sábado, 25 de agosto de 2012

A EDUCAÇÃO PÚBLICA BRASILEIRA

Ao longo da história da educação brasileira, dá para notar que os trabalhadores sejam do campo ou da cidade, jamais teve dos poderes públicos, qualquer interesse de lhes conceder de forma contínua um dos direitos básicos do indivíduo e que está bem claro em nossa Constituição: educação pública de qualidade. 
 O que foi construído ao longo o tempo no Estado brasileiro, foi um modelo de educação que produz exclusão social da maioria da população, tratados como seres de segunda categoria, ao passo que para as elites são oferecidas todas as condições de acesso às melhores instituições de ensino, como forma de manter o Poder e passar a imagem que só eles estão “preparados” para continuar dirigindo o país, causado por um projeto educacional que a cada ano que passa se consolida ainda mais. 
Para mudar este quadro devemos constituir uma agenda positiva de discussão, mesmo que de forma tardia, onde a melhoria significativa da qualidade do ensino público em todos os níveis, urbana ou rural, seja a prioridade, já que da forma que hoje está concebida, reflete a precariedade e fragilidade da educação, onde não é dada a devida prioridade dos investimentos para o setor. 
A educação pública deve ser tratada não como números estatísticos, mas como de interesse de desenvolvimento nacional, colocando a escola a serviço da modernização do processo educativo e não pela lógica do processo produtivo, que busca unicamente a consolidação do sistema capitalista. 
O sistema educacional público não pode ser tratado unicamente pela ótica das pressões econômicas das elites visando apenas acumular capital, mas tem que ser vista como elemento fundamental para organizar e orientar as lutas dos trabalhadores e da sociedade lhes oferecendo mais dignidade e melhores perspectivas de vida. 
A escola não pode ser vista como alternativa para acomodar os conflitos sociais e sim de vetor de transformações das estruturas de poder da sociedade de classes. 
Assim a educação pública brasileira ao longo dos anos tem sido fortemente marcada pelo projeto hegemônico capitalista. 
O que se quer é um modelo educacional público que objetive a socialização do indivíduo para que possa viver de forma harmoniosa no meio social e natural, formando, acima de tudo, pessoas capazes de pensar e de elaborar argumentos lógicos e propositivos. 
O que não se deseja é a transformação da educação pública em mais um pacote voltado para o assistencialismo, como hoje é praticado. 
Portanto, devemos trazer para o debate nacional não só a urgente necessidade da melhoria da educação publica nacional, bem como trazer para o centro das discussões o porquê dos trabalhadores brasileiros terem negados os direitos a uma educação pública de qualidade de forma tão evidente. 
O que está claro é que o desmantelamento sistemático de nosso sistema educacional vem de longe, com isto não estamos apenas dando um tiro no pé, mas dando uma rajada de metralhadora no corpo inteiro. 
Com milhões de crianças fora da escola e padrões de ensino muito ruins, o Brasil no futuro terá muita dificuldade para se manter entre as maiores e mais prósperas economias mundiais, diante de competidores empenhados em investir seriamente educação de qualidade, ciência e tecnologia. 
Para aqueles que utilizam o sistema público de ensino, que são dezenas de milhões de pessoas, a má qualidade da escola pública e o atraso educacional serão fatores limitadores do acesso a empregos modernos e a padrões de bem-estar comparáveis com aqueles alcançados de há muito nas sociedades mais desenvolvidas. 
Mesmo a criação de novas vagas será dificultada, pois perderão espaços para indústrias mais eficientes, melhores equipadas, mais enxutas, com tecnologia de ponta e operadas por pessoal qualificado. 
Portanto, é preciso que a sociedade entenda que más políticas para a educação condenam os indivíduos, por seu despreparo, a uma cidadania muito rudimentar, primárias. 
Não dá para ser otimista, onde dados assustadores são obtidos, marcados por prioridades erradas e orientadas por interesses populistas. 
Tem o governo federal dado ênfase à criação de faculdades e à ampliação do acesso ao chamado ensino superior e a formação técnica, em contrapartida tem negligenciado e menosprezado a formação básica das crianças e jovens. 
Não tem a visão clara que os nossos maiores problemas estão nos níveis fundamental e médio. 
A progressão dos estudantes já se afunila antes do acesso às faculdades. O quadro é constrangedor. É excludente. 
E não há grandes perspectivas de melhora, por falta de compromisso dos nossos gestores. 
Possuímos uma legislação voltada para o ensino médio desastrosa, que alarga ainda mais o fosso que existe entre as elites brasileiras e o mundo das pessoas que dependem de suas decisões. 
Diante desse quadro, as inovações propostas pelo governo que mais parecem piada de mau gosto, como a distribuição de tablets aos professores, por exemplo, são equipamentos que até podem ser muito úteis, mas nenhuma dessas tecnologias ou engenhocas pode produzir o milagre de tornar eficiente um sistema fundamentalmente mal concebido e pessimamente orientado.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

NÃO SE RESPEITA QUEM NÃO SE DÁ RESPEITO

Resolvemos postar este artigo, atendendo diversos pedidos e e-mails de servidores públicos da Bahia, para que expuséssemos a situação porque centenas de pessoas estão passando, diante da ineficiência, do menosprezo e da falta de respeito que a Procuradoria Geral do Estado da Bahia - PGE vem os tratando, principalmente no que se refere aos processos de aposentadoria. Para quem tem a felicidade de ser apadrinhado o processo não leva três meses, aos demais dormem nas gavetas por meses e meses, sem que obtenha aquilo que deveria ser um direito. 
E o pior é ser obrigado a trabalhar, mesmo já tendo ultrapassado o tempo e o direito de se aposentar. 
Nesta Bahia de hoje, tudo que se imaginaria ser impossível, aqui acontece ou está para acontecer. 
De início devemos entender que a Procuradoria-Geral do Estado – PGE é uma instituição de natureza permanente, essencial à Administração Pública Estadual e à Administração da Justiça, vinculada diretamente ao Gabinete do Governador, sendo responsável pela advocacia do Estado e tem sua base de sustentação pautada nos princípios institucionais da moralidade, da legalidade, da indivisibilidade, da autonomia administrativa, financeira e funcional, sendo o mais elevado órgão de consultoria e assessoramento jurídico da Administração Estadual. 
Portanto, é fundamental que ocorra o fortalecimento de Instituições como a Procuradoria-Geral do Estado, que no âmbito de sua competência, deve atuar com transparência preservando o patrimônio público, pugnando pelo cumprimento da Ordem Jurídica em concordância com os Mandamentos Constitucionais e com as leis em vigor. 
Desta forma, a Procuradoria-Geral do Estado deveria refletir-se em elemento sine qua non, no tocante a condução dos destinos da Administração Pública Estadual. Seu corpo de Procuradores assume de forma clara e com objetivismo, um compromisso incessante com a defesa dos interesses do Estado e da sociedade. 
É isto que se esperaria da Procuradoria Geral do Estado da Bahia, que fosse uma instituição que pelo menos os seus procuradores se dessem ao respeito de no mínimo conhecer as leis cumpri-las e fazer cumprir. 
O que infelizmente não ocorre na Bahia. 
Apenas para citar um exemplo, assiste-se hoje na Bahia um completo desrespeito praticado dentro da PGE, em relação a liberação de processos de aposentadoria, muitos levam mais de um ano, os quais deixaram de ser um direito do servidor, para se transformar em poder de barganha, já que os processos que ali entram só andam se for através de bilhetes políticos. 
Desconhecem os nossos doutos procuradores a Lei nº 9784, de 29 de janeiro, “Que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública”, no seu Art. 24. Inexistindo disposição específica, os atos do órgão ou autoridade responsável pelo processo e dos administrados que dele participem devem ser praticados no prazo de CINCO DIAS, salvo motivo de força maior; e o seu Parágrafo único: O prazo previsto neste artigo pode ser dilatado até o dobro, mediante comprovada justificação. 
E ainda DAS DISPOSIÇÕES FINAIS, no seu artigo 69-A: "Terão prioridade na tramitação, em qualquer órgão ou instância, os procedimentos administrativos em que figure como parte ou interessado: (Incluído pela Lei nº 12.008, de 2009); I - pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos; (Incluído pela Lei nº 12.008, de 2009). 
O que se assiste na PGE/Bahia é um completo desrespeito não só ao atendimento dos prazos legais, mas um desrespeito total ao servidor público, onde até parece que foi montado um ambiente de perseguição e de deboche ao atendimento dos pleitos do funcionalismo baiano. 
São procuradores que levam mais de 30 dias para despachar um processo de aposentadoria ou outro qualquer, esperando talvez um telefonema ou bilhetinho do político de plantão. 
Não há o mínimo de respeito. 
Desta forma, um órgão que não se dá ao respeito não merece o respeito da sociedade. 
Esta é uma expressão bastante batida e conhecida no âmbito das relações de trabalho, pois não se consegue respeitar uma instituição que não consegue se dá ao respeito a si mesmo. Não se consegue respeitar uma instituição que teria o dever de cumprir e fazer cumprir as leis e não as cumpre. 
Seria o mínimo que o servidor público estadual da Bahia desejaria e precisaria, ou seja, ser respeitado pela instituição responsável pelo cumprimento dos atos legais. 
O respeito, é essencial para que, dentro do serviço público, possa haver um clima organizacional harmonioso e que possa resgatar junto aos seus colaboradores os valores necessários à construção de uma sociedade melhor. 
É importante que se perceba a falta de respeito gera um ambiente de estresse no trabalho, situação que poderia ser evitada, pois é sabido por todos que, quando a pessoa não se sente respeitada, não respeita os colegas de trabalho e nem a instituição da qual faz parte. 
Portanto, o respeito é o valor maior que nos move a tratar o outro com atenção, consideração e importância. 
Respeito gera respeito. É preciso se respeitar. Quem não se respeita, não inspira o respeito do outro. 
E respeito é fundamental em todas as nossas relações e em todos os momentos. 
Pena que esta filosofia não impere na PGE da Bahia.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A BAHIA VIVE DIAS DE PESADELO

