Brics
Pay e desdolarização: como o bloco avança para criar sistemas de pagamento
independentes
Um
deles é conhecido como Brics Pay, apresentado no ano passado, e poderá servir
como um instrumento de aproximação dos sistemas de pagamentos instantâneos dos
países, facilitando as transações. No início deste mês, o presidente do Banco
Central da Índia, Sanjay Malhotra, reconheceu que o tema tem avançado e será
discutido na próxima reunião de cúpula do Brics, marcada para acontecer em
setembro em Nova Déli. A Índia, aliás, exerce a presidência temporária do
grupo.
“A
proposta é criar uma espécie de ponte digital para as liquidações diretas em
moedas locais, sem intermediários como o dólar e o sistema SWIFT [Society
for Worldwide Interbank Financial Telecommunication, sociedade
internacional com sede em Bruxelas criada para facilitar transações entre
bancos de diferentes países]”, explica ao Brasil de Fato o
pesquisador Diego Pautasso, doutor em Ciência Política pela Universidade
Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), diretor de pesquisa do Centro de Estudos
Avançados Brasil-China e criador da rede “Fios de China”.
Há pelo
menos uma década, os países do Brics, internamente, têm avançado em mecanismos
robustos de liquidação, expandindo o uso de moedas nacionais no comércio
bilateral. O Brasil, por exemplo, tem no Pix uma ferramenta popular e
solidificada. Nas transações comerciais com a China, o Brasil já passou a
utilizar moedas locais, como o real ou o yuan.
Para
Pautasso, o projeto do Brics Pay, do ponto de vista técnico, já é viável. “Nos
países, já existem sistemas digitais próprios. Existe a tecnologia de
blockchain, que permite transações seguras e rastreáveis. Cartões, QR Codes e
todas essas tecnologias já estão disponíveis”, explica.
O
debate é econômico e tecnológico, mas é no plano político que ele se torna
ainda mais denso. Como pano de fundo da discussão, está o imperativo de redução
da dependência do dólar como referência principal nas transações comerciais.
Essa nova postura frente à moeda estadunidense só é possível pelo aumento do
vigor econômico dos países membros do Brics, cujo exemplo máximo é a China.
“É o
único país que, de fato, tem um ecossistema digital soberano”, diz o cientista
político. “É também o país que tem maiores pretensões e iniciativas de
internacionalização do yuan. A China já tem o yuan digital e está expandindo os
contratos de commodities em yuan, sobretudo no comércio de petróleo. Mas a
China também não quer fazer uma internacionalização abrupta da sua moeda. Ela
quer fazer isso de forma gradual, mantendo o controle sobre a sua moeda. É um
processo lento”, pondera Pautasso.
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No Brics, as opções estão sobre a mesa
No
contexto do Brics, a discussão se propõe a tentar responder à seguinte
pergunta: como integrar sistemas de pagamentos e de que maneira seria possível
utilizar moedas digitais de bancos centrais dos países-membros (conhecidas como
CBDCs, sigla em inglês para Central Bank Digital Currency)? Antes,
o grupo chegou a cogitar a criação de uma moeda própria, o que não foi
adiante.
“Os
pagamentos transfronteiriços são uma área de interesse para todos nós,
incluindo os países do Brics, pois acreditamos que há grande potencial para
reduzir custos”, disse o presidente do BC indiano em um evento do setor
bancário, em Mumbai, na semana passada. “Várias opções estão em discussão, mas
ainda estão em fase de debate, incluindo as CBDCs e as integrações entre
sistemas de pagamentos rápidos”, explicou a autoridade.
Como os
países do Brics possuem, juntos, mais de um terço do PIB global em Paridade de
Poder de Compra (PPP), Pautasso considera que essa condição ajuda a fazer com
que a iniciativa do bloco tenha lastro material. Segundo o pesquisador, tal
lastro se explica “em função do domínio sobre comércio e recursos naturais,
como petróleo, minérios, terras e outros recursos”.
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Tempos novos, instrumentos renovados
Boa
parte da arquitetura financeira refinada nas últimas décadas tem como princípio
a noção de que os mecanismos de fluxos internacionais e comerciais são
pensados, a princípio, para negócios em larga escala. Essa premissa segue
verdadeira, mas o aumento da interdependência econômica e financeira estimulou
maiores trocas de recursos entre indivíduos. O Brics, cujos países-membros
concentram quase metade da população mundial, dá atenção especial a tais
mudanças.
Ao
exercer a presidência do grupo, em 2024, a Rússia propôs a criação de uma
plataforma de liquidação, a Brics Bridge. Basicamente, ela poderia viabilizar
pagamentos internacionais sem depender da infraestrutura bancária dos Estados
Unidos. A ferramenta se prestaria a ser uma alternativa ao sistema SWIFT. A
Rússia, sancionada desde 2022 por conta da guerra na Ucrânia, sustenta máximo
interesse na proposta.
