Expedição
cruza o Brasil atrás de microplásticos em moluscos; veja as descobertas
Foram
quase três meses na estrada, percorrendo mais de 10 mil quilômetros ao longo da
costa brasileira. Ao final da jornada, o itinerário havia incluído 17 cidades —
começando por Santa Catarina e indo até o Pará. Pelo caminho, 891 mexilhões,
ostras, sururus e outros moluscos bivalves haviam sido coletados como parte de
uma pesquisa inédita sobre a presença de microplásticos nesses organismos. A
missão se provaria mais do que necessária: segundo os resultados iniciais do
estudo, quase 70% dos moluscos analisados continham microplásticos. E nenhum
ponto de coleta do litoral brasileiro estava livre de contaminação. A situação
é preocupante, pois envolve riscos ambientais e sanitários. Além de
desempenharem um papel ecológico fundamental enquanto filtradores, esses
animais fazem parte da alimentação de milhares de brasileiros, todos os dias —
o que levanta questões sérias sobre segurança alimentar.
A
expedição científica realizada por terra entre maio e julho de 2024 foi
idealizada pelo Instituto Voz dos Oceanos, um movimento global de combate à
poluição plástica, em parceria com o Instituto Oceanográfico da Universidade de
São Paulo (IO-USP), a Cátedra Unesco para Sustentabilidade do Oceano e o Centro
de Referência para Quantificação e Tipificação do Lixo do Mar (CeLMar), também
da USP. Durante o percurso, uma pergunta atravessou o caminho da equipe: como
tornar visível aquilo que não se vê? Talvez fosse necessário aprender outras
formas de olhar o invisível. Acompanhei a expedição como documentarista. A
bióloga marinha Marilia Nagata foi a pesquisadora responsável pelo estudo e
coordenou as análises científicas. Ao nosso lado estavam Katharina Grisotti,
oceanógrafa e responsável pela produção de conteúdo em tempo real, e Jessyca
Lopes, bióloga marinha e produtora da viagem. Quatro mulheres cruzando o
litoral brasileiro para coletar dados, registrar histórias e ouvir comunidades
costeiras. Ao longo do caminho, aprendemos que, para fazer ciência, também é
preciso escutar. Para que as pesquisas, além dos números, incluam vozes.
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O laboratório que cabia em uma pia
Exercitar
a capacidade de fazer ajustes diários é um desafio para qualquer viajante. Para
Marilia, muito habituada à precisão de um laboratório, esse teste deu as caras
no Rio de Janeiro (o quarto estado da viagem, depois de Santa Catarina, Paraná
e São Paulo). Lá, percebendo que o banheiro do hotel seria sua única
alternativa para processar as amostras coletadas, ela se perguntou: “Quão
flexível posso ser dentro de um cérebro muito rígido?”. Essa dúvida a
acompanharia por mais tempo: a cada três dias, nosso destino mudava — e com
ele, o ‘laboratório’ à disposição da equipe.
Depois
de processadas, as amostras seguiram viagem conosco a bordo de uma geladeira
elétrica portátil, instalada na caçamba do carro que rodou pela costa. A
temperatura era monitorada em tempo real por Jessyca, por meio de um aplicativo
de celular. Ela contou que, para definir a rota da expedição, não bastava
escolher locais onde a equipe encontraria projetos de pesquisa e histórias
relevantes. Era preciso, também, mapear os pontos certos para adquirir as
amostras de vida marinha e processá-las, sempre garantindo condições estéreis
para a realização do trabalho científico. Segundo Jessyca, “além de pensar nos
ajustes de uma produção de documentário, eu precisava pensar, simultaneamente,
onde a Marilia conseguiria processar os bivalves de forma segura e também na
qualidade das amostras”.
