ECODEIMOPOLÍTICA:
O medo do fim do mundo
Há algo
de profundamente inquietante no modo como temos reagido à catástrofe. E não se
trata apenas da indiferença, afeto já demasiadamente descrito e analisado, mas
da maneira pela qual medo e esperança vêm sendo cuidadosamente arranjados como
uma coreografia política que nos mantém exatamente onde estamos: à beira do
colapso, contudo ainda de mãos dadas com a própria ordem que nos destrói e
explora. É como a atitude de Justine, no filme Melancolia, de Lars von Trier
(2011). Diante da iminente destruição da Terra em colisão com outro planeta,
ela constrói uma pequena estrutura de galhos, uma espécie de cabana precária
destinada a apaziguar o medo do sobrinho. A ele, Justine afirma que aquela
frágil construção seria capaz de protegê-los do fim e da devastação.
É a
isso que estamos aqui chamando de ecodeimopolítica. Não se trata, propriamente,
de um conceito científico, mas de uma noção de natureza filosófica que procura
dar vazão à necessidade de nomear certas inquietações indispensáveis à
compreensão do presente. Para nós, nomear é condição de interpretação. Este
texto, talvez mais próximo de um ensaio ou artigo de reflexão, busca, assim,
lançar luz sobre algumas questões que atravessam o capitalismo contemporâneo,
nossa passividade social diante da catástrofe e a própria administração do fim.
Isto é, o atual estágio de ebulição global e o modo como ele vem sendo
gerenciado pela classe que não apenas o produziu, mas que também o administra
de forma a colocá-lo a serviço dos seus interesses econômicos.
O
conceito deriva da formulação mais ampla de deimopolítica, proposta por
Afonso-Rocha, a qual se apresenta como uma chave de leitura ancorada na
totalidade social. Inspirada na figura de Deimos, deus grego do pânico
coletivo, a deimopolítica designa uma racionalidade afetivo-ideológica que
organiza a fantasia social por meio da tríade medo-esperança-terror. O medo,
assim, aparece como força produtiva central, metabolizada como forma de
consentimento, enquanto a esperança é reconfigurada como suplemento ideológico
que desloca as contradições estruturais para o plano da expectativa individual.
É nesse
interior que se inscreve a ecodeimopolítica como inflexão específica dessa
racionalidade no campo socioambiental. Ela designa a forma pela qual o pavor
ambiental e a impotência social são produzidos e administrados sob as condições
da crise ecológica do capital. Incendeiam-se florestas, colapsam barragens,
alagam-se cidades… expressões materiais de uma dinâmica destrutiva inscrita na
própria lógica de acumulação. Contudo, a pedagogia midiática reinscreve esses
processos na escala do indivíduo: “coma menos carne”, “plante uma árvore”,
“seja um consumidor consciente”. O colapso é sistêmico, já a resposta que se
ensaia é individual, moral e performática. Assim, enquanto o terror ambiental é
intensificado, a esperança é produzida como paliativo, neutralizando quaisquer
agenciamentos políticos reais e reinscrevendo-se no circuito ideológico da
reprodução capitalista.
Vivemos,
assim, em uma economia afetiva que fabrica o medo como alimento político e a
esperança como digestivo moral. Essa “patologização da aflição” despolitiza o
medo e neutraliza a possibilidade de revolta, pois produz a esperança enlatada.
Assim, a angústia legítima diante do fim do mundo é reempacotada como sintoma.
Enquanto
isso, o capitalismo verde, esse oxímoro cínico, organiza a cena. Transforma a
crise em oportunidade, a destruição em inovação e a morte em estatística
gerenciável. A esperança emerge como mero ativo financeiro, neutralizador da
aflição e impeditivo da organização do ódio à raiz do problema. Vemos nascer
fundos sustentáveis, selos ecológicos, acordos climáticos, ONGs empreendedoras
e escolas que ensinam a “reduzir, reutilizar, reciclar”; sem jamais colocar a
primazia da expropriação, do colonialismo ou da superexploração. A lógica da
ecodeimopolítica busca domesticar o colapso. Torná-lo pedagógico, suportável,
rentável, sem que seja efetivamente considerado; pois, a solução é apenas uma.
