quarta-feira, 27 de maio de 2026

Quem é a organização que levou Mário Frias para os EUA

Desde 12 de maio de 2026, oficiais de Justiça tentam notificar o deputado federal Mário Frias (PL-SP) em uma ação que apura o repasse de emendas parlamentares a organizações não governamentais ligadas à produção do filme Dark Horse, obra que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro. As tentativas frustradas de localizá-lo nos endereços funcionais em Brasília e em São Paulo se devem ao fato de que o parlamentar estava fora do Brasil.

O roteiro oficial de Frias, segundo ofício apresentado à Câmara dos Deputados, incluía uma passagem pelo Bahrein para discutir oportunidades de investimento e uma escala nos Estados Unidos. O destino americano, mais especificamente a cidade de Dallas, no Texas, teve como anfitrião o grupo Yes Brazil USA. Agora, a viagem, classificada como missão oficial, entrou na mira do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Flávio Dino determinou um prazo de 48 horas para que a Câmara explicasse a autorização, a duração e os custos do deslocamento.

Em entrevista nesta quarta-feira, 20 de maio, concedida ao SBT News, Mário Frias buscou afastar a ideia de fuga. Declarou estar em busca de investimentos na área de segurança pública e afirmou que retornaria. “Não devo nada. Estou pronto para prestar contas”, disse o parlamentar. A viagem ocorreu em meio a investigações sobre o financiamento do filme Dark Horse e sobre o repasse de R$ 2 milhões em emendas parlamentares à Academia Nacional de Cultura, entidade presidida por uma empresária que também integra a produtora do longa. Frias negou irregularidades.

<><> Yes Brazil USA: o que a Pública já investigou

O convite que levou o deputado aos Estados Unidos partiu de uma organização que, nos últimos anos, consolidou-se como elo entre políticos brasileiros e a comunidade conservadora no exterior. O Yes Brazil USA foi formalmente registrado como uma organização sem fins lucrativos no estado da Flórida em agosto de 2021. Na prática, o grupo já operava desde 2019. A estrutura tem Mário Martins como diretor-executivo e Larissa Martins como diretora financeira. De acordo com a página do Yes Brazil USA no Instagram, eles são um “grupo de direita que reúne cristãos comprometidos com um Brasil livre da ideologia comunista”.

Mário Martins, diretor-executivo, e Larissa Martins, diretora financeira da Yes Brazil

Como organizadores, o casal já declarou que “as liberdades estão sendo tolhidas no Brasil” e que havia chegado a hora “de nós, que moramos no exterior, levantarmos a nossa voz e denunciarmos todas as atrocidades que estão acontecendo no nosso país”.

Nas últimas eleições presidenciais, o Yes Brazil USA e outros grupos aliados organizaram a inscrição de fiscais nas seções eleitorais do exterior. “Nós já começamos fazendo bastante barulho, porque, pela primeira vez nas eleições do Brasil, houve fiscais e delegados em todo o exterior. Vocês estão de parabéns”, afirmou Larissa à época. 

A conta do grupo no Instagram tem milhares de seguidores e publica conteúdo desinformativo com frequência, sobretudo sobre a segurança do sistema eleitoral brasileiro. Ao tentar seguir o perfil, o Instagram avisa que “esta conta publicou repetidamente informações falsas que foram analisadas por verificadores de fatos independentes ou que eram contra nossas Diretrizes de Comunidade”.

A atuação da organização ganhou contornos mais definidos durante as eleições presidenciais de 2022. Nas redes sociais, o perfil do grupo passou a divulgar conteúdo sobre a segurança do sistema eleitoral brasileiro e sobre campanhas de arrecadação de fundos, tanto para Bolsonaro quanto para as famílias de presos por atos golpistas de 8 de janeiro.

A presença do grupo nas plataformas digitais foi limitada. O Instagram incluiu avisos de que a conta publicava informações consideradas falsas por verificadores independentes, o que limitou a realização de transmissões ao vivo. Uma das coordenadoras do grupo, Luciana Mazzaro da Costa Martins, que atuou como fiscal em uma seção eleitoral em Orlando, teve sua conta no Twitter suspensa por violação das regras da rede.

