As
suspeitas de uso de informação privilegiada que atingem a Presidência de Donald
Trump
Ao
longo do segundo mandato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciado em
janeiro de 2025, operadores do mercado vêm apostando
milhões de dólares pouco antes de ele fazer anúncios importantes.
A BBC
analisou dados de volume de negociações em diversos mercados financeiros e os
cruzou com algumas das declarações mais relevantes de Trump com impacto sobre
os mercados (e os valores negociados).
A
análise feita pela BBC identificou um padrão consistente de picos de
movimentações que ocorrem horas, às vezes minutos, antes de uma publicação em
redes sociais ou de uma entrevista à imprensa se tornar pública.
Alguns
analistas dizem que isso apresenta características de uso ilegal de informação
privilegiada, quando operações são feitas com base em informações que não estão
disponíveis para o público em geral.
Outros
afirmam que o quadro é mais complexo e que alguns investidores se tornaram mais
hábeis em antecipar as intervenções do presidente (sem, portanto, se valer de
informações privilegiadas).
A
seguir, cinco dos exemplos mais significativos identificados pela BBC.
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9 de março de 2026: 'A guerra [no Irã] está praticamente concluída'
Alguns
dos maiores movimentos ocorreram em operações com petróleo no mercado futuro.
Nove
dias após o início da guerra entre EUA e Israel contra o Irã, Trump afirmou à
CBS News, emissora parceira da BBC nos EUA, em entrevista por telefone, que o
conflito estava "praticamente concluído".
Os
horários aqui estão de acordo com o fuso do meridiano de Greenwich (GMT, 3
horas à frente do horário de Brasília).
- 18h29: apostas no
petróleo disparam
- 19h16: Trump diz que
a guerra está praticamente concluída
- 19h17: Cotação do
petróleo cai 25%
A
primeira vez que o público tomou conhecimento da entrevista foi às 19h16,
quando um jornalista publicou sobre o assunto na rede social X (antigo
Twitter).
Operadores
do mercado reagiram à notícia de que o conflito poderia terminar muito antes do
esperado, vendendo contratos, o que fez o preço cair cerca de 25%.
No
entanto, dados de mercado mostram que houve um forte aumento nas apostas na
queda do preço do petróleo às 18h29, 47 minutos antes da publicação do
jornalista.
Os
operadores que fizeram essas apostas teriam lucrado milhões de dólares com essa
movimentação dos preços do petróleo.
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23 de março de 2026: 'resolução completa e total das nossas hostilidades'
Em
23/3, apenas dois dias depois de ter ameaçado "aniquilar" as usinas
de energia do Irã, Trump publicou na rede Truth Social que os EUA havia mantido
"CONVERSAS MUITO BOAS E PRODUTIVAS" com o Irã sobre uma
"RESOLUÇÃO COMPLETA E TOTAL" das hostilidades.
Foi uma
grande surpresa para os especialistas em diplomacia e operadores do mercado.
- 10h48 – 10h50: apostas em
queda do petróleo disparam
- 11h04: Donald Trump
faz um post sobre "resolução total" das hostilidades
- 11h05: petróleo cai
11%
Imediatamente,
as bolsas subiram e o preço de referência do petróleo nos EUA, que vinha em
alta, recuou de forma acentuada.
Como a
BBC reportou à época, 14 minutos antes da publicação do presidente houve um
número incomumente elevado de apostas sobre o preço do petróleo nos EUA.
O mesmo
padrão foi observado em operações com contratos de petróleo Brent, o outro
principal indicador de referência.
As
negociações pareciam "anormais, com certeza", disse um analista de
petróleo à BBC na ocasião.
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9 de abril de 2026: pausa do 'Dia da Libertação'
Para
além da guerra no Oriente Médio, há outros exemplos de atividade de negociação
que levantaram suspeitas.
Em 2 de
abril de 2025, Trump anunciou o que chamou de "Dia da Libertação" (Liberation
Day, em inglês), um amplo pacote de tarifas sobre produtos de praticamente
todos os países do mundo.
As
bolsas ao redor do mundo despencaram.
Mas,
uma semana depois, quando Trump anunciou uma "pausa" de 90 dias nas
tarifas para todos os países, exceto a China, os mercados acionários
dispararam.
O
índice de referência S&P 500 subiu 9,5%, um dos maiores ganhos em um único
dia desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Os
horários aqui estão novamente de acordo com o fuso GMT (três horas à frente do
horário de Brasília).