Nós sabemos. Eles sabem… “Não há futuro no capitalismo”.
A
ecodeimopolítica não pretende negar a crise. Seu movimento é administrá-la em
favor da sobrevida do sistema de exploração que a produz. A crise é convertida
em regime de gestão, espetáculo midiático, oportunidade de inovação e campo de
batalha moral. O colapso torna-se mercadoria, linguagem de governo e
dispositivo de reorganização do capital. Entretanto, o colapso, em sua
materialidade histórica, já não solicita autorização nem depende de
reconhecimento para operar. A ebulição climática, a corrosão das democracias
liberais, o extermínio sistemático de corpos dissidentes e a precarização
generalizada da vida não pertencem a um horizonte distante ou hipotético.
Constituem a própria textura do presente.
Nesse
cenário, o que está em disputa é a administração da sobrevida de um mundo que
já se encontra em processo de decomposição histórica. A questão central
desloca-se para o gerenciamento dos destroços… quem sobreviverá, quais
territórios serão sacrificados, quais corpos serão tornados descartáveis e
quais formas de vida serão preservadas como estratégicas para a continuidade da
acumulação. Ao mesmo tempo, disputa-se também a construção do mundo que poderá
emergir desses escombros. A ecodeimopolítica atua precisamente nesse limiar,
produzindo medo, organizando afetos de catástrofe e regulando imaginários
sociais para assegurar que a transição entre ruínas permaneça subordinada à
racionalidade do capital, mesmo quando o próprio capital já não consegue prometer
estabilidade, progresso ou futuro.
O
Capital, agora, já não precisa investir com a mesma intensidade na produção de
suas ficções humanistas. O mundo que se desenha já não comporta as hipocrisias
conciliatórias da democracia liberal. Diante do colapso sistêmico, estreitam-se
os limites do cinismo civilizatório e da promessa universalista que, durante
séculos, mascarou a violência estrutural da acumulação. As próprias categorias
de liberdade, direitos humanos, pluralismo e tolerância tornam-se dispensáveis
para parcelas da burguesia que já não conseguem administrar a crise por meio do
consenso.
É nesse
ponto que as facções burguesas encarregadas da gestão do colapso acionam, de
maneira cada vez mais explícita, a matriz discursiva do fascismo. Uma
verdadeira ecologia política da exploração capitalista em tempos de
decomposição social. O fascismo reaparece, assim, como uma das possibilidades
internas de reorganização violenta do neoliberalismo diante da falência das
mediações democráticas.
Para
desresponsabilizar o próprio sistema capitalista pela devastação climática,
pela precarização da vida, pelo colapso institucional e pela dissolução dos
laços sociais, desloca-se a culpa para corpos racializados, migrantes,
dissidentes sexuais, movimentos populares, professores, artistas,
ambientalistas e quaisquer sujeitos convertidos em obstáculo simbólico à
continuidade da ordem. O Capital passa, então, a atacar precisamente as ficções
que antes sustentava: desacredita universidades, destrói pactos democráticos,
corrói direitos civis e esvazia os próprios dispositivos liberais que garantiam
sua legitimidade histórica.
A
democracia liberal revela, nesse processo, seu caráter instrumental. Enquanto
servia à estabilidade da acumulação, era celebrada como horizonte ético
universal; quando passa a limitar, ainda que no plano meramente discursivo, a
velocidade da espoliação e a gestão autoritária da crise, converte-se em alvo
das mesmas elites que outrora a defendiam. O fascismo contemporâneo emerge,
portanto, como tecnologia de administração do medo e da escassez, reorganizando
afetos sociais em torno do pânico, do ressentimento e da eliminação simbólica,
ou material, dos inimigos necessários à sobrevivência do sistema.
