Veja
5 motivos para avaliar o coração antes de retomar os treinos
Retomar
a rotina de exercícios físicos é um passo importante para a saúde. No entanto,
especialistas alertam que, antes de voltar aos treinos, principalmente após um
período de sedentarismo, doença ou mudanças no estilo de vida, é importante
fazer uma avaliação cardiológica.
O
objetivo é garantir que o coração esteja preparado para o esforço e reduzir
riscos durante a prática esportiva.
A
Sociedade Brasileira de Cardiologia e a American Heart Association afirmam que
a avaliação cardiovascular de rotina pode identificar condições silenciosas e
orientar a intensidade segura dos treinos.
“Durante
o exercício, o coração trabalha mais. A frequência cardíaca sobe, a pressão
pode aumentar e o músculo cardíaco precisa de mais oxigênio. Se existir alguma
doença ainda silenciosa, como uma obstrução nas coronárias ou uma arritmia,
esse aumento de demanda pode ser o momento em que ela aparece. Então, a
avaliação serve para tornar o retorno mais seguro, orientar a intensidade
inicial e identificar quem precisa de investigação adicional antes de começar”,
explica Rosangeles Konrad, professora de cardiologia na Afya Brasília.
A
seguir, especialistas apontam cinco motivos para procurar um cardiologista
antes de retomar os exercícios. Veja!
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Prevenção de infarto
O
aumento repentino da demanda por oxigênio durante o treino exige que as
artérias coronárias estejam desobstruídas. Pessoas que possuem fatores de
risco, como colesterol elevado, tabagismo ou histórico familiar, podem possuir
placas de gordura ainda não diagnosticadas.
O
esforço físico pode causar o rompimento de uma dessas placas, resultando em um
infarto agudo do miocárdio. O teste de esforço (teste ergométrico) é a
ferramenta padrão para observar como o coração reage sob pressão.
“Alguns
grupos merecem mais atenção, como pessoas sedentárias que querem iniciar
atividade intensa, homens acima de 40 anos, mulheres acima de 50, quem tem
hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade ou histórico familiar de
doença cardíaca precoce. Também é importante para quem já teve infarto,
arritmia, insuficiência cardíaca ou alguma doença valvar. Nesses casos, a
avaliação ajuda a definir qual tipo de exercício é mais seguro e qual
intensidade faz sentido naquele momento”, acrescenta Konrad.
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Detectar doenças cardíacas silenciosas
Algumas
doenças cardíacas não apresentam sintomas claros no dia a dia, mas podem se
manifestar durante o esforço físico. Problemas como arritmias, alterações
estruturais do coração ou obstruções nas artérias podem passar despercebidos
por anos.
Exames
simples, como eletrocardiograma e teste ergométrico, ajudam a identificar essas
alterações e reduzir o risco de complicações durante o exercício.
“Em
relação às alterações estruturais, a gente tem a cardiomiopatia hipertrófica,
que é a principal causa de morte súbita em jovens atletas, anomalias congênitas
das coronárias, pessoas que nascem com as artérias do coração em lugares
diferentes do que o habitual e os problemas de válvulas”, explica Marcelo
Bergamo, cardiologista.
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Identificar fatores de risco cardiovascular
Hipertensão,
colesterol elevado, diabetes e histórico familiar de doença cardíaca são
fatores que aumentam o risco de problemas durante o esforço físico.
Segundo
especialistas, o check-up cardiológico permite mapear esses fatores e
estabelecer estratégias de prevenção antes do início de um programa de
exercícios.
“Dor ou
pressão no peito, falta de ar desproporcional ao esforço físico, palpitações ou
batimentos irregulares, tontura ou desmaio, especialmente quando ocorre durante
o esforço, fadiga excessiva recente, de início recente e inchaço nas pernas são
alguns sinais que merecem atenção. Eles exigem uma avaliação cardiológica antes
de qualquer esforço físico mais intenso”, acrescenta Bergamo.
Avaliar
riscos após longos períodos sem atividade
Quem
passou meses ou anos sem se exercitar pode ter redução da capacidade
cardiovascular. Nesse caso, voltar diretamente a treinos intensos pode
sobrecarregar o organismo.
A
avaliação médica ajuda a determinar limites seguros de frequência cardíaca,
intensidade e progressão dos treinos, evitando sobrecarga no coração.
Além
disso, após infecções virais ou períodos de recuperação de doenças, o coração
pode sofrer inflamações ou alterações temporárias. Em alguns casos, exercícios
intensos nesse momento podem agravar o quadro.
Por
isso, a liberação médica é recomendada principalmente quando houve sintomas
como cansaço excessivo, falta de ar ou palpitações após uma doença.
Personalizar
o treino com mais segurança
A
avaliação cardiológica não serve apenas para identificar problemas, ela também
ajuda a montar um plano de treino mais adequado.
Com
base em exames e histórico clínico, o médico pode orientar qual o esforço
ideal, a frequência dos treinos e o tipo de atividade mais indicado para cada
pessoa.
Fonte:
CNN Brasil

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