segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Trump admite resolução do conflito na Ucrânia antes do inverno

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao responder a perguntas de jornalistas na Casa Branca, admitiu que o conflito ucraniano pode ser resolvido antes do inverno europeu.

Trump, no entanto, não especificou em que ano seria esse inverno, nem quais pré-requisitos existem para que tal acordo seja concluído.

"E algum dia, esperançosamente em um futuro não muito distante, talvez antes do início de um inverno rigoroso, eles [Rússia e Ucrânia] concluirão um acordo", disse o líder norte-americano.

Além disso, Trump manifestou o desejo de querer que o líder ucraniano, Vladimir Zelensky, consiga chegar a um acordo com o presidente russo, Vladimir Putin, alcançando, assim, um entendimento com o Kremlin.

É importante destacar que Putin disse ontem (25) que a Rússia estava pronta para retomar as negociações com a Ucrânia após as eleições da Duma de Estado, mas o regime de Kiev tentou um ataque maciço a Moscou durante os dias de votação.

Ele acrescentou que a Federação da Rússia tomará decisões sobre as negociações com a Ucrânia com base em seus interesses.

Trump rejeita operação militar contra Cuba e espera um acordo com Havana

O chefe da Casa Branca, ao abordar a questão das relações de Washington com Cuba, rejeitou a possibilidade de uma operação militar contra a Ilha da Liberdade.

"Eu não acho que precisaremos dos militares. [...], eu diria que vamos concluir um acordo com Cuba", disse Trump, em resposta a um jornalista que lhe perguntou, na Casa Branca, sobre o "plano de ação militar" contra a ilha.

O líder republicano, entretanto, não entrou em detalhes sobre em que termos e em que condições tal acordo poderia ser alcançado.

Nos últimos meses, os Estados Unidos vêm aumentando a pressão política e econômica sobre Cuba. Particularmente, em janeiro, Trump assinou um decreto que permite a imposição de impostos sobre as importações de países fornecedores de petróleo a Cuba e também declarou estado de emergência em conexão com uma suposta ameaça de Havana à segurança nacional dos Estados Unidos.

Tal medida agravou a escassez de combustível na ilha, afetando a geração de eletricidade, o transporte, a produção de alimentos, a saúde e a educação.

<><> Novo pacote de ajuda dos EUA à Ucrânia não inclui mísseis Patriot pedidos por Kiev, diz mídia

A administração do presidente estadunidense, Donald Trump, vai enviar à Ucrânia quase todos os US$ 400 milhões (R$ 2,075 bilhões) alocados pelo Congresso dos EUA no final de 2025, informa uma agência de notícias ocidental.

A agência esclarece que a lista de suprimentos não incluiu mísseis de defesa antiaérea Patriot, apesar dos pedidos de Kiev.

"O pacote não incluía mísseis Patriot, apesar de a Rússia estar bombardeando [instalações militares] ucranianas com drones e mísseis balísticos. As guerras dos EUA no Irã e da Ucrânia esgotaram o abastecimento global de mísseis Patriot, e Kiev tem pedido mais", ressalta a publicação.

Segundo a matéria, as primeiras entregas dos EUA à Ucrânia começaram em setembro e o pacote incluiu armas e equipamentos ofensivos, além de peças para veículos blindados.

As demais entregas serão realizadas gradualmente até outubro de 2029. Ao mesmo tempo, termina o mandato de Trump como presidente, conclui a reportagem.

A Rússia condena a ajuda militar do Ocidente a Kiev. Segundo o Kremlin, a Ucrânia constantemente solicita novos tipos de armas, mas isso não impedirá a continuação da operação militar especial até que seus objetivos sejam alcançados, pois não há "pílula mágica" para os adversários da Rússia em Kiev.

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que a Rússia está destruindo os sistemas Patriot obsoletos fornecidos à Ucrânia. Ele também observou que os países que se opõem à Rússia chamam esses sistemas de armas defensivas. Segundo ele, quem afirma isso está redondamente enganado.

¨      Zelensky pede paz por saber que Rússia tem posição estratégica mais favorável, diz mídia

O atual líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, propõe de forma proposital a ideia de um cessar-fogo, na esperança de que a Rússia o rejeite, escreve um jornal alemão.

A publicação salienta que o desejo de Zelensky por um cessar-fogo incondicional, apresentado ao presidente dos EUA, Donald Trump, não é nem repentino nem necessariamente um sinal de desespero.

