Alzheimer:
como diferenciar esquecimentos normais do dia a dia de sinais que podem indicar
algo mais grave?
Esquecer
onde deixou as chaves, entrar em um cômodo e não lembrar o que foi fazer ou
demorar alguns segundos para recordar o nome de uma pessoa são situações comuns
no dia a dia. Mas quando as falhas de memória passam a comprometer a rotina e
pioram progressivamente, o quadro pode exigir investigação médica.
Segundo
especialistas, a principal diferença entre os esquecimentos considerados
normais e aqueles associados ao Alzheimer está no impacto que eles causam na
vida da pessoa. Enquanto lapsos ocasionais costumam ser recuperados pouco tempo
depois, a doença provoca uma perda de memória persistente e progressiva, que
interfere nas atividades cotidianas.
"É
importante diferenciar um esquecimento temporário, que pode ser recuperado
depois, de um quadro neurodegenerativo. O principal sinal de alerta é perceber
se isso está interferindo demais na vida diária e se vem piorando ao longo dos
meses", explica o neurocientista entrevistado na reportagem.
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Quando o esquecimento deixa de ser normal?
Os
especialistas orientam observar alguns sinais de alerta, como:
• dificuldade para realizar tarefas que
antes eram simples;
• esquecer informações importantes
repetidamente;
• não reconhecer pessoas próximas;
• dificuldade para encontrar palavras ou
manter uma conversa;
• perda de autonomia nas atividades do dia
a dia;
• piora gradual dos sintomas ao longo do
tempo.
No
Alzheimer, os danos cerebrais começam muitos anos antes do aparecimento dos
sintomas mais evidentes.
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Doença pode começar antes da terceira idade
Embora
seja frequentemente associada ao envelhecimento, pesquisadores afirmam que o
Alzheimer não deve mais ser visto apenas como uma doença da velhice.
Estudos
recentes indicam que o processo da doença pode começar na meia-idade. Nas
mulheres, por exemplo, alterações cerebrais relacionadas ao Alzheimer podem
surgir por volta dos 50 anos — ou até antes, aos 45 — em razão das mudanças
hormonais que acontecem durante a transição para a menopausa.
Pesquisas
mostram ainda que cerca de duas em cada três pessoas com Alzheimer são
mulheres. A diferença não é explicada apenas pela maior expectativa de vida
feminina. Um dos fatores investigados é a queda do estrogênio, hormônio
considerado essencial para a saúde cerebral por contribuir para o fornecimento
de energia ao cérebro, melhorar o fluxo sanguíneo, reduzir processos
inflamatórios e favorecer o funcionamento dos neurônios.
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É possível prevenir?
Embora
ainda não exista cura para o Alzheimer, especialistas afirmam que mudanças no
estilo de vida podem ajudar a reduzir o risco da doença e preservar a saúde do
cérebro.
Entre
as principais recomendações estão:
• praticar atividade física regularmente;
• manter uma alimentação equilibrada, com
baixo consumo de açúcar e alimentos ultraprocessados;
• controlar o estresse;
• dormir bem;
• não fumar;
• reduzir o consumo de bebidas alcoólicas.
Para
mulheres sem contraindicações médicas, a reposição hormonal durante a menopausa
também pode ser considerada, sempre com orientação de um especialista.
Outra
novidade é o desenvolvimento de exames de sangue capazes de identificar
alterações relacionadas ao Alzheimer antes do surgimento dos sintomas. Os
testes já foram aprovados nos Estados Unidos e a expectativa é que estejam
disponíveis no Brasil nos próximos anos.
Especialistas
reforçam, porém, que as descobertas não devem causar medo, mas servir como
incentivo para o cuidado com a saúde cerebral desde a meia-idade.
Esperança
no tratamento do Alzheimer e Parkinson
• Novo estudo traz esperança no tratamento
das doenças neurodegenerativas
Novo
estudo realizado pela Universidade de Cambrigde, no Reino Unido, traz um luz no
fim do túnel para pacientes com algumas doença neurodegenerativas como
Parkinson, Alzheimer, Demência Fronto-Temporal (DFT) e até mesmo para as
temidas doenças priônicas, como a Doença de Creutzfeldt-Jakob.
Até o
momento nenhuma medicação havia apresentado efeito neuroprotetor sustentado
nessas patologias, ou seja, as drogas disponíveis atualmente são capazes de
atenuar os sintomas das doenças e melhorar a qualidade de vida, porém não
evitam a sua progressão.
Esse
estudo analisou o efeito de 1040 substâncias e selecionou duas com potencial de
uso em cobaias e posteriormente em seres humanos.
Resultados
das pesquisas de Alzheimer e Parkinson
Os
resultados dessa pesquisa mostraram nos modelos animais a capacidade de evitar
a progressão dessas doenças, restaurar a memória nos casos de demências (DFT) e
reduziu a perda neurônios e atrofia a região do cérebro resposável pela
memória, chamada de hipocampo.
Agora
temos que aguardar a pesquisa em seres humanos e cruzar os dedos para termos
resultados tão animadores quanto a pesquisa em laboratório!
Fonte:
g1/Neurologia Integrada

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