sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

NA TRILHA MALIGNA DO CRACK


Para produzir o crack, usam-se a borra da pasta base da cocaína, ou seja, o lixo da cocaína que é diluída em solventes e misturada a outros produtos químicos. O ácido sulfúrico está entre eles. Outra substância com capacidade parecida de destruição é o ácido clorídrico que, quando inalado, pode causar ferimentos graves na garganta e na boca do usuário. Também são usados bicarbonato de sódio ou amônia, a cal virgem e a gasolina ou querosene que manipulados se transformam em uma espécie de pedra meio tenra facilmente quebrável, de cor branca caramelizada e de boa combustão, para daí entrar no comércio negro do tráfico de drogas ilícitas e proibidas.
O usuário ao fumar toda essa parafernália aspira o vapor venenoso para dentro de seus pulmões, entrando em conseqüência na sua corrente sanguínea. Como o crack é inalado na forma de fumaça e possui toda essa gama de produtos químicos altamente nocivos à saúde de qualquer ser vivo, ele chega ao cérebro muito mais rápido do que a cocaína ou de qualquer outra droga, causando também um malefício mais abrangente para o usuário que sempre vicia a partir do primeiro experimento.
A ação do crack atua sobre o sistema nervoso central, provocando aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, dilatação das pupilas, suor intenso, tremores, excitação. Os usuários apresentam problemas no sistema respiratório como congestão nasal, tosse e sérios danos nos pulmões. A droga também pode afetar o trato digestivo, causando náuseas, dores abdominais, perda de apetite com conseqüente excessiva eliminação de peso e desnutrição.
Os efeitos psicológicos imediatos do crack são a euforia e a sensação de poder. Com o uso constante da droga, aparecem cansaço intenso, forte depressão e desinteresse sexual. Em grande quantidade, o crack pode deixar a pessoa extremamente agressiva, paranóica e fora da realidade, como se estivesse em outro mundo, noutra vida. O cuidado pessoal do usuário passa a não mais existir e sua autoestima rasteja aos mais baixos níveis.
A droga destrói os neurônios e promove a degeneração dos músculos do corpo, fenômeno conhecido na medicina como rabdomiólise, causando a aparência esquelética no indivíduo, com ossos da face salientes, pernas e braços finos e costelas aparentes.
O usuário do crack pode ter convulsão e como conseqüência desse fato, pode levá-lo a uma parada respiratória, coma ou parada cardíaca e enfim, a morte. Além disso, para o debilitado e esquelético sobrevivente seu declínio físico é assolador, como infarto, dano cerebral, doença hepática e pulmonar, hipertensão, acidente vascular cerebral (AVC), câncer de garganta e traquéia, além da perda dos seus dentes, pois o ácido sulfúrico que faz parte da composição química do crack assim trata de furar, corroer e destruir a sua dentição.
O crack vai destruindo o seu usuário em vida ao ponto dele perder o contato com o mundo externo, se tornando uma espécie de zumbi, ou morto-vivo, movido pela compulsão à droga que é intensa e intermitente. Como os efeitos alucinógenos têm curta duração, o usuário dela faz uso com muita freqüência e a sua vida passa a ser somente em função da droga.
Além dos citados problemas de saúde que recaem para os usuários do crack, as ocorrências no seu terreno familiar e social sempre passam para a área criminal e vão caminhando rapidamente em largas vertentes para dias piores. A vida vivida pelos envolvidos com o vício do crack parece sempre transpor os inimagináveis pesadelos, pois do crack e pelo crack são capazes de praticar qualquer crime.
Na trilha maligna do crack, o seu usuário encontra o desencanto, a dor, a violência, o crime, a cadeia, a desgraça e o cemitério precocemente. O crack traz o ápice da insanidade humana. Alguns que se recuperaram do poder aniquilador do crack disseram que dele sentiram o gosto do inferno.
Por sua vez, apesar de tudo isso, apesar dessa realidade brutal e com perspectivas de piorar ainda mais com a sua crescente problemática, sentimos o poder público ainda meio tímido, sem verdadeira vontade política para debelar tal situação, assertivas essas comprovadas pelo andamento de alguns projetos que já se mostraram ineficientes e outros que se mostram apenas paliativos em ação.
É fácil de concluir que o perfil da sociedade brasileira se transformou e os problemas familiares, sociais, da saúde e da segurança pública mudaram consideravelmente para pior a partir do advento do crack. Dentro desse contexto também cresceram e continuam crescendo todos os índices de crimes possíveis, destarte os crimes de furto, roubo, latrocínio e homicídio.
Assim, por justo o povo clama por solução adequada, por remédio curativo, não paliativo. Projetos verdadeiros e efetivos devem entrar em ação com urgência urgentíssima, pois os problemas deixados na maligna trilha do crack crescem em proporções geométricas e atingem em cheio a nossa sociedade.
(ARTIGO DE AUTORIA DE ARCHIMEDES MARQUES - Delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Publica pela Universidade Federal de Sergipe) archimedes-marques@bol.com.br

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A BAHIA QUE QUEREMOS: quando a teremos?