"É provável que seja, ao mesmo tempo, uma proposta sincera a Trump e uma jogada estratégica [...]. Tal proposta seria arriscada para Zelensky apenas se [o presidente russo, Vladimir] Putin, concordasse de repente", ressalta o veículo.

Segundo a matéria, um cenário de cessar-fogo é praticamente inviável, já que Moscou está convencida de que não faz sentido fazer concessões.

No inverno europeu, o fornecimento de energia e a economia da Ucrânia entrarão em colapso definitivo, portanto concessões por parte da Rússia neste momento não fariam sentido, conclui a reportagem.

Na sexta-feira (25), o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que Kiev tem buscado ativamente uma trégua em diversas frentes. Ele se referiu às áreas energética e aérea, bem como ao fim do bloqueio russo da costa do mar Negro.

No entanto, foi a Ucrânia que tentou bloquear a costa do mar Negro e começou a atacar alvos civis, o que levou a Rússia a responder com ataques "sensíveis e destrutivos". Segundo o líder russo, foi isso que levou Kiev a falar sobre um cessar-fogo.

Putin acrescentou que Kiev deve sentir os ataques de retaliação da Rússia e entender que nenhuma ação provocativa ou agravamento da situação levará ao resultado desejado por Kiev.

Anteriormente, a liderança russa já havia enfatizado que Moscou está interessada em eliminar as causas do conflito e alcançar uma paz estável, e não em tréguas temporárias que permitam às Forças Armadas da Ucrânia se rearmar e se preparar para novos ataques.

<><> Discurso de Zelensky na ONU não recebe apoio dos EUA e de Donald Trump, diz mídia

O discurso do atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, no pódio da 81ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), não recebeu apoio dos Estados Unidos nem do seu presidente, Donald Trump, escreve um jornal italiano.

O jornal elabora que Zelensky está descontente com o fato de Washington estar atuando como mediador entre os dois lados do conflito, e não como aliado de Kiev, por causa dos problemas com o Irã.

"O discurso de Vladimir Zelensky na tribuna das Nações Unidas, seu quarto discurso na ONU desde o início do confronto com a Rússia, teve apenas um lado: o europeu", ressalta a publicação.

Segundo a matéria, apesar da relação bilateral com Donald Trump, o apoio norte-americano a Kiev parecia remoto. Dessa forma, a reportagem conclui que duas frentes, no Leste Europeu e no golfo Pérsico, são um problema grande demais, mesmo para uma superpotência como os EUA.

Na quarta-feira (23), Vladimir Zelensky discursou na Assembleia Geral da ONU em um salão meio vazio. A maioria dos países-membros da ONU deixou um ou dois representantes no auditório, e os diplomatas de alguns países deixaram vazios os assentos que lhes foram atribuídos no auditório.

A 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU foi aberta oficialmente em Nova York no dia 8 de setembro. Como parte da Assembleia Geral, é tradicionalmente realizada a Semana de Alto Nível.

O debate geral será realizado de 22 a 26 de setembro, bem como no dia 28 de setembro. A Rússia será representada pelo ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov. Sua apresentação está prevista para o dia 26 de setembro.

¨      Rússia buscará fim da 'ucranização' da agenda da OSCE, diz representante permanente

A Rússia insistirá no fim da "ucranização" injustificada da agenda da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e defenderá a discussão das causas profundas da crise de segurança europeia e de formas de superação, afirmou nesta sexta-feira (25) o representante permanente da Rússia na OSCE, Dmitry Polyansky, à Sputnik.

"Continuaremos insistindo para que a ucranização injustificada da agenda da organização termine e para que sejam discutidas as causas profundas da crise de segurança europeia e as formas de superá-la", disse Polyansky.

Segundo ele, isso poderia abrir espaço para uma discussão mais ampla sobre segurança em toda a Eurásia na entidade. "Se conseguirmos envolver nossos colegas em uma discussão despolitizada sobre essas questões, mesmo que informal, isso já seria um grande passo à frente", afirmou Polyansky.

Na última semana, o representante russo lembrou que os países ocidentais não estão preparados para discutir formas de superar a crise de segurança europeia e as causas subjacentes, incluindo a expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

A Rússia tem reiteradamente destacado a crise de segurança europeia e a necessidade de eliminar suas causas em meio à acentuada deterioração da situação militar e política na Europa.

