Irã
fechará Ormuz para países e empresas que apoiam plano dos EUA de usar ativos
iranianos congelados
O
porta-voz do Quartel-General Central Khatam Al-Anbiya, Ebrahim Zolfaghari,
declarou nesta terça-feira (28) que o Irã fechará o estreito de Ormuz para
países e empresas que apoiarem o plano do presidente dos EUA, Donald Trump, de
utilizar ativos iranianos congelados para fins de compensação financeira.
Na
semana passada, Trump afirmou que
Washington utilizaria ativos iranianos sob custódia dos EUA para compensar
eventuais danos a navios e cargas em meio ao bloqueio militar
norte-americano em curso no estreito de Ormuz.
"Alertamos
todos os países e empresas que acolhem a proposta de Trump de usar ativos
iranianos congelados que, de agora em diante, as forças armadas iranianas não
permitirão a passagem de seus navios por Ormuz", aponta o comunicado,
citado pela emissora estatal iraniana IRIB.
Na
madrugada de 18 de junho, Teerã e Washington assinaram um memorando para
encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro. No entanto, desde 8 de
julho, as forças dos EUA realizaram várias séries de ataques contra o Irã. O
Comando Central dos EUA alegou que os ataques eram uma resposta a ações
iranianas contra navios comerciais que atravessavam o estreito de Ormuz. As forças
iranianas responderam com ataques a bases dos EUA no Oriente Médio.
Em 12
de julho, o Irã anunciou o fechamento do estreito até o fim da
interferência dos EUA na região, após mais uma onda de trocas de ataques entre
as partes do conflito. No dia seguinte, Trump afirmou que os Estados
Unidos se tornariam "guardiões" de Ormuz. O republicano também
restabeleceu o bloqueio norte-americano aos portos iranianos.
Agora, Teerã
tem como alvo as empresas que aderirem à nova proposta de Trump. Até o
momento, não há informações sobre o repasse de valores iranianos
bloqueados para o reparo de embarcações supostamente atingidas em Ormuz.
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Navios europeus são alvos legítimos, afirma Irã
O
vice-ministro das Relações Exteriores do Irã para Assuntos Jurídicos e
Internacionais, Kazem Gharibabadi, afirmou nesta terça-feira
que qualquer navio europeu que tente se aproximar do estreito de Ormuz
será um alvo legítimo.
Segundo
Gharibabadi, a política do Irã é garantir que a passagem nunca retorne ao
seu estado anterior à guerra. Na visão do vice-ministro, se fosse aberta a rota
sul do estreito de Ormuz, não seria possível mais manter o controle sobre o
estreito.
A
autoridade destacou também que Teerã não teme tomar qualquer medida
necessária para fortalecer seu controle sobre Ormuz, mesmo que isso signifique
a retomada da guerra. O estreito, para ele, é uma questão de segurança
nacional para o Irã e representa um ativo defensivo estratégico para o país.
Gharibabadi
também reforçou que o país não recebeu nenhuma proposta de negociação com
os Estados Unidos nos últimos 15 dias. A autoridade destacou que os americanos
transmitiram uma mensagem, por meio de Omã, afirmando que não planejam
realizar ações militares contra Teerã.
Ainda
sobre Omã, Gharibabadi declarou que Mascate tentou trazer um terceiro país
para remover minas da parte sul de Ormuz, mas não foi concedida permissão para
isso.
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Após 5 meses dos ataques dos EUA, Irã continua lutando com eficácia, afirma
jornal
O Irã
está efetivamente lançando contra-ataques com mísseis mesmo após cinco meses de
centenas de ataques dos Estados Unidos e de Israel, informou um jornal
ocidental.
Segundo
a publicação de jornal de grande circulação britânico, o Irã demonstrou a
eficiência das suas forças de mísseis durante o conflito com os
Estados Unidos.
O país continua sendo capaz de atingir com alta precisão instalações militares
norte-americanas no Oriente Médio, lê-se no artigo.
