segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Artigo: “Riqueza, miséria e insegurança na terra da família Sarney”

Pobre, no Maranhão, se chama João Batista ou José de Ribamar, declarou um deles, João Batista do Vale. Esse ajudante de pedreiro, negro e pobre, que se consagrou como cantor e compositor, morreu completamente joão, sem deixar bens, em 1996, apesar do sucesso de suas músicas como Carcará, Pisa na Fulô e Peba na Pimenta.
Destino outro teve um certo Ribamar. Entrou na política, enricou e se desfez do nome. Foi ao cartório, em 1965, e legalizou a troca. Deixou de ser José de Ribamar Ferreira de Araújo Costa para se metamorfosear em José Sarney. Legou o novo nome aos três filhos: Roseana, Sarney Filho e Fernando Sarney, herdeiros de seus bens. Vai morrer absolutamente sarney: rico. Podre de rico. Podre mesmo.
Por isso, faz sentido a declaração da governadora Roseana Sarney, que surpreendeu o Brasil ao atribuir à riqueza do Maranhão a responsabilidade pela recente onda de violência nos presídios estaduais, onde ocorreram 62 assassinatos, em 2013, com cabeças decapitadas, e até nas ruas de São Luís, onde crianças foram incendiadas. O mundo ficou de tal modo estarrecido que a ONU (Organização das Nações Unidas) exigiu uma "investigação imediata, imparcial e efetiva" e a Procuradoria Geral da República estuda uma intervenção federal nos presídios.
- Um dos problemas que estão piorando a segurança é que o estado está mais rico, o que aumenta o número de habitantes – explicou a filha do dito cujo ex-Ribamar. Do discurso da governadora, que por pouco escapou de se chamar Ribamarina, se deduz que, quanto mais pobreza, mais segurança. Nesse sentido, precisamos reconhecer o enorme esforço da família Sarney, no poder há várias décadas, para melhorar a segurança, mantendo o Maranhão na extrema miséria.
Ribamarina
Aleluia, aleluia, peixe no prato, farinha na cuia. Esta política teve relativo êxito, como revelam alguns indicadores. O Maranhão é o vice-campeão brasileiro em mortalidade infantil, em esperança de vida e apresenta o segundo pioríndice de desenvolvimento humano (IDH) do Brasil, de acordo à avaliação do PNUD, além de ser a pior renda per capita do país.. É o estado mais miserável, que agora exibe para o mundo as cenas de barbárie nas prisões e nas ruas. Portanto, se a segurança piorou, não foi por falta de pobreza, mas porque Sarney foi mais sarney e menos ribamar, como comprovam as empresas ligadas à família dele que continuaram enriquecendo, entre elas a Atlântica Segurança, empresa do sócio de Jorge Murad, marido da governadora, a VTI Serviços, Comércio e Projetos e aNissi Construções, o que fez "piorar a segurança no estado", como reconheceu a governadora.
Segundo O Globo, a Atlântica recebeu nos últimos dois anos R$ 20,3 milhões de órgãos do estado, entre eles a Secretaria de Administração Penitenciária. A VTI, sem qualquer experiência no ramo, foi contratada para administrar o sistema penitenciário, abocanhando R$ 153,9 milhões só em 2013. A Nissi Construções, contratada sem licitação por R$ 1.167 milhão, recebeu adiantado para a reforma de um presídio não concluída. E por aí vai…
Outro índice de enriquecimento do estado foi o pregão aberto e as licitações lançadas para compra de bebidas e comidas que devem abastecer as geladeiras do Palácio dos Leões e a casa de praia na Ponta do Farol. O valor é de R$ 1,3 milhão para comprar lagostas, patinhas de caranguejo, caviar, uísque escocês 12 anos, vinhos importados e champagne nas variedades extra, brut, sec e demisec. Tudo isto revela que o estado ficou mais rico, é por isso que a segurança piorou. A governadora tem razão.
