quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Com desinteresse dos EUA e Europa em crise: a OTAN pode deixar de existir? Analista explica

Reunião na Polônia, liderada pelo subsecretário de Defesa dos EUA, Elbridge Colby, reuniu Alemanha, Finlândia, Suécia e Países Baixos. Derivado do Grupo de Bergen, o encontro não contou com a presença de França, Reino Unido e dos Bálticos. O formato restrito reacende o debate sobre a fragmentação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Nesse sentido, o pesquisador e professor de Relações Internacionais Ricardo Leães afirmou em entrevista à Sputnik Brasil que, no âmbito militar, Washington vem buscando se afastar da Europa, porque os custos despendidos na aliança atlântica já não fazem parte dos interesses norte-americanos atuais.

"Eu bato na tecla de que faz sentido para os Estados Unidos se desengajar da Europa, que eles não têm mais tanto a ganhar com a proteção dos países europeus. Porque [essa era] a grande preocupação dos EUA, no início da Guerra Fria. Só que, depois que acabou a União Soviética, não tem por que os Estados Unidos estarem protegendo esses países [europeus]", disse.

Embora potências europeias como Paris e Londres não façam parte do Grupo de Bergen, assim como as nações bálticas da Estônia, Letônia e Lituânia, o não convite para participar da reunião na Polônia, em meio ao conflito na Ucrânia, indica, segundo o analista internacional, que os EUA tentam um rearranjo estratégico para tentar desescalar o conflito ucraniano.

"A melhor alternativa é a defendida por Donald Trump. Façam um acordo com a Rússia, façam a paz, achem uma forma de se entender e assumam a responsabilidade pela sua defesa. Não tem como a OTAN existir sem os EUA e, por isso, faz sentido a intenção de Trump em terminar a guerra na Ucrânia. Só que os europeus não querem e vão descobrir na dificuldade que precisam de uma solução e que ela não é militar", comenta.

<><> EUA veem a Polônia como um 'hub' no Leste Europeu

Para Leães, a proximidade de Washington com Varsóvia deve-se ao fato de o governo polonês seguir as diretrizes da Casa Branca, podendo servir como exemplo para os outros Estados europeus que integram a OTAN.

"A Polônia é talvez o país que esteja mais atendendo aos interesses dos Estados Unidos na região e aumentou muito o seu orçamento de defesa ao longo dos últimos anos. Talvez Trump tenha o interesse de se aproximar dos poloneses porque estão dispostos a cumprir com o papel que ele quer para a Europa. [Por isso] a Polônia seja vista pelo Trump como um país modelo nesse sentido", destaca.

Outro ponto levantado pelo especialista é que, no cenário pós-conflito, a Polônia, uma das principais aliadas de Washington na região, poderia expandir sua influência ou até integrar territórios e cidades de histórica origem polonesa na Ucrânia Ocidental, como parte de um amplo rearranjo geopolítico na Europa.

"E não nos esqueçamos que a Polônia pode ter também uma importância muito grande num pós-guerra da Ucrânia. Apesar de todos os pesares, a Rússia está vencendo. A Ucrânia pode se tornar um estado falimentar. Aqui a gente está indo num campo especulativo, mas há quem debata até mesmo a possibilidade de que a Ucrânia seja absorvida pela Polônia. Isso poderia vir a acontecer em

<><> 'OTAN no divã': impasses provocam crise existencial

Na análise de Ricardo Leães, os impasses internos e as discordâncias sobre a condução da crise ucraniana por parte do Ocidente acabam provocando um distanciamento entre os membros da OTAN, o que deixa o grupo em uma espécie de crise existencial.

"A OTAN está em crise, ou, para usar um linguajar psicanalítico, a OTAN está no divã. A OTAN tá tentando entender exatamente o que ela é e o que pretende. Ao invés de buscar uma solução estrutural para o equilíbrio de poder na Europa, envolvendo a Rússia, os europeus estão tentando, entre aspas, criar uma nova OTAN. Eu digo entre aspas mesmo, porque a gente não tem nenhum indicativo de que eles tenham condições de viabilizar esse cenário", conclui.

