Marco
Damiani: Vida bandida de Flávio Bolsonaro facilita escolha do eleitor entre o
mal e o bem
No
mesmo dia em que o IBGE divulgou a menor taxa histórica de desemprego no Brasil
para o período junho-agosto, de 5,3%, com 103,5 milhões de pessoas ocupadas,
novas revelações sobre a vida bandida de Flávio Bolsonaro sobem à tona. A
coincidência facilita a escolha do eleitor a ser feita nas urnas do próximo
domingo.
O
recorde de postos de trabalho é mais uma consequência positiva para a população
da política econômica aplicada pelo governo Lula. As revelações de relações
promíscuas entre o candidato bolsonarista e pessoas de suas relações em
negócios ilícitos são mais um capítulo vexatório na ficha corrida do filho de
Jair Bolsonaro.
Suspeitando
ter sido passado para trás por Flávio em R$ 1,47 milhão na sociedade que ambos
mantinham na famosa loja de chocolates Koppenhagen, no Rio de Janeiro, em que
investigações policiais apontaram fortes suspeitas de lavagem de dinheiro, o
empresário Alexandre Santini guardou mensagens, fotos e documentos que mostram
mais sobre como o candidato bolsonarista é de verdade.
Nos
vazamentos dos conteúdos desses arquivos, fica claro o quanto Flávio Bolsonaro
explora a sua posição política para obter vantagens pessoais. Os guardados de
Santini apontam que o candidato a presidente da República pelo PL obteve do
advogado Alan Belaciano presentes como um relógio Rolex avaliado em R$ 305 mil,
equipamentos de ginástica estimados em R$ 90 mil, um TV de 75 polegadas, com
preço atual de mercado de R$ 19 mil, o pagamento de uma reforma em imóvel e até
mesmo a quitação de mensalidades em uma academia de ginástica. A contrapartida
era o acesso de Belaciano a autoridades como o ministro Kássio Nunes Marques –
o ‘KN’ da turma de Daniel Vorcaro, do banco Master – para encaminhar seus casos
jurídicos.
“Na
nossa campanha eu tenho trazido a verdade”, disse ontem Flávio. Nada mais
mentiroso. Por mais de uma vez durante a campanha, o filho 01 de Jair Bolsonaro
negou fatos, como a relação financeira com Vorcaro, para depois admitir o
despiste e logo em seguida contar uma história mirabolante para justificar a
situação. Está claro que Flávio Bolsonaro personifica o modelo manipulador,
enganador e mentiroso.
Diante
das urnas de domingo, caberá ao eleitor se perguntar até onde o modo de vida
bandida associada a candidato do PL poderá chegar com os amplos poderes
reunidos no cargo de presidente da República. Enquanto deputado estadual no Rio
e senador, numa carreira iniciada em 2003, ele liderou negócios obscuros, fez
fortuna e disseminou o ódio entre a população brasileira. É mais desse mesmo
que ele promete se for eleito. Flávio Bolsonaro é o maior risco para a
segurança nacional já enfrentado pelos brasileiros.
• Lula: ‘no domingo, vamos enterrar o
bolsonarismo neste país!’
O
presidente Lula (PT) afirmou que as eleições representam uma oportunidade para
derrotar definitivamente o bolsonarismo ao discursar nesta terça-feira (29)
durante um comício realizado em Fortaleza, no Ceará.
Com a
proximidade da votação no fim de semana, o chefe do Executivo destacou a
contagem regressiva para o dia do pleito e convocou a militância a se empenhar
no processo eleitoral. “É importante a gente ter noção de que faltam poucos
dias. Hoje é terça, amanhã é quarta, [depois] quinta, sexta, sábado e domingo
nós vamos enterrar o bolsonarismo neste país!”, declarou Lula diante dos
apoiadores reunidos na capital cearense.
Durante
a agenda pública, o presidente também direcionou suas palavras aos
trabalhadores do setor de comércio e serviços da cidade, reforçando o
compromisso do governo com a revisão das jornadas trabalhistas. “Comerciários e
comerciárias de Fortaleza, se preparem, porque vamos acabar com a escala 6×1,
para permitir que vocês tenham dois dias para descansar, ficar com a família,
para estudar, viajar e realmente descansar”, pontuou o mandatário.
Voltado
ao cotidiano das famílias brasileiras, Lula enfatizou a necessidade de divisão
justa do trabalho doméstico entre homens e mulheres. “E os maridos que se
preparem, porque quando a mulher está em casa ela tem que descansar, e nós
temos que aprender a ir para o fogão, a limpar a cozinha, repartir com as
nossas companheiras as tarefas de casa. Portanto, companheiros e companheiras,
se preparem”, concluiu.
• Na reta final, Lula vai explorar
rejeição a Flávio e o medo da volta de um Bolsonaro ao poder
A
campanha do presidente Lula entra na última semana antes do primeiro turno com
uma estratégia voltada à conquista dos eleitores ainda indecisos e daqueles que
hoje declaram voto em outros candidatos, mas rejeitam o retorno da família
Bolsonaro ao Palácio do Planalto. A informação é da Folha de S.Paulo.
