Área
de Mata Atlântica com 200 hectares na Grande SP é ameaçada por novos
empreendimentos
“A
poucos minutos da capital, existe um lugar onde a natureza está sempre
presente. Áreas verdes abundantes protagonizam uma paisagem encantadora,
oferecendo tranquilidade sem abrir mão da praticidade”. O anúncio de um
loteamento, localizado em Carapicuíba, na Região Metropolitana de São Paulo,
enfatiza seu principal ativo: a possibilidade de conviver de perto com a
natureza – algo raro no município, um dos mais densamente habitados do país.
O que o
anúncio não conta é que, para que o loteamento se torne realidade e casas de
alto padrão sejam erguidas, parte significativa dessa natureza – mais de 47.000
m² – terá que ser derrubada. O Vitta Fazendinha é mais um empreendimento em
construção na Granja Viana, bairro nobre da Grande São Paulo repleto de
condomínios fechados, vários deles habitados por celebridades, como o rapper
Projota e o apresentador Emílio Surita.
O
terreno do empreendimento imobiliário está dentro de uma área na fronteira
entre Carapicuíba e o município de Cotia, a poucos quilômetros da Rodovia
Raposo Tavares, que dá acesso à capital. Conhecido como Fazendinha, o
território de Mata Atlântica regenerada ocupa cerca de 201 hectares, sendo 25%
maior do que o Parque do Ibirapuera. A área se configura como o maior
remanescente florestal do município de 400 mil habitantes – mas que está sob
risco imediato.
Com
base em documentações de cinco décadas atrás, anteriores a legislações mais
protetivas ao meio ambiente, a empresa responsável pelo projeto conseguiu uma
autorização da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) para
suprimir quase cinco hectares de vegetação em 2025.
E não é
apenas um projeto de loteamento que ameaça o território. A Cetesb confirma em
nota que “há distintos processos de licenciamento ambiental em curso,
conduzidos dentro do rito legal”. Esse é, inclusive, o principal temor dos
moradores da região e das organizações de defesa ambiental: que a chegada do
primeiro projeto seja apenas o princípio de um processo de ocupação da Floresta
da Fazendinha, como a própria Cetesb a nomeia.
Segundo
apuração da Agência Pública, dados do Grupo de Análise e Aprovação de Projetos
Habitacionais (Graprohab), órgão oficial ligado à Secretaria de Desenvolvimento
Urbano e Habitação do Estado de São Paulo, uma área de mais de 384 mil metros
quadrados da Fazendinha está certificada e pode, no futuro, se tornar um novo
loteamento.
O
empreendimento já licenciado, no entanto, tem enfrentado resistência. Um
abaixo-assinado que denuncia a derrubada “da última floresta de Carapicuíba”
alcançou mais de 2,5 mil assinaturas em poucos dias. Além disso, o desmate e a
autorização da Cetesb estão sob disputa judicial, graças a uma ação movida pela
organização ambientalista Instituto Nina Rosa e impulsionada por moradores da
região, contrários ao empreendimento.
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Por que isso importa?
• A floresta da Fazendinha abriga animais
como o veado-mateiro (Mazama sp.) e o jacuaçu (Penelope obscura) considerados
de alto valor conservacionista por serem sensíveis à fragmentação de habitat
• Segundo informações do coletivo “O que
Resta da Floresta”, a Fazendinha representa o único grande maciço florestal
contínuo (uma extensão de mata vasta e sem interrupções) de Carapicuíba
A
destruição da mata nativa foi barrada por liminar expedida na primeira
instância pelo juiz Gustavo Kaedei, mas acabou parcialmente liberada de maneira
monocrática (com a decisão de apenas um magistrado) pelo desembargador Nogueira
Diefenthäler após recurso à segunda instância.