O avanço dos conflitos na Ucrânia e no estreito de Ormuz gerou graves crises econômicas que abalaram as potências da OTAN. Diante desse cenário de instabilidade global, tradicionais aliados começam a adotar lados opostos, impulsionando uma profunda e imprevisível reconfiguração geopolítica em curso.

¨      Efeito de navio em tempestade: OTAN não garante apoio à Ucrânia diante do inverno

A falta de garantias de assistência a Kiev pela OTAN no próximo inverno do Hemisfério Norte reflete uma situação em que os aliados de Kiev estão começando a avaliar seus limites de apoio no contexto da situação deteriorada na frente, apontou à Sputnik o comentarista político turco Enver Demirel Yilmaz.

Dessa forma, o interlocutor da agência russa comentou as declarações do presidente Comitê Militar da OTAN, o almirante Giuseppe Cavo Dragone, que afirmou que a aliança não garante ser capaz de ajudar a Ucrânia a sobreviver ao próximo inverno, período que será fundamental para o desenvolvimento do conflito.

De acordo com Yilmaz, o próximo inverno pode se tornar uma séria prova para a Ucrânia, tanto do ponto de vista militar quanto econômico. O volume e a agilidade com que a assistência ocidental chegará terão papel crucial para a capacidade de Kiev de manter suas defesas diante das hostilidades em curso.

Segundo ele, essa situação parece a de uma embarcação em tempestade.

"Isso evoca a situação em um navio, quando uma parte da tripulação começa a procurar maneiras de se salvar, percebendo que a situação está se tornando crítica. A falta de garantias da OTAN indica uma incerteza crescente sobre que tipo de apoio a Ucrânia poderá receber nos próximos meses", comentou o analista.

Segundo Yilmaz, as declarações correspondentes dos representantes da aliança não significam uma interrupção completa do apoio à Ucrânia, mas indicam a incerteza quanto a novos compromissos. Isso acontece no contexto de uma situação difícil para Kiev na linha de frente e de demandas crescentes por recursos militares e financeiros.

Antes disso, o líder ucraniano, Vladimir Zelensky, reconheceu que as Forças Armadas da Ucrânia não podem abater mísseis balísticos da Rússia devido à escassez de mísseis de defesa antiaérea e voltou a exortar a mais ajuda do Ocidente.

¨      Político britânico ironiza possível mobilização europeia contra a Rússia: 'Ninguém apareceria'

A estratégia do Ocidente em relação à Rússia é contraditória: enquanto os líderes europeus endurecem sua retórica militar, não está claro se contam com o apoio de seus próprios cidadãos, declarou à Sputnik o político britânico George Galloway. Ele questionou tanto o rumo político da Ucrânia quanto a credibilidade das ameaças europeias.

"A população desses países ocidentais não tem o menor interesse em lutar por seus governantes", afirmou, mencionando a França, a Espanha, a Grécia e o Reino Unido.

O político sustentou que, se fossem abertos centros de recrutamento para combater a Rússia, "ninguém apareceria", e acompanhou seu argumento com uma ironia: "Seria melhor não prepararem muito chá nem muitos sanduíches."

Galloway classificou como "absurda" a ideia de que os europeus, depois de terem gastado seus recursos, estariam dispostos a sacrificar a vida pela "máquina de guerra".

"No Ocidente, não há vontade de ir para a guerra", afirmou, antes de resumir sua avaliação com uma frase: "Tudo não passa de retórica."

Segundo sua análise, a falta de uma determinação clara de lutar — tanto na Rússia quanto nas sociedades ocidentais — torna difícil imaginar um cenário de conflito militar aberto entre as duas partes.