Foi assim que a família do ex-Ribamar construiu uma das maiores fortunas do Maranhão. O papi soberano e seus filhos são proprietários de fazenda na Ilha de Curupu, de mansão na Praia do Calhau, de dezenas de imóveis e do Sistema Mirante de Comunicação, com canal de televisão, emissoras de rádio e jornal. E por ai vai… Menos Sarney.
Dona da capitania hereditária do Maranhão, a família Sarney enriqueceu, usando métodos pouco ortodoxos, como demonstram investigações realizadas pela Polícia Federal, em 2002, quando foi apreendido mais de R$ 1,3 milhão em dinheiro vivo na Lunus, empresa de Murad, e a Operação Boi Barrica, envolvendo Fernando Sarney. Mas na concepção política da governadora, quem ficou rico foi o Maranhão, porque para os Sarney, "L'État, c'est moi".
Roseana é um gênio da ciência política. Conseguiu mostrar ao mundo aquilo que muitos de nós já desconfiávamos: a riqueza de poucos gera a miséria e a insegurança de muitos. Seu discurso dá continuidade ao sermão do padre Antonio Vieira que, recém-chegado do Maranhão, pregou na sexta-feira santa, em 1655, em Lisboa. Acusou os governadores do Maranhão, nomeados por três anos, de enriquecerem durante o triênio, juntamente com seus amigos e apaniguados, dizendo que eles conjugavam o verbo furtar em todos os tempos, modos e pessoas.
- Furtam pelo modo infinitivo, porque não tem fim o furtar com o fim do governo, e sempre lá deixam raízes em que se vão continuando os furtos. Esses mesmos modos conjugam por todas as pessoas: porque a primeira pessoa do verbo é a sua, as segundas os seus criados, e as terceiras quantos para isso têm indústria e consciência.
Segundo Vieira, os governadores “furtam juntamente por todos os tempos”. Roubam no tempo presente, “que é o seu tempo” durante o período em que governam, e roubam ainda ”no pretérito e no futuro”. Roubam no passado perdoando dívidas antigas com o Estado em troca de propinas, “vendendo perdões” e roubam no futuro quando “empenham as rendas e antecipam os contrato, com que tudo, o caído e não caído, lhe vem a cair nas mãos”.
O missionário jesuíta, que era conselheiro e confessor do rei, no Maranhão disse que os governadores roubam “nos tempos imperfeitos, perfeitos, mais-que-perfeitos, e quaisquer outros, porque furtam, furtavam, furtaram, furtariam e haveriam de furtar mais se mais houvesse". “Enquanto conjugam toda a voz ativa – discursa Vieira – as miseráveis províncias suportam toda a passiva, eles como se tivessem feito grandes serviços, tornam carregados de despojos e ricos; e elas ficam roubadas e consumidas”.
Numa atitude audaciosa, padre Vieira alerta o rei:
- Em qualquer parte do mundo se pode verificar o que Isaías diz dos príncipes de Jerusalém: os teus príncipes são companheiros dos ladrões. E por que? São companheiros dos ladrões, porque os dissimulam; são companheiros dos ladrões, porque os consentem; são companheiros dos ladrões, porque lhes dão os postos e os poderes; são companheiros dos ladrões, porque talvez os defendem; e são finalmente, seus companheiros, porque os acompanham e hão de acompanhar ao inferno, onde os mesmos ladrões os levam consigo”.
É. Parece que está no DNA. O caso do Maranhão expõe a situação infernal da população carcerária do Brasil, que hoje ultrapassa o meio milhão de presos, confirmando o que afirmou o ex-ministro da Justiça britânica, Douglas Hard: "a prisão é a maneira mais cara de tornar as pessoas piores". "No Maranhão" – informa a Folha de S. Paulo – "a chance de ser morto num presídio é quase 60 vezes maior do que do lado de fora".
Enquanto houver um sarney governador, deputado, senador ou juiz segurando o osso, o Brasil todo, e não apenas o Maranhão, continuará sendo miserável. Os bens da família deviam ser confiscados pelo Estado, retornando de onde vieram. Desta forma, sarney voltará a ser ribamar, contribuindo com a pobreza para aumentar a segurança.