Enquanto
aguarda uma decisão colegiada do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) – que
chegou a ser agendada para 30 de março, mas agora está prevista para o fim de
abril –, a loteadora por trás do Vitta Fazendinha tem acelerado os trabalhos,
derrubando a floresta em ritmo acelerado desde o fim de março. A comunidade
local denuncia os impactos na vasta fauna local e teme que a demora judicial
gere um cenário de “fato consumado”, em que não haverá mais árvores para
proteger em caso de decisão positiva ao pleito.
“São
inúmeros os vídeos de animais desesperados, tentando voltar à noite para onde
estavam e não conseguindo achar as árvores em que moravam, o lugar em que
estavam acostumados. É uma cena muito triste, me sinto impotente e desanimada
de ver que foi permitida uma coisa dessa. Na minha visão e de quase todos os
moradores, isso é um crime”, afirma a ilustradora Cintia Cristine, que mora a
poucos metros do local onde está o projeto da corretora.
A
reportagem buscou a empresa responsável pelo empreendimento por diferentes
meios de contato. Por WhatsApp, o advogado responsável pela defesa do Vitta
Fazendinha, Ricardo Monteiro, informou que não haverá manifestação até o
julgamento do TJ-SP.
O
licenciamento obtido para desmatamento na Floresta Fazendinha também está sendo
questionado pela Bancada Feminista do PSOL na Assembleia Legislativa de São
Paulo (Alesp). O mandato oficiou as secretarias de Habitação e Meio Ambiente de
São Paulo, requerendo informações e questionando a autorização de supressão de
vegetação.
“Os
fatos observados in loco indicam um cenário de impacto ambiental significativo
que não parece compatível com a eventual aprovação concedida, sugerindo
fragilidade ou desatualização da análise técnica adotada. Diante do exposto,
também solicitamos: Revisão urgente da análise técnica, considerando os
indícios de dano ambiental em curso. Ressaltamos que a continuidade das
intervenções, sem a devida segurança técnica e jurídica, pode resultar em danos
irreversíveis à biodiversidade local, contrariando princípios fundamentais da
legislação ambiental brasileira, como o princípio da precaução”, afirma o
documento encaminhado à Secretaria do Meio Ambiente.
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Licenciamento “não se sustenta mais”, diz biólogo
Para o
biólogo Cesar Pegoraro, educador da Fundação SOS Mata Atlântica, a licença da
Cetesb é “superficial” e não considera o contexto e a legislação atual. “Nesses
50 anos [desde o licenciamento do loteamento], o mundo mudou demais, a
metrópole adensou, muitas áreas foram perdidas. Ficou muito claro, por estudos
científicos, [o avanço da] emergência climática e o papel dessas florestas
[frente a isso]. É completamente descontextualizado a gente olhar para uma
licença que já caducou pelo seu tempo e se apoiar juridicamente em algo que
hoje em dia não se sustenta mais”, diz.
A
situação da Fazendinha, vale frisar, não é inédita: na Grande São Paulo, vários
trechos de Mata Atlântica que sobreviveram à urbanização estão sob risco, como
ressalta Malu Ribeiro, diretora de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica.
“Tem muitos empreendimentos imobiliários fazendo pressão nessa região. Nós
conseguimos que o [governo do] Estado criasse recentemente o Parque Estadual do
Morro Grande, mas a pressão [da especulação imobiliária] nos municípios é muito
forte”, diz. Criada em novembro de 2025, a Unidade de Conservação de proteção
integral citada por Ribeiro fica entre os municípios paulistas de Cotia e
Ibiúna.
Já a
Cetesb afirmou em sua nota que “o licenciamento ambiental do empreendimento foi
conduzido em conformidade com a legislação vigente”, que as vistorias técnicas
realizadas na área identificaram vegetação nativa em estágios inicial e médio
de regeneração, além da presença de espécies exóticas” e que a autorização de
supressão de vegetação foi “condicionada à compensação ambiental de 13,9
hectares” – sem especificar onde a compensação será realizada.