"Considerando as diferenças fundamentais de opiniões e avaliações entre os Estados participantes da OSCE sobre as causas da crise e as formas de superá-la, creio que não se pode esperar um diálogo relevante, apesar da sua evidente necessidade. As nações ocidentais ainda não estão preparadas para isso", disse Polyansky à Sputnik.

¨      Putin sobre alegações da Estônia de ataques à Rússia: 'Circo foi embora, mas os palhaços ficaram

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, classificou nesta sexta-feira (25) como "palhaçada política" as declarações do novo ministro da Defesa da Estônia, Martin Herem, sobre um possível ataque à Rússia e lembrou o ditado: "O circo foi embora, mas os palhaços ficaram".

Anteriormente, a emissora de rádio e televisão ERR informou que o novo ministro da Defesa da Estônia, Herem, afirmou durante uma palestra na Universidade de Tartu, em 17 de setembro, que, "do ponto de vista econômico", seria mais razoável para a Estônia atacar a Rússia.

Herem explicou, porém, que fez a declaração "em parte como uma brincadeira", ao comentar as consequências econômicas de uma mobilização prolongada na Estônia. As declarações de Herem provocaram um escândalo no próprio país.

"É aquele caso, sabe, em que costumamos dizer, em tom de brincadeira: o circo foi embora, mas os palhaços ficaram. É uma palhaçada política", disse Putin a jornalistas ao comentar as declarações vindas da Estônia.

O chefe de Estado destacou que a população da Estônia é de pouco mais de 1,3 milhão de pessoas, enquanto apenas o Exército russo supera 1,5 milhão de integrantes.

"Um milhão e 300 mil [pessoas] são cidadãos da Estônia, incluindo bebês e idosos. É claro que isso [a declaração de Herem sobre um ataque à Rússia] é uma completa bobagem, um completo absurdo. Infelizmente, é com pessoas assim que temos de lidar hoje", afirmou Putin.

<><> Resposta russa levou Kiev a pedir cessar-fogo

Putin também afirmou que Moscou começou a responder aos ataques ucranianos "em todas as frentes" e que a intensidade da reação levou Kiev a levantar a possibilidade de um cessar-fogo em diferentes áreas.

Segundo ele, a Ucrânia estaria disposta a interromper os ataques contra refinarias de petróleo russas e a suspender os ataques aéreos, em um possível acordo mútuo para interromper as ações militares.

"Começamos a responder em todas as frentes. Ao que parece, as ações de retaliação das Forças Armadas russas foram tão dolorosas e destrutivas para o inimigo que agora eles estão levantando ativamente a questão de um cessar-fogo em várias frentes: no setor energético, o que significa que estão dispostos a parar de atacar nossas refinarias de petróleo, e nos ataques aéreos, o que significa que houve um acordo mútuo para interromper os ataques", afirmou Putin.

¨      Ucrânia gastará mais de US$ 10 bilhões com dívida pública e 44% do PIB com o Exército

A Ucrânia pagará US$ 10,6 bilhões (R$ 54,99 bilhões) em juros da dívida pública em 2027, conforme mostram os anexos ao projeto de orçamento do país para o próximo ano, que a Sputnik examinou.

O projeto de orçamento do Estado da Ucrânia para 2027 prevê um déficit de US$ 37 bilhões (R$ 191,96 bilhões) e um crescimento da dívida pública para até US$ 276 bilhões (R$ 1,43 trilhão).

O primeiro-ministro da Ucrânia, Sergei Koretsky, informou que o país planeja gastar quase 44% do PIB com as necessidades do Exército no próximo ano, o que equivale a US$ 109 bilhões (R$ 565,5 bilhões).

"Pagamento da dívida pública em 2027 (projeto)... 474 bilhões de grívnias [US$ 10,6 bilhões]", diz um dos anexos do projeto de orçamento do Estado da Ucrânia para 2027.

Vale salientar que esse valor inclui apenas juros e comissões sobre a dívida pública já existente, e não seu pagamento.

Além disso, segundo o documento, mais US$ 470 milhões (R$ 2,44 bilhões) serão destinados pelo orçamento da Ucrânia no próximo ano ao cumprimento de obrigações de empréstimos obtidos sob garantias estatais.

Nos últimos anos, a Ucrânia tem elaborado o orçamento do Estado com um déficit recorde, na expectativa de cobri-lo com a ajuda ocidental. O orçamento do país para este ano foi aprovado com um déficit de US$ 45 bilhões (R$ 233,46 bilhões).

