‘Golpes
do Master e Ueno só ocorreram com conivência política’, diz opositor paraguaio
A crise
bancária no Paraguai provocou nesta quinta-feira (5) a renúncia do presidente
Santiago Peña, do Partido Colorado. Eleito em 2023 e com mandato previsto até
2028, Peña era alvo de um processo de impeachment aberto na Câmara dos
Deputados.
A
acusação que pairava sobre ele era de ter sido conivente com a quebra do banco
digital Ueno, responsável por deixar mais de 3 milhões de clientes paraguaios
sem acesso às suas contas. Santiago Peña foi acionista do Grupo Vázquez — o
conglomerado que controla a holding do Ueno — até março de 2025, quando já
havia sido empossado para o cargo máximo do país. Com a renúncia, o vice Pedro
Alliana assume a cadeira.
“Essa
grande crise bancária põe em risco o que o Paraguai tem de mais valioso nos
últimos anos: equilíbrio dos seus números financeiros e a sua macroeconomia”,
diz Efraín Alegre, advogado e ex-senador, que disputou a presidência da
República contra Peña, em abril de 2023.
Em
entrevista exclusiva ao ICL Notícias, Alegre falou diretamente de Assunção,
capital do Paraguai, por chamada de vídeo. O oposicionista estabeleceu
semelhanças entre a crise financeira que vive hoje o Paraguai e o caso do Banco
Master, no Brasil. Alegre também enalteceu a importância da reeleição do
presidente Lula (PT) na América Latina e como os paraguaios devem se organizar
para finalmente derrotar o Partido Colorado, que governa o país de forma quase
ininterrupta desde 1947.
LEIA A
ENTREVISTA:
• Como fica a situação política do
Paraguai agora com a renúncia do presidente Santiago Peña?
Efraín
Alegre – Primeiro lugar, é importante dizer que estamos vivendo uma crise
financeira muito grande no Paraguai. Uma crise financeira construída dentro do
poder. Por que o Banco Ueno não era um banco. Era uma instituição financeira
que se tornou banco em 2023, no mesmo ano que Santiago Peña assumiu a
presidência. E esse banco passa imediatamente a receber fundos públicos. Em
quatro meses, se constitui um banco digital. E aí começa um processo de
captação de fundos, mediante diversas bonificações que as leis paraguaias
passam a ser alteradas para favorecê-lo.
E, bem,
agora já se sabe, Santiago Peña era acionista deste banco, acionista do mesmo
grupo que controlava o banco. E esse grupo captou quase meio bilhão de dólares
de fundos públicos, sobretudo da Previdência Social, além de ter também
ramificações em fundos privados. Por isso, essa crise é tão grave. Por que
provoca impacto direto na vida da população paraguaia. Está afetando mais de 3
milhões de pessoas. No espectro político, não podemos deixar de falar de
Horacio Cartes (ex-presidente do país, entre 2013 e 2018), atualmente
presidente do Partido Colorado, acusado de ser chefe principal de máfia
internacional e tráfico de fronteira, que atua inclusive no Brasil. Bem,
Horacio Cartes articulou a renúncia de Santiago Peña para manter Pedro Alliana,
vice-presidente, no poder e, consequentemente, o Partido Colorado controlando o
Paraguai.
• A oposição pensa em pedir a convocação
de novas eleições antes de 2028?
A
oposição está reclamando. Pois nós consideramos que é fundamental não apenas a
destituição de Santiago Peña, mas de toda a chapa, incluindo o vice Alliana.
São parte da mesma equipe. O crescimento do banco Ueno só foi possível com a
cumplicidade dos grupos políticos que estavam no poder, incluindo presidente,
vice e Banco Central. Por isso, pedimos a destituição de ambos e que o
Congresso designe o próximo presidente.
