Estratégia
de confronto com elites políticas fortalece esquerda às vésperas da eleição
colombiana
São já
no domingo, 31 de maio, as eleições para a Presidência da República da
Colômbia. Os cerca de 41 milhões de eleitores serão chamados a eleger o
sucessor de Gustavo Petro, primeiro presidente
de esquerda da história do país. Eleito em 2022, a legislação eleitoral
colombiana não permite que se recandidate. Mas é evidente que os resultados
desta eleição serão marcados pela avaliação mais ou menos positiva do
desempenho do seu governo, das suas promessas e do que foi e do que não foi
cumprido — e porquê.
O certo
é que essa avaliação parece ser bastante positiva para a esquerda, porque Iván Cepeda, candidato do
partido de Gustavo Petro, o Pacto Histórico, é apontado por todas as sondagens
como vencedor da primeira volta das eleições. Na sondagem ponderada, um
agregador de sondagens, Cepeda aparece com 38% a 40% dos votos na primeira
volta, seguido por dois candidatos da direita e da extrema-direita, Abelardo de
la Espriella (24%) e Paloma Valencia (19%), sendo que o candidato em quarto
lugar tem apenas 3%.
Apesar
de Iván Cepeda ter praticamente assegurada a vitória na primeira volta, muito
dificilmente conseguirá atrair o volume de votos necessários para vencer já em
31 de maio (50% dos votos mais um). Caso isso não aconteça, haverá então uma
segunda volta em 21 de junho.
Para a
segunda volta, a sondagem ponderada, nos dois cenários possíveis, aponta para
uma situação ainda muito indefinida, um empate técnico, com Paloma Valencia
vencendo Iván Cepeda por um ponto e Cepeda, por sua vez, superando Espriella
por três. Mas todos sabemos como as segundas voltas entre os dois candidatos
mais votados de uma eleição tendem a ter pressupostos muito diferentes dos das
primeiras voltas. Isto é, em vez de votar no seu candidato preferido, o eleitor
vota contra aquele que lhe provoca mais rejeição.
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Um destes três candidatos será o próximo presidente da Colômbia
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Iván Cepeda –
É o candidato do Pacto Histórico, partido do atual presidente Gustavo Petro.
Senador da República, Cepeda apresenta-se como “defensor de direitos humanos,
sobrevivente do genocídio político, filho de um senador da União Patriótica
assassinado pelos seus compromissos com os direitos do povo”. Em agosto de
1994, o pai de Iván, o político comunista Manuel Cepeda Vargas, foi morto por
paramilitares. Iván tinha 32 anos e, a partir dessa data, dedicou-se à luta
pela defesa dos direitos humanos. Como parte dessa luta, criou e liderou o
Movimento Nacional de Vítimas de Crimes do Estado (Movice).
Esta
luta deu-lhe o impulso para ser eleito deputado em 2010 e senador quatro anos
depois. Em 2014, o senador Cepeda acusou o também senador e ex-presidente
Álvaro Uribe (2002-2010) de manter ligações com os paramilitares. Esta acusação
deu origem ao “Caso Uribe”, um dos processos judiciais mais famosos do país,
que já dura há mais de dez anos e ainda está na fase de recursos. O processo
foi movido por Uribe, que acusou Iván Cepeda de manipular testemunhas para
atacá-lo. Mas o acusador passou a acusado quando, após investigação, o tribunal
chegou à conclusão de que o manipulador era o ex-presidente, e não Cepeda.
Em
agosto de 2025, Álvaro Uribe foi considerado culpado pelo tribunal e condenado
a 12 anos de prisão domiciliária. A decisão foi revogada por um tribunal de
segunda instância, mas Cepeda interpôs recurso, que está a ser analisado pelo
Supremo Tribunal de Justiça.
Compreende-se,
assim, o que o candidato do Pacto Histórico quer dizer quando, falando dos seus
atuais adversários na disputa eleitoral, afirma: “O nosso confronto é claro:
não é com Paloma nem com Abelardo, é contra Uribe.”
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Abelardo de la Espriella – Advogado criminalista, é o aspirante a ser o
Javier Milei da Colômbia.
Apresenta-se
como o candidato antissistema e afirma recusar qualquer apoio dos partidos e
políticos tradicionais. O seu programa baseia-se nas ideias de Milei, sem
esquecer, é claro, a devoção a Donald Trump e a Benjamin Netanyahu. Sobre o
primeiro-ministro de Israel, De la Espriella chegou mesmo a dizer que
“Netanyahu está fazendo o que tem de fazer para defender o seu povo, e é o
mesmo que eu farei para defender a Colômbia. Custe o que custar”. Recorde-se
que a Colômbia de Gustavo Petro rompeu relações diplomáticas com Israel.
