terça-feira, 21 de abril de 2026

Luís Nassif: Começou a delação de Vorcaro

A prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB (Banco Regional de Brasília) comprova que a delação de Daniel Vorcaro está a pleno vapor.

>>> O esquema funciona assim:

1. A perícia da Polícia Federal analisa o conteúdo dos celulares.

2. Identificando alguma fala suspeita, a PF vai a Vorcaro para que apresente o roteiro da propina.

3. Com as provas coletadas, procede-se à prisão dos suspeitos.

No caso de Paulo Henrique Costa, a perícia identificou mensagens de WhatsApp que mostravam “intimidade e proximidade” entre Vorcaro e ele. Em uma dessas conversas, Costa chega a sugerir que seria “legal” a sua esposa conhecer, antes, um apartamento em São Paulo, sugerindo que o imóvel seria entregue posteriormente, como benefício. O que fortaleceria a hipótese de que recebeu até R$ 140 milhões em imóveis, em troca de favorecimento ao Master.

No início dos vazamentos da operação, a jornalista Malu Gaspar acusou frontalmente o diretor de fiscalização do BC de ter induzido o Conselho do BRB a adquirir o Master. Até hoje não retificou a acusação.

Além dos textos, o padrão de comunicação entre os dois, combinado com planilhas e registros de valores em outros aparelhos, reforça o foco da PF em comprovar que o “acesso do Master ao BRB foi condicionado a vantagens indevidas” para o então presidente do banco.

Resta saber como se desenrolará a delação. Sabe-se que a supina falta de esperteza da articulação política do governo permitiu que tanto a CPI do INSS quando a do Master caísse nas mãos suspeitas do Ministro André Mendonça.

Ainda no início da operação, a corrente lavajatista da PF e da mídia conseguiu emplacar a narrativa de que o Master era um escândalo do governo Lula. Agora, com um oceano de diálogos e registros à mão, Mendonça e os delegados da PF poderão definir o roteiro com muito mais poder. Ou através de operações fundamentadas – como a que prendeu Paulo Henrique Costa – ou através de vazamentos com fins políticos, como ocorreu no início do processo.

Há grande possibilidade que as próximas semanas reservem surpresas impactantes no caso Master.

<><> Ex-presidente do BRB pode antecipar delação e ampliar pressão no caso Master

O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, preso na quarta fase da operação Compliance Zero da Polícia Federal, pode tentar antecipar um acordo de delação premiada no escândalo envolvendo o banco Master. As informações foram publicadas pela colunista Adriana Fernandes, da Folha de S.Paulo.

Segundo a análise, Costa — conhecido como PH — pode ter agora incentivos para firmar colaboração antes mesmo de Daniel Vorcaro, dono do Master, que já assinou um acordo de confidencialidade para iniciar negociações com investigadores.

Costa é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. As investigações apontam que ele teria ocultado seis imóveis recebidos como propina, avaliados em R$ 146,5 milhões. Como não ocupava posição de liderança na suposta organização criminosa, diferentemente de Vorcaro, uma eventual delação pode ter peso significativo ao atingir figuras de maior hierarquia.

Antes da prisão, o ex-presidente do BRB foi aconselhado a colaborar com as autoridades, mas resistiu, mesmo diante do avanço das apurações e da existência de provas consideradas robustas contra ele. Os motivos para essa decisão ainda não estão claros. Entre as hipóteses levantadas, está a possibilidade de que ele tenha recebido ou esperado receber vantagens para não delatar.

Outra linha considerada, embora menos provável, é a de que Costa não tivesse pleno conhecimento do volume de mensagens comprometedoras armazenadas por Vorcaro em seu celular, que poderiam implicá-lo diretamente.

Com a mudança de cenário após a prisão, a avaliação é que Costa pode não ter mais razões para preservar outros envolvidos. No entanto, o tempo de resistência à delação pode reduzir os benefícios de eventual acordo. Para obter diminuição de pena, ele teria que apresentar informações mais abrangentes, incluindo nomes de alto escalão que, até agora, não aparecem no centro do escândalo.

A possível colaboração de Costa também tende a impactar a estratégia de Vorcaro. Caso ambos avancem com delações, pode haver uma disputa por protagonismo nas revelações, o que exigiria maior robustez nas provas e na devolução de recursos desviados por parte do empresário para reduzir eventuais punições.

Nesse contexto, a eventual decisão do ex-presidente do BRB de colaborar com as investigações pode representar um novo capítulo relevante no caso, ampliando o alcance das apurações e elevando a pressão sobre outros possíveis envolvidos.