<><> Urnas, Yes Brazil USA e Jair Bolsonaro

A relação do Yes Brazil USA com o ex-presidente Jair Bolsonaro se estreitou no início de 2023. Quando Bolsonaro viajou para Orlando antes da posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, a organização assumiu parte da articulação de sua agenda. O grupo promoveu encontros com apoiadores em Orlando e em Boca Raton. Em um desses eventos, realizados na Church of All Nations, os ingressos se esgotaram. Na ocasião, Bolsonaro referiu-se aos detidos pelos atos de 8 de janeiro como “presos políticos”.

A organização de eventos não se restringiu aos Estados Unidos. Em parceria com o Institutum Veritas Liberat, o Yes Brazil USA promoveu seminários em cidades europeias como Roma, Novara, Zurique, Lisboa e Madrid. Os encontros serviram de palco para questionamentos sobre o sistema eleitoral. Em Zurique, o deputado federal e ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello (PL-RJ), discursou sobre a necessidade de apuração pública dos votos.

A participação de parlamentares brasileiros nesses eventos gerou custos ao Estado. Um levantamento da Agência Pública indicou que deputados e senadores utilizaram mais de R$ 127 mil em verbas públicas para passagens e diárias relacionadas a seminários na Europa.

A estrutura do Yes Brazil USA na Flórida, no entanto, apresenta contrastes. Em julho de 2023, repórteres da Pública visitaram dois endereços ligados a Larissa e Mário Martins no estado americano. Os locais estavam vazios, e funcionários do prédio onde a empresa está registrada afirmaram não conhecer o casal. As tentativas de contato com os responsáveis pela organização permaneceram sem resposta até a publicação das investigações sobre a Yes Brazil.

•        Rachadinha: ex-funcionária de Mario Frias devolveu parte do salário e pagou despesas de deputado, diz site

Uma ex-funcionária do gabinete do deputado Mario Frias (PL-SP) devolveu parte do salário ao então chefe de gabinete e pagou despesas ligadas à família do parlamentar. A denúncia é do site g1.

Comprovantes de PIX, extratos bancários e relatos da ex-assessora indicam transferências para o ex-chefe de gabinete Raphael Azevedo, além de pagamentos destinados à mãe e à esposa do deputado. A prática é conhecida como rachadinha e costuma ser enquadrada pelo Ministério Público como peculato.

Segundo os documentos obtidos pelo g1, a ex-funcionária Gardênia Morais foi nomeada secretária parlamentar entre fevereiro de 2023 e maio de 2024. Os registros mostram que ela recebia salários líquidos entre R$ 10 mil e R$ 21 mil e fazia transferências da conta em que recebia os valores para outra conta de sua titularidade. Depois disso, parte do dinheiro era enviada para Raphael Azevedo, para a ex-mulher dele e para outra parente do ex-chefe de gabinete.

Os comprovantes mostram transferências de R$ 4,6 mil em fevereiro de 2023, R$ 5 mil em março, R$ 1,5 mil em abril e R$ 4 mil em março de 2024 para Raphael Azevedo. Também aparecem repasses de R$ 3,2 mil para a ex-mulher do ex-chefe de gabinete em diferentes meses de 2023, além de outros depósitos menores para familiares dele. Os valores identificados somam R$ 35.116.

Gardênia afirmou que existiram outros repasses além dos identificados pela reportagem e disse que “tinha mais pessoas devolvendo” dinheiro no gabinete.

Documentos obtidos pela reportagem também apontam pagamentos ligados à família de Mario Frias. Em janeiro de 2024, Gardênia fez um PIX de R$ 1 mil para Maria Lucia Frias, mãe do deputado. Em dezembro de 2023, ela quitou uma fatura de cartão de crédito de Juliana Frias, esposa do parlamentar, no valor de R$ 4.832,32.