O Estado que as pessoas desejam deve trazer uma nova concepção de desenvolvimento equânime para as regiões, procurando fortalecer as suas bases, através de políticas públicas que priorizem a redução das desigualdades sociais, de forma a traduzir os discursos de palanque e as propagandas televisivas em realidade, e que possam efetivamente melhorar a vida da sua população.
Está na hora dos gestores deixarem os discursos de efeito de lado, onde palavras mágicas e promessas são ditadas, tais como educação, saúde e segurança pública de qualidade, sem que as mesmas saiam da retórica e aconteçam na prática.
Chega de tratar a população como dados estatísticos e números frios dos relatórios técnicos e partir para alcançar os resultados de forma que transforme a dura realidade vivida hoje pela população, onde os efeitos das políticas públicas não tem chegado às pessoas.
Chega de colocar o Estado a serviço de uma minoria, cuja elite está colada no Poder, independente quem seja o seu governante ou partido de plantão a governar.
Está na hora de dar um basta aos péssimos índices obtidos pelas nossas escolas públicas na avaliação do MEC, cujos resultados apenas comprovam que estamos formando analfabetos funcionais, incapazes de compreender um enunciado simples. Chega de propagar a respeito da melhoria da saúde pública, pois a realidade é bem diferente daquelas nas imagens televisivas do governo.
Está na hora do governo reconhecer que temos uma saúde que deprimem aqueles que dela necessita, onde falta tudo, inclusive uma simples maca para atender o paciente, sem contar da falta de médicos e da ingerência política nos hospitais públicos. Este último, um crime que se pratica contra aqueles que necessitam de atendimento.
Devemos ter a consciência que os recursos públicos são escassos, porém quando bem aplicados e corretamente direcionados os resultados práticos são obtidos, principalmente quando os investimentos são voltados para atender aqueles que mais necessitam.
Portanto, qualquer projeto de desenvolvimento deve priorizar os interesses daqueles que estão na base da pirâmide social, devendo zelar pela correta aplicação dos recursos, de forma que os resultados sejam realmente alcançados e obtidos por quem mais precise.
Na Bahia se observa um desenvolvimento desigual entre as suas diversas regiões e, portanto, cabe ao gestor público direcionar políticas públicas que visem reduzir estas desigualdades, regionalizando as ações, visando um crescimento igual e sustentável, melhorando as condições de vida daqueles que estão localizados em comunidades aonde o progresso ainda não chegou. E infelizmente esta é a realidade vivida em nosso Estado e que os dirigentes políticos parecem não enxergar.
As políticas públicas devem ser instituídas de forma que objetivem uma intervenção direta nos bolsões de pobreza, facilmente identificáveis e de conhecimento da maioria do seu corpo técnico, que inclusive justiça seja feita, apesar da baixa remuneração oferecida pelo Estado, tem sido um corpo técnico de qualidade, os quais, quando querem intervir infelizmente são atrapalhados pelas ingerências políticas, ainda praticados em nosso Estado nos mesmos moldes dos coronéis políticos do passado, até mesmo porque estas ações, muitas vezes atingem os interesses políticos eleitoreiros dos “novos coronéis” que teimam em imperar na Bahia.
Portanto, deve o governo levar ações aos diversos setores e principalmente nas áreas de educação, saúde, segurança, atendimento ao cidadão, geração de emprego e renda, infra-estrutura e projetos de desenvolvimento da agropecuária , da agroindústria, do comércio, etc., de forma que a sua intervenção interfira diretamente na melhoria da qualidade de vida das pessoas e reduza os desníveis regionais.
A Bahia que queremos é aquela que ofereça uma educação de qualidade com técnicas pedagógicas modernas e eficientes que dê condições para formar o cidadão para o amanhã, de forma que venha a ser produtivo e competitivo, já que a nova economia mundial está a exigir uma mão de obra cada vez mais qualificada.
Queremos uma Bahia que ofereça saúde de qualidade para todos e que apresente para a população um projeto claro e objetivo de política preventiva, onde todos tenham acesso, e não como o faz de conta atual, onde hospitais são construídos ou ampliados, porém, os serviços essenciais de atendimento inexistem, ou então, tem que recorrer a um político de plantão para que tenha o atendimento que necessita. De maquiagem, o baiano viveu sob o domínio do carlismo, aonde a Bahia ia bem, só que ninguém sabia para quem. Se a Bahia é de Todos, que o seja na prática.
Desejamos uma Bahia que ofereça acesso a todos água potável, rede de esgotos a preços accessíveis, não a escorcha atualmente praticada, cujos resultados repercute na capacidade produtiva e bem-estar da população, por meio dos seus efeitos principalmente na saúde.
Queremos uma Bahia, com menos violência, onde os investimentos feitos na segurança pública sejam transformados em ações visíveis e palpáveis pela população, e não esta segurança que aí está, com um efetivo despreparado e desmotivado, sem uma orientação qualificada, onde para todo ato de violência, apenas um sintoma: AS DROGAS, como só as drogas fomentassem a violência. Queremos respirar segurança e ver os policiais nas ruas, não somente nos períodos festivos. Queremos segurança não só nos grandes centros, mas também nas pequenas cidades interioranas, pois todos perdemos a paz, e que diante deste despreparo visível na segurança pública, a Bahia está aos poucos sendo o centro e responsável para que no futuro as quadrilhas ligadas ao tráfico carioca se capitalizem, diante dos constantes assaltos a bancos que tem ocorrido nas cidades do interior baiano. Este é apenas um alerta.
Sonhamos por uma Bahia que se transforme em destaque nacional, não pelo carnaval e suas festas ou pela violência que hoje impera e sim por sua magnitude, capacidade e diversificação de sua economia, com políticas sérias de atração de novos investimentos. Queremos uma Bahia que descentralize o seu parque industrial levando o desenvolvimento para o interior, de forma a vir gerar novas oportunidades para os jovens que ali residem e contribuir para redução das desigualdades regionais.
Queremos uma Bahia que seja realmente para todos, onde o acesso ao serviço público se dê por concursos e não o faz de conta da seleção do REDA, cujas cartas marcadas são por todos já conhecidas.
Queremos não uma Bahia voltada para os mesmos, àqueles que há décadas dominam o cenário político e econômico do estado sem que sejam dadas oportunidades para os demais. Queremos uma Bahia livre das amarras, sem coronéis. Uma Bahia independente, onde todos tenham direitos e deveres e todos sejam respeitados.
Chega de uma Bahia maquiada, que só existe na propaganda governamental. Queremos uma Bahia republicana, sem privilégios e com oportunidade igual para todos.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

