sexta-feira, 31 de julho de 2026

Ucrânia, o preço amargo de uma guerra inútil

A mídia ocidental insiste em suas versões falaciosas sobre a guerra na Ucrânia.

Elogiam o governo corrupto e de tintes neonazistas de Zelensky.

Incentivam a Ucrânia a “resistir e lutar até o fim”. Aplaudem os ataques de Zelensky no território russo. Divulgam a ideia fantasiosa de que a Rússia está sendo derrotada.

Divulgam também a tese falaciosa de que o governo Putin quer ocupar toda a Ucrânia e, a partir dessa base, invadir a Europa para restaurar a “antiga glória” do império tsarista.

Ignoram que quem acaba pagando um preço caro por tudo isso é a própria Ucrânia, especialmente sua juventude, imolada no altar de uma geopolítica guiada por interesses externos e belicosos.

Mas não são apenas os ucranianos que pagam um preço muito alto.

Os mercenários e “voluntários” que vão lutar na Ucrânia também pagam um preço elevadíssimo.

Estudo intitulado “Volunteering for Ukraine: scoping the operational experiences and impacts among UK and US veterans”, publicado recentemente no European Journal of Psychotraumatology, comprova uma realidade brutal, muito distante das fantasias ocidentais.

Segundo o estudo, desde a escalada do conflito armado na Ucrânia em 2022, um número significativo de veteranos militares do Reino Unido e dos EUA voluntariou-se para apoiar as Forças Armadas da Ucrânia. Eles operam em um ambiente excepcionalmente intenso e tecnologicamente avançado, frequentemente expostos a níveis elevadíssimos de combate e estresse.

Esse estudo observacional de métodos mistos envolveu algumas dezenas de veteranos militares do Reino Unido e dos EUA que relataram ter viajado para a Ucrânia para apoiar as Forças Armadas da Ucrânia. Os participantes foram recrutados entre outubro e dezembro de 2025.

Pois bem, trinta e um veteranos militares do Reino Unido e dos EUA responderam a instrumentos de avaliação psicométrica, e 21 deles forneceram dados qualitativos.

Conforme o estudo, foram identificados níveis elevados de provável Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), transtornos mentais comuns (TMC), abuso de álcool e sofrimento relacionado a danos morais, bem como baixa qualidade de vida relativa a problemas de saúde.

Os veteranos relataram exposição a combates extremamente intensos — incluindo o uso de drones e a guerra de trincheiras — e ferimentos físicos frequentes.

A assistência médica para questões físicas foi frequentemente descrita como deficiente ou inadequada.

Os cuidados de saúde mental foram amplamente solicitados, mas raramente estavam acessíveis, tanto na Ucrânia quanto após o retorno para casa, e os veteranos relataram ter sido recusados por serviços de apoio.

Consequentemente, o apoio emocional provinha principalmente de seus pares, e não de sistemas formais de assistência.

As conclusões do estudo são simples e claras. A maioria desses veteranos, segundo a amostra pesquisada, relata necessidades significativas de saúde física e mental que não são atendidas, tanto na Ucrânia quanto no regresso ao Reino Unido ou aos EUA.

Têm suas vidas destruídas e são abandonados à própria sorte. São invisíveis para os sistemas oficiais e normais de atendimento à saúde física e mental.

São, como se diz em português, “carne de canhão” para uma guerra inútil.

Entre eles, há brasileiros que buscam ganhar dinheiro no conflito.

Com efeito, iludidos por promessas financeiras, frequentemente endividados, dezenas de jovens brasileiros atuam ou atuaram como voluntários e combatentes na guerra da Ucrânia. O resultado é frequentemente dramático.

O Itamaraty já registra oficialmente dezenas de mortos e desaparecidos do Brasil no conflito. Mas o número extraoficial pode ser bem maior. E relatos dos próprios mercenários demonstram condições de extrema violência, arrependimento no front da guerra e, como demonstrado no estudo, total desassistência.