Já
durante a presidência brasileira do bloco, em 2025, a pauta sobre
desdolarização e fortalecimento de mecanismos alternativos ao dólar avançou
menos do que se esperava. Os motivos foram externos e internos. Brasília,
ciente dos efeitos da artilharia tarifária do governo Donald Trump, apostou na
cautela. Internamente, a Índia preferiu frear o entusiasmo com uma agenda mais
abertamente anti-ocidental.
Seja
como for, o fato de os Estados Unidos e da Europa, desde 2022, terem bloqueado
mais de US$ 300 bilhões em reservas do Banco Central russo, além de terem
excluído Moscou do principal sistema de pagamentos do mundo, escancarou uma
noção, já sabida há décadas por aqueles que mais dependem de Washington, de que
o dólar, mais do que uma moeda, é uma reserva de valor. Essa condição, não
raro, faz com que os EUA usem a própria moeda como instrumento de coerção a
países que não respondem ou ameaçam não responder aos seus interesses.
Ao
tratar do tema, Pautasso inclui outro elemento importante: o domínio
estadunidense “sobre os sistemas de compensação monetária, a respeito de uma
série de mecanismos de financiamento, e sobre instituições como o FMI e o Banco
Mundial”.
É
preciso ter condições para bancar um processo de independência em relação ao
dólar. A China, em plena expansão econômica há décadas, já liquida mais de um
terço do seu comércio exterior em yuan, segundo balanço do Banco Popular da
China. Olhando para o outro lado da história, o mundo passa por uma crise de
confiança em relação à economia estadunidense, resultado dos problemas de
credibilidade instalados por Trump na sua volta à Casa Branca. Essa combinação
de fatores tem levado o preço do ouro a patamares inéditos. Pequim, por
exemplo, expande suas reservas de ouro ininterruptamente há quase dois
anos.
Além
disso, a China já utiliza seu yuan digital (e-CNY) integrado a plataformas de
pagamento como Alipay e WeChat Pay, e tem expandido programas piloto em
transações comerciais internacionais. O Brasil, por sua vez, já trabalha a
ideia de estabelecer um “Pix Internacional”. Atualmente, transferências desse
tipo já são aceitas para países como Argentina, Estados Unidos e Portugal, mas
o funcionamento é parcial. A Índia, por sua vez, utiliza o sistema de
pagamentos UPI, enquanto testa a rupia digital (e-Rupee) em larga escala.
No
entendimento de Pautasso, o avanço do debate no Brics traria duas implicações
diretas aos países-membros. “A primeira é retirar as taxas de 3% a 5% e reduzir
o tempo de compensação que existe quando uma transação passa pelo dólar. A
segunda é ter uma margem de manobra diante da capacidade de cerco e de sanção
dos EUA, algo que ficou ainda mais evidente, não apenas no caso de Cuba e
Venezuela, mas também na guerra no Oriente Médio”, diz.
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Reação estadunidense?
Cogitar
criar alternativas ao principal sustentáculo do império estadunidense é ação
que não ocorre sem reação. Em mais de uma oportunidade, Trump já ameaçou
aplicar tarifas a países que se alinharem às diretrizes do Brics.
No caso
brasileiro, a conta é ainda mais complexa. Já não bastando os
motivos difusos usados por Washington para apresentar o conjunto de medidas
contra o país desde 2025, os EUA viram no Pix, um sistema doméstico, uma ameaça
aos interesses estadunidenses, e incluíram a ferramenta brasileira no rol de justificativas
para a atual tarifa de 25%, que está sob a Seção 301.
Esses
movimentos de Washington não acontecem à toa: nos últimos tempos, o dólar tem
diminuído a sua posição de principal reserva global, que se manteve inabalável
por décadas. O movimento é gradual, mas significativo. Uma pesquisa da Official
Monetary and Financial Institutions Forum (OMFIF), grupo de pesquisa sediado em
Londres, mostrou que, pela primeira vez, há mais bancos centrais no mundo
planejando reduzir suas reservas em dólar do que ansiando aumentá-las na
próxima década. O dólar segue sendo o farol das reservas globais, mas esse
percentual está em queda: de 71% em 2001 para pouco mais de 50% no ano
passado.
“Os
EUA, com sua condição ainda de hegemonia, não me parecem dispostos a aceitar
isso de maneira muito tranquila. Não só pela oposição ao PIX brasileiro, mas
porque os EUA já deram declaração de que se opõem a qualquer tipo de sistema de
pagamento dos Brics, e se opõem ao Brics, como um todo. Nós estamos diante de
uma encruzilhada sistêmica, de uma queda de
braço que vai determinar os rumos do sistema internacional”, reflete Pautasso.