Em 2010, depois de nada ter cumprido do prometido na primeira eleição, o PT, através do seu candidato a reeleição lança pomposamente o novo Programa de Governo “PARA A BAHIA SEGUIR EM FRENTE”, já que até então o Estado administrado pelo governo Wagner encontrava-se estagnado, fruto de uma gestão administrativa e financeira inoperante, incompetente e irresponsável. 
A Bahia que era rica, passou a empobrecer a olhos vistos. 
No projeto prometem UMA NOVA BAHIA COM O NOVO BRASIL, e em suas avaliações concluem que a “Bahia viveu até recentemente a experiência de governos autoritários que se guiaram por um modelo econômico que não melhorou as condições de vida de grande parte da população. 
 Poucos empregos foram criados. A renda não foi distribuída. O crescimento se traduziu em forte concentração econômica, setorial e espacial, agravada pela dependência crescente de incentivos fiscais para atração de empreendimentos que muitas vezes não se integraram às cadeias produtivas existentes”. 
Em razão dessa estratégia econômica equivocada, os governos passados deixaram duas grandes heranças malditas: uma infraestrutura logística arrasada e uma situação social de extrema gravidade. E sadicamente afirmam que foi através da aliança Lula-Wagner que o quadro na Bahia começou a mudar. 
Bom, se esta mudança realmente ocorreu ou está ocorrendo, deve está escondida em algum lugar, pois os mais interessados, a população baiana, ainda não teve o prazer de ser apresentado, já o que se vê é um governo tão autoritário e perverso quanto aqueles que eles criticaram. 
No documento compromisso criticam o estado recebido, apesar de já estarem governando há 04 anos, tempo mais que suficiente para arrumarem a casa, dominado pelo analfabetismo, com a saúde abandonada, a segurança pública desaparelhada, um imenso débito social, com altas taxas de desemprego e abandono dos programas sociais. Um estado com uma malha rodoviária degradada e portos abandonados, 
Pergunta-se: hoje, quase 06 anos de Governo Petista algo mudou? Se mudou onde ocorreu?, em que região? O analfabetismo reduziu? Os índices sociais melhoraram? A segurança publica como anda? Os portos toram revitalizados? Enfim, A vida dos baianos melhorou? 
Já se vão 06 anos de governo Wagner e seu governo ainda não disse para que veio. 
Nada difere do modelo carlista de governar, ou seja, continua a deterioração dos serviços públicos, onde constrói hospitais, mas não funcionam; nomeiam policiais, mas ninguém os vê nas ruas, levando insegurança para todos, seja na capital ou no interior; propaga investimentos na infraestrutura hídrica, urbana e logística (água para todos e saneamento básico, construção de abitações populares, recuperação da malha rodoviária, novos investimentos em infraestrutura portuária, novo vetor ferroviário), mas ninguém sabe onde está ocorrendo, a não ser a escorcha praticada pela EMBASA e na agonia do homem do campo com a seca. 
O investimento público que deveria ser vetor das mudanças da situação social da Bahia continua sendo voltados para uma minoria, sem que o Estado demonstre capacidade de construir um novo modelo de desenvolvimento que permita uma significativa alteração e evolução dos indicadores sociais. 
Como no antigo modelo que imperava, o atual estabeleceu uma filosofia que apenas tem levado à formação de algumas ilhas de prosperidade, sobretudo na região metropolitana de Salvador e em alguns e raros centros urbanos médios, situados, principalmente, nas fronteiras do território baiano. Enquanto isso o semiárido, região que abriga quase metade da população da Bahia, pouco se tem beneficiado da expansão desses polos econômicos e, quando recebe algo não passa de migalhas, por falta de uma visão mais abrangente e ampla do modelo de administrar, onde a concentração espacial e setorial da economia não foi devidamente enfrentada com políticas públicas que no mínimo garantisse o equilíbrio entre regiões e entre diferentes atividades econômicas, assegurando que o desenvolvimento também se faça com maior equidade social e acesso ao básico para existência com dignidade e às oportunidades abertas pela retomada do crescimento. 
No atual modelo de governo o que se tem assistido são avanços do quadro de pobreza que persiste, onde ninguém vê acontecer à tão propalada política de resgate da dívida social acumulada nos governos passados, e que continua nos dias atuais, sem que haja qualquer melhora significativa quanto a distribuição da riqueza e como consequência a melhora das condições de vida dos baianos. Outro ponto relevante quando da apresentação do Programa de Governo, está diretamente relacionado ao progresso da democratização e da transparência na conduta do Estado, cuja democracia e transparência foram por agua baixo com a greve dos professores, quando de forma ditatorial, que nem a ditadura oligárquica carlista chegou a ousar, tiveram seus salários suspensos e não tiveram coragem de abrir as contas do FUNDEB, certos que se assim o fizessem, os desvios dos recursos para outras finalidades seriam facilmente detectáveis. 
Colhe hoje o Governo Wagner os sucessivos erros administrativos plantados ao longo do seu governo, com uma educação pública caótica, e para completar os professores tiveram que paralisar as atividades por mais de 03 meses pelo não cumprimento por parte do Governo do Estado do acordo que garanta o piso nacional da categoria. 
Oferece a Bahia um precário atendimento de saúde pública além da contratação de empréstimos ilegais para o funcionamento de hospitais, e do superfaturamento em contratos de mão de obra médica, detectado pela auditoria do Tribunal de Contas do Estado - TCE, no exercício 2011. 
Enfrenta o Estado altos índices de violência registrados, transformando-o entre os três mais violentos do País. 
Dormiu no berço esplendido dos bons períodos de chuvas no sertão baiano e deixou de executar políticas públicas capazes de minimizar os feitos da grave seca que hoje assola o estado, com mais de 250 municípios em situação de emergência. 
Por falta de planejamento e de competência técnica, assiste-se o pequeno desempenho da economia baiana, abaixo da média nacional. 
Apesar de todo este empobrecimento observa-se o aumento de gastos com propaganda e publicidade em quase 250%, nos últimos anos, de forma que possa criar fatos na mídia, que mostre uma Bahia irreal, que não existe e que principalmente o homem do interior não consegue enxergar. 
Por tudo isto, e faltando ainda dois anos para acabar o seu governo, o atual mandatário ver a sua popularidade e a do seu partido a cada dia minguar, a ponto de hoje, os candidatos não fazem a mínima menção ao seu nome e ou questão dá seu apoio, pois sabem que este encosto só lhes tira votos.

sábado, 4 de agosto de 2012

O NORDESTE ESTÁ MUDADO.