CHEGA DE MALDADE E INJUSTIÇAS


Justiça seja feita, o tamanho do saco de maldades dos governos contra os nossos idosos parece não ter fim. A última tramada pela equipe econômica do então governo Lula pretende ou pretendia, vincular ao PIB o reajuste dos aposentados que recebem acima do salário mínimo. Espero que não prospere no novo governo recém instalado e que mais esta maldade seja revista.
Pergunto: que culpa terá os nossos idosos se por acaso em razão de medidas ou uma política econômica equivocada, onde a especulação financeira é valorizada em detrimento da produção, a nossa economia andar para trás? Serão os nossos idosos quem irão pagar pela incompetência daqueles que estão no comando da economia? Logo eles que desde jovem contribuíram para fazer deste País a oitava economia do mundo é quem irão pagar a conta?
Ora, temos um pior salário mínimo entre as economias mundiais pesquisadas, sem levarmos em consideração aquelas que compõem o G-20. Aliás, salário mínimo não, salário miséria e nem sequer o mesmo percentual concedido a este salário os nossos idosos terão direito? Cinicamente sempre utilizam à quebra da previdência como justificativa, porém, todos sabem que esta mesma previdência tem um modelo de gestão ultrapassado ceifada de corrupção e de sonegação sem que os criminosos de colarinho branco sejam pegos.
Criminosos que passam por prefeitos, governadores, políticos de toda ordem e empresários que não repassam aquilo que é de direito como empregadores e até mesmo o que recolhem dos seus funcionários e como prêmio é lhes dado o direito de parcelar estes desvios dos recursos público em centenas anos. Enquanto isto continuará desfilando junto e entre os nossos gestores públicos, posando de “homens honestos”, financiando campanhas políticas com o dinheiro que deveria estar nos cofres da nossa previdência.
Estudiosos do nosso modelo previdenciário estabelecem que o sistema deva ser montado como base quatro pilares fundamentais de princípios: I) fórmula de cálculo do benefício: II) condições de acesso; III) a correção real dos valores; e IV) as alíquotas de contribuição.
Segundo o economista Marcelo Caetano, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), “o desenho do nosso plano previdenciário é bastante distributivo. Na verdade, a Previdência acaba funcionando como uma redistribuição de renda, ao dar um retorno muito bom para quem ganha pouco e muito ruim para quem percebe mais”.
Ora, por ser o achatamento salarial praticado contra os nossos idosos uma realidade angustiante que se abate não só pelo beneficiário, mas sobre toda a família, que vê a qualidade de vida se deteriorar daquele que não merecia tanta maldade, que soa mais como uma agressão ao aposentado brasileiro, apesar do Estatuto do Idoso, torna-se necessário que seja feita uma intervenção na sua gestão, com poderes fiscalizadores mais rigorosos, de forma que esta questão seja revertida em favor daquele que passaram cerca de 1/3 de sua vida contribuindo com o objetivo de ter uma velhice mais digna.
Chega de colocarmos à frente da gestão da previdência profissionais incompetentes e despreparados para gerir o maior patrimônio do trabalhador brasileiro. Chega de farsantes, incompetentes e desumanos, como o despreparado ministro da Previdência que em um ato de insensatez determinou que os segurados aposentados tivessem de comparecer às agências do órgão para provar que estavam vivos. Tudo isto tem que ficar no passado e olharmos os nossos idosos como trabalhadores que financiaram a vida inteira a Previdência e que merecem um retorno digno naquilo que investiu. Se os diversos governos que passaram foram perdulários e tiveram uma visão obtusa quanto os destinos da Previdência, não devemos culpar os aposentados e a eles apresentarem as contas. Está na hora de encerrar esta maldade e perseguição contra os nossos idosos.
Vejamos bem. Levantamentos feitos apontam que cerca de 70% das aposentadorias e pensões recebem o salário mínimo. E 30% acima do mínimo, com valores variados. No governo Lula, o salário mínimo foi corrigido em mais de 100%. Enquanto as aposentadorias de valor superior ao mínimo tiveram uma correção um pouco acima de 50%. O crime cometido contra aqueles idosos representa cerca de quase 45% da sua renda, achatando os seus ganhos reais.
Argumentos dos mais variados são apresentados, porém nenhum que convença ao contribuinte. Que o INSS não suportaria e equiparação dos reajustes para aqueles que ganham mais de um salário mínimo. Outro ainda mais cínico é de que o reajuste acima do mínimo beneficiaria “os mais ricos”. Ora, na hora de recolher não se pensou nisto, recebeu pelo teto, no momento de devolver utilizam desculpas que beiram ao ridículo. E o pior de tudo isto, são os argumentos dos BURROCRATAS do INSS, quando afirmam que esta política “não é achatamento”. Porém, são estes mesmos burrocratas que todos os anos fazem greves buscando a melhoria dos seus salários, em detrimento aos prejuízos causados aos nossos idosos principalmente.
A situação, da forma como está caminhando, independente do valor contribuído mensal, está demonstrando ser uma estratégia governamental, de ao longo tempo, reduzir todas as aposentadorias a um salário mínimo.
Temos que reconhecer que o achatamento praticado não é fruto deste governo, mas uma obra que vem sendo praticada através de vários governos, ignorando aqueles que mais contribuíram para o INSS, muitos recolhendo aos cofres da previdência por mais de 35 anos, valores que correspondiam a 20 salários mínimos a fim de financiar uma aposentadoria que lhe desse retorno proporcional. Hoje o teto do benefício corresponde a 10 salários mínimos. E nem este valor é garantido ao idoso, já que no atual governo o teto pago não ultrapassa a 7,4 salários mínimos.
Diante desta situação desumana àqueles que contribuíram para o sistema previdenciário, tem obrigado aos aposentados recorrer a filhos, parentes ou familiares e até a agiota, para complementar as despesas, principalmente com a saúde que exige medicamentos com custos sempre elevados.
Milhares de brasileiros que se aposentaram com 8 salários mínimos e hoje recebem apenas 3. É necessário e urgente que o governo precisa enfrentar essa realidade, apresentando uma política de seguridade social que garanta aos aposentados brasileiros o mínimo de conforto, que lhes de respeito e tranqüilidade.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Bispo Cearense: porta voz de nosso povo


Após o escândalo dos aumentos autoconcedidos por nossos parlamentares, cujos índices fogem a qualquer realidade que possa ser obtida por qualquer dos simples mortais e, quando o novo governo sinaliza com um aperto de cintos, inclusive com a ameaça de não concessão de qualquer aumento para o funcionalismo público, estes “bravos e dedicados homens públicos”, resolveram brindar algumas autoridades, com a Comenda dos Direitos Humanos Dom Helder Câmara, talvez, vendo nesta homenagem e nos homenageados, um forma de calar e cooptar algumas vozes dissonantes e críticas àqueles que foram eleitos para servir e representar o povo, e assim, transformar o restante do país em idiotas.
Para justificar o aumento, os nossos “bravos homens públicos” utilizam o velho argumento de isonomia entre os três poderes. Ora, se eles defendem realmente a isonomia porque não as estendem a toda camada de servidores e não só para eles.
É preciso esclarecer que, os deputados e senadores além dos salários, recebem uma série de vantagens que só é permitido a eles gozarem, tais como: auxílio moradia, pagamento de escritórios políticos em seus estados, passagens aéreas, impressão, verba de gabinete, combustível, entre uma série de outras, que os transformam nos políticos mais bem pagos do mundo.
Porém, entre os homenageados tivemos um dos presentes que bem representou o que eleitor brasileiro gostaria de dizer na cara destes parlamentares, todo o nojo e repulsa pelo ato por eles praticado, e a ele DOM MANUEL EDMILSON CRUZ, bispo de Limoeiro do Norte, no Ceará, rendo as minhas homenagens.
Pena que o fato não tenha tido o destaque que sua atitude merecia.
Para aqueles que procuraram minimizar o ato do bispo, considerando o protesto como falta de educação, apenas tenho a acreditar que após a crítica suas contas bancárias tiveram um significado aporte de recursos.
O protesto ocorreu na solenidade de entrega da Comenda dos Direitos Humanos Dom Hélder Câmara no Senado contra o reajuste de 61,8% concedido a deputados e senadores na semana anterior. Na solenidade, o bispo de Limoeiro do Norte (CE), dom Manuel Edmilson Cruz, recusou-se a receber a comenda e que para alegria da nossa população o ato terminou em constrangimento para os parlamentares que estavam em plenário
Ao rejeitar a comenda o bravo bispo destacou a realidade da maioria da população, principalmente a mais carente, aquelas que precisam utilizar o SUS, as quais são obrigadas a enfrentar as filas dos hospitais da rede pública: “Não são raros os casos de pacientes que morreram de tanto esperar o tratamento de doença grave, por exemplo, de câncer, marcado para um e até para dois anos após a consulta”.
Continuando, o bispo foi taxativo: “A comenda hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi dom Hélder Câmara. Desfigura-a, porém. De seguro, sem ressentimentos e agindo por amor e com respeito a todos os senhores e senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la”. Nesse momento, o público presente aplaudiu a decisão.
Após a recusa formal, o bispo cearense em sua justificativa acrescentou a respeito do auto concessão do aumento que “ela é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão contribuinte para o bem de todos com o suor de seu rosto e a dignidade de seu trabalho”. Foi taxativo ao defender que o reajuste dos parlamentares deve guardar sempre “a mesma proporção que o aumento do salário mínimo e o da aposentadoria”.
Dom Edmilson Cruz com este ato, tem e deve ser cumprimentado por onde passar e ao assumir esta postura, ele apenas foi coerente com a realidade do nosso povo e se fez de porta voz dos menos favorecidos.
Diante deste simples ato é importante que os nossos parlamentares acordem para a realidade e entendam que gestos e exigências como estas poderão começar a estourar por todos cantos deste País, exigindo que o Congresso Nacional comece a reavaliar as suas decisões de forma que atenda a realidade da população e não apenas a sua realidade.
Importante que se esclareça que o protesto do bispo, não foi um ato isolado contra o reajuste dos parlamentares. O ato não se resumiu apenas à sua manifestação. Cerca de 130 estudantes secundaristas e universitários de Brasília foram barrados na entrada principal do Congresso quando se preparavam também para protestar contra a decisão tomada pelos parlamentares.
É necessário que os homens guindados a representante do povo no parlamento estejam conscientes que é impossível conceber um futuro para nosso povo e as gerações que estão por vir sem integrar os excluídos da cidadania e sem respeitar a todos. E não será com atitudes como esta que eles merecerão o respeito da sociedade brasileira.
Vivemos em um País com uma realidade bem diferente de Brasília e dos principais centros e metrópoles urbanas. Se andarmos pelas diversas regiões brasileiras iremos nos defrontar com bolsões de pobreza e miséria, cabendo, principalmente aos nossos legisladores a sensibilidade e a percepção para que não deixem passar a oportunidade e não percam a oportunidade de desenvolver e implementar projetos que reduza a pobreza e melhoraria a qualidade de vida do povo.
Portanto que aproveitem o momento atual, quando a partir de 1º de janeiro próximo estarão assumindo os seus mandatos, que não desapareçam e continuem visitando os seus Estados e Municípios, não o equívoco do “esquecimento”.
Deixem os interesses pessoais de lado e pensem no povo. Acordei.