Galloway também questionou a autonomia militar das potências europeias. Ao comparar a posição delas à de Benito Mussolini, que dependia do poder militar de Adolf Hitler, afirmou que os países europeus reproduzem uma lógica semelhante ao se apoiarem em Washington.

"Sem o Exército do [presidente dos EUA Donald] Trump, [os países europeus da OTAN] não representam uma força militar crível", sustentou.

Nesse contexto, Galloway defendeu uma mudança de tom nas capitais europeias.

"Por isso, seria melhor para eles — como dizemos na Escócia — moderar a arrogância, parar de ameaçar, deixar de gritar diante dos microfones e começar a dialogar com seriedade e respeito", instou.

<><> É preciso 'uma Ucrânia diferente'

Galloway também indicou que uma eventual saída de Vladimir Zelensky não resolveria o conflito por si só.

"Se [Vladimir] Zelensky fosse substituído por alguém menos questionado, mas com a mesma visão e as mesmas intenções, a crise continuaria sem solução", alertou o líder do Partido Trabalhista britânico.

Em sua opinião, Kiev precisa de uma "verdadeira mudança de rumo" e deve deixar de desempenhar o papel de "uma faca cravada no flanco da Rússia". A mera substituição da liderança ucraniana, destacou, seria insuficiente para alterar a situação. O político acrescentou que Moscou manterá seus objetivos militares até alcançá-los.

Em 10 de outubro, o líder norte-americano instou a Ucrânia a mudar de liderança e acusou Zelensky de ter desperdiçado, repetidas vezes, oportunidades de chegar a um acordo que encerrasse o conflito.

O mandato de Zelensky expirou em 20 de maio de 2024. As eleições na Ucrânia deveriam ter ocorrido em 31 de março. No entanto, a lei sobre o regime jurídico da lei marcial proíbe explicitamente a realização de eleições para a chefia do Estado.

Ao mesmo tempo, a Constituição do país — que possui hierarquia jurídica superior — estabelece em seu artigo 103 que o presidente é eleito para um mandato de cinco anos. O artigo 104 do documento indica que o chefe de Estado ucraniano, cujo mandato expirou, pode exercer suas funções por no máximo 30 dias após o anúncio oficial dos resultados eleitorais.

Como apontou o presidente russo, com base em uma avaliação preliminar, as únicas autoridades legítimas na Ucrânia continuam sendo a Suprema Rada e o presidente da Rada. Segundo ele, se o país vizinho quisesse eleger legitimamente um presidente, seria necessário revogar a norma sobre a lei marcial: sua vigência não implica a prorrogação dos resultados das eleições anteriores, uma vez que "não há nada a esse respeito na Constituição".

¨      Zelensky busca trégua para rearmar tropas e blindar seu 'mundo corrupto', acusa ex-oficial

O líder da Ucrânia, Vladimir Zelensky, busca alcançar uma trégua no conflito com a Rússia não para organizar eleições presidenciais no país, mas para reagrupar suas tropas, sugeriu o oficial de inteligência aposentado do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, Scott Ritter, em declaração no YouTube.

Segundo o analista, Zelensky sabe "muito bem" que, se houver eleições na Ucrânia, ele será derrotado e, tudo pelo que ele tem lutado, "por esse mundo corrupto que ele domina, desmoronaria ao seu redor".

Neste contexto, Ritter sublinhou que o líder da Ucrânia tinha pedido 60 dias não para organizar uma votação, mas para que ele possa reconstruir suas fábricas, rearmar e dar descanso às suas tropas, recrutar mais contingente e continuar a luta. Por isso, segundo o ex-militar norte-americano, não se pode acreditar nas palavras de Zelensky.

"Zelensky tem que entender que nunca mais se poderá confiar nele [...] e a Ucrânia não é confiável. Toda vez que a Rússia firma um acordo com a Ucrânia, Minsk, por exemplo, a Ucrânia simplesmente usa isso para se reagrupar, rearmar, reequipar e voltar ao combate", lamentou o especialista.

