Polina
Godz: A imprensa da Comuna
A Comuna
de Paris é conhecida por muitas coisas, mas a tipografia não é uma delas.
Apesar dos inúmeros cartazes, panfletos e do extenso arquivo de um jornal
diário que ainda existem, esses documentos impressos não se destacam da
tipografia geral do século XIX. Afinal, a Comuna governou Paris por pouco mais
de dois meses, na primavera de 1871. Na ocasião, qualquer cultura visual
distinta que pudesse ter se desenvolvido foi interrompida pela violenta
contrarrevolução. No entanto, mesmo em sua curta existência, a Comuna de Paris
conseguiu oferecer um exemplo de uma sociedade mais justa, democrática e
igualitária para as gerações futuras. E enquanto muitos tipógrafos que apoiaram
a Comuna pegaram em armas para defender
seus princípios, houve aqueles que viram seu ofício como uma importante
ferramenta para o regime revolucionário. Eles compuseram, imprimiram e
distribuíram milhares de cartazes e panfletos na mais prestigiosa gráfica da
França, a Imprensa Nacional, ao mesmo tempo que a transformavam por dentro.
A
Imprensa Nacional nem sempre teve esse nome. Ao longo de sua história, mudou de
nome para refletir os regimes governantes. Fundada como Imprensa Real em 1640,
foi brevemente renomeada Imprensa da República após a Revolução Francesa de
1789. Foram necessárias mais duas revoluções antes de finalmente se tornar a
Imprensa Nacional em 1848, para depois ser renomeada Imprensa Imperial sob
Napoleão III e recuperar o título de “Imprensa Nacional” após o colapso do
Segundo Império em 1870. Mas foi durante a Comuna de Paris que, pela primeira
vez em sua história, a Imprensa Nacional foi gerenciada por um tipógrafo
operário. Durante esse breve período, a instituição histórica foi reestruturada
para introduzir a autogestão, a abolição de penalidades, a substituição do
pagamento por peça produzida por salário semanal e a simplificação da
hierarquia.
Embora
a maioria dos funcionários administrativos tenha optado por sair quando teve a
oportunidade, os trabalhadores manuais — como compositores, impressores,
fundidores, desenhistas litógrafos, trabalhadores em funções auxiliares
(encadernação, impressão de linhas, brochuras, etc.) e operários — cerca de mil
pessoas, escolheram em sua grande maioria permanecer. Esses trabalhadores
produziam diariamente cartazes com a mais alta qualidade de impressão,
utilizando equipamentos de ponta, enquanto reconquistavam sua dignidade e seus
direitos democráticos. No fim, o interessante na história da tipografia da
Comuna de Paris não são as mudanças, mas as permanências: as mesmas fontes de
propriedade da Imprensa Oficial, que passaram a ser usadas para disseminar as mensagens
de autogoverno e comunalismo radical, em condições de trabalho melhores e mais
dignas.
<><>
Revolução na tipografia
Revoluções
na política e na tipografia raramente coincidem, mas há momentos em que uma
alcança a outra. A Comuna de Paris não foi a primeira vez na história francesa
em que um regime revolucionário abraçou o potencial da tipografia criada sob o
domínio de seus oponentes conservadores. Um século antes da Revolução Francesa,
que estabeleceu a Primeira República em 1792, Luís XIV buscou marcar seu
reinado com uma fonte própria para ser usada pela Imprensa Real. A fonte
resultante, “Romain du Roi”, canalizou
perfeitamente o espírito do Iluminismo com sua lógica geométrica e precisão
científica. Acadêmicos, tipógrafos e membros da recém-criada Academia de
Ciências estudaram a caligrafia tradicional, bem como os tipos móveis
existentes, para construir uma fonte nova, mais racional e moderna. Com seu
alto contraste, hastes retas e construção simétrica, a Romain du Roi possuía um
design radical. Tanto que, quando a Revolução Francesa aboliu a monarquia, a
tipografia real não foi descartada; em vez disso, encontrou um novo uso na
impressão de assignats — proto-notas bancárias
atreladas ao valor das propriedades nacionalizadas da Coroa e da Igreja. Como
observa Robin Kinross em seu ensaio sobre a tipografia moderna, com seu
“abandono da bagagem rococó, um retorno aos fundamentos e à ordem da era clássica,
a fonte Romain du Roi era de fato totalmente apropriada como estilo da nova
república na França”.
