José
Sérgio Gabrielli: Política fiscal
A
primeira semana depois do resultado das eleições de segundo turno no Brasil foi
tomada pelo noticiário da fuga do derrotado e das pressões do sistema
financeiro para que o governo assuma a pauta fiscal do candidato fujão.
Felizmente, alguns economistas de fora do governo se manifestaram publicamente
pedindo mais progressividade na cobrança de impostos, adoção de novas formas de
institucionalidade na relação entre política fiscal e política monetária e,
inclusive, a adoção de mecanismos monetários heterodoxos, como o tabelamento de
juros.
Que bom
que o debate se estabeleceu e aparentemente não há mais a onipresença do
pensamento único. Viva a democracia! Esse trabalho visa apresentar alguns
números sobre a situação fiscal, que é menos dramática do que querem fazer crer
os defensores da inevitabilidade do ajuste fiscal para estabilizar o
crescimento da dívida/PIB, mas também não pode se desconsiderado exigindo
algumas medidas de redução de déficits.
Precisamos
deslocar a discussão da pauta fiscal para evitar generalidades que abordam os
principais componentes do déficit primário, esquecendo o gigantesco efeito dos
juros sobre os déficits nominais que são os conceitos fundamentais que
possibilitam o crowding out de recursos do mundo real para o mundo financeiro,
desestimulando os investimentos produtivos.
A
proposta orçamentária para 2027 já está no Congresso, com meta de superávit de
0,5% do PIB (R$ 73,2 bilhões), limite de despesas de R$ 2,6 trilhões,
salário-mínimo de R$ 1.741. De acordo com o novo arcabouço fiscal, os dados de
junho de 2026 implicam em: A meta de 2026 é superávit de R$ 34,3 bilhões (0,25%
do PIB) com limite inferior em zero. O Relatório de Avaliação de Receitas e
Despesas Primárias do 4º bimestre, de 24 de setembro, projetou déficit bruto de
R$ 80,9 bi, reduzido a déficit de R$ 13,6 bilhões após R$ 67,3 bilhões de
exclusões legais. Isso ficou R$ 13,6 bilhões abaixo do piso da banda – o
primeiro contingenciamento do ano, decretado só no 4º bimestre.
Em
paralelo, o limite de despesas da LC 200/2023 é R$ 2.392,7 bilhões, e as
despesas sujeitas a ele somam R$ 2.395,1 bilhões –excesso de R$ 2,4 bi, coberto
por bloqueio. A contenção total é de R$ 16,1 bilhões.
O
déficit de 2025 limita o crescimento real de pessoal e encargos a 0,6% e a LC
235/2026, diante do déficit projetado para 2026, limita o crescimento das
despesas com receitas legalmente vinculadas a IPCA + 2,5%. Ou seja: 2027 já
nasce com correção parcial embutida.
O
arcabouço fiscal, política desse governo Lula 3, acionou suas travas por causa
do déficit de 2026: o crescimento real da folha está limitado a 0,6% em 2027 e
novos benefícios tributários estão proibidos. O ministro da Fazenda, Dario
Durigan, vem defendendo o aumento do alvo da política fiscal, do piso do
resultado primário para o centro da meta. Na política de contingenciamento,
“piso” e “centro” se referem à meta de resultado primário, não à meta de
inflação. Se os investimentos responderem crescendo, tudo bem. Se isso não
ocorrer, poderemos ter contração da atividade econômica.
Se o
centro da meta for adotado, há o intervalo abaixo do centro que passa a ampliar
o espaço fiscal, entendido como a superação da restrição rígida do piso que
impõe corte de despesas automáticas, quando o resultado primário atinge o piso,
não podendo cair mais. O centro o trata como alvo, com margem simétrica para
cima e para baixo. A mudança desloca o gatilho de ajuste com proibição da
emissão de empenhos do centro para a borda inferior da banda.
A meta
de gastos é uma trava para expansão dos gastos públicos. O limite de despesas
do arcabouço é outro. O arcabouço fiscal (LC 200/2023) amarra o crescimento
real do gasto a 70% ou 50% da receita elegível, com piso de 0,6% e teto de
2,5%, sobre janela encerrada em junho do ano anterior. Receita arrecadada em
2027 não abre automaticamente espaço de gasto no mesmo ano. Também é preciso
tratar como risco, e não como certeza, os R$ 42 bilhões de Imposto Seletivo
previstos como receita condicionada à regulamentação.
No novo
arcabouço, as despesas têm crescimento limitado, independentemente do resultado
fiscal do mesmo ano, ainda que dependentes desses resultados do ano anterior.
Portanto, ampliar a tolerância de resultado não amplia a capacidade de despesa.
