quarta-feira, 29 de julho de 2026

Irã fechará Ormuz para países e empresas que apoiam plano dos EUA de usar ativos iranianos congelados

O porta-voz do Quartel-General Central Khatam Al-Anbiya, Ebrahim Zolfaghari, declarou nesta terça-feira (28) que o Irã fechará o estreito de Ormuz para países e empresas que apoiarem o plano do presidente dos EUA, Donald Trump, de utilizar ativos iranianos congelados para fins de compensação financeira.

Na semana passada, Trump afirmou que Washington utilizaria ativos iranianos sob custódia dos EUA para compensar eventuais danos a navios e cargas em meio ao bloqueio militar norte-americano em curso no estreito de Ormuz.

"Alertamos todos os países e empresas que acolhem a proposta de Trump de usar ativos iranianos congelados que, de agora em diante, as forças armadas iranianas não permitirão a passagem de seus navios por Ormuz", aponta o comunicado, citado pela emissora estatal iraniana IRIB.

Na madrugada de 18 de junho, Teerã e Washington assinaram um memorando para encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro. No entanto, desde 8 de julho, as forças dos EUA realizaram várias séries de ataques contra o Irã. O Comando Central dos EUA alegou que os ataques eram uma resposta a ações iranianas contra navios comerciais que atravessavam o estreito de Ormuz. As forças iranianas responderam com ataques a bases dos EUA no Oriente Médio.

Em 12 de julho, o Irã anunciou o fechamento do estreito até o fim da interferência dos EUA na região, após mais uma onda de trocas de ataques entre as partes do conflito. No dia seguinte, Trump afirmou que os Estados Unidos se tornariam "guardiões" de Ormuz. O republicano também restabeleceu o bloqueio norte-americano aos portos iranianos.

Agora, Teerã tem como alvo as empresas que aderirem à nova proposta de Trump. Até o momento, não há informações sobre o repasse de valores iranianos bloqueados para o reparo de embarcações supostamente atingidas em Ormuz.

<><> Navios europeus são alvos legítimos, afirma Irã

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã para Assuntos Jurídicos e Internacionais, Kazem Gharibabadi, afirmou nesta terça-feira que qualquer navio europeu que tente se aproximar do estreito de Ormuz será um alvo legítimo.

Segundo Gharibabadi, a política do Irã é garantir que a passagem nunca retorne ao seu estado anterior à guerra. Na visão do vice-ministro, se fosse aberta a rota sul do estreito de Ormuz, não seria possível mais manter o controle sobre o estreito.

A autoridade destacou também que Teerã não teme tomar qualquer medida necessária para fortalecer seu controle sobre Ormuz, mesmo que isso signifique a retomada da guerra. O estreito, para ele, é uma questão de segurança nacional para o Irã e representa um ativo defensivo estratégico para o país.

Gharibabadi também reforçou que o país não recebeu nenhuma proposta de negociação com os Estados Unidos nos últimos 15 dias. A autoridade destacou que os americanos transmitiram uma mensagem, por meio de Omã, afirmando que não planejam realizar ações militares contra Teerã.

Ainda sobre Omã, Gharibabadi declarou que Mascate tentou trazer um terceiro país para remover minas da parte sul de Ormuz, mas não foi concedida permissão para isso.

<><> Após 5 meses dos ataques dos EUA, Irã continua lutando com eficácia, afirma jornal

O Irã está efetivamente lançando contra-ataques com mísseis mesmo após cinco meses de centenas de ataques dos Estados Unidos e de Israel, informou um jornal ocidental.

Segundo a publicação de jornal de grande circulação britânico, o Irã demonstrou a eficiência das suas forças de mísseis durante o conflito com os Estados Unidos. O país continua sendo capaz de atingir com alta precisão instalações militares norte-americanas no Oriente Médio, lê-se no artigo.

"Cinco meses depois e após centenas de ataques dos Estados Unidos, o Irã consegue manter a eficácia de suas forças de mísseis, continuando a desferir, aparentemente, ataques precisos contra alvos na região", diz a publicação.

Segundo o jornal, Teerã conseguiu aprender lições e aproveitar a experiência adquirida durante os intensos ataques norte-americanos em março e abril. O Irã está efetivamente atacando as principais bases dos EUA no Kuwait e Bahrein, bem como instalações na Arábia Saudita e no Catar, apontou o material.

Os engenheiros militares iranianos demonstram a capacidade de reabastecer e restaurar rapidamente as capacidades dos mísseis, usando também a infraestrutura subterrânea, que continua sendo uma das ameaças aos Estados Unidos, diz o material.

Conforme o texto, será muito difícil para Estados Unidos e Israel encontrar os locais de lançamento de mísseis iranianos, já que o Irã se aproveita da sua localização geográfica e esconde habilmente seus sistemas de mísseis.

"O Irã é um país grande e procurar esses lançadores de mísseis é como procurar uma agulha em um palheiro", afirmou ao jornal o especialista em defesa iraniana, Farzin Nadimi.