terça-feira, 14 de dezembro de 2010

FAMÍLIA: a grande prova


A relação familiar é uma situação complexa e deve ser entendida pela ótica que ao constituí-la, foi formada uma sociedade com objetivos e interesses, idênticas a uma sociedade empresarial, quando pessoas se unem com objetivos e finalidades a fim de alcançarem uma meta pré-determinada.
Como toda sociedade, a longa convivência e diante de problemas e dificuldades do dia a dia, por certo trará desgastes em sua relação e este desgaste e a rotina a que estão submetidos, por conseqüência trará discussões, desencontros e desentendimentos. Normal em qualquer relação duradoura. Aliado a isto, por mais que leve tempo namorando e noivando, as pessoas só se conhecem realmente quando passam a viver sobre o mesmo teto, enfrentando os problemas e as dificuldades do dia-a-dia,
Sobre a ótica da doutrina espírita, no que se refere ao laço familiar, esta união são provas passadas que deve ser enfrentado neste presente com o objetivo de obter avanço espiritual futuro. Portanto, dizer que tem ou vive em família, é relativo.
Para que possa melhor se situar, seria importante que fizesse uma análise em relação ao seu passado e seu relacionamento e comportamento com as pessoas que espiritualmente se encarnaram naquele clã familiar. Que observe o nível de relacionamento daqueles que se sacrificaram para criá-lo e com qual responsabilidade os seus pais procuraram transmitir valores, difíceis de ser absorvido.
Diante dos postulados espírita, conclui-se que o núcleo família para aquele que ali se reencarnou, servirá como o termômetro para avaliar o quanto como indivíduo evoluiu ou deixou de evoluir. Portanto, independente da “família” em que se encontra, é preciso saber que foi você que escolheu ali aportar e cabe a você se utilizar deste ambiente para evoluir, procurando transformar o convívio familiar o mais aconchegante, transformando esta experiência em aprendizado. Portanto, é necessário que haja um mínimo de relação interpessoal entre os membros do ciclo familiar, independente da relação de parentesco, entendo ser esta relação a base da sustentação moral e psicológica do ser humano.
Assim sendo, devemos entender ser na família o início, o meio e o fim da construção de pilares da trajetória do ser humano, fornecendo-o uma experiência ímpar, os quais são representados por momento de alegrias, tristezas, dores, sofrimentos e dissabores.
Tudo isto são provas que todos temos que passar, por isto, não existe um modelo padrão de família. Cada uma traz as provas pelas quais os seus membros terão que passar.
Lembremos que, na união das pessoas para formação do núcleo familiar, está em jogo o que há de mais nobre no ser humano: O SENTIMENTO. Apesar de sua nobreza, muitas vezes não o levamos em consideração, e com palavras e atos o atingimos, levados que somos pelas imperfeições que trazemos ou construímos ao longo da vida, tais como o orgulho, egoísmo, inveja, ciúme, mágoa, prepotência e ganância, entre outras, que são permanentemente testados. Lógico que sentimentos nobres também trazemos ou adquirimos ao longo da caminhada, como a CAPACIDADE DE AMAR, o que nos traz algum alento e ajuda aos atingidos, para que possam enfrentar a situação sem que apresente uma reação na proporção da dor sofrida.
É triste chegarmos à velhice e ao avaliar o fim da caminhada, ver que não atingimos a meta projetada, observarmos que não conseguimos contribuir para que o desempenho das relações familiares se tornasse a mais perfeita possível. Mais triste ainda é pensar ou ouvir de outros que você nada contribuiu para harmonia familiar. Dói você ouvir das pessoas que não vivem ou seu lar não é uma família. Mesmo entendendo que uma família é constituída por uma variedade de espíritos que nela se encarnaram e que somos seres imperfeitos portanto passível de cometer erros, porém, ouvir que você pouco ou nada contribuiu para uma boa relação, crescimento, boa convivência e ajuda mútuo e fraterno na ambiente familiar, é triste.
Portanto, é importante que cada um de nós comece a analisar a família que queremos construir para o futuro e como nos comportamos e agimos na família em que vivemos. Nunca será tarde dar-mos importância à relação familiar dentro da dinâmica da vida. Lembre-se: nunca será tarde para recomeçar e mesmo diante da uma auto-avaliação negativa, é preciso que analise o seu desempenho e a sua contribuição naquela “desintegração” e observe qual o seu papel na estrutura familiar e reflita sobre os erros cometidos.
Importante estar consciente que é errando que se chega à perfeição, e que gradualmente a cada erro corrigido acrescido aos acertos alcançados, alcançaremos a evolução e degrau a degrau alcançaremos níveis mais altos da nossa consciência. E, queiramos ou não, o primeiro degrau desta escalada evolutiva está na família, célula mater e início da caminhada e da auto-responsabilidade assumida.
Portanto, colocar a família em primeiro lugar deve ser uma proposição óbvia. Contribuir para conciliar a relação familiar é papel a ser exercido por todos que nela encarnaram, não espere ou jogue a culpa nos outros.
Importante que todos entendam: ao colocar a família em primeiro lugar também traz um custo, cujo peso nem todos podem assumir. Traz sacrifícios, uma vez que ao priorizar a família isto implicará em menos dinheiro, fama ou até projeção social. Você com certeza irá ver muitos amigos e colegas alcançar patamares sociais inatingíveis por você, porém, o que lhe trará o consolo é saber e está consciente, que mesmo com todos os erros cometidos, você priorizou a sua família e tudo fez para mantê-la viva. Que alegria você olhar para os seus filhos e ver todos formados. Todos respeitados pelo caráter e pelo comportamento dentro da sociedade.
Enquanto isto aqueles que muitas vezes optaram pelo sucesso gratuito e pela fama, poderia se perguntar se seria verdadeiro o seu sucesso ao ver um filho drogado muitas vezes levados ao vicio por falta de atenção, carinho e tempo para ouvi-lo no dia a dia. Ou até mesmo, saber que seu filho é taxado pela sociedade que o admira como marginal? Enfim que adianta ser bem sucedido se a família esta desintegrada e distribuídas entre viciados e marginais.
Portanto, reflita bem a importância da família e não queira que a sua siga o modelo de outras ideadas por sua imaginação. Cada uma tem sua característica e traz na sua formação o papel a ser desempenhado. Por isto é tão difícil se ter uma família.