Em uma
pesquisa de campo, tudo é imprevisível: a maré muda, o mercado fecha, o gelo
derrete e a amostra não aparece. No Rio de Janeiro, por exemplo, visitamos
mercados turísticos e não encontramos bivalves de origem local — o que se
vendia ali vinha de outros estados. Isso era um problema: a pesquisa exigia
organismos coletados na própria região, a fim de evitar que amostras de outras
partes do país comprometessem a comparação. Depois de alguns dias de
frustração, Marilia resolveu acionar um contato pessoal: um pescador, que
capturou os mexilhões diretamente do costão da Baía de Guanabara. Como a
Mongabay explicou em reportagem, o local sofre com a poluição há muitos anos.
No
total, 31 indivíduos de mexilhão da espécie Perna perna — o mais encontrado no
Brasil e atualmente ameaçado por espécies invasoras — foram coletados. Seis
deles foram selecionados para análise laboratorial pelo IO-USP. O resultado
chamou a atenção dos pesquisadores: as amostras obtidas no litoral carioca
apresentaram uma das maiores médias de microplásticos por indivíduo (14,33
partículas), além da alta proporção de etileno-acetato de vinila (EVA), um
polímero comum em solados de calçados e em espumas industriais.
O termo
“microplástico” descreve partículas (de polímeros sintéticos) com tamanho igual
ou inferior a 5 milímetros. Elas podem ser produzidas já nesse tamanho ou
resultar da fragmentação de itens maiores, como sacolas e garrafas, além das
fibras liberadas pelas roupas. Podem surgir também das redes de pesca
degradadas pelo sol, pela água salgada ou pelo tempo. Por meio de testes de
laboratório, cada partícula encontrada durante a expedição foi confirmada e
mensurada. Assim, foi possível calcular a quantidade de microplásticos por
indivíduo e por grama de tecido — e, em seguida, identificar os tipos de
polímeros presentes nesses organismos.
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Microplásticos no cardápio
Mexilhões,
ostras, sururus e mariscos são filtradores bivalves — organismos com uma concha
dividida em duas valvas articuladas. De forma constante, esses animais bombeiam
água para se alimentar de partículas microscópicas. Durante o processo, junto
ao alimento, eles podem captar fragmentos invisíveis de plástico. É aí que o
ser humano pode entrar em contato com os pequenos polímeros: os moluscos são
quase sempre consumidos por inteiro, sem a remoção de seu trato digestivo. O
mesmo não acontece com os pescados, geralmente eviscerados para o preparo de
diferentes receitas. Para compreender essa dinâmica e seus riscos, concentramos
a coleta em três animais amplamente consumidos no Brasil: o mexilhão ou
marisco-preto (Perna perna), a ostra (Crassostrea spp.) e o sururu (Mytella
spp.).
Ao
longo da costa, os dados surgiam à medida que a análise considerava a
concentração de microresíduos por grama de tecido animal. Os sururus coletados
em Recife e Fortaleza, por exemplo, se destacaram com uma média superior a 5
unidades de microplásticos por grama. O risco de consumir o animal é grande
nessas regiões dada a quantidade que se ingere — o sururu, vale lembrar, foi a
menor espécie selecionada pela investigação e pode ser consumido aos montes. O
impacto da poluição plástica, no entanto, não se restringe aos bivalves.
Ao
cruzarmos o território brasileiro de sul a norte, isso ficou evidente:
tartarugas-marinhas, por exemplo, frequentemente confundem sacolas plásticas
com águas-vivas, sofrendo obstruções e perfurações internas quando comem lixo
por engano.
Microplásticos
também já foram encontrados em peixes, crustáceos, aves marinhas e grandes
mamíferos, como baleias, e até mesmo em espécies da Amazônia, que vivem a
milhares de quilômetros da costa. Os riscos nesses animais são variados e
incluem alterações metabólicas, inflamações, redução da capacidade reprodutiva
e mudanças no comportamento alimentar. Resíduos plásticos volumosos podem ser
ainda mais nocivos: em muitos casos, animais são encontrados mortos com o
estômago cheio de plástico. Como o material não é digerido, ocupa grande espaço
no organismo, reduz o apetite e gera quadros de inanição.
