quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Deus, Pátria e Família? Depois de Nossa Senhora e Trump, traição e orgia derrubam último totem de Flávio Bolsonaro

Diz um velho ditado que “a fruta não cai longe do pé”, para mostrar a semelhança entre pais e filhos.

Em 2018, Jair Bolsonaro resgatou o slogan Deus, Pátria e Família como um tripé para manipular um discurso hipócrita para encobrir a própria trajetória religiosa, política e pessoal. As três palavras, trazidas ao Brasil nos anos 1930 pela Ação Integralista Brasileira – o maior movimento fascista fora da Europa – viraram sinônimo do bolsonarismo e chegaram às eleições de 2026 sob o manto do filho “01”, Flávio Bolsonaro.

Ungido presidenciável do clã pelo pai em dezembro de 2025, um dia após visitar Daniel Vorcaro, com o banqueiro já com tornozeleira eletrônica após a primeira prisão pela Polícia Federal, Flávio Bolsonaro confirma que a fruta não cai longe do pé e, assim como o pai, vem implodindo cada termo usado no slogan antes mesmo da disputa nas urnas.

<><> Deus

Na seara religiosa, Flávio Bolsonaro recupera a estratégia do pai em 2018, se colocando em uma “guerra espiritual” para “expulsar o mal do governo do Brasil”, como anunciou em 4 de junho durante a Marcha para Jesus, em São Paulo, após uma série de beija-mãos com líderes evangélicos que se estruturam no plano de dominação política do Brasil.

Nos últimos dias, a relação com figuras nefastas do movimento, como o bispo JB Carvalho, da igreja Comunidade das Nações, que frequenta no Distrito Federal (DF), revelou que o projeto de “fechar igrejas”, como o pai já propagava contra Lula, está bem mais próximo do plano de governo de Flávio Bolsonaro.

A intercessão de Nossa Senhora na reta final do processo eleitoral expôs as vísceras da comunhão profunda entre setores do evangelismo neopentencostal com a ultradireita bolsonarista. O enlace, selado para levar Jair Bolsonaro ao poder, ascendeu com o “terrivelmente evangélico” André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF) e agora gera uma reação de setores da Igreja Católica que já perceberam o objetivo final da articulação.

Bem mais do que destronar Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil, a estrutura político-religiosa que busca levar Flávio Bolsonaro ao poder pretende instituir uma autocracia pseudo-cristã no Brasil aos moldes de Donald Trump nos EUA, usando o discurso religioso para reprimir qualquer voz dissonante, concluindo o aparelhamento da cúpula do judiciário, com as quatro indicações ao STF a que o próximo presidente terá direito.

<><> Pátria

Para ter o aval do mercado e da mídia liberal em 2018, Jair Bolsonaro (PL) abandonou a visão “nacionalista” que dizia ter herdado de (meu nome é…) Enéas Carneiro e se declarou “ignorante” em economia, entregando ao “posto Ipiranga” Paulo Guedes a condução de um projeto entreguista neoliberal, que garante o apoio do sistema financeiro a qualquer um que postule um cargo público.

Em 2026, Flávio e o irmão Eduardo Bolsonaro eliminaram interlocutores, levando às mãos de Donald Trump o projeto em que prometem colocar um assessor do presidente dos EUA já na transição de governo.

O plano ainda prevê a “privatização de 95%” das empresas públicas”, em aceno descarado aos trustes do petróleo que desde os anos 1950 cobiçam a Petrobrás, e colocar as terras raras brasileiras à disposição dos EUA na guerra tecnologia contra a China.

Tudo isso em troca da intervenção direta de Donald Trump em favor do clã nas eleições brasileiras.

<><> Família

O último totem da tríade de Flávio Bolsonaro, tido como um playboy inveterado no círculo íntimo, foi implodido nesta terça-feira (29) com a revelação das orgias, que seriam recorrentes, com o ex-sócio Alexandre Santini, que provocou uma crise profunda no casamento do senador com Fernanda Bolsonaro após romper com o clã após as eleições presidenciais de 2022.

Reportagem de Rodrigo Rangel, no site Platô BR, mostra que as traições de Flávio Bolsonaro à esposa com prostitutas eram frequentes e que o senador tinha como “a namoradinha” a agenciadora das garotas, contratadas para orgias em hotéis 5 estrelas no Rio de Janeiro e até em Brasília.

Santini teria enviado fotos, vídeos e mensagens “impublicáveis” para Fernanda Bolsonaro após a briga com o ex-sócio. Diferentemente de Jair, que conviveu com traições nos três relacionamentos que teve oficialmente, Flávio teria apelado a Deus para seguir o casamento com Fernanda Bolsonaro.

O ex-sócio, no entanto, ao que a reportagem indica, tem munição de sobra para mostrar a outra face que o herdeiro de Bolsonaro tenta esconder do eleitorado, especialmente o religioso. E que, se vier, à tona antes do dia 4 de outubro pode implodir os planos de dominação do clã e daqueles que se aglutinam para levantar no Brasil uma ditadura pseudo-religiosa.

Em nome do pai, Flávio Bolsonaro tenta levar o projeto adiante. Só não contava que a intercessão Maria, de Trump e do ex-sócio pudessem revelar o que muita gente já sabe: que a fruta não cai longe do pé.

•        Internautas detonam Flávio Bolsonaro e ‘Deus, Pátria e orgia’ bomba nas redes sociais

Internautas fizeram duras críticas ao presidenciável da extrema direita brasileira, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nesta terça-feira (29), após Alexandre Santini, ex-sócio do senador na chocolateria Kopenhagen do BarraShopping, revelar uma suposta rede de favores, prostituição, orgias, mimos de luxo e pressões contra o parlamentar.

Na rede social X, a expressão “Deus, Pátria e orgia” ficou entre os assuntos mais comentados da plataforma. “Bolsoruba Deus, Pátria e orgia. Flávio falso cristão”, escreveu um perfil em alusão à palavra “suruba”. “Católicos e evangélicos: tariflávio fazendo lobby, orgias com prostitutas e corrupção”, postou outro usuário.

Um perfil afirmou que “a putaria cristã” foi “exposta”. “Aqui, Deus entra não como princípio moral, mas como instrumento de negociação para salvar as aparências”, publicou.

Também no X, a expressão “Flavinho” chegou aos assuntos mais comentados. O jornalista Guga Noblat comentou sobre o tema. “E pensar que depois de mandar essa mensagem ao ex-sócio admitindo ter um passado sujo e se dizendo um novo homem família, Flavinho Milícia ainda foi se meteu com Daniel Vorcaro, o rei do camarote”.

“Flavinho nojento e sua bolsoruba”, criticou um internauta. “Flávio Bolsonaro é o retrato escancarado da hipocrisia”, acrescentou.

Outro usuário fez críticas ao campo da direita brasileira. “Essa direita é patética! José Serra candidato à presidência foi atingido por uma bolinha de papel e falou que era ameaça a sua vida”, observou.

“O Flavinho das orgias recebeu uma ovada e disse que era tentativa de homicídio. Direita frouxa e covarde”, complementou. 

•        Ex-sócio de Flávio Bolsonaro revela suposta orgia com 4 garotas em hotel de luxo: “nessa época de eleição tá f*”

eportagem de Rodrigo Rangel, no site PlatôBr nesta terça-feira (29), revela uma série de mensagens de Alexandre Ferreira Dias Santini, ex-sócio de Flávio Bolsonaro na franquia de chocolates Bolsotini Chocolates e Café, que expõe relações do senador com prostitutas e a atuação como lobista no ex-governo do pai, Jair Bolsonaro, em uma rede que revela a vida de orgias e negociatas do agora candidato do clã à Presidência da República.