- 17h00: operadores
começam a fazer grandes apostas na alta do mercado acionário
- 17h18: Trump anuncia
pausa nas tarifas
- 17h19: mercado de
ações começa uma alta histórica
Mais
uma vez, um padrão de negociações incomuns aconteceu esses eventos, com um
número excepcionalmente alto de apostas antes do anúncio em um fundo que
acompanha o S&P 500. O número de contratos negociados saltou para mais de
10 mil por minuto logo após as 17h. Mais cedo naquele dia, esse número estava
na casa das centenas.
Alguns
operadores apostaram mais de US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões) na alta do
mercado naquele dia, mesmo após sete dias consecutivos de queda. A forte
disparada pode ter gerado um lucro de quase US$ 20 milhões (cerca de R$ 100
milhões).
Mais
tarde, naquela semana, vários senadores democratas dos EUA escreveram à
Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês) pedindo que o
órgão regulador investigasse se os anúncios do presidente "beneficiaram
pessoas próximas à sua administração e aliados, às custas do público
americano".
Questionado
pela BBC se havia analisado essas alegações, um porta-voz da SEC se recusou a
comentar.
A Casa
Branca, por sua vez, não respondeu a um pedido de comentário da BBC sobre
qualquer uma das atividades de negociação incomuns analisadas neste relatório.
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3 de janeiro de 2026: Maduro é capturado
- Dezembro de 2025: conta
Burdensome-Mix é criada
- 2 de janeiro de
2026:
conta aposta US$ 32 mil (cerca de R$ 160 mil) na queda de Maduro
- 3 de janeiro de
2026:
Maduro é capturado e Burdensome-Mix ganha US$ 436 mil (cerca de R$ 2,2
milhões)
O
crescimento recente dos mercados de previsão online também tem atraído atenção
de observadores.
Plataformas
baseadas em blockchain — uma espécie de banco de dados descentralizado que usa
criptografia para registrar transações —, como Polymarket e Kalshi, oferecem
aos usuários a possibilidade de especular sobre temas que vão do clima e do
beisebol à política externa dos EUA.
Donald
Trump Jr., filho do presidente americano, é investidor da Polymarket e integra
seu conselho consultivo. Ele também atua como conselheiro estratégico da Kalshi
e foi procurado pela BBC para comentar.
Em
dezembro de 2025, um usuário criou na Polymarket uma conta chamada
Burdensome-Mix. Em 30 de dezembro de 2025, fez sua primeira aposta de que o
então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, deixaria o cargo até o fim de
janeiro de 2026.
Entre
30 de dezembro de 2025 e 2 de janeiro de 2026, a conta apostou em um total de
US$ 32,5 mil (cerca de R$ 160 mil).
Quando
Maduro foi capturado por forças especiais dos EUA e retirado do poder no dia
seguinte, a conta Burdensome-Mix ganhou US$ 436 mil (cerca de R$ 2,2 milhões).
Pouco
depois, a conta mudou de nome de usuário e não fez mais apostas.
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28 de fevereiro de 2026: ataques ao Irã
- Fevereiro de
2026:
seis contas são criadas na Polymarket e posteriormente apostam que ataque
ao Irã ocorreria até 28 de fevereiro
- 28 de fevereiro
de 2026: EUA
e Israel atacam o Irã e contas ganham US$ 1,2 milhão (cerca de R$ 6
milhões)
Segundo
o site de análise de blockchain Bubblemaps, seis contas foram criadas na
Polymarket em fevereiro.
Todas
fizeram apostas de que um ataque dos EUA ao Irã ocorreria até 28 de fevereiro
de 2026. Quando os ataques foram confirmados por Trump, nas primeiras horas
daquele dia, as contas lucraram, juntas, cerca de US$ 1,2 milhão (cerca de R$ 6
milhões).
Cinco
desses seis usuários não fizeram mais apostas desde então, mas a atividade
recente de uma das contas indica que ela posteriormente ganhou US$ 163 mil
(cerca de R$ 820 mil) ao apostar corretamente em um cessar-fogo entre EUA e Irã
até 7 de abril de 2026, anunciado pelos países naquele dia.
A
Polymarket afirmou à BBC que "estabelece, mantém e aplica os mais altos
padrões de integridade de mercado", acrescentando que trabalha "de
forma proativa" com reguladores e autoridades para isso.
Em
março deste ano, tanto a Polymarket quanto a Kalshi anunciaram novas regras
para combater o uso de informação privilegiada.
Os
mercados de previsão estão sob a jurisdição da Comissão de Negociação de
Futuros de Commodities dos EUA (CFTC, na sigla em inglês).
A CFTC
não respondeu a um pedido de comentário da BBC, mas seu presidente disse
recentemente a um comitê do Congresso que a agência tem "tolerância
zero" com fraude e uso de informação privilegiada.