Em
fevereiro de 2026, um novo estudo destacou uma hipótese ainda em
desenvolvimento: segundo a análise, assinada por pesquisadores do Paquistão, da
China e dos Emirados Árabes Unidos, a poluição por microplásticos também
poderia interferir em processos maiores, como o próprio ciclo de armazenamento
de carbono nos oceanos. Isso ocorreria a partir dos danos impostos a organismos
na base da cadeia alimentar marinha, como o fitoplâncton e o zooplâncton —
nesse cenário, as pequenas partículas poderiam reduzir a eficiência com que o
oceano absorve o dióxido de carbono da atmosfera. Embora essa dimensão de dano
climático ainda esteja em fase inicial de investigação, os pesquisadores já
alertam: a poluição plástica pode ter efeitos sistêmicos muito mais amplos do que
se imaginava.
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Uma colonização invisível
O
plástico está em todo lugar — mas, paradoxalmente, muitas vezes não é visto.
Assim, fazer circular essa conversa entre o mundo acadêmico, a realidade local
e a mesa de quem come o que vem do mar ainda é um exercício de longa travessia.
E as travessias ensinam.
O
Brasil foi colonizado pelo mar. Foi por suas águas que chegaram as primeiras
embarcações forasteiras; por elas que se estruturaram os portos, as rotas
comerciais e as cidades costeiras. Séculos depois, aqui estávamos, novamente à
beira-mar, para reavaliar um pouco a nossa história com as lentes da ciência. A
decisão de rodar quase 10 mil quilômetros pelo litoral nos leva a pensamentos
inevitáveis. Nos faz lembrar que o plástico também tem uma vida longa no Brasil
— e bem mais antiga do que se imagina. Como lembrou o geógrafo Paulo Henrique
Schlickmann, doutor em Geografia pela Universidade Federal de Santa Catarina
(UFSC), a produção de plásticos em território brasileiro “não é recente e teve
suas origens anteriores à intensa fase de industrialização”. Ainda no início do
século 20, ele explicou, pequenos laboratórios e manufaturas produziam resinas
naturais (como galalite, caseína e celulose) usadas em botões, pentes,
colarinhos de camisa e embalagens rudimentares.
A
atividade era dispersa, artesanal e, muitas vezes, integrada a pequenas
indústrias regionais. A grande ruptura só viria décadas depois. Nos anos 1940 e
1950, as resinas naturais passaram a ser substituídas por resinas sintéticas
derivadas do petróleo. Um artigo de Schlickmann mostra que 1948 marcou o
aparecimento da primeira referência às resinas sintéticas nos registros
estatísticos nacionais. Em apenas dois anos, a produção saltou de 114 para 517
toneladas, um crescimento superior a 350%. Era o início da era petroquímica no
Brasil. A partir daí, a produção de plásticos passa a caminhar lado a lado com
a urbanização e a industrialização do país. Entre 1950 e 1984, o número de
estabelecimentos ligados à indústria do plástico aumentou mais de 1.800%, segundo
Schlickmann. Naquele momento da história, o plástico deixou de ser um elemento
complementar e, rapidamente, tornou-se a própria infraestrutura da modernidade:
a partir dele eram fabricados tubos para a construção civil, embalagens para a
indústria alimentícia, peças para carros e utensílios domésticos, entre outros
itens. Ele não cresceu sozinho: cresceu com as cidades.
Já nos
anos 1960 e 1970 o parque petroquímico brasileiro conquistou maior robustez.
Refinarias e polos produtivos se concentraram em pontos estratégicos, como na
cidade de Cubatão, no estado de São Paulo. Ao lado da Refinaria Presidente
Bernardes, inaugurada em 1955, o local se tornou um dos principais centros
produtivos de resinas termoplásticas do país. Não por acaso, a poucos
quilômetros de Santos, o maior porto do Brasil e da América Latina.