Em reportagem ao site UOL, um grupo de brasileiros que viajou à Ucrânia para lutar na guerra contra a Rússia conta que tem sofrido pressão psicológica, agressão física e xenofobia, além de ter salários atrasados e passaportes retidos.

Eles contaram também que vivem como prisioneiros, em condições degradantes.

Um brasileiro teria chegado a morrer após ter sido espancado por militares ucranianos. Militares esses que, segundo tais brasileiros iludidos, ostentam símbolos nazistas em vestimentas e tatuagens.

Um horror.

Mas a mídia ocidental continua a estimular esses jovens a servirem de “bucha de canhão” para um regime nazista e sua guerra inútil.

Outro horror.

¨      Trump pede a Zelensky para dar fim ao conflito na Ucrânia

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (29) que informou a Vladimir Zelensky, durante encontro recente entre os dois na Casa Branca, que gostaria que ele pusesse fim ao conflito na Ucrânia.

"Eu gostaria que ele acabasse com a guerra… Eu disse a ele: 'Quero acabar com a guerra, que a guerra termine'", disse Trump a repórteres.

Trump ressaltou ressaltou, ainda durante a coletiva, se dar bem com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Trump recebeu Zelensky na terça-feira (28), em Washington. Em comunicado, a Casa Branca afirmou que a reunião durou pouco mais de uma hora e foi positiva. Além do ucraniano, o presidente dos EUA encontrou, também na terça, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

<><> Comércio exterior da Ucrânia entra em colapso após ataques russos contra porto de Odessa, diz analista

A perda do porto de Odessa pode levar a economia ucraniana à ruína, declarou o analista militar britânico Alexander Mercouris em canal no YouTube.

Mercouris salientou que ninguém vai sair de Odessa para o mar neste momento por temer grandes perdas.

"Vamos ser sinceros: esses ataques fizeram de tudo para que o comércio exterior da Ucrânia entrasse em colapso total. Essa era uma parte extremamente importante da economia ucraniana", ressaltou.

Segundo o analista, as autoridades de Odessa não conseguirão restaurar rapidamente a infraestrutura destruída, o que agravará a situação do país.

Nesse contexto, ele acrescentou que os ucranianos contam com o porto romeno de Constanta, mas, do ponto de vista puramente físico, ele não terá condições de atender exclusivamente às necessidades de Kiev.

Além disso, há a questão dos riscos para os armadores, que agora enfrentam não apenas as águas agitadas do mar Negro, concluiu.

Na semana passada, o ministro da Política Agrária da Ucrânia, Taras Vysotsky, constatou que os navios deixaram de atracar nos portos do país. Ele ressaltou que essa decisão partiu dos proprietários dos navios e não foi uma ordem de Kiev.

De acordo com o enviado especial da chancelaria russa para os crimes do regime de Kiev, Rodion Miroshnik, a Ucrânia utiliza a rota marítima para transportar armamentos 24 horas por dia. Nos últimos três anos, por exemplo, cerca de 8.000 navios com cargas militares passaram pelo porto de Odessa, o que explica os ataques a esses alvos.

O Ministério da Defesa russo já ressaltou diversas vezes que o Exército da Rússia ataca a infraestrutura com o objetivo de reduzir o potencial militar e econômico do inimigo. Nesse contexto, os soldados utilizam drones e armas de alta precisão e longo alcance, capazes de destruir qualquer alvo em Kiev ou em qualquer parte do território ucraniano.

<><> Ocidente perderá interesse pela Ucrânia quando Rússia assumir controle sobre seus portos, diz mídia

Uma Ucrânia sem acesso ao mar não será atraente para os patrocinadores ocidentais, escreveu uma mídia tcheca.

O artigo sublinha que, se algum dia no futuro Odessa voltar a ser uma cidade portuária, já não será ucraniana.

"Por ser um país sem litoral, a Ucrânia não será muito atraente economicamente para seus patrocinadores ocidentais", ressalta a publicação.

Para as empresas ocidentais, não fará sentido investir na Ucrânia, já que o país não poderá exportar recursos de seu território, conclui a reportagem.