A TODOS (AS) DESEJO UM FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

EDUCAÇÃO: tem que mudar o atual modelo.


Não será com baixos salários e ínfimos investimentos que tiraremos a nossa EDUCAÇÃO do caos em que se encontra. Devemos mudar o seu modelo de forma que se possa oferecer à nossa juventude uma educação de qualidade e acenar para um futuro menos perverso.
A política educacional pública implementada em nosso País, principalmente pelos Estados e Municípios, se não está um caos total, porém está a beira do abismo, tendo em vista que é executada por nossos dirigentes públicos de forma a oferecer o oposto a vir a melhorar a escola pública e tirar o Brasil do atraso educacional em que se encontra.
Medidas diversas e urgentes devem ser tomadas de forma a compensar o atraso a que estamos submetidos para o setor. E, dentre as diversas necessárias, queremos destacar algumas que, se concretizadas, com certeza já seriam suficientes para começar a sinalizar com a melhora do nosso modelo educacional.
A primeira medida seria remunerar bem o docente, de forma que lhes assegure um mínimo de dignidade, garantindo-lhes um salário que devolva à carreira do magistério a sua valorização. Mas não é só garantir um salário digno, mas, também, que seja dada a categoria um Plano de Cargo e Salários, discutidos com as bases, que lhe sirva de bússola para o seu futuro.
Ao devolver a dignidade, com certeza o professor se sentirá mais comprometido e dará à educação a prioridade que esta merece.
A Lei do Piso Salarial do Magistério seria talvez, o ponta pé inicial para a valorização do professor, desde que os nossos governantes decidissem priorizar a educação, e passassem a cumpri-la integralmente. Devemos combater e denunciar aqueles dirigentes políticos, infelizmente incrustados em todos os partidos políticos, mas principalmente os do PSDB/DEM por terem mais se destacado no descaso que dão a educação, que procuram transformar a categoria em seus reféns, que para compensar o arrocho salarial a que os submetem, instituem bonificações e premiações por “mérito”.
Este modelo implantado por alguns Estados e Municípios, não traz a dignidade aos professores, muito pelo contrário, depõe contra a qualidade de ensino, pois para obter o prêmio estipulado, o docente terá que ser subserviente aos padrões estabelecido pelo governante de plantão. Além do mais, em razão da busca de melhores salários, o professor é submetido a jornadas semanais cada vez mais altas, a salas de aulas cada vez abarrotadas de alunos, deforma que, com esta submissão possa obter a premiação. O resultado final obtido com esta busca de “melhoria salarial”, os profissionais ficam cada vez mais propensos a esgotamentos físicos e emocionais, além de acumular outros problemas de saúde.
Outra medida que com certeza iria contribuir para uma agenda positiva, seria a redução da jornada de trabalho dos profissionais de educação, com ampliação do tempo previsto para o planejamento das aulas, avaliação e formação continuada do docente, conforme determina a Lei do Piso Nacional do Magistério, que prevê que um terço da jornada do professor seja dedicado a estas atividades.
Ocorre que, infelizmente, este artigo não pode entrar em vigor, porque a insensibilidade e insensatez de alguns governadores, articulada pelos governadores do PSDB (José Serra, Aécio Neves e Ieda Crusius), entraram com ação de suspensão do referido artigo junto ao Supremo Tribunal Federal – STF.
Uma terceira medida seria o estabelecimento de no máximo 25 alunos por sala de aula como norma rigorosa a ser cumprida, oferecendo desta forma, condição ao docente para que possa dar uma maior atenção aos alunos, diferentemente do que ocorrem normalmente, em salas de aula com 40 e 50 alunos.
Nas condições atuais, de salas de aulas superlotadas e sem o mínimo de conforto e condições materiais de trabalho precários, é impossível um ensino de qualidade, por mais que o professor esteja preparado.
Diante desta situação é comum vermos estudantes concluir o primeiro grau ainda analfabetos ou semi-alfabetizados, e muitos, já no segundo grau, sem conseguirem dominar as quatro operações básicas da matemática, ou até mesmo, sem conseguirem ler e interpretar um texto corretamente, por mais simples que seja.
Este é o resultado de salas de aulas superlotadas e este é o futuro que oferecem aos nossos jovens.
Uma quarta medida, tão importante como as anteriores, é o aumento dos investimentos para o setor, que em nosso País ainda é muito pouco os gastos do Poder Público na educação, para o muito que estamos devendo.
Quando falamos em aumentar os investimentos, estes devem ser focados na melhoria das condições de trabalho e na qualidade do ensino. Não como o faz certos dirigentes, investindo em supérfluos, achando que assim está contribuindo.
É preciso que os nossos dirigentes públicos deixem os discursos de palanque e cumpram efetivamente o prometido. E aí vai um recado para os novos dirigentes que emergiram das urnas, que coloquem na sua agenda a prioridade nº1 a EDUCAÇÃO, e para que isto possa acontecer, é necessário fortes investimentos nesta área.
Devemos deixar de lado a prioridade assumida de pagar os juros da dívida pública, utilizando os recursos do superávit primário para prioritariamente investir na educação, revertendo às péssimas condições do ensino público, equipando as escolas, qualificando os docentes, oferecendo salas de aula dignas e confortáveis, contratando através de concurso público funcionários e professores; elevando os salários a um patamar de dignidade profissional e reduzir a jornada do docente de forma que lhes dê melhores condições de salubridade.
Devemos reconhecer que no Governo Lula muita coisa se avançou, porém não o suficiente para tirar o atraso a que o Brasil submeteu a educação, portanto, caberá ao seu sucessor assumir a bandeira da educação, como a saída honrada para melhor qualificar as nossas futuras gerações.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

QUANTO MAIS CONHEÇO OS HOMENS...


