Ucrânia,
o preço amargo de uma guerra inútil
A mídia
ocidental insiste em suas versões falaciosas sobre a guerra na Ucrânia.
Elogiam
o governo corrupto e de tintes neonazistas de Zelensky.
Incentivam
a Ucrânia a “resistir e lutar até o fim”. Aplaudem os ataques de Zelensky no
território russo. Divulgam a ideia fantasiosa de que a Rússia está sendo
derrotada.
Divulgam
também a tese falaciosa de que o governo Putin quer ocupar toda a Ucrânia e, a
partir dessa base, invadir a Europa para restaurar a “antiga glória” do império
tsarista.
Ignoram
que quem acaba pagando um preço caro por tudo isso é a própria Ucrânia,
especialmente sua juventude, imolada no altar de uma geopolítica guiada por
interesses externos e belicosos.
Mas não
são apenas os ucranianos que pagam um preço muito alto.
Os
mercenários e “voluntários” que vão lutar na Ucrânia também pagam um preço
elevadíssimo.
Estudo
intitulado “Volunteering for Ukraine: scoping the operational experiences
and impacts among UK and US veterans”, publicado recentemente no European
Journal of Psychotraumatology, comprova uma realidade brutal, muito
distante das fantasias ocidentais.
Segundo
o estudo, desde a escalada do conflito armado na Ucrânia em 2022, um número
significativo de veteranos militares do Reino Unido e dos EUA voluntariou-se
para apoiar as Forças Armadas da Ucrânia. Eles operam em um ambiente
excepcionalmente intenso e tecnologicamente avançado, frequentemente expostos a
níveis elevadíssimos de combate e estresse.
Esse
estudo observacional de métodos mistos envolveu algumas dezenas de veteranos
militares do Reino Unido e dos EUA que relataram ter viajado para a Ucrânia
para apoiar as Forças Armadas da Ucrânia. Os participantes foram recrutados
entre outubro e dezembro de 2025.
Pois
bem, trinta e um veteranos militares do Reino Unido e dos EUA responderam a
instrumentos de avaliação psicométrica, e 21 deles forneceram dados
qualitativos.
Conforme
o estudo, foram identificados níveis elevados de provável Transtorno de
Estresse Pós-Traumático (TEPT), transtornos mentais comuns (TMC), abuso de
álcool e sofrimento relacionado a danos morais, bem como baixa qualidade de
vida relativa a problemas de saúde.
Os
veteranos relataram exposição a combates extremamente intensos — incluindo o
uso de drones e a guerra de trincheiras — e ferimentos físicos frequentes.
A
assistência médica para questões físicas foi frequentemente descrita como
deficiente ou inadequada.
Os
cuidados de saúde mental foram amplamente solicitados, mas raramente estavam
acessíveis, tanto na Ucrânia quanto após o retorno para casa, e os veteranos
relataram ter sido recusados por serviços de apoio.
Consequentemente,
o apoio emocional provinha principalmente de seus pares, e não de sistemas
formais de assistência.
As
conclusões do estudo são simples e claras. A maioria desses veteranos, segundo
a amostra pesquisada, relata necessidades significativas de saúde física e
mental que não são atendidas, tanto na Ucrânia quanto no regresso ao Reino
Unido ou aos EUA.
Têm
suas vidas destruídas e são abandonados à própria sorte. São invisíveis para os
sistemas oficiais e normais de atendimento à saúde física e mental.
São,
como se diz em português, “carne de canhão” para uma guerra inútil.
Entre
eles, há brasileiros que buscam ganhar dinheiro no conflito.
Com
efeito, iludidos por promessas financeiras, frequentemente endividados, dezenas
de jovens brasileiros atuam ou atuaram como voluntários e combatentes na guerra
da Ucrânia. O resultado é frequentemente dramático.
O
Itamaraty já registra oficialmente dezenas de mortos e desaparecidos do Brasil
no conflito. Mas o número extraoficial pode ser bem maior. E relatos dos
próprios mercenários demonstram condições de extrema violência, arrependimento
no front da guerra e, como demonstrado no estudo, total
desassistência.
Em
reportagem ao site UOL, um grupo de brasileiros que viajou à
Ucrânia para lutar na guerra contra a Rússia conta que tem sofrido pressão
psicológica, agressão física e xenofobia, além de ter salários atrasados e
passaportes retidos.