Então,
essa grande crise bancária põe em risco o que o Paraguai tem de mais valioso
nos últimos anos: equilíbrio dos seus números financeiros e a sua
macroeconomia. Esse ainda é um país ainda com forte presença da pobreza, mas
seus números macroeconômicos são bons, com baixa inflação, de apenas um dígito.
Mas, hoje, com essa crise produzida pelo Banco Ueno, nossa macroeconomia está
em perigo.
• O senhor acompanhou a crise que o
Brasil viveu com o Banco Master? Consegue encontrar similaridades entre os dois
casos?
O caso
do Banco Master e do Ueno são muito parecidos. E creio que ambos nos deixam uma
lição importante para prevenir no futuro. Afinal, os golpes do Master e do Ueno
só aconteceram com conivência política. E essa cumplicidade vem desde mudanças
de leis, alteração de dispositivos legais para facilitar a atuação destas
instituições financeiras. Nos dois casos, tem também atuação direta do Banco
Central para dirigir e validar todas essas operações ilegais. Ou seja, é a
participação direta do poder político para favorecer o poder privado. Por isso,
estou convencido que as penas devem ser aplicadas de forma exemplar aos
envolvidos, os processando e prendendo. Até que se obrigue que devolvam o
dinheiro tomado das pessoas.
• Como está a situação dos clientes do
Banco Ueno neste momento? Há algum amparo legal por parte do estado?
O
Paraguai tem um sistema anti-crise que instituímos na década de 1990, quando
tivemos uma crise bancária similar a essa. Temos os Fundos de Garantia, que vão
proteger os pequenos acionistas. O governo vai gastar 228 milhões de Guaranis
(moeda oficial do país) para proteger quem perdeu dinheiro. Agora, antes de
renunciar, o presidente Peña teve a cara de pau de propor a criação de outro
Fundo de Garantia, como se fosse a solução possível para resolver a crise.
Foram 30 anos de aporte do povo paraguaio investindo neste fundo de reserva e
este delinquente pleiteou a criação de outro fundo para cobrir o rombo do Ueno
Bank.
• O senhor foi o principal opositor de
Santiago Peña nas últimas eleições. Pensa em ser candidato novamente agora que
o projeto dele claramente fracassou?
Já
estamos trabalhando com muitos amigos para a construção de uma proposta para
2028. Acreditamos que a oposição deve ter apenas um candidato, porque a divisão
de candidaturas da oposição só favorece que o mesmo grupo (o Partido Colorado)
se mantenha no poder por tanto tempo. Então, estamos articulando isso. Queremos
consolidar uma só proposta para ter um só candidato da continuidade e um só
candidato da oposição. Não há espaço para um terceiro. Apenas dois. Porque esta
é uma estratégia do Partido Colorado: financiar a divisão na oposição para
evitar a unidade. Porque se estamos divididos, eles vencem.
• O que a reeleição do presidente Lula no
Brasil pode ensinar ao Paraguai para vencer o domínio de Donald Trump na
América Latina?
A
verdade é que essa eleição foi um grande alívio. Estávamos realmente
preocupados, porque ele é uma referência histórica importante para nossa
região. E se Trump tomasse o Brasil, toda a região, praticamente, seria tomada.
A vitória de Lula abre uma grande esperança. Assim como o resultado das
eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, com vitória dos Democratas.
Isso abre possibilidade para uma América Latina mais ampla, sem controle
completo da extrema direita. Porque é isso que sonhamos para nosso país: amplo,
respeitados e onde a prática e valores da extrema direita, com ódio à imigração
e o racismo, não se instalem na política do nosso tempo.
• Pode-se dizer que o Partido Colorado
está diretamente alinhado com a extrema direita internacional ou ainda mantém
um modelo de uma direita mais clássica?