Esse
regime afetivo opera também sobre os corpos. A sociedade deimofágica, aquela
que devora o medo e o reproduz como política a favor da manutenção das
contradições estruturais do sistema capitalista, seleciona quais vidas valem
ser protegidas e quais podem ser descartadas. A ecodeimopolítica, nesse
sentido, é também gramática moral, racial, territorial e sexual do controle. Ao
definir quem deve ser salvo e quem pode ser sacrificado em tempos de fim do
mundo, ela performa um ordenamento civilizacional a partir de afetos políticos
moldados pela política imperialista e pelo colonialismo.
Contra
a ecodeimopolítica, não basta denunciar a farsa da sustentabilidade ou o
cinismo das corporações. É preciso desmontar a própria gramática afetiva que
nos captura. Politizar o medo, descolonizar a esperança, reimaginar a vida. Não
se trata de adiar o fim. Trata-se de fazer ruir, com todas as letras, o mundo
que o produz.
A
deimopolítica ambiental, ou ecodeimopolítica, designa uma tecnologia
contemporânea de gestão afetiva que articula medo e esperança na administração
subjetiva dos sujeitos diante do colapso ecológico. Vivemos sob um regime de
produção discursiva no qual o medo do desastre, alimentado por imagens de
queimadas, enchentes, pandemias e desertificação, e a esperança em soluções
“verdes” e “sustentáveis” funcionam como afetos complementares. Esses afetos,
ao invés de impulsionarem ações transformadoras, são modulados de forma a
manter a ordem vigente, operando como ferramentas de contenção subjetiva e
controle político.
Como já
mencionando, esse regime promove um duplo movimento. Por um lado, desloca a
responsabilidade do colapso ecológico para o indivíduo, convocando-o à culpa e
ao autoaperfeiçoamento moral: “recicle mais”, “faça xixi no banho”, “economize
água”. Por outro lado, oferece uma promessa de redenção futura através de
soluções técnicas, empresariais ou institucionais que se pretendem neutras e
universais, como os acordos climáticos, os selos ecológicos e as agendas de
“desenvolvimento sustentável”. Este último termo comparece como um oxímoro
ideológico. Não há como sustentar o desenvolvimento capitalista – cuja lógica
de reprodução exige a extração incessante de valor da natureza e do trabalho –
sem acelerar a destruição das bases que sustentam a vida. A esperança, nesse
caso, não funciona como horizonte de transformação, mas como instrumento de
apaziguamento afetivo. Uma administração simbólica do fim do mundo.
Nesse
cenário, a escola é interpelada a desempenhar um papel central na
ecodeimopolítica. Convocada a formar cidadãos “ambientalmente conscientes”, ela
é frequentemente capturada por um discurso que estetiza a crise e a transforma
em um problema de comportamento individual, em vez de abordá-la como expressão
das contradições estruturais do modo de produção capitalista. A pedagogia,
nesse contexto, torna-se parte do dispositivo de contenção dos afetos. Promove
a esperança em alternativas genéricas e ineficazes, enquanto silencia os
conflitos de classe, raça, território e produção. Ao evitar o enfrentamento
radical das causas do colapso, a educação ambiental se torna jardinagem
ideológica (no sentido proposto por Galeano, embora atribuído a Chico Mendes).
Um
exemplo atual dessa captura pode ser observado no enunciado oficial que
organizou o ano letivo de 2025 da rede pública de Pernambuco: Vidas, Escolas e
Comunidade: educar para a promoção da justiça socioambiental. Ainda que a
proposta mencionasse populações racializadas e a importância dos saberes
locais, a lógica enunciativa permanece enredada em uma gramática de gestão e
pacificação. A emergência climática, embora reconhecida, é traduzida como
oportunidade pedagógica e afetiva, deslocando o eixo do enfrentamento
estrutural para a mobilização emocional e simbólica. “Educar para a promoção da
justiça socioambiental”, neste caso, significa sensibilizar, reconhecer
identidades e estimular o pertencimento; sem, contudo, afirmar de modo incisivo
o caráter estrutural e histórico da injustiça socioambiental, que não se limita
à distribuição dos danos, mas reside na própria arquitetura do sistema
produtivo e no regime de propriedade da terra, da água e da energia.
