segunda-feira, 28 de outubro de 2024

João Filho: ‘Bolsonaro e Valdemar brigam pelo dinheiro e comando do PL… e da extrema direita’

Aumentou o clima de guerra fria entre Jair Bolsonaro e Valdemar da Costa Neto pelo controle do PL. Proibidos pela justiça de se falarem por conta da investigação da tentativa de golpe de Estado, o presidente de honra e o presidente de fato do partido trocaram farpas pela imprensa nas últimas semanas.

Apesar de se tratarem de maneira elogiosa publicamente, com a falsidade característica dessa gente golpista, ambos têm passado recados claros nas entrelinhas. No último dia 11, Valdemar declarou que apoiar uma eventual candidatura Tarcísio de Freitas, hoje no Republicanos, seria o “primeiro da fila” entre as opções do PL para a disputa à presidência em 2026.

Bolsonaro não deixou barato e declarou em entrevista: “Eu sei que não sou nada no partido, agradeço muito o Valdemar por ser presidente de honra, mas o candidato para 2026 é Jair Messias Bolsonaro”. O ex-presidente está inelegível até 2030, mas não admite que ninguém do seu campo político cogite qualquer outro candidato presidencial que não seja ele. 

Em outra entrevista, Valdemar ousou um pouco mais e criticou diretamente a postura intransigente de Bolsonaro em não querer apoiar candidatos do PL nas cidades em que o partido está coligado com partidos de esquerda, como é o caso de São Luís, no Maranhão.

“Há lugares no Brasil, como no Maranhão, onde não há esquerda e direita. Há gente com fome. Vamos ter de trazer esse pessoal para ganhar a eleição. Trazer não é difícil. O duro é o Bolsonaro e o pessoal da extrema direita aceitar. Eles não querem”, afirmou Valdemar.

O ex-presidente respondeu novamente, mas de maneira velada, sem citar o nome do correligionário: “Quer dizer que não tem pessoas honestas no Maranhão? Temos como fazer no Maranhão 400 deputados federais que vão orgulhar o estado, o partido e o Brasil. Eu não posso entender alguém dizer que não tem bolsonarista no Maranhão”.

Outro motivo de disputa entre os dois é o controle da Fundação Álvaro Valle — órgão do PL responsável por realizar pesquisas e cursos de formação do partido. Bolsonaro quer colocar o 03, Eduardo Bolsonaro, no comando da fundação que tem um orçamento milionário — cerca de R$ 20 milhões só neste ano.

Eduardo Bolsonaro pretendia assumir a fundação para usar a verba em atividades destinadas a difundir a ideologia de extrema direita e alimentar a militância bolsonarista. Hoje, o órgão é chefiado por uma aliada política de Valdemar, que já deixou claro que não irá ceder ao pedido de Bolsonaro.

“A fundação fica comigo. Ninguém da família Bolsonaro tocou nesse assunto comigo e não há briga. Aquilo que não gasto com o partido durante o ano vem para a fundação e já guardamos para a eleição seguinte. E, do jeito que o partido está, tem sido difícil guardar verba”, declarou Valdemar, numa tentativa de disfarçar que existe uma luta pelo orçamento do órgão.

Depois de deixar Bolsonaro furioso ao cogitar Tarcísio como candidato do PL em 2026, Valdemar voltou atrás e afirmou em nova entrevista que o ex-presidente conseguirá reverter a inelegibilidade e será o candidato do partido.

É claro que ele não acredita nisso, tanto que não descartou a possibilidade do ex-presidente ser preso: “O Bolsonaro vai ser candidato. Sabe por quê? Se prenderem o Bolsonaro e ele lançar de candidato um poste para Presidente da República?”.

Valdemar disse ainda que hoje o PL não tem votos para vencer Lula em 2026, o que é verdade. Para conquistar esses votos, ele sabe que é preciso costurar alianças com setores da direita e do centro que não fazem parte do bolsonarismo raiz. Para o presidente do PL, o radicalismo bolsonarista já deu o que tinha que dar e o único caminho para o sucesso na próxima eleição presidencial é o do pragmatismo.

Apesar de Tarcísio de Freitas dizer que Bolsonaro será o seu candidato e publicamente demonstrar fidelidade canina a ele, suas movimentações políticas deixam claro que ele tem se preparado para ser o candidato em 2026.

Ao contrário de Bolsonaro, Tarcísio entrou de cabeça na campanha de Ricardo Nunes em São Paulo e prestou apoio a vários candidatos de centro e direita do estado que estão fora da órbita do bolsonarismo.

