quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Marco Damiani: Vida bandida de Flávio Bolsonaro facilita escolha do eleitor entre o mal e o bem

No mesmo dia em que o IBGE divulgou a menor taxa histórica de desemprego no Brasil para o período junho-agosto, de 5,3%, com 103,5 milhões de pessoas ocupadas, novas revelações sobre a vida bandida de Flávio Bolsonaro sobem à tona. A coincidência facilita a escolha do eleitor a ser feita nas urnas do próximo domingo.

O recorde de postos de trabalho é mais uma consequência positiva para a população da política econômica aplicada pelo governo Lula. As revelações de relações promíscuas entre o candidato bolsonarista e pessoas de suas relações em negócios ilícitos são mais um capítulo vexatório na ficha corrida do filho de Jair Bolsonaro.

Suspeitando ter sido passado para trás por Flávio em R$ 1,47 milhão na sociedade que ambos mantinham na famosa loja de chocolates Koppenhagen, no Rio de Janeiro, em que investigações policiais apontaram fortes suspeitas de lavagem de dinheiro, o empresário Alexandre Santini guardou mensagens, fotos e documentos que mostram mais sobre como o candidato bolsonarista é de verdade.

Nos vazamentos dos conteúdos desses arquivos, fica claro o quanto Flávio Bolsonaro explora a sua posição política para obter vantagens pessoais. Os guardados de Santini apontam que o candidato a presidente da República pelo PL obteve do advogado Alan Belaciano presentes como um relógio Rolex avaliado em R$ 305 mil, equipamentos de ginástica estimados em R$ 90 mil, um TV de 75 polegadas, com preço atual de mercado de R$ 19 mil, o pagamento de uma reforma em imóvel e até mesmo a quitação de mensalidades em uma academia de ginástica. A contrapartida era o acesso de Belaciano a autoridades como o ministro Kássio Nunes Marques – o ‘KN’ da turma de Daniel Vorcaro, do banco Master – para encaminhar seus casos jurídicos.

“Na nossa campanha eu tenho trazido a verdade”, disse ontem Flávio. Nada mais mentiroso. Por mais de uma vez durante a campanha, o filho 01 de Jair Bolsonaro negou fatos, como a relação financeira com Vorcaro, para depois admitir o despiste e logo em seguida contar uma história mirabolante para justificar a situação. Está claro que Flávio Bolsonaro personifica o modelo manipulador, enganador e mentiroso.

Diante das urnas de domingo, caberá ao eleitor se perguntar até onde o modo de vida bandida associada a candidato do PL poderá chegar com os amplos poderes reunidos no cargo de presidente da República. Enquanto deputado estadual no Rio e senador, numa carreira iniciada em 2003, ele liderou negócios obscuros, fez fortuna e disseminou o ódio entre a população brasileira. É mais desse mesmo que ele promete se for eleito. Flávio Bolsonaro é o maior risco para a segurança nacional já enfrentado pelos brasileiros.

•        Lula: ‘no domingo, vamos enterrar o bolsonarismo neste país!’

O presidente Lula (PT) afirmou que as eleições representam uma oportunidade para derrotar definitivamente o bolsonarismo ao discursar nesta terça-feira (29) durante um comício realizado em Fortaleza, no Ceará.

Com a proximidade da votação no fim de semana, o chefe do Executivo destacou a contagem regressiva para o dia do pleito e convocou a militância a se empenhar no processo eleitoral. “É importante a gente ter noção de que faltam poucos dias. Hoje é terça, amanhã é quarta, [depois] quinta, sexta, sábado e domingo nós vamos enterrar o bolsonarismo neste país!”, declarou Lula diante dos apoiadores reunidos na capital cearense.

Durante a agenda pública, o presidente também direcionou suas palavras aos trabalhadores do setor de comércio e serviços da cidade, reforçando o compromisso do governo com a revisão das jornadas trabalhistas. “Comerciários e comerciárias de Fortaleza, se preparem, porque vamos acabar com a escala 6×1, para permitir que vocês tenham dois dias para descansar, ficar com a família, para estudar, viajar e realmente descansar”, pontuou o mandatário.

Voltado ao cotidiano das famílias brasileiras, Lula enfatizou a necessidade de divisão justa do trabalho doméstico entre homens e mulheres. “E os maridos que se preparem, porque quando a mulher está em casa ela tem que descansar, e nós temos que aprender a ir para o fogão, a limpar a cozinha, repartir com as nossas companheiras as tarefas de casa. Portanto, companheiros e companheiras, se preparem”, concluiu.

•        Na reta final, Lula vai explorar rejeição a Flávio e o medo da volta de um Bolsonaro ao poder

A campanha do presidente Lula entra na última semana antes do primeiro turno com uma estratégia voltada à conquista dos eleitores ainda indecisos e daqueles que hoje declaram voto em outros candidatos, mas rejeitam o retorno da família Bolsonaro ao Palácio do Planalto. A informação é da Folha de S.Paulo.