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Floresta tomou obra abandonada e hoje abriga 131 espécies de animais
A
história do empreendimento remete à segunda metade dos anos 1970. Foi nessa
época que o loteamento, então em fase de planejamento, recebeu licenciamento de
instalação (procedimento distinto do licenciamento ambiental) pela Cetesb, foi
aprovado pela prefeitura e registrado no cartório. No início da década
seguinte, entre 1980 e 1981, a vegetação que tomava a área foi suprimida e
houve inclusive a abertura de vias. Só que o projeto não foi para frente, o
terreno foi abandonado e a natureza seguiu seu curso.
Ao
longo das quatro décadas seguintes, a vegetação nativa da Mata Atlântica voltou
a tomar o local de maneira generalizada. Para a Cetesb, trata-se de vegetação
em “estágio inicial e médio” de regeneração. De acordo com estudo técnico
encomendado pela Associação dos Amigos da Fazendinha (Amafaz), no entanto, as
evidências revelam uma floresta em estágio médio e avançado – o que ensejaria
maior proteção ambiental.
O
estudo caracteriza a área como “floresta ombrófila densa” e identifica a
presença de 131 espécies de animais na região, incluindo quatis, tatus,
veados-mateiros e cachorros-do-mato – um indicativo de que a área verde tem
características de floresta madura, condição intrínseca para a presença dessas
espécies. A análise técnica também aponta que a floresta abriga nascentes e
áreas de recarga hídrica centrais para o Sistema Baixo Cotia, que abastece uma
população superior a 460 mil pessoas.
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“Cada árvore que eu vejo caindo no chão é uma tristeza”
Os
defensores da floresta de pé destacam ainda que a consolidação da vegetação da
área foi tamanha que a região passou a compor o Inventário Florestal de São
Paulo (uma iniciativa oficial do governo estadual) e a figurar em mapas
oficiais de georreferenciamento, como o MapBiomas. Além disso, a Fazendinha é
parte do Cinturão Verde de São Paulo, uma reserva da biosfera reconhecida pela
Unesco e que conecta diferentes áreas verdes da Região Metropolitana e da
Baixada Santista, funcionando como corredor ecológico e exercendo um papel
central na preservação e regeneração da Mata Atlântica, além de prestar
serviços ecossistêmicos.
“[Áreas
como essa] têm um papel estratégico de regulação climática, não só para a
metrópole de São Paulo, mas para uma região inclusive maior. Essas áreas têm
realizado papéis importantíssimos no resfriamento da temperatura de várias
regiões”, aponta Pegoraro.
No caso
do Vitta Fazendinha, são 66 lotes, com metragens que variam entre 500 e 1000
m². Só pela compra do terreno, os valores cobrados chegam a R$ 1 milhão. O
loteamento inclui estrutura de segurança, além de rede de esgoto, água e
eletricidade. Um dos “diferenciais” do empreendimento, segundo uma corretora
com quem a reportagem conversou, é que o lote já vem “limpo” – ou seja, sem as
árvores nativas da Mata Atlântica – e pronto para a construção.
A
“limpeza” da área começou no início de setembro de 2025. Nos dias seguintes à
supressão, foram instaladas redes ao longo da área – o que desencadeou os
problemas com a fauna relatados e registrados pelos vizinhos da floresta. Um
vídeo feito por um morador à época mostra um cachorro-do-mato correndo de
maneira desorientada, sem conseguir voltar à área ainda preservada devido
às redes.
Quem
defende a Fazendinha de pé tenta se mobilizar para impedir a destruição
completa, mas se lamenta com o cenário que se desenha. É o caso da diarista
Maria das Dores, que cresceu na região e trabalha em casas próximas ao
empreendimento.
“Pra
gente, que foi criado junto com os bichos, cada árvore que eu vejo caindo no
chão é uma tristeza. Tem duas semanas que eu estou tendo ansiedade de ver [essa
cena]. É muito triste ver o que está acontecendo aqui na Fazendinha”, diz.