Mesmo
quando nomeia os sujeitos historicamente mais atingidos (negros, indígenas,
ciganos, ribeirinhos, agricultores familiares e populações urbanas
empobrecidas), o enunciado estatal pernambucano contorna a possibilidade de uma
denúncia sistêmica, deslocando a questão para os campos da valorização
cultural, da espiritualidade e da participação comunitária. A então secretária
executiva de Desenvolvimento da Educação, Tarcia Silva, afirmou que a pauta
ambiental “tem nome, cor, raça, etnia e gênero.” Observe-se: não tem classe.
Logo em seguida o conflito é reconduzido ao interior dos afetos e da
responsabilização subjetiva, quando se afirma ser necessário que os estudantes
“se percebam como agentes mobilizadores dessa transformação climática”. O risco
desse movimento está em produzir um deslocamento performático da própria ideia
de transformação. Ela deixa de aparecer como prática política e passa a ser
convocada como identidade pedagógica. Antes mesmo de ser reconhecido como
vítima de um processo histórico de expropriação ambiental e abandono estatal, o
sujeito é interpelado a tornar-se “mobilizador” da crise que o atravessa.
A
ecodeimopolítica atua justamente nesse ponto de inflexão. Ao transformar a
justiça ambiental em um problema de reconhecimento afetivo e mobilização moral,
ela desativa sua potência crítica e a reinscreve no interior da gramática da
esperança gerida. A justiça socioambiental, assim recodificada, aparece como
horizonte educativo possível, mas isso apenas se for compatível com a ordem.
Não se fala em enfrentamento às políticas de megaprojetos, à financeirização da
natureza ou ao agronegócio, operadores centrais do colapso ecológico em curso.
No lugar disso, promove-se um currículo da culpa, um vocabulário da valorização
e uma estética da diversidade, todos perfeitamente integráveis às diretrizes
dos organismos multilaterais e aos compromissos de governança sustentável.
O
ambientalismo governamental continua a operar por meio de discursos
humanitários e gestos simbólicos, enquanto os motores materiais da devastação
seguem intocados. O colapso não é negado, mas é administrado discursivamente, e
esteticamente, como uma oportunidade de crescimento institucional, de inovação
pedagógica e de “desenvolvimento da consciência”. A crise é afirmada, já a
crítica é neutralizada. A escola é interpelada… apenas enquanto pseudoespaço de
cuidado, pertencimento e agência simbólica. A educação ambiental, nesse
arranjo, pode até falar em justiça, mas desde que não ameace os alicerces da
injustiça.
Em
suma, a ecodeimopolítica pode ser compreendida, em termos gerais, como a
racionalidade político-afetiva que organiza socialmente o medo ecológico sob as
condições históricas da crise ambiental do capital. O termo articula o prefixo
“eco”, derivado de oîkos (casa, morada, espaço da administração da vida) à
figura de Deimos, divindade grega associada ao terror e ao pânico coletivo,
para designar uma tecnologia contemporânea de gestão afetiva do colapso
ambiental. Aqui, o “eco” não remete apenas à natureza em sentido abstrato, mas
também à dimensão do governo da existência. Como observa Giorgio Agamben, a
oikonomía designava originalmente a administração da casa, isto é, uma prática
de gestão e ordenamento da vida. A modernidade desloca essa lógica para o governo
dos homens, dos corpos e das crises. A ecodeimopolítica emerge justamente nesse
cruzamento… como administração do ambiente e, simultaneamente, administração
dos afetos produzidos pela deterioração das próprias condições materiais de
existência.