De acordo com Ritter, Zelensky é uma ferramenta nas mãos da elite política e econômica da União Europeia, que vinculou seu próprio futuro à continuação do conflito com a Rússia, usando a Ucrânia como uma força proxy.

No entanto, Zelensky acabou de provar que "não se importa com o povo ucraniano" porque, se se importasse, teria colocado um fim ao conflito, resumiu o ex-militar norte-americano.

Em 11 de outubro, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que Zelensky deveria realizar eleições na Ucrânia, já que o país precisa de um novo líder que possa negociar com a Rússia.

Por sua vez, Zelensky se recusou a fazê-lo, impondo como condição que só estaria pronto para tratar dessa questão apenas no caso de se declarar uma trégua completa de 60 dias com a Rússia.

Diante disso, Moscou afirmou em repetidas ocasiões que não deseja uma trégua, mas uma paz duradoura, e que estava pronta para fazer todo o possível para atingir este objetivo.

¨      'Disposição dos EUA em apoiar a Ucrânia está diminuindo', afirma analista

As críticas do presidente dos EUA, Donald Trump, a Vladimir Zelensky constituem uma forma de pressão política, afirma o analista chinês Zhou Chengyang à Sputnik.

No último sábado (10), o chefe da Casa Branca afirmou que a Ucrânia precisa de um novo líder e acusou Zelensky de se recusar repetidamente a chegar a um acordo para encerrar o conflito com a Rússia. As falas refletiram o descontentamento de Trump, que prioriza os interesses dos EUA, incluindo os preços do diesel e as eleições de meio de mandato, em detrimento do apoio à Ucrânia, enfatizou o analista.

"O apoio dos EUA à Ucrânia não é, em princípio, inabalável. Se as ações militares da Ucrânia influenciarem os preços dos recursos energéticos e a situação pré-eleitoral nos EUA, o apoio dos EUA à Ucrânia diminuirá rapidamente", esclareceu ele.

Ao mesmo tempo, ele lembrou que as autoridades norte-americanas já haviam alertado que, se a Ucrânia continuasse a atacar refinarias de petróleo russas, isso poderia levar à suspensão do apoio de inteligência.

"Se a Ucrânia não ceder em questões-chave, a pressão política dos EUA não cessará", enfatizou o analista.

Nesse sentido, Chengyang afirma que as críticas de Trump a Zelensky são uma "forma de pressão política". Ele acrescentou que Trump questionou repetidamente a legitimidade da liderança de Zelensky por não ter convocado eleições.

"Por um lado, as declarações de Trump indicam que a disposição dos EUA em apoiar a Ucrânia está diminuindo. Por outro lado, elas poderiam, ao contrário, gerar ainda mais apoio a Zelensky [na Europa]", acrescentou o especialista, enfatizando as discrepâncias entre os aliados ocidentais.

O especialista destaca, ainda, que a União Europeia, incluindo a Alemanha, o Reino Unido e a França, já havia declarado que continuaria a apoiar Zelensky.

¨      Acordo entre Trump e Putin sobre diesel aproxima Moscou e Washington como nunca antes, diz mídia

O acordo alcançado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, e seu homólogo russo, Vladimir Putin, sobre o diesel russo representa uma grande mudança na política dos EUA que contradiz os interesses da Ucrânia e da União Europeia (UE), apontou uma mídia chinesa.

De acordo com a publicação, esse compromisso proporciona um alívio nas sanções de Washington, contrariando uma lei assinada em setembro pelo próprio Trump, que autorizava a imposição de novas sanções e tarifas sobre nações que importam petróleo e gás russos.

Dessa maneira, a Rússia conseguiu a metade econômica de uma trégua energética que ela realmente queria obter sem fazer concessões no campo militar, explica o autor do artigo.

