Após
acordo de paz fracassar, Trump bloqueia Estreito de Ormuz e ameaça destruir
'navios de ataque'
Menos
de 24 horas após negociações de paz entre Irã e EUA
fracassarem,
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu no Truth
Social nas primeiras horas desta segunda-feira (13/4), que os EUA iniciariam o
"bloqueio de navios que entram ou saem de portos iranianos" às 10h ET
(11h em Brasília).
Segundo
Trump publicou nas redes sociais, ele "instruiu a Marinha a procurar e
interceptar toda embarcação em águas internacionais que tenha pago um pedágio
ao Irã" para passar por Ormuz.
Desde o
início da guerra, o bloqueio seletivo — mas eficaz — do Irã a uma das vias
navegáveis mais importantes do mundo geralmente só tem sido contornado por
navios alinhados ao Irã, a países que Teerã considera amistosos ou por
embarcações que se acredita terem pago um pedágio, estimado em cerca de US$ 2
milhões (R$ 10 milhões)
"Ninguém
que pague um pedágio ilegal terá passagem segura no alto-mar", disse
Trump, acrescentando que "qualquer iraniano que atirar contra nós, ou
contra embarcações pacíficas, será explodido até o inferno".
O
presidente americano declarou ainda que "o Irã prometeu abrir o Estreito
de Ormuz e, conscientemente, não o fez".
"Isto
causou ansiedade, desorganização e sofrimento a muitas pessoas e países em todo
o mundo", afirmou.
Após as
declarações de Trump, as Forças Navais do Corpo da Guarda Revolucionária
Islâmica do Irã (IRGC) afirmaram que quaisquer embarcações militares que se
aproximem do Estreito de Ormuz serão consideradas como estando em violação
do cessar-fogo e serão
"tratadas severamente".
Em um
comunicado publicado por veículos iranianos, as Forças Navais acrescentam que,
"ao contrário das falsas alegações de alguns funcionários inimigos",
o Estreito de Ormuz está "aberto para a passagem inocente [trânsito livre]
de embarcações não militares, sob controle e gestão inteligentes, em
conformidade com regulamentos específicos" do Irã.
Os
"navios de ataque" iranianos serão "eliminados" caso se
aproximem do bloqueio naval dos EUA, afirmou Trump, na rede social. "A
Marinha do Irã jaz no fundo do mar, completamente destruída - 158 navios. O que
não atingimos foi o pequeno número de seus chamados 'navios de ataque rápido',
porque não os consideramos uma grande ameaça", escreveu Trump.
O
presidente americano seguiu, dizendo que se algum desses navios se aproximar do
bloqueio, "será imediatamente ELIMINADO, usando o mesmo sistema de
destruição que usamos contra os traficantes de drogas em barcos no mar".
Ele fez menção aos ataques letais que vem realizando contra supostos barcos de
narcotráfico no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico desde setembro.
O
bloqueio abrangerá "toda a costa iraniana", de acordo com uma nota
enviada pelo Comando Central dos EUA (Centcom) aos marinheiros e divulgada pela
agência de notícias Reuters. Ele afetará navios de qualquer bandeira no Golfo
de Omã e no Mar Arábico, a leste do Estreito de Ormuz.
O
Centcom alertou que embarcações "que entrarem ou saírem da área bloqueada
sem autorização estarão sujeitas a interceptação, desvio e captura". Na
nota enviada, o Comando Central afirmou também que remessas humanitárias, como
alimentos e suprimentos médicos, serão permitidas, sujeitas a inspeção.
Os
mercados reagiram com nervosismo aos novos acontecimentos do conflito no
Oriente Médio. O preço do petróleo voltou a subir com força nesta segunda, com
o barril do tipo Brent ultrapassando os US$ 100 — alta de mais de 7% —
refletindo temores sobre o impacto do bloqueio no fornecimento global de
energia.
No fim
de semana, as tentativas de negociações de paz entre Irã e EUA
fracassaram,
mas o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, afirmou que os esforços
para resolver o conflito continuam.
"O
cessar-fogo ainda está em vigor e, neste momento, todos os esforços estão sendo
feitos para resolver as questões pendentes", disse Sharif, segundo
tradução da agência de notícias AFP.
Desde o
início da guerra, o Irã faz um bloqueio seletivo de uma das vias marítimas mais
importantes do mundo; só permite a passagem de navios de países que Teerã
considera amistosos ou por embarcações que se acredita terem pago um pedágio,
estimado em cerca de US$ 2 milhões (R$ 10 milhões).
"Ninguém
que pague um pedágio ilegal terá passagem segura no alto-mar", disse
Trump, acrescentando que "qualquer iraniano que atirar contra nós, ou
contra embarcações pacíficas, será explodido até o inferno".