Segundo
a reportagem, Lula intensificará sua agenda nos últimos dias, com compromissos
no Pará, Nordeste, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. A campanha
pretende explorar principalmente a rejeição a Flávio Bolsonaro (PL) e associar
sua candidatura ao legado político do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A
estratégia ocorre em um cenário de disputa apertada. A Quaest divulgada nesta
segunda-feira (28) apontou Lula com 39% e Flávio com 34% no primeiro turno. Na
simulação de segundo turno, os dois aparecem com 42%. A pesquisa ouviu 2.004
eleitores entre 24 e 28 de setembro, tem margem de erro de dois pontos
percentuais e está registrada no TSE sob o número BR-06520/2026.
A
rejeição dos dois principais candidatos é considerada um dos fatores decisivos
da reta final. De acordo com o Datafolha citado pela Folha, 45% dos
entrevistados afirmam que não votariam de maneira alguma em Lula, mesmo
percentual registrado por Flávio Bolsonaro.
É
justamente entre os eleitores que não estão firmemente alinhados aos dois
principais candidatos que a campanha pretende avançar. O objetivo é convencer
quem considera votar em outros nomes, mas pode optar por Lula diante da
possibilidade de um novo governo da família Bolsonaro.
A
campanha também avalia que acontecimentos recentes podem produzir repercussão
eleitoral. Entre eles estão a decisão do governo de proibir as apostas on-line
e a controvérsia provocada pela circulação da falsa informação de que Flávio
Bolsonaro pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do
Brasil.
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Debate da Globo
Lula
também tende a não comparecer ao último debate presidencial antes do primeiro
turno, marcado pela TV Globo para quinta-feira (1º). Segundo aliados ouvidos
pela Folha, a avaliação é que o presidente poderia se transformar no principal
alvo dos demais candidatos, assumindo riscos numa etapa em que sua campanha
busca evitar desgastes. A decisão, no entanto, ainda envolve discussões entre
seus aliados.
A Globo
informou às campanhas que o púlpito de um candidato ausente permanecerá vazio
durante o programa. Flávio Bolsonaro confirmou participação.
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Maratona pelos estados
A
agenda da última semana também busca fortalecer candidatos aliados nas disputas
estaduais. Depois do Pará, estão previstos compromissos em Fortaleza e
Salvador, além de passagens por Juiz de Fora, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
No
Ceará, Lula pretende reforçar a campanha de Elmano de Freitas, que disputa o
governo estadual com Ciro Gomes. Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país,
o presidente buscará impulsionar Fernando Haddad na disputa contra o governador
Tarcísio de Freitas.
Além
das eleições estaduais, a campanha considera fundamental ampliar as bancadas
aliadas na Câmara e no Senado. Lula vem argumentando que mudanças como a
reforma política e alterações institucionais dependerão da correlação de forças
no próximo Congresso.
São
Paulo terá papel especial no encerramento da campanha. Como a legislação
eleitoral impede grandes comícios nas 48 horas anteriores à votação, a equipe
de Lula planeja uma caminhada na capital paulista no sábado (3), véspera do
primeiro turno.
A
eleição será realizada no domingo, 4 de outubro. Nos últimos dias, a aposta da
campanha será intensificar a comparação entre os dois principais projetos
políticos e tentar transformar a rejeição ao bolsonarismo em votos capazes de
ampliar o desempenho de Lula no primeiro turno.
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Lula chama Flávio Bolsonaro de “vira-lata que vive puxando o saco do Trump”
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um duro discurso contra a oposição e
chamou o senador Flávio Bolsonaro de “vira-lata que vive puxando o saco do
Trump” durante um comício realizado em Fortaleza, no Ceará, nesta terça-feira
(29). Na ocasião, o chefe do Executivo ressaltou os avanços das políticas
públicas de sua gestão, criticou o incentivo ao armamentismo promovido pelo
ex-presidente Jair Bolsonaro e defendeu a soberania nacional como ponto central
do debate político no país.
No
evento, o mandatário brasileiro contrapôs as ações da atual administração na
área da saúde e da educação com as medidas adotadas pelo governo anterior. Lula
destacou investimentos na rede pública de atendimento médico, na saúde bucal e
na distribuição de material didático, apontando que o pleito atual coloca em
xeque a própria autonomia do país frente a interesses estrangeiros.
“Nós
temos muita coisa para fazer ainda no Brasil. Avançamos muito no SUS. Vocês
sabem o que já fizemos em hospitais universitários aqui. Vocês sabem das
carretas, 150 carretas andando pelo Brasil, e 80% para fazer exames nas
mulheres, todos os exames. O Brasil Sorridente, são mais de 1 mil vans com
ambulatório odontológico para cuidar dos dentes das pessoas. Enquanto o
Bolsonaro distribuiu 1,8 bilhão de balas e 1 milhão de armas, nós distribuímos
213 de livros didáticos para nossas crianças nas escolas”, discursou o
presidente da República.