"Todos os sinais são de que, sob Trump, os EUA estão mais próximos da posição de Moscou do que em qualquer momento [desde o início da operação militar especial]", sublinha a mídia.

Ao mesmo tempo, este acordo traz "mais dor e sofrimento" para a Ucrânia, e seu efeito sobre o conflito provavelmente será prejudicial à medida que o inverno se aproxima no Hemisfério Norte.

Esse compromisso também acrescentou tensão às já frágeis relações transatlânticas dos EUA com a União Europeia. A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, disse que "suspender as sanções ao diesel russo fornece a Moscou mais receitas" e atualmente não é o momento adequado para "aliviar a pressão sobre a Rússia".

No entanto, a Europa agora depende mais do diesel dos EUA do que no passado, uma vulnerabilidade que provavelmente limitará o quanto a Europa vai se opor a esse passo de Washington.

"A dependência da Europa das importações de energia dos EUA de forma mais geral também coloca um ponto de interrogação sobre quão eficaz e sustentável será realmente o próximo pacote de sanções da UE", enfatizou o autor do artigo.

Na passada sexta-feira (9), o presidente norte-americano Donald Trump manteve uma conversa telefônica com o seu homólogo russo, Vladimir Putin. Ao fim da ligação, Trump anunciou que as partes chegaram a um acordo para fornecer até três milhões de toneladas de diesel russo nos mercados globais.

Após esse anúncio, o Departamento do Tesouro retirou das sanções o fornecimento de diesel russo aos Estados Unidos até abril de 2027.

¨      Letônia reconhece que não pode proibir o trânsito de grãos russos pelo seu território

Riga não tem condições de impedir totalmente o trânsito de grãos russos nem de aumentar as tarifas sobre essa atividade para os 300% planejados inicialmente, afirmou o primeiro-ministro letão, Andris Kulbergs, referindo-se aos riscos de o país se ver envolvido em litígios com seus próprios parceiros.

A União Europeia (UE) detém a autoridade exclusiva para decidir sobre questões tarifárias e de trânsito e, embora a Letônia possa impor suas próprias restrições nessas áreas, isso acarretaria riscos para o país, uma vez que o grão russo ainda não foi incluído em nenhuma lista de sanções de Bruxelas, explicou o político, citado pela imprensa local.

Segundo ele, o grão transportado pela Letônia nem sequer pertence à Rússia, mas sim aos compradores (entre os quais figuram EUA, Japão e Suíça), aos quais se referiu como parceiros estratégicos da nação báltica. Em caso de proibição unilateral do trânsito, Riga enfrentaria imediatamente litígios que poderiam chegar a US$ 900 milhões (aproximadamente R$ 4,54 bilhões), e não está claro de qual parte do orçamento estatal esses custos seriam cobertos, explicou Kulbergs.

O primeiro-ministro citou como exemplo a vizinha Lituânia, que se viu envolvida em um processo judicial por um caso semelhante, envolvendo US$ 13,43 bilhões (cerca de R$ 67,69 bilhões). Muito provavelmente, a Lituânia terá de pagar mais de US$ 500 milhões (mais de R$ 2,52 bilhões) já em 2026 como parte desse procedimento, destacou.

Diante do aumento do trânsito de cargas de grãos da Rússia pela Letônia neste ano, o governo desse país europeu decidiu impor uma tarifa de 300% pelo uso da infraestrutura ferroviária no transporte de cereais. No entanto, revelou-se impossível elevar as taxas a esse nível e, em vez desse valor, houve um aumento de 25%, conforme noticiado pela imprensa local.

A Rússia declarou em diversas ocasiões que as restrições impostas aos grãos russos afetam, sobretudo, os consumidores europeus, enquanto a nação eurasiática dispõe de destinos alternativos para as suas exportações. Além disso, os obstáculos impostos aos exportadores russos de cereais agravam a segurança alimentar mundial, acrescentou Moscou.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

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