"Cinco
meses depois e após centenas de ataques dos Estados Unidos, o Irã consegue
manter a eficácia de suas forças de mísseis, continuando a desferir,
aparentemente, ataques precisos contra alvos na região", diz a publicação.
Segundo
o jornal, Teerã conseguiu
aprender lições e aproveitar a experiência adquirida durante os intensos
ataques norte-americanos em março e abril. O Irã está efetivamente atacando as
principais bases dos EUA no Kuwait e Bahrein, bem como
instalações na Arábia Saudita e no Catar, apontou o material.
Os
engenheiros militares iranianos demonstram a capacidade de reabastecer e
restaurar rapidamente as capacidades dos mísseis, usando também a
infraestrutura subterrânea, que continua sendo uma das ameaças aos Estados Unidos, diz o material.
Conforme
o texto, será muito difícil para Estados Unidos e Israel encontrar os
locais de lançamento de mísseis iranianos, já que o Irã se aproveita da
sua localização geográfica e esconde habilmente seus sistemas de mísseis.
"O
Irã é um país grande e procurar esses lançadores de mísseis é como
procurar uma agulha em um palheiro", afirmou ao jornal o especialista em
defesa iraniana, Farzin Nadimi.
Os
militares dos EUA realizaram várias séries de ataques contra o Irã desde 8
de julho. O Comando Central das Forças Armadas dos EUA alegou que isso teria
sido feito em resposta às ações do Irã contra embarcações comerciais que
passaram pelo estreito de Ormuz.
Os
militares iranianos retaliaram atacando bases
americanas em vários países do Oriente Médio. Em 9 de julho, o presidente
dos EUA, Donald Trump, anunciou que o cessar-fogo com o Irã não era mais
válido.
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Mídia revela 3 opções para novos desenvolvimentos no contexto do conflito dos
EUA com Irã
Uma
operação terrestre dos EUA contra o Irã continua sendo improvável, segundo
escreve jornal ocidental.
De
acordo com a mídia, Washington tem três opções para novos desenvolvimentos no
contexto do conflito com o Irã: expansão de ataques à infraestrutura
crítica do Irã,
ataques a instalações nucleares e uma operação terrestre.
"Na
realidade, uma guerra terrestre continua sendo improvável", diz a
publicação.
O
jornal aponta que a captura da ilha
iraniana de Kharg,
por exemplo, poderia tornar as tropas dos EUA vulneráveis e os ataques
terrestres às instalações nucleares iranianas seriam acompanhados por riscos
"significativos".
Na
semana passada, um jornal de grande circulação norte-americano citou uma fonte
que afirmou que os EUA estavam considerando um plano para apreender estoques de
urânio enriquecido de instalações nucleares iranianas e poderiam mobilizar
milhares de militares para essa finalidade.
Ao
mesmo tempo, uma fonte militar conhecedora da situação no Irã disse à Sputnik
que os militares iranianos haviam
elaborado vários cenários para ataques dos EUA e estavam prontos para uma
invasão terrestre.
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Militares dos EUA deixam passar alguns mísseis e drones do Irã devido à falta
de munição, revela mídia
Os
militares dos EUA começaram a deixar passar voos de alguns mísseis e drones do
Irã em conexão com a redução de seus próprios estoques de armas, informou um
canal de TV norte-americano com referência a fontes do governo Trump.
"Conforme
relataram dois altos funcionários
dos EUA,
o comando militar está permitindo que alguns mísseis iranianos e drones de
ataque rompam o sistema de defesa aérea, tentando salvar os suprimentos
antimísseis cada vez menores", diz a mensagem.
Afirma-se
que todos os alvos que ameaçam os militares dos EUA devem ser interceptados.
"Em
alguns casos, mísseis e drones voando em áreas onde não há pessoal podem ser
deixados passar, mesmo que sejam capazes de danificar a infraestrutura das bases", observa o
material.
Por sua
vez, o representante permanente dos EUA na ONU, Mike Waltz, refutou
informações sobre o esgotamento da munição dos EUA em uma entrevista de
domingo ao canal de TV.