Na
campanha, defende a pátria e a família tradicional, a economia de livre mercado
e a redução do Estado, além da rejeição da interrupção voluntária da gravidez.
Rejeita o feminismo, a eutanásia e a adoção homoparental.
Também
defende pôr fim aos processos de paz com grupos armados na Colômbia, permitir o
porte de armas à população civil e que a Colômbia saia de organismos
internacionais como o Tribunal Interamericano de Direitos Humanos e as próprias
Nações Unidas.
Messiânico,
diz que se candidatou porque “Deus mostrou-me que tinha chegado o momento”. Um
momento escolhido a dedo, porque, antes dessa revelação, o candidato era ateu.
O seu
alegado afastamento dos partidos e políticos tradicionais foi abalado pela
escolha do advogado José Manuel Restrepo para ser o seu vice-presidente.
Restrepo foi ministro do Comércio, Indústria e Turismo e, posteriormente,
ministro das Finanças do governo de Iván Duque (2018-2022). Iván Duque é um
homem do ex-presidente Álvaro Uribe, a quem chegou a qualificar de “presidente
eterno”.
Outro
apoio que contradiz o discurso antissistema de De la Espriella é o de famílias
como a Char, que tem enorme influência eleitoral no norte do país. Apesar de
jurar não querer receber o apoio “dos de sempre”, o candidato da
extrema-direita não se faz rogado quando lhe chegam apoios importantes como
este.
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Paloma Valencia –
Advogada e senadora, é a candidata do Centro Democrático, partido do
ex-presidente Álvaro Uribe, e representa a candidatura oficial do uribismo.
Para não deixar dúvidas, a candidata considerou o ex-presidente e senador como
“seu papá” e disse que, no seu governo, ele seria ministro da Defesa.
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Como
estratégia de vitória, procura atrair os votos do centro e da direita para o
seu lado, principalmente dos eleitores que não se espelham no extremismo de
direita do seu adversário De la Espriella. Porém, quando se trata das reformas
sociais do governo Petro, o seu próprio extremismo de direita vem à superfície
em todo o seu fulgor.
A reta
final da campanha é, assim, palco de uma direita dividida e em plena guerra,
disputando o mesmo eleitorado, sabendo que aquele dos dois que ficar à frente
disputará com Cepeda a segunda volta.
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Sem maioria parlamentar, como prevalecer?
Se
estas eleições se realizam após quatro anos de mandato do primeiro governo de
esquerda da Colômbia, é inevitável que o seu balanço esteja presente em toda a
campanha para eleger o sucessor de Gustavo Petro. Ora, estes quatro anos não
foram fáceis para o presidente colombiano. Em primeiríssimo lugar, porque não
podia contar com uma maioria parlamentar que aprovasse as reformas com que se
comprometera na campanha. Tudo o que foi aprovado teve de ser negociado com
setores políticos à sua direita.
O
segredo de Petro foi combinar essas negociações com a mobilização nas ruas e a
pressão popular. E insistir nas principais bandeiras anunciadas no início do
mandato, sem descanso, mesmo quando a maioria da direita no Senado lhe barrava
as iniciativas.
O
Senado derrota a reforma laboral? Petro convoca uma consulta popular para que o
povo decida. O Senado rejeita a realização da consulta? Petro convoca
manifestações em todo o país, afirmando que a decisão tem de ser do povo. O
Senado finalmente aprova a reforma laboral? Petro reivindica vitória, mas
afirma que esta só foi possível porque “o povo levantou-se” para se defender.
Algumas
medidas aprovadas na reforma laboral de Petro:
- Os contratos sem
termo passam a ser considerados a norma;
- A jornada de
trabalho diária é limitada a oito horas;
- O fim da jornada
laboral normal é antecipado das 21h para as 19h, contando, a partir daí,
como trabalho noturno;
- As horas
trabalhadas aos domingos e feriados passam a ter um acréscimo de 100%;
- São proibidos
dois turnos diários e a contratação por hora;
- Fim dos
“contratos de serviço” para cargos permanentes no setor público;
- Garantias de
inclusão laboral de pessoas com deficiência;
- Possibilidade de
horários flexíveis para trabalhadores que cuidam da casa e de pessoas com
deficiência;
- Constituição de
um fundo público para atribuir pensões aos trabalhadores rurais.
Outro
“segredo” de Petro foi levantar as suas “bandeiras”, as reformas anunciadas na
campanha, logo no início do mandato e manter o foco nelas até haver alguma
resolução.
Diante
de qualquer desaire — um voto negativo no Parlamento, por exemplo —, denunciar
implacavelmente os que votaram contra e se opuseram ao avanço das reformas. Com
isso, conseguiu manter-se na ofensiva mesmo quando sofria derrotas.