Há um ditado muito conhecido e passado pelos mais antigos que diz: “Quanto mais conheço os homens, mais admiro os cachorros”.
Conclui-se, analisando o conteúdo desta frase, ser uma afirmação que atinge o homem no seu âmago, diante da percepção de quanto somos mesquinhos, levando-nos a admirar os cães. Via de regra, enquanto o animal nos retribui com carinho o bem ou até o mal que lhes façamos o homem ao contrário, é muito comum retribuir com ingratidão a mão estendida.
A situação chegou a tal extremo, que leva-nos a acreditar que o ser humano dorme e acorda, pensando e maquinando planos de maldade, vinganças ou até mesmo estudando meios e métodos de como passar a perna em seu semelhante, utilizando-se da máxima, que é preciso levar vantagem em tudo e todos os seus atos praticados visam alcançar este objetivo, tratando os demais como “otários”.
E porque estamos abordando este tema. É que mal se passaram as eleições, nem sequer os vencedores foram diplomados e já se assiste muitos eleitores se dizerem decepcionados pelo voto que deram em razão da postura apresentada por alguns, hoje bem diferente do período eleitoral.
Quem esperava ouvir nos tempos atuais, que alguém ousaria ressuscitar a famigerada CPMF, que à época foi crida para financiar a saúde e que serviu para tudo menos para a finalidade para que foi estabelecida.
Lembremos ainda, que há os recursos das loterias, são bilhões jogados anualmente, que o brasileiro não sabe para onde se destina. Porque os governadores não brigam por este dinheiro para financiar a saúde? E a famigerada CIDE, imposto embutido todo vez que você abastece o veículo que dizem ter a finalidade de conservar as nossas rodovias. Será mesmo este seu destino? Então porque as nossas rodovias em sua grande maioria têm mais buracos que a lua com suas crateras? E como fica nos trechos privatizados? Haverá a isenção do tal imposto?
É bom que fique esclarecido: o problema da saúde pública do Brasil não é falta de recursos, senão não haveria tanto desvios de dinheiro e políticos acusados, mas sim de incompetência na sua gestão e pela ingerência política na sua administração. E digo por conhecimento de causa.
Quem acreditava que mesmos ainda não diplomados, os nossos “humildes parlamentares” já brigam pelo aumento dos próprios salários, quando a classe trabalhadora é esmagada com um dos piores salários mínimos do planeta, os idosos vêem seus parcos proventos da aposentadoria a cada ano achatar, e eles coitadinhos “humildes e pobretões”, parlamentares dos mais bem pagos do mundo, diante de tantas mordomias que usufruem pelo pouco serviço que prestam à sociedade, estão em luta na busca de aumento dos seus salários. E logo agora que a nova(velha) equipe econômica antes de assumir já fala em cortar os gastos com custeio, congelar salários dos servidores públicos, para a alegria dos governadores e prefeitos, e por aí vai.
Quem imaginaria os nossos distintos governadores ainda candidato afirmando em campanha ser contra a PEC 300 ou mesmo de aumento do funcionalismo público? Você imaginaria governador eleito pelo PT se unindo ao PSDB para derrotar conquistas de trabalhadores? È o que ocorre atualmente, entre o governador reeleito da Bahia e os eleitos pelo PSDB e DEM.
Quem diria que um governador do PT seria contra os trabalhadores?
E olha que existem Estados atravessando um período de guerra civil, inclusive a Bahia.
E por falar em Bahia, seria bom que o governador equipasse bem a sua polícia, pois este será o Estado que com certeza uma das rotas preferidas pelas quadrilhas de traficantes que serão expulsas do Rio de Janeiro, como já vem ocorrendo. A Bahia que paga um dos piores salários aos seus servidores e possui uma das policias mais mal equipadas e desestimuladas, por não confiar no governador que possui, apesar de reeleito.
Hoje, que já alcançaram os seus objetivos eleitoreiros, e de cima do pedestal em que se encontram aboletados, os nossos bravos e patriotas políticos mostram a verdadeira face, destilando mesquinhez e maldades, cujos gestos parecem demonstrar ser um ato de vingança pelos votos obtidos.
Infelizmente esta tem sido a cada eleição a característica e o comportamento dos nossos políticos. E o pior, como masoquistas que somos, a cada pleito eleitoral ainda nos deixamos enganar por estes espertalhões, formados na academia da mentira, do engodo e da malandragem, que não tem em seu vocabulário a verdade como meta a ser perseguida e só sabem conjugar o verbo traição. Aliás, de traidores a história brasileira está recheada, porém àquela época todos sabem o destino que tiveram. Se fosse nos tempos atuais a Justiça estaria ao eu lado, como está do lado dos malandros e espertalhões do colarinho branco.
Apenas para se ter uma idéia, os maiores trambiqueiros, encontram-se incluídos como fichas suja, mas, mesmo diante da nova lei, os partidos mantiveram as suas candidaturas e até brigaram e ainda brigam por elas, por serem estes políticos por incrível que pareça, puxadores de votos para sua legenda. Ou seja, o marginal é pego com mão na butija, é assumidamente malandro e desonesto, mas o partido dele se socorre para eleger uma bancada. São coisas que só acontecem em nosso País.
Infelizmente, este comportamento tem igualado a todos, sendo tratada pela sociedade como a principal característica de nossos políticos, onde a traição ao eleitor já se tornou uma maldade comum em suas vidas, de tal forma, que esta forma de se comportar é entendida pelo cidadão como coisa corriqueira.
E diante da nossa impotência, todos continuam aceitando passivamente, num inexplicável mutismo, sem oferecer a mínima resistência, a não ser de parte de uma pequena minoria, que ainda assim são desacreditados e adivinhem por quem? Pelos mesmos malandros.
Assim, o que se assiste hoje, passadas as eleições, os passos dados pelos eleitos, deixa o eleitor estarrecido, ao observar, as propostas e projetos apresentados agora, sem que tivessem a coragem de apresentá-las durante o período eleitoral, pois sabiam que se assim o fizessem seriam derrotados. São tentativas diabólicas de mais uma vez escorchar a nossa população, com argumentos nada convincentes.
E nós eleitores, estes sim, os verdadeiros otários, que ainda se deixam levar pelos belos discursos e por promessas que não se sustentam sequer sentada em confortáveis e luxuosas poltronas.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

TERCEIRIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE: uma afronta à Carta Magna