“Enquanto houver um sarney governador, deputado, senador ou juiz segurando o osso, o Brasil todo, e não apenas o Maranhão, continuará sendo miserável. Os bens da família deviam ser confiscados pelo Estado, retornando de onde vieram”.Autor: José Ribamar Bessa Freire 

domingo, 12 de janeiro de 2014

No Maranhão, todos eram cegos, surdos e mudos




No presídio situado nas terras do Ducado dos Sarney morreu um, dois, dez, vinte, trinta.  Morreram assassinados e os corpos, mutilados, foram retirados do presídio. Mas, como em um espetáculo de mágica, ninguém viu.  Todos os agentes públicos eram cegos.
Ninguém também ouviu coisa alguma.  Todos os agentes públicos eram cegos e surdos. Como também eram mudos, ninguém falou nada.
Sendo cegos, surdos e mudos, ninguém sabia de nada.  Nem os funcionários do presídio nem a alta cúpula da administração do Maranhão.
No dicionário da língua portuguesa “maranhão” significa “mentira bem engendrada”.
No caso, o silêncio absoluto sobre as mortes violentas assumiu os ares de uma mentira bem engendrada.  Mas os fatos macabros, em elevado número, acabaram vindo à tona.  O clã dos Sarney, embora tenha realizado esforço descomunal, não conseguiu mantê-los ocultos, apenas retardou a divulgação e o domínio público.
No Maranhão, só depois das 60 mortes no ano que findou e do relatório do Conselho Nacional de Justiça, foi possível o país tomar ciência da tragédia de dor e sangue que vinha ocorrendo sob as barbas e total inércia da cúpula da administração estadual.
NÃO TEM JEITO
Toda a nação tem a impressão que no Maranhão é assim mesmo, não tem jeito. O Maranhão é recordista absoluto (olímpico) da pior renda per capita do país. Chega em segundo no pior IDH estadual.  Saneamento básico, ninguém do povo sabe o que é.
Porém, todos sabem que se nada mudou em cinquenta anos de domínio do clã Sarney,  nada irá mudar… Faz bem para a saúde deixar tudo para lá…
O governo federal e o estadual estão muito ocupados com o momento político, afinal, este é um ano de eleições e, acima de tudo, o poder deve ser mantido.  Por esta razão, não tiveram tempo para agir ou ficar, nem um pouquinho, chocados com cenas de cabeças rolando entre corpos dilacerados.  Afinal, as carnes retalhadas eram de pouca importância, meros presidiários.
O governo Roseana Sarney insistiu e continua a insistir em acusar até mesmo relatório oficial do Conselho Nacional de Justiça de difundir “inverdades”. O governo da presidenta Dilma para, ouve, nada faz.
Aparentemente, não toma partido. Mas, ao assim proceder, passa a impressão de que tomou partido de dois poderosos aliados políticos: o  o clã Sarney e o PMDB.
E essa impressão poderá estar maculando o currículo da velha guerrilheira que, segundo é de conhecimento público, na juventude, pegou em armas para combater a injustiça.  O tempo mudou Dilma?