Mais uma vez a população nordestina enfrenta uma das suas piores secas, e novamente os governos estaduais e federais se mostraram omissos e nada fizeram para evitar e com certeza nada irão fazer para prevenir que no futuro volte a ocorrer. 
Enquanto o nordeste levou cerca de 12 meses para ser visto e atendido no seu sofrimento, no sul maravilha quando o fato ocorre, a situação é minorada em apenas dois meses. São dois pesos e duas medidas, ou então as lideranças de lá são mais competentes do que as nordestinas. 
Mais uma vez a população baiana localizada no polígono da seca foi enganada pela propaganda oficial que invadia os lares da região afirmando que o Programa Agua Para Todos teria resolvido o problema. 
Enquanto o governo do Estado gastava rios de dinheiro para mentir, a seca rapidamente se instalava. A situação foi tão vexatória, que tiraram a Propaganda do ar, na tentativa de fazer as pessoas esquecerem. Substituíram por outras mentiras. Agora criaram o Programa Água para o Sertão. Dá vontade de rir, porque para chorar as lágrimas já secaram. 
Porém, mesmo enfrentando um longo período de estiagem, parece que já se foi o tempo em que acordávamos ouvindo notícias que nada dignificava o homem nordestino, resultado de ações de grupos de pessoas famintas ocasionada pela seca, que lhes tirava a esperança, incentivando saques ou outras ações correlatas. Lembram-se? 
Será que o tempo mudou ou mudou o nosso sertanejo? 
Na verdade, o que será que vem ocorrendo no semiárido nordestino, onde o quadro de caos que normalmente se abate em um longo período de estiagem, aliado a uma serie enorme de problemas e tragédias que faziam parte do cenário, durante os períodos de seca, a qual ocorre anualmente, deixamos de ouvir? 
O que mudou realmente? 
Mudou o clima, que pelo que sabemos estes continua até pior, ou o sertanejo aprendeu a viver e conviver com esta realidade? 
Bom, em relação ao clima como se sabe não mudou, alíás mudou para pior, em razão da desertificação, cujo processo só tem aumentado principalmente se considerarmos que nossos governantes tem se omitido, já que não tem procurado tomar medidas eficazes e sérias para evitar, pois todos sabem que este processo de desertificação é controlável, desde que ações sejam tomadas, através de políticas públicas adequadas e voltadas para o seu combate. 
O semiárido a cada ano está ficando mais quente, logicamente que com a elevação da temperatura,o calor acelera a evaporação das suas poucas águas, com isto, o resultado deveria ser bem pior do que antigamente. Observe ainda que as chuvas que tem ocorrido, elas estão cada vez mais concentradas, caindo de forma diluviana e sempre nas mesmas áreas, trazendo, no seu bojo, também, grandes prejuízos. 
O mais triste é ter que ouvir técnicos ou representantes governamentais a cada seca ou catástrofe, utilizar os mesmos argumentos, entra e sai ano a desculpa é a mesma “esse ano choveu menos que no ano passado ou comparar com algum período seco”. Já observaram? 
Mas ninguém ouve destes mesmos, qualquer tipo de sugestão voltadas para a solução do problema e que a médio e longo prazo não volte a se repetir. 
Vou mais longe e pergunto: que medidas práticas os nossos governantes tem tomados para enfrentar e resolver a situação? 
Eu falo em medidas práticas e eficazes, não propagandas e programas mentirosos, que nunca saem do papel e só existe com o único objetivo captar recursos, mas seus resultados não chegam a quem interessa: o sertanejo que mora no semiárido. 
Portanto, respondendo a pergunta sobre o que está ocorrendo, podemos concluir que as mudanças observadas são frutos da conscientização da sociedade, principalmente do homem do campo, que diante da omissão do Poder Público, passou a desenvolver ações e adaptar tecnologias que permitam conviver harmoniosamente com o problema. 
Ao adaptar cisternas para captar água de chuva para beber, já lhes deu uma sobrevida para produzir; ao respeitarem o meio ambiente, tem procurado minimizar os efeitos da desertificação; ao procurarem utilizar animais e plantação de forrageiras mais adaptados ao clima do semiárido, estão conseguindo criar alternativas de adaptabilidade; ao introduzir a criação de abelhas ou adaptar alternativas econômicas, estão buscando outros meios de produção e renda; ao buscarem cultivares de colheita precoce e resistente a seca, estão criando alternativas de permanência no meio rural; entre outras. 
Portanto são técnicas utilizadas que levaram o sertanejo a uma melhor convivência e até aceitar a seca como mais um componente do seu dia a dia. 
Outro fator fundamental tem sido a conquista da terra, que apesar de ainda não estarmos no ponto ideal, mas pelo menos passou a lhes dá a segurança mínima, aliado ao incentivo ao desenvolvimento da agricultura familiar, tem contribuído para que o homem do campo fosse se adaptando. 
Devemos reconhecer ainda que algumas políticas sociais implantadas pelo governo federal têm dado sua contribuição. 
Políticas como o estabelecimento do salário mínimo aos aposentados conquista esta alcançada fruto da luta social, Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar, até mesmo o Bolsa Família, tem sido fundamental para que o homem do campo fique firme e insista em permanecer na zona rural apesar das dificuldades climáticas. 
Porém, devemos reconhecer que outras políticas públicas deveriam ser acopladas, para que possamos deixar para o passado, a fome, a sede e a miséria, mesmo que as mudanças climáticas continuem a piorar. 
Devem os órgãos e empresas públicas procurar pesquisar e disseminar tecnologias simples e eficazes de convivência com a seca, amplamente aplicada em outros países e que são perfeitamente adaptáveis ao semiárido. 
Criar um programa de captação das águas através de barragens e açudes, visando atender as necessidades da região, e não de alguns produtores, como ocorreu no passado. 
Estabelecer metas para perfuração de poços artesianos para ser utilizados em projetos de pequenas irrigações são soluções simples e perfeitamente possível, falta apenas vontade política. 
Realizar uma reforma agrária séria, eficiente e adequada à região, oferecendo não apenas a terra, mas a assistência técnica, financiamento da produção garantia da sua comercialização, seriam medidas que complementariam. 
Assim, se queremos ser um país desenvolvido, não podemos abandonar o produtor do semiárido a sua própria sorte. 
O que podemos avaliar é que de tudo que foi feito no passado nada contribuiu para mudar ou melhorar a situação do nordestino. 
O que ocasionou mudanças foram situações e políticas simples que o fizeram se adaptar e aprender a conviver com a situação, se assim não o fosse, estaríamos assistindo como em todos os anos, levas de pessoas famintas saqueando cargas de caminhões e invadindo armazéns e supermercados nas cidades, haja vista que, os problemas com o clima continuam, aliás, está piorando.

sábado, 28 de julho de 2012

CHEGA DE OUVIR ARROUBOS DE NOSSOS POLÍTICOS.