No
Paraguai, o Partido Colorado representa precisamente a extrema direita. Eles
claramente defendem os interesses dos Estados Unidos, Taiwan e Israel. Isso
permitiu que o presidente Peña liderasse os interesses de Horacio Cartes frente
aos EUA. Por isso, a eleição de Lula é tão importante. Teremos eleições em 2028
e esperamos derrotar a extrema direita, assim como espero que a Argentina
também derrote. Organizados e unidos poderemos derrotar essas forças e o risco
que a extrema direita representa na América Latina.
• Banco paraguaio simulou venda de
carteira de US$ 74 milhões com recursos próprios
O
Ministério Público do Paraguai afirmou que o Ueno Bank simulou a venda de uma
carteira de créditos de empresas ligadas à instituição financeira por mais de
US$ 74,4 milhões com dinheiro vindo do próprio banco.
Segundo
o jornal paraguaio Última Hora, o banco decidiu se desfazer das empresas MOWI,
Grupo Hendy, Grupo M, Tuiu, Franede e Aime após ser investigada pela
Procuradoria e sofrer pressão da Superintendência dos Bancos. As empresas eram
vinculadas ao Ueno e são investigadas por conceder créditos irregulares.
O
Ministério Público afirmou que o banco optou por forjar a venda de uma carteira
que era composta por créditos que o Ueno Bank havia concedido para o Grupo
Hendy, Grupo M e MOWI, e que aguardava o pagamento. A carteira somava um total
de US$ 74,4 milhões, de acordo com o Banco Central do Paraguai.
A
carteira foi adquirida pela Vinanzas SA, empresa que posteriormente o MP apurou
que também pertencia ao Ueno Bank, em 15 de junho deste ano. Porém, segundo a
investigação feita pelo MP e pelo Banco Central, o Vinanzas tinha apenas US$
93,8 mil de saldo um dia antes de realizar a operação milionária.
Para
viabilizar a compra da carteira de crédito junto ao Ueno Bank, o Vinanzas
recebeu um aporte de US$ 76,06 milhões em 15 de junho. Horas depois, a empresa
adquiriu a carteira de US$ 74,4 milhões do Ueno Bank.
De
acordo com o jornal Última Hora, os créditos vieram de empresas que receberam
financiamento do próprio Ueno entre 11 e 15 de junho. No dia 11, o banco
repassou US$ 10 milhões para a Technoma e outros US$ 10 milhões para a La Tropa
Fletes. Quatro dias depois, foram liberados US$ 35 milhões para a HD Invest,
US$ 20 milhões para a Satec e US$ 6,8 milhões para a Factopar.
De
acordo com as informações publicadas pelo Última Hora, o dinheiro da HD Invest
e da Satec foi encaminhado diretamente para a Vinanzas. Já as outras empresas,
que seriam “laranjas”, repassaram o dinheiro para outras companhias, incluindo
o Grupo Vázquez (sócio majoritário do Ueno Bank), que por sua vez transferiram
as quantias para a Vinanzas, que pôde assim juntar o montante para adquirir a
carteira vendida pelo Ueno.
“Essa
situação impediria conhecer o estado real de sua situação patrimonial, uma vez
que sua carteira teria sido adquirida pela própria instituição financeira”,
afirmou o MP.
O
escândalo levou o Banco Central a determinar o fechamento das agências do Ueno
Bank. O Banco Central do Paraguai informou que garantirá depósitos de até o
equivalente a cerca de US$ 38 mil (R$ 208,48 mil) por cliente.
Segundo
o Último Hora, o Banco Central informou na noite de quarta-feira que os
clientes receberão um pagamento antecipado do Fundo Garantidor de Depósitos. Os
valores começarão a ser depositados nesta quinta-feira e devem ser concluídos
em até cinco dias úteis. Anteriormente, a autarquia havia estabelecido um prazo
de até 15 dias úteis.
A
equipe de intervenção do Banco Central também afirmou que os funcionários do
Ueno Bank receberão o pagamento das verbas rescisórias, mas não divulgou prazo.