Autor: Celso Serra
Enviado por Luciano Moura

sábado, 11 de janeiro de 2014

A ARQUITETURA DO UFANISMO E OS SANTINHOS DO MARANHÃO

'Insustentável', 'calamidade', 'descalabro', 'bandalheira generalizada' e expressões correlatas bem ilustram a política desavergonhada que se instalou no Maranhão desde a metade do século passado, consolidando a última CapitaniaHereditária do planeta. Tudo isso com absoluto aval dos sucessivos ocupantes da Presidência da República Federativa do Brasil, entre os quais destaca-se o donatário 'pai-de-todos' José Sarney, despudoradamente nomeado 'imortal' pela Academia Brasileira de Letras.
Uma breve visita à galeria do histórico Convento das Mercês, que abriga a Fundação José Sarney, em São Luís, revela o ar 'santificado' emprestado ao clã hegemônico maranhense. Para além dos badulaques que lembram a passagem do patriarca pelo Palácio do Planalto — um tempo econômico sombrio que os brasileiros preferem esquecer —, o que há de mais relevante é o acervo com cerca de 30 quadros onde a família Sarney e seus aliados políticos são retratados sob o fervor de trajes religiosos da Igreja Católica.
O furo de reportagem que revelou a blasfêmia é do jornalista Reynaldo Turollo Junior, publicado pela Folha de S.Pauloem 28 de julho de 2013. Confira: http://goo.gl/5k67fE
Como brilhantemente escreveu o colunista #AugustoNunes, na VEJA, nos quadros "José Sarney contempla a eternidade fantasiado de cônego. Sua mulher, Marli, capricha na pose de freira. Edison Lobão, alojado por 'Madre Superiora' no Ministério de Minas e Energia, não sabe direito se é frade ou monge. Roseana Sarney, Zequinha e Fernando também aparecem paramentados para a missa negra. Todos têm o olhar confiante de quem garantiu a aprovação no Dia do Juízo Final com a compra de indulgências plenárias no mercado paralelo". [Fonte: http://goo.gl/NRN9DA]
Quem já foi a São Luís, identifica por imediato o 'universo paralelo' implantado pela doutrina 'sarneysista', à revelia dos ditames da Constituição da República Federativa do Brasil, da seriedade, da transparência e até da moral e dos bons costumes políticos. O 'miserê' generalizado serve de moldura à Ponte José Sarney, à Maternidade Marli Sarney, à Avenida Presidente José Sarney, à Avenida Governadora Roseana Sarney e tantos mais.
A arquitetura do ufanismo é de tal ordem, que nem Guaraná Jesus salva!
O resultado dos sucessivos (des)governos jaz candidamente nos dados do 
IBGE: apenas 4,5% dos cidadãos maranhenses possuem rede de esgoto em casa; 20,8% são analfabetos; metade da população trafega pelo semianalfabetismo; a renda média per capita é bem menor que o salário mínimo; a expectativa de vida é a menor do país; e o Maranhão tem o segundo pior IDH, perdendo apenas para as Alagoas de 'Suas Santidades' Renan Calheiros e Fernando Collor de Mello.
Misteriosamente (?!), só agora o Brasil decidiu mostrar-se chocado com a calamidade vivida pelo povo maranhense, após a explosão de violência nos presídios estaduais e a divulgação de algumas imagens da barbárie, com detentos decapitados e uma criança queimada num ônibus coletivo.
Pelo visto, apenas os cidadãos brasileiros 'não-nobres' reagiram. 'Sua Alteza', a 'presidenta' Dilma Rousseff, mergulhou em ensurdecedor silêncio institucional, ao que tudo indica para preservar a 'integridade política' da família Sarney, aliados de primeira ordem.
O titular do Ministério da Justiça, José Eduardo Cardozo, só deixou suas férias e embarcou para #SãoLuís após muita pressão da imprensa e das redes sociais. Nem a sempre verborrágica ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos) — aquela que sempre opina sobre quaisquer coisas — ousou contrariar a 'presidenta' e realizar alguma manifestação pública, prova cabal da iniquidade do Estado Brasileiro.
Para além da iniquidade institucional, o Governo Federal é cúmplice do desterro maranhense. Cúmplice descarado há décadas. 'Oligarcas' do Palácio dos Leões, os Sarney são fortes aliados de 
Dilma Rousseff (PT) tal como foram dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB), além de ilustres apoiadores do Regime Militar.
Por conta dessa cumplicidade acima da Lei, em meio à catástrofe, à barbárie e à miséria coletiva, o Governo do Estado do Maranhão sente-se tranquilo para mandar licitar mais de R$ 1 milhão em lagosta, salmão, sorvetes e bombons para abastecer as residências da governadora. Após ver a denúncia bombar nas mídias sociais, adiaram o certame [Fonte:http://goo.gl/cokADC]. Apenas adiaram, para esperar a 'poeira baixar'. Não cancelaram, fique claro.
No dia seguinte à denúncia de Bernardo Mello Franco na Folha de S. Paulo, o mesmo jornalista revelou outra licitação 'interessante' promovida pela governadora Roseana Sarney: desta vez serão R$ 1,3 milhão para comprar Uísque escocês, Champanhe e Caviar. [Fonte: http://folha.com/no1395344].
Enquanto isso, na mesma edição do jornal paulista, as repórteres Juliana Coissi e 
Marlene Bergamo, enviadas especiais a São Luís, revelam que nos superlotados e violentos presídios maranhenses, a comida servida aos detentos é arroz e galinha crua. [Fonte: http://folha.com/no1395248]
No '
Brazil' das bizarrices, feliz da vida por sediar a Copa do Mundo FIFA de 2014 e os Jogos Olímpicos Rio 2016, as autoridades continuarão não se importando com o que fazem os 'Santinhos' do Maranhão. Muito provavelmente, essas mesmas autoridades são diletos clientes e convidados para a pajelança objeto das recentes licitações milionárias. Jorra dinheiro dos cofres dos #OtáriosNacionais... sempre jorrou... e ninguém está nem aí!
À História restará a pintura (quase) sacra de seus donatários, o relato de uma inflação de 2.000% nos livros deEconomia e uma melancólica cadeira literária na Academia Brasileira de Letras.
#OBrasilPrecisaDeQuimioterapia!