No
relatório final do estudo com bivalves — que ainda não foi publicado, mas ao
qual a Mongabay teve acesso —, observou-se que os mexilhões coletados em Santos
apresentaram uma das maiores cargas de microplásticos: a média foi de 8,83
partículas por indivíduo. Enquanto cadeias industriais e logísticas produzem e
escoam o plástico, os animais marinhos que vivem ao redor o consomem,
registrando, em seus organismos, o impacto histórico dessa lógica econômica
duradoura. Além disso, as elevadas concentrações de polímeros detectadas nas
amostras de Santos e do Rio de Janeiro reforçam a existência de aspectos
conhecidos, como o elevado nível de urbanização, o descarte indevido de
resíduos sólidos, o impacto do esgoto doméstico e a influência direta,
respectivamente, do Porto de Santos e da Baía de Guanabara.
Como a
Mongabay mostrou em outra reportagem recente, o drama da poluição também se
espalha pelo litoral de Salvador, onde o lixo altera a coloração e o
comportamento de peixes e mariscos, comprometendo a atividade pesqueira e o
ecossistema local.
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O plástico ao redor do mundo
O mar
parece grande demais para caber nas estatísticas. Mas cabe: todos os anos,
entre 4,8 e 12,7 milhões de toneladas de plástico entram nos oceanos. Cerca de
80% desse volume vem da terra — trata-se do lixo mal administrado, descartado
de forma inadequada ou simplesmente não coletado. Atividades marítimas
respondem por uma fração menor nessa dinâmica de poluição. Estudos indicam que
cinco países — China, Indonésia, Filipinas, Tailândia e Vietnã — respondem por
até 60% do plástico que chega ao mar. Grande parte desse fluxo está associada
ao crescimento econômico, combinado com sistemas de gestão de resíduos ainda
insuficientes. Além disso, cerca de 67% do plástico transportado dos rios para
o oceano vem de países de baixa e média renda, principalmente na Ásia. Essa
conta, no entanto, é mais complexa.
Historicamente,
os países ricos exportam produtos plásticos para essas mesmas regiões em
desenvolvimento. Assim, o Sul Global concentra o que sobra, enquanto o Norte
Global carrega a responsabilidade histórica pela produção em larga escala, pelo
elevado consumo per capita e pela consolidação de um modelo econômico baseado
no item descartável. Durante a expedição, nos deparamos com essas desigualdades
por onde passávamos. Ao longo da jornada, conhecemos a marisqueira e
desfiadeira Simone Leal, proprietária do Mariscos da Simone, um estabelecimento
na Ilha das Caieiras, em Vitória, capital do Espírito Santo. Ali, na Baía de
Vitória, encontra-se o maior manguezal urbano da América Latina, um ecossistema
e berçário marinho que sustenta gerações de famílias.
Embora
nossa pesquisa tenha investigado a presença de partículas invisíveis no tecido
dos organismos, ouvimos Simone dizer que observou outro tipo de mudança nos
animais do mangue. Segundo ela, o sururu pode até continuar abundante, mas
diminuiu de tamanho ao longo dos anos. Ainda que seja menos valorizado
comercialmente, esse molusco é indispensável para receitas tradicionais, como a
torta capixaba. Simone sente que o equilíbrio das águas já não é o mesmo. “Os
manguezais são filhos do oceano”, disse à Mongabay. E por serem extensões vivas
do mar, segundo ela, o que acontece em águas abertas é sentido na maré — e
vice-versa. A fala de Simone ecoou o que Katarina Grisotti repetiu ao longo de
toda a viagem. “A gente fala de lixo no mar como se fosse algo distante, mas
falar de lixo no mar é falar de lixo em terra”. A oceanógrafa já cruzou oceanos
e testemunhou o plástico acumulado em ilhas remotas do Pacífico, longe de
qualquer centro urbano. O horizonte pode até parecer infinito, mas o plástico
também atravessa distâncias.