Sempre me pergunto até quando o brasileiro ficará a mercê dos arroubos de nossos homens públicos, que nada ou pouco fazem em benefício desta sociedade? 
Claro que há exceções, mas como a grande maioria são pessoas que lá se encontram unicamente para se beneficiarem e beneficiar aqueles que os cercam, os bem intencionados não aparecem. 
A vaidade e o desrespeito ao eleitor tem sido o ponto focal e mais evidente destes que, em período eleitoral se apresentam de forma humilde, sem coragem de mostrarem a sua real personalidade, enganando aqueles que neles acreditam, para assim que alcançam os seus objetivos os apunhalarem, até as próximas eleições. 
E elas estão chegando. 2012 é o ano onde a população mais uma vez definirá os rumos dos seus municípios elegendo seus prefeitos e vereadores. 
Não custa lembrar que é nesta hora que teremos que olhar os candidatos de cara e ver o que realmente realizaram e o que fizeram pelo povo. 
Quantas promessas fizeram e que deixaram de cumpri-las após eleitos, pois seus compromissos não são com o povo, mas sim com aqueles que financiam suas campanhas. 
Esperemos chegar o momento exato e veremos como terão coragem de se apresentar a população. Com certeza conseguirão exercer o papel da humildade como bons atores que são, procurando igualar-se aos mais humildes, reduzindo-se a simples cidadãos, na intimidade de seus pensamentos, com certeza, deixando de se considerar em uma espécie de um deus ainda não reconhecido pela massa dos imperfeitos. 
Na certa se apresentarão sem a empáfia a que são acometidos após a eleição. 
Deixarão de lado a “grandiloqüência”, a arrogância, a autopromoção e a soberba que fazem parte inseparável da personalidade da maioria dos nossos políticos assim que alcançam os seus objetivos. Como atores, se apresentarão de forma que a maioria da população não os condene pelos maus atos praticados, por terem se afastados da convivência com os bons e honestos, por terem se omitido nos momentos em que a população deles mais precisou, quando por conveniência e se submeteu a receber as migalhas do Poder, optando pelo silêncio dos omissos ou voltando contra os interesses daqueles que nele confiou ao dar o seu voto, fazendo do seu dia a dia a pratica da falsidade dos oportunistas e sempre exaltando os bajuladores. 
Aliás, bajuladores são os que mais lhes rodeiam, e não tem lhes faltado. 
Por dever de ofício, formação e caráter, que mesmo amizade ou afeição se fingem de tal forma que passam a transparecer um papel de honestidade e franqueza, caráter é índole que não possuem. 
São estes que fazem os políticos se sentirem seres superiores, e aqui me perdoem os mais apaixonados ou crédulos, mas é por falta de uma melhor análise da nossa sociedade que possuímos os políticos que aí estão, e, considerando-se o universo, podemos afirmar que o povo brasileiro não faz por merecer a classe política que aí está. 
O Brasil não merece passar pelo que está passando. Merecemos coisa melhor. 
Chega de assistir os arroubos teatrais, as pirotecnias verbais, as entrevistas sem contestações, como se fossem seres superiores. 
Está na hora de nossa população rejeitar este tipo de candidato, que não aprendeu ou que não deixam passar a oportunidade para mostrar uma grandeza que não possui. 
Está na hora de nossa sociedade começar a refletir sobre que político merecemos e dar oportunidades aqueles que em vez de simular grandeza e desfilar poder, aos que demonstram humildade, que alisaram o banco da simplicidade, da lealdade com os amigos, que ainda não foi picado pela mosca do Poder, da bajulação barata, da busca das dificuldades para obterem as facilidades. 
Busquem nos quadros oferecidos pelos diversos partidos, pessoas que mereçam a sua confiança e com você tenha abertura de diálogo, para que possa ser cobrado. Se assim não agirmos, estaremos abrindo mão dos nossos direitos, da nossa cidadania, infelizmente! 
A experiência adquirida pela população por sucessivas eleições, nos permite acreditar que a sociedade começa a aprender a votar, pois não quero admitir que Pelé estava correto em relação a capacidade de votar do nosso povo, entendendo que, diante de tanta tecnologia e do acesso a diversas ferramentas de informações a nossa sociedade tenha adquirido conhecimentos suficientes que lhes permitam constatar os diferentes no balaio de candidatos que lhes são entregues. 
Portanto, é chegado o momento da população se aperceber que é na verdade e na essência dos valores, princípios e atributos afetivos que os homens devem ser escolhidos para assumirem uma função pública e se, circunstancialmente, a postura adotada pelo eleitor for de tolerância e contemporização, com certeza o que se assistirá no futuro será o comprometimento dos nossos políticos apenas em defesa dos seus interesses, pouco se importando com as necessidades da maioria. Desta forma não devemos jogar fora a oportunidade que nos será dada em 2012. 
Não devemos perder a chance de expulsar da vida pública aqueles que traíram os mínimos princípios morais e éticos, aqueles que buscam jactar-se de sua participação no desvirtuamento da arte de fazer política bem feita, com honestidade e voltada para os interesses de todos, principalmente para os mais pobres. 
Não deverá o eleitor perder a oportunidade de expulsar aqueles que ao longo do mandato não passaram de desertores, traidores, assaltante do patrimônio e erário público, enquadrando-os e executando-os com o seu voto, única arma que o eleitor possui para extirpar estes párias da vida pública. 
Sei que esta nossa idéia é ousada, em outros tempos poderia ser até considerada subversiva, porém, hoje respiramos uma democracia concedida pelas elites, mas ainda assim podemos chamar de democracia, e é esta democracia que nos permite a cada eleição sonhar por uma nova Nação e temos que ter a consciência que uma nova Nação se constrói a partir do seu Município que é a célula mater do País, e que cabe a cada munícipe buscar optar pelo que há de melhor, para que aqueles que estão nos Poderes superiores sintam que algo novo está surgindo e que esta passa pela renovação consciente e qualificada do seu voto. 
Sabemos ainda que não será apenas pelo voto que construireos o País dos nossos sonhos, mas como não acreditamos existir clima de uma mudança através da revolução popular, pelo menos que comecemos a dar os primeiros passos, utilizando da arma que as elites nos deram, o voto, e o utilizemos forma que possamos pelo menos escolher os menos ruins entre os piores que aí estão. 
Com a palavra o Povo Brasileiro.