•        No esgoto do BRB-Master, puxa-se um fio e o sistema inteiro transborda. Por Washington Araújo

A engrenagem foi puxada — e não parou mais. Como nas caixas de lenços em que um único gesto arrasta vários de uma só vez, o caso que envolve o BRB e o empresário Daniel Vorcaro deixou de ser um episódio isolado para revelar uma cadeia de operações, cifras e decisões que já não suportam disfarce técnico nem a complacência que costuma proteger crimes sofisticados, onde a fraude circula com assinatura, senha e verniz institucional.

A prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, determinada pelo ministro André Mendonça na manhã de 16 de abril de 2026, não nasce de suposições frágeis nem de narrativas infladas. Ao contrário, se ancora em indícios financeiros contundentes, em números que ferem a inteligência de qualquer observador minimamente atento: a investigação aponta para pagamentos ilícitos que variam entre R$ 140 milhões e R$ 146,5 milhões, com mais de R$ 74 milhões já identificados em circulação concreta. Não é cifra lateral. É dinheiro suficiente para desmontar qualquer tentativa de relativização moral.

Esse volume não se espalha por acaso nem se esconde em pequenos favores.

O que a Polícia Federal descreve é um mecanismo frio, calculado, com pagamento de propina por meio de seis imóveis de alto padrão, usados como disfarce para dar aparência de legalidade a recursos cuja origem, segundo os investigadores, está contaminada por acordos subterrâneos. Longe de configurar erro técnico, trata-se de sofisticação criminosa aplicada à gestão de recursos públicos.

A decisão de André Mendonça adiciona um elemento que não pode ser suavizado: a referência direta à possível “fabricação, venda e transferência de carteiras de crédito fictícias”.

Em linguagem direta, e dando já a real, isso significa manipular a essência do sistema financeiro, criar ativos sem substância e empurrá-los como se fossem legítimos, deslocando riscos e produzindo uma ficção contábil que beneficia poucos e ameaça muitos. Isso não é desvio administrativo, mas sim grosseira fraude estrutural.

Quando a apuração menciona até R$ 12 bilhões em créditos de baixa qualidade ou sem lastro consistente, o debate deixa de ser sobre irregularidade pontual e passa a ser sobre escala de impacto. Não se está diante de um episódio periférico, porque o que vemos é uma engrenagem azeitada capaz de comprometer a integridade de uma instituição pública inteira, transferindo riscos privados para o colo do interesse coletivo com uma naturalidade que beira o cinismo.

Até agora, o palco expôs o vigário — não confundir com sicário — e o chefe do coro. Ainda faltam o governador de traço maquiavélico e a sacerdotisa dos imbróglios. Atenção; O Boeing BRB-Master já está em aproximação final.

O que mais revolta não é apenas o montante, mas o desenho da operação. A decisão do Supremo Tribunal Federal aponta que Paulo Henrique Costa não atuou como espectador eventual, mas como agente ativo na viabilização dessas operações dentro do BRB, criando ambiente interno para que interesses privados encontrassem abrigo institucional. Isso rompe qualquer tentativa de narrativa defensiva baseada em erro, excesso de confiança ou falha de julgamento. Aqui há método, há direção e há escolha.

Mensagens interceptadas agravam ainda mais o quadro ao indicar que, diante do risco de exposição, houve ordem para “travar tudo”. Essa expressão não é à toa. Ela carrega a consciência do que estava em jogo e a tentativa de interromper rastros quando a possibilidade de responsabilização se tornou concreta. Quem age assim não está em zona cinzenta; está plenamente ciente de que cruzou limites.

O pano de fundo institucional torna o caso ainda mais intragável e indigesto.

O Banco Central já havia rejeitado a aquisição do Banco Master pelo BRB em setembro de 2025. Pouco depois, o Master colapsou e foi liquidado. À luz do que agora se investiga, ganha força a hipótese de que houve uma tentativa de sustentar artificialmente essa estrutura, deslocando ativos problemáticos e mascarando fragilidades com operações que não resistiriam ao teste mais elementar de consistência.

Quando práticas dessa natureza se instalam no interior de um banco público, o dano não se limita a cifras ou balanços. Ele destrói a confiança, distorce o papel da instituição e expõe o contribuinte a riscos que nunca escolheu assumir.

O mais perturbador é a sensação recorrente de que esse tipo de operação se repete com novos personagens, novas estruturas e a mesma lógica de captura do interesse público por circuitos privados.

Parece uma dízima periódica tresloucada sempre levando à cena do crime com dinheiro público.

A defesa nega, como sempre nega, e classifica a prisão como desnecessária. É previsível. O que não pode ser tratado como previsível é a naturalização desse padrão de comportamento. Porque, quando cifras dessa magnitude circulam sob disfarces patrimoniais, quando bilhões são deslocados com base em ativos questionáveis e quando decisões estratégicas são contaminadas por interesses externos, não estamos diante de um desvio — estamos diante de um modelo.