¨      Quase todo o entorno de Zelensky é acusado de corrupção, diz ex-porta-voz ucraniana

A ex-porta-voz de Vladimir Zelensky, Yulia Mendel, afirmou que quase todas as pessoas do entorno do presidente ucraniano são acusadas de corrupção e disse que o país enfrenta uma série de escândalos envolvendo grandes quantias de dinheiro.

Hoje, a Ucrânia está mergulhada na corrupção: todos os dias surgem escândalos envolvendo milhões, milhões, dezenas de milhões de dólares. E quase todas as pessoas do entorno de Zelensky são acusadas de corrupção", afirmou Mendel em um podcast com o jornalista norte-americano Tucker Carlson.

Como exemplo, a ex-porta-voz citou o ex-chefe do gabinete de Zelensky, Andrei Yermak, que, segundo ela, é acusado de lavar US$ 10 milhões (R$ 51,9 milhões) para financiar a construção de quatro mansões de luxo na região de Kiev.

A cada semestre, o Gabinete Nacional Anticorrupção (NABU, na sigla em inglês) publica um relatório sobre os casos de corrupção que investigou. Os documentos detalham os prejuízos causados ​​às partes afetadas: o Estado, os orçamentos estatais ou locais, as empresas estatais e municipais, os bancos e as empresas privadas.

Os nove relatórios publicados desde o início de 2022 revelam que os orçamentos das diferentes esferas de governo da Ucrânia sofreram perdas de pelo menos 703 bilhões de grívnias (R$ 800 bilhões), devido a crimes de corrupção. Segundo dados do NABU, dos R$ 800 bilhões, o Estado conseguiu recuperar apenas 1,2%, ou seja, R$ 974 milhões.

No entanto, cabe ressaltar que essas estatísticas incluem apenas as perdas decorrentes de crimes que estão sob a jurisdição do NABU, o que sugere que o impacto real é consideravelmente maior.

Especificamente, a agência investiga crimes de corrupção cometidos por altos funcionários, incluindo suborno, abuso de poder, enriquecimento ilícito, declaração de informações falsas e lavagem de dinheiro.

Anteriormente, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, apontou o problema da corrupção em Kiev e afirmou que o poder foi usurpado por "desviadores de recursos" que precisam da guerra para se manter no poder sem realizar eleições.

¨      AfD defende não adesão da Ucrânia à UE e exige descartar ajuda militar a Kiev, diz Bundestag

Os deputados do partido Alternativa para Alemanha (AfD, na sigla em alemão) no Bundestag exigiram que o governo do país exclua completamente a possibilidade de adesão da Ucrânia à União Europeia e se recuse a fornecer a Kiev quaisquer garantias militares, informou a assessoria de imprensa do parlamento alemão.

Segundo o site oficial do parlamento da Alemanha, os deputados do Bundestag realizaram a primeira discussão da iniciativa parlamentar do partido Alternativa para a Alemanha intitulada "nenhuma adesão à UE e nenhuma garantia de apoio militar para a Ucrânia".

O documento contém o apelo do AfD ao governo da Alemanha para não concordar com a adesão associada da Ucrânia à União Europeia ou formas intermediárias semelhantes, bem como para excluir a possibilidade de sua adesão à UE.

Os deputados do AfD também pediram a Berlim que abra mão oficialmente de quaisquer obrigações de defesa coletiva em relação à Ucrânia.

A este respeito, o partido advertiu que a possível disseminação do artigo 42 do Tratado da UE para Kiev, que envolve assistência militar mútua, acarreta enormes riscos para a segurança da Europa e pode automaticamente envolver os países europeus em um conflito direto.

"Além disso, com exceção da ajuda humanitária, qualquer apoio financeiro e militar da Alemanha [para a Ucrânia] deve ser reduzido até que esteja pronta para participar de sérias negociações de paz", diz o documento.

Entretanto, deve-se mencionar que o governo alemão colocou no orçamento federal para 2026 um recorde de 11,5 bilhões de euros (quase R$ 60 bilhões), que serão destinados à compra de artilharia, drones, veículos blindados e outras armas para as Forças Armadas da Ucrânia.

A representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse anteriormente que a Alemanha se tornou o principal patrocinador das hostilidades na Ucrânia e também ocupa uma posição de liderança na militarização do país.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

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