terça-feira, 24 de julho de 2012

A BAHIA QUER PAZ E DEMOCRACIA

Desde que o PT e o governo Wagner chegou ao comando do governo baiano, que a Bahia a cada dia fica mais avacalhada, diante de uma sucessão de medidas antidemocráticas, sequer praticadas no período mais negro do golpe militar, acreditando seus autores, talvez, que a sociedade baiana se encontre anestesiada e que tenham as suas mentes embotadas diante da sucessão de escândalos que se repetem diariamente praticada por um governo que se intitulava democrático e republicano. 
O sentimento que hoje sente a população é de profunda decepção. 
A Bahia que sofreu ao longo de sua existência sob o tacão do coronelismo político, debaixo das botas dos militares, pisada pelo nefasto carlismo, onde o Poder estava a serviço de poucos, quando pensou que iria respirar um pouco dos ares da democracia, com a ascensão do “Partido dos Trabalhadores”, amargura um estágio que relembra o piores períodos da ditadura militar, utilizando-se da propaganda mentirosa e enganosa, não só para enganar mas amestrar a população, tal qual o Hitler, que tinha como lema uma “mentira repetida se transforma em verdade”. 
Este era o seu lema, bastante utilizado pelo carlismo e excelentemente aplicado pelo governo Wagner, através de sua Secretaria de Comunicação. 
Na Bahia não há governo, o que existe e o que há é um é desgoverno perdulário e enganador. 
Depois de viver sob os grilhões de governos antidemocráticos, os baianos se uniram, os servidores públicos acreditaram nas promessas, a classe pobre em melhores dias e a sociedade queria paz e democracia. 
Tudo isto somado fez a Bahia eleger e reeleger Wagner governador, um pseudo líder, ególatra ao extremo, que montado na popularidade do governo Lula, conquistou as massas, iludidas com as promessas de resgate da auto estima e que a partir da sua vitória a Bahia iria respirar ares da democracia, tal que era usufruída nos demais estados da federação. 
Iludiu os servidores públicos, conquistou os pobres, entusiasmou a classe média com promessas utópicas, para no final transformar a vida de todos em um inferno. Atraiu o apoio dos ricos que financiaram suas campanhas e, cooptou o que havia de pior do carlismo e trouxe para junto de si, para se refestelarem dos louros que o poder lhes proporcionou. 
Alcançado os objetivos, mostrou o seu verdadeiro caráter de pelego sindicalista, cujo papel tão bem soube encarnar no período em que esteve a frente dos sindicatos. 
Ou alguém acredita na tão propalada perseguição dos militares anda residindo no Rio de Janeiro e fugindo dos algozes vem fixar residência em Camaçari, à época uma pequenina cidade considerada como área de segurança nacional, comandada pelo cel. Elleri, cujos prefeitos eram nomeados pelos militares e um polo petroquímico sob o comando dos generais? 
Logo em Camaçari, o sr. Wagner perseguido foi fazer política sindical? Debaixo do nariz dos generais? 
Praticamente 06 anos que o Governo Wagner está no comando da Bahia e até agora nada fez em benefício da população e em prol dos servidores públicos, a não ser perseguição e praticar o maior arrocho salarial da sua história. 
Amparado pelas negociatas na distribuição dos cargos públicos, assiste-se hoje o maior escândalo na secretaria de administração loteada entre o Judiciário. Lá só tem indicado da Justiça. 
Desta forma se entende porque o judiciário nada julga contra este governo. Todas as ações que lhes são desfavoráveis é sempre protelada quando não dorme nas gavetas de algum julgador. Só há agilidade quando é favorável. 
Servidores que antes se aposentavam com 02 ou 03 meses no máximo hoje são obrigados a esperar de 01 a 02 anos, sem que tenha acesso a qualquer informação, uma vez que a PGE virou uma caixa preta. Nunca se obtém daquela Procuradoria qualquer dado ou informações. 
O tempo está passando e nada de concreto o governo baiano do PT realizou, para a população baiana que nele acreditou. 
O servidor estadual permanece com salários defasados, fruto de uma política fazendária irresponsável, colocando como titular da pasta um amigo aventureiro, que, apesar da Bahia está entre as 06 maiores economias do País, porém, patina entre a 22º e 24º em arrecadação, empobrecendo a cada dia o estado, apesar de ter recebido em 15º em arrecadação. E o mais surpreendente foi saber através do secretário que o substituiu que os lançamentos contábeis do FUNDEB estão errados. 
Fica uma pergunta no ar: dá para confiar nos lançamentos das demais contas? Onde está o TCE que não faz uma tomada de contas especial? 
Mas não falta dinheiro para a propaganda mentirosa e enganosa. Ninguém aguenta ouvir mais tanta ladainha do que não existe, é muita mentira para um governo só. 
Achou pouco a mentira do TOPA, que não alfabetizou ninguém, enveredou pelo Agua para Todos, que na primeira seca, a Agua foi para poucos ou ninguém, agora surge mais uma mentira, a do saneamento, tão explorado neste governo como um sucesso e o diagnóstico feito pelo TCE é negativo, ou seja, houve através da EMBASA, outrora empresa conceituada, hoje parece mais um tamborete de tão mal administrada, fragilidade no estabelecimento de metas e no acompanhamento e avaliação das ações. 
Aliás, neste governo a única coisa que a EMBASA aprendeu a fazer foi aumento estratosférico nas contas, praticando um verdadeiro assalto a mão desarmada. 
 Hoje o povo tem mais medo da EMBASA do que dos assaltantes. 
Vimos recentemente as reclamações de um conceituado advogado que muito batalhou pelos direitos humanos na época da ditadura, da forma como é impedindo de advogar pela PGE e pelo desrespeito que esta instituição tem com as decisões judiciais. São atitudes que segundo ele, nem no período mais negro da ditadura, jamais aconteceu. Mas está acontecendo no governo “democrático do PT”. Assiste-se hoje o desrespeito e descaso como estão sendo tratados os professores baianos por um governo que não tem coragem de abrir as contas do FUNDEB, pois sabe o quanto de recursos foram desviados de suas finalidades. 
Esquece ele na sua indecorosa proposta, que em 2013 haverá reposição salarial em razão da inflação acumulada em 2012 e que haverá um novo aumento no Piso Salarial dos professores, que a bem da verdade é a única categoria contemplada com o Piso em artigo da Constituição Federal. 
Tanta luta, para um governadorzinho querer rasgar. 
Utiliza a Lei de Responsabilidade Fiscal como retórica para blindar o cofre estadual, porém a mesma lei que restringe as despesas do funcionalismo, não é observada para os vultosos gastos com a dívida pública, ou mesmo para o inchaço do estado com a criação de centenas e centenas de cargos, visando acolher os adesistas de última hora. 
E o pior, utiliza o dinheiro público, para através de verbas generosas e notas mentirosas tentarem jogar a população contra a categoria. 
Ainda bem que a sociedade baiana entendeu e quem está impedido de andar nas ruas é ele, pois por onde passa é vaiado, ao ponto de transferir a data de saída do cortejo de 02 de Julho para fugir da população, porém, quem teve que sair do cortejo foi o governador. 
É por essas e por tantas outras que hoje me envergonho de ter dado o meu voto na primeira eleição a Jaques Wagner, mas com certeza em outubro iremos dá a resposta que este governo e o PT merecem.

sábado, 7 de julho de 2012

AGUENTA CORAÇÃO. AINDA RESTAM 2 ANO E MEIO

As promessas de campanha não cumpridas, nomeação de uma equipe de assessores formada pelo que há de mais incompetente, com raríssimas exceções, falta de zelo com as contas públicas, erros administrativos contínuos e primários, omissão na solução dos problemas, manutenção e convocação de ex-carlistas para o quadro de assessores - estes mesmos que sempre foram responsabilizados pelos desmandos na Bahia e que continuam com as mesmas práticas -, tudo isto formam um quadro que transformou no principal foco de desgaste do governador petista Jaques Wagner, levando hoje a ser avaliado como um dos piores governadores das últimas décadas que passou pela Bahia e considerado pelas pesquisas nacionais como um dos piores do País. 
Tudo isto alimenta a artilharia dos adversários do PT e aliados na eleição para as Prefeituras, que já consideram o apoio de Wagner igual a mandacaru, não da sombra nem encosto. 
Pesquisas por telefone já demonstram o tamanho do estrago eleitoral causado pela greve dos professores à prefeitura de Salvador, por conta da intransigência do governador. Como em Salvador, a preocupação se estende pelos candidatos no interior, onde o índice de rejeição de Jaques Wagner é ainda mais elevado. 
É lógico e já comprovado que o desgaste e a rejeição ao governador se transformaram em passivo político que contaminarão as campanhas municipais ao enfraquecer o seu potencial como cabo eleitoral e, por tabela, eleve a rejeição ao candidato do partido a prefeito; As greves dos servidores mostrou a outra face do governador, aquela do político que não costuma honrar os compromissos assumidos, contribuindo para aumentar o desgaste do governo junto a sociedade baiana. 
São docentes paralisados, lutando pelo cumprimento de um acordo assinado e rasgado pelo governador, que garantia um reajuste de 22,22% neste ano e o Estado ofereceu 14%, escalonados até 2013. Foram os policiais militares que pararam por 12 dias, lutavam pela GAP, outro compromisso rasgado. São os médicos suspendendo por 24 horas as atividades na tentativa de buscar negociações para as promessas não cumpridas. E seguindo o mesmo caminho, outras categorias também ameaçam, diante dos impasses e do verdadeiro paredão colocado à frente dos servidores para não cumprir o prometido. 
A cada passo dado o governo procura, com o dinheiro público, tentar jogar a sociedade contra os servidores públicos, sem que o Governo Wagner assuma as suas responsabilidades e seus erros na condução do problema. É o retorno da mentira e do autoritarismo. 
Enquanto isto, os candidatos a prefeito estão angustiados e temerosos quanto ao resultado eleitoral, já que visível o desgaste e a rejeição junto aos servidores públicos estadual, cuja rejeição já traz como resultado a sua contaminação junto à sociedade e, por tabela, no eleitorado. 
Enquanto o desgaste do governo aumenta, por certo os opositores irão explorar os problemas com os servidores durante a campanha, pois será inevitável e lógico que o PT e aliados paguem o preço da época em que era oposição o que pregava e defendia contra o que está fazendo agora como governo. Lembremos algumas promessas da Jaques Wagner, então candidato, para que as pessoas recordem e comparem o Wagner candidato e o Wagner governador. 
Aos servidores públicos prometeu salários dignos, recuperar as perdas salariais e pagar a URV. Aos policiais pagar as GAP’s e reintegrar os policiais afastados por conta da greve e com base na lei da anistia assinada por Lula, greve que o então deputado federal de olho no governo, apoiou, defendeu e bancou. Agora que é governo, rapidamente mudou de lado e jogou no lixo os “ideais” antes defendidos, 
Prometeu paz e segurança para a sociedade baiana, seja da capital ou do interior, e o que temos visto é um governo inapetente e incompetente na área de segurança pública, onde a violência cresceu absurdamente na Bahia, sem que demonstre qualquer reação. 
Lembram, durante a campanha de 2006 Wagner por diversas vezes foi a televisão e prometeu o Bolsa Família Estadual – complementando a bolsa família federal com recursos do tesouro estadual. Alguém dá alguma notícia desse complemento? 
E o prometido oceanário na Baia de Todos os Santos. Tudo promessas para se eleger. Hoje, nem ele quer tocar no assunto, muito menos o “ilibado” PT. E ai quem for cobrar vai ter que ouvir.
Em 2007 mudou o governo, assumiu o PT, assumiu Wagner e as suas promessas junto com o sonho dos baianos, mas as práticas continuaram piores que os 16 anos do carlismo, época chamada do império da Malvadeza. 
Com a vitória a Governador a esperança voltava a reinar no Estado da Bahia, e os servidores públicos e a população passaram a acreditar que as velhas práticas tão criticadas por aqueles que estariam assumindo o atual Governo, seriam diferentes, que não passariam apenas de promessas de campanha eleitoral, aliado ao passado histórico do PT, sempre ao lado dos trabalhadores. 
Hoje, o baiano ver um estilo e uma forma de governar muito pior do que o governo carlista. Enfrenta a população um choque de contradições, jamais imaginada por aqueles que votaram e acreditaram que fatos como estes não voltariam a acontecer no Estado da Bahia. O líder que tanto criticou perseguições, descumprimentos de ordem judiciais, de falta de diálogo com servidores e a sociedade, é o mesmo que inexplicavelmente utiliza dessas armas para fugir das promessas que insiste em rasgar, para ameaçar servidores e para instalar não só a malvadeza, mas a tortura psicológica e o medo. É o governo que vai deixar como marca o terror, como única obra. Este será o seu legado. Tudo isso tem levado o governo Jaques Wagner ser avaliado como um dos piores do Brasil. 
Parece que não é só o povo da Bahia que anda por ai a falar que o governo de Jaques Wagner não presta. O governador baiano recebeu um título que não envergonha somente ao seu governo, mas a todos os filhos da Bahia que votaram e acreditaram nas suas promessas de campanha. De oito governadores avaliados, o governador Jaques Wagner ficou no último lugar, e não ficou pior, porque só foram avaliados 08 governadores. Ele simplesmente foi o último. 
Portanto, diante do modelo Petista de Governar aplicado pelo governador Wagner, hoje o PT se consolida como o Partido dos Traidores do funcionário público e do povo baiano e o governador como o carrasco do funcionalismo. O politico que fez campanha com o contracheque do professor numa mão e o do policial militar na outra, hoje não honra os compromissos firmados com nenhum servidor. É um político que não tem a honra de cumprir em pé aquilo que falou sentado. 
Hoje a marca construída pelo governo Wagner é de um governo que não cumpre o que assina e muito menos honrar o que promete. Foi assim com a URV que os Tribunais já reconheceram o direito dos servidores, foi assim com a anistia e incorporação dos policiais, afastados pela greve que ele mesmo apoiou e incentivou e tem sido assim com tudo que tem prometido.
Só uma coisa ele não esqueceu o de contar lorota e mentir para os funcionários públicos e para a população baiana. E o faz com a maior desfaçatez e cinismo tal e sem qualquer tipo de compromisso e lealdade, criando as tais mesas de negociação que não passam de  mesa de enrolação, montada para enganar os servidores ou aqueles que nela sentam. Tudo jogo de cena. E o pior de tudo é que ainda tem dois anos e meio pela frente, quando com certeza outras maldades estarão praticando. Pena para o PT, que sairá desse governo tão desacreditado que não sei como o seu candidato irá pedir votos. Pena para os candidatos a prefeito e vereador, que verão seus nomes queimar na fogueira do descrédito e desmoralização do governo Wagner, mesmo sem merecerem a execração pública a que serão submetidos.