Se o teto está ativo – como em 2026, com limite de R$ 2.392,7 bilhões e
bloqueio positivo –, o espaço adicional simplesmente não é conversível em
gasto. A banda muda o resultado tolerado, não o “gasto permitido”.
Na
campanha eleitoral foram anunciados vários novos programas que impactam os
gastos fiscais, somando mais de R$ 50 bilhões, se o perdão das dívidas dos MEI
for incorporado nessa conta, mesmo não sendo um gasto fiscal, porque afeta um
ativo a receber, mesmo com difícil realização. O reajuste do mínimo acima da
inflação acrescenta R$ 49,6 bilhões às despesas.
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O discurso da vitória do Presidente Lula
No seu
discurso de vitória, na noite do domingo da eleição, o presidente Lula
reafirmou seus compromissos com quem o elegeu: proteção das políticas sociais e
garantia de que os ajustes não recairiam sobre os mais pobres.
Na
segunda-feira, depois da eleição, logo na abertura, o mercado financeiro
reclamou: A B3 acionou o mecanismo de circuit breaker às 10h, o Ibovespa fechou
com queda de 13,88% e o dólar comercial subiu 8,36%, a maior alta diária em 23
anos. No mercado de juros, o DI para janeiro de 2031 registrou alta superior a
250 pontos-base em um único pregão.
O
Tesouro Nacional respondeu com dois instrumentos simultâneos: suspendeu
integralmente a emissão primária da semana e realizou três leilões
extraordinários de recompra, que retiraram R$ 31,6 bilhões em títulos de
circulação entre 26 e 27 de outubro. No final da primeira semana, a Bolsa caiu
17,5%, a maior queda desde março de 2020, o dólar teve a maior alta semanal em
18 anos e os juros futuros dispararam.
O
mercado financeiro reagiu porque não esperava a vitória de Lula e apostava no
sucesso do seu adversário, com a euforia posterior ao primeiro turno. Mas a
reação também se deveu a ausências. Não havia no discurso promessas de ajuste
fiscal. Os portfólios financeiros precisavam ser reorganizados. A Faria Lima
quer pautar o programa do presidente eleito, mesmo tendo apostado no seu
adversário.
Há um
ponto estrutural mais interessante que o conjuntural. O principal título que
lastreia as transações diárias dos mercados é utilizado em operações
compromissadas de venda com direito de recompra, mas a sua remuneração é a
própria Selic. A operação compromissada é um contrato de compra ou venda de um
título com compromisso de revenda ou recompra; o título é seu objeto. A
Resolução BCB 525 lista títulos públicos e privados elegíveis, não um ativo
chamado “compromissada”.
O
lastro das compromissadas é majoritariamente LFTs, e o Tesouro cancelou a
emissão semanal de LFTs, concentrando as recompras em prefixados e NTN-B. Com a
participação de títulos de taxa flutuante já em 52,7% da DPF em agosto –
recorde da série histórica –, comprimir o crescimento do estoque de LFT
comprime o colateral natural da política monetária. É um trade-off de
composição, não de tamanho: o Banco Central continua com lastro suficiente, mas
perde velocidade de reposição do ativo que prefere. O Tesouro deve reduzir a
proporção de títulos vinculados à Selic no mercado.
A
dívida e os juros definem a escala do desafio. Em agosto, a Dívida Bruta do
Governo Geral atingiu 82,9% do PIB (R$ 11,1 trilhões), maior patamar desde
março de 2021. Os juros nominais somaram R$ 1,2 trilhão em doze meses, 8,9% do
PIB, e o déficit primário do Governo Central ficou em R$ 82,1 bilhões, 0,62% do
PIB. Olhem a discrepância do tamanho dos juros e do tamanho do déficit
primário.
Os dois
candidatos que disputaram as eleições apresentavam dois caminhos para enfrentar
o problema. O primeiro caminho chamava de eficiência o corte de direitos. Foi
derrotado. O segundo anuncia expansão social, melhorando as contas pela revisão
de privilégios e pela qualidade do gasto, e financiando a proteção social com
fonte demonstrada.
Na
aritmética da razão dívida/PIB, um mirava o numerador, querendo reduzir os
gastos na vã esperança de que o mercado iria baixar o apetite de juros altos,
se o governo fosse “bem-comportado”, cortando os gastos, e outro mirava no
denominador, querendo aumentar o PIB, evitando os impactos recessivos dos
cortes de gastos e estimulando o investimento para o crescimento da economia.
Mesmo que a literatura constate que “não há, […], uma correlação tão forte
entre resultado primário e a curva da taxa de juros na economia brasileira nas
últimas décadas”.
