismo e o sarcasmo da
fórmula “Dar o máximo é o mínimo” produzem indignação em alguns de nós. Já a
pregnância de sua forma e o consenso de seu conteúdo promovem um entusiasmo,
ainda que fadado à frustração, em muitos outros.
Graças
à hegemonia neoliberal, só a inércia já teria força suficiente para continuar a
repetir o movimento desse vicioso círculo emocional. Porém, as engrenagens
dessa máquina continuam a ser azeitadas pelos donos do tempo e do dinheiro, por
seus ideólogos e psicólogos. Pior do que isso: junto com sua supremacia
ideológica, eles agora têm a seu serviço as Big Data, a inteligência artificial
e um amplo e poderoso arsenal de tecnologias de linguagem que transformam essa
grande máquina num monstro colossal.
Sua
força e sua eficácia derivam de sua atuação tanto a montante quanto a jusante
da linguagem e de suas intrínsecas relações entre as palavras, os poderes e as
paixões. No outro polo da saturação dos termos, expressões e outros recursos
linguísticos e simbólicos da hegemônica ideologia neoliberal, tem sido
produzido um intenso e extenso esvaziamento dos poderes transformadores da
linguagem da crítica e da denúncia, dos sonhos e das utopias.
Alguns
dos passos da demonização e dos prenúncios da morte da política são sua redução
à publicidade e ao consumo, a conjunção entre psicologia da felicidade e ódio a
subalternizados como paixão política legítima, as dissonâncias cognitivas
coletivas e a teologia da prosperidade. Um fator decisivo da agonia da política
reside nestas frustrantes disjunções em práticas e palavras do poder:
(i) falar algo em público e fazer coisa
diversa ou inversa no privado;
(ii) dizer uma coisa agora e outra logo em
seguida;
(iii) se desonerar de qualquer responsabilidade
pelo que se disse;
(iv) falar qualquer coisa, inclusive as mais
cínicas e sarcásticas, graças à concentração de poder; e
(v) empregar palavras consensuais e frases
feitas, deixando seu preenchimento semântico a cargo do interlocutor.
As
palavras, os poderes e as paixões conseguem impor dores e dominações, expurgos
e opressões, humilhações e subordinações, assim como conseguem minar
resistências, revoltas e revoluções. Em larga medida, é com palavras, poderes e
paixões que os sofrimentos passam a aparentar alegrias ou a praticamente só
suscitar resignação. Como dissemos, aspirações ao bem-estar coletivo,
esperanças rejuvenescedoras e rebeldias de vanguarda foram reduzidas a ideias e
ações ultrapassadas.
Agora,
moderno mesmo seriam a competitividade, a flexibilidade e a produtividade, a
eficiência, a excelência e a transparência, a desregulação, a modernização e a
privatização. Usando e abusando das palavras, dos poderes e das paixões, o
discurso neoliberal coloca o mundo ao avesso, chamando o retrocesso de
modernização e a servidão de liberdade. Seu avanço parece nos devolver a um
feudalismo medieval: um mundo de senhores supostamente caridosos e de servos
iludidamente agradecidos.
De modo
análogo ao medieval, nesse nosso novo mundo, a desigualdade é um fato não
apenas observado e reconhecido, mas também aceito, naturalizado e desejado como
oportunidade ilusória do rebaixado de se tornar o próximo privilegiado.
Por
essas e por muitas outras razões, os poderes do discurso, de suas palavras e de
suas paixões não podem continuar a ser uma força tão concentrada naqueles que
discriminam discriminados e perseguem perseguidos. Essa concentração é arma
potentíssima para detratar, degradar e eliminar a vida dos subalternizados e
dos que não servem aos senhores do mundo.
Analisar
minuciosamente, criticar sem trégua e denunciar a cada instante esses atos
poderosos e perversos é passo fundamental para toda luta igualitária, inclusiva
e emancipatória. O que está em jogo é uma progressiva e irreparável perda ou o
necessário restabelecimento da energia renovadora de nossas palavras, de nossos
sonhos e de nossas existências. É preciso e urgente compreender os modos e os
motivos pelos quais ofensas, exclusões e violências são aceitas, difundidas e
exaltadas.
O
discurso e as sensibilidades desempenham funções fundamentais nesse terrível
fenômeno. Uma melhor e mais crítica compreensão de suas relações e de nossas
subjetividades, dos sentidos e de nossos sentimentos é a contribuição que
apresentamos aqui, com o propósito de reforçar as lutas pelo valor e dignidade
de todo ser humano, pela insubordinação de marginalizados e pela própria
preservação da vida na Terra.
Fonte:
A Terra é Redonda

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