Os militares dos EUA realizaram várias séries de ataques contra o Irã desde 8 de julho. O Comando Central das Forças Armadas dos EUA alegou que isso teria sido feito em resposta às ações do Irã contra embarcações comerciais que passaram pelo estreito de Ormuz.

Os militares iranianos retaliaram atacando bases americanas em vários países do Oriente Médio. Em 9 de julho, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que o cessar-fogo com o Irã não era mais válido.

<><> Mídia revela 3 opções para novos desenvolvimentos no contexto do conflito dos EUA com Irã

Uma operação terrestre dos EUA contra o Irã continua sendo improvável, segundo escreve jornal ocidental.

De acordo com a mídia, Washington tem três opções para novos desenvolvimentos no contexto do conflito com o Irã: expansão de ataques à infraestrutura crítica do Irã, ataques a instalações nucleares e uma operação terrestre.

"Na realidade, uma guerra terrestre continua sendo improvável", diz a publicação.

O jornal aponta que a captura da ilha iraniana de Kharg, por exemplo, poderia tornar as tropas dos EUA vulneráveis e os ataques terrestres às instalações nucleares iranianas seriam acompanhados por riscos "significativos".

Na semana passada, um jornal de grande circulação norte-americano citou uma fonte que afirmou que os EUA estavam considerando um plano para apreender estoques de urânio enriquecido de instalações nucleares iranianas e poderiam mobilizar milhares de militares para essa finalidade.

Ao mesmo tempo, uma fonte militar conhecedora da situação no Irã disse à Sputnik que os militares iranianos haviam elaborado vários cenários para ataques dos EUA e estavam prontos para uma invasão terrestre.

<><> Militares dos EUA deixam passar alguns mísseis e drones do Irã devido à falta de munição, revela mídia

Os militares dos EUA começaram a deixar passar voos de alguns mísseis e drones do Irã em conexão com a redução de seus próprios estoques de armas, informou um canal de TV norte-americano com referência a fontes do governo Trump.

"Conforme relataram dois altos funcionários dos EUA, o comando militar está permitindo que alguns mísseis iranianos e drones de ataque rompam o sistema de defesa aérea, tentando salvar os suprimentos antimísseis cada vez menores", diz a mensagem.

Afirma-se que todos os alvos que ameaçam os militares dos EUA devem ser interceptados.

"Em alguns casos, mísseis e drones voando em áreas onde não há pessoal podem ser deixados passar, mesmo que sejam capazes de danificar a infraestrutura das bases", observa o material.

Por sua vez, o representante permanente dos EUA na ONU, Mike Waltz, refutou informações sobre o esgotamento da munição dos EUA em uma entrevista de domingo ao canal de TV.

"Posso confirmar de qualquer forma que os militares americanos têm tudo para realizar esta operação como deve ser", disse ele.

Waltz pediu para que não confiem nos vazamentos e declarou que aqueles que os distribuem deveriam estar na prisão.

Uma emissora norte-americana informou na sexta-feira (24) que o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, está preocupado com o ritmo acelerado dos gastos com armas dos EUA.

¨      Trump diz que Israel 'não sobreviveria' sem os EUA antes de encontro com Netanyahu

Trump afirmou que Israel "não sobreviveria" sem os EUA na véspera de seu encontro com Benjamin Netanyahu, marcado por divergências sobre a guerra contra o Irã e tensões na venda de caças F‑35 à Turquia.

O presidente norte-americano Donald Trump abriu caminho para seu primeiro encontro em meses com o premiê israelense Benjamin Netanyahu ao afirmar que Israel "não sobreviveria" sem os EUA e ao minimizar preocupações sobre a venda de caças F‑35 à Turquia.

As declarações, de acordo com a mídia britânica, foram feitas na segunda-feira (27), na véspera da reunião em Washington, a primeira desde que ambos iniciaram a guerra contra o Irã no início do ano, em um momento em que os interesses dos dois países no Oriente Médio parecem se distanciar após Trump anunciar um cessar-fogo com Teerã em abril.

O presidente reconheceu "uma pequena diferença" entre seus objetivos militares e os de Netanyahu e sugeriu tensões persistentes.

"Francamente, estamos sendo muito gentis com muitos países que não sobreviveriam sem nós. E sabem quem não sobreviveria sem nós? Israel", disse Trump a bordo do Air Force One. "Bibi virá, ele lhes dirá." A reunião será a oitava desde seu retorno ao cargo e antecederá o funeral do senador Lindsey Graham, aliado de Netanyahu.

Ao embarcar para os EUA, Netanyahu afirmou que o encontro seria "antes de tudo" sobre o Irã, embora todos os temas estivessem na pauta. Segundo uma fonte que falou à apuração sob condição de anonimato, ele chega em "modo de escuta", mas pretende pressionar Washington a expandir operações contra o Irã para além do estreito de Ormuz, ponto central do conflito.

Trump suspendeu os ataques após 13 noites de bombardeios, buscando abrir espaço para negociações e dar fôlego ao armamento norte-americano, que, segundo a mídia do país, está com estoques críticos.

Netanyahu também deve expressar preocupação com o pedido da Turquia para adquirir F‑35, o que, segundo ele, "destruiria o equilíbrio de poder no Oriente Médio".