Segundo a reportagem, Lula intensificará sua agenda nos últimos dias, com compromissos no Pará, Nordeste, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. A campanha pretende explorar principalmente a rejeição a Flávio Bolsonaro (PL) e associar sua candidatura ao legado político do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A estratégia ocorre em um cenário de disputa apertada. A Quaest divulgada nesta segunda-feira (28) apontou Lula com 39% e Flávio com 34% no primeiro turno. Na simulação de segundo turno, os dois aparecem com 42%. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre 24 e 28 de setembro, tem margem de erro de dois pontos percentuais e está registrada no TSE sob o número BR-06520/2026.

A rejeição dos dois principais candidatos é considerada um dos fatores decisivos da reta final. De acordo com o Datafolha citado pela Folha, 45% dos entrevistados afirmam que não votariam de maneira alguma em Lula, mesmo percentual registrado por Flávio Bolsonaro.

É justamente entre os eleitores que não estão firmemente alinhados aos dois principais candidatos que a campanha pretende avançar. O objetivo é convencer quem considera votar em outros nomes, mas pode optar por Lula diante da possibilidade de um novo governo da família Bolsonaro.

A campanha também avalia que acontecimentos recentes podem produzir repercussão eleitoral. Entre eles estão a decisão do governo de proibir as apostas on-line e a controvérsia provocada pela circulação da falsa informação de que Flávio Bolsonaro pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

<><> Debate da Globo

Lula também tende a não comparecer ao último debate presidencial antes do primeiro turno, marcado pela TV Globo para quinta-feira (1º). Segundo aliados ouvidos pela Folha, a avaliação é que o presidente poderia se transformar no principal alvo dos demais candidatos, assumindo riscos numa etapa em que sua campanha busca evitar desgastes. A decisão, no entanto, ainda envolve discussões entre seus aliados.

A Globo informou às campanhas que o púlpito de um candidato ausente permanecerá vazio durante o programa. Flávio Bolsonaro confirmou participação.

<><> Maratona pelos estados

A agenda da última semana também busca fortalecer candidatos aliados nas disputas estaduais. Depois do Pará, estão previstos compromissos em Fortaleza e Salvador, além de passagens por Juiz de Fora, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

No Ceará, Lula pretende reforçar a campanha de Elmano de Freitas, que disputa o governo estadual com Ciro Gomes. Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, o presidente buscará impulsionar Fernando Haddad na disputa contra o governador Tarcísio de Freitas.

Além das eleições estaduais, a campanha considera fundamental ampliar as bancadas aliadas na Câmara e no Senado. Lula vem argumentando que mudanças como a reforma política e alterações institucionais dependerão da correlação de forças no próximo Congresso.

São Paulo terá papel especial no encerramento da campanha. Como a legislação eleitoral impede grandes comícios nas 48 horas anteriores à votação, a equipe de Lula planeja uma caminhada na capital paulista no sábado (3), véspera do primeiro turno.

A eleição será realizada no domingo, 4 de outubro. Nos últimos dias, a aposta da campanha será intensificar a comparação entre os dois principais projetos políticos e tentar transformar a rejeição ao bolsonarismo em votos capazes de ampliar o desempenho de Lula no primeiro turno.

<><> Lula chama Flávio Bolsonaro de “vira-lata que vive puxando o saco do Trump”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um duro discurso contra a oposição e chamou o senador Flávio Bolsonaro de “vira-lata que vive puxando o saco do Trump” durante um comício realizado em Fortaleza, no Ceará, nesta terça-feira (29). Na ocasião, o chefe do Executivo ressaltou os avanços das políticas públicas de sua gestão, criticou o incentivo ao armamentismo promovido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e defendeu a soberania nacional como ponto central do debate político no país.

No evento, o mandatário brasileiro contrapôs as ações da atual administração na área da saúde e da educação com as medidas adotadas pelo governo anterior. Lula destacou investimentos na rede pública de atendimento médico, na saúde bucal e na distribuição de material didático, apontando que o pleito atual coloca em xeque a própria autonomia do país frente a interesses estrangeiros.

“Nós temos muita coisa para fazer ainda no Brasil. Avançamos muito no SUS. Vocês sabem o que já fizemos em hospitais universitários aqui. Vocês sabem das carretas, 150 carretas andando pelo Brasil, e 80% para fazer exames nas mulheres, todos os exames. O Brasil Sorridente, são mais de 1 mil vans com ambulatório odontológico para cuidar dos dentes das pessoas. Enquanto o Bolsonaro distribuiu 1,8 bilhão de balas e 1 milhão de armas, nós distribuímos 213 de livros didáticos para nossas crianças nas escolas”, discursou o presidente da República.