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Posição da China prevalecerá sobre a pressão dos EUA na
América Latina, dizem especialistas
O
governo da China acusou os Estados Unidos de pressionarem países
latino-americanos a cancelarem contratos com empresas de tecnologia da nação
asiática. Especialistas consultados pela Sputnik observaram que, embora a
hostilidade de Washington tenha bloqueado alguns projetos, Pequim pode esperar
uma "mudança de ventos" na região.
O
governo chinês criticou os Estados Unidos por pressionarem
nações latino-americanas a impedir que empresas de tecnologia do gigante
asiático investissem na região, usando a segurança como pretexto.
Em
coletiva de imprensa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da
China, Lin Jian, defendeu o compromisso com a segurança das empresas de
tecnologia de seu país. Isso ocorreu após declarações da nova autoridade dos
EUA para o Hemisfério Ocidental, Juan Pablo Segura, que classificou as
empresas chinesas Huawei, ZTE, Hikvision, Hytera, Dahua e DJI como
de "alto risco" devido aos seus vínculos com o governo
chinês e aos riscos potenciais relacionados a "espionagem, ataques
cibernéticos e apagões de rede".
"Instamos
os parceiros dos EUA nas Américas a mudarem rapidamente para fornecedores
confiáveis, a fim de protegerem seus povos e sua soberania", exigiu a
autoridade americana.
A
resposta da China foi imediata:
"Quem é responsável pela vigilância e pelos ataques cibernéticos que geram
insegurança nos países da América Latina e do Caribe? Certamente não as
empresas chinesas, que são conhecidas como fornecedoras confiáveis, motores de
crescimento e geradoras de empregos".
"Exigimos
que certas autoridades dos EUA parem de demonizar as empresas de tecnologia
chinesas e passem a respeitar a liberdade de escolha dos países da América
Latina e do Caribe", concluiu Lin Jian.
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Projetos interrompidos
Em
entrevista à Sputnik, a especialista argentina em relações
internacionais Carla Oliva — coordenadora do Grupo de Estudos
China-Argentina (GeChina) da Universidade Nacional de Rosario (UNR) — afirmou
que o governo dos EUA vem "exercendo pressão" para impedir
a participação de empresas chinesas em projetos de tecnologia na América
Latina "desde o primeiro governo de Donald Trump".
Nesse
sentido, ela observou que Washington se opôs fortemente à implementação de
redes 5G pela empresa de telecomunicações Huawei na América Latina —
particularmente na Argentina e no Brasil —, alegando que as empresas de
tecnologia chinesas compartilham informações sensíveis com o governo chinês.
"É
uma realidade de longa data que vem ganhando cada vez mais relevância, num
momento em que o debate sobre tecnologia passou para o centro da política
internacional atual. A rivalidade tecnológica é evidente e decorre da agenda
contínua de inovação tecnológica da China, o que gera grande preocupação para
os EUA."
Além
disso, a especialista ressaltou que a apreensão de Washington deriva do fato de
que essa disputa tecnológica não apenas afeta as economias latino-americanas,
mas também "se estende ao âmbito da segurança militar".
Carlos
Aquino, economista peruano e coordenador do Centro de Estudos Asiáticos da
Universidade Nacional de San Marcos, observou em entrevista
à Sputnik que a interferência dos EUA conseguiu, por
exemplo, inviabilizar um projeto de cabo submarino que ligaria o Chile
diretamente à China, forçando uma reformulação que redirecionou a conexão para
passar pela Nova Zelândia e pela Austrália. Washington voltou a exercer pressão
quando surgiu outro projeto potencial de cabo para a China, desta vez revogando
os vistos de ministros envolvidos na iniciativa.
Na
visão do especialista, ao contrário do que alegam os EUA, as empresas de
tecnologia chinesas "buscam ser mais responsáveis em relação
ao uso de dados e informações", plenamente cientes de que essa
questão ganhou destaque e será explorada pelos EUA para tentar deslegitimar
seus projetos.
"A
China está obviamente ciente das críticas e tomando medidas para
evitá-las."
Aquino
reconheceu que, particularmente na América do Sul, cresceu nos últimos anos o
número de governos que parecem — pelo menos em sua retórica — alinhados aos
EUA, o que significa que eles poderiam acabar se mostrando mais
"maleáveis" à pressão de Washington. No entanto, ele questionou se o
investimento chinês na região realmente diminuiu em decorrência desses
esforços.
"Os
governos podem ser de direita, mas obviamente reconhecem que [Pequim] é um ator
muito importante, e negócios são negócios; portanto, não acredito que o
investimento chinês vá cair. Eles podem estar sendo mais cautelosos e talvez
estejam avaliando o cenário."
Oliva
citou o caso de uma estação de espaço profundo estabelecida pela China na
província argentina de Neuquén (região central) como exemplo da persistência
chinesa, embora os EUA a tenham apontado como um risco de segurança para o país
e a região, ela "permanece operacional" hoje, mesmo com
o governo de Javier
Milei alinhando-se à potência norte-americana.
