segunda-feira, 20 de julho de 2026

Alzheimer: como diferenciar esquecimentos normais do dia a dia de sinais que podem indicar algo mais grave?

Esquecer onde deixou as chaves, entrar em um cômodo e não lembrar o que foi fazer ou demorar alguns segundos para recordar o nome de uma pessoa são situações comuns no dia a dia. Mas quando as falhas de memória passam a comprometer a rotina e pioram progressivamente, o quadro pode exigir investigação médica.

Segundo especialistas, a principal diferença entre os esquecimentos considerados normais e aqueles associados ao Alzheimer está no impacto que eles causam na vida da pessoa. Enquanto lapsos ocasionais costumam ser recuperados pouco tempo depois, a doença provoca uma perda de memória persistente e progressiva, que interfere nas atividades cotidianas.

"É importante diferenciar um esquecimento temporário, que pode ser recuperado depois, de um quadro neurodegenerativo. O principal sinal de alerta é perceber se isso está interferindo demais na vida diária e se vem piorando ao longo dos meses", explica o neurocientista entrevistado na reportagem.

<><> Quando o esquecimento deixa de ser normal?

Os especialistas orientam observar alguns sinais de alerta, como:

•        dificuldade para realizar tarefas que antes eram simples;

•        esquecer informações importantes repetidamente;

•        não reconhecer pessoas próximas;

•        dificuldade para encontrar palavras ou manter uma conversa;

•        perda de autonomia nas atividades do dia a dia;

•        piora gradual dos sintomas ao longo do tempo.

No Alzheimer, os danos cerebrais começam muitos anos antes do aparecimento dos sintomas mais evidentes.

<><> Doença pode começar antes da terceira idade

Embora seja frequentemente associada ao envelhecimento, pesquisadores afirmam que o Alzheimer não deve mais ser visto apenas como uma doença da velhice.

Estudos recentes indicam que o processo da doença pode começar na meia-idade. Nas mulheres, por exemplo, alterações cerebrais relacionadas ao Alzheimer podem surgir por volta dos 50 anos — ou até antes, aos 45 — em razão das mudanças hormonais que acontecem durante a transição para a menopausa.

Pesquisas mostram ainda que cerca de duas em cada três pessoas com Alzheimer são mulheres. A diferença não é explicada apenas pela maior expectativa de vida feminina. Um dos fatores investigados é a queda do estrogênio, hormônio considerado essencial para a saúde cerebral por contribuir para o fornecimento de energia ao cérebro, melhorar o fluxo sanguíneo, reduzir processos inflamatórios e favorecer o funcionamento dos neurônios.

<><> É possível prevenir?

Embora ainda não exista cura para o Alzheimer, especialistas afirmam que mudanças no estilo de vida podem ajudar a reduzir o risco da doença e preservar a saúde do cérebro.

Entre as principais recomendações estão:

•        praticar atividade física regularmente;

•        manter uma alimentação equilibrada, com baixo consumo de açúcar e alimentos ultraprocessados;

•        controlar o estresse;

•        dormir bem;

•        não fumar;

•        reduzir o consumo de bebidas alcoólicas.

Para mulheres sem contraindicações médicas, a reposição hormonal durante a menopausa também pode ser considerada, sempre com orientação de um especialista.

Outra novidade é o desenvolvimento de exames de sangue capazes de identificar alterações relacionadas ao Alzheimer antes do surgimento dos sintomas. Os testes já foram aprovados nos Estados Unidos e a expectativa é que estejam disponíveis no Brasil nos próximos anos.

Especialistas reforçam, porém, que as descobertas não devem causar medo, mas servir como incentivo para o cuidado com a saúde cerebral desde a meia-idade.

Esperança no tratamento do Alzheimer e Parkinson

•        Novo estudo traz esperança no tratamento das doenças neurodegenerativas

Novo estudo realizado pela Universidade de Cambrigde, no Reino Unido, traz um luz no fim do túnel para pacientes com algumas doença neurodegenerativas como Parkinson, Alzheimer, Demência Fronto-Temporal (DFT) e até mesmo para as temidas doenças priônicas, como a Doença de Creutzfeldt-Jakob.

Até o momento nenhuma medicação havia apresentado efeito neuroprotetor sustentado nessas patologias, ou seja, as drogas disponíveis atualmente são capazes de atenuar os sintomas das doenças e melhorar a qualidade de vida, porém não evitam a sua progressão.

Esse estudo analisou o efeito de 1040 substâncias e selecionou duas com potencial de uso em cobaias e posteriormente em seres humanos.

Resultados das pesquisas de Alzheimer e Parkinson

Os resultados dessa pesquisa mostraram nos modelos animais a capacidade de evitar a progressão dessas doenças, restaurar a memória nos casos de demências (DFT) e reduziu a perda neurônios e atrofia a região do cérebro resposável pela memória, chamada de hipocampo.

Agora temos que aguardar a pesquisa em seres humanos e cruzar os dedos para termos resultados tão animadores quanto a pesquisa em laboratório!

 

Fonte: g1/Neurologia Integrada

 

 

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