Enviado por Luciano Moura

Brasil, País de bandidos

Para onde ia a cocaína apreendida no helicóptero da família Perrella? Segundo a Polícia Federal, para a Europa. Os 450 quilos foram avaliados em 10 milhões de reais. Com o refino, pode chegar a dez vezes isso. É a maior apreensão já ocorrida no Espírito Santo, a segunda maior do ano.
É uma operação milionária. O piloto avisou que receberia 60 mil pelo transporte. Quatro pessoas acabaram presas e foram levadas à Superintendência da PF, em São Torquato, Vila Velha. A polícia investigava a área. O sítio, que valeria 300 mil, teria sido comprado por cerca de 500 mil por um laranja, o que despertou a desconfiança da comunidade.
O “grande” traficante, no Brasil, é visto ainda como o sujeito que mora no morro, tem cara de mau, torce para o Flamengo e vive numa “mansão” (a cada invasão de favela aparece uma jacuzzi vagabunda que os telejornais classificam como “uma das mordomias” de Pezão, Luizão, Jefão ou seja lá quem for).
A possível ligação de dois políticos, pai e filho, com uma apreensão desse tamanho mostra que o tráfico vai muito além disso. O deputado estadual Gustavo Perrella (filho de Zezé), num primeiro momento, declarou que a aeronave fora roubada. Depois surgiu uma troca de mensagens com o piloto. Ele vai depor na PF, bem como sua irmã. O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro (o Kakay), diz que o SMS vai provar que seu cliente não sabia de nada. A Folha deu que Gustavo usava verba pública para abastecer a aeronave. O piloto, aliás, era funcionário da Assembleia.
Os Perrellas dão um enredo mafioso clássico. José Perrella, ex-presidente do Cruzeiro, empresário, senador, já foi indiciado por  lavagem de dinheiro na venda do zagueiro Luizão, em 2003. Um inquérito da PF e outro do Ministério Público de Minas investigam também ocultação de patrimônio.
Segundo o “Hoje em Dia”, sua mais recente declaração de bens ao TRE falava em apenas 490 mil reais. Só a fazenda Morada Nova, a 300 quilômetros de Belo Horizonte, está avaliada em 60 milhões de reais.
Em matéria de sinais exteriores de riqueza, ainda possui uma Mercedes CL-63 AMG, que custa em torno de 300 mil reais. Sua casa, no bairro Belvedere, o mais caro de BH, estaria avaliada em 10 milhões. Gustavo, por sua vez, é dono de uma Land Rover e um BMW, dos quais só o último foi declarado à Justiça.
Zezé Perrella chegou a BH com os seis irmãos nos anos 70, vindo do interior do estado. Vendiam queijo e lingüiça da roça. Seu enriquecimento foi fulminante, especialmente depois de entrar para a política em 1998. Naquele ano, declarou ter 809 mil reais. Na eleição seguinte, perto de 2 milhões. E então um milagre aconteceu: em 2006, seu patrimônio, no papel, caiu para 700 mil. Até chegar aos 490 mil. Um helicóptero como o usado na apreensão de coca sai por 3 milhões. Não há hipótese de ele sair do chão sem que o dono saiba.
O caso dos Perrellas tem os contornos de uma história da máfia até pelo nome italiano. Mas até mesmo aí existe um problema: ele foi, digamos, “emprestado”.
Perrella é o sobrenome de um imigrante do sul da Itália, Pasquale, que começou vendendo banha de porco em Belo Horizonte no início do século passado. A banha servia para conservar alimentos. O negócio prosperou e seus descendentes criaram um frigorífico que se tornaria famoso. Em 1988, o frigorífico foi vendido para José de Oliveira Costa, nosso Zezé, que fez um acordo para passar a assinar Perrella, registrado em cartório. Parte dos netos e bisnetos de Pasquale se arrepende amargamente de ver agora o nome do velho envolvido em crimes. Em fevereiro, a empresa foi acusada de adulterar carnes.
No ano passado, Zezé Perrella escreveu um artigo para o jornal “O Estado de Minas”. Um bom trecho:
A corrupção tem sido, infelizmente, uma constante da política e da administração pública brasileira, além da participação de segmentos privados.
É um fenômeno mundial, no qual alguns países, como o nosso, se destacam pelo grau de incidência e, ainda maior, de impunidade. Mesmo que os escândalos sejam comprovados. Isso resulta na descrença da sociedade na preservação dos valores morais e éticos próprios de uma civilização.
É tempo de um basta definitivo e a oportunidade se aproxima.
Repetindo: é tempo de um basta definitivo e a oportunidade se aproxima.