Katarina
disse que não há uma solução única. “É um problema complexo, que exige soluções
complexas e integradas.” Em sua visão, isso inclui mudanças individuais — como
a redução do consumo e a compreensão da origem do lixo. Ao mesmo tempo, ela diz
que “empresas precisam assumir a responsabilidade pela logística reversa,
políticas públicas devem fortalecer a gestão de resíduos e a indústria precisa
rever seus modelos de produção”. Há também o papel de proteção ao mar. A
oceanógrafa explicou que a ampliação das áreas marinhas protegidas faz parte
dessa equação. Durante a expedição, mesmo viajando majoritariamente por terra,
desembarcamos em áreas sob proteção, como o Parque Nacional Marinho dos
Abrolhos, no sul da Bahia, e o Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de
Alcatrazes, no litoral norte do estado de São Paulo. Nesses locais, onde a
biodiversidade ainda resiste com mais vigor, a proteção não é mera paisagem
para se fotografar: é uma estratégia de sobrevivência ecológica. “O oceano
absorve calor, regula o clima e conecta continentes. Mas ele só vai continuar
fazendo isso se estiver resiliente”, disse Katarina. A crise do plástico não é
apenas ambiental: é econômica, cultural e política.
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De volta a Belém
Um ano
depois da expedição, voltaríamos ao Pará, local onde coletamos as últimas
amostras, para apresentar o relatório da pesquisa. Naquele momento, o oceano
ganhava um lugar importante, no centro da diplomacia climática. Em novembro,
com a realização da COP30, a Cúpula Climática da ONU, em Belém, o tema dos
oceanos foi posto no coração dos debates. Um destaque raro para o ambiente
marinho, segundo a bióloga e pesquisadora Marinez Scherer, nomeada Enviada
Especial da COP30 para os Oceanos. Na ocasião, Marinez usou uma frase que
sintetiza a lógica do microplástico: “O mar não conhece fronteiras”. E se a
poluição se move pelas correntes, pelo vento e pelas cadeias alimentares,
carregando resíduos, a resposta também precisa atravessar limites políticos.
Segundo Marinez, o “oceano é um aliado climático decisivo, mas condicionado à
sua [própria] saúde”. Por isso é tão importante insistir em medidas estruturais
— o que vale para o combate à poluição plástica: não basta pedir que as pessoas
reciclem melhor se, do outro lado, a economia continua produzindo embalagens e
descartáveis em escala industrial.
Durante
o evento em Belém, foi impossível não notar que mulheres aparecem com
frequência no papel de pesquisadoras, coordenadoras, analistas e produtoras de
campo. No Brasil, elas já representam quase metade da comunidade científica,
mas ainda seguem sub-representadas: a presença delas diminui à medida que os
cargos se tornam mais altos e os financiamentos, mais robustos. Mesmo diante de
números que expõem a gravidade da contaminação e a dimensão global do problema,
sustentar o trabalho científico no Brasil exige mais do que vocação.
Da
viagem, restaram algumas perguntas: como sustentar o trabalho quando os dados
são alarmantes? Questionada sobre o que a motiva a não desistir, Marilia citou
um tipo específico de satisfação: transformar a inquietação em evidência — e a
evidência em bases para políticas públicas. Como nesta expedição, na qual o
invisível virou número e os números viraram uma ferramenta para a ciência.
Em
outubro de 2025, de forma simultânea ao lançamento do relatório sobre os
moluscos, o governo federal lançou a Estratégia Nacional Oceano sem Plástico
(Enop), medida que promete “orientar e coordenar as políticas públicas de
prevenção, redução e eliminação do plástico nos oceanos até 2030”. A Enop
chegou trazendo uma mensagem: os dados produzidos em laboratórios — mesmo
aqueles improvisados em banheiros de hotel — podem, sim, se transformar em
compromisso governamental. Ainda há esperança.
Fonte:
Mongabay

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