Não é à toa que Kassab, o grande vencedor das eleições municipais, já deixou claro qual é o seu projeto: “Meu projeto é Tarcísio, sendo Tarcísio, eu vou estar alinhado com o projeto que seja compatível com o projeto do Tarcísio, seja ele governador ou presidente”, disse Kassab. Essas movimentações de Tarcísio nos bastidores têm preocupado o clã Bolsonaro, que percebeu que o seu poder de influência dentro da direita está minguando.

Bolsonaro continua sendo a maior liderança da direita, mas já não tem o mesmo apelo eleitoral de antes. Isso ficou evidente em várias disputas municipais, principalmente em São Paulo, onde o sucesso da candidatura de Pablo Marçal revelou que nem todo eleitor bolsonarista vota em quem o mito mandar.

O sucesso eleitoral do PSD de Kassab mostrou que é possível um partido de direita sobreviver eleitoralmente fora do guarda-chuva do bolsonarismo. Valdemar está lendo esses sinais e, por isso, passou a estufar o peito dentro do partido.

Ele entende que o PL precisa retomar o pragmatismo para se manter forte, e a presença do ex-presidente é um entrave para isso. Está bastante claro que o radicalismo bolsonarista não será suficiente para evitar a reeleição de Lula em 2026.

Bolsonaro e Valdemar mantêm uma relação tensa há tempos, que só durou até aqui por conveniência mútua. O primeiro tem os votos, enquanto o segundo tem o partido com o maior orçamento do país.

Mas o cenário está mudando e tudo indica que essa relação, que sempre foi frágil, está caminhando para uma ruptura. Valdemar parece estar disposto a sacrificar Bolsonaro para recolocar o partido no caminho do pragmatismo.

Dentro desse contexto, não é difícil imaginar que o presidente do PL não só está cogitando a possibilidade de Bolsonaro ser preso, como está torcendo para que isso aconteça. Com o ex-presidente enjaulado, o PL ficaria livre para formar uma coalizão em torno de Tarcísio e chegar forte em 2026 para enfrentar Lula.

 

•        Gayer é abandonado por Bolsonaro e Michelle, com quem esteve um dia antes da operação da PF

Fiel escudeiro de Jair Bolsonaro (PL) no Congresso, o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) foi abandonado pelo ex-presidente e pela ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, ao ser alvo de um mandado de busca e apreensão em investigação sobre um suposto esquema de corrupção com cota parlamentar.

Gayer, que deu chilique na chegada dos agentes da Polícia Federal (PF) em sua casa, é investigado por ser líder de uma organização criminosa que falsificava documentos para a criação de uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) fraudulenta que, segundo a investigação, pagava o aluguel de seus negócios pessoais, uma escola de inglês e uma loja de camisetas, em Goiânia (GO), com dinheiro público, da cota parlamentar.

Segundo os agentes da PF, o bolsonarista é a “peça central” da organização criminosa que desviava dinheiro da cota parlamentar e falsificava documentos com o objetivo de criar uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) fraudulenta.

Após a ação da PF, o bolsonarista foi às redes sociais chorar e dizer que a polícia bateu à sua porta às 6h. “Não falam o porquê que tô sofrendo busca e apreensão, claramente querendo prejudicar meu candidato Fred Rodrigues (PL-GO) aqui em Goiânia. Esses policiais viraram jagunços de um ditador”, reclamou em um vídeo divulgado em seu perfil no X, referindo-se a Alexandre de Moraes. “Vieram à minha casa, levaram meu celular, HD, essa democracia relativa está custando caro para o nosso país.”

<><> Abandono

No entanto, a ação da PF contra Gayer foi completamente ignorada por Jair Bolsonaro e pela ex-primeira-dama, Michelle, que esteve em Goiânia ao lado do deputado no dia anterior.

Assim como o ex-presidente, Michelle ignorou a ação da PF contra o deputado, mesmo tendo publicado fotos ao lado dele horas antes.

Ao lado de Damares Alves (Republicanos), a ex-primeira-dama participou de um ato ao lado de Gayer em apoio ao candidato bolsonarista na capital goiana na quinta-feira (24).

<><> Showzinho na PF

Segundo a coluna de Igor Gadelha, no portal Metrópoles, Gayer resolveu gritar as típicas “bolsonarices” para os agentes da PF que cumpriam mandado de busca e apreensão.

Primeiro ele bradou que aquilo era “uma vergonha” por parte da Polícia Federal, dizendo na sequência que instituição teria se tornado uma “Gestapo” do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

No entanto, os policiais não deixaram por menos e repreenderam o parlamentar de extrema direita, exigindo que ele agisse com respeito, o que o fez baixar o tom.