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Batalha judicial foi iniciada por organização de defesa ambiental
Nos
dias seguintes ao início da supressão vegetal, ainda em setembro passado,
iniciou-se a batalha judicial.
O
Instituto Nina Rosa, organização que atua na defesa dos direitos dos animais e
na proteção do meio ambiente, apresentou uma ação civil pública, pedindo que o
desmatamento fosse interrompido de imediato e que as licenças concedidas fossem
suspensas. A ação defendia que a regeneração da área constitui um “novo fato
ecológico” e acionaria o regime de proteção da Lei da Mata Atlântica – que
restringe a supressão de vegetação em estágio médio e avançado de regeneração.
Em manifestações no âmbito do processo em diferentes momentos, a suspensão foi
defendida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP).
Em 9 de
outubro do ano passado, o juiz de primeira instância acolheu os argumentos do
Instituto Nina Rosa em decisão liminar, determinando a suspensão do
desmatamento e de qualquer outra atividade na área, além de suspender “a
eficácia de todas as licenças e autorizações concedidas que sejam incompatíveis
com a Lei da Mata Atlântica e demais normas de proteção à fauna e flora”.
Para o
juiz Gustavo Kaedei, da 2ª Vara Cível de Carapicuíba, a tese do “novo fato
ecológico” é “juridicamente plausível”, considerando que a regeneração da área
florestal por mais de quatro décadas atraiu a incidência da legislação
ambiental atual (incluindo a Lei da Mata Atlântica).
Para o
magistrado, a autorização da Cetesb contraria parecer técnico da própria
agência ambiental, que exigia que as autorizações para supressão fossem
requeridas “em processo específico pelos proprietários dos lotes”. “Ao expedir
uma licença única para a totalidade do loteamento, a Cetesb aparentemente
violou sua própria orientação técnica, fragilizando o controle ambiental que a
análise individualizada visava garantir”, afirma.
A
decisão aponta ainda que as evidências apresentadas nos autos indicam que “a
supressão da vegetação ocorre sem um adequado plano de manejo e resgate de
fauna”, o que “em tese, configura a prática de crueldade contra os animais”.
As
empresas responsáveis pelo Vitta Fazendinha, no entanto, recorreram da decisão,
defendendo a legitimidade da autorização da Cetesb e afirmando que “a
paralisação completa das obras impediria a continuidade de medidas essenciais
do Plano de Afugentamento de Fauna (PAF) e do Projeto de Restauração
Ecológica”.
No fim
de novembro, o desembargador Nogueira Diefenthäler, da Câmara Reservada ao Meio
Ambiente do TJ-SP, acatou parcialmente os argumentos da defesa em agravo de
instrumento. Para o desembargador, a autorização da Cetesb não pode ter a
“presunção de legitimidade” [a validade] questionada antes de uma análise mais
profunda. Diefenthäler liberou o desmatamento “em áreas que induvidosamente,
não se insiram em APPs [áreas de proteção ambiental]” e previu que essas áreas
serão discriminadas “ao longo do processo”.
Enquanto
não há análise definitiva do Tribunal, o desmatamento segue ocorrendo de
maneira acelerada.
• MPF recomenda criação de sistema
nacional para monitorar contaminação por mercúrio com foco na Amazônia
O
Ministério Público Federal (MPF) expediu recomendação a órgãos federais e
estaduais para a criação de um Sistema Nacional de Monitoramento da
Contaminação por Mercúrio, com destaque para a Amazônia. A iniciativa busca
estabelecer uma governança de dados sólida para enfrentar a grave contaminação
ambiental e humana pelo metal detectada em diversas bacias hidrográficas da
região e propõe medidas para rastreabilidade de exames e comunicação de riscos.