A reportagem também revelou um saque de R$ 49.999,99 realizado pela ex-funcionária em março de 2024. Segundo os extratos, ela recebeu três depósitos de R$ 50 mil feitos por Raphael Azevedo e pela esposa dele. No dia seguinte, transferiu o valor para outra conta e sacou o dinheiro em espécie. Gardênia disse apenas que entregou a quantia, sem revelar o destinatário.

Em entrevista ao g1, a ex-funcionária confirmou a devolução de parte do salário e afirmou que havia um acordo com Raphael Azevedo e conhecimento de Mario Frias. “O meu salário foi subindo gradativamente. Lá na Câmara a gente tem os ‘steps’. No final, estava girando em torno de R$ 20 mil. Me restavam, em média, de R$ 6 mil a R$ 7 mil. Eu devolvia todos os meses, de acordo com o meu ‘step’”, declarou.

Ela também afirmou que o deputado acompanhava os repasses. “O deputado sabia, o deputado estava ciente de todas as devoluções. Foi um combinado inicial, o deputado sempre participa. E depois as tratativas do dia a dia ocorriam com o Azevedo, que na época era o chefe de gabinete, braço direito do deputado”, disse.

Gardênia relatou ainda ter feito cinco empréstimos consignados que somaram R$ 174.886. Segundo ela, apenas um foi para uso pessoal e os demais teriam sido solicitados por Mario Frias e Raphael Azevedo para pagar dívidas da campanha eleitoral de 2022. “Dos cinco empréstimos, um é meu particular, no restante todos foram feitos a pedido do deputado e do Raphael Azevedo para quitar dívidas de campanha. Os empréstimos foram feitos e eles não foram quitados, estão todos em aberto no Serasa”, afirmou.

O atual chefe de gabinete de Mario Frias, Diego Ramos, afirmou ao g1 que desconhece as suspeitas porque entrou no gabinete depois do período citado e disse acreditar que o deputado também não tinha conhecimento. Segundo Ramos, “aparentemente são ex-funcionários aproveitando a situação midiática”. Raphael Azevedo não respondeu aos questionamentos da reportagem.

<><> Filme “Dark Horse” e mensagens com Daniel Vorcaro

Nesta semana, Mario Frias também apareceu em mensagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O deputado atua como produtor-executivo do longa.

Mensagens e áudios mostram conversas entre Frias e o banqueiro Daniel Vorcaro após negociações conduzidas pelo senador e pré-candidato à presidente da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para financiar o projeto. Em um áudio, Frias agradece o apoio de Vorcaro e afirma que o filme “vai mexer com o coração de muita gente”.

Segundo o Intercept, Flávio Bolsonaro negociou US$ 24 milhões para financiar a produção. Desse total, US$ 10,6 milhões teriam sido pagos em seis operações. Em mensagens enviadas ao banqueiro, o senador cobrou parcelas atrasadas e demonstrou preocupação com pagamentos ao ator Jim Caviezel e ao diretor Cyrus Nowrasteh.

Após a divulgação das conversas, Flávio Bolsonaro admitiu ter pedido recursos para o filme e alegou que o tema estava protegido por cláusulas de confidencialidade. “Eu não falei que era mentira. Tenho contrato de confidencialidade”, afirmou em entrevista à GloboNews.

Em nota, a defesa de Mario Frias afirmou que as mensagens mostram “uma relação legítima entre idealizador do projeto e um potencial apoiador privado da iniciativa” e negou que o deputado tenha atuado como articulador político ou financeiro do banqueiro. A produtora GOUP Entertainment declarou que não recebeu recursos diretos de Daniel Vorcaro nem do Banco Master.

Daniel Vorcaro está preso em Brasília sob acusação de chefiar um esquema de fraudes financeiras investigado pela Polícia Federal. As suspeitas envolvem desvios que podem chegar a R$ 12 bilhões.