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Decisão sobre oito presos
Oito
pessoas ligadas ao Ueno Bank foram presas sob suspeita de envolvimento na
fraude e mais 19 pessoas de outras empresas citadas no esquema são
investigadas. Segundo o jornal ABC Color, o Juizado Penal de Garantias
Especializadas em Delitos Econômicos devem ser ouvidas em audiência nesta
quinta, que deve determinar se os oito presos continuarão detidos.
Entre
as pessoas presas estão o presidente do banco, Juan Manuel Gustale Cardoni, o
fundador e primeiro vice-presidente, Federico Miguel Vázquez Villasanti, e a
segunda vice-presidente, Diana Leticia Mongelós González.
Foram
presos ainda Julio Daniel Rey Fernández (ex-segundo vice-presidente), Diego
Fernando Duarte Schussmuller (ex-integrante do conselho de administração do
Banco Central do Paraguai), Alejandro Gómez Abente (diretor principal do Ueno
Bank), Mariana Torres (ex-diretora-geral do Ueno Bank) e Miguel Ángel Almada
Frutos (presidente do Grupo Vázquez).
Eles
são acusados de conduta indevida em situações de crise, abuso de confiança,
tentativa de fraude e por violar a exigência de manter livros contábeis.
Em
entrevista coletiva, o advogado do presidente do banco, José Fernández Zacur,
afirmou que seu cliente desconhecia as supostas operações irregulares. “Não sei
se vítima é a palavra certa, mas posso afirmar que ele desconhecia
completamente a natureza independente das empresas. O presidente não é
responsável por definir ou determinar quem é o beneficiário dos empréstimos”,
disse.
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Protestos com bomba no Paraguai
Houve
registros de protestos na noite de quarta nas ruas de Assunção por causa do
escândalo do Ueno Bank. Os manifestantes pediram o impeachment do presidente do
Paraguai, Santiago Peña, que foi investidor da holding do Ueno Bank até março
de 2025.
Segundo
o jornal ABC Color, a Polícia Nacional usou spray de pimenta e balas de
borracha para conter os protestos. Os policiais também usaram jatos de água
para dispersar a multidão. Não há informação de detidos ou feridos.
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Banco teve rápido crescimento
Fundado
como fintech em 2021, o Ueno obteve rapidamente uma licença bancária e afirmava
ter conquistado mais de 60% dos adultos paraguaios como clientes, mais que
qualquer outro banco. Abriu dezenas de agências luxuosas e fez uma campanha de
marketing onipresente, que incluiu o patrocínio da seleção nacional de futebol.
Controlado
majoritariamente pelo Grupo Vázquez, o banco tem cerca de 3 milhões de
clientes. Cresceu de uma fintech local de nicho para um banco de médio porte,
em trajetória semelhante à de fintechs como Monzo e Nubank.
O
governo de Peña também supervisionou um aumento do dinheiro público depositado
no Ueno, que chegou a mais de US$ 850 milhões (R$ 4,66 bilhões), equivalente a
quase um terço dos depósitos do banco. O presidente havia minimizado
repetidamente as preocupações com o banco.
Nos
últimos meses, o Ueno enfrentou o escrutínio de reguladores e da imprensa por
supostos empréstimos excessivos a empresas ligadas ao Grupo Vázquez, o que
preocupou investidores e pesou sobre os títulos do banco com vencimento em 2031
e sobre os títulos soberanos do Paraguai.
Segundo
o Financial Times, o banco realizou em março a maior emissão de títulos
corporativos da história do país, mas as ações caíram bruscamente desde então.
No mês passado, a agência Fitch revisou para negativa a perspectiva da nota de
crédito de longo prazo do Ueno, citando “crescimento acelerado do balanço e
altos ativos intangíveis”.
