Hipnoterapia:
o que é, como funciona e para quem é indicada
Você já
ouviu falar sobre hipnoterapia? A técnica, também conhecida como hipnose
clínica, utiliza estados de relaxamento profundo e foco concentrado e tem
ganhado espaço no tratamento de questões emocionais, mentais e até mesmo
físicas.
Durante
as sessões, o paciente é conduzido a um estado de relaxamento intenso com o
objetivo de promover mudanças de comportamento, aliviar sintomas e melhorar o
bem-estar.
“A
hipnose permite ultrapassar o chamado fator crítico da mente consciente,
possibilitando a inserção de novas sugestões diretamente no subconsciente.
Quando essas sugestões são aceitas com a atitude mental correta, ocorre uma
reprogramação interna e, consequentemente, mudança real no comportamento e na
forma de sentir”, explica Yafit Laniado, hipnoterapeuta e psicanalista.
Ao
contrário do que muita gente imagina, o paciente não perde o controle nem fica
inconsciente. Ele permanece consciente, mas com maior foco interno e menor
interferência de pensamentos externos.
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Como funciona a técnica
O
processo geralmente começa com uma conversa inicial, em que o terapeuta
identifica as demandas e objetivos do paciente. Em seguida, são utilizadas
técnicas de indução hipnótica, como exercícios de respiração, visualizações
guiadas e estímulos verbais, para atingir o estado de relaxamento.
Nesse
estado, o profissional pode trabalhar crenças, memórias e padrões de
comportamento armazenados no subconsciente. A ideia é ressignificar
experiências e criar novas associações mentais mais saudáveis.
Após a
sessão, o paciente retorna gradualmente ao estado de atenção plena, sem efeitos
colaterais.
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Para que a hipnoterapia é indicada
A
hipnoterapia pode ser utilizada em diversos tipos de tratamentos. Alguns deles
são:
• Ansiedade e estresse
• Fobias e medos específicos
• Transtornos do sono
• Controle de dor crônica
• Compulsões (alimentação, tabagismo,
hábitos repetitivos)
• Baixa autoestima
• Dores crônicas (fibromialgia,
enxaquecas, tensões musculares)
• Síndrome do intestino irritável
• Bruxismo
• Disfunções sexuais de origem emocional
• Bloqueios emocionais e comportamentais
• Procrastinação e autossabotagem
Em
alguns casos, também pode ser aplicada para melhorar desempenho, foco e
autoconfiança. No entanto, especialistas destacam que os resultados variam de
pessoa para pessoa e dependem de fatores como a receptividade do paciente e a
qualificação do profissional.
“A
hipnoterapia é considerada uma técnica segura quando aplicada por profissionais
qualificados, mas exige critérios clínicos. Ela deve ser evitada ou utilizada
com cautela em pacientes com transtornos psiquiátricos graves, como psicose
ativa, esquizofrenia ou quadros dissociativos importantes, especialmente sem
acompanhamento médico. Além disso, durante o processo podem emergir emoções
intensas, o que exige preparo técnico do profissional’, acrescenta Roberta
Junqueira, psicóloga com formação em hipnoterapia pela OMNI Hypnosis Training
Center.
A
técnica pode ser utilizada sozinha ou em conjunto com tratamentos médicos ou
psicológicos convencionais. Nesses casos, ela pode potencializar resultados e
acelerar processos terapêuticos. No entanto, cada caso deve ser avaliado de
forma individual.
“Em
situações em que a origem do problema é predominantemente emocional ou
comportamental, ela pode, sim, ser suficiente e trazer resultados
significativos de forma mais rápida. No entanto, em quadros mais complexos ou
que envolvem questões médicas e psiquiátricas, o ideal é que seja integrada a
outros tratamentos, como psicoterapia tradicional ou acompanhamento médico”,
acrescenta Junqueira.
Fonte:
CNN Brasil

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