A fonte
Romain du Roi não só permaneceu em uso durante toda a Primeira República, como
também influenciou a tipografia francesa por décadas. Inspirando-se nela, em
1812, Napoleão I encomendou uma nova fonte que correspondesse às suas ambições
imperiais: a “Romain de l’Empereur”. Desenhada por
Firmin Didot, ela era baseada em uma grade métrica e levava a racionalidade do
seu design a um novo extremo. Mantinha um detalhe curioso da Romain du Roi: um
pequeno esporão no lado esquerdo da letra minúscula “l”. Essa referência à tradição
caligráfica logo se tornou a marca registrada da Imprensa Oficial. Criticada
por sua rigidez mecânica, a fonte imperial de Firmin Didot teve uma curta
duração, justamente quando novas tendências da tipografia comercial chegavam da
Grã-Bretanha.
Em
1818, sob o regime da Restauração de Luís XVIII, o tipógrafo real Jacquemin
trabalhou em um novo conjunto de fontes proprietárias, conhecidas como
“caracteres de Londres”, com letras mais ousadas e contrastantes. Alguns dos
punções para essas fontes provavelmente foram produzidos na Inglaterra pela
fundição Fry, sendo posteriormente personalizados e complementados com letras
adicionais, incluindo o característico “l” minúsculo. No entanto, os modernos
caracteres de Londres, com suas formas exageradas e robustas, não foram
universalmente aceitos, e em 1825, para marcar a ascensão de Carlos X ao trono,
um novo conjunto de caracteres foi lançado.
Inspirada
no processo por trás da Romain du Roi, uma nova comissão foi formada para
estudar e desenvolver a mais recente fonte proprietária. À frente dessa
comissão estava Marcellin-Legrand, que, embora não se opusesse às inovações
tipográficas de sua época, retornou à elegância clássica da Romain du Roi de
Grandjean e da Romain de l’Empereur de Didot. Em meados do século, essa fonte
também era considerada ultrapassada. Assim, em 1847, Marcellin-Legrand, ainda
tipógrafo da corte, redesenhou alguns de seus caracteres, introduzindo
notavelmente um “g binocular”, uma referência histórica a uma forma
popularizada anteriormente pelo sobrinho de Firmin, Jules Didot.
Embora
as fontes oficiais da Imprensa Oficial mudassem a cada década, aproximadamente,
para refletir as mudanças de regime, as condições de trabalho ali permaneciam
invariavelmente precárias. E se a industrialização do século XIX trouxe novos
processos e máquinas para a Imprensa Oficial, pouco progresso foi feito em
relação aos direitos dos trabalhadores, o que inevitavelmente gerou
ressentimento contra a mecanização. Nos acalorados dias da Revolução de 1830,
um grupo de tipógrafos parisienses invadiu as instalações da Imprensa Oficial e
destruiu as máquinas Stanhope. Contudo, essa rebelião ludita pouco conseguiu, e
logo depois os tipógrafos foram obrigados a consertar as máquinas. Uma nova
ordem interna impôs disciplina nas oficinas, rendendo à Imprensa Oficial o
apelido de “Mazas typographique”, em referência ao nome da prisão
parisiense.
A
Imprensa Nacional era geralmente chefiada por elites instruídas — diplomatas,
historiadores e cientistas — que compreendiam o papel estratégico da gráfica,
mas não possuíam a experiência prática dos tipógrafos. Fossem republicanos ou
monarquistas, utilizavam a Imprensa Nacional para promover os interesses do
regime ao qual eram leais, sem buscar alterar a estrutura organizacional da
instituição. Da impressão do anúncio da primeira eleição com sufrágio universal
masculino em 1848 aos cartazes preparados pelos conspiradores durante o golpe
de Estado de 2 de dezembro de 1851, que restauraria o império, a Imprensa
Nacional desempenhou um papel importante na turbulenta política do século.