Trump, porém, disse após encontro com Erdogan que "certamente consideraria" a venda e reforçou: "Erdogan é meu amigo, e ninguém me diz o que devemos ou não vender." Obstáculos legais persistem devido ao sistema russo S‑400 adquirido por Ancara.

Autoridades israelenses esperam que Trump cobre avanços no plano para Gaza, paralisado há meses, enquanto Israel amplia o controle territorial e o movimento palestino Hamas se recusa a desarmar-se. Em gesto ao presidente, Israel afirmou que permitirá a entrada de uma força multinacional de estabilização com tropas de Marrocos e Uganda.

A decisão busca gerar confiança num momento em que Netanyahu se prepara para eleições e depende do apoio norte-americano. Segundo uma fonte da mídia britânica, os EUA queriam ver progresso antes da reunião, e Trump sabe da necessidade política de Netanyahu.

¨      Trump diz que há 'negociações amigáveis' em curso entre EUA e Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (27) que "negociações amigáveis" estão ocorrendo entre os Estados Unidos e o Irã para o fim das hostilidades no Oriente Médio.

"Estamos dando uma surra neles. Mas veremos como isso termina. Neste momento, há negociações muito amigáveis ​​em andamento", disse Trump durante discurso em Milford, Michigan.

Teerã também estaria pedindo a Washington que suspendesse seu bloqueio naval, acrescentou o presidente.

O site Axios informou no último sábado (25), citando fontes, que Trump ordenou a interrupção de novos ataques contra o Irã, pausando uma sequência de 13 dias consecutivos de ofensiva. Mais cedo, nesta segunda-feira, o presidente disse que Teerã havia solicitado uma reunião com Washington, acrescentando que os Estados Unidos poderiam retomar a ação militar caso o acordo fracassasse.

Na noite de 17 para 18 de junho, Teerã e Washington assinaram um memorando para encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro. No entanto, desde 8 de julho, as forças dos EUA realizaram várias séries de ataques contra o Irã. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) alegou que os bombardeios eram uma resposta a ações iranianas contra navios comerciais que atravessavam o estreito de Ormuz. A república islâmica respondeu com ataques a bases dos EUA no Oriente Médio.

Em 12 de julho, o Irã anunciou o fechamento do estreito até o fim da interferência dos EUA na região, após mais uma onda de trocas de ataques entre as partes do conflito. No dia seguinte, Trump disse que os Estados Unidos se tornariam "guardiões" de Ormuz. O republicano também restabeleceu o bloqueio dos EUA aos portos iranianos.

<><> Dois terços dos americanos desaprovam conflito

Apenas 1 em cada 3 cidadãos dos EUA aprova a campanha militar contra o Irã — o menor índice desde o início do conflito —, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda-feira.

Ao mesmo tempo, 69% dos entrevistados acreditam que Trump não conseguiu explicar claramente os objetivos americanos.

A pesquisa foi realizada de sexta-feira (24) a domingo (26), com 1.246 adultos americanos, apresentando uma margem de erro de 3 pontos percentuais.

<><> EUA e Israel podem estar por trás do ataque de Kiev contra navio iraniano no Cáspio, opina analista

O ataque provocativo da Ucrânia contra o navio iraniano no mar Cáspio pode acelerar o surgimento de uma nova frente contra o Irã, o que é desejado por Israel e Estados Unidos, afirmou à Sputnik o cientista político turco e ex-representante comercial da Turquia em Moscou, Aydin Sezer.

No sábado, o Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que a Ucrânia realizou um ataque militar contra um navio mercante iraniano. Como resultado do ataque, um tripulante foi morto e outro ficou ferido.

Na avaliação do especialista turco, tais ataques não têm potencial para provocar uma nova guerra na região do Cáspio, mas é óbvio que a Ucrânia tentará apresentar esse ataque como um sucesso.

"No entanto, as consequências podem afetar o Azerbaijão no contexto do conflito em curso sobre o Irã. Tais provocações podem acelerar a abertura de uma nova frente contra o Irã, o que Estados Unidos e Israel podem desejar", afirmou Sezer.

Ele observou que o ataque de Kiev demonstra principalmente que a Ucrânia está jogando um jogo perigoso para a região. A questão é se a Ucrânia está fazendo isso por iniciativa própria ou se é uma provocação de vários países ocidentais, disse Sezer.

"É difícil prever exatamente como o Irã responderá, mas a qualquer momento um ataque com mísseis pode ser lançado contra um navio ucraniano ou um navio que se dirige a um porto ucraniano, no mar Vermelho ou perto do estreito de Ormuz", acrescentou o cientista político.

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse em uma conversa telefônica com seu colega russo, Sergei Lavrov, que o ataque da Ucrânia a um navio comercial iraniano no mar Cáspio não ficaria sem resposta.

Nesta segunda-feira (27), o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, confirmou que não é possível ignorar o fato de que a Ucrânia, com esse ataque à embarcação comercial iraniana, amplia a geografia das hostilidades.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

Nenhum comentário: