Arquitetura
da distração e fatos consumados: a expansão territorial de Israel
Enquanto
a atenção global é capturada por crises cuidadosamente amplificadas, o mapa do
Oriente Médio está sendo redesenhado no terreno. Este artigo revela como o
diversionismo estratégico do Ocidente funciona como cobertura política e
midiática para a consolidação silenciosa do projeto da Grande Israel.
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Quando a atenção é desviada, o território é decidido
Há
momentos na história em que a guerra não se anuncia pelo estrondo das armas,
mas pelo deslocamento calculado da atenção. Não é o silêncio que engana, mas o
excesso de ruído. Crises sucessivas, narrativas concorrentes e urgências
fabricadas passam a organizar o campo visual do mundo, criando uma paisagem
saturada em que tudo parece grave, imediato e incontornável. Nesse cenário, o
essencial deixa de ser visto. E é exatamente aí que o território é decidido.
O poder
contemporâneo não opera apenas pela força direta, mas pela gestão da agenda. Ao
definir o que deve ser observado, debatido e temido, define-se também o que
pode avançar fora dos holofotes. A distração não é um efeito colateral da
política internacional; ela se tornou um de seus instrumentos mais eficazes.
Enquanto a atenção global é capturada por crises amplificadas e disputas
narrativas incessantes, processos materiais profundos seguem seu curso no
terreno, produzindo fatos que, uma vez consolidados, passam a ser tratados como
realidade irreversível.
O
Oriente Médio vive hoje um desses momentos críticos. Enquanto o debate
internacional se desloca de um palco a outro, o mapa é reconfigurado por
decisões administrativas, atos burocráticos, intervenções espaciais e
normalizações silenciosas. Não se trata de movimentos improvisados ou reativos,
mas de um projeto político-territorial de longa duração, executado de forma
fragmentada, progressiva e estratégica. Cada passo, isoladamente, parece
técnico ou circunstancial. Observados em conjunto, revelam um desenho coerente.
Este
artigo parte de uma premissa simples e incômoda: quando o mundo se distrai, o
poder avança. A distração cria a janela necessária para que projetos de
expansão territorial se consolidem sem enfrentamento proporcional, sob a
cobertura de discursos de segurança, estabilidade ou excepcionalidade
permanente. O que está em jogo não é apenas uma disputa regional, mas a
normalização de um método de dominação que combina controle da narrativa global
e transformação material do espaço.
Ler o
presente exige romper com a lógica fragmentada das manchetes e recompor a
totalidade do processo em curso. Porque, quando a atenção finalmente retorna ao
território, o mapa já terá mudado — e o custo histórico dessa distração recairá
sobre povos inteiros, privados de autodeterminação em nome de uma ordem que se
impôs enquanto ninguém olhava.
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A distração como método de poder
A
política internacional contemporânea não se organiza apenas pela disputa entre
interesses materiais imediatos, mas pela capacidade de definir o que será
percebido como central e o que será relegado à periferia da atenção. O poder,
hoje, não se exerce apenas sobre territórios, mercados ou exércitos, mas sobre
a própria hierarquia do visível. Controlar a agenda é controlar o ritmo da
história.
A
multiplicação de crises simultâneas não é, por si só, sinal de um mundo mais
caótico. Ela é também expressão de um sistema que aprendeu a operar por
saturação informacional. Quando tudo parece urgente, nada consegue ser
acompanhado com profundidade. O resultado é uma atenção fragmentada, incapaz de
recompor processos históricos em curso. Nesse ambiente, decisões estruturais
passam a ser tomadas longe do escrutínio público, protegidas pela sensação
permanente de emergência em outros fronts.
Os
Estados Unidos desempenham papel central nessa engrenagem. Não apenas por seu
poder militar ou econômico, mas por sua posição como gestor da agenda
internacional, capaz de deslocar o foco global conforme seus interesses
estratégicos e os de seus aliados. Guerras, negociações de paz, crises
diplomáticas, sanções e declarações espetaculares funcionam como polos de
atração da atenção midiática e política. Não é necessário que sejam falsas;
basta que sejam amplificadas, reiteradas e enquadradas de modo a ocupar o
centro do debate.
Esse
mecanismo não exige coordenação conspiratória nem controle absoluto. Ele opera
por incentivos estruturais. Governos reagem ao que está nos holofotes. A mídia
segue o fluxo das declarações oficiais e dos conflitos mais ruidosos.
Organismos internacionais adaptam suas prioridades ao clima político dominante.
O que não gera atrito imediato ou escândalo visível tende a ser tratado como
assunto secundário, técnico ou inevitável.
É nesse
intervalo, criado pela distração, que projetos de longo prazo avançam. O
diversionismo não atua negando a realidade, mas reorganizando sua percepção.
Ele não elimina o conflito; ele o redistribui no tempo e no espaço, permitindo
que certas frentes avancem enquanto outras concentram a atenção pública. O
método é simples: fragmentar o olhar para impedir a visão do conjunto.
A
história oferece inúmeros exemplos desse padrão. Grandes transformações
territoriais raramente ocorreram sob máxima visibilidade e consenso. Elas
avançam por acumulação de pequenos passos, legalizações graduais, ajustes
administrativos e normalizações discursivas. Cada movimento isolado parece
insuficiente para mobilizar reação significativa. Somados, produzem uma mudança
estrutural que, quando percebida, já se tornou difícil de reverter.
No
cenário atual, a sucessão de crises internacionais funciona como um campo de
manobra. O debate global é continuamente deslocado, enquanto decisões
territoriais, jurídicas e espaciais são tomadas sob a justificativa da
segurança, da excepcionalidade ou da estabilidade. O resultado não é a ausência
de conflito, mas sua gestão estratégica, de modo que o custo político do avanço
seja minimizado.
Compreender
a distração como método de poder é condição essencial para entender o que está
em curso no Oriente Médio. Sem essa chave de leitura, cada evento parecerá
desconectado, cada decisão será tratada como reação circunstancial. Com ela,
torna-se possível enxergar a lógica que articula narrativa, tempo e território.
É a partir desse ponto que o projeto político por trás da reconfiguração do
mapa deixa de ser invisível e passa a se revelar como aquilo que sempre foi: um
processo deliberado, contínuo e profundamente material.
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Ideologia, cartografia e projeto: a Grande Israel
Nenhum
projeto territorial se sustenta apenas pela força. Antes de ocupar o espaço
físico, ele precisa ocupar o imaginário, naturalizar-se como ideia legítima e
apresentar-se como horizonte inevitável. É nesse ponto que ideologia,
cartografia e política se fundem. No caso israelense, a expansão territorial
não pode ser compreendida apenas como resposta a ameaças conjunturais ou como
efeito colateral de conflitos recorrentes. Ela se ancora em um projeto
político-ideológico claro, historicamente construído, que trata o território
como fundamento existencial do Estado.
É
essencial estabelecer, desde o início, uma distinção rigorosa. Judaísmo é uma
tradição religiosa, cultural e histórica plural, atravessada por múltiplas
correntes éticas, filosóficas e políticas. O sionismo, por sua vez, é uma
ideologia política moderna, surgida no contexto europeu do final do século XIX,
que propõe a constituição e a expansão de um Estado judeu soberano ancorado em
um território específico. Confundir essas dimensões não apenas empobrece o
debate, como serve para blindar um projeto político de críticas legítimas,
deslocando a análise do campo material para o moral ou identitário.
Enquanto
ideologia, o sionismo político opera a partir de uma lógica territorial. O
espaço não é apenas cenário, mas objetivo. O território deixa de ser um meio de
organização estatal para se tornar fim estratégico, permanentemente ampliável,
justificado por narrativas de segurança, promessa histórica ou excepcionalidade
civilizatória. Essa lógica aproxima o sionismo de outras experiências de
colonialismo de assentamento, nas quais a presença do outro é tolerada apenas
enquanto transitória, subordinada ou invisibilizada.
A
cartografia desempenha papel central nesse processo. Mapas não são
representações neutras da realidade; são instrumentos de poder. Ao decidir o
que aparece, o que desaparece e como as fronteiras são desenhadas, o mapa
antecipa o mundo que se pretende construir. Quando líderes políticos apresentam
mapas em arenas internacionais, não estão apenas ilustrando uma situação; estão
enunciando um programa.
A
exibição, por Benjamin Netanyahu, de um mapa na Assembleia Geral da ONU no qual
a Palestina simplesmente não existe não foi um gesto acidental ou retórico. Foi
um ato performativo. Ao apagar visualmente a Cisjordânia e Gaza, o mapa
transforma a ocupação em normalidade e o apagamento em dado consumado. Trata-se
de uma pedagogia silenciosa do poder: o que não é mostrado deixa de ser
percebido como problema. O mapa, nesse contexto, não descreve o presente; ele
projeta o futuro desejado.
O
conceito de “Grande Israel” não opera necessariamente como slogan oficial
permanente, mas como horizonte implícito que orienta decisões concretas. Ele se
manifesta menos em declarações formais do que na coerência entre discurso,
cartografia e prática administrativa. Cada assentamento legalizado, cada
outpost normalizado, cada zona redefinida reforça esse horizonte, tornando-o
progressivamente mais real e menos contestável.
Esse
projeto não avança por um único ato decisivo, mas por uma sequência de passos
graduais. A força da ideologia está justamente em sua capacidade de se diluir
em procedimentos técnicos, debates jurídicos e justificativas securitárias.
Quando a expansão territorial é apresentada como ajuste administrativo ou
necessidade defensiva, ela se afasta do campo político explícito e se instala
no terreno da gestão, onde o conflito tende a ser despolitizado.
Compreender
a relação entre ideologia e cartografia é fundamental para decifrar o que está
em curso. O mapa não é consequência do poder; ele é uma de suas formas. Ao
redesenhar o espaço, o projeto da Grande Israel busca transformar o que hoje
ainda é disputado em evidência natural. E quando o território passa a ser visto
como dado, a autodeterminação do outro deixa de ser sequer considerada uma
questão legítima.
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Fatos consumados no terreno: quando o mapa deixa de ser metáfora
Se a
ideologia fornece o horizonte e a cartografia anuncia o projeto, é no terreno
que o poder se torna irreversível. A expansão territorial não se impõe apenas
por grandes ofensivas militares ou declarações formais de anexação. Ela se
consolida por meio de uma sequência de fatos consumados, produzidos de forma
fragmentada, administrativa e cotidiana, até que a mudança estrutural se torne
impossível de ignorar — e difícil de reverter.
Na
Cisjordânia, esse método opera com precisão. Assentamentos inicialmente
classificados como “temporários” tornam-se permanentes. Outposts considerados
ilegais passam por processos de regularização. Infraestruturas civis, estradas,
cercas e serviços públicos são expandidos sob o argumento da normalização da
vida. Cada passo é apresentado como exceção, ajuste técnico ou resposta
localizada. Observados em conjunto, porém, esses movimentos configuram um
processo contínuo de anexação de fato, sem a necessidade de uma declaração
formal que provoque reação internacional imediata.
O
elemento central desse mecanismo é a burocratização da ocupação. Ao deslocar a
expansão territorial do campo militar para o administrativo, o conflito é
rebaixado a uma disputa jurídica ou urbanística. O território deixa de ser
percebido como espaço político disputado e passa a ser tratado como área sob
gestão. Nesse enquadramento, a presença palestina é progressivamente
comprimida, fragmentada e subordinada, enquanto a expansão israelense se
apresenta como resultado natural de procedimentos legais.
Gaza,
por sua vez, oferece um laboratório ainda mais extremo dessa lógica. Ali, o
controle não se exerce prioritariamente pela anexação formal, mas pela
engenharia espacial. Corredores, zonas-tampão, áreas de circulação restrita e
bloqueios de retorno redesenham a geografia de forma profunda, mesmo quando o
discurso oficial fala em cessar-fogo ou estabilização. O território permanece
fisicamente intacto em certos pontos, mas funcionalmente inviável como espaço
de autodeterminação.
O
controle da circulação é decisivo. Ao definir quem pode se mover, por onde e em
que condições, o poder reorganiza a vida social sem precisar ocupar cada metro
quadrado. Zonas declaradas inseguras, áreas interditadas e corredores
militarizados criam uma paisagem fragmentada, na qual comunidades inteiras
ficam isoladas, deslocadas ou impedidas de retornar. O resultado é um
território formalmente existente, mas politicamente neutralizado.
É nesse
contexto que a noção de “cessar-fogo” revela seu caráter ambíguo. A redução
temporária de confrontos armados não implica a suspensão do processo de
reconfiguração territorial. Pelo contrário: a trégua funciona, muitas vezes,
como janela de normalização, permitindo que mudanças espaciais e
administrativas avancem com menor resistência e menor visibilidade. O conflito
parece arrefecer, enquanto o mapa continua a ser redesenhado.
O poder
dos fatos consumados reside justamente em sua acumulação silenciosa. Cada
assentamento adicional, cada estrada construída, cada zona redefinida reduz o
espaço de negociação futura. Quando o debate político finalmente se reabre, ele
já ocorre sobre um território transformado, no qual as opções de
autodeterminação foram drasticamente limitadas. O que antes era apresentado
como disputa passa a ser tratado como realidade objetiva.
Nesse
ponto, o mapa deixa de ser metáfora e se torna destino imposto. A expansão
territorial não precisa mais ser defendida; ela é apenas administrada. E é
exatamente aí que o método revela sua eficácia máxima: ao transformar o
excepcional em normal e o provisório em permanente, o poder consegue consolidar
sua dominação sem precisar vencê-la explicitamente no campo da
legitimidade.
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O silêncio que autoriza: Ocidente, normalização e cobertura
Nenhum
projeto de expansão territorial se sustenta apenas pela iniciativa de quem
avança. Ele depende, de forma decisiva, do ambiente político que o torna
viável. No cenário internacional contemporâneo, esse ambiente é produzido menos
por declarações explícitas de apoio e mais por uma combinação de silêncio,
relativização e enquadramento seletivo. O poder que autoriza não é apenas o que
age, mas também o que escolhe não reagir.
Os
Estados Unidos ocupam posição central nessa engrenagem. Não apenas como aliado
estratégico de Israel, mas como gestor da ordem internacional, capaz de modular
pressões diplomáticas, vetar iniciativas multilaterais e definir o grau de
aceitabilidade política de determinados movimentos. Ao tratar a expansão
territorial como questão secundária, técnica ou inevitável, Washington
contribui para deslocar o debate do campo político para o da administração do
conflito. O que deveria provocar ruptura passa a ser absorvido como parte da
paisagem.
A
Europa, por sua vez, atua como retaguarda discursiva. Discursos formais em
defesa do direito internacional coexistem com a ausência de medidas concretas
capazes de produzir custos reais. A crítica retórica, desprovida de
consequência prática, cumpre uma função paradoxal: preserva a imagem moral dos
atores ocidentais ao mesmo tempo em que não interfere no curso dos fatos. O
resultado é uma normalização progressiva da expansão territorial, apresentada
como problema complexo, sensível e insolúvel no curto prazo.
A mídia
corporativa internacional desempenha papel igualmente decisivo. Ao priorizar
eventos espetaculares, confrontos armados imediatos e declarações de alto
impacto, ela contribui para a fragmentação da percepção pública. Processos
lentos, administrativos e estruturais tendem a receber cobertura marginal,
quando não desaparecem por completo do noticiário. A expansão territorial,
assim, deixa de ser percebida como processo contínuo e passa a surgir apenas em
momentos de crise aberta, desconectada de sua lógica histórica.