•        Chico Alencar aciona PGR contra Mário Frias após ex-assessora revelar esquema de rachadinha

Deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) protocolou neste sábado (23) na Procuradoria-Geral da República uma representação criminal contra o parlamentar Mário Frias (PL-SP) para que o órgão o investigue pelas possíveis práticas de crimes como concussão, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A ação de Chico Alencar foi motivada após matéria do G1 revelar que a ex-assessora parlamentar de Mário Frias, Gardênia Morais, deixava parte de seu salário no gabinete e a familiares de Frias.

Alencar também revelou que a Federação PSOL-Rede vai acionar o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados e pedir a cassação do mandato de Mário Frias.

“O deputado e dublê de roteirista Mário Frias foi denunciado por uma ex-funcionária de seu gabinete, que o acusa de apropriar-se de parte dos salários de assessores em proveito próprio, a famosa rachadinha, tão conhecida e praticada nas hostes bolsonaristas”, ironizou Chico Alencar.

<><> Ex-assessora de Mario Frias confirma devolução de parte de salários para o deputado

Comprovantes de pagamento e extratos bancários de uma ex-funcionária do gabinete do deputado federal Mario Frias na Câmara dos Deputados indicam que ela devolveu parte do salário ao então chefe de gabinete e a familiares dele. Ela também afirma ter pago despesas de parentes do parlamentar entre fevereiro de 2023 e março de 2024. O esquema é copnhecido como “rachadinha”

A ex-funcionária, Gardênia Morais, foi nomeada secretária parlamentar entre fevereiro de 2023 e maio de 2024. Segundo documentos obtidos pelo G1, ela também contratou cinco empréstimos consignados em seu nome, que somam R$ 174.886. Parte dos valores, de acordo com os registros bancários, teria sido transferida ao então chefe de gabinete Raphael Azevedo em datas próximas à contratação dos empréstimos.

O g1 teve acesso, com exclusividade, a comprovantes de PIX e extratos bancários da conta de Gardênia no Banco do Brasil, onde ela recebia o salário pago pela Câmara. O valor líquido recebido mensalmente variava entre R$ 10 mil e R$ 21 mil, já descontados os encargos.

Os documentos mostram que a ex-assessora transferia os salários da conta do Banco do Brasil para outra conta de sua titularidade no Itaú. A partir dessa conta, ela fazia repasses ao então chefe de gabinete, Raphael Azevedo, à ex-mulher dele e a outra parente.

Entre os comprovantes obtidos pela reportagem estão:

•        um PIX de R$ 4.600 para Azevedo em fevereiro de 2023;

•        um PIX de R$ 5.000 para Azevedo em março de 2023;

•        um PIX de R$ 1.500 para Azevedo em abril de 2023;

•        um PIX de R$ 3.200 para a ex-mulher de Azevedo em maio de 2023;

•        dois PIX, de R$ 3.200 e R$ 816, para a ex-mulher e outra parente de Azevedo em julho de 2023;

•        quatro PIX de R$ 3.200 para a ex-mulher de Azevedo entre agosto e novembro de 2023;

•        e um PIX de R$ 4.000 para o próprio Azevedo em março de 2024.

Segundo Gardênia, os valores identificados pela reportagem, que totalizam R$ 35.116, representam apenas parte dos repasses realizados. Ela afirmou ainda que “tinha mais pessoas devolvendo” salário no gabinete.

<><> Pagamentos a familiares e saque em dinheiro

Um dos comprovantes obtidos mostra que Gardênia fez um PIX de R$ 1.000, em 29 de janeiro de 2024, para Maria Lucia Frias, mãe do deputado.

Outro documento aponta que, em dezembro de 2023, a ex-funcionária quitou uma fatura de cartão de crédito de Juliana Frias, esposa do parlamentar, no valor de R$ 4.832,32.

A reportagem também obteve comprovante de um saque em espécie no valor de R$ 49.999,99 realizado por Gardênia em 27 de março de 2024. A ex-funcionária disse que o dinheiro foi entregue, mas afirmou que não revelaria a quem.