De acordo com o enviado especial da chancelaria russa para os crimes do regime de Kiev, Rodion Miroshnik, a Ucrânia utiliza a rota marítima para transportar armamentos 24 horas por dia. Nos últimos três anos, por exemplo, cerca de 8.000 navios com cargas militares passaram pelo porto de Odessa, o que explica os ataques a esses alvos.

O Ministério da Defesa russo já ressaltou diversas vezes que o Exército da Rússia ataca a infraestrutura com o objetivo de reduzir o potencial militar e econômico do inimigo. Nesse contexto, os soldados utilizam drones e armas de alta precisão e longo alcance, capazes de destruir qualquer alvo em Kiev ou em qualquer parte do território ucraniano.

¨      Crescente arsenal de guerra eletrônica da Rússia está se tornando uma séria ameaça ao Starlink

A Ucrânia tem dependido fortemente do Starlink desde o início do conflito, o que levou as forças russas a começarem a testar métodos de guerra eletrônica (EW) para interromper a rede quase imediatamente, afirma o especialista militar e editor da revista Arsenal da Pátria, Aleksei Leonkov, à Sputnik.

"A experiência em campo de batalha revelou que o Starlink é um sistema altamente sofisticado", diz Leonkov. "Embora transmita dados usando um formato baseado em 5G, ele também pode moldar seu sinal e empregar uma série de técnicas que ajudam a proteger as comunicações contra interrupções."

A Rússia respondeu com um conjunto de contramedidas eficazes.

>>> Volna Kupol Garant

"Antes, a Rússia só conseguia interferir no sinal", diz Leonkov. "Agora, aprendeu a atacar o próprio satélite. O sistema Volna Kupol Garant usa um feixe de rádio de alta frequência altamente focado que sobrecarrega as antenas receptoras do Starlink. É uma forma extremamente precisa de ataque eletrônico que não afeta outros satélites em órbita."

Segundo relatos, Volna é um sistema móvel construído em torno de seis reboques. Cada um carrega um par de antenas parabólicas direcionáveis montadas em plataformas giratórias.

Uma única bateria é supostamente capaz de negar a cobertura Starlink em uma área de até 20 km². Alguns analistas dizem que o sistema era anteriormente referido sob a designação Peresvet-M, embora isso não tenha sido confirmado de forma independente. Fontes ucranianas afirmam que Volna foi implantado pela primeira vez durante a ofensiva da Rússia na região de Carcóvia em 2024. Elas também dizem que seu uso aumentou significativamente nos últimos meses.

>>> Tirada-S

Em vez de simplesmente interromper a conexão de um drone equipado com Starlink, o sistema gera sinais de interferência direcionados, projetados para interferir nas comunicações via satélite, de acordo com o especialista.

O Ministério da Defesa russo descreve o sistema como uma plataforma de guerra eletrônica projetada para suprimir as comunicações via satélite, detectando e bloqueando canais usados para comando de combate e transmissão de dados. De acordo com o ministério, o sistema interfere nessas conexões, impedindo que os sinais cheguem ao seu destino pretendido.

>>> Tobol

O complexo russo de guerra eletrônica secreto é supostamente usado para interromper sinais de redes de satélites da OTAN, incluindo GPS, Galileo e Starlink. Relatos afirmam que o Tobol ataca as comunicações via satélite em ambas as extremidades do enlace – bloqueando os sinais de satélite para receptores terrestres e os sinais da Terra para a órbita. Seu poder e alcance também supostamente permitem que ele crie um "guarda-chuva" eletromagnético.

>>> Kalinka

O sistema foi projetado para rastrear sinais de comunicação via satélite, incluindo aqueles transmitidos por terminais Starlink a distâncias de até 15 km. Ele pode supostamente rastrear e atingir até mesmo o Starshield — a versão militar reforçada do Starlink, da SpaceX. A mídia ocidental alerta que, embora o Tobol interrompa os sinais de GPS em larga escala, as capacidades de direcionamento de precisão do Kalinka podem representar uma ameaça mais direta a operações militares específicas.

Os sistemas Tobol e Kalinka estão sendo implantados não apenas perto da linha de frente, mas também para proteger locais críticos como parte das defesas aéreas, de acordo com Leonkov.