No
plano federal, a recomendação foi encaminhada à Secretaria Nacional de Meio
Ambiente e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do
Clima (SQA/MMA), ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis (Ibama) e à Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do
Ministério da Saúde (SVSA/MS). Em âmbito estadual, o documento foi enviado ao
Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), à Secretaria de Estado do
Desenvolvimento Ambiental de Rondônia (Sedam/RO), à Fundação Estadual do Meio
Ambiente e Recursos Hídricos de Roraima (Femarh) e às secretarias de Saúde.
O
procurador da República André Luiz Porreca Ferreira Cunha, titular do 2º Ofício
da Amazônia Ocidental do MPF, destaca que o objetivo é promover uma atuação
coordenada contra os riscos do uso de mercúrio no garimpo ilegal de ouro. A
unidade é especializada no combate à mineração ilegal nos estados do Amazonas,
Acre, Roraima e Rondônia.
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Gravidade da contaminação
Laudos
periciais da Polícia Federal (PF) e estudos de instituições como a Fundação
Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Greenpeace e o WWF-Brasil confirmaram altas
concentrações do metal em peixes e sedimentos. O Greenpeace informou níveis de
contaminação muito superiores ao limite de segurança de 0,5 μg/g estabelecido
pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em alguns casos, a ingestão de
mercúrio chegou a ser 26,7 vezes maior do que a dose de referência da Agência
de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos (EUA).
Análise
na região de Porto Velho (RO) revelou que 26,1 % dos peixes coletados no estudo
apresentaram níveis superiores ao recomendado. Entre os grupos mais
vulneráveis, observou-se que mulheres em idade fértil ingerem aproximadamente 8
vezes mais mercúrio do que o recomendado, enquanto crianças de 2 a 4 anos
ingerem 27 vezes a dose segura. O WWF-Brasil apontou que 21,3% dos peixes
comercializados em centros urbanos amazônicos estão contaminados, evidenciando
o padrão de bioacumulação na cadeia alimentar.
O MPF
fundamenta a recomendação no dever constitucional do Estado de garantir o
direito ao meio ambiente equilibrado e à saúde, o que exige ações preventivas
contra riscos sanitários e ambientais associados ao mercúrio. A peça ressalta
que essa atuação é reforçada pela Política Nacional do Meio Ambiente (Lei nº
6.938/1981) e pela Convenção de Minamata (Decreto nº 9.470/2018), tratado
internacional que classifica o metal como substância de preocupação global e
estabelece diretrizes para seu controle.
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Medidas
O MPF
recomenda que o Ministério do Meio Ambiente crie o Sistema Nacional de
Monitoramento da Contaminação por Mercúrio, com foco na Amazônia, e apresente
cronograma para sua implementação. A plataforma deve ser pública,
georreferenciada e seguir diretrizes técnicas nacionais de monitoramento. Ao
Ibama, foi orientada a criação de uma rotina permanente para coletar e
sistematizar dados ambientais em áreas impactadas pela mineração. O órgão deve
padronizar metodologias de registro, armazenamento e análise de dados.
Para o
Ministério da Saúde, a recomendação foca na articulação de dados ambientais e
epidemiológicos e na estruturação de estratégia de vigilância de populações
expostas na Amazônia. As medidas incluem a padronização de fluxos de
notificação de intoxicação e a publicação de boletins técnicos periódicos sobre
a situação sanitária.
Aos
órgãos estaduais de meio ambiente, solicitou-se o monitoramento permanente do
mercúrio na água, nos sedimentos e nos peixes, com plano amostral por bacia
hidrográfica e a publicação de relatórios periódicos. Às secretarias de saúde,
recomendou-se a consolidação de bases de dados sobre notificações de
intoxicação pelo metal, com a estruturação do fluxo de vigilância e resposta a
suspeitas de exposição, além de ações de comunicação de risco para as
populações.
Os
órgãos têm o prazo de 30 dias para informar sobre o acatamento das
recomendações. O descumprimento poderá levar à adoção de medidas
administrativas e ações judiciais cabíveis.
Fonte:
Por Rafael Oliveira, da Agência Pública/PGR

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