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O real problema
O
grande temor do mercado financeiro é o crescimento da razão dívida/PIB e a
solução proposta é o aumento do superávit primário. Quero aqui chamar a atenção
para o irrealismo dessa proposta, se os juros continuarem elevados. A dívida
bruta do governo central (DBGC) em agosto de 2026 era de 11 trilhões de reais,
correspondendo a quase 83% do PIB, mas a dívida líquida era de 69,3% do PIB,
nível dentro dos padrões internacionais de países do tamanho do Brasil. A
diferença entre DBGC e DLSP, entre outras coisas, é o volume de ativos
internacionais que o país dispõe para pagar sua dívida. Do ponto de vista da
razão, não há motivo para pânico.
Do
ponto de vista cambial, também não há por que se ter uma atitude de
apavoramento, dado o fato de que mais de 90% da dívida ser em moeda nacional e
o país dispor de enormes reservas cambiais. Se os especuladores com títulos
públicos quiserem migrar para o dólar terão que realizar suas vendas,
aumentando a oferta de títulos no mercado, baixando seus preços.
A
trajetória da razão dívida/PIB é fundamentalmente movida pelo comportamento dos
juros. Nos 12 meses até agosto, os juros nominais somaram R$ 1,2 trilhão – 8,9%
do PIB – contra um déficit primário de apenas 0,62% do PIB. A decomposição do
crescimento em agosto mostra a hierarquia com clareza: juros +0,8 p.p.,
primário +0,1 p.p., câmbio −0,2 p.p., crescimento nominal −0,4 p.p., outros
−0,1 p.p. Para janeiro–agosto, os componentes informados pelo BCB são
diferentes, com juros de +5,8 p.p., primário de +0,7 p.p. e crescimento nominal
de −3,0 p.p.
Vamos
agora supor que a lógica do austericídio fiscal seja totalmente
prevalente. Qual seria o superávit
fiscal que seria necessário para parar o crescimento da razão dívida/PIB? Vamos
usar um modelo simples, que é determinístico e anual. Não modela composição da
dívida por indexador, efeito cambial sobre a parcela externa, nem o perfil de
vencimentos. O ajuste stock-flow (sf at ) captura de forma agregada
reconhecimentos de dívida, efeito cambial e variações de caixa. Tomando as
variáveis d, pb e sfa como proporções do PIB, as relações entre as variáveis
podem ser
dt = dt-1 x 1+i/1+g – pbt +sfat
Onde dt é o estoque da dívida/PIB no momento t, i
é a taxa de juros, g é a taxa de crescimento do PIB nominal, pbt é o resultado primário em moeda corrente,
como proporção do PIB.
O termo
1+i/1+g
é o
fator de bola de neve. Quando i > g, a dívida cresce mesmo com primário zero
— e cresce proporcionalmente ao estoque. É por isso que a trajetória brasileira
é tão insensível a ajustes pequenos.
As
taxas de juros, especialmente a Selic, são as principais responsáveis pelo
crescimento da dívida. A experiência traumática da inflação elevada no Brasil
levou à consolidação de uma arquitetura macroeconômica profundamente avessa ao
risco inflacionário. Nesse contexto, pressões de preços – mesmo quando
provocadas por choques temporários, cambiais ou de oferta – frequentemente
desencadeiam respostas automáticas de política econômica, centradas na elevação
dos juros básicos e, muitas vezes, na contenção dos gastos públicos.
Atualmente,
em 2026, os grandes direcionadores da variação dos preços são fatores externos,
como a absurda guerra dos EUA contra o Irã e seus efeitos sobre os preços dos
combustíveis e fertilizantes, além de fatores sazonais e impactos das mudanças
climáticas, não existindo qualquer indício de que os fatores de excesso de
demanda sejam relevantes na conjuntura de 2026. No entanto, os juros permanecem
estratosféricos.
O
COPOM, na sua visão de mundo própria, na sua Ata 281ª e no Relatório de
Política Monetária de setembro, registra PIB real maior que o PIB potencial,
mercado de trabalho aquecido, expectativas desancoradas, inflação de serviços
elevada e demanda pressionando a inflação. Os membros do COPOM, também
reconhecem choques de oferta. A conclusão é de causas mistas e incerteza, não
de exclusão de demanda.
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O que diz o programa do Lula?
Considerando
o programa registrado no TSE pelo então candidato Lula e os Cadernos para o
Futuro, publicados pelas fundações dos partidos que o apoiaram, retiramos
algumas proposições.
No
curto prazo, o instrumento viável é a atuação conjunta da Receita Federal e da
PGFN sobre créditos já constituídos, com foco em divergências materiais de alta
renda e grandes contribuintes, respeitando contraditório, proteção de dados e
segurança jurídica. Recuperação de estoque financia despesa não recorrente, não
serviço permanente.
Para
isso ser efetivo não basta a atuação da Receita e PGFN. Já há novos mecanismos
como a transação tributária por edital ou individual (poucos casos), e a
mediação ou arbitragem criadas em 2026, mas que dependem de lei que estabeleça
critérios, condições e procedimento. As transações tributárias têm recuperado
entre 45 e 49% do débito, que não significa o valor efetivamente arrecadado.