sábado, 30 de junho de 2012

SEJA RESPONSÁVEL. SEU VOTO PODE MUDAR.

No Brasil, a cada dia fica mais claro para população, que em política os “princípios éticos” sempre correspondem a necessidade da classe política em se locupletar, e que tudo é realizado contrariando todas as normas morais e legais. Os políticos jamais demonstram preocupação em promover o bem comum da população, ao contrário, utilizam ou lançam mão de qualquer meio e subterfúgios para alcançar os seus objetivos. 
 De há muito deixaram de ser éticos, já que sempre se utilizam da mentira para convencer ou ganhar o eleitor, iludindo-os com promessas que sabem jamais cumprirá ou sequer pensam em um dia cumprir, já que o objetivo traçado é unicamente o de obter um mandato que lhes permita legislar em seu próprio benefício ou daqueles que os financiaram. Outros almejam administrar os bens públicos, não com a meta de gestar políticas visando o bem comum, pelo contrário, tem como meta fazer uso e proveito, retirando deles o máximo que puderem para si e aliados. 
Qualquer que seja o caso, parte da população tem a clareza, que o político brasileiro não tem e nem adota a ética como fim, dela se desviando, fazendo da política o meio encontrado de favorecimento para si e para uma minoria. Isto quando não estão envolvidos com criminosos. 
Tem sido comum, principalmente entre aqueles que defendem a forma de fazer política nos dias atuais, afirmar em defesa dos seus argumentos, que a falta de ética é uma prática utilizada por uma minoria e que há uma grande quantidade de bons políticos. Ora, se esta afirmativa fosse verdadeira, não assistiríamos tantos escândalos que estouram diariamente, envolvendo a tudo e a todos. Com raríssimas exceções. 
O que temos visto na prática e as nossas observações nos levam a concluir, que há bem poucos políticos bem intencionados e estes poucos ao conviverem neste meio podre, logo se decepcionam e em sua grande maioria chegam a abandonar a carreira por não concordarem em se chafurdar no lamaçal e na podridão em que vivem a maioria. Outros também bem intencionados são obrigados a se afastarem por não suportarem a pressão que lhes fazem para que se aliem ou apoiem às suas falcatruas. Esta é a verdade. E esta podridão a gente assiste a partir das Câmaras Municipais. 
Não sei se tivemos anteriormente, um ambiente político tão imundo como nos dias atuais. São homens públicos envolvidos em todo tipo de falcatruas e maracutaias, sem que nada lhes ocorra. A situação está a tal ponto, que parece que no Brasil só se dá bem quem se envolve com este ambiente, fazendo com que as pessoas honestas e éticas sintam vergonha de alardear esta virtude. 
Vivemos hoje em uma sociedade em que a maioria se vê sem motivação para esboçar qualquer reação, pois se sentem marionetes nas mãos dominadas por interesses minoritários e escusos. São homens públicos que envergonham a história deste País, vivendo em uma sociedade apodrecida, envolvidos em elevados níveis de corrupção, onde diariamente a sociedade assiste um relacionamento promíscuo daqueles que se dizem seus representantes, associados a grupos criminosos, organizados e até armados, e se fazendo passar como seus protetores e benfeitores. 
O que se vê hoje nas Casas Parlamentares, nas práticas do Executivo e de parte do Judiciário, já seria suficiente para que a população se enchesse de indignação, em uma Nação onde 25% da sua população, resistem vivendo abaixo da linha da miséria, sendo que cerca de 9 milhões deles passam fome literalmente, ocasionado por um modelo econômico concentrador de renda e de pouca absorção da mão de obra, fruto de uma política educacional pública sucateada que não oferece perspectiva de futuro digno daqueles que dela necessita. 
Enquanto assiste este quadro desalentador, os homens públicos estão a se preocupar em atender os seus próprios interesses, sem nenhum compromisso em criar políticas públicas eficazes visando buscar resolver os nossos graves e estruturais problemas. Não se vê no semblante dos nossos políticos a mínima preocupação. 
Talvez, este ano, por estarmos em ano eleitoral, demagogicamente se apresentem a população com projetos e promessas para a solução dos problemas. Cada um terá uma solução milagrosa. Passadas as eleições os miseráveis continuarão mais miseráveis, o pobre continuará mais pobre e assim caminhará a passos largos a política nacional. 
A situação chegou a tal ponto, que segmentos da população consideram como normal o manancial de escândalos de corrupção em que nos encontramos; aceita passivamente a má aplicação dos recursos o públicos pela grande maioria dos nossos gestores, e até concordam com os desvios éticos e morais de nossos políticos e juristas. 
Quando os escândalos explodem, a mídia que está sempre omissa, passa a explorar de forma exagerada os fatos, parecendo inclusive e em muitos casos está a serviço de grupos de oposição. Passado o período de audiência, esta mesma mídia se encarrega de levar estes mesmos fatos para o baú do esquecimento, como se nada tivesse ocorrido, de forma que este esquecimento leve a IMPUNIDADE. 
E este esquecimento parece ser feito de forma proposital, de forma que esses mesmos políticos envolvidos nos mais variados escândalos de corrupção, que em sua grande maioria poderiam ser enquadrados em crimes hediondos e que enojam a maioria dos brasileiros, acabam levando-os a serem reeleitos, pois são homens que como ninguém aprenderam a arte de manipular as massas, seja com discursos bonitos ou mesmo utilizando dos recursos apropriados ilegalmente. São reeleitos provavelmente por grande parte da população, mantida na miséria e com baixa escolaridade, pois é exatamente com esse propósito, que eles perpetuam a situação que hoje se encontra. 
Não se vê qualquer interesse de alguém em punir alguém, o que faz crer que nos três níveis de governo - Executivo, Legislativo e Judiciário - todos têm algum tipo de culpa no cartório, e que existe um pacto entre eles onde ninguém mexe com ninguém, e que cada um siga o seu caminho sem incomodar ao outro, desde que todos continuem se dando bem. 
E mesmo com tanto roubo e desvios éticos, podemos afirmar sem medo de errar que vivemos em um país abençoado. Apesar de todos os desmandos e desvios de conduta, de recursos e de práticas imorais dos políticos e das nossas instituições, onde o legislativo vive a aprovar leis baseadas em princípios aéticos, obscuros e imorais, o Brasil é um País grandioso que, com tantos maus tratos ainda é fantasticamente belo, próspero e grandioso, com uma economia forte e pujante, e um povo valente, dotado de talentos mil, capaz de superar e passar por cima de todas as dificuldades e continuar crescendo, chegando a incomodar as maiores economias, aquelas chamadas de desenvolvidas. Apesar de tudo e de nossos políticos ainda chegaremos lá. 
Pela grandeza do seu povo é que é esta Nação sobrevive. E está chegando a hora de darmos os primeiros passos para modificar este quadro que aí está. Temos o dever moral de nos unir, àqueles que já não suportam tantos desmandos, e dá o grito de alerta. Começar a se opor a esses desmandos, orientar aqueles que ainda não acordaram, para que de forma pacífica, busquem priorizar os interesses da coletividade, dando um basta aqueles políticos e homens públicos que apenas utilizam do bem público em benefício próprio. Pense bem. 
O Brasil e sua cidade necessitam e merecem que todos se unam em benefício da coletividade, com uma sociedade feliz, e com sua população sem ter que passar pelo dissabor da miséria física e moral a que hoje estão submetidos, pela falta de ética na política. E tenha cuidado, pois este será o ano em que os lobos se apresentarão em vestes de cordeiro. Em que os ladrões do dinheiro público, se apresentarão como os homens mais honestos deste País ou da sua cidade. Mais caberá a você decidir. Uma dica apenas: pesquise a vida daqueles que se apresentarem pedindo votos. Quem era, onde trabalhou, que cargo exerceu, como chegou ao patamar ou ao status financeiro que demonstra hoje. O que fez como político, agiu honestamente? O que obteve o foi com honestidade ou no cargo que exerceu fez todo tipo de falcatrua? Estaria ele se utilizando de órgãos públicos para alavancar a sua candidatura? Se estiver enquadrado em algum dos itens que o desabone, negue o seu voto. Ele não merece ser votado. Ele não é digno em ser seu representante. 
Lembre-se que é você quem decide os destinos da sua cidade. Ela está em suas mãos. Depois não se arrependa, pois um voto errado a cidade é punida por quatro anos.