Nesse
processo, a política ambiental deixa de operar prioritariamente pela negação da
crise e passa a governá-la por meio da modulação do medo, da esperança e da
impotência coletiva. O terror ecológico é continuamente produzido e difundido,
mas de maneira controlada, para que a catástrofe permaneça administrável no
plano subjetivo e politicamente não transborde em ruptura estrutural. A
esperança, por sua vez, é distribuída como técnica de estabilização. Promessas
de sustentabilidade, adaptação verde, consumo consciente e inovação climática
funcionam como dispositivos de contenção simbólica diante da decomposição em
curso. A ecodeimopolítica designa, assim, uma forma específica de
governamentalidade do colapso, na qual o ambiente torna-se objeto de gestão econômica
e os afetos sociais convertem-se em matéria estratégica para a reprodução da
ordem capitalista, mesmo sob condições crescentes de devastação.
Assim,
torna-se urgente recuperar a dimensão política dos afetos sequestrados pela
gestão capitalista da catástrofe. O medo precisa deixar de operar como
dispositivo de paralisia, e a esperança precisa ser arrancada de sua função
anestésica. Politizar os afetos significa reconectá-los às estruturas materiais
que os produzem: à lógica da expropriação, à devastação ambiental organizada
como regime econômico, à violência colonial ainda inscrita nos territórios e
nos corpos. Isso exige intervir na linguagem, romper os limites pedagógicos da
adaptação e sabotar o imaginário tecnocrático que transforma a destruição em
oportunidade de mercado. Não basta “conscientizar” para o colapso; é preciso
produzir formas de inteligibilidade capazes de nomear seus responsáveis
históricos e enfrentar a ordem que o administra.
Porque
já não estamos diante da iminência do fim, mas de sua operacionalização
cotidiana. O colapso não pertence ao futuro. Ele atravessa o presente como
clima extremo, fome, deslocamento forçado, guerra, adoecimento psíquico e
descarte programado da vida. A questão central, portanto, não é adiar o fim do
mundo, mas disputá-lo, para que alguma forma de vida livre ainda possa emergir
entre os escombros. E talvez aí resida o núcleo mais perverso da
ecodeimopolítica: fazer com que sujeitos aterrorizados pela destruição
continuem desejando a permanência do mesmo sistema que os conduz ao abismo.
Alguns
afirmam que estamos entrando no início do fim. Diríamos, talvez com excessivo
otimismo, que habitamos o meio do fim. E, no meio do fim, seguimos preocupados
em produzir selfies, entrar nas trends, performar felicidade, otimizar a
rotina, fazer nossos devocionais, ler Café com Deus Pai e mergulhar a cabeça em
água com gelo para suportar mais um dia de decomposição administrada. A
catástrofe tornou-se paisagem. O colapso converteu-se em rotina. E talvez uma
das vitórias mais brutais do capitalismo tardio tenha sido precisamente esta:
transformar o fim do mundo em modo de vida. Eis a ecodeimopolítica em
funcionamento.
##
O
presente ensaio foi desenvolvido no interior do projeto RasuraLab – Laboratório
de Rasura: práticas de (re)escrita e circulação de gêneros literários e
científicos no Ensino Médio, coordenado pelo professor Rick Afonso-Rocha e
realizado na ECIT José Rocha Sobrinho, escola técnica de tempo integral, da 2ª
Gerência Regional de Educação, Bananeiras/PB. O projeto integra o programa
Professor Nota 1000, do Governo do Estado da Paraíba, e constitui uma
iniciativa voltada ao fortalecimento da leitura, da escrita e da autoria
juvenil por meio de práticas de produção, rasura, circulação textual e formação
crítica. As reflexões aqui apresentadas emergem das discussões teóricas,
pedagógicas e políticas desenvolvidas no âmbito do laboratório, especialmente
em torno das relações entre linguagem, afetos, capitalismo contemporâneo e
crise ecológica.
Fonte:
Por Kauã Matias Bento Alves, em Le Monde

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