Também
veio à tona que a Casa Branca enviou um e-mail interno a funcionários no mês
passado, alertando para que não utilizem informações privilegiadas para fazer
apostas em mercados de previsão.
O
porta-voz Davis Ingle disse à BBC, na ocasião, que "qualquer insinuação de
que autoridades do governo estejam envolvidas nesse tipo de atividade sem
evidências é infundada e irresponsável".
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Difícil de provar
O uso
de informação privilegiada é ilegal para a maioria dos americanos desde a
aprovação da Lei de Valores Mobiliários de 1933.
A
legislação foi ampliada em 2012 para incluir autoridades do governo dos EUA,
embora até hoje ninguém tenha sido processado com base nessa norma.
Paul
Oudin, professor especializado em direito da regulação financeira na ESSEC
Business School, na França, afirma que as regras são difíceis de aplicar.
"As
autoridades financeiras não levam adiante um processo se não conseguem
identificar a fonte da informação", diz Oudin.
Nenhuma
das autoridades financeiras dos EUA contactadas pela BBC reconheceu as
acusações de uso de informação privilegiada.
"É
possível haver grandes operações em um ativo financeiro que indicam claramente
que alguém tinha acesso prévio ao que Donald Trump estava prestes a
anunciar", afirma Oudin.
"No
entanto, há uma grande probabilidade de que ninguém seja processado",
acrescenta.
¨
Apostas de milhões de dólares que 'preveem' anúncios de
Trump na guerra no Médio Oriente continuam a levantar suspeitas
Na
sexta-feira, 20 minutos antes de o Irão anunciar a abertura do estreito de
Ormuz na sequência do cessar-fogo acordado com os Estados Unidos, um conjunto
de investidores apostou cerca de 760 milhões de dólares na queda do preço do
petróleo. Esta foi mais uma a juntar-se às recentes operações de grande
volume que têm estado bem sincronizadas com as vésperas de anúncios
importantes no contexto da guerra no Médio Oriente e que levantam suspeitas de
que poderá estar a acontecer abuso de informação privilegiada.
A BBC analisou um conjunto de dados
relativos ao volume de transações em vários mercados financeiros. Nas
flutuações, o jornal britânico encontrou um denominador comum: os picos de
tráfego registados nas ações apenas algumas horas, ou até minutos, antes de uma
publicação ou de declarações de Donald Trump.
Alguns
especialistas consideram que o cenário apresenta todas as características
de abuso de informação privilegiada (conhecido
como "insider trading", em inglês), no qual as apostas são
feitas tendo por base informações que não são do conhecimento nem estão ao
alcance do público em geral.
Porém,
há quem advogue que as situações aconteceram, porque os investidores
tornaram-se mais hábeis a antecipar as declarações do Presidente
norte-americano e a prever as suas repercussões nos mercados.
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Aposta mais recente de 760 milhões de dólares na queda do petróleo
Na
sexta-feira, registou-se mais uma aposta avultada no petróleo que levantou
dúvidas pela antecipação de um facto inesperado.
Entre
as 12:24 e as 12:25 GMT (13:24 e 13:25 de Lisboa), os investidores venderam um
total de 7.990 lotes de contratos futuros de petróleo Brent no valor
de 760 milhões de dólares, de acordo com dados da LSEG, citados pela
Reuters.
Cerca
de 20 minutos depois, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano
anunciou na rede social X que o Irão decidiu abrir
totalmente o estreito de Ormuz à navegação comercial durante o período
de cessar-fogo.
Minutos
depois, o anúncio fez com que o preço do petróleo bruto caísse até
11% nesse mesmo dia.
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Momentos em que as apostas anteciparam declarações de Donald Trump
Para
além deste, a BBC destacou outros exemplos mais significativos deste
padrão.
Trump
disse que a guerra estava "praticamente concluída": 47 minutos antes,
o disparo nas apostas
A 9 de
março, com nove dias de guerra no Médio Oriente até então, Donald Trump
declarou à CBS News que considerava que a guerra contra o Irão
estava "praticamente concluída" e que a operação norte-americana
estava "muito adiantada" tendo em conta o prazo estabelecido
inicialmente.
A
entrevista foi publicada às 20:16 de Lisboa. Porém, os dados de mercado
mostram que houve um grande aumento de apostas na queda do petróleo 47
minutos antes, às 19:29. Depois das declarações, o petróleo caiu cerca de
25% e os investidores somaram vários milhões de dólares graças ao
'palpite' certeiro.
Reação
após o anúncio das "conversações produtivas" com o Irão
A 23 de
março, dois dias após ter ameaçado "destruir" as centrais elétricas
iranianas, Trump anunciou que Washington tinha mantido "conversações
muito boas e produtivas" com Teerão em busca de uma resolução completa e
total da guerra.