Esse
enquadramento produz um efeito profundo: a ocupação se torna pano de fundo
permanente, enquanto a violência episódica ocupa o centro da narrativa. A
atenção se fixa nos sintomas mais visíveis, não nas causas estruturais. O
território, novamente, escapa ao olhar. O silêncio não é ausência de
informação; é resultado de escolhas editoriais e políticas que definem o que
merece ser acompanhado com persistência.
A
normalização opera, portanto, em múltiplos níveis. Diplomático, ao evitar
sanções e medidas coercitivas. Midiático, ao reduzir a expansão territorial a
notas esporádicas. Político, ao tratar o conflito como insolúvel e, por isso,
administrável. Cada um desses níveis reforça os demais, criando um ciclo de
permissividade que transforma o avanço no terreno em dado consumado.
Esse
silêncio não é neutro. Ele funciona como autorização tácita. Ao não impor
custos proporcionais, o Ocidente sinaliza que a expansão territorial pode
continuar sem comprometer alianças, fluxos econômicos ou legitimidade
internacional. O poder aprende com a ausência de reação. Cada passo não
contestado se torna precedente para o próximo.
É assim
que o projeto avança sem precisar se afirmar abertamente como tal. Amparado por
uma ordem internacional que prefere administrar consequências a enfrentar
causas, a expansão territorial se consolida sob a aparência de normalidade. O
silêncio, nesse contexto, não é falha do sistema. É uma de suas engrenagens
mais eficientes.
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Irreversibilidade e autodeterminação
A
história raramente cobra no momento em que os fatos são produzidos. Ela cobra
depois, quando as escolhas omitidas se tornam estruturas consolidadas. O perigo
maior do tempo presente não está apenas na violência explícita, mas na
irreversibilidade silenciosa que se instala quando o mundo aceita a distração
como condição permanente.
Projetos
de expansão territorial não se impõem apenas pela força; eles vencem quando
deixam de ser percebidos como projeto. No instante em que a ocupação passa a
ser tratada como realidade dada, a autodeterminação deixa de ser horizonte
político e passa a ser lembrança histórica. O território, então, já não é
disputado — é administrado. E a administração do fato consumado costuma ser
apresentada como pragmatismo, quando na verdade é capitulação tardia.
O que
está em jogo não se limita ao destino palestino. Trata-se de um precedente
civilizatório. Quando a distração global permite que a reconfiguração
territorial avance sem custo político proporcional, legitima-se um método que
pode ser reproduzido em outros contextos. O direito internacional perde
densidade material, a soberania dos povos se torna negociável e a força passa a
ser mediada pela burocracia e pelo silêncio, não apenas pelas armas.
A
autodeterminação dos povos não é um princípio abstrato ou retórico. Ela é o
limite mínimo contra a naturalização da dominação. Quando esse limite é
corroído pela normalização da exceção, o que se perde não é apenas território,
mas a própria capacidade de imaginar futuros alternativos. Povos sem território
não perdem apenas chão; perdem tempo histórico.
Este
texto não é um chamado à indignação imediata, mas à lucidez estratégica. O mapa
que hoje se redesenha fora dos holofotes será, amanhã, apresentado como ponto
de partida incontornável para qualquer negociação. Quando isso acontecer,
muitos dirão que nada poderia ter sido feito. A história, no entanto, costuma
registrar que o essencial foi ignorado enquanto a atenção estava em outro
lugar.
Romper
a distração é um ato político. Recolocar o território no centro do debate é uma
forma de resistência. Antes que o irreversível se consolide, ainda é possível
nomear o processo, expor o método e afirmar, com clareza, que nenhum projeto de
dominação é inevitável enquanto houver povos dispostos a reivindicar o direito
de decidir seu próprio destino.
Fonte:
Por Reynaldo José Aragon Gonçalves, em Brasil 247

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