>>> Krasukha

O Krasukha-S4 foi projetado para neutralizar satélites de reconhecimento, instalações de radar terrestres e sistemas de vigilância aérea. Ele faz isso emitindo poderosos sinais de interferência eletrônica que interrompem bandas de radar importantes e outras emissões de radiofrequência. Uma bateria padrão do Krasukha-S4 consiste em dois veículos e tem um alcance operacional superior a 300 quilômetros.

>>> Borschevik

O sistema móvel leve foi projetado para detectar e geolocalizar terminais Starlink em um setor de 180 graus a alcances de até 10 km, com uma precisão relatada de cinco metros. Usando algoritmos de localização de direção e biangulação, ele pode localizar um alvo em menos de três minutos em uma única posição de varredura. O sistema aéreo Borschevik-2 busca sinais Starlink no céu, com precisão relatada de até 0,4 m.

<><> Rússia intensifica a guerra eletrônica

À medida que os ataques inimigos a alvos logísticos russos se intensificam, a implantação de sistemas russos de guerra eletrônica via satélite aumentou consideravelmente, destaca Leonkov. Os sistemas estão sendo implantados não apenas nas áreas de retaguarda, mas também perto da linha de frente.

<><> Por que a perda do Starlink poderia afetar duramente a Ucrânia?

# Praticamente 100% das comunicações militares ucranianas dependem do Starlink.

# Os ataques de drones ucranianos contra a Rússia são possíveis graças ao Starlink.

# O Starlink serve como um canal de dados crítico, alimentando a plataforma de inteligência artificial Prism da Palantir com informações do campo de batalha.

# A perda do acesso ao Starlink interrompe as comunicações entre as unidades ucranianas, prejudica a coordenação no campo de batalha, enfraquece as defesas, reduz a eficácia das operações com drones e aumenta os custos militares.

¨      Rostec envia às tropas 'olho digital' que encurta tempo do fogo letal dos blindados russos

A corporação estatal russa Rostec entregou ao Ministério da Defesa da Rússia mais um lote de sistemas Planshet-M-IR, instalados em chassis de veículos blindados, informou o serviço de imprensa da companhia.

A Rostec salientou que o sistema permite o controle em tempo real de uma ampla gama de armas, a coleta de dados de reconhecimento e a correção de fogo, aumentando significativamente sua precisão e agilidade.

"O Planshet-M-IR coordena disparos eficazes contra alvos inimigos a partir de artilharia autopropulsada e rebocada, sistemas de lançamento múltiplo de foguetes e morteiros. Com esse sistema, o comandante da unidade recebe, em tempo real,dados digitais sobre os alvos, incluindo vídeos capturados por drones", ressalta a publicação.

Segundo a matéria, se necessário, o comandante da unidade pode ajustar a condução do fogo estando fora do veículo — para isso, basta levar os tablets até a distância necessária e continuar o comando.

As soluções técnicas adotadas se justificam plenamente na prática. O Planshet-M-IR reduz significativamente o tempo de preparação dos dados iniciais para o fogo de artilharia e aumenta visivelmente sua eficácia. Sua instalação em um chassi blindado diminui os riscos para o pessoal.

Conforme acrescenta o texto, o aperfeiçoamento das funcionalidades do sistema continua visando um trabalho mais eficaz das unidades de artilharia.

As entregas em série do Planshet-M-IR em chassi automotivo já ocorrem há vários anos e a experiência de uso do sistema em condições reais confirma sua total conformidade com os requisitos modernos para sistemas de controle de fogo, conclui o comunicado.

Anteriormente, a Rostec relatou que desenvolveu um escudo digital contra uma ampla gama de ameaças, chamado Slava Rossii. O sistema permite monitorar e analisar situações, identificar ameaças naturais, tecnológicas, biológico-sociais, ambientais, de transporte, de conflitos e informacionais, além de avaliar o grau de perigo.

 

Fonte: Por Marcelo Zero, em Viomundo/Sputnik Brasil

 

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