A metáfora inicial não apenas se sustenta, como se impõe com mais força ao final. O primeiro lenço foi puxado e expôs outros, muitos outros, que estavam cuidadosamente dobrados para não chamar atenção. E o que essa caixa revela não são pedaços isolados de papel, mas camadas sucessivas de um sistema que aprendeu a esconder o essencial à vista de todos.

A pergunta que permanece não é mais se há mais lenços ali dentro. É quantos ainda sairão — e quanto estrago continuarão a causar — antes que alguém tenha coragem de virar a caixa inteira e encarar, sem disfarces, tudo o que foi empurrado para dentro dela.

•        Escândalo do banco Master provoca crise entre TCU e STF

O escândalo envolvendo o banco Master provocou uma escalada de tensões entre instituições como o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Supremo Tribunal Federal (STF), em meio a investigações que expuseram suspeitas de interferência, articulações políticas e disputas jurídicas. As informações foram reveladas em reportagem da Folha de S.Paulo publicada neste sábado (18/4), que detalha os bastidores do caso e seus desdobramentos.

No fim de 2025, durante as celebrações de Réveillon em um resort no Paraná, o então relator do caso no STF, ministro Dias Toffoli, acompanhava à distância os desdobramentos da investigação. Naquele momento, chamou atenção a decisão considerada incomum de convocar uma acareação entre envolvidos antes mesmo de depoimentos individuais serem colhidos, elevando a tensão em Brasília em pleno período de recesso.

O dono do banco Master, Daniel Vorcaro, havia sido preso em novembro, no dia da liquidação da instituição, mas foi solto dez dias depois, passando a usar tornozeleira eletrônica. Mesmo assim, iniciou uma ofensiva contra o Banco Central e a Polícia Federal, além de pressionar ministros do Supremo. Essa atuação contou com o apoio de diversos escritórios de advocacia e incluiu movimentações no TCU e campanhas digitais coordenadas.

Segundo relatos obtidos pela reportagem, a estratégia tinha como objetivo questionar a atuação do Banco Central, que vetou a venda do Master ao BRB, além de tentar anular o processo de liquidação da instituição financeira. A Polícia Federal chegou a abrir um inquérito para apurar a atuação de perfis que promoviam ataques coordenados contra autoridades e órgãos envolvidos no caso.

No TCU, o relator do processo, ministro Jhonatan de Jesus, determinou sigilo máximo e pressionou pela abertura de uma inspeção no Banco Central, com apoio do presidente da Corte, Vital do Rêgo. Internamente, porém, houve desconforto entre outros ministros. O decano Walton Alencar chegou a articular, junto a colegas, uma possível reação caso decisões monocráticas favorecessem Vorcaro durante o recesso.

A atuação de Jhonatan também passou a ser questionada. O subprocurador-geral do Ministério Público de Contas, Lucas Furtado, pediu apuração da conduta do ministro. Ele afirmou: “As ramificações e interferências indevidas do Banco Master levam a desconfiar da própria sombra. Há muito dinheiro envolvido. Qualquer preocupação ou desconfiança pode ser justificada”.

Em resposta, o TCU reiterou que o Banco Central está sujeito à fiscalização da Corte. Já a defesa de Vorcaro não comentou o caso, enquanto o Banco Central não respondeu aos questionamentos. O ministro Jhonatan negou ter agido a pedido do empresário e afirmou aguardar relatórios antes de levar o tema ao plenário. “A própria unidade técnica disse que as decisões do banco estavam normais. Eu faço a crítica: como é que estava normal com dois diretores envolvidos e vários ofícios feitos por diretores que estavam lá? E eu é que estou envolvido?”, declarou.

Diante do avanço das pressões, o setor financeiro reagiu de forma inédita, com associações de diferentes segmentos divulgando uma carta conjunta em defesa do Banco Central. A iniciativa foi interpretada como uma tentativa de conter o que era visto como uma ofensiva para deslegitimar a autoridade reguladora.

Paralelamente, surgiram informações sobre o conteúdo de celulares de Vorcaro, que incluíam mensagens com autoridades e figuras políticas. Em depoimento ao STF, ao ser questionado sobre políticos que frequentavam sua casa, o empresário declarou: “Tenho alguns amigos de todos os Poderes”.

O caso ganhou novos contornos com a revelação de contratos milionários envolvendo escritórios de advocacia ligados a familiares de ministros do Supremo, além de conexões empresariais indiretas. Toffoli, posteriormente, reconheceu ter recebido valores de uma empresa da qual era sócio com familiares, e deixou a relatoria do caso em fevereiro de 2026 após pressão interna e apresentação de evidências pela Polícia Federal.

A investigação passou então ao ministro André Mendonça. Segundo investigadores, o período anterior foi considerado um dos mais sensíveis da apuração, inclusive por envolver indícios relacionados a integrantes do Supremo, o que elevou o risco institucional.