Contudo, sua estrutura interna permaneceu extremamente hierárquica, com
favorecimento explícito e disciplina rígida.
<><>
A tomada da Imprensa Nacional
Durante
a guerra de 1870 e o primeiro cerco de Paris, a Imprensa Nacional
especializou-se na produção de cartazes oficiais para diversas finalidades:
decretos governamentais, avisos à população parisiense, ordens ministeriais
relativas ao preço e à distribuição de alimentos durante o cerco e mensagens do
governo incentivando a resistência ao cerco e aos bombardeios. A qualidade do
seu trabalho, a sua disponibilidade e a sua docilidade tornaram a Imprensa
Nacional essencial para o governo republicano. Os cartazes foram ainda mais
cruciais para informar os parisienses, uma vez que o cerco isolou a capital do
resto do país; permitiram que a população sitiada se mantivesse informada sobre
as ações do governo e o curso da guerra. E quando, em 18 de março, começou a
insurreição em Paris, foi na Imprensa Nacional que foram impressos os cartazes
que exigiam à Guarda Nacional que “se apoderasse das armas que alguns querem
usar contra Paris”.
Para
impedir a disseminação de mais avisos como esse, no mesmo dia, antes mesmo de a
prefeitura ser cercada, o 86º Batalhão da Guarda Nacional, sob o comando do
Tenente Louis-Guillaume Debock e de Jean-Louis Pindy, invadiu a Imprensa
Nacional. Naquela noite, cartazes pró-Comuna foram impressos e distribuídos a
partir do mesmo local.
Nos
dias que se seguiram, o diretor e a alta administração da Imprensa Nacional
foram demitidos, mas os funcionários restantes ficaram livres para
permanecer ou sair. A decisão deles dependia em grande parte de sua posição
hierárquica: os funcionários administrativos, que tinham salários fixos, eram
mais propensos a sentimentos de lealdade ao governo e desertaram, enquanto os
operários, que trabalhavam por produção, estavam mais preocupados em garantir o
próprio sustento. Para persuadir os operários a se demitirem, os funcionários
administrativos espalharam o boato de que o comitê central da Guarda Nacional
não tinha meios para pagá-los. Essa notícia foi rapidamente desmentida pelos
comunardos, que conseguiram adiantamentos e apelaram para a consciência de
classe dos trabalhadores.
Pela
primeira vez em sua história, a alta administração da Imprensa Nacional era
composta por três operários. O diretor, Louis-Guillaume Debock, era tipógrafo,
republicano militante, veterano da revolução de 1848 e um dos primeiros membros
do escritório parisiense da Associação Internacional dos Trabalhadores. Líder
do movimento operário e tipógrafo de profissão, era a pessoa ideal para o cargo
de diretor. Seu filho, Georges, também tipógrafo operário, atuava como
secretário, e André Alavoine, filho de um operário da Imprensa Nacional e
membro radical da Primeira Internacional, tornou-se vice-diretor.
<><>
Dois tipos de letra da Comuna de Paris
Embora
algumas das outras funções da Imprensa Nacional, como a impressão de trabalhos
científicos e documentos administrativos, tenham sido temporariamente
interrompidas, a produção de cartazes foi priorizada, chegando a cinco ou seis modelos por
dia, o que exigia uma atividade quase ininterrupta de composição, correção,
impressão e distribuição. Os cartazes eram numerados e marcados com “Imprimerie
Nationale” para indicar o local de impressão, como era prática comum na época.
Mas o que os diferenciava era também a qualidade superior da impressão, os
layouts altamente legíveis com amplo espaço em branco e a tipografia refinada
que apresentava uma marca registrada da Imprensa Nacional — o esporão na letra
minúscula “l”.
O texto
dos cartazes foi composto com os caracteres londrinos de Jacquemin. Essas
letras robustas, que hoje conhecemos como “fat face”,
nem sempre foram bem vistas e, historicamente, eram consideradas vulgares e
anômalas. Ao descrever a fonte, um diretor da National Printing House não
poupou palavras, chamando as formas das letras de “monstruosas e bizarras”.