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Jogadores da seleção do Paraguai também foram afetados pela crise
A crise
do Ueno Bank também atingiu jogadores da seleção paraguaia de futebol. Em carta
divulgada nesta quarta-feira (4), os atletas afirmaram estar entre os
prejudicados pela intervenção na instituição financeira e cobraram providências
do governo e da Justiça para responsabilizar os envolvidos.
O
documento foi compartilhado nas redes sociais por Gustavo Gómez, capitão do
Palmeiras e da seleção paraguaia, além de outros atletas que atuam no futebol
brasileiro, como Maurício e Ramón Sosa, do Palmeiras, Fabián Balbuena, do
Grêmio, Damián Bobadilla, do São Paulo, e Isidro Pitta, do Red Bull Bragantino.
Apesar
de também terem sido afetados, os jogadores afirmaram que a prioridade deve ser
a proteção das famílias de menor renda que mantinham suas economias no banco.
Segundo o jornal paraguaio ABC Color, dez atletas da seleção estudam apresentar
uma ação coletiva contra a instituição.
Na
carta, os jogadores exigem uma resposta imediata das autoridades e afirmam que
poderão recorrer individualmente à Justiça para recuperar eventuais prejuízos.
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Leia a íntegra da carta divulgada pelos jogadores da seleção paraguaia:
“Somos
jogadores da seleção paraguaia de futebol, mas acima de tudo, somos paraguaios.
Filhos dessa terra que amamos.
E hoje,
como paraguaios, antes de sermos jogadores de futebol, sentimos a necessidade
de falar de coração aberto e sem rodeios, ante a crise financeira que está
castigando o nosso país.
Isso
nos causa profunda dor. Dói ver milhares de famílias atravessando angústia,
incerteza e preocupação. Ver o nosso povo preocupado em chegar ao fim do mês,
com seu trabalho, com o futuro de seus filhos. Atrás de cada número há pessoas,
famílias, sonhos e toda uma vida de esforço que merece respeito.
Queremos
que saibam com clareza: nós também fomos vítimas desta situação, assim como
muitas famílias paraguaias. Compartilhamos a mesma indignação, a mesma
preocupação e a mesma dor que hoje afeta tantos compatriotas.
Mas
neste momento, a maior preocupação não é conosco.
Nossa
prioridade absoluta deve ser o povo trabalhador. Aqueles que tinham as
economias de toda uma vida investidas lá. As pessoas com menos recursos que
hoje estão em total vulnerabilidade. São elas que precisam de mais apoio e que
devem estar em primeiro lugar ante qualquer medida que seja tomada.
Por
isso, hoje não falamos de futebol, falamos como povo.
Exigimos
firmemente que o governo e a Justiça atuem de forma imediata, transparente e
sem distinção. Necessitamos de uma resposta contundente. Não se pode titubear
quando está em jogo o esforço de tanta gente decente.
Por
meio do esporte, nós saímos de campo todo dia para mostrar ao mundo nossos
valores, garra e identidade paraguaia. Trabalhamos duro para deixar no lugar
mais alto a bandeira do nosso país e honrar o nosso povo. Não é justo, nem
vamos permitir, que ações de poucas pessoas indefensáveis manchem a reputação
de todo o Paraguai.
A
Justiça deve atuar com força, punir os responsáveis. O povo paraguaio é
solidário, honesto e trabalhador, merece que suas instituições estejam à
altura.
Quanto
à nossa situação pessoal, dizemos com clareza: cada um de nós vai avaliar de
maneira individual as ações legais correspondentes, caso tenhamos sido
afetados. Não vamos olhar para o outro lado, vamos defender o que é nosso, como
é de direito, baseados na lei.
Ser
paraguaio não é apenas vestir a camisa da seleção, é não abandonar o seu povo
quando ele mais precisa.
Força
para todos aqueles que foram prejudicados, estamos com vocês.
O
Paraguai já se reergueu muitas vezes e também vai se reerguer desta vez, unido,
com trabalho, com dignidade e de cabeça erguida.”
Fonte:
ICL Notícias

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