Os documentos e o relato da ex-assessora indicam que a operação teria sido feita para dificultar o rastreamento do valor:

•        Gardênia recebeu três depósitos de Raphael Azevedo e da esposa dele, somando R$ 50 mil, na conta-salário do Banco do Brasil em 26 de março de 2024;

•        no mesmo dia, ela transferiu os recursos para a conta no Itaú;

•        e, no dia seguinte, realizou o saque em dinheiro vivo.

Não há informação sobre o destino final dos valores.

<><> Ela afirma que deputado sabia de tudo

Questionada pela reportagem, Gardênia Morais confirmou que devolvia parte do salário conforme um acordo firmado com o então chefe de gabinete, Raphael Azevedo, e afirmou que o deputado tinha conhecimento da prática.

“O meu salário foi subindo gradativamente. Lá na Câmara a gente tem os ‘steps’. No final, estava girando em torno de R$ 20 mil. Me restavam, em média, de R$ 6 mil a R$ 7 mil. Eu devolvia todos os meses, de acordo com o meu ‘step’”, disse.

Raphael Azevedo trabalhou no gabinete de Mario Frias entre fevereiro de 2023 e fevereiro de 2024, segundo registros da Câmara dos Deputados.

“O deputado sabia, o deputado estava ciente de todas as devoluções. Foi um combinado inicial, o deputado sempre participa. E depois as tratativas do dia a dia ocorriam com o Azevedo, que na época era o chefe de gabinete, braço direito do deputado”, afirmou Gardênia.

<><> Empréstimos consignados e dívidas

A ex-funcionária afirmou que apenas um dos cinco empréstimos consignados foi contratado para uso pessoal. Segundo ela, os demais foram feitos a pedido do deputado e do então chefe de gabinete para quitar dívidas de campanha eleitoral de 2022.

“Dos cinco empréstimos, um é meu particular, no restante todos foram feitos a pedido do deputado e do Raphael Azevedo para quitar dívidas de campanha [de 2022]. Os empréstimos foram feitos e eles não foram quitados, estão todos em aberto no Serasa. Enfim, meu nome… Para você ter noção de como ficou minha situação hoje, eu moro de favor na casa da minha ex-sogra”, declarou.

A prática de exigir a devolução de parte dos salários de assessores parlamentares é popularmente conhecida como “rachadinha”. Embora não exista um crime específico com esse nome na legislação brasileira, o Ministério Público costuma enquadrar casos do tipo como peculato, delito caracterizado pelo desvio de recursos públicos em benefício próprio ou de terceiros.

<><> Ligação com produção de filme sobre Bolsonaro

Mario Frias ganhou destaque recentemente por atuar como produtor-executivo do filme “Dark Horse”, produção que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro sob a ótica de aliados políticos.

Mensagens e áudios divulgados pelo site The Intercept Brasil apontam que o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, solicitou recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o longa-metragem.

Segundo as revelações, Vorcaro teria destinado cerca de R$ 61 milhões para a produção. Mensagens divulgadas pelo Intercept e confirmadas pela TV Globo e pelo g1 mostram Mario Frias agradecendo ao banqueiro pelo financiamento do projeto.

<><> O que dizem os citados

A reportagem procurou o atual chefe de gabinete de Mario Frias, Diego Ramos. Ele afirmou desconhecer as suspeitas, alegando que ingressou no gabinete após o período investigado, e disse acreditar que o deputado também não tinha conhecimento das denúncias.

Segundo Ramos, “aparentemente são ex-funcionários aproveitando a situação midiática”.

Ele informou ainda que encaminharia os questionamentos ao deputado, que está no exterior. Até a publicação da reportagem, Mario Frias não havia se manifestado.

O ex-chefe de gabinete Raphael Azevedo também foi procurado, mas não respondeu aos questionamentos da reportagem.

 

Fonte: Por Thiago Domenici, da Agencia Pública/Brasil de Fato/Fórum

 

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