Ao
afunilar a comparação entre os projetos políticos em disputa, o chefe do
Palácio do Planalto elevou o tom das críticas à postura da família do
ex-presidente, relacionando a conduta de alinhamento irrestrito aos Estados
Unidos com a perda de independência e de compromisso com a população
brasileira.
“É isto
que está em jogo. É se o Brasil vai ser dono do seu quintal ou se vai vir aqui
alguém dar palpite na nossa vida. Se a gente vai eleger uma pessoa que tem
caráter, biografia e que tem compromisso com o Brasil, ou um vira-lata que vive
puxando o saco do Trump. É isto que está em jogo”, afirmou Lula para os
militantes presentes no ato no Ceará.
• Lula reafirma Nossa Senhora como
padroeira do Brasil: ‘quem não quiser, que se mude’
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (29),
durante um ato de campanha em Fortaleza (CE), que Nossa Senhora Aparecida
continuará sendo a padroeira do Brasil enquanto ele estiver à frente da
Presidência da República. Ao abordar o assunto, Lula disse ter ouvido “boatos”
sobre uma possível tentativa de retirar da santa essa condição.
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Lula diz respeitar todas as religiões
“Nesta
semana, saíram boatos de que vão querer desfazer a ideia de que Nossa Senhora
Aparecida não seja mais padroeira do Brasil. Eu respeito todas as religiões, a
católica, a evangélica, as de matrizes africanas, respeito até os ateus. Mas
enquanto eu for presidente da República, Nossa Senhora Aparecida será a
padroeira do Brasil. Quem não quiser, que mude do Brasil”, afirmou o
presidente.
A
declaração coloca no centro da manifestação de Lula tanto a manutenção de Nossa
Senhora Aparecida como padroeira quanto a defesa do respeito à diversidade
religiosa. O presidente não detalhou a origem dos “boatos” mencionados nem
apontou quem estaria defendendo uma eventual alteração.
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Nossa Senhora é padroeira desde 1930
Nossa
Senhora Aparecida é oficialmente padroeira do Brasil desde 1930, quando o papa
Pio XI assinou o decreto que concedeu à santa esse título.
O
reconhecimento também ganhou respaldo na legislação brasileira décadas depois.
Em 1980, durante o governo do então presidente João Figueiredo, foi sancionada
a Lei nº 6.802, que declarou Nossa Senhora Aparecida padroeira do Brasil e
estabeleceu 12 de outubro como feriado nacional dedicado à sua celebração.
• Tebet rebate Eduardo Bolsonaro após
ataques nas redes: “covarde”
A
candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) chamou Eduardo Bolsonaro
de “covarde” após o ex-deputado federal cassado publicar um vídeo com críticas
e ofensas contra ela. O episódio ocorreu depois de Tebet criticar a decisão de
Ricardo Salles (Novo) de abandonar a disputa pelo Senado em São Paulo.
Salles
anunciou na segunda-feira (28) que desistiria da candidatura e declarou apoio a
Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL). Em vídeo publicado nas redes
sociais, Eduardo Bolsonaro defendeu a decisão do aliado e afirmou que Salles
deixou a disputa para evitar a divisão dos votos da direita. Ao se referir a
Tebet, chamou a candidata de “vassala do Lula” e disse que ela “se prostitui
por cargo”.
“O
Salles não se rendeu ao centrão. Ele apenas reconhece que o principal que
poderia acontecer é os votos de direita se dividirem entre três candidatos,
abrindo caminho para que pessoas de esquerda, como você, Simone Tebet, vassala
do Lula, pudessem representar o Estado. Então, um ato de patriotismo até do
Salles”, disse Eduardo.
Campanha
anuncia medidas judiciais
Tebet
respondeu às declarações e disse que não pretende se intimidar com os ataques.
“É um covarde que ataca protegido pela distância e por um exército digital
propagador de discurso de ódio. Essa é a indigência do debate político que não
pode prosperar. Eu não vou baixar a cabeça, não vou me intimidar e não vou
aceitar que nenhuma mulher seja silenciada dessa maneira”, declarou.
Segundo
o SBT News, a defesa jurídica da campanha informou que pretende adotar medidas
contra Eduardo Bolsonaro. A primeira iniciativa será uma representação à
Justiça Eleitoral para solicitar a retirada do conteúdo publicado nas
plataformas digitais.
Os
advogados também apresentaram uma notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral
(MPE). O objetivo é pedir a investigação do episódio como possível violência
política contra a mulher, crime previsto no Código Eleitoral.
A
assessoria de Tebet ainda mencionou uma condenação recente de Eduardo Bolsonaro
pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por difamação contra a deputada federal
Tabata Amaral (PSB-SP).
Segundo
a decisão, tomada por 7 votos a 3, o ex-deputado foi condenado a um ano de
detenção, em regime inicial aberto, além do pagamento de 39 dias-multa, cada um
correspondente a dois salários mínimos. O processo teve origem em publicações
feitas por Eduardo em 2021 a respeito de um projeto de Tabata relacionado à
distribuição de absorventes.
Fonte:
Brasil 247

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