Além
disso, Petro tem grande capacidade de explicar em termos simples o que está em
causa, de forma a transmitir ao povo que o presidente está do seu lado contra o
Senado, a Câmara dos Deputados ou os partidos da direita, que se opõem ao
avanço das reformas que o povo aprovou ao votar em Gustavo Petro.
Desta
forma, o presidente consegue assenhorear-se da agenda mediática e manter
presença constante nos meios de comunicação, além de pressionar a direita e as
instituições que se lhe opõem.
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Salário mínimo e Assembleia Constituinte
O mais
recente aumento do salário mínimo veio confirmar esta forma de agir de Petro.
Em dezembro, o governo anunciou um aumento de 23,7%, para dois milhões de pesos
(cerca de 450 euros), muito superior à inflação e ao aumento de produtividade
no período. “Um salário mínimo que garanta que uma família possa ter o mínimo
para viver”, argumentou Petro. O Conselho de Estado, instância superior que
resolve disputas entre entidades privadas e estatais, suspendeu o decreto do
governo e determinou a publicação de um novo texto com a explicação do valor do
aumento.
Petro
publicou um novo decreto com exatamente o mesmo valor de aumento e uma
argumentação técnica mais aprofundada sobre o salário mínimo vital. A
assinatura do decreto do novo salário mínimo realizou-se em 20 de fevereiro, na
Praça Bolívar, diante de milhares de pessoas.
No seu
discurso, Petro falou dos obstáculos que impediam o governo de avançar mais nas
medidas prometidas: “Vocês votaram em mim para mudar as coisas. Eu tentei, mas
não pude fazer muita coisa”, lamentou. “Tivemos uma espécie de cerco, um Muro
de Berlim, para que não se apliquem as normas que podem transformar a
Colômbia.”
Agora
que faltam menos de quatro meses para o fim do seu mandato, Petro ainda não
baixou a guarda e pretende culminar o seu impulso de mudança com a medida que,
na sua visão, pode pôr fim aos obstáculos: a convocatória de uma Assembleia
Nacional Constituinte.
“O
atual presidente da Colômbia quer que o povo se exprima como poder
constituinte. Porquê? Porque as forças cavernícolas presentes nas instituições
constituídas bloquearam as reformas que garantiam os direitos das pessoas e que
ordenavam como direitos fundamentais, individuais e sociais a Constituição de
1991”, escreveu Petro ao lançar a sua nova iniciativa: a recolha de cinco
milhões de assinaturas para convocar uma Assembleia Nacional Constituinte.
A
convocatória de uma Constituinte é prerrogativa do Congresso, e este já se
manifestou contrário à iniciativa. Mas Petro rebate, dizendo que não é ele quem
convoca, e sim o povo. Daí os cinco milhões de assinaturas. O seu sucessor terá
de tomar a decisão.
¨ Candidato à
presidência da Colômbia apresenta 7 programas contra desigualdade e uribismo
“O
principal eixo do segundo governo progressista será o avanço na eliminação da
pobreza e da superação da desigualdade social. Acreditamos que se deve
promover, como fez o nosso primeiro governo, uma economia produtiva,
diversificada e socialmente inclusiva”, sintetizou o senador Iván Cepeda, candidato à
presidência da Colômbia nas eleições do próximo 31 de maio, durante coletiva de
imprensa nesta quinta-feira (21), em Bogotá.
Há
exatos dez dias do embate contra as forças do fascismo, da subserviência aos
Estados Unidos e do narcotráfico — que buscam voltar ao poder por meio da
uribista Paloma Valencia ou do bilionário Abelardo de la Espriella —, o
candidato do Pacto Histórico e da Aliança pela Vida construiu uma frente ampla
para impulsionar o crescimento do mercado interno e avançar na política de
valorização do salário mínimo, que neste ano teve um aumento real de 18,5%.
Dando
continuidade ao programa do presidente Gustavo Petro, Cepeda dispensa a
submissão ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e a entrega do patrimônio
público nacional ao estrangeiro, e reforça a visão de que o país deve proteger
e industrializar suas reservas de minerais críticos e terras raras para
alcançar soberania tecnológica e autonomia.
“Nós
consideramos que o desenvolvimento, o fortalecimento da nossa economia de forma
sustentável, tem que ver com um avanço substancial na redução da pobreza e da
desigualdade social. Estamos totalmente contra a ideia de que lutar contra a
pobreza e buscar o bem-estar social seja antitético ou contrário ao crescimento
econômico”, assinalou Cepeda. Nossa ideia, frisou, “é que, quando há maior
bem-estar, maior eliminação da pobreza, maior salário real e melhores
possibilidades de política social, mais cresce a economia e mais se fortalecem
as possibilidades de ascensão; mais ganham as grandes empresas”.