•        Ex-cunhado de Marcola do PCC vira alvo de inquérito por suposta coação de votos para Nunes

O Chefe de Gabinete da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB), Eduardo Olivatto, que é ex-cunhado de Marcos Willians Herba Camacho, o Marcola, principal líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), se tornou alvo de um inquérito policial determinado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) nesta sexta-feira (25).

O motivo é o fato de Olivatto ter utilizado a estrutura de uma empresa terceirizada para supostamente pressionar e coagir funcionários terceirizados da prefeitura a votarem no atual prefeito Ricardo Nunes (MDB) nas eleições municipais.

O inquérito policial contra Olivatto foi determinado pelo Promotor Eleitoral da 2ª Zona Eleitoral, Joel Bortolon Junior, a partir de ação protocolada pela deputada federal Luciene Cavalcante, pelo deputado estadual Carlos Giannazi e pelo vereador Celso Giannazi. Segundo a denúncia, Olivatto teria feito um discurso de tom coercitivo nas instalações da Potenza Engenharia e Construções, empresa contratada pela prefeitura de São Paulo para serviços de infraestrutura, solicitando que os funcionários votassem em Nunes.

O vídeo do ocorrido, amplamente divulgado nas redes sociais e confirmado pelo jornal Folha de São Paulo, mostra o Chefe de Gabinete direcionando os funcionários: "Será que eu consigo fazer com que vocês reflitam e a gente consiga buscar esse entendimento para a gente dar prosseguimento junto com o Ricardo Nunes?".

A Potenza, que presta serviços essenciais à prefeitura, como poda de árvores e manutenção de áreas verdes, recebeu mais de R$ 800 milhões em contratos desde 2021, o que, segundo os autores da ação, agrava ainda mais a situação. Eles argumentam que o uso de uma empresa terceirizada para fins eleitorais fere os princípios da administração pública e configura abuso de poder econômico e político.

"Não restam dúvidas que a conduta do Sr. Eduardo Olivatto viola princípios da administração pública, por ser flagrantemente ilegal, imoral e exercida em abuso de poder político e de autoridade, com o único intuito de beneficiar a recandidatura do atual Prefeito, e, para isso, macula a lisura do processo eleitoral", diz trecho da ação apresentada ao MP.

A denúncia invoca a Lei nº 13.165/2015, que reformou a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97), enfatizando que a utilização de estruturas públicas ou de empresas terceirizadas contratadas pelo poder público para influenciar o resultado de eleições constitui uma grave infração. Além disso, os artigos 299 e 300 do Código Eleitoral preveem penas de reclusão e multas para crimes de assédio e coerção eleitoral.

O caso levanta questionamentos sobre a imparcialidade do pleito, uma vez que os trabalhadores terceirizados da Potenza podem ter se sentido pressionados a apoiar o atual prefeito em troca da manutenção de seus empregos, gerando um ambiente de intimidação.

"Ao constranger os trabalhadores a votarem no Ricardo Nunes em tom coercitivo, conforme comprova a matéria jornalística, o Sr. Eduardo Olivatto pratica ato de coerção, com a ameaça implícita de que os trabalhadores terceirizados serão prejudicados caso não contribuam com a reeleição do atual Prefeito", dizem os autores da denúncia.

"Fato é que a coerção dos funcionários da empresa terceirizada Potenza e o uso da estrutura pública para fins eleitorais violam não apenas os princípios da ética e da moralidade administrativa, mas também comprometem o ambiente de trabalho, fazendo com que os trabalhadores se sintam pressionados a tomar posições políticas para garantir a manutenção de seus empregos", prosseguem.

Quem é Eduardo Olivatto

Eduardo Olivatto, irmão de Ana Maria Olivatto, ex-mulher de Marcos Willians Herba Camacho, o Marcola, principal líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital, o PCC, atua como chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras (SIURB) na gestão Ricardo Nunes (MDB) na Prefeitura de São Paulo.

A informação foi divulgada por Mateus Araújo e Thiago Herdy no portal Uol e confirmada pela Fórum no portal oficial da prefeitura de São Paulo.

Olivatto, que aparece em foto ao lado de Ricardo Nunes e de Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, é subordinado ao secretário Marcos Monteiro e à adjunta, Adriana Siano Boggio Biazzi, e atua como uma espécie de número 3 da pasta de Infraestrutura e Obras do atual prefeito, candidato à reeleição.

Ex-mulher de Marcola, Ana Maria foi assassinada em disputas internas do PCC em outubro de 2002.

Servidor de carreira da prefeitura, Olivatto é vinculado ao empresário Fernando Marsiarelli, que foi quem mais faturou com contratos emergenciais, sem licitação na gestão de Nunes, segundo o Uol.