Mais
tarde, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) afirmou que o bloqueio
será apenas para navios que entram e saem de portos iranianos.
O
Centcom afirmou que não bloqueará embarcações no Estreito de Hormuz se elas
estiverem a caminho "de e para portos não iranianos".
Pelo
menos 60 embarcações passaram pelo estreito — uma média de 10 por dia — desde
que o cessar-fogo foi anunciado na noite da última
terça-feira (7/4).
Trata-se
de um aumento significativo em relação ao período anterior ao cessar-fogo, mas
ainda é apenas uma fração do volume pré-guerra, quando cerca de 138 navios
atravessavam o estreito diariamente, segundo o Joint Maritime Information
Centre.
Após as
declarações de Trump, as Forças Navais do Corpo da Guarda Revolucionária
Islâmica do Irã (IRGC) afirmaram que quaisquer embarcações militares que se
aproximem do Estreito de Ormuz serão consideradas como estando em violação
do cessar-fogo e serão
"tratadas severamente".
Em um
comunicado publicado por veículos iranianos, as Forças Navais acrescentam que,
"ao contrário das falsas alegações de alguns funcionários inimigos",
o Estreito de Ormuz está "aberto para a passagem inocente [trânsito livre]
de embarcações não militares, sob controle e gestão inteligentes, em
conformidade com regulamentos específicos" do Irã.
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Ambição nuclear do Irã minou acordo, diz Trump
Trump
também comentou as negociações conduzidas por seu vice,
J.D. Vance,
em Islamabad, capital do Paquistão.
O
presidente disse nas redes sociais que "a reunião foi boa, a maioria dos
pontos foi acordada, mas o único ponto que realmente importava, nuclear, não
foi".
Segundo
Trump, após "quase 20 horas" de negociações, "há apenas uma
coisa que importa — o Irã não está disposto a abrir mão de suas ambições
nucleares".
Donald
Trump também afirmou que o Irã retornará à mesa de negociações e "nos dará
tudo o que queremos".
Numa
entrevista ao Sunday Morning Futures, programa da Fox News, Trump declarou que
os negociadores dos EUA conseguiram "praticamente todos os pontos de que
precisávamos", exceto o nuclear.
Ele
afirmou ainda que o Irã não "deixou a mesa de negociações".
"Prevejo que eles voltem e nos deem tudo o que queremos", declarou.
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EUA não conquistaram confiança, diz Irã
O
presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, que liderou a
delegação de Teerã nas conversas no Paquistão, afirmou neste domingo que agora
é o momento de os EUA "decidirem se podem conquistar nossa confiança ou
não".
Em uma
publicação no X, Ghalibaf diz que enfatizou antes das negociações que o Irã
tinha "boa-fé e vontade", mas, devido às experiências de duas guerras
anteriores, não tinha "nenhuma confiança no lado oposto".
Ele
afirma que a delegação iraniana "apresentou iniciativas voltadas para o
futuro, mas o lado oposto acabou não conseguindo conquistar a confiança da
delegação iraniana nesta rodada de negociações".
Ele
prossegue: "Não cessaremos por um momento sequer nossos esforços para
consolidar as conquistas dos quarenta dias da defesa nacional do Irã".
Ele
acrescentou que as negociações foram "intensas" e agradeceu ao
Paquistão por facilitá-las.
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O que é o Estreito de Ormuz
No
centro desta guerra, o Estreito de Ormuz é uma das rotas de energia mais
importantes do mundo, que conecta os produtores do Oriente Médio aos principais
mercados da Ásia-Pacifico, da Europa e América do Norte.
Desde
que o Irã anunciou seu fechamento, no dia 2 de março, logo após os primeiros
ataques de Israel e dos Estados Unidos, a rota se tornou um dos epicentros da
atual guerra no Oriente Médio.
Até
então, cerca de 20% de todo o petróleo consumido no planeta passava por ali.
Esse petróleo não vem apenas do Irã, mas também de países do Golfo, como
Iraque, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
Quase
90% desse volume segue para a Ásia. A China, sozinha, recebe cerca de 38%,
seguida por Índia, Coreia do Sul e Japão.
Além
disso, o estreito é uma rota essencial para o gás natural liquefeito, usado
como combustível na indústria, no transporte e no aquecimento de residências em
vários países.
Por ali
também passam fertilizantes utilizados na agricultura em todo o mundo,
inclusive no Brasil.
No
sentido contrário, é pelo estreito de Ormuz que entram alimentos, medicamentos
e outros produtos essenciais para o Oriente Médio.