sábado, 23 de junho de 2012

COMO VENCER A VIOLENCIA

Devemos reconhecer que se instalou em nossa sociedade a cultura da esperteza, da violência, da imoralidade e da falta de amor. 
Este procedimento aceito por setores da sociedade tem deixado aqueles que não admitem este modo de viver confusos, alguns acuados, outros adoecidos, diante da banalização do mal e da inversão de valores. 
Vivemos hoje num contexto de violência, grosserias, falta de educação e respeito. 
Isso em todos os lugares e ambienteS, seja dentro de casa, no trabalho, nas escolas, nos lugares públicos, enfim há uma falta de paciência que está generalizada. 
A coisa chegou a tal ponto que ninguém consegue compartilhar nada com ninguém. É um mundo cão, onde cada qual se acha dono do espaço que ocupa. 
Chegamos a um estágio que ninguém é capaz de ceder o lugar para um idoso, uma mulher com criança ou grávida, um deficiente físico sequer no coletivo, imagine em outros lugares. 
Olhe em sua volta e veja em quantas famílias os irmãos não conversam entre eles; quantos filhos se recusam a falar com os pais, vivem mudos como se estes fossem seus inimigos, quando não os agridem fisicamente ou por palavras. 
Veja nas ruas como anda o clima. 
As pessoas se agridem, se xingam; no trânsito é cada um por si, procuram não dá espaço; brigam e matam por qualquer bobagem; não respeitam os pedestres, jogando o carro em cima das pessoas, quando não enchem a cara e saem por aí matando inocentes. Este é o tipo de relacionamento dos dias atuais. Falta solidariedade. 
Infelizmente, tudo é motivo para agressão e violência. 
No Brasil de hoje, ser socialmente "correto" é sinônimo de desonestidade e de esperteza,em razão do  desrespeito às leis, onde o império da corrupção deslavada predomina, levada por uma justiça cada vez mais condescendente com os criminosos. 
Diante disso, assiste-se o domínio da impunidade e da intolerância. 
Este quadro tem colaborado para o aumento da violência urbana, levando todos a viverem em permanente tensão, acarretando um crescente nível de estresse. Adoecendo a todos. 
Infelizmente, temos que reconhecer que o medo excessivo em razão desta violência que a cada dia tem aumentado, está muito perto de nós, batendo nas nossas portas, sem que vejamos uma luz no final do túnel. 
É visível e notório que as pessoas em razão deste estado de coisas, estão mudando seus hábitos, tentando se protegerem desta violência. 
São casas com muros que mais parece um presídio, portas e janelas trancadas e gradeadas, carros blindados e o medo de saírem às ruas têm levado a sociedade para o isolamento, acabando com a antiga solidariedade entre as famílias, trazendo a todos a triste sensação de inutilidade. 
Hoje o que mais se escuta são notícias de espancamentos, estupros, desrespeito a idosos, às mulheres, às crianças e a deficientes. Isto tem levado as pessoas a ter medo de sair de casa, de deixar seus filhos brincar livremente como antigamente. 
Diante disto, as pessoas estão se privando do direito à liberdade. 
Nada justifica a violência que hoje impera, exceto a omissão dos Poderes constituídos em buscarem alternativas e soluções. De buscar o diálogo e junto com a comunidade se tornar aliados para dar um fim este atual estágio de barbárie que vivemos. 
A situação chegou a tal estágio, que hoje todos estão sendo atingidos. Não mais escolhem a condição social, religião e idade, para praticá-las. 
Somado a violência física, temos a violência verbal que se junta ao preconceito presente em nossa sociedade, diante da exclusão social, sendo este último uma excrescência nos dias atuais e que não tem levado a lugar algum. 
Enquanto nossos governantes não descerem do palanque e darem o devido valor a Educação, não poderemos sonhar com dias melhores. 
É sabido por todos, que só através da educação poderíamos proporcionar uma vida mais digna para todos os cidadãos. 
Se muitos atos violentos são cometidos, muitos deles devido ao desespero de não conseguir sustentar a família, por exemplo, só através do conhecimento estas pessoas seriam induzidas a procederem mudanças de comportamento, pois estariam conscientizadas da responsabilidade dos seus atos e pelo que fazem. 
Ora, o homem sabendo da punição que poderá receber da sociedade, o levará ao caminho do respeito pelo próximo, que é à base do bom relacionamento e da convivência entre as pessoas e passará, a saber lidar com cada situação sem a necessidade de utilizar a força, como forma de obter o desejado. Com certeza, isto ocorrendo deixaremos de conviver com tantos índices de violência. 
Não imaginamos um mundo onde todos pensem de uma mesma maneira. Muito pelo contrário, até pelas diversas formações culturais sempre haverá divergências, porque cada ser humano tem a sua forma de pensar. 
Lógico que somos diferentes, não só fisicamente, mas também intelectualmente e educacionalmente, mas não existe um método melhor de resolver as divergências que não seja pelo diálogo. 
A força e a violência é o caminho encontrado pelos fracos, que acreditam que assim agindo estarão demonstrando todo seu poderio. Como estão enganados. 
É, portanto, pelo diálogo que aprendemos a perdoar. 
E  os homens, infelizmente, ainda não aprenderam a perdoar, exatamente porque ainda não estão educados para dialogar, e o único caminho para que os homens aprendam o que é perdoar, seria através do conhecimento e, se bem educados, talvez, aprendessem o sentido do que seria a compaixão. Este seria o caminho. 
O País em que vivemos, não é mesmo que vemos, mas ele é fruto do que construímos. 
Se como diz os diversos segmentos religiosos “que o homem é a imagem e semelhança de Deus”, então que busquemos dentro de nós esta semelhança e ao alcançá-la passemos todos a viver em paz, e que tenhamos a consciência de que todos somos iguais. A partir deste instante, com certeza, a violência irá se dissipar e será vencida pelo amor e pelo saber. 
Quando cada um obtiver o conhecimento e a educação que ofereça oportunidades iguais a todos e o homem passar a colocar o amor ao próximo em primeiro lugar, nada o levará a violência. 
Não serão as desigualdades sociais, o medo, a vergonha, a humilhação, a pobreza, as drogas, que irá ditar as regras, ou que irá convencer a entrar no caminho errado. 
Não serão os outros que irão ditar as regras ou dizer e pensar por você. 
Não, você estará suficientemente preparado para enfrentar cada situação e tirar de letra. 
No dia em que a humanidade colocar o amor em primeiro lugar, as pessoas procurarão levar alegria e esperança àquelas que talvez nunca tenha visto antes, que não sabe como se chama ou mesmo onde mora, mas terá a sensação de felicidade por ter feito alguém feliz e que teve como pagamento um sorriso. 
Aí sim você terá a certeza de que vale a pena colocar o amor em primeiro lugar. 
Para isto precisamos nos auto-avaliar, e começar a nos conscientizar que colhemos o que plantamos. Se plantarmos amor, receberemos amor, se plantamos raiva e ódio colherá o mesmo. 
Portanto, usemos da liberdade que possuímos para amar e levar amor às pessoas por mais difíceis que aparentem ser ou por mais insuportáveis que se apresentem, mesmo que não recebamos o mesmo em troca. 
Amar a quem nos amam é beleza não há dificuldades, porém amar os difíceis  é aí que está o nosso maior desafio. E só com o amor e levando amor para estes complicados é que venceremos a violência e o medo.