Enviado por Luciano Moura

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Nova proposta editorial do Blog

Comunicamos aos leitores e seguidores do blog PalavradeSá que, diante do recebimento de vários artigos para análise e serem postados no Portal Municipios Baianos e que, por falta de espaço e prazo deixamos de atender aos articulistas e, em consideração a estes autores que, tem se dispostos a enviarem as suas ideias, informamos que a partir do dia 06 de janeiro de 2014, o blog PalavradeSa estará publicando os artigos que não puderem serem publicados no Portal Municipios Baianos, não deixando é claro, de publicar os artigos de nossa autoria.
Assim, a partir de 06 de janeiro, todos que tiverem qualquer artigo dentro da linha editorial do blog, poderá passar a enviar para os emails: municipiosbaianos@ig.com.br ou palavradesa@sentandoapua.com.br, que após análise será publicado aqui neste espaço.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Desejamos Boas Festas e Feliz Ano Novo

Que neste Natal,
eu possa lembrar dos que vivem em guerra,
e fazer por eles uma prece de paz.

Que eu possa lembrar dos que odeiam,
e fazer por eles uma prece de amor.

Que eu possa perdoar a todos que me magoaram,
e fazer por eles uma prece de perdão.

Que eu lembre dos desesperados,
e faça por eles uma prece de esperança.

Que eu esqueça as tristezas do ano que termina,
e faça uma prece de alegria.

Que eu possa acreditar que o mundo ainda pode ser melhor,
e faça por ele uma prece de fé.

Obrigada Senhor
Por ter alimento,
quando tantos passam o ano com fome.

Por ter saúde,
quando tantos sofrem neste momento.

Por ter um lar,
quando tantos dormem nas ruas.

Por ser feliz,
quando tantos choram na solidão.

Por ter amor,
quantos tantos vivem no ódio.

Pela minha paz,
quando tantos vivem o horror da guerra.

Autor: Desconhecido