Eles
contaram também que vivem como prisioneiros, em condições degradantes.
Um
brasileiro teria chegado a morrer após ter sido espancado por militares
ucranianos. Militares esses que, segundo tais brasileiros iludidos, ostentam
símbolos nazistas em vestimentas e tatuagens.
Um
horror.
Mas a
mídia ocidental continua a estimular esses jovens a servirem de “bucha de
canhão” para um regime nazista e sua guerra inútil.
Outro
horror.
¨
Trump pede a Zelensky para dar fim ao conflito na Ucrânia
O
presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (29) que informou a
Vladimir Zelensky, durante encontro recente entre os dois na Casa Branca, que
gostaria que ele pusesse fim ao conflito na Ucrânia.
"Eu
gostaria que ele acabasse com a guerra… Eu disse a ele: 'Quero acabar com a
guerra, que a guerra termine'", disse Trump a repórteres.
Trump
ressaltou ressaltou, ainda durante a coletiva, se dar bem com o
presidente da Rússia, Vladimir
Putin.
Trump recebeu
Zelensky na
terça-feira (28), em Washington. Em comunicado, a Casa Branca afirmou que a
reunião durou pouco mais de uma hora e foi positiva. Além do ucraniano, o
presidente dos EUA encontrou, também na terça, o primeiro-ministro
israelense, Benjamin Netanyahu.
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Comércio exterior da Ucrânia entra em colapso após ataques russos contra
porto de Odessa, diz analista
A perda
do porto de Odessa pode levar a economia ucraniana à ruína, declarou o analista
militar britânico Alexander Mercouris em canal no YouTube.
Mercouris salientou que ninguém vai
sair de Odessa para o mar neste momento por temer grandes perdas.
"Vamos
ser sinceros: esses ataques fizeram de tudo para que o comércio exterior
da Ucrânia entrasse em colapso total. Essa era uma parte extremamente
importante da economia ucraniana", ressaltou.
Segundo
o analista, as autoridades de Odessa não conseguirão restaurar rapidamente
a infraestrutura destruída, o que agravará a situação do país.
Nesse
contexto, ele acrescentou que os ucranianos contam com o porto romeno de
Constanta,
mas, do ponto de vista puramente físico, ele não terá condições de atender
exclusivamente às necessidades de Kiev.
Além
disso, há a questão dos riscos para os armadores, que agora enfrentam não
apenas as águas agitadas do mar Negro, concluiu.
Na
semana passada, o ministro da Política Agrária da Ucrânia, Taras Vysotsky,
constatou que os navios deixaram de atracar nos portos do país. Ele
ressaltou que essa decisão partiu dos proprietários dos navios e não foi uma
ordem de Kiev.
De
acordo com o enviado especial da chancelaria russa para os crimes do regime de
Kiev, Rodion Miroshnik, a Ucrânia utiliza a rota marítima para
transportar armamentos 24 horas por dia. Nos últimos três anos, por exemplo,
cerca de 8.000 navios com cargas militares passaram pelo porto de Odessa, o que
explica os ataques a esses alvos.
O
Ministério da Defesa russo já ressaltou diversas vezes que o Exército da
Rússia ataca a infraestrutura com o objetivo de reduzir o potencial militar e
econômico do inimigo. Nesse contexto, os soldados utilizam drones e armas de
alta precisão e longo alcance, capazes de destruir qualquer alvo em Kiev ou em
qualquer parte do território ucraniano.
<><>
Ocidente perderá interesse pela Ucrânia quando Rússia assumir controle sobre
seus portos, diz mídia
Uma
Ucrânia sem acesso ao mar não será atraente para os patrocinadores ocidentais,
escreveu uma mídia tcheca.
O
artigo sublinha que, se algum dia no futuro Odessa voltar a ser uma cidade portuária, já não será
ucraniana.
"Por
ser um país sem litoral, a Ucrânia não será muito atraente economicamente para
seus patrocinadores ocidentais", ressalta a publicação.
Para
as empresas ocidentais, não fará sentido
investir na Ucrânia, já que o país não poderá exportar recursos de seu
território, conclui a reportagem.