domingo, 17 de junho de 2012

SONHOS QUE O PT NEGOU

O ideário neoliberal traz no seu bojo graves ameaças as conquistas sociais historicamente obtidas, pelo fato de privilegiar o mercado ao pleitear um desenvolvimento econômico com um único viés,  através da desregulamentação da economia, cujos fundamentos representam grande possibilidade de liquidar as conquistas sociais duramente conquistada, acarretaando em aumento ainda em maior nível e de forma alarmante as desigualdades sociais. 
As propostas daqueles que são contra esse modelo, a  nova esquerda brasileira, tem como ponto de partida a manutenção, ampliação e defesa dos direitos sociais, aliado a obtenção de novas conquistas e de novos progressos em termos de justiça social, de forma que se possa construir uma nova economia mais humana, menos desigual, menos injusta socialmente e com uma melhor distribuição de renda. 
Que fique claro, o sonho das esquerdas é o de apontar para um novo modelo econômico, independente do ideal socialista, este um sonho a ser alcançado em longo prazo. É um modelo que  aponta alternativas à modernização, como caminho alternativo ao modelo neoliberal, seja no âmbito de partidos políticos ou dos movimentos sociais. Pena que o PT, partido que lidera uma coligação que vai da direita a esquerda, não tenha entendido o recado e passe para a história, como o partido que acuou as esquerdas, ao dar uma guinada de 180º graus para a direita, jogando no lixo tudo que plantou no passado. 
Caberia ao PT coordenar ações que levasse a convergência entre as múltiplas forças políticas que está ao seu redor e apontasse para um caminho onde imperasse a justiça social em lugar da imposição do mercado como atualmente, desconsiderando totalmente os ideais de justiça social. 
Pelo simples fato do PT ter emergido através de uma coligação a qual historicamente tinha os partidos de esquerda como primeiro e fortes aliados, esperava-se ao assumir o Poder a apresentação de uma inovadora conjuntura sociopolítica, a qual expressasse um novo modelo, onde a política econômica ganhasse um novo contorno e priorizasse os ideais de justiça social, acarretando em um novo um processo de reformulação e revisão do pensamento e do discurso político da direita de um novo colonialismo implantado através da política neoliberal. 
A ascensão do PT ao Poder se deu fundamentada nos princípios dos ideais de justiça social, que sempre orientou o pensamento da esquerda brasileira e que população assimilou. 
Porém, o que se vê, é uma administração não tem expressado esses ideais, dando a essa luta um novo formato, através da continuidade a uma política econômica estabelecida pelas elites desde que o País foi colonizado, acrescido de alguns programas sociais, aceitos pelos neoliberais, sem permitir, no entanto, que se ampliem as conquistas e a justiça social, de forma que a desigualdade continue e que a injustiça social campeie em nossa sociedade. 
Hoje, o que se busca, é a redução do fosso das desigualdades. Um caminho onde seja implantada uma sociedade mais humana e menos desigual, bastante diferente do modelo defendido pelos atuais ideólogos petistas. Pena que o PT não entenda ou não queira participar deste sonho. 
Na realidade, o mais importante no momento é garantir a manutenção das garantias e dos benefícios sociais e trabalhistas já conquistados, hoje bastante ameaçados pela política neoliberal implantada, para num segundo momento lutar para obter, conquistar e ampliar os direitos e progressos em termos de justiça social para as camadas mais baixas da sociedade. 
Caberia ao PT liderar essa nova esquerda brasileira, atuando ativamente no cenário político e social com o objetivo de mobilizar a sociedade, principalmente as camadas populares. Infelizmente o PT abriu mão deste sonho e caiu nos braços neoliberais, deixando as esquerdas acuadas, sem maiores argumentos, para se contrapor aqueles que consideram o neoliberalismo como o sistema ideal e “socialmente mais justo”. 
O PT, desta forma, pode ser considerado o responsável pela derrocada dos sonhos e ideais da esquerda, uma vez que não implementou as transformações estruturais impostas pelo sistema capitalista, de forma que pudesse superar e que permitisse o País respirar uma nova ordem social e política. 
Essas foram bandeiras e lutas relegadas após a ascensão do PT ao Poder, que tem se mantido na defensiva, em lugar de ser mais ofensivo, de forma que pudesse se contrapor ao ideário neoliberal. 
O sonho de construir uma sociedade menos desigual deixou de serem prioridade, e o que se observa é a cada dia uma maior aproximação da manutenção da política econômica encontrada e implantada, relegando os ideais de justiça social. 
O que está claro para a sociedade é a derrocada dos ideais pregados no passado e que, as transformações estruturais do sistema econômico capitalista, junto com a criação de um Estado de justiça social já não são prioridades, estando superados, apesar de alguns entenderem que os sonhos da esquerda ainda estão adormecidos, mesmo que essas transformações para serem alcançadas e operacionalizadas o sejam de forma gradual, sem o radicalismo apregoado no passado. 
É preciso que saibamos, que em pleno sec. XXI, a direita continua aí e  um dos motivos e o incentivo obtido tem vindo do deslocamento do PT da esquerda para o centro – direita e ao optar por se aliar ao que há de mais podre no cenário político nacional, convivendo lado a lado com políticos que fizeram e fazem da administração pública o seu trampolim para ilícitos e enriquecimento, encurralou a esquerda, deixando-a momentaneamente sem discursos ou argumentos. 
Mesmo vendo seu eleitorado minguando, a direita continua viva, e buscando sobreviver. Para enganar a população muitas vezes utilizam do discurso do centro - esquerda, chegando a defenderem investimentos no social. Hoje defendem uma máquina governamental menos inchada, logo eles que fizeram do serviço público o seu cabedal de empreguismo, de enriquecimento ilícito e de manutenção do Poder. 
Portanto, torna-se necessário que as reformas tragam no seu conteúdo um conjunto de medidas e políticas econômicas que busquem não apenas o Estado ideal e possível de justiça social, mas que procurem instaurar um modelo de desenvolvimento global, fundamentado e alicerçado num amplo programa de distribuição de renda e, em uma efetiva e eficiente reforma agrária, de forma o desenvolvimento proposto seja um agente estimulador e de incentivo, não apenas para o crescimento econômico, mas que efetivamente, ocorra uma valorização e crescimento dos salários e que estimule a participação dos salários na renda nacional, acarretando, como isso, o aumento do poder aquisitivo dos trabalhadores.