Antes
do conflito, cerca de 130 embarcações passavam pelo estreito de Ormuz todos os
dias. Hoje, esse fluxo caiu para cinco ou seis navios — uma redução de cerca de
95%.
Qualquer
instabilidade no estreito de Ormuz tem impacto quase imediato no restante do
mundo, afetando preços, cadeias de abastecimento e economias inteiras.
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O que acontece agora que as negociações de paz entre Irã
e EUA não chegaram a um acordo?
O
encerramento das negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã sem um acordo, na capital paquistanesa, Islamabad, colocou
em dúvida a possibilidade de se alcançar uma paz duradoura entre os dois
países.
Antes
das conversas encerradas neste domingo (12/4), autoridades do governo do
Paquistão vinham demonstrando otimismo, destacando que, ao contrário de muitos
outros, o país goza da confiança de ambos os lados.
O chefe
da delegação dos EUA, o vice-presidente J.D. Vance, também se mostrou
confiante, mas após as negociações que se estenderam pela madrugada de domingo,
foi anunciado que não houve acordo.
Desacordos
fundamentais sobre o programa nuclear iraniano, entre outros pontos
sensíveis, teriam levado ao colapso das conversas.
Então,
o que isso significa para o conflito e para as opções dos principais
protagonistas da guerra?
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Contexto
A chefe
dos correspondentes internacionais da BBC, Lyse Doucet, destaca que as
negociações em Islamabad foram o mais alto nível de conversas entre Irã e
Estados Unidos desde a Revolução de 1979.
"Não
é possível fazer esse tipo de diplomacia em um dia", afirma Doucet,
acrescentando que já havia sinais, antes mesmo do início das conversas, de que
o processo não seria rápido.
O
presidente dos EUA, Donald Trump, tem usado linguagem dura de forma
consistente, diz Doucet.
"'O
Irã foi derrotado. O Irã precisa se render.' Vance refletiu isso ao dizer que
eles [Irã] tinham de concordar com os nossos termos."
Mas é
pouco provável que o Irã se submeta a ultimatos, e o país não chegou a
Islamabad pronto para se render, aponta Doucet.
"O
Irã chegou a Islamabad não achando que tinha perdido esta guerra; na verdade,
chegou achando que está vencendo. Acredita que tem uma posição forte. Continua
retaliando e conseguiu militarizar o Estreito de Ormuz", o corredor no
Golfo Pérsico por onde passa boa parte do petróleo mundial.
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E agora?
Ambos
os lados voltarão às suas capitais e darão mais tempo à diplomacia? Ou o
presidente dos EUA, Donald Trump, decidirá que agora é o momento de escalar o
conflito?
Nicholas
Hopton, ex‑embaixador do Reino Unido no Irã, acredita que há alguns sinais
positivos no que ocorreu em Islamabad.
"Eles
parecem ter abordado as conversas de maneira construtiva de ambos os
lados", afirma Hopton.
"Conversaram
por um período do dia excepcionalmente longo. E a forma como as conversas foram
conduzidas permitiu tanto discussões técnicas detalhadas quanto declarações
mais gerais."
Ele diz
que, apesar de exigências "maximalistas" terem sido apresentadas por
ambas as partes em Islamabad e de a distância entre elas ainda ser grande, os
dois lados parecem esperar que novas conversas aconteçam.
"Este
acordo — se houver um a ser feito eventualmente — provavelmente terá novos
elementos e será mais complexo até mesmo do que o acordo de 2015", afirma,
referindo‑se ao acordo fechado com o Irã pelo então presidente dos EUA, Barack
Obama.
Kasra
Naji, correspondente especial do serviço persa da BBC News, também sugere que
"nem tudo está perdido".
"O
chefe da delegação iraniana nas conversas, Mohammad Bagher Ghalibaf, tuitou
culpando o lado americano por não conseguir ganhar a confiança da delegação
iraniana 'durante esta rodada de conversas', deixando aberta a possibilidade de
mais negociações", escreve Naji.
E, de
fato, a BBC apurou que conversas indiretas continuaram entre delegados
iranianos e americanos por meio do Paquistão, apesar do fim das negociações
formais.
"Isso
não foi confirmado oficialmente nem pelos EUA nem pelos iranianos e, como no
passado, sempre foi difícil entender a natureza de quaisquer discussões entre
intermediários", afirma a correspondente da BBC em Islamabad, Azadeh
Moshiri.
"Mas
isso pode sugerir que a porta para a mediação e para conversas por canais
paralelos não está totalmente fechada."
Portanto,
uma escalada por parte de Washington está fora de cogitação, pelo menos por
enquanto, com Trump adotando uma abordagem mais paciente e estratégica?