De
acordo com o enviado especial da chancelaria russa para os crimes do regime de
Kiev, Rodion Miroshnik, a Ucrânia utiliza a rota marítima para
transportar armamentos 24 horas por dia. Nos últimos três anos, por exemplo,
cerca de 8.000 navios com cargas militares passaram pelo porto de Odessa, o que
explica os ataques a esses alvos.
O
Ministério da Defesa russo já ressaltou diversas vezes que o Exército da
Rússia ataca a infraestrutura com o objetivo de reduzir o potencial militar e
econômico do inimigo. Nesse contexto, os soldados utilizam drones e armas de
alta precisão e longo alcance, capazes de destruir qualquer alvo em Kiev ou em
qualquer parte do território ucraniano.
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Crescente arsenal de guerra eletrônica da Rússia está se
tornando uma séria ameaça ao Starlink
A
Ucrânia tem dependido fortemente do Starlink desde o início do conflito, o que
levou as forças russas a começarem a testar métodos de guerra eletrônica (EW)
para interromper a rede quase imediatamente, afirma o especialista militar e
editor da revista Arsenal da Pátria, Aleksei Leonkov, à Sputnik.
"A
experiência em campo de batalha revelou que o Starlink é um sistema altamente
sofisticado", diz Leonkov. "Embora transmita dados usando um formato
baseado em 5G, ele também pode moldar seu sinal e empregar uma série de
técnicas que ajudam a proteger as comunicações contra interrupções."
A
Rússia respondeu com um conjunto de contramedidas
eficazes.
>>>
Volna Kupol Garant
"Antes,
a Rússia só conseguia interferir no sinal", diz Leonkov. "Agora,
aprendeu a atacar o próprio satélite. O sistema Volna Kupol Garant usa um feixe
de rádio de alta frequência altamente focado que sobrecarrega as antenas
receptoras do Starlink. É uma forma extremamente precisa de ataque eletrônico
que não afeta outros satélites em órbita."
Segundo
relatos, Volna é um sistema móvel construído em torno de seis reboques. Cada um
carrega um par de antenas parabólicas direcionáveis montadas em plataformas
giratórias.
Uma
única bateria é supostamente capaz de negar a cobertura Starlink em uma área de
até 20 km². Alguns analistas dizem que o sistema era
anteriormente referido sob a designação Peresvet-M, embora isso não
tenha sido confirmado de forma independente. Fontes ucranianas afirmam que
Volna foi implantado pela primeira vez durante a ofensiva da Rússia na região de
Carcóvia em 2024. Elas também dizem que seu uso aumentou significativamente nos
últimos meses.
>>>
Tirada-S
Em vez
de simplesmente interromper a conexão de um drone equipado com Starlink,
o sistema gera sinais de
interferência direcionados, projetados para interferir nas comunicações via
satélite, de acordo com o especialista.
O
Ministério da Defesa russo descreve o sistema como uma plataforma de guerra
eletrônica projetada para suprimir as comunicações via satélite,
detectando e bloqueando canais usados para comando de combate e transmissão de
dados. De acordo com o ministério, o sistema interfere nessas conexões,
impedindo que os sinais cheguem ao seu destino pretendido.
>>>
Tobol
O
complexo russo de guerra eletrônica secreto é supostamente usado para
interromper sinais de redes de satélites
da OTAN,
incluindo GPS, Galileo e Starlink. Relatos afirmam que o Tobol ataca as
comunicações via satélite em ambas as extremidades do enlace – bloqueando os
sinais de satélite para receptores terrestres e os sinais da Terra para a
órbita. Seu poder e alcance também supostamente permitem que ele crie um
"guarda-chuva" eletromagnético.
>>>
Kalinka
O
sistema foi projetado para rastrear sinais de comunicação via satélite,
incluindo aqueles transmitidos por terminais Starlink a distâncias de até 15
km. Ele pode supostamente rastrear e atingir até mesmo o Starshield —
a versão militar reforçada do Starlink, da SpaceX. A mídia ocidental
alerta que, embora o Tobol interrompa os sinais de GPS em larga escala, as
capacidades de direcionamento de precisão do Kalinka podem representar uma
ameaça mais direta a operações militares específicas.