A
declaração, considerada inesperada por vários especialistas, não foi assim tão
imprevisível para alguns investidores, tendo em conta que 14 minutos antes da
publicação do Presidente norte-americano, registou-se um número elevado de
apostas sobre o preço do petróleo nos EUA e também sobre os contratos
futuros de Brent. Cerca de 500 milhões de dólares foram vendidos em
futuros de petróleo e o preço do crude caiu 15%.
Mais
recentemente, a Reuters avançou que, a 7 de abril, foram realizadas apostas no
valor de cerca de 950 milhões de dólares poucas horas antes de os EUA e o
Irão anunciarem um cessar-fogo de duas semanas.
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Houve quem 'adivinhasse' início da guerra e cessar-fogo no Irão
Antes,
em fevereiro, foram criadas seis contas na plataforma de jogo digital
Polymarket, de acordo com o site de análise de blockchain Bubblemaps.
As seis
contas apostaram em uníssono que um ataque dos EUA ao Irão iria acontecer
até 28 de fevereiro, dia em que, precisamente, os ataques de Israel e dos EUA
foram confirmados por Trump. Graças a isto, as contas ganharam, no
total, 1,2 milhões de dólares.
Desde
então, cinco desses seis utilizadores não fizeram mais apostas, mas a atividade
recente de uma das contas mostra que esta ganhou 163 mil dólares ao
apostar corretamente num cessar-fogo entre os EUA e o Irão até 7 de abril,
anunciado por Washington e Teerão nesse dia.
De
acordo com a Reuters, a Comissão de Negociação de Futuros de Mercadorias dos
EUA está a investigar uma série de transações em contratos de futuros de
petróleo, incluindo as realizadas a 23 de março e a 7 de abril, que foram
efetuadas pouco antes de importantes mudanças políticas por parte de Trump
relacionadas com a guerra no Irão, afirmou na quarta-feira uma fonte a par do
assunto.
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Previsões aconteciam antes da guerra
Para
além destes investimentos, determinadas operações nos mercados financeiros
foram realizadas antes do início da guerra no Médio Oriente e
partilham o mesmo padrão.
A 2 de
abril de 2025, Trump anunciou uma série de tarifas
aduaneiras sobre
os principais parceiros comerciais dos Estados Unidos. Os mercados financeiros
e as bolsas de todo o mundo entraram em queda.
Uma
semana depois, quando Trump anunciou uma "pausa" de 90 dias nas
tarifas para todos os países, exceto para a China, os mercados voltaram a
disparar. Mais uma vez, um padrão de negociação invulgar precedeu os
eventos, com um número elevado de apostas realizadas antes do anúncio.
A mesma
coisa aconteceu ainda antes, nesse mesmo ano, em dezembro. Um utilizador criou
uma conta chamada "Burdensome-Mixna" na plataforma Polymarket. A 30
de dezembro, fez a primeira aposta: a de que o presidente da Venezuela,
Nicolás
Entre
30 de dezembro e 2 de janeiro, a conta apostou um total de 32.500 dólares
nessa posição. A 3 de janeiro, quando Maduro foi
detido pelas forças especiais dos EUA e destituído no dia seguinte, o
utilizador ganhou 436 mil dólares. Pouco tempo depois, a conta
alterou o nome de utilizador e não realizou mais nenhuma aposta desde então.
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Abuso de informação privilegiada
Desde
a aprovação da Lei dos Valores Mobiliários, em 1933, o abuso de
informação privilegiada é ilegal para a maioria dos norte-americanos. Em 2012,
a lei foi alargada aos funcionários do Governo.
À BBC,
o professor especializado em direito da regulamentação financeira na ESSEC
Business School, Paul Oudin, afirma que as regras são difíceis de
aplicar e que "há uma forte probabilidade" de que ninguém seja
processado.
"As
autoridades financeiras não irão instaurar um processo se não conseguirem
identificar quem é a fonte da informação", diz o especialista.
Sabe-se
que a Casa Branca enviou recentemente aos funcionários um memorando
interno, datado de 24 de março, avisando-os de que estão proibidos de jogar em
aplicações de apostas ou mercados financeiros para lucrar com a guerra no Irão,
utilizando informação privilegiada.
Em
resposta à publicação do memorando no Wall Street
Journal e
na agência Bloomberg, o porta-voz da Casa
Branca Davis Ingle insistiu que o Presidente Trump "deixou muito
claro" que nem os membros do Congresso, nem os funcionários da Casa
Branca podem usar informação privilegiada para seu benefício financeiro.
Fonte:
Por Nick Marsh, da BBC News/SIC Notícias

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