Também
é possível revisar contratos de energia, telecomunicações, imóveis e compras
padronizadas, que estejam vencendo e ampliar serviços administrativos
compartilhados. Economia real é a que reduz custo, mantendo quantidade e
qualidade do atendimento.
Atuar
nos gastos tributários revisando alguns incentivos que não são mais eficientes
ou que os benefícios são muito baixos. É a principal fonte estrutural de novos
recursos. Cada benefício deve ser inventariado por objetivo, custo, prazo e
contrapartida, e só reduzido se for regressivo, redundante ou sem resultado
comprovado. Preservam-se imunidades constitucionais, cesta básica, cashback,
agricultura familiar, pequenos negócios genuínos e incentivos com
adicionalidade demonstrada em emprego, inovação ou ambiente. O total de R$
434,3 bilhões em renúncias projetadas para 2027 não é caixa disponível: é um
universo heterogêneo, com prazos e naturezas jurídicas distintas.
As
emendas parlamentares também devem ser alvo de escrutínio para adequá-las aos
programas mais estruturantes, definidos pelo Planejamento. Eficiência
administrativa medida contrato a contrato. É preciso usar indicadores de
qualidade e preservação de conteúdo nacional, micro e pequenas empresas e
compras locais para os ajustes necessários.
Dar
conteúdo orçamentário à proteção social. Primeiro, reorganizar dotações para
fortalecer SUAS, cuidados, creches e atenção primária. Depois, e só com fonte
recorrente, limite e capacidade de entrega demonstrados, abrir uma carteira
adicional, com custo unitário, manutenção e cofinanciamento pactuado – e não
apenas obra inaugurada.
Previdência:
discutir financiamento, não restringir acesso. A agenda de 2027 é diversificar
fontes de custeio, inclusive para trajetórias ocupacionais descontínuas e
trabalho por plataforma, com estudos atuariais e diálogo social. Não se propõe
nova idade mínima, redução de indexação ou barreira de elegibilidade como
atalho fiscal.
Dificilmente
essas medidas chegam sequer perto do volume de juros que a gestão da dívida
impõe às autoridades fiscais. Em momentos de conflito entre dominância fiscal e
monetária, os custos fiscais aumentam. A literatura ensina que, se a tributação
dos detentores de títulos públicos aumentar, o governo pode arrecadar mais
sobre juros já pagos. Mas, em novas emissões, parte desse ganho pode ser
compensada se o mercado exigir maior remuneração bruta. ]A comparação relevante
é entre arrecadação incremental efetivamente capturada pelo setor público e
custo adicional de financiamento ao longo do tempo, considerando a composição
dos investidores, outros impostos e mudanças de carteira. Para títulos
existentes, o preço de mercado pode se ajustar; o tratamento jurídico de
contratos já emitidos é decisivo. Há uma permanente tensão entre o Tesouro,
tomador de recursos, e o mercado financeiro, provedor de recursos, mesmo que a
ação do Tesouro seja provocada pelo tamanho das transferências do setor público
para o privado no pagamento dos juros da dívida acumulada.
Um dos
elementos fundamentais para entender a dinâmica dos juros sobre os resultados
nominais do setor público é o comportamento dos spreads entre a taxa Selic e as
taxas efetivas dos juros. Alguns instrumentos fiscais existem para desestimular
a expansão desses intervalos entre taxas mínimas e máximas no mercado
financeiro. Há de se ter cuidado na calibragem dessas medidas, considerando as
possibilidades de reação dos mercados contra as medidas do Tesouro. Necessária
uma definição política e manejo técnico adequado dos instrumentos para evitar
efeitos colaterais negativos. Intervenção cirúrgica das autoridades fiscais.
Por
isso merece atenção especial a proposta de André Lara Resende de criação de um
mecanismo mais amplo do que o CMN para coordenar a política monetária e fiscal
no Brasil. O pior dos mundos é a situação de conflito de objetivos entre as
duas políticas no curto prazo.
Por
outro lado, a variável chave para a recuperação de médio e longo prazo é o
crescimento dos investimentos, que possibilitarão o avanço da Nova Indústria
Brasil, os processos de modernização e aproveitamento dos recursos naturais que
dispomos, assim como a consolidação do SUS como a base da saúde do país e a
necessária revolução educacional para atender às demandas do futuro.
Em
2027, poderemos ter um cenário de contração devido a variáveis externas, como
mudanças na geopolítica mundial e dificuldades de expansão do produto
doméstico. A política fiscal deve ser suficientemente flexível para se ajustar
a um cenário de redução, bem como de crescimento da economia.
Fonte:
A Terra é Redonda

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