As mensagens vieram à tona após Santini romper com o clã em 2022, quando Bolsonaro perdeu as eleições, e mostram inclusive as preferências de Flávio Bolsonaro em relação a prostitutas, contratadas quase sempre para orgias no Hotel Hyatt, com diárias de cerca de R$ 3 mil, no Rio de Janeiro. Os arquivos ainda teriam fotos e vídeos e, segundo a reportagem, mensagens “impublicáveis”.

Em uma das conversas, Santini revela que o encontro com 4 garotas de programa, entre elas a agenciadora que seria “a namoradinha” de Flávio Bolsonaro, se daria nas proximidades das eleições de 2022, quando Lula derrotou Jair Bolsonaro.

Na mensagem à agenciadora, Santini faz questão de ressaltar que “precisa ser tudo sigiloso. Pois nessa época de eleição tá Fodaaaa”.

No início da conversa, Santini afirma que “estava viajando de férias e voltei hoje”: “Vamos marcar outra festinha igual a do grand hyatt. Com os mesmos amigos meus… meu filho + João Pedro. Vc arruma as meninas?”.

“Meu filho”, segundo a reportagem, seria a maneira como o ex-sócio se referia a Flávio Bolsonaro.

“Oie. Td bem? São 3 meninas então? Quando?”, indagou a garota. “Vc e mais 3 meninas. Só preciso confirmar a data e horário com os amigos. Precisa ser tudo sigiloso. Pois nessa época de eleição tá Fodaaaa”, respondeu o ex-sócio de Flávio Bolsonaro.

Na sequencia, a agenciadora pergunta o “perfil” das garotas e Santini responde: “Tipo gostosa! Vc conhece o q a gente gosta. Me manda as fotos. Tem q ser novidade. Até amanhã te ligo confirmando o local e data certa. Obrigado bb”.

Nas mensagens há ainda uma foto tirada por Santini da vista da suíte do hotel cinco estrelas onde se dariam as orgias. O Grande Hyatt fica localizado entre o mar e a Lagoa de Marapendi, na Barra da Tijuca, mesmo bairro onde o clã Bolsonaro mora.

Segundo o PlatôBr, algumas fotos tiradas por Santini e mostradas a Fernanda Bolsonaro, esposa de Flávio, após a briga com o ex-sócio teriam sido feitas no local. Além do hotel no Rio, as farras, segundo a reportagem, eram feitas em outros locais, inclusive em Brasília.

•        Esquema da loja de chocolates de Flávio Bolsonaro volta à tona com segredos revelados por ex-sócio; relembre

escândalo de corrupção envolvendo a loja de chocolates do senador e candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), voltou à tona nesta terça-feira (29) após seu ex-sócio, Alexandra Santini, revelar segredos sobre seu antigo parceiro de negócios. O esquema virou alvo de investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) e revelou uma série de indícios de corrupção, que envolvem outra investigação, sobre o esquema de “rachadinhas” no gabinete de Flávio quando ele ainda era deputado estadual.

<><> Relembre o esquema

Em 2015, Flávio Bolsonaro se tornou sócio de uma franquia da loja Kopenhagen localizada no shopping Via Parque, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, ao lado de Santini. A empresa recebeu o nome de Bolsotini Chocolates e Café, uma combinação dos sobrenomes dos dois sócios e permaneceu sob administração da sociedade até 2021, quando já alvo das investigações.

A suspeita sobre um esquema de lavagem de dinheiro na loja de chocolate surgiu durante a investigação sobre o esquema de “rachadinha” no antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), funcionários do gabinete devolveriam parte de seus salários, com Fabrício Queiroz apontado como operador da arrecadação. A Promotoria sustentou que parte dos recursos teria sido posteriormente movimentada por meio da loja de chocolates para ocultar sua origem. A acusação estimou em R$ 1,6 milhão o valor que teria sido lavado por meio do estabelecimento.