Com a mudança de relatoria, a Polícia Federal avançou nas investigações. Vorcaro foi preso novamente em março de 2026, acusado de participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça. Mensagens encontradas em seu celular indicariam a existência de um grupo chamado “A Turma”, supostamente utilizado para intimidar adversários.

As apurações seguem em andamento e envolvem grande volume de dados, incluindo cerca de 400 gigabytes extraídos de um único aparelho do empresário, além de outros dispositivos apreendidos. A complexidade do material tem dificultado a previsão de conclusão do caso.

A quarta fase da operação foi deflagrada recentemente e resultou na prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, acusado de negociar benefícios ao banco Master em troca de imóveis. O episódio reforça a dimensão do escândalo, considerado por investigadores como um dos mais complexos já registrados no sistema financeiro brasileiro.

Para uma fonte ouvida pela reportagem, o caso se tornou impossível de ser contido: a dimensão das irregularidades transformou o escândalo em algo grande demais para ser ocultado.

•        Leandro Grass: “É inacreditável Ibaneis não estar preso ainda”

Ao tratar do escândalo envolvendo o BRB e o Banco Master, o ex-deputado distrital e pré-candidato ao Governo do Distrito Federal, Leandro Grass, afirmou em entrevista que “é inacreditável Ibaneis não estar preso ainda”, ao sustentar que o governador do DF precisa ser responsabilizado politicamente e judicialmente pelas denúncias ligadas à gestão do banco público.

A declaração foi dada em entrevista ao Boa Noite 247, em fala na qual Grass concentrou sua crítica na atuação de Ibaneis Rocha no caso BRB/Master e na ausência, segundo ele, de medidas mais duras por parte das autoridades diante dos fatos já conhecidos.

Segundo Grass, há elementos suficientes para questionar a permanência de Ibaneis fora do alcance de medidas judiciais mais severas. “De fato, é impressionante o fato de o Ibaneis não estar preso ainda. É inacreditável Ibaneis não estar preso”, declarou. Na avaliação do ex-parlamentar, já existem “evidências suficientes” de ligação entre o governador, Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, além de indícios de participação de Ibaneis na operação relacionada à tentativa de compra do Master.

Ao desenvolver esse ponto, Grass afirmou que a documentação mais recente reforçaria a suspeita de atuação direta do governador. “Tem aí agora, na documentação de hoje, as evidências concretas de que o Ibaneis mediou, de que o Ibaneis tentou, de alguma maneira, fazer com que o Paulo Henrique, através de Vorcaro, criasse uma circunstância mais favorável”, disse.

O pré-candidato também associou o episódio atual a uma prática que, segundo ele, se arrasta desde o início do governo. “O Ibaneis, desde o início do mandato, lá em 2019 ainda usou o BRB para fins pessoais”, afirmou. Em seguida, citou exemplos que, em sua visão, demonstraram essa relação: “Não foram apenas duas, três, quatro vezes. Foram várias vezes que o BRB esteve a serviço de negócios do Ibaneis”.

Na entrevista, Grass afirmou ainda que a vice-governadora Celina Leão também está vinculada ao caso e rejeitou a possibilidade de separação política entre os dois. “Não podemos esquecer que a Celina e o Ibaneis são parceiros”, disse. Ao comentar a tentativa de operação com o fundo garantidor, acrescentou: “Ibaneis e Celina estão profundamente envolvidos”.

Um dos pontos centrais de sua fala foi a cobrança por explicações sobre o que chamou de blindagem institucional do governador. “Agora, por que até agora o Ibaneis não foi preso? O que está acontecendo? É uma pergunta que a gente tem que responder. A Polícia Federal também precisa responder”, afirmou. Para ele, essa proteção teria se manifestado também em outro momento sensível da política nacional. “Qual é a incidência do Ibaneis, tanto no Poder Judiciário, as camadas de proteção que o Ibaneis criou, que impedem que ele seja preso, como também impediram que ele fosse preso no 8 de janeiro?”

Ao mencionar os ataques de 8 de janeiro de 2023, Grass voltou a sustentar que o governador não poderia ser dissociado das responsabilidades daquele episódio. “Com Ibaneis não aconteceu nada, e ele era o governador naquele momento, ele tinha responsabilidade sobre os episódios de 8 de janeiro”, declarou. E completou: “Não adianta dizer que não sabia, que estava em casa, que o Anderson organizou tudo sozinho. O governador sabia”.

Na parte final de sua análise, o ex-deputado voltou a classificar como grave a permanência de Ibaneis fora de qualquer punição imediata. “Realmente é assustador esse processo de blindagem que o Ibaneis vem sofrendo ao longo dos últimos anos”, disse. Em seguida, resumiu a expectativa que, segundo ele, se impõe diante do avanço das apurações: “Eu imagino, eu espero também, que agora definitivamente ele seja responsabilizado”.

 

Fonte: Jornal GGN/Brasil 247

 

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