Contudo, ele admitiu que, após um estudo mais aprofundado sobre legibilidade,
as fontes poderiam ser bastante úteis para leitura a longas distâncias. O
estilo ganhou destaque ao longo do século XIX, à medida que mais e mais
cartazes eram impressos para serem lidos coletivamente e, geralmente, à
distância, sendo sua espessura e proporções amplas uma vantagem. Assim, durante
a Comuna de Paris, centenas de cartazes impressos com as fontes encomendadas
para a Imprensa Imperial pontilhavam as pequenas ruas de Paris, anunciando
eleições, atualizações militares, funerais e medidas revolucionárias tomadas
pela Comuna — abolição do serviço militar obrigatório, adiamento das obrigações
de dívida, remissão de dívidas de aluguéis durante o período do cerco — para um
público ávido por informações.
Contudo,
nem tudo o que foi impresso durante a Comuna de Paris se destinava aos muros da
cidade. Para alguns documentos, particularmente aqueles dirigidos às populações
fora de Paris, era necessário um formato diferente, e assim uma série de
panfletos foi impressa na Imprensa Nacional. Um desses panfletos, dirigido aos
soldados de Versalhes, foi colocado em cilindros de madeira e disparado por
canhões. Outro foi lançado de balões em áreas rurais. Apesar dos métodos
incomuns de distribuição, essas obras possuíam as características formais dos
documentos oficiais, o que era necessário para comunicar a legitimidade do
governo revolucionário contra as acusações de selvageria e incompetência.
Esses
comunicados, dirigidos aos trabalhadores rurais e soldados, apresentam outra
fonte proprietária da Imprensa Oficial. Concebida em 1825 como as “Letters of Charles X”, essa fonte teve alguns de seus
caracteres atualizados em 1847, mas a gravura original permaneceu em uso até o
século XX. Retomando formas mais leves e elegantes, que lembram a efêmera
Romain de l’Empereur de Didot, a fonte real apresentava proporções ligeiramente
condensadas e racionalidade mecânica, que encontraram uso inesperado na
composição tipográfica dos panfletos dos revolucionários André Léo e Charles
Delescluze, bem como no programa da Comuna de Paris.
<><>
Os interesses comuns da classe trabalhadora
Como a
Imprensa Nacional oferecia seus serviços não apenas à comissão executiva da
Comuna, mas também aos órgãos governamentais dos diversos distritos e a vários
ministérios da cidade, o grande volume de trabalhos de impressão era exaustivo.
Isso exigiu destreza e reorganização da instituição. A Imprensa Nacional
manteve um certo grau de autonomia em relação à Comuna, deixando a maioria dos
detalhes logísticos a cargo da expertise de seus funcionários. O texto, o
número de cópias e o layout geralmente estavam sujeitos a motivações técnicas,
econômicas e políticas, e os três tipógrafos-operários à frente da instituição
dominavam todas as três. Eles tinham voz ativa sobre o que e como era impresso
e zelavam para equilibrar o bem-estar dos trabalhadores com as necessidades
urgentes da Comuna.
Para
simplificar a organização da instituição e promover os valores mais
igualitários da Comuna, os diretores da Imprensa Nacional aboliram diversos
cargos gerenciais e burocráticos. Os chefes das oficinas passaram a ser eleitos
em vez de indicados pelo diretor. Assim como em outros locais sob o regime da
Comuna, o sistema de multas foi abolido. No que diz respeito aos salários, uma
mudança há muito desejada por muitos trabalhadores foi implementada: a
substituição do pagamento por peça produzida por uma remuneração fixa de acordo
com o número de horas trabalhadas. As mulheres obtiveram um aumento salarial
significativo.
“Na
Imprensa Nacional, os trabalhadores demonstraram que até mesmo uma das
instituições mais tradicionais do Estado poderia ser reorganizada segundo
princípios democráticos e adaptada para atender às necessidades da classe
trabalhadora.”