Pressupõe-se que em uma república democrática, os recursos públicos arrecadados devem ser colocados à disposição da sua população, garantindo a todos o exercício da cidadania e tratamento digno a todos.
Entre os serviços que deveriam ser colocados à disposição, está a assistência à saúde, e conforme reza a constituição é função típica do Estado, a qual deve ser custeada pela arrecadação de tributos, cuja carga em nosso País é muito elevada.
Assim, saúde pública de qualidade é dever do Estado e direito fundamental do cidadão.
O Estado brasileiro tem entre os seus objetivos fundamentais a construção de uma sociedade livre, justa e solidária, e estabelecer políticas públicas que visem à erradicação da pobreza e da marginalização e a redução das desigualdades sociais, conforme consta no art. 3º da Constituição Federal.
Portanto, é dever e princípio fundamental do Estado.
Como direito social tratou de assegurar a Constituição Federal, dando especial destaque a educação, a saúde, o trabalho, a proteção à infância e a assistência aos desamparados conforme reza o artigo 196: a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação
Assim, fica claro que a vida é um bem indisponível do cidadão. E como é dever do Estado, logicamente que a vida há de ser por ele protegida em toda a sua integridade, garantindo aos cidadãos os meios necessários para a manutenção da saúde física e mental de todos. Portanto, os serviços de assistência à saúde é função típica do Estado, complementarmente é que pode a iniciativa privada explorá-los. Desta forma,o Estado não pode prescindir de prestar esse serviço público essencial, não podendo se dá ao direito de ser substituído pela iniciativa privada. Não é dado o direito ao Estado subverter a ordem constitucional. Assim, a iniciativa privada complementa a atividade do Estado”, e em nenhuma hipótese substituí-lo. Dentro dessa lógica, é permitido ao Estado, desapropriar ou requisitar equipamentos privados, objetivando tornar mais abrangente à prestação do serviço público.
Porém, o contrário legalmente não é permitido, ou seja, o Estado, constitucionalmente não pode ceder equipamentos públicos (recursos materiais e humanos) à iniciativa privada para a prestação de tais serviços.
Não importa qual ideologia impere no governo, se estatizante ou não. O importante é que as funções, atividades ou serviços de interesse público, é dever do Estado. Devemos levar em consideração que vivemos em um regime constitucionalmente republicano, o qual foi adotado pelo Estado brasileiro e que, concretamente, reconhece como essencial o serviço de saúde pública, cabendo a tutela dos serviços ao Estado.
Portanto, discutir sobre saúde pública é trazer para o centro dos debates o Sistema Único de Saúde (SUS), cujos princípios fazem parte da nossa Carta Magna desde 1988. É trazer para a mesa das discussões a defesa da saúde como um direito e não como mercadoria, cabendo a sua construção a uma ação dos movimentos sociais e das pessoas e agentes públicos e políticos comprometidos com a saúde pública de qualidade.
Por outro lado, podemos afirmar que governos, políticos e partidos neoliberais, não estão comprometidos e não defendem a saúde pública como dever do Estado, desta forma, não tem autoridade e nem moral de falar ou defender o modelo constitucional em vigor, já que a concepção que predomina entre os neoliberais é contrária a incorporação de milhões de brasileiros ao sistema de saúde.
É sabido por todos, que foi durante o governo FHC em que houve o incentivo à terceirização de maneira precária no Ministério da Saúde, além de ter estabelecido a política de incentivo aos Estados e Municípios para contratar pessoal através de organizações sociais, de forma a terceirizar os seus serviços.
Como forma de incentivo à terceirização implantou o maior arrocho salarial para os servidores do setor, iniciando o processo por entregar a gestão dos hospitais, construídos, equipados e custeados com recursos públicos, para interesses privados.
Infelizmente, esta é uma política mantida pelos governos que sucederam, seja no âmbito federal, estadual ou municipal. Apesar desta política de saúde pública perversa, estamos observando que a situação vem mudando nos últimos anos, não na velocidade esperada, motivados pela consciência onde cada vez mais as pessoas estão tomando dos seus direitos, passando a exigir do poder público o seu cumprimento.
Cabe ao cidadão exigir que o Estado lhe garanta a saúde, mesmo que para isto tenha que recorrer ao judiciário. Mais do que um ato de defesa de um direito, isso é um ato de cidadania.
É preciso que se entenda, que a população humilde, a qual sobrevive de salário mínimo quando os tem e, portanto, não pode pagar um plano de saúde, mas que, todo ser humano não estão imunes a doenças. Aliás, é nesta classe social onde a doença mais acomete, pelas condições insalubres em que vivem. Portanto, cabe ao Estado oferecer-lhes com dignidade a assistência médica ambulatorial,um dos seus deveres constitucionais, não lhe sendo dado o direito de entregar a iniciativa privada a exploração destes serviços, já que a vida é o bem maior que o ser humano possui.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

JUSTIÇA IGUAL PARA TODOS

A população brasileira em diversas pesquisas tem revelado ser a corrupção o principal motivo de vergonha do nosso povo, superando neste quesito a violência e a pobreza. Sabe-se que em diversos países, o combate a corrupção foi o caminho encontrado para enfrentar o crime organizado e não só isto,também ter sido esta a fórmula encontrada para que as instituições fossem construídas em pilares sólidos.
Devemos reconhecer que o Brasil, principalmente a partir do governo Lula, tem avançado significativamente neste campo. Mas os resultados práticos ainda não estão sendo vistos pela população, em razão da não adesão do nosso judiciário no que se refere a penalizar exemplarmente os envolvidos.
Temos que ser justos e entender a contribuição dada pela Constituição de 88, quando deu aos Procuradores do Ministério Publico poderes de agir de forma independente tanto na fiscalização dos funcionários públicos quanto e principalmente dos políticos, talvez, hoje os maiores envolvidos em atos desabonadores.
Porém, o que tem feito a população acreditar que um dia teremos um país menos injusto e efetivamente o combate a corrupção de forma efetiva e contundente, é o papel e a ação assumida pela Polícia Federal, juntamente com o papel de coadjuvante exercido pela Controladoria Geral da União – CGU. A entrada destes órgãos nesta luta fez com que o combate a corrupção avançasse e a todo o momento a população assiste quadrilhas e organizações criminosas serem desbaratadas.
Os esquemas montados para o desvio de dinheiro público, que em governos de passado recente, consideravam estes “roubos” como aspectos inerentes à burocracia estatal, hoje esta sendo tratado de forma diferente, onde a CGU e PF assumem a investigação, sem poupar seja quem for os envolvidos, empresários, juízes ou políticos.
Hoje a população brasileira está consciente que ninguém estará impune pelos atos errôneos praticados e que mais cedo ou mais tarde, aqueles que o praticaram serão alcançados.
Assim, o papel que cabe à nossa PF está sendo cumprido, ou seja, investigar, identificar e prender todos aqueles envolvidos em falcatruas. Cabe a nossa Justiça o papel de condená-los, aplicando penas duras e rigorosas, até para que sirvam de exemplo às gerações futuras.
Mas neste ponto, a Justiça do Brasil está devendo uma satisfação ao seu povo, pois se desconhece os efeitos práticos e punitivos que alguém envolvido neste tipo de crime tenha sido apenado, muito pelo contrário, a maioria está livre e muitos deles continuam cometendo os mesmos crimes, agora mais bem elaborados e melhor planejado.
E os números não nos deixam mentir, cabe a cada um pesquisar e comprovar o quanto tem sido ineficiente a nossa Justiça em punir com rapidez. Desta forma, estamos avançando no combate a corrupção sim, mas por culpa da lentidão e da ineficiência do judiciário, não avançamos o suficiente de forma que pudéssemos atingir o centro motor que a alimenta: a IMPUNIDADE. E esta, infelizmente a verdade tem que ser dita, está sendo alimentada por aquele que deveria ser o responsável para combatê-la: o JUDICIÁRIO BRASILEIRO.
Apenas para citar como exemplo: de cada cem suspeitos de corrupção, apenas sete vai para cadeia, conforme pesquisa da Revista Época.
Assim, diante deste quadro de impunidade, fica difícil para o corrupto se imaginar ser logo ele o punido pelos delitos contra o povo brasileiro, principalmente contra as nossas crianças e daqueles que necessitam de educação e saúde pública de qualidade.
Ao desviar recursos públicos, e se observarmos que a maioria destes crimes tem ocorrido na área da saúde e da merenda escolar, estão prejudicando milhares de crianças, que muitas delas têm na merenda escolar a sua única refeição de qualidade, e das pessoas que necessitam de atendimento médico. Depois ficam muitos políticos reclamando da qualidade do ensino e dos péssimos atendimentos dos hospitais públicos, esquecendo eles que são os seus maiores responsáveis,ou por estarem participando ou por terem companheiros partidários praticando crimes de desvio dos recursos públicos, sem que tenham o cuidado de cumprirem o seu papel: de FISCALIZADOR DOS ATOS DO EXECUTIVO E DA BOA APLICAÇÃO DOS RECURSOS DISPONÍVEIS.
Porém, mesmo diante do quadro atual de descrença, esta mesma população reconhece o trabalho executado pela Polícia Federale da Controladoria Geral da União – CGU, como os órgãos exemplares em ações de combate aos crimes organizados de assalto aos cofres públicos.
Estes assaltos são praticados por quadrilhas constituídas de pessoas envolvidas com crimes de falsidade ideológica, concussão, formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva e inserção de dados falsos em sistema de informação.
Importante observar, mesmo diante das ações quase que diárias da PF, parecem que estes bandidos, muitos transvestidos de políticos, não temer as consequências e continuam agindo de forma a não considerarem ou terem a certeza que nada acontecerá no âmbito da justiça. Esta nos parece ser a conseqüência maior da IMPUNIDADE.
Está na hora da nossa Justiça também vestir a camisa e se unir no combate ao crime organizado, e não transmitir para a nossa população esta imagem atual, que nos faz acreditar que ela está unicamente do lado das elites, independente de como as pessoas agiram ou fizeram para lá se encontrarem.
Deve o Judiciário proceder para que as ações policiais transcorram dentro da lei e caso haja desvios nas investigações que se proceda a sua correção, porém, diante destas “possíveis falhas” de alguns, não pode e não deve o Judiciário decidir apenas em favor do criminoso, contra a sociedade.
Está na hora de acabar esta máxima de que só temos justiça para pobre e prostituta e o nosso Judiciário assumir a bandeira de uma JUSTIÇA IGUAL PARA TODOS. Independente da conta bancária ou do status social.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