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A paciência chinesa
Nesse
contexto, a especialista argentina em relações internacionais destacou o
potencial da "paciência chinesa" como uma ferramenta
fundamental de política externa, capaz de permitir que o gigante asiático
aguarde uma mudança no cenário regional antes de retomar certos projetos
estratégicos.
"Estou
convencida de que a paciência chinesa — que atravessa milênios — perdurará.
Eles aguardarão uma mudança de governo ou uma alteração nos ventos regionais,
pois a China possui a capacidade e a tradição de esperar, de exercer a
paciência."
No
entanto, ela observou que o fato de o porta-voz do Ministério das Relações
Exteriores da China ter abordado abertamente a pressão dos EUA na América
Latina sinaliza uma postura mais firme de Pequim.
"Há
bastante tempo, a China se posiciona como uma potência e age como tal",
observou ela, acrescentando que "colocar essa questão em pauta indica
que o país negocia e interage com os EUA em pé de igualdade".
Na
mesma linha, Aquino enfatizou que a China é "o único país do mundo
capaz de dizer 'basta'" aos EUA e que "demonstrou, nos
últimos meses, que defenderá seus interesses quando necessário". Nesse
sentido, ela apontou a defesa, por parte do governo chinês, da empresa CK
Hutchison, cuja concessão no Canal do Panamá foi suspensa após pressão dos EUA.
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Canadá aprofunda laços com a China e irrita Washington em
meio à disputa comercial, diz mídia
Vance
acusou o Canadá de favorecer produtos chineses em meio à disputa comercial com
Washington, enquanto dados recentes mostram que Ottawa aprofunda laços
econômicos com Pequim por interesse próprio, atraída por um modelo de
cooperação baseado em igualdade e benefício mútuo.
As
declarações do vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, que acusou o Canadá de tratar
produtos chineses com mais justiça do que bens norte-americanos, revelam
tensões crescentes na relação comercial entre os dois países e expõem a disputa
narrativa sobre modelos de cooperação econômica.
Embora
direcionadas a um aliado histórico, suas críticas destacam o contraste
entre a abordagem de confronto dos EUA e o modelo chinês, baseado em igualdade
e benefício mútuo.
A
relação comercial entre China e Canadá, longe de ser um gesto de favoritismo, é
descrita como uma parceria normal entre Estados soberanos que buscam atender às
suas próprias necessidades estratégicas. Para analistas consultados pelo Global
Times, o Canadá não está sendo "mais amigável" com a China, mas
sim adotando políticas que considera alinhadas aos seus interesses
industriais em
setores como agricultura, energia e tecnologia.
Os
números reforçam essa lógica já que evidenciam que o comércio bilateral cresceu
18,7% no ano, com importações chinesas de produtos canadenses avançando 29%.
Essa expansão também mostra ganhos concretos uma vez que o Canadá acessa
mercados amplos para bens agrícolas e recursos estratégicos, enquanto
a China amplia a presença de seus equipamentos eletromecânicos e produtos
de novas energias. Trata-se de um modelo que gera benefícios
diretos para
empresas e consumidores de ambos os países, afirma a mídia asiática.
Em meio
à instabilidade global, a postura chinesa,
que está orientada no sentido de evitar coerções e não politizar o
comércio, tratando parceiros de diferentes perfis como iguais, tem ampliado seu
apelo. Essa abordagem contrasta com a de países que utilizam instrumentos
comerciais como ferramentas de pressão geopolítica, criando tensões e
incertezas para aliados e rivais.
Segundo
a apuração, a tendência de aprofundamento das relações com a China não se
limita ao Canadá. Países da União Europeia (UE) ampliam parcerias em novas
energias e alta tecnologia, enquanto Austrália e China retomam mecanismos de
diálogo que estavam congelados. Esses movimentos refletem escolhas
pragmáticas baseadas em ganhos industriais e estabilidade de longo prazo.
A
Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, na sigla em inglês), maior
parceira comercial da China por vários anos consecutivos, reforça essa
dinâmica.
Os efeitos da Parceria Econômica Abrangente Regional consolidam um
ambiente de previsibilidade e confiança, atraindo países com diferentes
sistemas políticos e níveis de desenvolvimento para um modelo de cooperação que
promete resultados tangíveis.
A mídia
destaca ainda que em um cenário marcado por protecionismo e fragmentação
das cadeias produtivas, muitos países buscam parceiros confiáveis.
Crescimento
comercial sólido, ganhos industriais e melhoria das
condições de vida são marcas que têm consolidado a China como opção
preferencial para quem busca estabilidade e benefícios compartilhados, conclui
o artigo.
Fonte:
Brasil de Fato/Sputnik Brasil

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