A
organização do trabalho baseava-se num sistema de assembleias operárias, com
representantes de oficinas e profissões enviando recomendações por escrito.
Adicionais salariais eram concedidos para horas extras e os intervalos para
refeições passaram a ser remunerados. Como resultado do consenso democrático,
desenvolveu-se um sistema de salários e remuneração que respeitava as
necessidades e os desejos dos diferentes tipos de trabalhadores. Esse novo
sistema, além de mais eficiente, pois exigia menos supervisão gerencial, também
era mais igualitário, já que buscava equiparar os salários dos trabalhadores da
mesma profissão. Mas as reformas salariais nunca foram apenas medidas
revolucionárias vindas de cima; foram o resultado da autogestão e da democracia
no local de trabalho. O fato de as novas medidas estarem alinhadas aos
princípios da Comuna de Paris comprovava o interesse comum da classe
trabalhadora.
A
Imprensa Nacional nunca foi renomeada como “Imprensa da Comuna”, mas talvez
devesse ter sido. Especialmente considerando que, naquela primavera de 1871, a
autoridade sobre ela foi transferida do Ministério da Justiça diretamente para
a Comuna e, juntamente com a produção de armas, passou a ser administrada de
forma a atender às necessidades imediatas do governo revolucionário. Além
disso, a alta administração da Imprensa Nacional, exilada em Versalhes,
continuou assinando os documentos como tal, apesar de utilizar instalações e
fontes inferiores. Isso permitiu que os opositores da Comuna distribuíssem
cartazes “oficiais” nas províncias, alegando falsamente que representavam o
governo. E embora os comunardos tivessem se esforçado consideravelmente para comunicar
seu programa e suas verdadeiras intenções ao resto da França, esse esforço foi
severamente prejudicado pela propaganda de Versalhes.
Ao
retornar a Paris, a alta direção exilada da Imprensa Nacional reverteu as
reformas implementadas pelos comunardos, recompensando os poucos trabalhadores
que se recusaram a trabalhar na instituição controlada pela Comuna. Ao
contrário da violência que muitos participantes e simpatizantes da Comuna de
Paris enfrentaram, os trabalhadores da Imprensa Nacional foram em grande parte
poupados. A alta direção reinstalada alegou que a maioria deles permaneceu
simplesmente porque dependia de seus salários para sustentar suas famílias,
descartando quaisquer motivações políticas ou ideológicas. E embora houvesse
alguma verdade nisso, os trabalhadores que permaneceram participaram com
entusiasmo da reorganização da instituição e se beneficiaram das reformas
implementadas. Os mais militantes entre eles foram forçados ao exílio, enquanto
os demais mantiveram discrição sobre sua participação e apoio à Comuna de
Paris.
Apesar
dos esforços para suprimir seu legado, a experiência de reorganização do local
de trabalho durante o período da Comuna reverberou na posteridade. Na Imprensa
Nacional, ela reapareceu pela primeira vez nas políticas sociais de seu
diretor, Arthur Christian, na virada do século XX. Baseado em sua visão
progressista e sob a pressão dos tipógrafos sindicalizados, ele retomou algumas
das reformas implementadas pelos comunardos, notadamente a fixação de salários.
Determinado a celebrar o legado histórico da Imprensa Nacional, em 1905 ele
escreveu um livro influente sobre os primórdios da impressão na França,
utilizando as fontes tipográficas originais da Imprensa Nacional, além de
algumas releituras que ele mesmo encomendou.
A
Comuna não deixou um estilo visual distintivo. Os mesmos tipos de letra
perduraram, passando da monarquia ao império e à república. O que mudou, ainda
que brevemente, foi a ordem social subjacente. Na Imprensa Nacional, os
trabalhadores demonstraram que mesmo uma das instituições mais tradicionais do
Estado podia ser reorganizada segundo princípios democráticos e adaptada para
servir às necessidades da classe trabalhadora.
Fonte: Tradução
Pedro Silva, em Jacobin Brasil

Nenhum comentário:
Postar um comentário