Marco Antônio Olivatto, irmão de Eduardo e também ex-cunhado de Marcola, é secretário no gabinete do deputado federal Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP), que foi preso em novembro de 2017 na operação Caixa D'Água, que investigava crimes eleitorais.

Figura histórica da política paulista, Antônio Carlos Rodrigues teria sido o fiador da negociata entre o PL, de Valdemar da Costa Neto e Jair Bolsonaro, que selou o apoio do partido ao prefeito Ricardo Nunes na tentativa de reeleição.

Ele foi nomeado como secretário parlamentar em 7 de junho deste ano, em meio aos acordos na pré-campanha, com um salário bruto de R$ 9.119,22.

<><> OIivatto, Nunes e rachadinha na prefeitura

Um servidor municipal de carreira de São Paulo denunciou à Fórum que Ricardo Nunes (MDB), atual prefeito paulistano e candidato à reeleição, supostamente praticaria o crime de peculato, conhecido como “rachadinha”, mesmo antes de assumir o comando da cidade. Ele citou detalhes ainda de como funcionaria um suposto esquema irregular em contratos emergenciais milionários na Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB), cujo chefe de gabinete é Eduardo Olivatto, alvo de matérias jornalísticas de vários veículos de imprensa por ser ex-cunhado de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo do PCC, a maior organização criminosa do Brasil e que opera em pelo menos 24 países.

A denúncia, segundo o próprio autor, será apresentada à Polícia Federal nos próximos dias, incluindo todo o arcabouço probatório que ele afirma possuir.

Na entrevista exclusiva à Fórum, o funcionário público, que apresentou seu vínculo com a administração municipal, mas pediu para não ter a identidade revelada, afirmou que Nunes sempre teve muita influência na SIURB, desde o período em que o prefeito Bruno Covas ainda era vivo, e de quem o atual gestor era vice. Nas palavras do denunciante, o candidato do MDB que busca um novo mandato no Palácio do Anhangabaú “oferecia cargos” para algumas pessoas para que “devolvessem parte dos vencimentos” dos supostos indicados, ou então nomeava colaboradores que nunca exerceram função alguma na prefeitura, a quem chamou de “fantasmas”.

“Quando foi assumido pela turma do Ricardo [Nunes], a SIURB fez parte da negociação do apoio do MDB à Prefeitura de São Paulo, na eleição do Bruno [Covas], [a pasta] é a única secretaria que o prefeito tem domínio total, inclusive ele já oferecia cargos em troca de rachadinha para pessoas que ele precisava colocar na campanha, ou funcionário fantasma, [para que] devolvesse parte do salário”, acusa o servidor.

Na denúncia, o funcionário da Prefeitura de São Paulo deu pormenores de como operaria um suposto esquema criminoso em contratos emergenciais celebrados entre a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB) e empresas prestadoras de serviço. Ele começou falando sobre a entrada de Eduardo Olivatto para o cargo de chefe de gabinete da referida secretaria e de como ele teria colocado gente de seu convívio, com a anuência de Nunes, para tocar os trabalhos na pasta.

“Foi após a chegada do Eduardo [Olivatto] que a gente percebeu um aumento significativo e muito grande nesses contratos emergenciais. O departamento se chamava Licitações e Contratos, tinha a parte de cadastro, licitação e contrato. Tudo no mesmo departamento. Eles tiraram, separaram o Departamento de Licitações e Contratos e trancaram a Licitações, montaram um time onde quem é o chefe de tudo isso é o chefe de gabinete, e ele trouxe pessoas da confiança dele e também usou pessoas que já estavam lá”, relata.

“O Eduardo [Olivatto] é o chefe de gabinete, né. É ele que contrata, ele que demite, e coordena o esquema todo. Bom, o Eduardo tem uma pessoa de confiança dele, que é o braço direito dele, que é uma mulher que se chama Mônica Pessoa. Ela tem uma função administrativa, né, dentro da secretaria, e uma função de operar também o esquema deles. A Mônica ajuda nessas questões junto às construtoras e todas as empresas que estão lá dentro. Ela cuida da parte administrativa dentro da secretaria com a ajuda da Milena [Borges Moreira Gobatti, do Departamento de Administração e Finanças], e aí colocaram a Adriana [Siano Boggio Biazzi], a atual secretária-adjunta, que já é uma engenheira de carreira, mas ela veio da SP Obras, quando o o outro secretário-adjunto que não compactuava com essas ações saiu, e aí colocaram na SP Obras um rapaz do MDB, chamado Bruno Gabriel [Mesquita]”, explica o entrevistado.

 

Fonte: The Intercept/Fórum

 

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