Um dos principais indícios apontados pelos investigadores era a diferença entre o faturamento registrado pelo shopping e os valores que entraram na conta da empresa. Entre 2015 e 2018, o Via Parque registrou faturamento de aproximadamente R$ 4,9 milhões, enquanto a conta bancária da loja recebeu cerca de R$ 6,5 milhões. O MP também chamou atenção para a quantidade de depósitos em dinheiro vivo, considerada elevada em comparação com outras franquias da mesma rede.

A própria compra da franquia também entrou no radar dos investigadores. O MP-RJ sustentou que havia indícios de que até R$ 500 mil relacionados à aquisição da loja poderiam ter origem ilícita, levando a Promotoria a estimar em cerca de R$ 2,1 milhões o total potencialmente ocultado por meio da aquisição e da movimentação financeira da empresa. Flávio sempre negou irregularidades.

Santini: o “laranja” de Flávio

Outro ponto investigado foi a divisão dos lucros entre os sócios. Embora Flávio e Santini tivessem participações iguais, a Promotoria identificou uma diferença significativa nos valores recebidos por cada um e chegou a suspeitar que Santini pudesse atuar como “laranja”. Flávio, por sua vez, justificou a distribuição dizendo que contribuía mais para o negócio por levar mais clientes à loja.

A relação com o ex-sócio voltou a ganhar destaque em 2023, quando Santini entrou na Justiça cobrando de Flávio R$ 1,47 milhão. Ele alegou que recebeu menos do que deveria na divisão dos lucros e que também teria arcado com despesas da empresa sem o devido reembolso. O processo apresentou comprovantes de pagamentos feitos por Santini diretamente para a empresa.

<><> Labirinto jurídico e o triunfo da impunidade

A pergunta que ficou após o MP arquivar a denúncia, em 2022, foi: como um esquema com tantas evidências documentais simplesmente evaporou dos tribunais? Para entender por que o caso da “rachadinha” e da loja de chocolates não resultou em punição, é preciso mergulhar não no mérito das provas, mas nas manobras técnicas e decisões superiores que “desmontaram” a investigação peça por peça.

>>> 1 – O Golpe de mestre: A disputa pelo foro privilegiado

O primeiro grande revés da acusação ocorreu na definição de quem poderia julgar Flávio Bolsonaro. Embora os crimes tivessem ocorrido quando ele era deputado estadual (primeira instância), a defesa lutou para que o caso subisse para o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ).

Em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) validou esse entendimento, mantendo o foro privilegiado do senador. Isso retirou o processo das mãos de juízes de primeira instância, que costumam ser mais ágeis, e o colocou em um colegiado político-jurídico de desembargadores, atrasando o ritmo das apurações em anos.

>>> 2 – O “efeito dominó” das anulações de provas

A impunidade foi pavimentada por decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que atingiram o coração da investigação:

Anulação da quebra de sigilo: O STJ entendeu que as decisões do juiz Flávio Itabaiana (da 1ª instância) que autorizaram a quebra dos sigilos bancário e fiscal não estavam “devidamente fundamentadas”.

A “morte” das evidências: Com essa decisão, todas as provas colhidas, incluindo os extratos que mostravam os 1.512 depósitos na loja de chocolates, tornaram-se juridicamente “frutos de uma árvore envenenada”. Na prática, elas deixaram de existir para a Justiça.

Invalidade dos relatórios do Coaf: A defesa alegou que o Coaf agiu como “órgão de investigação” ao detalhar movimentações suspeitas sem autorização judicial prévia, tese que ganhou tração nas cortes superiores.

>>> 3 – Prescrição: Relógio a favor do réu

Chegando a 2026, o fator tempo tornou-se o aliado final. Com as sucessivas anulações e a necessidade de o Ministério Público “recomeçar do zero” investigações sobre fatos ocorridos entre 2015 e 2018, o Judiciário começou a reconhecer a prescrição. No início deste ano, o Tribunal de Justiça do Rio negou novas tentativas de quebra de sigilo, argumentando que, passados tantos anos sem uma denúncia válida e julgada, o Estado perdeu o direito de punir o parlamentar.

 

Fonte: Fórum/Brasil 247

 

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