Sim,
dizem alguns especialistas, que sugerem que o Irã continua a ter influência
sobre os EUA — particularmente em razão da prolongada interrupção do comércio
global, da sobrevivência da liderança iraniana e de seus aliados e da
existência de seus estoques de urânio enriquecido.
Uma
agência de notícias iraniana, a Tasnim, citou uma fonte dizendo: "O Irã
não está com pressa para negociar." A fonte acrescentou que "a bola
está no campo da América".
Como
coloca a correspondente Azadeh Moshiri: "A grande lição aqui é que a força
bruta não empurrou os iranianos para uma posição em que sentissem que
precisavam fazer concessões."
Outros
relatos sugerem que Trump está considerando um bloqueio naval ao Irã após o
colapso das conversas — semelhante ao que ocorreu antes da deposição do ex‑presidente
venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro.
Talvez
em alusão a isso, no fim de semana, enquanto as negociações estavam em
andamento, um alto oficial militar dos EUA divulgou uma declaração sobre o
estabelecimento de um corredor marítimo seguro — por meio de ações ativas de
desobstrução de rotas — para desbloquear o Estreito de Ormuz.
Não
está claro se isso poderia ou ocorreria em conjunto com a retomada dos
bombardeios dos EUA ao Irã.
Em
última análise, o presidente dos EUA deve estar ciente de duas coisas, afirma a
correspondente Lyse Doucet.
"Primeiro,
[um retorno à guerra] seria muito impopular em casa."
Trump
estará atento ao impacto doméstico de qualquer conflito global prolongado —
especialmente se o custo de vida continuar a subir justamente quando as
eleições de meio de mandato se aproximam, em novembro.
O
índice de preços ao consumidor (CPI) mais recente — que mede o preço de uma
cesta de bens e serviços — é o maior em quase dois anos, um indicativo
preocupante do que pode estar por vir.
"Segundo,
não vai funcionar", acrescenta Doucet. "O Irã vai reagir."
¨
EUA estão fadados ao fracasso em qualquer bloqueio naval,
afirma Irã
Um alto
assessor militar do líder supremo do Irã afirmou nesta segunda-feira (13) que
os Estados Unidos estão fadados ao fracasso em qualquer bloqueio naval, após a
ameaça do presidente Donald Trump de bloquear o Estreito de Ormuz.
“Os
Estados Unidos, assim como sofreram uma derrota histórica contra o Irã ao
tentar abrir o Estreito de Ormuz, também estão fadados ao fracasso em qualquer
bloqueio naval”, disse Mohsen Rezaee, ex-comandante-em-chefe da Guarda
Revolucionária Islâmica (IRGC) que saiu da aposentadoria para servir ao novo
líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei.
Rezaee
acrescentou que as forças armadas do Irã "não permitirão tal movimento por parte
dos EUA"
e que seu exército possui "capacidades significativas ainda não
exploradas" para neutralizar quaisquer ameaças.
Como
mostrado pela CNN, os EUA anunciaram no domingo que vão bloquear o
Estreito de Ormuz a partir das 11h (horário de Brasília) de segunda-feira.
Apesar
de já ter sido restringido pelo Irã, o estreito não está tecnicamente fechado –
Teerã tem permitido gradualmente a passagem de alguns petroleiros em troca de
um pedágio de até 2 milhões de dólares por navio. E, principalmente, o Irã tem
permitido que o seu próprio petróleo entre e saia da região durante a guerra.
Ao
fechar o estreito, os Estados Unidos podem cortar uma fonte fundamental de
financiamento para o governo e para as operações militares do Irã.
“O
bloqueio será aplicado imparcialmente contra embarcações de todas as nações que
entrarem ou saírem de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os
portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã”, disse o Comando Central
dos Estados Unidos, em uma publicação no X.
Segundo
o governo americano, os navios que não estejam viajando para ou de portos
iranianos poderão passar livremente pelo Estreito de Ormuz, pois o bloqueio
"não impedirá a liberdade de navegação" dessas embarcações.
O
anúncio do Comando Central dos EUA se dá após Trump ter anunciado hoje cedo um
bloqueio no Estreito de Ormuz, medida que poderá aumentar o preço do petróleo,
enquanto Washington procura intensificar a sua
influência sobre Teerã.
Mohammad
Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, respondeu à ameaça
publicando um mapa dos preços da gasolina em postos próximos à Casa
Branca. “Aproveitem o preço atual da gasolina. Com o que está sendo chamado de
'bloqueio', vocês logo sentirão falta da gasolina a US$ 4 ou US$ 5.”
Fonte:
BBC News/CNN Brasil

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