POBREZA NO CAMPO: há crime maior?


Passadas as discussões oriundas da demanda eleitoral, ainda continuam frescas da maioria dos pequenos produtores rurais e dos trabalhadores ligados ao MST, as mortes e perseguições ocorridas na era FHC, como os massacres de Corumbiara em Roraima e do Eldorado dos Carajás no Para, este último ocorrido em 17 de abril de 1996, quando à época era governado por Almir Gabriel do PSDB, cujo partido agora retorna ao governo do Estado, esperando-se que aquele fato, tenha servido de aprendizagem ao futuro governador e que não permita voltar a ocorrer, uma vez que, é sabido por todos, ser o Pará um Estado onde os grandes produtores rurais sempre tiveram os poderes constituídos como aliados, para acobertarem os seus desvios, erros e crimes.
Todos que acompanham a luta dos movimentos sociais, principalmente dos Trabalhadores ligados ao MST, em busca e em defesa dos seus mínimos direitos, ao longo de sua existência sempre sofreram perseguições políticas e policiais e, mesmo assim, após o País alcançar a democracia, estes movimentos continuaram a ser perseguidos, principalmente as organizações camponesas e, por incrível que pareça durante os 08 anos do governo FHC, onde os movimentos sociais sempre foram tratados à base do cassetete.
Em lugar de traçar políticas públicas que visassem a solução dos conflitos sociais, o governo FHC trocou o diálogo pela opção radical de entregar o problema à polícia, com pressões, perseguições e assassinatos.
Aliados à repressão promovida o então governo do PSDB/DEM deixou de promover a tão sonhada reforma agrária, coisa que o governo Lula também não realizou, diga-se de passagem, e em seu lugar, promoveu o maior processo de desarticulação e de destruição da pequena agricultura e da agricultura familiar, que, devemos reconhecer, foram setores que duramente no governo PT, tiveram uma atenção especial.
Quando assistimos comentários técnicos, criticando a produtividade de alguns assentamentos, e analisando o modelo de assentamento implantado na era FHC, passamos a entender o quanto estes comentaristas estão a serviço do agronegócio. Ao criticar, não levam em consideração que o modelo de assentamento implantado pelo governo neoliberal, foi elaborado com o objetivo de prejudicar os movimentos sociais, haja vista que, mesmo sendo uma demanda frutos de enorme pressão social, era planejado de forma que as condições dadas tinham o fim de não dá certo, ou seja, no modelo instituído, o governo se obrigava a comprar terras dos fazendeiros falidos e nela colocar assentamentos sem a mínima infra-estrutura, sem crédito e não era oferecido a mínima condição de comercialização e normalmente distantes de todos os principais centros de comercialização.
Aliado a este crime praticado contra os assentados,o governo FHC como forma de levar o programa ao suicídio, estabeleceu o completo desmonte das políticas públicas existentes que davam o mínimo de sustentabilidade e garantia aos pequenos produtores rurais, ou seja, extinguiu o seguro agrícola, acabou com os estoques reguladores; desmontou o sistema de armazenagem; inviabilizou o acesso ao crédito agrícola, com uma oferta insuficiente e juros escorchantes.
Na realidade, o Brasil ao longo de sua existência através de sucessivos governos, tem praticado políticas antirreforma agrária e criado políticas públicas em que são oferecidas as melhores e maiores condições para o acesso de empresas multinacionais no campo brasileiro. Porém,foi a partir do governo FHC que se implantou de forma rigorosa as bases para o desenvolvimento do agronegócio, cujo modelo é base da sua monocultura em grande áreas de terras, com intensiva aplicação de agrotóxico, com pouca utilização de mão – de – obra e com uma produção voltadas para o mercado externo.
Mesmo após chegar ao poder o PT, através do governo Lula, poucas coisas foram realizadas de forma diferente ao modelo FHC. A engrenagem do agronegócio continuou protegida, sem que ações fossem feitas para desmontá-las. É claro que algumas medidas foram tomadas que vieram a atender as necessidades dos movimentos agrários e dos pequenos produtores rurais. Programa como Luz para Todos, que finalmente saiu do papel e levou energia ao pequeno produtor rural; a criação do seguro agrícola e uma pequena melhora no acesso ao crédito; o incentivo a agricultura familiar e o programa de aquisição de sua produção; a retomada da regulação de estoques, entre outras ações voltadas para o segmento, tem dado um pouco de paz e sossego quem quer da terra tirar o seu pão de cada dia.
Porém, o mais importante foi a retomada da negociação, que mesmo que este diálogo não tenha resultado em conquistas concretas, mas só o fato de deixar de existir a repressão policial no campo, já foi um avanço considerável.
Mas tudo isto ainda é pouco, e o Brasil para se inserir socialmente no sec. XXI precisa que o governo central coloque em sua agenda os problemas do campo como meta a ser priorizada. Precisamos limitar o tamanho das propriedades rurais e junto com a limitação, efetivar a reforma agrária em nosso País, dando terra para quem nela quer trabalhar e dela viver, produzindo alimentos para alimentar o nosso povo. E esta é a nossa hora.