"Posso
confirmar de qualquer forma que os militares americanos têm tudo para realizar
esta operação como deve ser", disse ele.
Waltz
pediu para que não confiem nos vazamentos e declarou que aqueles que os
distribuem deveriam estar na prisão.
Uma
emissora norte-americana informou na sexta-feira (24) que o governo do
presidente dos EUA, Donald Trump, está preocupado com o ritmo acelerado
dos gastos com armas dos
EUA.
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Trump diz que Israel 'não sobreviveria' sem os EUA antes
de encontro com Netanyahu
Trump
afirmou que Israel "não sobreviveria" sem os EUA na véspera de seu
encontro com Benjamin Netanyahu, marcado por divergências sobre a guerra contra
o Irã e tensões na venda de caças F‑35 à Turquia.
O presidente
norte-americano Donald
Trump abriu caminho para seu primeiro encontro em meses com o premiê israelense
Benjamin Netanyahu ao afirmar que Israel "não sobreviveria" sem
os EUA e ao minimizar preocupações sobre a venda de caças F‑35 à Turquia.
As
declarações, de acordo com a mídia
britânica, foram feitas na segunda-feira (27), na véspera da reunião em
Washington, a primeira desde que ambos iniciaram a guerra contra o Irã no início do
ano, em um momento em que os interesses dos dois países no Oriente Médio
parecem se distanciar após Trump anunciar um cessar-fogo com Teerã em abril.
O
presidente reconheceu "uma pequena diferença" entre seus
objetivos militares e os de Netanyahu e sugeriu tensões persistentes.
"Francamente,
estamos sendo muito gentis com muitos países que não sobreviveriam sem nós. E
sabem quem não sobreviveria sem nós? Israel", disse Trump a bordo do Air
Force One. "Bibi virá, ele lhes dirá." A reunião será a oitava desde seu
retorno ao cargo e antecederá o funeral do senador Lindsey Graham, aliado de
Netanyahu.
Ao
embarcar para os EUA, Netanyahu afirmou que o encontro seria "antes
de tudo" sobre o Irã, embora todos os temas estivessem na pauta. Segundo
uma fonte que falou à apuração sob condição de anonimato, ele chega em
"modo de escuta", mas pretende pressionar Washington a expandir
operações contra o Irã para além do estreito de Ormuz, ponto central do
conflito.
Trump suspendeu os ataques após 13 noites
de bombardeios, buscando abrir espaço para negociações e dar fôlego ao armamento norte-americano, que, segundo a
mídia do país, está com estoques críticos.
Netanyahu
também deve expressar preocupação com o pedido da Turquia para adquirir F‑35,
o que, segundo ele, "destruiria o equilíbrio de poder no Oriente
Médio".
Trump,
porém, disse após encontro com Erdogan que "certamente consideraria"
a venda e reforçou: "Erdogan é meu amigo, e ninguém me diz o que devemos
ou não vender." Obstáculos legais persistem devido ao sistema russo S‑400 adquirido por Ancara.
Autoridades
israelenses esperam que Trump cobre avanços no plano para Gaza, paralisado há
meses, enquanto Israel amplia o controle territorial e o movimento
palestino Hamas se recusa a desarmar-se. Em gesto ao presidente, Israel afirmou
que permitirá a entrada de uma força multinacional
de estabilização com
tropas de Marrocos e Uganda.
A
decisão busca gerar confiança num momento em que Netanyahu se prepara para
eleições e depende do apoio norte-americano. Segundo uma fonte da mídia
britânica, os EUA queriam ver progresso antes da reunião, e Trump sabe da necessidade política de Netanyahu.
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Trump diz que há 'negociações amigáveis' em curso entre
EUA e Irã
O
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (27) que
"negociações amigáveis" estão ocorrendo entre os Estados Unidos e o
Irã para o fim das hostilidades no Oriente Médio.
"Estamos
dando uma surra neles. Mas veremos como isso termina. Neste momento, há
negociações muito amigáveis em
andamento", disse Trump durante discurso em Milford, Michigan.