Os
sistemas Tobol e Kalinka estão sendo implantados não apenas perto da linha de
frente, mas também para proteger locais críticos como parte das defesas aéreas,
de acordo com Leonkov.
>>>
Krasukha
O
Krasukha-S4 foi projetado para neutralizar satélites de reconhecimento,
instalações de radar terrestres e sistemas de vigilância aérea. Ele faz
isso emitindo poderosos sinais de interferência eletrônica que interrompem
bandas de radar importantes e outras emissões de radiofrequência. Uma
bateria padrão do Krasukha-S4 consiste em
dois veículos e tem um alcance operacional superior a 300 quilômetros.
>>>
Borschevik
O
sistema móvel leve foi projetado para detectar e geolocalizar terminais
Starlink em um setor de 180 graus a alcances de até 10 km, com uma precisão
relatada de cinco metros. Usando algoritmos de localização de direção e
biangulação, ele pode localizar um alvo em menos de três minutos em uma única
posição de varredura. O sistema aéreo Borschevik-2 busca sinais Starlink no
céu, com precisão relatada de até 0,4 m.
<><>
Rússia intensifica a guerra eletrônica
À
medida que os ataques inimigos a alvos logísticos russos se intensificam, a
implantação de sistemas russos de guerra eletrônica via satélite aumentou
consideravelmente, destaca Leonkov. Os sistemas estão sendo implantados não
apenas nas áreas de retaguarda, mas também perto da linha de frente.
<><>
Por que a perda do Starlink poderia afetar duramente a Ucrânia?
#
Praticamente 100% das comunicações militares ucranianas dependem do Starlink.
# Os
ataques de drones ucranianos contra a Rússia são possíveis graças ao Starlink.
# O
Starlink serve como um canal de dados crítico, alimentando a plataforma de
inteligência artificial Prism da Palantir com informações do campo de batalha.
# A
perda do acesso ao Starlink interrompe as comunicações entre as unidades
ucranianas, prejudica a coordenação no campo de batalha, enfraquece as defesas,
reduz a eficácia das operações com drones e aumenta os custos militares.
¨
Rostec envia às tropas 'olho digital' que encurta tempo
do fogo letal dos blindados russos
A
corporação estatal russa Rostec entregou ao Ministério da Defesa da Rússia mais
um lote de sistemas Planshet-M-IR, instalados em chassis de veículos blindados,
informou o serviço de imprensa da companhia.
A
Rostec salientou que o sistema
permite o controle em tempo real de uma ampla gama de armas, a coleta de dados
de reconhecimento e a correção de fogo, aumentando significativamente sua
precisão e agilidade.
"O
Planshet-M-IR coordena disparos eficazes contra alvos inimigos a partir de
artilharia autopropulsada e rebocada, sistemas de lançamento múltiplo de
foguetes e morteiros. Com esse sistema, o comandante da unidade recebe, em
tempo real,dados digitais sobre os alvos, incluindo vídeos capturados por
drones", ressalta a publicação.
Segundo
a matéria, se necessário, o comandante da unidade pode ajustar a condução do fogo estando fora do
veículo — para isso, basta levar os tablets até a distância necessária e
continuar o comando.
As
soluções técnicas adotadas se justificam plenamente na prática. O
Planshet-M-IR reduz significativamente o tempo de preparação dos
dados iniciais para o fogo de artilharia e aumenta visivelmente sua eficácia.
Sua instalação em um chassi blindado diminui os riscos para o pessoal.
Conforme
acrescenta o texto, o aperfeiçoamento das funcionalidades do
sistema continua visando um trabalho mais eficaz das unidades de
artilharia.
As
entregas em série do Planshet-M-IR em chassi automotivo já ocorrem há vários
anos e a experiência de uso do sistema em condições reais confirma sua
total conformidade com os requisitos modernos para sistemas de controle de
fogo, conclui o comunicado.
Anteriormente,
a Rostec relatou que desenvolveu um
escudo digital contra uma ampla gama de ameaças, chamado Slava Rossii. O
sistema permite monitorar e analisar situações, identificar ameaças
naturais, tecnológicas, biológico-sociais, ambientais, de transporte, de
conflitos e informacionais, além de avaliar o grau de perigo.
Fonte:
Por Marcelo Zero, em Viomundo/Sputnik Brasil

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