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Estado não pode ser observador passivo
Em
função disso, o candidato do governo defendeu a relevância de que “o Estado
seja um empreendedor, um inovador e que tenha um papel estratégico na
economia”. Diferentemente dos neoliberais, que colocam o Estado como um “mero
observador passivo” do que ocorre — em benefício dos cartéis e monopólios
privados —, o candidato acredita que ele necessita ter uma ação inovadora,
agindo “com uma política social, que é uma base importante deste papel”.
Cepeda
reiterou que as iniciativas do governo colombiano não estarão baseadas em
subsídios assistencialistas, com os quais os neoliberais costumam se enriquecer
ilegalmente às custas do Estado, mas “em programas orientados a fortalecer o
tecido social, a produtividade e as microempresas familiares”. Tais propostas,
sublinhou, teriam um custo financiado pelo aumento das receitas da Ecopetrol —
maior empresa da Colômbia e uma das quatro principais companhias petrolíferas
integradas da América Latina —, pela eliminação de intermediários e pelo
redirecionamento de gastos públicos.
A fim
de acelerar a tramitação e a viabilidade destas importantes iniciativas, Cepeda
comunicou que buscará acordos com o setor privado por meio de “programas
sociais em troca de impostos”. A proposta possibilitaria que empresas que
contribuam financeiramente com os programas sociais recebam benefícios fiscais.
Os sete
programas sociais de Iván Cepeda são os seguintes:
1.
Ampliação do Colômbia Maior
O
programa atualmente beneficia 3,2 milhões de idosos com um bônus mensal de
aposentadoria de 230 mil pesos (US$ 62). Sua proposta é incorporar mais um
milhão de beneficiários que vivem em situação de pobreza e extrema pobreza. O
custo seria financiado, entre outras fontes, por mais receitas da Ecopetrol.
2.
Renda Jovem e Serviço Social para a Paz
Destinado
a estudantes de universidades públicas e jovens de áreas rurais ou periferias
urbanas. Cepeda explicou que a iniciativa inclui transferências mensais entre
800 mil e um milhão de pesos (US$ 215 e US$ 269). A proposta seria financiada
pelo fortalecimento dos programas de assistência social universitária e pela
expansão do Serviço Social para a Paz, mecanismo criado por lei e promovido
pelo próprio senador.
Ele
esclareceu que os jovens poderiam optar entre o serviço militar ou participar
de atividades relacionadas à proteção ambiental, alfabetização digital e apoio
a idosos em regiões remotas do país.
3.
Renda Básica Universal com foco na produtividade
O
candidato propôs dobrar a abrangência do programa de renda básica universal,
ampliando de 800 mil para 1,6 milhão o número de famílias beneficiadas. O
programa inclui transferências bimestrais de 500 mil pesos (US$ 134,7), tendo
como objetivo que os beneficiários façam gradualmente a transição para
programas produtivos, por meio de empréstimos flexíveis para microempresas
familiares.
Ao
longo dos quatro anos, o objetivo é financiar 200 mil microempresas familiares,
com empréstimos facilitados dirigidos a quem hoje é rejeitado pelo sistema
financeiro.
4.
Renda Básica para Pessoas com Deficiência
O
programa envolve a implementação de uma renda básica para pessoas com
deficiência, criada pela Lei 2426 de 2025. A iniciativa, assinalou,
beneficiaria aproximadamente 400 mil pessoas, especialmente crianças e jovens
adultos de até 29 anos com deficiência.
5.
Proteção Econômica para Líderes Sociais
A
criação de um programa especial para proteger líderes sociais em áreas de alto
risco proporcionaria um “salário digno” para aproximadamente 5 mil pessoas que
demonstram “comprovada liderança” em suas comunidades e enfrentam ameaças ou
riscos devido ao seu ativismo. Cepeda ressaltou que muitas destas vítimas não
possuem sequer recursos para se deslocar e proteger suas vidas. Desta forma, o
auxílio também serviria como “mecanismo de proteção”.
6.
Compra direta de alimentos dos camponeses
Haverá
um redirecionamento das compras públicas de alimentos para associações de
agricultores e produtores rurais. Desta forma, asseverou, programas como o
Programa de Alimentação Escolar (PAE), o Instituto Colombiano de Bem-Estar
Familiar e as Forças Armadas deixariam de comercializar com grandes
intermediários e passariam a adquirir alimentos diretamente dos agricultores. A
medida fortaleceria a economia rural, garantiria mercados para os produtores e
reduziria a corrupção associada aos intermediários nos contratos de alimentação
escolar e governamental.
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7.
Kits escolares para alunos vulneráveis
O
programa mais recente envolve a distribuição de kits escolares para dois
milhões de estudantes em áreas rurais e periferias urbanas. A iniciativa tem
como público-alvo alunos do ensino fundamental e incluiria uma mochila com um
jogo de xadrez, uma bola, lápis de cor, material básico e folhetos da Comissão
da Verdade.
Fonte: Esquerda.Net/Diálogos
do Sul Global

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