Teerã
também estaria pedindo a Washington que suspendesse seu bloqueio naval,
acrescentou o presidente.
O site Axios informou no último sábado (25), citando
fontes, que Trump ordenou a interrupção de novos ataques contra o Irã,
pausando uma sequência de 13 dias consecutivos de
ofensiva. Mais
cedo, nesta segunda-feira, o presidente disse que Teerã havia solicitado
uma reunião com Washington, acrescentando que os Estados Unidos poderiam
retomar a ação militar caso o acordo fracassasse.
Na
noite de 17 para 18 de junho, Teerã e Washington assinaram um memorando
para encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro. No entanto, desde 8
de julho, as forças dos EUA realizaram várias séries de ataques contra o
Irã. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) alegou que os bombardeios eram uma
resposta a ações iranianas contra navios comerciais que atravessavam o estreito de Ormuz. A república
islâmica respondeu com ataques a bases dos EUA no Oriente Médio.
Em 12
de julho, o Irã anunciou o fechamento do estreito até o fim da
interferência dos EUA na região, após mais uma onda de trocas de ataques entre as partes do
conflito. No
dia seguinte, Trump disse que os Estados Unidos se tornariam
"guardiões" de Ormuz. O republicano também restabeleceu o bloqueio
dos EUA aos portos iranianos.
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Dois terços dos americanos desaprovam conflito
Apenas
1 em cada 3 cidadãos dos EUA aprova a campanha militar contra o Irã — o
menor índice desde o início do conflito —, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos
divulgada nesta segunda-feira.
Ao
mesmo tempo, 69% dos entrevistados acreditam que Trump não conseguiu
explicar claramente os objetivos americanos.
A
pesquisa foi realizada de sexta-feira (24) a domingo (26), com 1.246 adultos
americanos, apresentando uma margem de erro de 3 pontos percentuais.
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EUA e Israel podem estar por trás do ataque de Kiev contra navio iraniano no
Cáspio, opina analista
O
ataque provocativo da Ucrânia contra o navio iraniano no mar Cáspio pode
acelerar o surgimento de uma nova frente contra o Irã, o que é desejado por
Israel e Estados Unidos, afirmou à Sputnik o cientista político turco e
ex-representante comercial da Turquia em Moscou, Aydin Sezer.
No
sábado, o Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que a Ucrânia
realizou um ataque militar contra um navio mercante iraniano. Como resultado do
ataque, um tripulante foi morto e outro ficou ferido.
Na
avaliação do especialista turco, tais ataques não têm potencial para
provocar uma nova guerra na região do Cáspio, mas é óbvio que a
Ucrânia tentará apresentar esse ataque como um sucesso.
"No
entanto, as consequências podem afetar o Azerbaijão no contexto do
conflito em curso sobre o Irã. Tais provocações podem acelerar a abertura de
uma nova frente contra o Irã, o que Estados Unidos e Israel podem
desejar", afirmou Sezer.
Ele
observou que o ataque de Kiev demonstra principalmente que a Ucrânia está
jogando um jogo perigoso para a região. A questão é se a Ucrânia está fazendo
isso por iniciativa própria ou se é uma provocação de vários países
ocidentais, disse Sezer.
"É
difícil prever exatamente como o Irã responderá, mas a qualquer momento um
ataque com mísseis pode ser lançado contra um navio ucraniano ou um navio que
se dirige a um porto ucraniano, no mar Vermelho ou perto do
estreito de Ormuz", acrescentou o cientista político.
Mais
cedo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse em uma
conversa telefônica com seu colega russo, Sergei Lavrov, que o ataque da
Ucrânia a um navio comercial iraniano no mar Cáspio não ficaria sem
resposta.
Nesta
segunda-feira (27), o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, confirmou
que não é possível ignorar o fato de que a Ucrânia, com esse ataque à
embarcação comercial iraniana, amplia a geografia das hostilidades.
Fonte:
Sputnik Brasil

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