Ao afunilar a comparação entre os projetos políticos em disputa, o chefe do Palácio do Planalto elevou o tom das críticas à postura da família do ex-presidente, relacionando a conduta de alinhamento irrestrito aos Estados Unidos com a perda de independência e de compromisso com a população brasileira.

“É isto que está em jogo. É se o Brasil vai ser dono do seu quintal ou se vai vir aqui alguém dar palpite na nossa vida. Se a gente vai eleger uma pessoa que tem caráter, biografia e que tem compromisso com o Brasil, ou um vira-lata que vive puxando o saco do Trump. É isto que está em jogo”, afirmou Lula para os militantes presentes no ato no Ceará.

•        Lula reafirma Nossa Senhora como padroeira do Brasil: ‘quem não quiser, que se mude’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (29), durante um ato de campanha em Fortaleza (CE), que Nossa Senhora Aparecida continuará sendo a padroeira do Brasil enquanto ele estiver à frente da Presidência da República. Ao abordar o assunto, Lula disse ter ouvido “boatos” sobre uma possível tentativa de retirar da santa essa condição.

<><> Lula diz respeitar todas as religiões

“Nesta semana, saíram boatos de que vão querer desfazer a ideia de que Nossa Senhora Aparecida não seja mais padroeira do Brasil. Eu respeito todas as religiões, a católica, a evangélica, as de matrizes africanas, respeito até os ateus. Mas enquanto eu for presidente da República, Nossa Senhora Aparecida será a padroeira do Brasil. Quem não quiser, que mude do Brasil”, afirmou o presidente.

A declaração coloca no centro da manifestação de Lula tanto a manutenção de Nossa Senhora Aparecida como padroeira quanto a defesa do respeito à diversidade religiosa. O presidente não detalhou a origem dos “boatos” mencionados nem apontou quem estaria defendendo uma eventual alteração.

<><> Nossa Senhora é padroeira desde 1930

Nossa Senhora Aparecida é oficialmente padroeira do Brasil desde 1930, quando o papa Pio XI assinou o decreto que concedeu à santa esse título.

O reconhecimento também ganhou respaldo na legislação brasileira décadas depois. Em 1980, durante o governo do então presidente João Figueiredo, foi sancionada a Lei nº 6.802, que declarou Nossa Senhora Aparecida padroeira do Brasil e estabeleceu 12 de outubro como feriado nacional dedicado à sua celebração.

•        Tebet rebate Eduardo Bolsonaro após ataques nas redes: “covarde”

A candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) chamou Eduardo Bolsonaro de “covarde” após o ex-deputado federal cassado publicar um vídeo com críticas e ofensas contra ela. O episódio ocorreu depois de Tebet criticar a decisão de Ricardo Salles (Novo) de abandonar a disputa pelo Senado em São Paulo.

Salles anunciou na segunda-feira (28) que desistiria da candidatura e declarou apoio a Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL). Em vídeo publicado nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro defendeu a decisão do aliado e afirmou que Salles deixou a disputa para evitar a divisão dos votos da direita. Ao se referir a Tebet, chamou a candidata de “vassala do Lula” e disse que ela “se prostitui por cargo”.

“O Salles não se rendeu ao centrão. Ele apenas reconhece que o principal que poderia acontecer é os votos de direita se dividirem entre três candidatos, abrindo caminho para que pessoas de esquerda, como você, Simone Tebet, vassala do Lula, pudessem representar o Estado. Então, um ato de patriotismo até do Salles”, disse Eduardo.

Campanha anuncia medidas judiciais

Tebet respondeu às declarações e disse que não pretende se intimidar com os ataques. “É um covarde que ataca protegido pela distância e por um exército digital propagador de discurso de ódio. Essa é a indigência do debate político que não pode prosperar. Eu não vou baixar a cabeça, não vou me intimidar e não vou aceitar que nenhuma mulher seja silenciada dessa maneira”, declarou.

Segundo o SBT News, a defesa jurídica da campanha informou que pretende adotar medidas contra Eduardo Bolsonaro. A primeira iniciativa será uma representação à Justiça Eleitoral para solicitar a retirada do conteúdo publicado nas plataformas digitais.

Os advogados também apresentaram uma notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral (MPE). O objetivo é pedir a investigação do episódio como possível violência política contra a mulher, crime previsto no Código Eleitoral.

A assessoria de Tebet ainda mencionou uma condenação recente de Eduardo Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por difamação contra a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP).

Segundo a decisão, tomada por 7 votos a 3, o ex-deputado foi condenado a um ano de detenção, em regime inicial aberto, além do pagamento de 39 dias-multa, cada um correspondente a dois salários mínimos. O processo teve origem em publicações feitas por Eduardo em 2021 a respeito de um projeto de Tabata relacionado à distribuição de absorventes.

 

Fonte: Brasil 247

 

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